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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 6 de abril de 2017

SERMÕES 4 - DANÇANDO COM DEUS

DANÇANDO COM DEUS

Iremos refletir sobre a seguinte pergunta: Qual o elo entre a cruz, Jesus e a redenção da humanidade?
Para entendermos melhor a profundidade desta história convido você a mergulhar comigo no tempo antes do princípio (Gn -1).
Gênesis 1:1 - No princípio Deus criou os céus e a terra. - E o texto segue descrevendo toda criação, até que no sexto dia Deus cria o homem a Sua imagem e semelhança. Mas o que existia antes de toda criação? Somente Deus. Todas as coisas se originam de Deus. Como vivia Deus antes de criar o universo e o homem? É difícil descrever a vida da Trindade Santíssima, contudo a Bíblia nos dá alguns flashes.
Os teólogos afirmam que a trindade mesmo antes de toda criação vivia num movimento coreográfico perfeito e harmonioso.
Os teólogos chamam esta dança de PERICHORESIS

- peri (radical) = ao redor, envolta à “periferia”
- chore (radical) = dança à coreografia
- esis (sufixo) = usado para ações ou processo.
Por isso o tema de nossa mensagem: Dançando Com Deus.
Perichoresis se refere à mútua coabitação das três pessoas da Trindade. A palavra significa que a trindade dança ao redor de si, onde as três pessoas estão completamente entrelaçadas uma com a outra. Dançam em uma sintonia perfeita, uma dança harmoniosa e onde há uma entrega completa de um ser ao outro, no mais perfeito e puro amor. Compartilham completamente da vida um do outro sem, contudo, perder a identidade. Cada Pessoa da Trindade contém e envolve as outras e, ao mesmo tempo, é contida pela outra. Jesus disse “eu e o Pai somos um”, “Quem vê a mim, vê o Pai”, “Eu estou no Pai o Pai está em mim”.
É uma dança dinâmica que envolve mudança contínua: ora uma pessoa está no centro, ora outra. A cada momento, os participantes estão numa configuração diferente.
Em meio a essa dança, numa explosão de amor, Deus cria todas as coisas, sendo o homem a coroa desta criação, o ser que Ele fez a Sua imagem e semelhança para que este participasse da dança da Trindade Santíssima.
Entretanto o homem causa uma ruptura naquela linda dança, ele escolhe dançar sua própria música, conduzir a si mesmo pelo salão e faz surgir no salão celestial uma imagem nova: a cruz. Neste momento se inicia o elo entre Jesus, a cruz e a humanidade.
A cruz surgiu na eternidade e não no nosso kronos. O nosso Kronos é um tempo dentro da eternidade, um tempo criado por Deus para poder nos restaurar e nos conduzir de volta a eternidade.
Efésios 1:4 Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.
Com isto em mente quero convidar você a ir comigo para a primeira divisão.

1)   Cristo sofreu e morreu a nossa morte.
Jesus teve que deixar o baile, aquela dança perfeita, que vivia com o Pai e com o Espírito Santo para se fazer homem e passar por todo este sofrimento, por causa do nosso pecado.
Paulo descreve esta realidade:
Filipenses 2:5-8 - 5Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus,6que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; 7mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.8E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!

6o qual existindo na forma de Deus não considerou o ser igual a Deus um privilégio (prêmio).

Paulo diz que Jesus não considerou o ser igual a Deus como algo que Ele devia se apegar. Jesus não considerou isso quando era homem, mas quando ainda era Deus. Quando Deus ele abriu mão de sua divindade. Paulo está dizendo que Jesus imediatamente ao ver o homem deixando o salão celestial, abriu os braços para o Pai e disse: “deixa-me morrer por eles”.

Isaías 53:3-6 - 3Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.
4Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
5Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
6Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.

O que enviou Cristo para a cruz não foi somente a ambição de Judas, nem somente a inveja dos sacerdotes, nem somente a covardia vacilante de Pilatos, mas a nossa própria ganância, inveja, covardia e outros pecados.
Como descrever a dor vivida por Jesus naquelas seis horas finais de sua vida.
Na cruz com as costas dilaceradas pelos açoites a dor é imensa causada pelas farpas da madeira, câimbras causadas pelo estiramento dos seus músculos, incapacidade de respirar, dor no peito causado pelo coração comprimido que tenta bombear sangue para o corpo, perde líquido em seus tecidos, os pulmões lutam para conseguir ar, a sede toma conta do seu ser, até que percebendo que sua morte era iminente, ele junta toda sua força restante para poder sustentar seu corpo e gritar: “Pai em tuas mãos entrego meu espírito”.
Entretanto acredito que essa não foi a maior dor experimentada por Jesus, porque essa dor era pontual, em toda existência de Jesus, ela duraria apenas seis horas, e Jesus sabia disso.
Jesus também tinha ciência de que seu sofrimento e morte traria satisfação, assim como uma mãe que sofre a dor do parto.
Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito (Isaías 53:11).
Contudo dor maior era a de ter que deixar a glória que tinha com o Pai e com o Espírito Santo.
Ilustração: No último natal eu fui com minha família para Londrina...
Nosso pecado fez com que a dança da Trindade fosse interrompida, por isso Jesus ora: E agora, Pai, glorifica-me junto a ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse (João 17:5).
Assim como Jesus deixa a glória que tinha para carregar a cruz, nós também somos convidados a carregar nossa cruz, a deixamos nossa glória, a renunciarmos a nós mesmos para dançarmos com a Trindade no palco do universo (Lc 9:23).
Porque Ele sofreu e morreu a nossa morte?

2)   Cristo morreu como propiciação por nossos pecados.
Propiciação é o ato realizado para aplacar a ira de Deus, de modo a ser satisfeita a sua santidade e a sua justiça, tendo como resultado o perdão do pecado e a restauração do pecador à comunhão com Deus.

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 6:23).

A Bíblia toda vê a morte humana não como um evento natural, mas penal.
Nossos pecados se tornaram um obstáculo nos impedindo de receber o dom que ele desejava nos dar.
Portanto eles tinham de ser removidos antes que a salvação nos fosse outorgada.
Misericórdia – não dar o castigo que é merecido.
Justiça – dar o castigo que é merecido. Jesus foi castigado em nosso lugar.
Graça – além de não dar o castigo que é merecido, presentear aquele que não merece.
Deus em Cristo Jesus morreu a nossa morte, pagou o preço dos nossos pecados, e, dessa forma nos oferece de graça a salvação. Em Cristo Jesus somos libertos da condenação que estava sobre nós, Nele somos justificados e pela fé recebemos esta graça, pela fé nos apropriamos da salvação que nos foi conquistada por Cristo.

3)   Cristo morreu para conduzir-nos a Deus.
1 Pe 3:18 - Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus.
O foco do propósito benéfico da morte de Jesus é a nossa reconciliação.

Gn 3 – O Relato da Queda - O homem se desconecta de Deus Criador.
O que causou a interrupção da linda dança no salão celestial e que trouxe Jesus a Cruz foi o desejo do homem de criar sua própria dança, de conduzir a si mesmo no ritmo ditado pela vida. Ele não queria mais ser conduzido, mas conduzir.

Cl 1:16-17  - “...pois Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis... Todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas, e Nele tudo subsiste”.
Existimos para Ele. Deus tem prazer em cuidar de você, tudo subsiste através Dele e por meio Dele.

Ilustração: Celular

Se conectar com Deus é entrar na dança da trindade, se deixar ser conduzido por Deus na dança da vida, isto é, viver novamente dependente Dele, mas também debaixo de Seu cuidado, de sua provisão e desta forma cumprimos nosso propósito.
Viver na dependência de Deus e de seus cuidados é viver sob os valores e princípios do Seu Reino.
"20Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, 21para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste (João 17:20,21).
A oração de Jesus nos mostra que a dança da Trindade é uma dança inclusivista, aberta para todos que desejam participar; isto significa que somos chamados para vivermos de forma aberta ao outro, a incluir o outro em nossas vidas.  Portanto,

Reflexão: Se você deseja viver conforme a cruz você precisa considerar...
1.   A realidade de que Jesus morreu por você e Ele te convida para dançar com Ele. Você vai dançar com Ele?
2.   Quais são os valores que sustentam suas escolhas?
3.   Você tem aberto sua vida para novos relacionamentos com o fim de leva-los a dançar com Deus também?

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
23/02/2017


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