LIÇÕES DE UM PRISIONEIRO
2 Co 6:5
INTRODUÇÃO: Um homem entrevistou 24 prisioneiros para o projeto de um livro. Este homem percebeu que embora nenhum dos prisioneiros tenham sofrido torturas, nem tenham sido maltratados, sofreram fome, frio, isolamento e angustiaram-se muito com a incerteza do porvir. Nenhum deles falou de sua libertação sem que lhe brotassem lágrimas.
Este homem perguntou a eles: “Como a experiência da prisão afetou suas vidas?” Todos disseram que durante os anos de confinamento, Deus ensinou-lhes lições que aplicariam mais tarde em suas vidas. Mas quando perguntaram a eles se teriam ido para a prisão voluntariamente, todos responderam: “Não!”
TRANSIÇÃO: Quero falar de um homem que passou grande parte de sua vida cristã atrás das grades. Paulo foi um prisioneiro e temos grandes lições para aprendermos como este prisioneiro.
As epistolas de Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon são denominadas Epistolas da Prisão, já que foram todas escritas durante a prisão de Paulo em Roma (Ef 3:1; Fp 1:7; Cl 4:10; Fm 9). Lições de um prisioneiro:
1 – Podemos sofrer, passar privações
Paulo estava escreveu uma carta aos irmãos filipenses de dentro da prisão. Em sua carta ele confessou ter passado fome, necessidades, privações, e também ter vivido momentos de abundancia, fartura (Fl 4:11-12). Somos tendenciosos a pensar que não podemos sofrer, que não podemos passar por necessidade. Muitos julgam outros de forma errada por causa de sua situação financeira. Se esta pedindo ajuda, mendigando é um pobre miserável, sem a graça de Deus. Se tem muito dinheiro, conta cheia no banco é um abençoado de Deus. Este é um padrão perigoso para se medir espiritualidade, compromisso com Deus.
Jó mendigou e por causa disto não era um homem justo, não era amado por Deus? O salmista não o conheceu pessoalmente (Sl 37:25), mas Jó era justo e mendigou (Sl 11:5). Paulo era justo e disse que passou fome, necessidade, precisou de ajuda, de socorro.
2 – Podemos ensinar a outros mesmo de dentro de uma prisão
Paulo orientava as igrejas mesmo de dentro da prisão.
Ef 4:1-6 – orienta os crentes quanto sua relação com outros crentes.
Ef 4:7-16 – orienta com relação aos dons espirituais.
Ef 4:17-32 – orienta os cristãos de como deviam proceder uma vez que são novas criaturas.
Poderíamos ver estas orientações em toda epistola e também nas demais epistolas. Paulo orienta a respeito do papel do marido e da mulher, do relacionamento do servo e do senhor, etc.
3 – Podemos evangelizar mesmo dentro de uma prisão
Paulo evangelizava mesmo dentro da prisão (Ef 6:19).
Paulo esta preso em Roma e pede para que os irmãos orassem por ele para que tivesse força, coragem para falar do evangelho. Para anunciar as boas novas. Paulo estava preso por causa do evangelho, estava para ser julgado por causa de suas pregações, contudo não queria desistir de pregar, não tinha medo de morrer por Cristo.
4 – Podemos orar e louvar dentro de uma prisão
Paulo orava e cantava na prisão (At 16:23-25).
Quando passamos por lutas ou por alguma pequena dificuldade logo nos desesperamos. Pensamos que Deus não esta nos ouvindo; Culpamos alguém por aquele momento difícil que vivemos.
Paulo e Silas estavam amarrados num tronco e neste lugar de dor cantavam o oravam ao Senhor.
CONCLUSÃO: Deus usa as “prisões” da vida para nos ensinar lições espirituais que não aprenderíamos de outra forma. Podemos assim louva-lo e confiar Nele em qualquer circunstância. DEUS USA AS ADVERSIDADES PARA FAZER-NOS CRESCER. Paulo nos ensinou que a prisão não é o fim do nosso chamado, mas continuidade deste chamado. Na prisão descobrimos que nossos ministérios não se acabaram, que nosso relacionamento com Deus não se acabou. Mesmo na prisão podemos continuar ensinando, evangelizando, orando e louvando o nome do nosso Senhor Jesus Cristo.
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