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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

MENSAGEM 20 - APRENDENDO A ORAR (5): A VERDADEIRA ORAÇÃO

APRENDENDO A ORAR (5):
A VERDADEIRA ORAÇÃO

           A oração que estaremos refletindo é feita por Moisés após Deus ter libertado o povo de Israel das mãos dos egípcios de forma milagrosa. Agora eles estavam caminhando pelo deserto em direção à terra prometida.
Moisés se encontrava no Monte Sinai recebendo de Deus instruções e leis que deveriam ser guardadas pelo povo de Israel.
O povo havia ficado lá embaixo, no pé do monte, uma vez que tinham medo da voz de Deus, e pediram a Moisés que Deus falasse somente com ele. Enquanto Moisés falava com Deus no Monte Sinai veja o que acontecia lá embaixo: “1Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido” (Êx 32.1).
Na ausência de Moisés, seu irmão Arão teve a grande oportunidade de liderar este povo, impedindo-os de se extraviarem; entretanto cedeu ao apelo do povo, construindo para eles um bezerro de ouro para que pudessem chamar de seu “deus” e prestar-lhe culto.
Tal atitude acendeu a ira de Deus conforme podemos ler nos seguintes versos: “7Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu, 8e de pressa se desviou do caminho que lhes havia eu ordenado; fizeram para si um bezerro fundido, e o adoraram, e lhe sacrificam, e dizem: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me; para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação” (Êx 32.7-10).
Diante desse quadro sombrio surge a oração intercessória de Moisés. Essa oração nos apresenta alguns ensinamentos muito significativos para nós.
Contudo gostaria primeiramente de propor algumas reflexões dentro deste contexto.


Ø Por que a ira de Deus se acendeu?
Duas coisas para mim, neste texto, são notórias para que a ira de Deus se acendesse:
·        Adoraram um bezerro feito por suas próprias mãos.
·        Deram a este bezerro a glória de ter tirado Israel do Egito.
Como pode alguém em sã consciência criar um deus e depois adorá-lo? Se ele foi criado por um homem não pode ser deus, pois ele é menor que seu criador; sendo que nem o homem é deus, muito menos sua criação.
Como pode alguém conhecer seu libertador e dar a glória desta libertação a outro?

Não cometemos o mesmo erro em nossos dias? Porventura não criamos deuses para nós? Todas as vezes que permitimos que algo ou alguém seja o norteador de nossas vidas estamos colocando este algo ou alguém no lugar de Deus. Muitos fazem do dinheiro o seu deus, outros dos filhos e ainda outros fazem da carreira o seu deus. Quem realmente é seu deus? Quem ou o que determina realmente as escolhas de sua vida?

Ø O que detectamos através desta atitude do povo?
Percebemos duas coisas importantes por trás desta atitude do povo:
·        Ao adorar o bezerro enxergamos uma inclinação a serem senhores de suas próprias vidas.
·        Ao dar ao bezerro a glória de Deus vemos uma manifestação clara de ingratidão.

Penso que muitos de nós ainda que inconscientes nos julgamos senhores de nossas próprias vidas e nos esquecemos de que fomos criados por Deus, para a glória Dele. Muitos fazem escolhas em suas vidas, sem levar em consideração os valores e princípios de Deus.
Existem também aqueles que acreditam que possuem o controle de suas vidas. Por pensarem desta forma fazem planos à longo prazo e vivem sem considerar a eternidade. Quem desconsidera o Seu Criador é ingrato para com Ele.  

Ø Seria Deus injusto ao desejar destruir este povo?
Diante a ingratidão do povo e de sua insubmissão, nos parece que a destruição deste povo era justa por parte de Deus.

E o que dizer quanto a nós? Merecemos o castigo eterno?
A Bíblia afirma claramente que não há um justo sequer na terra. Todos pecaram e todos carecem da glória de Deus. Essa verdade está firmada no fato de que em Adão todos participamos do pecado original. A natureza corrompida de Adão passou a ser parte do DNA de toda raça humana. Somos gerados no pecado, crescemos no pecado e morremos no pecado, portanto somos todos culpados diante de Deus.
Embora sejamos merecedor do castigo eterno, Deus entra em nossa história e prove para nós salvação, nos conduzindo a vida eterna. Falaremos disso mais adiante, voltemos a intercessão de Moisés. Vejamos o que podemos aprender através de sua oração intercessória.

1 – Moisés intercede pela reputação de Deus (Êx 32.11-14)
O que me chama à atenção nessa oração é que Moisés não levanta a voz primeiramente para defender o povo. Moisés até este momento não sabia o que estava acontecendo, não sabia que o povo tinha feito um bezerro de ouro e que o adoravam como seu deus. Ele inicia sua oração perguntando a Deus: “Por que se acende, Senhor, a tua ira contra o teu povo...?” (v.11).
O que Moisés sabia naquele momento era que Deus estava furioso com o povo. Moisés sabia disso porque estava na presença de Deus, estava conectado com Deus.
Moisés demonstra primeiramente uma preocupação com a reputação de Deus, veja o que ele diz para Deus nos versos 12 e 13: 12Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou para mata-los nos montes, e para consumi-los da face da terra?(...) 13Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado...”.
Como ficaria a reputação de Deus diante os egípcios se Deus matasse o povo no monte? Como ficaria a honra de Deus se não cumprisse Sua palavra dada a Abraão? Quem creria em Deus? Possivelmente ninguém creria mais em Deus.
Primeiramente aprendemos através desta oração que todo intercessor precisa estar conectado com Deus no nível de se preocupar com a reputação de Deus. Se preocupar com o nome de Jesus.
Jesus na oração do Pai Nosso, nos ensina esse principio, quando diz para orarmos: “Pai nosso, que está nos céus, santificado seja o teu nome...”.
Aquele que intercede deve viver e orar para que o nome de Deus seja santificado sempre.

Reflexão:
·        Como você tem vivido? Deus tem sido santificado através de suas palavras e ações?

2 – Deus busca amigos para transmitir seus ensinos
A segunda lição que gostaria de destacar é que Deus deseja encontrar amigos, pessoas que estejam abertas para ouvi-Lo e serem canais da transmissão de seus ensinos, ainda que estes não tenham consciência disso. Deus poderia ter destruído o povo sem falar com Moisés? Poderia. Por que, então, Ele contou a Moisés? Porque Deus desejava manter comunhão com ele e usá-lo para nos ensinar a respeito de si mesmo. Essa é a razão que levou Deus a registrar várias orações na Bíblia.
Tomemos como exemplo a narração de Gênesis 18.17-33. Deus não poderia ter destruído Sodoma e Gomorra sem falar com Abraão? Poderia. Contudo Ele desejou compartilhar com o amigo Abraão o que faria, conforme lemos em Gênesis 18.17-19, e desta forma ensinar para Abraão e para nós que Ele não destruirá o justo por conta do ímpio.
O mesmo se dá nessa narrativa da oração intercessória de Moisés.
A um primeiro momento somos tentados a pensar que Moisés salvou Deus de causar uma tragédia na história por causa de um momento de fúria de Sua parte. Contudo isso não é verdade.
Deus é imutável e eterno! Deus se move além de nosso kronos. Deus vê além de nosso tempo. Dessa forma podemos afirmar com certeza que a fala de Moisés é apenas uma expressão do próprio Deus. Moisés estava conectado com Deus e por isso é levado pelo Espírito de Deus a fazer essa intercessão. Essa é a verdadeira oração!  A oração que procede do trono de Deus, e, que é revelada ao nosso espírito e então declarada através de nossos lábios.
O que Deus estava ensinando a Moisés e ao povo de Israel? Estava ensinando o quanto Ele era gracioso.
O povo merecia a punição, isso seria um ato de justiça. Entretanto Deus estava provendo para eles salvação, isto é um ato de graça. O Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento, sempre cheio de Graça para com os homens. Nós merecíamos o inferno, mas Deus pela sua imensa graça enviou Seu Filho, Jesus Cristo, para pagar o preço de nossos pecados e nos prover salvação.
Para Jesus você não é só um servo, mas um amigo, com quem ele deseja viver em plena comunhão. Ele quer te ensinar e te levar a um maior conhecimento de Sua pessoa, para que você interceda segundo o coração dele e não o seu. Deus não só quer te ensinar, como deseja te tornar um instrumento para que outros O conheçam através de você.

Reflexão:
·        Você está aberto e desejoso para ouvir Deus?
·        O que tem aprendido com Deus nesses últimos dias?

Conclusão:
O intercessor precisa se conectar com Deus de tal forma que sua prioridade seja a reputação de Deus, e essa conexão precisa ser intensa a ponto que seja levado a orar direcionado pelo Espírito Santo.
Todo intercessor precisa ser amigo de Deus, precisa busca-lo intensamente e deseja-lo de todo coração. Quem verdadeiramente busca Deus o encontrará, e Deus se revelará a este, conforme lemos em Amós 3.7 – “Certamente o Senhor Deus não fará cousa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas”.
Seja um amigo de Deus e você será um intercessor.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

31/07/2015

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