TRADUTOR

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

JUDAÍSMO 1 - FESTAS DO CALENDÁRIO JUDAICO

Festas do Calendário Judaico

Bernard Boas

Nós somos judeus. Apreciamos reunir-nos com nossos amigos e família para celebrações, um Bar Mitsváh, o Ano Novo, uma discussão sobre filosofia ou um dia de jejum. Nossos ancestrais nos têm provido de uma série de festas e jejuns para servir a todos os gostos, algumas marcadas como reuniões sociais (parties), outras como tempos para lamentar, porém, na maioria, datadas para marcar um evento histórico. Porque as suas origens estão remontando a um passado tão longínquo, a precisa datação dos dias escolhidos é, às vezes, difícil. Uma das minhas fontes é um livro titulado de The Jewish Festivals (As festas Judaicas), inicialmente publicado em yídiche no ano de 1933. A outra são meus próprios estudos da Toráh, (os Cinco Livros de Moisés) e outros textos.
O Sábado requer prioridade, e a seguir, na ordem de como vêm no calendário, podemos considerar sete outras memoráveis datas: Péçah (Páscoa), Shòbu`ôt (Festa de Semanas / Pentecostes), Rôsh Hashònóh (Ano Novo), Yôm Kipúr (Dia de Reparação) e Sukôt (Festa de Tendas ou de Ceifa), mais as festas menores de Hanukóh (Festa de Luzes) e Purím (Festa de Ester). Algumas ainda menores não estão incluídas aqui, como a de Lua Nova, o Jejum de Tish`ah B’ób (luto pelos templos destruídos de dias antigos) e Lag B`ômèr (Festa de Estudantes). Todos os serviços mostram variações locais, formadas durante talvez séculos de permanência na Rússia ou Norte da África ou Sul da Alemanha, etc.
A chegada de quase cada festa, justamente semelhante à chegada da primeira fruta da época, ou mesmo um novo pedido em casamento, é cumprimentado com uma benção especial, que podemos traduzir como: ‘Agradeço-Te, Deus, por nos ter mantido vivos e sãos, permitindo-nos gostar desta época.’ Não importa quão longo o serviço, ou quão pesado o livro de oração; a maioria dos rituais judaicos para essas ocasiões dizem, em forma concisa, ‘Agradeço-te, Deus’, ou ‘ Tu és maravilhoso e bondoso’, ou ‘Lembramo-nos quando nos preservaste de algumas aflições’, ou pode ser: ‘Vamos tentar a nos lembrar o que nos ensinaste.’


O Sábado
Origens
O Sábado, provavelmente tem as suas origens em torno da época do Êxodo do Egito, quando o povo hebreu, sem raiz e não organizado, ouviu dos Dez Mandamentos pela primeira vez. Ele nos foi impresso quando crianças como o mais importante das festas. Como todas as datas hebraicas, o Sábado começa à noite, como os dias estão descritos na história de criação do Gênesis. "E era noite e era manhã, o primeiro dia", etc. Essa celebração é uma combinação dum marco no fim de cada semana de sete dias mais um dia periódico de repouso, sendo marcado por atividades religiosas.
A unidade de sete dias, pode ser que venha duma antiga crença no sete como um número feliz, junto com a lembrança de que o povo da Mesopotâmia (agora Iraque) marcava na sua vida de negócios um quarto de um mês lunar, um período de aproximadamente sete dias.
Possivelmente, o nosso antepassado Moisés, desesperado para conseguir um pouco de alívio para os duramente pressionados escravos do antigo Egito, inventou o dia de repouso. Misturou-o com a idéia de veneração duma especial Deidade, a qual considerou o real regente do povo hebreu. A idéia do período de sete dias e do dia semanal de descanso estendeu-se dos antigos hebreus aos cristãos e moslins no mundo moderno. De todos os grandes religiões e hoje, creio que só essas três têm esse dia semanal especial. Nos dias quando muita gente realmente não sabia numerar, a enumeração dos sete dias, pode ser que foi feita acendendo diariamente mais uma vela no candelabro de sete braços, o qual estava no primeiro grande Templo de Jerusalém.
Os rituais religiosos do Sábado são como segue:
As sinagogas têm um curto serviço público perto do pôr do sol na sexta-feira, mas isso é secundário referente ao serviço familiar no lar. Na ceia, com um par de velas, o vinho é servido, e, de costume, dois pães, tudo num limpo pano branco. A mulher da casa cobre seus olhos quando acende as velas e profere uma benção. Cobrir seus olhos pode ser uma indicação de que essas luzes são para celebração, não para iluminar o quarto. Os dois pães podem representar a quantidade dupla de maná que os hebreus coletavam no deserto de Sinai no dia antes do Sábado, assim que não precisavam sair para colher no dia de repouso. O pano limpo, as velas, a comida a melhor possível – tudo isso marca o dia. Na Polônia, antes da Segunda Guerra Mundial, milhões de judeus viviam na horrível pobreza do shtetl (uma aldeia pequena). Tinham muito poucos alimentos, poucas velas, e pouco o que estava limpo. Tudo de melhor estava muitas vezes salvado para a ceia do Sábado.
A benção de abertura das vésperas do Sábado pode ser traduzida como "Agradecemo-Te, Senhor, nosso Deus, Rei do universo, Que nos santificas com Teus mandamentos e ordens de acender as luzes do Sábado." Seguem mais duas outras benções, uma para o vinho, outra para o pão (ou seja para os alimentos em geral).
O coração de orações judaicas é sempre uma mistura de agradecimento e louvor para o Autor de todas as benções. Depois da refeição há mais benções, cantos de louvor e canto de passagens dos Salmos. O líder pode ser qualquer homem, mas de costume é o pai da família. De acordo com um mando da Toráh, os judeus são tidos para ser uma nação de sacerdotes, assim que qualquer adulto pode prestar qualquer serviço religioso. Em modernas congregações progressivas, a mulher também pode conduzir qualquer serviço, mas judeus ortodoxos não permitem isso.
Os maiores rituais da semana tomam lugar na manhã do Sábado. Entre as orações prescritas, uma parte da Toráh é lida de alta voz à congregação, seguida por uma parte dos livros posteriores à Bíblia. Nestes serviços, os homens todos cobrem sua cabeça e vestem um xale franjado, chamado de talít. Nas mais ortodoxas congregações, todas as funções e o cantar são exercidas por homens, mas mulheres tomam o seu lugar nas mais progressivas e modernas assembléias. As coberturas para a cabeça e as leituras bíblicas, em grande parte, podem ser traçadas claramente aos dias quando Ezra conduziu os exilados de volta de Babilônia a Jerusalém, cerca 600 anos antes da Era Comum.
Trabalho está proibido neste dia, mas não há definição clara do que é trabalho. Alguns proíbem carregar dinheiro, ou o gastar, ou andar de veículo. Outros tentam a excluir a labuta diária e o ganho de sua vida. Falar com a família, visitar parentes, estudo da Bíblia – tudo isso é conveniente para o dia sagrado. Alguns judeus jogam jogos alegremente ou escrevem cartas, enquanto outros pode ser que vêem tais atividades como contrárias ao espírito do dia. Certamente é entendido para ser uma quebra na diária labuta.

A Páscoa

Justamente o nome hebreu, Péçah, evoca uma massa de lembranças da infância. Mamãe está dizendo a meu pai que, se não conseguir as matsôt logo, no estoque local vão esgotar e ela terá de ir à cidade para as comprar. Matsóh é um largo e chato biscoito d’água e não contém senão farinha e água. Não tem sabor, mas achamos muita saborosa coisa para a cobrir, assim Péçah é um tempo para cuidados especiais acerca de ganhar peso. Posso cheirar a canela no vinho (não-alcóolico) que mamãe fez e os ricos aromas da amêndoa de coco, usados em vez de farinha de trigo em alguns biscoitos de Páscoa. A festa mais importante do ano judeu começa com esta ceia. Nós crianças temos permissão de velar tarde para ouvir papai e tio Joe fazendo correr um ao outro através das antigas melodias da noite do Sêdèr, à qual levam os sete dias da Festa do Pão Ázimo.
Que pasmoso complexo desenreda neste tempo de cada ano! É tão importante que, começando com Êxodo, capítulo 12, a Páscoa é vinte-e-duas vezes mencionada nos cinco livros da Toráh. A sua origem mais antiga era a festa pagã para Eastre, a deusa da primavera, muito tempo antes de que havia cristãos ou judeus na terra. Pode ser que esta tenha fixado a data para encontro social. Então houve o começo histórico, o grande Êxodo, quando os escravos hebreus foram conduzidos para fora do Egito há cerca de 3000 anos. A terceira origem é uma que, creio, rastejou para dentro da festa porque era realizada neste tempo do ano como uma espécie de limpeza de primavera (no hemisfério norte). Esta é a Festa do Pão Ázimo, quando não comemos levedura (fermento) durante sete dias, e pode indicar restaurar culturas de fermento limpas para fazer pão durante o seguinte ano.
Enxerto neste costume é uma história de que, quando escravos escaparam, estes estavam com tanta pressa que não houve tempo para eles fermentarem seu pão. Colocaram a mistura de farinha e água em sacos nas suas costas, e o sol a cozia para não-fermentados bolos quando caminhavam. Por sorte, nós modernos não nos importamos com alguns poucos contos de fadas misturados nas nossas celebrações religiosas, assim nos abstemos de mencionar que a fuga é dita de ter acontecido no meio da noite.
Então há a quarta origem da Páscoa, a qual é mais enfatizada nos tempos modernos. Desde que a humanidade começou tentando a erradicar a escravatura, judeus têm proclamado no Sêdèr que está na hora que todos os povos estejam livres e a escravatura seja abolida. No serviço da grande festa do Sêdèr, aparece um pedido, desde muito antes de que o Estado de Israel fosse fundado, que possamos celebrar "No Ano que Vem em Jerusalém!". Hoje em dia, alguns de nós preferem: "No Ano que Vem Toda a Humanidade Seja Livre...!"
Por essa razão, é-nos dito que todos nós devemos apoiar-nos na mesa durante a festa, para mostrar que somos livres e não constrangidos nem sob ordens. Durante o serviço, é contada a história do Cordeiro Pascal, ilustrada, na mesa, pelo chamuscado osso de tíbia dum cordeiro. Historiadores atribuem isso aos dias pré-êxito do povo de pastores de ovelhas, marcando a temporada do nascimento de novas ovelhas com uma festa na qual uma ovelha inteira tinha de ser consumida, assada inteira e com todos os seus ossos não-quebrados. Nenhuma carne era para sobrar depois daquela primeira noite. Alguns de nós consideram que Moisés iniciou essa tradição como parte importante da preparação para o Êxito, mas isso é história para outro lugar.
O conto do Êxito está narrado, e há discussões de que cientistas eruditos teriam a dizer sobre as pragas e como Moisés discutiu com o Par`ô.
Para alguns, a festa pode continuar até meia-noite, com muita alegria e contando lembranças de infância da mesma época em anos passados faz muito tempo e cantando os muitos versos de antigos cantos, dos quais alguns são histórias infantis em verso. Alguns judeus guardam as duas primeiras noites da Páscoa como festas de Sêdèr. A razão para essa duplicação jaze na dispersão do povo israelita sobre o mundo. Desejamos estar certos de que a nossa celebração coincida com aquela em Jerusalém. Para garantir a recordação dos tempos, alguns guardam dois primeiros dias, como muitos judeus com o Ano Novo também. Para muitos, esse dia extra faz a festa de Páscoa durar oito dias em vez dos prescritos sete.
O restante da semana do festivo é um anti-clímax, aliviado um tanto para aqueles que mantêm ambas as primeiras noites como festa de Sêdèr. Levamos sanduíches de matsóh à escola para lanche, e muitos de nós lembram de como sempre tivemos de levar extra, porque muitas das crianças não-judaicas desejavam participar nos nossos lanches especiais. Semelhante a tão muitos outros, marco os dias da minha vida por onde estive para o Sêdèr.
Os mais memoráveis são maravilhosas festas e tempos excitantes da infância. Como Natal para os cristãos e Anzac Day para os australianos, assim é Páscoa para os judeus. É celebrada por muitos que há muito perderam seus outros vínculos com coisas religiosas.

Shòbu`ôt

Sete semanas depois do primeiro dia da Páscoa vêm Shòbu`ôt, a Festa de Semanas. Dizem que para marcar a ocasião de quando os ex-escravos do Egito, sob a liderança de Moisés, receberam os Dez Mandamentos. Quando estes foram recebidos, é difícil saber como os judeus podiam ter reconhecido sua importância, e assim os mantinham registrados. Têm formado a base de comportamento legal, moral e ético para tanta gente diferente. Pode ser que esta festa relativamente menor deveria ser espalhada para muitas nações, como a maior ocasião para alegria e esperança.
Muitas cerimônias saltaram ao redor da simples ocasião original. Marcando o aspeto de ceifar de Shòbu`ôt, lemos o livro de Rute, uma novela romântica de duvidosa veracidade histórica, com uma forte lição moral de partilhar qualquer ceifa que colhemos como aqueles que são pobres e despojados ao redor de nós. Tem também sido feita, em alguns lugares, um tempo de competição de qual dona de casa pode fazer o melhor bolo de queijo, e ela diverte suas amigas com blintzes de queijo (espécie de crosta tostada ao redor de recheio de queijo).
A especial honra do Bar Mitsvóh (maturação social e religiosa) era só para os masculinos até os tempos modernos, quando Shòbu`ôt tem sido encampada como ocasião para dar a um grupo de moças algo superficialmente eqüivalente, aos cerca de 12 anos de idade. Isso ainda se faz, embora as congregações progressivas o tenham substituído por plena Bat Mitsvóh, genuína cópia da celebração dos moços. Onde a tradição exclui as moças, o substituto da Shòbu`ôt é denominada de "confirmação".

Rôsh Hashònóh

A próxima ocasião no ano é aquilo que agora é chamado de Rôsh Hashònóh ou Ano Novo, embora esses termos não apareçam na Toráh, onde esta festa é mencionada no primeiro dia do mês tishrêi. Essa e as duas próximas, Yôm Kipúr e Sukôt, pode ser que são segmentos dum muito antigo festival de outono, agora cortado para um Ano Novo de solenidade e importância, seguido por Dez Dias de Temor, um Dia de arrependimento recheado de temor, e a seguir indiluído júbilo pela colheita de frutas. É típico de rituais judaicos que os elementos de alegria são misturados de temor, enquanto dançar e vinho mesclam com memórias trágicas e lamento. Há um serviço especial de selihôt (suplicações) precedendo o Ano Novo. Muitas congregações marcam isso mantendo um serviço especial pela meia-noite no fim do Sábado que precede Rôsh Hashònóh.
A véspera de Rôsh Hashònóh era, na minha juventude, um encontro alegre, quando cada membro da família e cada hóspede na mesa dava um pequeno presente a cada pessoa presente. Como numa noite normal de sexta-feira, o serviço de sinagoga é breve, e me lembro de segurar a mão do meu pai, quando corri para casa para ver a mesa com velas e brilho com invólucros dos presentes. Havia uma especiaria no vinho e pedaços de maçã para molhar no mel, para nos lembrar de estar certos de ter um tempo alegre e doce no ano por vir. Na manhã seguinte, dirigimo-nos à sinagoga, onde saudamos amigos com um dos benções de "Feliz Ano Novo!" ou "Good Yôm Tôb!" ("Boas Festas!") ou, num palco mais sofisticado, "G’Ma Tôb!" (algo como "Bom Festivo!"). Outra vez: muitos judeus mantém dois dias do Ano Novo, por razões dadas acima.

Yôm Kipúr

Durante os Dez Dias de Temor, que incluem e seguem Rôsh Hashònóh, não se supõe que haja encontros. A gente se prepara para o pico da solenidade, o tempo marcado por mais judeus do que aqueles que observem qualquer outro dia do ano ritual. O dia é denominado Yôm Kipúr, ou Dia de Reparação, o grande dia de jejum. Dizem que pode ser que dez porcentos de judeus atendem o serviço num Sábado, vinte-e-cinco porcentos atendem no Sábado que marca o aniversário da morte dum parente, trinta porcentos vão no Dia de Ano Novo, quarenta porcentos no Dia de Reparação e sessenta porcentos na véspera de Yôm Kipúr, o Serviço de Kól Nidrê. Entre famílias conservadoras, as mulheres atendem serviços somente durante o dia, exceto para Kól Nidrê – o único serviço à noite em que mulheres geralmente estão presentes. Em congregações progressivas, mulheres participam em todos os serviços.
Tão pesadamente o Kól Nidrê está sendo atendido que cada assento disponível na sinagoga está tomado, e o Departamento de Saúde, ou pode ser o Departamento de Fogo, vai proibir estar de pé na passagem entre os assentos. Outra vez, volto escutando a infância pelos sentimentos dos grandes dias. Kól Nidrê é cheio de antecipação e há um sentimento de temor, quando os edifícios escurecem. Numa congregação ortodoxa, as luzes têm de ser acesas antes que o serviço começa, e me lembro vivamente como as janelas escureceram, acompanhadas pela impressiva música e canto, muito antes que pudesse chegar a entender que reparação podia significar.
A partir da idade de treze, nós moços jejuávamos em Yôm Kipúr. Para vinte-e-quatro horas tínhamos nada para comer ou beber (nem para fumar, nos dias da nossa jovem idade viril). A partir de cerca de dez anos, podíamos jejuar até o lanche, e esperávamos impacientes para estar bastante crescidos para jejuar o dia inteiro. Entre outras partes dos rituais, ouvimos citações do Deuteronômio que pleiteiam para a bondade de outros, honestidade no negócio e tomar responsabilidade pelos seus próprios ações. Lemos o livro de Jonas com a sua estranha mistura de alegoria e realidade, da necessidade de tomar responsabilidade e a necessidade de perdoar a fraqueza de outros. O único elemento que está invariavelmente enfatizado, é que a pessoa não pode contar com Deus para perdão por uma injustiça que tenha feito a outra pessoa. Remorso, restituição e pedido por perdão entre pessoas tem de vir primeiro. No fim do dia, um prolongado toque de corno de carneiro é feito soar.

Sukôt

Com alívio, imediatamente depois Yôm Kipúr, a congregação volta à leveza, e música alegre da corada tenda da Sukóh. Sukôt marca o ceifar das frutas. É tradicional que, se possível, uma reunião de trabalho vá começar a construir as decorações no dia depois do Dia de Reparação. Essa celebração dura uma semana, durante a qual muitas famílias tomam refeições nas tendas, um abrigo construído com ramos verdes no seu próprio quintal. O vigamento pode ficar sempre, a cobertura de folhas de palmeira, as réstias de brilhantes frutas adicionadas para o festival.

Simhat Toróh

No fim dos sete dias de Sukôt vem o Júbilo da Lei. Este está especialmente marcado pela leitura pública da conclusão do Deuteronômio de um rolo, e a leitura da primeira peça do Gênesis dum outro rolo. Todos os rolos disponíveis são segurados nos braços de homens (homens e mulheres em congregações Progressivas), quando marcham em volta dentro da sinagoga, com cantos de regozijo geral. O último do Deuteronômio tem sido lido no precedente Sábado, e o primeiro do Gênesis será lido outra vez no Sábado próximo, como reinicio das leituras que duram o ano inteiro.
Depois da excitação do mês de tishrêi, com Rôsh Hashònóh, Yôm Kipúr, Sukôt e Simhat Toróh, o restante do ano é bem insípido. Há, porém, dois outros itens que merecem alguma menção: Hanukóh e Purím.

Hanukóh

Hanukóh é uma quase pura ocasião histórica. O assunto é a guerra na qual a pequena nação hebraica, liderada por uma única família de heróis, jogou fora o jugo dos perversos e bélicos gregos politeístas, uma história de Davi e Golias. O leitmotiv e a melodia, à qual muitos cantos tradicionais estão adaptados nesse dia, é o alegado canto de marcha dos Macabeus, Ma`ôz Tsur Yeshu`òti (Poderosa Rocha da minha Salvação). Podíamos chamar isso de eqüivalente judeu da Marseillaise, um canto estimulante, com um maravilhoso ritmo de marchar devido à sua melodia básica.
Durante o quarto século A.E.C. (Antes da Era Comum), o país dos hebreus estava conquistado pelos gregos, que sucederam os Persas, estes que tinham permitido aos locais praticarem a sua própria religião e política. Quando foi editado um decreto exigindo que os judeus, semelhante a todas as nações conquistadas, teriam de venerar os deuses gregos, devagar surgia uma rebelião aí. Por fim, Yudóh Macabeus liderava uma bem sucedida revolta, e o reino do país de Yudóh chegou a ser, por breve tempo, um povo independente. Surgiu a história que, quando os Macabéicos reconquistavam Jerusalém e limpavam o Templo, não havia bastante óleo puro de oliva para manter a Eterna Lâmpada acesa senão para um dia. Precisava-se oito dias para obter mais suprimento. Mesmo assim, acenderam a lâmpada, e a pequena quantidade de óleo durou para miraculosos oito dias. Assim, temos um candelabro de nove braços para este festival. Acendemos primeiro a vela "servente" à primeira noite, e a usamos para acender a outra vela. Para os oito dias tradicionais, acendemos uma vela cada noite; assim, é que se refere ao Hanukóh como ao Festival de Luzes.
Os resíduos desse breve momento de glória têm sido usados para construir os sentimentos nacionais dos judeus e a admiração para liberdade de culto entre várias culturas. O registro histórico de alguns desses eventos estão em dois Livros dos Macabeus, que não estão incluídos na Bíblia (mas como deuterocanônicos fazem parte da Bíblia Católica. trad.). O pertinente candelabro de nove braços é freqüentemente um proeminente móvel duma sinagoga.

Purím

O Livro de Ester é lido na festa de Purím, e isso dá à história a razão de ser do festival. O dia antes da festa é o Jejum de Ester, marcando a coragem desta heroína. A particular história está sem qualquer verificação histórica, representa o modo de resgate dos hebreus de persecução que tem às vezes acontecido. Poderia ser chamado de uma novela histórica da classe do Livro de Rute e do Livro de Jonas. Uma nota a mais é a de que o nome de Deus nunca está mencionado. Há edições desse livro, onde a deidade está mencionada, mas estas parecem ser adições tardias.
O coração das celebrações é um vestir-se ostensivo e generalizado, alguma gente representando o Rei Ahashverôsh, a Rainha Òstóh, a Rainha Èstêr, Mòrdòkái e as outras personagens da história. Freqüentemente, adultos e crianças são vestidos para criar a atmosfera geral de encontro social. Contém muito pouco da solenidade que marca a maioria das ocasiões religiosas.

Conclusão:

Assim corremos pela escala do ano, da reunião da Páscoa ao jogo do Purím, com semanal apoio e recurso do Sábado. A solenidade dos Dias de Temor é aliviada pela alegria das Sukôt, a festa de ceifa. A vida está feita de alegria e tristeza, e todas estas marcamos com o predileto brinde judeu "Lehayím!" ("À vida!"). Aos encontros e à tristeza das nossas perdas, à liberdade que marcamos com a Páscoa e ao triunfo a virtude sobre a perversidade nas histórias de Hanukóh e Purím: "Lehayím!", "Lehayím!", "À vida!"

Referência: Schauss, Hayyim. The Jewish Festivals. Union of American Hebrew Congregations, 1938

Mr Bernard Boas B.A., O.A.M. tem qualificações em ciências, bem como em filosofia, sociologia, psicologia, falar em público, horticultura e algumas outras áreas. O seu hobby, durante os últimos cinco anos, foi seguir um interesse estabelecido por muito tempo: religião e a Bíblia. Isso foi fomentado pelo espaço de dois ou três anos de agir como Rábi honorário numa pequena congregação.
De: Marianne Dacy (ed.) Pathways to Understanding. A Handbook on Christian-Jewish Relations. - Victoria: Victorian Council of Churches (Working Group on Christian-Jewish Relations of the Commission on Living Faiths and Community Relations), 1994

Tradução: Pedro von Werden SJ.
Texto inglês

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Translate

NOTÍCIAS