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terça-feira, 19 de abril de 2011

MEDITAÇÕES 5 - DUAS VIDAS, DOIS CAMINHOS

DUAS VIDAS, DOIS CAMINHOS
Lc 23:32-33, 39-43

INTRODUÇÃO: Hoje gostaria de falar de duas vidas que se cruzaram num determinado momento e tomaram caminhos diferentes. Quero falar de dois ladrões que se encontram diante de um mesmo destino, de uma mesma sentença, morte de cruz. Ambos foram colocados ao lado de Jesus, contudo suas vidas tomaram caminhos diferentes a partir do encontro com Jesus.

1 – A semelhança dos dois: duas vidas condenadas
A Bíblia diz que os dois eram malfeitores (aquele que comete crime). Ambos eram pecadores, ambos estavam condenados à morte (Lc 23:32-33). É necessário que compreendamos que ao serem condenados a morte física, ambos estavam sendo condenados a morte eterna também.
A Palavra de Deus nos ensina que todo aquele que morre fisicamente, que abotoa o paletó, que parte dessa para outra sem Cristo, já está condenado (Jo 3:18), ou poderíamos dizer que todo aquele que vive no pecado, está condenado a segunda morte que é sofrimento eterno. O lago de fogo aguarda todo aquele que parte deste mundo sem Cristo (Ap 21:8).
Ambos os malfeitores possuem algo de semelhante a nós. Todos somos criminosos diante de Deus, todos infligimos sua lei de uma forma ou de outra; Deus nos chama para sermos dependentes Dele (1 Jo 15:5 “sem mim nada podeis fazer”). Jesus nos chama para bebermos de Sua água, para comermos de Sua carne, no entanto buscamos nos alimentar de nossa própria cobiça, de nossos próprios sonhos, em fim todos buscamos viver independentes Dele. Deus nos manda amar nosso próximo como a nós mesmos (Mt 19:19), todos amamos mais a nós mesmos do que nosso próximo.
Espiritualmente nos encontramos na mesma condenação que aqueles malfeitores quando estavam indo para a Cruz. Entretanto surge uma distinção entre os dois malfeitores.

2 – Diante a condenação atitudes diferentes que determinaram a eles caminhos diferentes
Um dos malfeitores olha para Jesus crucificado e vê apenas um homem crucificado (Lc 23:39). Sua visão o levou a blasfemar de Jesus. De uma forma arrogante, sarcástica falava para Jesus se libertar e também libertar a eles. Na verdade ele não cria que Jesus poderia fazer o que ele pedia. Mas seu pedido também revelava seu interesse em si mesmo, ele não estava preocupado com Jesus, apenas em sua libertação momentânea. Não estava preocupado com seu destino depois da morte. Assim, como muitos, possivelmente, acreditava que toda dor terminaria com o último suspiro de vida, não sabia que dor maior o aguardava depois da morte.
O segundo malfeitor toma uma atitude diferente, olhe para Jesus e não vê apenas um homem, mas vê o próprio Deus morrendo em seu lugar (Lc 23:40). Essa visão trouxe àquele homem a esperança de perdão, de reconciliação, de poder viver melhor e ser melhor do que ele era até aquele momento. Suas palavras são fortes demonstrações de um homem que obteve um encontro com Jesus:
a)      Reconhece que era pecador e que merecia a morte de cruz (Lc 23:41);
b)      Reconhece que Jesus era o Messias esperado (Lc 23:42) “no teu reino”;
c)      Reconhece que Jesus era o caminho para o reino (Lc 23:42) “lembra-te de mim”.
O homem que olhou para Jesus e viu apenas um homem crucificado não teve seu nome arrolado no livro da vida. Sua incredulidade, sua arrogância, sua zombaria garantiram a ele um lugar no lago de fogo (Lc 10:16; Ap 20:15). O outro condenado por ter crido em Jesus, reconhecido que era um pecador, clamou a Jesus um lugar no seu reino e prontamente Jesus disse: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23:43).

CONCLUSÃO: Todos somos pecadores (Rm 3:23) e todos carecemos da glória de Deus. Seu destino depende de como você vê Jesus. Ele não é apenas um homem que morreu numa cruz, mas é o próprio Deus que morreu em seu lugar numa cruz para que você recebesse salvação. Existem dois caminhos escolha um nesta noite.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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