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By Ferramentas Blog

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

LIDERANÇA 13 - ESTUDOS PARA LIDERANÇA 1

ESTUDOS PARA LIDERANÇA 1

PARTE 1

Nos tempos do Velho Testamento Davi foi o segundo a quem Deus fez rei; o primeiro rei, Saul, também foi estabelecido por ele. Davi era a nova autoridade (liderança) estabelecida por Deus, o novo ungido do Senhor; enquanto Saul era a liderança rejeitada, aquele cuja unção era coisa do passado, pois o Espírito de Deus já o tinha deixado. Vamos observar agora como Davi estava sujeito à liderança (autoridade), não se esforçando em estabelecer a sua própria autoridade.


Esperando que Deus garantisse a liderança

1 Sm 24: 1-6 apresenta o que aconteceu em En-Gedi. Davi cortou um pedaço do manto da Saul e o seu coração o acusou porque sua consciência era extremamente sensível. O capítulo 1 Sm 26:7-12 conta como Davi tomou a lança e o cantil de Saul. Provavelmente pensava que tirando essas coisas que pertenciam a Saul daria provas de sua presença  e seria mais atendido. Davi teve a vida de Saul nas suas mãos, contudo Davi não o matou.
Davi era capaz de se sujeitar à autoridade. Jamais anulou a autoridade de Saul; simplesmente aguardava que Deus garantisse a sua liderança. Não ajudaria Deus a fazê-lo; pelo contrário, prontamente aguardaria que Deus agisse. Qualquer pessoa para ser líder delegada por Deus tem de aprender a não tentar estabelecer sua própria autoridade.

As lideranças precisam ser escolhidas por Deus e pela igreja

O primeiro capítulo de 2 Samuel dos versículos de 1 a 15 conta como um homem matou Saul, mas Davi então, por sua vez, julgou o assassino. Por quê? Porque o homicida violou a autoridade que estava sob a liderança de Saul. Embora a violação não se dirigisse contra Davi, ele julgou o assunto porque foi uma violação de autoridade.
Depois da morte de Saul, Davi perguntou a Deus a que cidade devia ir (2 Sm 2:1). Humanamente falando, Davi com o seu exército deveria descer rapidamente a Jerusalém, pois ali estava o palácio. Era uma oportunidade que não deveria ser perdida. Mas ele perguntou a Deus e Deus lhe disse que fosse a Hebrom. Hebrom era apenas uma cidade pequena e sem importância. A ida de Davi para lá provou que ele não estava tentando usurpar a liderança por sua própria iniciativa. Esperou para ser ungido pelo povo de Deus. Samuel já o tinha ungido porque era o escolhido por Deus. Agora Judá o ungiu, porque era o escolhido do povo. Esta atitude tipifica a Igreja fazendo suas escolhas. Davi não podia nem se opor e nem recusar a unção do povo; ele não podia dizer: "Uma vez que já tenho a unção de Deus sobre mim não preciso da unção de vocês." Ser ungido por Deus é uma coisa e ser ungido pelo povo é outra coisa. É preciso que haja a escolha da igreja e a escolha de Deus. Ninguém pode se impor aos outros.
Davi não subiu a Jerusalém, porque esperava que o povo de Deus o ungisse. Permaneceu em Hebrom por Sete anos. Embora não fosse um período curto Davi não ficou impaciente.  Deus jamais escolhe alguém para ser líder que esteja cheio de egoísmo e que procure a sua própria glória. Deus ungira Davi para ser rei sobre toda a nação de Israel como também sobre Judá, mas o povo de Deus ainda não o tinha aceito totalmente. Quando a casa de Judá o ungiu, tornou-se rei sobre aquela casa primeiro. Pelo resta, não estava ansioso; podia esperar.
Depois de reinar sobre Judá em Hebrom durante sete anos, todas as tribos de Israel ungiram Davi seu rei; assim foi rei em Jerusalém durante trinta e três anos. Por sua própria natureza, a liderança não pode promover-se nem impor-se aos outros; deve ser estabelecida por Deus e ungida pelos homens. Para estar em autoridade (liderança) sobre os filhos de Deus, é necessário que haja as duas coisas, a unção do Senhor e a unção do povo.
Todos aqueles que conhecem a Deus podem esperar. Se a condição de uma pessoa está correta, será reconhecida não só pelo Senhor como seu representante, mas também pela igreja como representante de Deus. Jamais lutemos com a carne ou na carne, nem mesmo para levantar um dedo. Ninguém pode se levantar e afirmar: "Sou autoridade estabelecida por Deus, vocês todos têm de submeter-se a mim". Primeiro temos de aprender a ter ministério espiritual diante do Senhor e então, na hora designada por Deus, entraremos no meio dos seus filhos para servi-los.

Mantendo a autoridade

Por que Davi teve de esperar em Hebrom? Porque depois da morte de Saul, seu filho Is-Bosete sucedeu-o como rei em Jerusalém. Mais tarde, Recabe e Baaná assassinaram Is-Bosete e trouxeram sua cabeça a Hebrom, pensando que traziam boas notícias. Pelo contrário, Davi mandou matá-los. Davi os julgou porque se rebelaram contra a autoridade (liderança). Quanto mais uma pessoa aprender a ser autoridade, mais capaz será de manter autoridade. Ninguém jamais deveria permitir que a autoridade de outra pessoa fosse prejudicada a fim de estabelecer a sua própria. Sempre que há rebelião contra a autoridade – e mesmo que não seja diretamente contra você – tem de ser julgada. Não aja com as pessoas só quando elas infringirem a sua autoridade.

Nenhuma autoridade diante de Deus

2 Sm 6: 16-23 conta como, quando já era rei sobre todo o Israel, Davi dançou diante da arca. Mical, sua esposa, a filha de Saul, viu-o e desprezou-o em seu coração. Mical achava que, sendo rei, ele deveria se santificar diante do povo de Israel; isto é, deveria manter uma dignidade exatamente como seu pai Saul fizera. Davi entendia a coisa de maneira diferente. Ele achava que na presença de Deus não tinha autoridade nenhuma, pois era vil e desprezível. Em pensamento Mical cometeu a mesma falta de seu pai que, mesmo depois que Deus o rejeitou por ter-se rebelado poupando o que havia de melhor entre o gado e as ovelhas, ainda assim quis salvar o seu prestígio pedindo a Samuel que o honrasse diante do povo de Israel. Mical estava familiarizada com esse jeito de fazer as coisas, mas era diferente com Davi. O resultado foi que Deus aceitou a Davi, mas julgou Mical fechando o seu ventre.
Qualquer um que representa autoridade deveria ser manso e humilde diante de Deus e do seu povo.
Embora Davi fosse o rei sobre o trono, diante da arca de Deus (presença de Deus) era igual ao seu povo. Mical achava que Davi também era rei na presença de Deus. Não agüentou a visão de Davi dançando diante da arca, por isso caçoou dele, dizendo: "Que bela figura fez o rei de Israel hoje!" Embora alguns sejam escolhidos para ficar em posição de autoridade na igreja, todos são iguais diante de Deus. Eis aí a base e o segredo da autoridade.

Sem consciência de autoridade

Gosto de maneira especial das palavras de 2 Sm 7:18: "Então entrou o rei Davi na casa do Senhor, ficou perante ele." O templo ainda não fora construído, portanto a arca se encontrava numa tenda; e Davi se sentou no chão. Ali Deus fez uma aliança com Davi, e ali Davi ofereceu uma oração maravilhosa. Nesta oração descobrimos um espírito terno e sensível. Antes de se tornar rei, Davi foi um pastor de ovelhas, depois foi um poderoso guerreiro; ninguém podia enfrentá-lo. Agora que era rei, assentou-se humildemente sobre o chão. Continuou sendo um homem humilde.
Mical que tinha nascido no palácio, quis reter a sua majestade, exatamente como seu pai. Não via a diferença entre o homem entrando na presença de Deus e saindo de sua presença. Sair é falar e agir em nome de Deus com autoridade, mas sem deixar de lado a humildade e o reconhecimento de que esta autoridade só existe por causa da vontade de Deus. Entrar na presença de Deus é prostrar-se aos pés do Senhor e reconhecendo sua própria indignidade.
Qualquer um que pensa e sente que é uma autoridade não é digno dessa autoridade. Quanto mais autoridade alguém possui, menos consciência tem dela. A idéia é depender totalmente de Deus para que sua autoridade prevaleça, não por força, nem por violência, mas pelo Espírito de Deus. Deixar que Deus o honre, deixar que a sua autoridade seja reconhecida pelo povo, sem que você precise fazer força para isso. Não deseje ser um líder, apenas busque servir de todo o seu coração a Deus e Deus te colocará na liderança quando Ele achar que é a hora.

A autoridade não precisa ser automantida
A rebelião de Absalão foi dupla: como filho rebelou-se contra o seu pai, e como cidadão revoltou-se contra o seu soberano. Quando Davi fugiu da cidade tinha terrível necessidade de seguidores. Mesmo assim pôde dizer de Itai: "Volta, e fica-te com quem vier a ser o rei, porque és estrangeiro e desterrado de tua pátria" (2 Sm 15:19). Como o coração de Davi era sensível! Mesmo em seu desespero não queria levar homens consigo. Não é fácil conhecer-se uma pessoa de verdade dentro de um palácio, mas na provação ela se revela claramente.
Então os sacerdotes vieram com a arca. Se a arca fosse com Davi, muitos dentre o povo de Israel certamente o teriam seguido. Mas Davi elevou-se acima de sua aflição. Não permitiria que a arca o seguisse; preferia deixar que Deus fizesse com ele o que julgasse bom.  Sua atitude foi de absoluta sujeição sob a poderosa mão de Deus. Ele disse: "Se achar eu graça aos olhos do Senhor, Ele me fará voltar para lá, e me deixará ver assim a arca como a sua habitação. Se Ele, porém, disser: "Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça de mim como melhor lhe parecer" (2 Sm 15:25-26).
Essas palavras parecem fáceis de dizer, mas num momento de fuga são extremamente difíceis de enunciar. Aqueles que fugiram da cidade eram poucos em número, e Jerusalém estava cheia de gente rebelde. Não obstante Davi pôde mandar seus bons amigos de volta. Como o coração de Davi era puro! Subiu ao Monte das Oliveiras, chorando pelo caminho, descalço e com a cabeça coberta. Como era manso e humilde!
Tal, realmente, é a condição da autoridade estabelecida por Deus. Por que lutar com os homens? Deus é que decide se uma pessoa é rei ou não; não depende das multidões de seguidores, nem mesmo da presença da arca. Davi não sentiu necessidade de tentar estabelecer sua autoridade.

A autoridade suporta a provocação

Um espírito rebelde é contagioso. Pelo caminho, apareceu Simei que amaldiçoava Davi sem parar e atirava pedras nele acusando-o: "O Senhor te deu agora a paga de todo o sangue da casa de Saul" (2 Sm 16:8). Nada podia estar mais longe da verdade uma vez que Davi não derramou nenhum sangue da casa de Saul. Não obstante Davi nem argumentou nem procurou vingar-se ou resistir. Tinha ainda seus homens de guerra ao seu lado, e tinha poder para matar aquele homem. Mas impediu-os de matar Simei, dizendo: "Deixai-o, que amaldiçoe, pois o Senhor lhe ordenou" (2 Sm 16:11).
Que homem quebrantado e manso era Davi! Lendo a Bíblia precisamos captar o espirito de Davi nesta hora. Desesperado e solitário como se encontrava naquela ocasião, certamente poderia pelo menos desabafar um pouco sobre Simei. Mas Davi era homem de obediência absoluta. Submetia-se a Deus e aceitava qualquer coisa que viesse de Deus.
Que todos os irmãos aprendam esta lição: o homem de autoridade que Deus estabelece é capaz de suportar provocações. Se a liderança que você possui é incapaz de ofender-se, isto é, se você não revide a provocação, as criticas, se você e capaz de suportar todas as provocações, você está qualificado para ficar na liderança. Só os obedientes tem capacidade para ficar na liderança.

Aprenda a humilhar-se sob a poderosa mão de Deus

Davi não retornou ao palácio imediatamente após a morte de Absalão. Por que? Porque Absalão também já fora ungido rei pelo povo. Portanto Davi tinha de aguardar. Então as onze tribos vieram ao rei e lhe pediram que voltasse, mas a tribo de Judá permaneceu em silêncio. Então Davi, a fim de animar seus corações, enviou uma mensagem a Judá porque ele mesmo era daquela tribo, embora, estivesse agora expulso por eles. Devia esperar que todo o seu povo lhe pedisse para voltar. É verdade que Davi foi originalmente estabelecido por Deus; não obstante quando surgiram as provações, ele aprendeu a humilhar-se sob a poderosa mão de Deus. Não se sentia ansioso, nem lutou por si mesmo. Todas as suas batalhas foram pelo povo de Deus.
Todos os que são usados por Deus em posição de autoridade devem ter o espírito de Davi. Que ninguém se defenda nem fale por si mesmo. Aprendamos a esperar e a humilhar-nos diante de Deus. Aquele que sabe como obedecer melhor é aquele que é melhor qualificado para ficar em posição de autoridade. Quanto mais alguém se prostra diante de Deus mais depressa o Senhor o vinga.




Autoridade não é mandar, mas servir humildemente
(Mc 10:42-45; Lc 22:25-26; 1 Pe 5:1-3; Zc 4:6)
O Senhor continuou ensinando sobre a questão da autoridade. Reuniu seus discipulos e os instruiu sobre as coisas futuras na glória. Disse que, entre os gentios os homens buscam autoridade a fim de poder governar sobre os outros. É bom que nós busquemos a glória futura, mas não devemos ter o pensamento de governar ou mandar sobre os filhos de Deus. Fazê-lo nos levaria a cair no estado dos gentios. Exercer autoridade e governar são desejos dos gentios. Um espírito assim deve ser expulso da Igreja. Aqueles a quem o Senhor usa são os que conhecem o cálice do Senhor e o seu batismo. Quando bebemos o cálice e recebemos o batismo naturalmente teremos autoridade. Horrenda coisa é procurar governar sobre os homens externamente. Devemos espulsar de nós este espírito dos gentios. Caso contrário não seremos aptos a liderar os outros.
Aqueles que procuram exercer autoridade não devem ser postos em posições de autoridade, pois Deus jamais concede autoridade a tais pessoas. Quanto mais o espírito dos gentios domina uma pessoa menos Deus pode usá-la. Mas aquele que sente sua incompetência é aquele a quem Deus concede autoridade. Este é o caminho do Senhor e este deveria ser o nosso caminho.
Que diferença enorme da autoridade entre os gentios e a igreja! Os primeiros governam por posição (pelo título alcançado), mas a segunda governa pelo ministério da vida espiritual.

Davi um homem extraordinário

Talvez não haja na Bíblia um homem estimado em tão alto grau por Deus e pelos homens como Davi. Foi ele que estabeleceu o padrão pelo qual Deus avaliou todos os reis posteriores de Israel. O Senhor o usou não somente para estabelecer o reino, mas também para instruir a nação quanto à adoração e o louvor que lhe são devidos. Seus salmos têm provavelmente inspirado mais pessoas do que quaisquer outras composições literárias.
Quais eram as chaves da grandeza de Davi?
1)    Tinha um profundo amor por Deus e dedicou-se à sua obra.
2)    Tinha confiança nas suas convicções e não se atemorizava com a descrença e o negativismo ao seu redor.
3)    Assumiu o trono real como um "servo do seu povo", e não como senhor (como Saul havia feito).
4)    No seu longo período de provação, aprendeu a esperar no Senhor e a deixar por sua conta quaisquer vinganças pessoais.
5)    Aprendeu a delegar responsabilidades e a dar crédito àqueles que serviam bem.
6)    Apesar de não ser perfeito em muitas coisas, mostrou uma capacidade notável de aceitar a própria culpa e reagir positivamente ao castigo do Senhor. Enquanto o castigo amargurou Saul e o levou à violência egoísta, em Davi produziu brandura e bondade de coração.




PARTE 2


LIDERANÇA CRISTÃ.

Jesus Cristo, exemplo fiel de liderança.

Princípios.

A) Para ser líder é preciso confiança antes de liderar (Jo 15:16).

1.    Convicção.
2.    Reconhecimento da igreja.
3.    Reconhecimento dos de fora.
4.    É conquista e não imposição.

B) Líder é reconhecer aos que o precederam (Mt 11:11).

1.    Nada é feito sozinho - sempre algo ou alguém é exemplo de influência e ajuda para o líder.
2.    Todo o talento e capacidade é dom de Deus (Jo 3:27).
3.    É questão de graça não de mérito.
4.    Esta graça não é motivo para vanglória (II Co 10:17).
5.    Devemos agradecer a todos que ajudaram a nos desenvolver.
6.    Devemos agradecer a Deus.

Qualidades.

A) Ser “pastor”.

1.    O líder conhece os seus seguidores.
2.    O líder ama.
3.    O líder procura sempre o melhor para os seus seguidores.
4.    O líder arrisca no prosseguir em frente.
5.    O líder enxerga longe.
6.    O líder é equilibrado.
7.    A recompensa do líder é ver a satisfação dos seus seguidores.

B) Coragem.

1.    Falar a verdade em amor (Jo 3:1-15).
2.    Manter fidelidade no que crêem.
3.    Diante das lutas.

C) Bondade.

1.    Consideração - considera os sentimentos alheios.
2.    Submissão - à vontade de Deus.
3.    Liberdade em aprender - Aceitar correções.
4.    bondade em ação (Jo 7:63-8:11).

D) Interesses por pessoas frente às tradições humanas (Jo 5:1-15).

E) Generosidade.

1.    A generosidade de Jesus (Jo 6:1-14).
2.    O líder generoso: a) dá de seu tempo; b) dispensa atenção; c) partilha sua experiência

F) Sinceridade.

1.    Dizer a verdade.
2.    Dizê-la em amor.

G) Perdão.

1.    O verdadeiro líder tem a capacidade de perdoar.
2.    Permite a reconciliação.
3.    Alto análise.
4.    Capacita orar pelos inimigos.
5.    Capacita a esperar pela cura.


Tentações da liderança.

A) Poder.

1.    Pela imposição - influência devido ao cargo.
2.    Pessoa - pelo carisma em influenciar as pessoas.

B) Abusos do Poder.

1.    Persuasão / manipulação.
2.    criam sentimentos de culpa, vergonha ou ignorância.
3.    Ameaças.
4.    Ridicularizam.
5.    Apelam.
6.    Como exercer poder (Jo 13:12-17).

C) A questão da IRA.

1.    Exemplo de Jesus (Jo 2:13-22).
2.    A ira saudável: a) contra a injustiça, atos perversos e o mal.
3.    A ira doentia: a) frustração; b) ansiedade; c) depressão; d) injustiça.
4.    Controlando a ira: a) assumir responsabilidade pelos nossos atos; b) Entender quais suas consequencias; c) Manifestá-lo de modo direcionado e específico; d) Visar problemas, não pessoas.


 Problemas da liderança.

1.    Busca de apoio.
2.    Um desafio diferente.
3.    Os descrentes.
4.    Dúvida.
5.    Críticas.
6.    Mesquinhez.

De onde surgem os líderes.

1.    Todos indistintamente são líderes em potencial.
2.    Ninguém é indispensável no serviço do Reino de Deus.
3.    As pessoas podem não estar conscientes de sua própria capacidade de liderança até que alguém as descubra e dê-lhes oportunidade.
4.    A liderança aparece quando as pessoas tem a oportunidade de desenvolve-la.
5.    As pessoas assumem posições de liderança, quando sabem que os outros querem que o sejam.
6.    A maior parte dos líderes aprende fazendo.

Como escolher os líderes (I Tm).

1.    Que sejam fiéis.
2.    Ore pedindo sabedoria.
3.    Lembre-se que não existe gente “sem talentos” (Rm 12:3-8).
4.    Preste reconhecimento aos líderes que escolheu.















PARTE 3


"Deus não chama capacitados, Deus capacita os chamados"!

1. Quem é a liderança?

Cada pessoa é um líder em potencial, contudo, sobre os ombros de determinadas pessoas esta responsabilidade parece ter maior intensidade. Esta responsabilidade aumenta conforme aumenta os seus cargos ou ofícios dentro da igreja. Estes cargos devem ser dados aqueles que realmente demonstram maturidade espiritual para exerce-los.
"É fácil conseguir um exército, mas, puxa, como é difícil conseguir um general"!

2. O líder:
2.1. Aponta o caminho;
2.2. Guia pela mão;
2.3. Vai à frente;
2.4. Dá o exemplo;
2.5. Serve a Deus e o grupo.

3. Vocação do Servo-líder
a)    Chamado divino – Jos. 1:1-2;
b)    Convicção pessoal – Jos. 1:10-11;
c)    Reconhecimento dos liderados – Jos. 1:16-18.

4. As qualidades do líder cristão:
4.1. O líder cristão rende-se a Deus, em plena submissão.
4.2. O líder cristão tem vida de oração.
4.3. O líder cristão está familiarizado com a Bíblia.
4.4. O líder cristão tem fé.

5. Auto avaliação do líder
Maneira prática de verificar se tem dons e habilidades de líder é perguntar a si mesmo (a):
5.1. O grupo ou sociedade que dirigo está maior e melhor do que quando assumi?
5.2. Sei para onde vou. Tenho metas e objetivos traçados?
5.3. Conheço as estruturas e a história deste trabalho que assumi?
5.4. Conheço as pessoas, suas necessidades, suas peculiaridades, suas diferenças, etc...

"O príncipe que ignora o terreno, sobre o qual se desenvolve a guerra, e desconhece os soldados que comanda, conduz necessariamente, as suas forças para a derrota" (Maquiavel).

6. Princípios úteis ao líder:
6.1. Controlar emoções e reações;
6.2. Adotar atitudes mais de amigo que de chefe;
6.3. Não fazer tudo, mas delegar;
6.4. Planejar dentro da realidade;
6.5. Discutir com o grupo e com este decidir os assuntos para que todos se tornem responsáveis;
6.6. Organizar bem as atividades com programas e seguir os horários estabelecidos;
6.7. Valorizar o trabalho dos outros e não achar que só ele sabe fazer;
6.8. Comunicar a todos os níveis, as resoluções tomadas;
6.9. Coordenar o trabalho;
6.10. "Cada pessoa do grupo é diferente. O conjunto constitui harmonia das partes. Como no Arco íris. Veja em cada pessoa uma tonalidade diferente".
6.11. "Saiba receber críticas sem virar um porco espinho e receber elogios sem inflar como um balão".

7. O líder tem que ter visão
Visão é uma imagem clara do que Deus quer do líder e do grupo.
7.1. Deus deu a Noé a visão de uma arca e ele a construiu;
7.2. Deus deu a Abraão a visão de uma cidade, ele a buscou;
7.3. Deus deu a Neemias a visão de evangelizar o mundo, e ele o fez.
Qual é a visão que Deus tem dado a você, querido(a) irmão(ã)?


































PARTE 4

AUTO IMAGEM DO LÍDER CRISTÃO.

Provérbios 23:7.
Se você vai liderar um grupo de pessoas com qualidades e defeitos (carências), você precisa conhecer-se a si mesmo, e ter uma Auto-imagem positiva de si mesmo, para poder ajudar aos seus liderados.

            O que você pensa ser é o que determina a sua vida, a felicidade o sucesso que pode desfrutar.

            Seja qual for a visão de si mesmo que você escolha focalizar, ela se tornará a chave do sucesso e de felicidade ou fracasso em sua vida.

O que é auto-imagem?

            AUTO - Si mesmo.
            IMAGEM - Retrato, figura, escultura, pintura.
            AUTO-IMAGEM: Maneira como você vê a si mesmo internamente, deixando transparecer a outros aquilo que você pensa de si mesmo.

            A auto-imagem começa a ser desenvolvida na infância, no relacionamento familiar com os pais. O relacionamento familiar para a auto-imagem que temos de nós mesmos.

            Características familiar que constrói uma boa auto-imagem:

1.  Aceitação e amor incondicional.
2.  Atitude de compreensão.

            Cada um de nós, trazemos um retrato de nós mesmos, dentro de nossa carteira de identidade interna. Os psicólogos chamam de retrato mental ou auto-imagem (Negativa ou Positiva).

            Este conceito de auto-imagem não é novo, pois já existia desde os tempos bíblicos.

Rm 12:3 - “...Não tenha de si mesmo mais alto conceito do que o comum (real)”.
Rm 12:16 - “...Não ambiciones coisas altivas (além do normal)”.
Jo 13:1-3 - “...Para que o traísse”.
Fp 4:7 - “...Vossos pensamentos em Cristo”.
Fp 2:2-3 - “...Mesmo modo de pensar, etc.”.
Cl 3:1-4; 10 - “...Pensai nas coisas lá do alto segundo a imagem daquele que nos criou”.
Nm 13:31-33 - “É mais forte do que nós. Homens de grande estatura, aos nossos olhos, éramos como gafanhotos e aos olhos deles também o éramos”.

            Os espias ao irem a Terra de Canaã, não enxergaram as bênçãos e vantagens, mas tiveram uma auto-imagem negativa de si mesmos:

1.  Se julgaram fracos (olharam para suas próprias forças).
2.  Se julgaram pequenos (olharam para sua estatura).
3.  Se viram como gafanhotos (a impressão que tiveram de si mesmos, afetou até o modo pelo qual os inimigos os viam).

            A idéia que os espias tiveram, influenciou toda a situação.

            Josué e Calabe (espias), não tiveram este mesmo conceito. Nm 13:30. Eles confiaram em Deus, não com arrogância mas firme no Senhor e seguros em suas promessas.

            O fato fundamental para o nosso crescimento pessoal é a imagem que temos de nós mesmos. O que pensamos acerca de nós mesmos e como vemos.

            Geralmente pensamos em três perguntas:

1.  Quem sou eu? Se refere a nossa identificação: características físicas, nome, idade, sexo, cor, etc.
2.  O que eu sou? Se refere ao seu papel assumido na sociedade: Professor, líder, pastor, etc.
3.  Por que eu sou? Se refere a demonstração da nossa razão de ser.

            A auto-imagem exerce influência decisiva sobre a mente humana. Muitas pessoas se avaliam erradamente, porque sua auto-imagem está deformada.

            A auto-imagem é constituída de muitas recordações (lembranças), todos nós temos recordações positivas e negativas.

Para responder.

            Examine sua auto-imagem e veja com ela está. O que prevalece mais: a positiva ou a negativa?

            Você tem uma visão exagerada de si mesmo, quando se compara com outras pessoas? Você gosta de sua auto imagem?

            Anote cinco pontos fortes e cinco pontos fracos que você observa em si mesmo.





Pontos fortes.

1.                                                                                                                                         
2.                                                                                                                                         
3.                                                                                                                                         
4.                                                                                                                                         
5.                                                                                                                                         

Pontos fracos.

1.                                                                                                                                         
2.                                                                                                                                         
3.                                                                                                                                         
4.                                                                                                                                         
5.                                                                                                                                         

Anote cinco características, pelas quais você pode dar graças a Deus, por não ser como era antes.

1.                                                                                                                                         
2.                                                                                                                                         
3.                                                                                                                                         
4.                                                                                                                                         
5.                                                                                                                                         

            A auto-imagem é constituída de muitas recordações (lembranças). Todos nós temos recordações Positivas e Negativas.

Auto-imagem Positiva.

            O líder cristão, deve ter um conceito, positivo de si mesmo. Uma pessoa com a auto-imagem saudável positiva, exerce influência no seu próprio bem espiritual, emocional, bem como nas outras pessoas.

            O líder cristão deve transparecer uma imagem positiva, saudável para os seus liderados.

            Devemos ter uma imagem positiva de nós mesmos, por vários motivos:

1.  Fomos criados pela mão do criador (Gn 2:7).
2.  Ele nos soprou do seu Espírito (Gn 2:7).
3.  Nos fez sua imagem e semelhança (Gn 1:26-27).
4.  Somos a coroa da criação (Gn 2:19-20; 1:28; Sl 8:6).

            A nossa auto-imagem é formada em cima de conclusões que tiramos de nós mesmos e que recebemos de outros.

            Logo, se você se ver como uma pessoa adequada e capaz, certamente enfrentará a vida com otimismo e seu desempenho será cada vez melhor.


Auto-imagem Negativa.

            Uma pessoa com a auto-imagem negativa, tira de si mesmo a energia e o poder de atenção necessários para um bom relacionamento com os outros.

            Isto acontece quando se esta em contato com pessoas que lembram seus próprios defeitos. Daí então, a pessoa se fecha e não dá atenção as pessoas.

            Uma pessoa com uma auto-imagem negativa, preocupa-se com as opiniões, elogios e críticas dos outros, como fatores determinantes da maneira como vão se sentir ou pensar.

            Aqueles que tem censo de valorização muito baixo, são escravos da opinião dos outros, e não se sentem livres para serem elas mesmas.

            Pessoas com um frágil senso de auto-imagem negativa esperam serem enganadas, rejeitadas e censuradas, aguardam e assumem sentimentos derrotistas.

1.  Atitude derrotista pessimista.
2.  Falta de confiança para apresentar socialmente.
3.  Sensível demais as opiniões dos outros.
4.  Esforço para se tornar alguém ou alguma coisa, em vez de relaxar e ter prazer em ser o que é.
5.  Usar a ira como defesa para não se ferir.
6.  Tendência de desenvolver relacionamentos muito íntimos.
7.  Incapacidade para aceitar elogios.
8.  Hábito de usar rótulos negativos em relação a si mesmas.
9.  Dependência dos bens materiais para sentir segurança.
10.Transferência de sua responsabilidade para os outros, por causa de situações negativas ou de sentimentos indesejáveis.

SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO DA IGREJA PRESBITERIANA
Manual Presbiteriano (Constituição)
Seção 1 – Classificação (p. 16)
Art. 25 – A Igreja exerce as suas funções na esfera da doutrina, governo e beneficência, mediante oficiais que se classificam em:
A)   Ministros do Evangelho ou presbíteros docentes;
B)   Presbíteros regentes;
C)   Diáconos.
§ 1o – Estes ofícios são perpétuos, mas o seu exercício é temporário.
§ 2o – Para o ofício de Presbítero ou de Diácono serão eleitos homens maiores de 18 anos e civilmente capazes.


Presbíteros: Biblicamente a palavra presbíteros (presbyteros - grego) no Novo Testamento corresponde à palavra ancião (zãqen) do Antigo Testamento. Embora o nome continuasse o mesmo o conteúdo do oficio foi alterado.
            Os anciãos da igreja de Jerusalém recebiam dons em favor da comunidade (At 11:30) e participavam de concílios juntamente com os apostolos (At 15:4, 6:23, 16:4). Paulo e Barnabé ordenaram anciãos em todas as igrejas da Ásia (At 14:23); Paulo exortou a Tito para que fizessem outro tanto em Creta (Tt 1:5); e os anciãos de Éfeso (At 20:17,28) também são chamados como episkopoí (Bispos) ou supervisores (1 Tm 3:1, 2), pelo que se torna evidente que os nomes "presbíteros" e "bispo" são intercambiáveis no uso do Novo Testamento. Em Tt 1:5,7 o bispo também é chamado de presbítero.
            O presbítero, o principal oficial de uma igreja local, era chamado pelo Espírito Santo (At 20:28), reconhecido por outros presbíteros (1 Tm 4:14), e qualificado segundo os padrões estabelecidos nesta passagem. Seus deveres incluíam dirigir (5:17), pastorear o rebanho (1 Pe 5:2), proteger a verdadeira doutrina (Tt 1:9) e, de modo geral, cuidar do rebanho, o que incluía os recursos financeiros da igreja (At 11:30).
           
Diáconos: Vem do grego "diakonos" e significa "ministro" ou "servo". A palavra "Diakonia", que aparece mais vezes no Novo Testamento, significa "serviço", "ministério". Não se refere apenas ao ministério hoje atribuído aos nossos diáconos. Paulo descreve Epafras como "diakonos" ou "ministro de Cristo" (Cl 1:7) e a si mesmo como "diakonos" ou "ministro" do evangelho e da Igreja (Cl 1:23,25). Entretanto, o relato, em At 6, sobre a escolha de 7 homens aprovados para supervisionarem a administração do fundo para as viúvas, se tornou a instituição formal do diaconato. Este é o primeiro exemplo de entrega de responsabilidade administrativa e sociais a homens dotados de caráter e dons apropriados. Tornou-se um procedimento típico nas igrejas gentias.

Seção 3 – Presbíteros e Diáconos (pp. 22, 23).
Art. 50 – O Presbítero regente é o representante imediato do povo, por este eleito e ordenado pelo Conselho, para, juntamente com o Pastor, exercer o governo e a disciplina e zelar pelos interesses da igreja a que pertencer, bem como pelos de toda a comunidade, quando para isso eleito ou designado.
Art. 51 – Compete ao Presbítero:
a)    Levar ao conhecimento do Conselho as faltas que não puder corrigir por meio de admoestações particulares;
b)    Auxiliar o Pastor no trabalho de visitas;
c)    Instruir os neófitos, consolar os aflitos e cuidar da infância e da juventude;
d)    Orar com os crentes e por eles;
e)    Informar o pastor dos casos de doenças e aflições;
f)     Distribuir os elementos da Santa Ceia;
g)    Tomar parte na ordenação de Ministros e Oficiais;
h)   Representar o conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Supremo Concílio.
Art. 52 – O presbítero tem nos concílios da Igreja autoridade igual à dos Ministros.
Art. 53 – O Diácono é o oficial eleito pela igreja e ordenado pelo Conselho, para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente:
a)    À arrecadação de ofertas para fins piedosos;
b)    Ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos;
c)    À manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino;
d)    Exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.
Art. 54 – O exercício do presbiterato e do diaconato limitar-se-á ao período de cinco anos, que poderá ser renovado.
Art. 55 – O Presbítero e o Diácono devem ser assíduos e pontuais no cumprimento de seus deveres, irrepreensíveis na moral, são na fé, prudentes no agir, discretos no falar e exemplos de santidade na vida.
Art. 56 – As funções de Presbítero ou de Diácono cessam quando:
a)    terminar o mandato, não sendo reeleito;
b)    mudar-se para lugar que o impossibilite de exercer o cargo;
c)    for deposto;
d)    ausentar-se sem justo motivo, durante seis meses, das reuniões do Conselho, se for Presbítero e da junta diaconal, se for diácono;
e)    for exonerado administrativamente ou a pedido, ouvida a Igreja.

Capítulo XII
Ordenação e Instalação de Presbíteros e Diáconos (p. 121)
Art. 29 – Prometerão cumprir com zelo e fidelidade o seu ofício e também manter e promover a paz, unidade, edificação e pureza da Igreja.
Art. 30 – A Igreja comprometer-se-á a reconhecer o oficial eleito e prometerá, diante de Deus, tributar-lhe o respeito e a obediência a que tem direito, de acordo com as Escrituras Sagradas.

Seção 2 – Ministros do Evangelho (p. 17)
Art. 30 – O Ministro do Evangelho é o oficial consagrado pela Igreja, representada no Presbitério, para dedicar-se especialmente à pregação da Palavra de Deus, administrar os sacramentos, edificar os crentes e participar, com os Presbíteros regentes, do governo e disciplina da comunidade.
Art. 31 – São funções privativas do ministro:
a)    Administrar os sacramentos;
b)    Invocar a bênção apostólica sobre o povo de Deus;
c)    Celebrar o casamento religioso com efeito civil;
d)    Orientar e supervisionar a liturgia na igreja de que é pastor.
Art. 32 – O Ministro, cujo cargo e exercício são os primeiros na Igreja, deve conhecer a Bíblia e sua teologia; ter cultura geral; ser apto para ensinar e são na fé; irrepreensível na vida; eficiente e zeloso no cumprimento dos seus deveres; ter vida piedosa e gozar de bom conceito, dentro e fora da igreja.
Art. 36 – São atribuições do Ministro que pastoreia igreja:
a)    Orar com o rebanho e por este;
b)    Apascenta-lo na doutrina cristã;
c)    Exercer as suas funções com zelo;
d)    Orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus;
e)    Prestar assistência pastoral;
f)     Instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados;
g)    Exercer, juntamente com os outros presbíteros, o poder coletivo de governo.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
Ano: 2002 

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