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sexta-feira, 22 de julho de 2011

SANTIFICAÇÃO 4 - SANTIFICAÇÃO

SANTIFICAÇÃO
Hb 12:14

"Segui a paz com todos, e a santificação (agiasmovn - hagiasmon), sem a qual ninguém verá o Senhor." Hb 12:14

A NATUREZA DA SANTIDADE É TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DE CONSAGRAÇÃO.
O Novo Testamento tem duas palavras traduzidas como santidade. A primeira, hagiasmos (também traduzida como santificação e ligada com o adjetivo hagios "santo"), é uma palavra relacional, significando a condição de alguém ser separado para Deus – do lado humano, consagrado para o serviço; do lado divino, aceito para o uso. A segundo palavra é hosiotes com o adjetivo correspondente, hosios. Significa uma qualidade intríseca moral e espiritual, a de ser ao mesmo tempo reto e puro, por dentro e por fora, diante de Deus. A idéia completa de Santidade é alcançada, reunindo-se esses conceitos.
A santidade relacional vem em primeiro lugar, por isso vamos primeiramente ver como ela se processa em nossa vida.

1.      SANTIDADE RELACIONAL
SOMOS SANTOS SEM SERMOS SANTOS (1 Co 6:1-3)
            SOMOS SANTIFICADOS POR MEIO DO SANGUE DE JESUS CRISTO (Ef 1:7).
Essa santidade foi nos dada mediante o sacrifício de Jesus Cristo, através do arrependimento e pela fé nos apropriamos da sua justificação.
O gratuito dom de justificação de Deus, isto é, perdão e aceitação, aqui e agora, através da obediência perfeita de Cristo culminando no fato de ele ter levado vicariamente sobre si o nosso pecado na cruz, é a base sobre a qual se firma todo o processo santificador. A nossa vida subseqüente de santidade é vivida em decorrência da nossa união, pelo Espírito, mediante a fé, com o Cristo que morreu por nós. Os santos se gloriam não em sua santidade, mas na cruz de Cristo; pois o mais santo dos santos nunca é algo mais do que um pecador justificado e jamais se considera de qualquer outra forma.
Nossa santificação se deve a co-crucificação e co-ressurreição com Jesus Cristo (Rm 6:9-14).
1 Co 15:9 – escrito em 54 d.C. // Ef 3:8 – escrito em 61 d.C. // 1 Tm 1:15 escrito em 65 d.C. Veja como Paulo reconhece ser um pecador, e se denomina o maior de todos os pecadores, contudo Paulo tinha certeza de sua salvação e ele expressa isso em Fl 1:23; 2 Tm 4:7-8. Quero deixar claro que Paulo não acreditava ter alcançado a perfeição, mas sabia que o sangue de Jesus Cristo era suficiente como propiciação de seus pecados. Paulo não confiava em si mesmo para alcançar salvação, mas no sacrifício de Jesus, por isso tinha certeza de sua salvação.
           Agora que já falamos da santidade relacional, isto é, de sermos separados para Deus, vamos analisar a santidade moral e espiritual.

2.      SANTIDADE MORAL E ESPIRITUAL
EXPERIÊNCIA DE CONFLITO (1 Pe 1:13-16).
A purificação moral e espiritual, portanto, vem a seguir tanto como a adequação de nosso caráter à nossa nova posição de privilégios como filhos adotados de Deus, e também como o aperfeiçoamento da própria relação de dedicação do nosso lado.
Precisamos reconhecer que, embora a aceitação que Deus leva a efeito de cada crente seja perfeita desde o início, o nosso arrependimento (conversão, mudança de mente, de atitudes) sempre precisa ser estendido para mais adiante, enquanto estivermos neste mundo. Arrependimento significa voltar atrás tanto quanto você sabe do seu pecado, para dar tanto quanto você conhece de si próprio a tanto quanto conhece de Deus, e à medida que o nosso conhecimento cresce a respeito destes três pontos, também a nossa prática de arrependimento precisa ser aumentada (Fl 2:12,13).
É na busca do crescimento que entramos em conflito. "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; ..." (Gl 5:17). Estas palavras nos alertam para a realidade da tensão, para a necessidade de esforços e para a realização incompleta que caracterizam a vida de santidade neste mundo. Os desejos do Espírito, na frase de Paulo, são as inclinações do nosso coração renovado; os desejos da carne são as inclinações contrárias do "pecado que habita em mim" (Rm 7:20). O crente que nasceu de novo, que está com boa saúde espiritual, almeja cada dia a obediência perfeita, a perfeita justiça, e agradar com perfeição seu Pai celestial, isto faz parte de sua natureza. Será que ele jamais o consegue? Não neste mundo. Contudo nunca deve desistir de chegar ao máximo da perfeição desejada por Deus. O cristão sabe que está sendo guiado e ajudado para alcança-lá; ele pode testemunhar que Deus já o capacitou a resistir ao pecado e a praticar a justiça de maneira que, por si próprio, ele nunca poderia tê-lo conseguido. Assim mesmo, todavia o cristão enfrenta uma oposição ativa do mundo, da carne e do diabo ao seu alvo de tornar-se santo. Ele luta e alcança vitórias contra esses três elementos; contudo, ele normalmente fica aquém da perfeição.
Por isso precisamos levar a sério as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo "Vigia e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Mt 26:41).
Precisamos compreender que fomos santificados em Cristo, separados do mundo para Deus e que precisamos viver como santos, manifestando cada dia mais a imagem de nosso Senhor Jesus Cristo.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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