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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

REFLEXÃO 11 - UTILITARISMO

UTILITARISMO


Hoje em dia vivemos em uma sociedade utilitarista. Minha afirmação se faz devido ao que tenho visto. 
Antes que você me condene, peço que me perdoe por minha afirmação se ela te agride. Antes que construa barreiras e rejeite este texto, eu o convido a refletir comigo, a caminhar um pouco mais neste texto. 
Deixa-me compartilhar com você o que tenho visto nos últimos dias. Vejo todos os dias mães descartando seus filhos em latas de lixo; pais que deveriam ensinar, proteger e amar seus filhos, os vejo violentando seus filhos, abusando deles sexualmente e até mesmo assassinando-os.  Famílias utilitaristas que descartam seus membros como se joga o bagaço de uma laranja.

Vejo um Estado que trata seu povo (que o sustenta) com desprezo. Nos hospitais pessoas são jogadas nas macas dos corredores, quando se tem maca, isto porque afirmam que não há quartos e camas para atender a todos. Em muitos casos os mandam de volta para casa, sem atendimento, sem remédio, sem nada são enviadas para aguardar em casa a morte.
Olho para as escolas, que tristeza... o que dizer... crianças, adolescentes e jovens que serão o futuro de nossa nação são tratados como um bando de ralé (que me perdoem aqueles que vivem na ralé), mas é assim que o Estado trata nossas crianças, adolescentes e jovens. Não os oferece uma escola descente, material descente, professores descentes e diretores descentes. Não porque não tenha professores descentes e diretores descentes, mas porque criaram uma maquina utilitarista que não os valoriza e os colocam a merce da violência de adolescentes traficantes.
Para perpetuarem isso, criaram uma lei que defende os direitos dos adolescentes e crianças. A lei não diz o que vou dizer, mas ela ensina na prática o que vou dizer: "matem, roubem a vontade, pois vocês não serão punidos por isso", ah! Estou me esquecendo de outro dito desta lei: "vocês estão proibidos de trabalhar, afinal trabalhar não educa". Meu avô começou trabalhar cedo, meu pai começou trabalhar cedo eu comecei com 16 anos. O trabalho não me atrapalhou em nada, pelo contrário me ajudou a entender o significado da vida..Só vence quem estuda e trabalha com seriedade e responsabilidade.
Nossas escolas se tornaram um lugar para lixar, isto mesmo, lixar pessoas. Elas não vão lá para estudar, mas para escolher uma vitima, a quem descarregarão toda sua fúria, e com um prazer desumano filmarão e colocarão na rede para todos verem. Por que isso? Porque a vida se perdeu... Tudo é visto como apenas um objeto. 
O ser humano de hoje não consegue mensurar o valor da vida, principalmente quando se trata do vida do "outro". Para a sociedade de hoje o "outro" é só o "outro", assim como mais um computador que se joga fora porque se desatualizou, como um celular que se joga fora porque não tem aplicativos legais, como o vídeo game que se joga fora porque os amigos estão ligados em novo vídeo game, e assim por diante.
Nos tempos do meu avô e do meu pai tudo era feito para durar... tudo durava talvez porque não tinham tanta tecnologia, tantas novidades surgindo todos os dias no mercado, talvez porque mercado era um lugar de fazer compras da casa... e não um nome de um sistema que nos faz consumir, consumir, utilizar, utilizar e descartar.  
Quanto a mim e minha geração... me sinto no meio de tudo isso. Eu vi a geração do meu pai que não tinha pressa para resolver as coisas. Que aguardava o representante de uma empresa trazer a mercadoria que seria lançada e vendida para o próximo ano. Que para trocar uma mercadoria defeituosa teria que aguardar a próxima visita do representante e que em alguns casos levava um ano. Me lembro quando meu pai comprou uma Belina 74, branca, ele a amava e cuidava dela muito, por que iria ter uma relação com ela longa. 
A geração de meu pai aprendia, sem saber, com a vida que tudo tinha que ser bem cuidado, porque tudo que se adquiria na vida era para ser duradouro. Uma geladeira, um fogão, um carro, um brinquedo, etc., e sem perceber iam sendo ensinados que o "outro" deveria ser bem cuidado, porque o "outro" era para um relação duradoura.
O que nossos filhos aprendem hoje em suas relações com o mundo dos objetos? Porventura eles não transferem o que aprendem em suas relações com o "outro"?
Olho para a nova geração e tenho a esperança que consigamos, não impedi-los de avançar na tecnologia, mas  de fazê-los compreender que a vida não é uma máquina descartável; que o "outro" precisa ser cuidado e amado, pois amigos são para sempre, casamentos são para sempre e que as pessoas foram criadas para viverem eternamente.
Deus ama você e eu! Deus não nos fez para uma relação utilitarista, pelo contrário Deus nos convida por meio de Seu Filho, Jesus, a vivermos uma relação eterna com Ele.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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