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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DONS ESPIRITUAIS 1 - ASPECTOS POSITIVOS DO FALAR EM LÍNGUAS

ASPECTOS POSITIVOS DO FALAR EM LÍNGUAS
1 Co 14

INTRODUÇÃO: Me converti ao Evangelho em 1990 e desde minha conversão nunca ouvi nenhum pregador de nossa denominação, e também nunca li livros ou estudos sobre o dom de línguas em nossa denominação que não enfatizassem os aspectos negativos do falar em línguas estranhas.
            Acredito que temos perdido muito por causa disso, precisamos deixar nossos preconceitos para trás. Já passou do momento de analisarmos seriamente o falar em línguas a luz da Bíblia e não de nossos interesses ou preconceitos.

TRANSIÇÃO: No capítulo que estaremos estudando a respeito deste dom percebemos que o apóstolo Paulo, não é contrario ao dom, pelo contrario ele defende que se fale em línguas; contudo a pratica deste dom sem organização é combatida por ele. Paulo combate à desorganização e não o dom. Muitos de nossos pastores parecem que não conseguiram entender esta verdade.
Hoje vamos analisar alguns aspectos positivos do falar em línguas:

1 – Quem fala em línguas fala com Deus e em espírito fala mistérios (v.1)
Essa é uma das grandes duvidas de muitas pessoas. Podemos entender o que falamos quando oramos em línguas? A Palavra de Deus diz que falamos mistérios (v.1), portanto não podemos entender o que falamos. Se entendêssemos já não seria mistério. Veja a afirmação do apóstolo: “ninguém o entende”. Falar em línguas não é falar a língua de uma outra nação, embora isso possa acontecer, contudo Paulo se refere a falar a língua dos anjos, a falar mistérios, palavras não compreendidas por raça nenhuma. Quando oramos em línguas experimentamos o sobrenatural, falamos línguas que são desconhecidas de nós homens. Quando falamos em línguas não há compreensão da nossa parte e por isso Paulo (v.13) diz que aquele que ora em outra língua ore para que possa interpretá-la. O dom de interpretação também está incluindo entre os dons espirituais, o que demonstra que para interpretar uma língua dada pelo Espírito de Deus é necessária outra ação do próprio Espírito para que esta seja compreendida, caso contrário bastava achar algum poliglota para interpretar o que se fala em mistério. Dom de línguas é ação sobrenatural de Deus em nós.

2 – Quem fala em línguas a si mesmo se edifica (v.4)
Este é o único dom que é dado para nossa edificação. O que é edificar? Edificar, não é construir? Edificar não é crescer? É evidente que Paulo está dizendo que aquele que fala em línguas edifica a si mesmo, isto é, fortalece a si mesmo, este fortalecimento é espiritual.
Quanto mais falamos em línguas, mais nossa fé é fortalecida, mais nossa vida espiritual experimenta do sobrenatural de Deus. Você já viu um grande pregador de nossas igrejas curar enfermos, terem visões, serem usados de forma sobrenatural. Em todos os meus anos de cristão, eu ainda não vi, espero encontrar. Por que Deus usa tantos irmãos de outras denominações de forma sobrenatural e não nos usa. O problema pode estar exatamente aqui, não oramos em línguas. “Quem ora em línguas edifica a si mesmo”.
Tenho observado que normalmente as demais manifestações espirituais são experimentadas por aqueles que oram em línguas estranhas. De alguma forma o orar em línguas edifica a pessoa, isto é, a conduz para um novo nível de fé que a levará a ter visões, a profetizar, a sonhar profeticamente. Contudo isso não significa que esta pessoa é mais santa que outra que não ora em línguas.  
A profecia de Joel (Joel 2:28-29) é para nós. O apóstolo Pedro disse que a era do Espírito foi inaugurada (At 2:17-18), Pedro cita a profecia de Joel para provar que chegou a hora destes acontecimentos (visões, sonhos, profecias, etc.). O Espírito de Deus foi derramado, e continua sendo derramado sobre todos os crêem em Jesus.
Não fomos chamados apenas para experimentar da salvação, para beber um pouco da água viva, mas fomos chamados para transbordar desta água viva (Jo 7:38), Deus quer derramar torrentes de água em nós e não gotas de água. 

3 – Quem ora em línguas o espírito ora de fato (v.14)
Paulo diz que aquele que ora em línguas seu espírito ora de fato. Isto acontece porque o Espírito de Deus habita em nosso espírito. Quem fala em línguas não fala por si mesmo, mas fala o que o Espírito de Deus sopra em seu espírito.
Segundo Paulo a mente fica infrutífera. O que Paulo está afirmando é que orar em línguas não é algo produzido pela mente humana, uma vez, que fica infrutifera. Sua mente não tem nada a ver com o falar em línguas. Falar em línguas é sobrenatural, não é racional. Falar em línguas é ação do Espírito de Deus e não do homem. Diante disso Paulo diz que orará com o espírito e também com a mente (v.15).

4 – Paulo é a favor de que se fale em línguas (vv.5,39)
Paulo diz que gostaria que todos falassem em línguas, o que nos dá a idéia de que nem todos falavam em línguas. Possivelmente seu desejo é justificado exatamente pela afirmação que ele faz de que aquele que ora em línguas edifica a si mesmo. Contudo Paulo diz que devemos buscar os dons espirituais (v.1, 39). Paulo diz para procurarmos com zelo os dons espirituais, e principalmente o profetizar, porque aquele que profetiza em língua compreensível aos homens, edifica a todos. Portanto, Paulo, pede para que a igreja procurasse o dom de profecia. Contudo aquele que fala em línguas e interpreta é igual ao que profetiza.
Quando o texto fala de profetizar, não é simplesmente pegar a Bíblia e pregar um sermão, mas é falar palavras diretas do coração de Deus, é ser usado de forma sobrenatural. Normalmente só quem fala em línguas profetiza desta forma. Diante esta realidade, Paulo diz: “não proibais o falar em línguas”.

5 – Paulo é a favor da ordem (26-33,40)
Basta lermos cuidadosamente estas exortações do apóstolo para sabermos que ele não é contra o falar em línguas, mas é contra a bagunça. É permitido o falar em línguas no culto, mas ele põe restrições: “que não seja mais do que dois ou quando muito três; e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas não havendo interprete fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus” (vv.27-28).
Você já deve ter visitado alguma igreja onde todos oram em línguas ao mesmo tempo, eu pergunto: “alguém pode sair dali edificado?” Talvez saiam com dor de cabeça, mas dificilmente saiam edificados.
Sou a favor que se ore em línguas enquanto estamos na adoração, mas que a voz esteja em uma altura que não incomode o momento de adoração do irmão que está ao lado. Quando alguém estiver orando na congregação, os demais se calem e apenas se pronunciem em concordância; a não ser que seja convocada toda igreja a um clamor, onde todos devem levantar suas vozes em oração. No período em que alguém está entregando a Palavra de Deus, também os demais devem se calar. A profecia está sujeita ao profeta.
Em sua casa não deixe de orar em línguas, contudo na igreja faça no momento certo, e em uma altura que demonstre sempre respeito e amor pelo irmão ao lado. Agindo assim glorificaremos a Deus.

CONCLUSÃO: Busque os dons espirituais em sua vida, essa é a orientação que Paulo dá a Igreja de Cristo. busque orar em línguas se a sim o desejar, creio que você com certeza experimentará o poder de Deus em sua vida. Ore em línguas, contudo use o dom de maneira sábia e que traga edificação para o Corpo de Cristo e não divisões. Amém.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

Obs.: Este texto foi escrito enquanto ainda fazia parte da Igreja Presbiteriana do Brasil.

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