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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ORAÇÃO 8 - "PAI NOSSO" O QUE TEM A NOS ENSINAR? - (3)

“PAI NOSSO” O QUE TEM A NOS ENSINAR? – 3
Mt 6:9-15

INTRODUÇÃO: Hoje estudaremos a última parte do “Pai Nosso”. Meu desejo é que ao terminarmos este estudo você possa fazer esta oração consciente da vida que está por trás desta oração. Espero que você saia daqui disposto a tornar em realidade o que Jesus nos ensinou através desta oração.

1 – “... e perdoa as nossas dividas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;” (v.12)
O nosso Pai celestial é bondoso e misericordioso. A Bíblia nos faz essa afirmação diversas vezes. Entretanto o que nos chama atenção é que Jesus está condicionando o perdão do Pai celestial a nós, ao perdão que oferecemos aos outros. Somos perdoados na medida que perdoamos.
Precisamos compreender que esse perdão condicional a nós se dá depois do encontro com a graça de Deus, depois do encontro com o amor de Deus. Parece estranho, mas no primeiro instante o Pai te aceita como você é: cheio de ódio, de contradições, de mãos sujas, com uma vida marcada pela imoralidade, mentiras, mortes, etc. O Pai não espera que você seja santo para chegar a Ele. Quando você clama Ele abre os braços te recebe como está, assim como o Pai do filho pródigo que recebeu seu filho sujo, imundo de uma vida de orgia que o levou a miséria financeira, moral e espiritual. Mas quando este decide voltar ao Pai, ele o recebe, manda trocar suas veste e lhe dá o melhor novilho para comemorar sua volta.
Quando você redescobre que foi criado por Deus e que não há vida sem ELE, quando você volta para Jesus e O reconhece como Senhor de sua vida; o Pai manda lhe trocar as vestes e lhe abre as portas do céu para você. Você não merecia, contudo de graça recebeste e de graça você deve dar.
Conhecer a graça de Deus, experimentar o amor do Pai e não repassar para aqueles que lhe ofenderam, para aqueles que o odeiam é ignorar o que o Pai fez por você, é ignorar o sacrifício do Filho. A pratica de tal atitude demonstra que você na verdade não recebeu o amor do Pai em seu coração, que você não compreendeu o que é amar de verdade e o torna indigno de participar do Reino de Deus que é amor, bondade, mansidão, misericórdia.
Jesus nos apresenta esta realidade através da parábola do credor incompreensível (Mt 18:23-35).
Tem muita gente por aí “açoitada pelos verdugos”, sofrendo nos cárceres morais e psicológicos, chicoteados, agoniados, aflitos, perturbados por causa da desgraça, da amargura e do ódio. Ninguém permanecerá no Reino se não aprender a perdoar. Ninguém é cidadão do Reino sem ser cidadão da graça.

2 – “... e não nos deixe cair em tentação; mas livrá-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]”.
A oração de Jesus se encerra com um pedido de preservação de nossa identidade. A tentação vem do mal, como principio do pecado. Cair na tentação é transformar a imagem de Deus em fracasso, em motivo de zombaria no inferno.
Somos tentados de muitas formas, algumas vezes o mal surge diante de nós personificado, o diabo e seus demônios nos infernizam, nos armam armadilhas para fazer com que venhamos cair. Existem relatos de pessoas que se confrontaram pessoalmente com essas entidades espirituais caídas. Jesus passou por essa experiência como descreve Mateus (Mt 4:1-11).
Contudo se o diabo e seus demônios fossem presos neste momento por Jesus acredito que o mal continuaria, pois todos nós sem exceção possuímos em nós “o mal”. Trazemos em nós uma natureza caída, corrompida que nos atormenta a fazer o que não queremos fazer. Nossa estrutura psicológica é doente, nossos valores são antagônicos e relativos. Nosso caráter é imprevisível. Somos criaturas fracas, caídas.
Temos de outro lado um sistema perverso que nos induz a sermos perversos, seja capitalista, comunista, socialista, etc. O sistema que governa o mundo dos homens é muitas vezes bom no papel, mas a maldade dos homens, sua natureza corrompida faz com que este use o sistema para a busca do poder, da ganância de tal forma que no fim todo sistema se torna falho. Em nosso país somos incentivados a roubar do governo, preferimos dizer sonegar, porque se não o fizermos não conseguimos sobreviver neste mundo. O sistema nos induz a odiar o nosso concorrente profissional, mas chamamos isso de competividade comercial; que vença o melhor.
Verdadeiramente temos que orar Pai Nosso livra-nos do mal e não nos deixe cair em tentação.

CONCLUSÃO: Oremos: Pai pedimos de todo o nosso coração, que venha o teu amor para o nosso peito, a fim de que nos perdoemos mutuamente, perdoemos nossas ofensas mútuas, nossos espinhos cravados no outro e os espinhos que os outros enfiarem em nossa carne, em nossa alma, para que perdoemos os nossos desacertos doutrinários, para que perdoemos as calúnias, as mentiras e as invenções, para que perdoemos os maus tratos, a arrogância, para que perdoemos aqueles que achamos que não tem perdão.
Pai, não nos deixes cair diante as tentações que invadem nossas vidas. Não nos deixe cair na imoralidade que destrói nossos corpos e nossa alma, na ganância que rouba nossa dignidade, nos olhares da cobiça, na sedução deste mundo. Não nos deixe cair diante da sedução do dinheiro, da vida fácil. Não nos deixe cair e livra-nos da mal. Livra-nos do mal que está em nós, que nos faz desejar o que não é nosso, que nos leva a difamar pelo simples prazer de ver alguém ferido, que nos leva a desejar a queda do outro para que nós possamos subir.
Dá-nos vitória sobre o diabo, sobre as forças das trevas, cobre-nos com o sangue do Cordeiro. Porque Teu é o Reino, o poder para nos socorrer, porque tua é a glória para sempre. Em nome de Jesus, Amém.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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