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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

REFLEXÃO 67 - A IGREJA VERDADEIRA


A Igreja Verdadeira.

Este artigo  não tem o objetivo de dizer qual é a verdadeira igreja.    Com toda certeza, um presbiteriano, vai afirmar que sua denominação é a que mais se aproxima da Bíblia. Da mesma forma afirmará o batista; o adventista; o Neopentecostal; o assembleiano; etc. Todos procurariam provar, à luz da Bíblia, que suas doutrinas estão certas.


Nenhuma denominação é encontrada na Bíblia. Tanto é verdade, que uma denominação, relativamente recente no Brasil, não adotou nenhum título ao conjunto de igrejas que professam a mesma doutrina. Eles optaram, quando estão se referindo à determinada igreja local, chamarem de “A igreja que está em Osasco”, dizendo sempre o nome da cidade ou bairro onde a congregação se reúne. Dentro do cenário bíblico, era assim denominada uma igreja local. Porém, com o passar dos séculos, as coisas foram mudando, a igreja perde o sentido original; e como há diferentes tipos de pensamentos e interpretações, se fez necessária distinção de grupos, surgindo assim diferentes denominações.
 Mas afinal qual é a igreja verdadeira? Muitas pessoas não entendem o que a Bíblia quer dizer quando nos exorta à unidade. A quem pense que para uma igreja ser una, os seus membros deve, serem exatamente iguais, com os mesmos pensamentos, mesmos objetivos, etc. Este Idéia  não está errado. Todavia, existe alguma igreja assim? Você conhece alguma igreja que proceda desta forma? É lamentável, mas creio que as respostas sejam não.
A unidade proposta nas Escrituras não implica no sentido de que as pessoas devam ser iguais ou exatamente uniformes, visto que mesmo na igreja primitiva houve diferenças de opiniões; doutrinarias. Em algumas passagens bíblicas esta idéia nos é passada (Rm 14:1; 1Co 8:7-11; 1Co 14:26). Estas passagens das Escrituras confortam-nos e dão a nós esperanças. Podemos observar que nem tudo está perdido para a igreja do século XXI, há uma esperança de sermos unidos como nos é proposto. Temos muito em comum com aos irmãos primitivos.

1. Nossa união deve estar fundamentada exclusivamente em Cristo. Leia:  (I Coríntios 1:10-13). Muitos crentes de hoje cometem o mesmo erro que a igreja de Corinto estava cometendo. Alguns já se esqueceram de quem é o verdadeiro Senhor da Igreja. Alguns líderes, estão tomando o lugar de Jesus. Isto é inaceitável  não pode acontecer numa igreja que tem que ter unidade . Quando estamos fundamentados em Jesus, a possibilidade se sermos uma unidade é incomparável. Jesus deve ser o centro das atenções da igreja. Nenhum líder deve ser destacado a ponto de as pessoas irem cultuar na igreja, porque “aquele irmão é uma bênção”. Jesus é bênção.
Unidade no Espírito Santo.   “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz”.
2. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamada em uma só esperança da vossa vocação; um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos. Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo” (Efésios 4:1-7).
Mesmo com tantas diferenças existentes, a igreja pode ser una, se deixar que o Espírito de Deus tome as devidas providências. Não posso concordar com os pensamentos de meu irmão se ele viver no domínio do Espírito e eu viver no domínio da carne (João 3:6). O Espírito pode dar unidade a igreja, se esta, permitir que Ele assim proceda. Todos os que compõem a igreja de Jesus foram chamados à “unidade do Espírito”. E quando uma igreja se deixa dominar pelo Espírito Santo de Deus, podemos afirmar que há unidade, mesmo que a uniformidade não exista com plena veracidade.
Quando eu sou guiado pelo Espírito Santo de Deus, posso entender o meu proximo que sempre traz dúvidas e questões desnecessárias. Isto só poderá ser possível se a unidade existente não for algo forçado, mas, vinda totalmente de Deus.
Quando a igreja vive na unidade do Espírito Santo de Deus, há somente um Senhor, uma fé, um batismo, um rebanho, uma comunidade com os mesmos interesses, etc. Quando muitas diferenças são notadas dentro do “corpo de Cristo”, já não se trata de diferenças naturais, mas sim, de falta de atuação do Espírito Santo do Senhor na igreja.
As diferenças existentes poderão ser solucionadas à medida que aceito a idéia de que nem todas as coisas me são reveladas, mas que algumas delas podem estar esclarecidas na mente do meu irmão, e totalmente ignoradas por mim. O Espírito Santo separou as funções dentro da igreja como Ele mesmo quis (ver, 1 Coríntios 12:4-11). Quando os membros da igreja acreditam na atuação do Espírito, nos dons do Espírito, na plenitude do Espírito, a igreja pode viver em unidade plena.

Primeira característica da verdadeira igreja.
A igreja deve ser Santa.   “Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” (Colossenses 3:12).
É bem difícil viver uma santidade quando se tem o conceito errado do que venha ser santidade. De uma forma geral, muitos pensam que ser santo é viver em um mundo diferente deste. A quem acredite que o crente é santo, quando ele nunca falta nos trabalhos da igreja, lê a Bíblia mais do que ninguém (aliás, tem até capítulos inteiros decorados), ora por mais de quarenta minutos nos cultos de oração, nunca perde uma vigília, contribui com 20% na entrega do Dízimo, diz ser agraciado com todos os dons espirituais, etc. Que bom se todos os crentes fossem assim, não haveria pecadores nas igrejas. Mas a realidade não é esta! A igreja é composta de pecadores, são estes que precisam dela.
Como termos uma igreja santa, se a ela é composta de pecadores?  Se somos tão pecador , porque Deus nos chama à santidade? Para que tenhamos uma resposta correta, é necessário saber, em primeiro lugar, o que é santidade. Ser santo é estar separado de uma vida profana (1 João 3:6), e viver na dedicação ao crescimento espiritual. Isto não significa que o crente vive sem pecar, pois os que assim acreditam são os maiores pecadores (1 João 1:8-10), mas que quando pecamos temos uma forma de nos livrarmos do problema (1 João 2:1-2), Jesus Cristo é a solução! Portanto, é possível existir uma igreja santa mesmo que seus membros sejam pecadores. Nós somos chamados à santidade não por nossos méritos, mas pelo mérito de Jesus. É Ele quem nos justifica.
A igreja de Corinto foi uma das igrejas que mais trouxe problema ao Apóstolo Paulo; facções (1 Co 1:12), desejos da Carne e outros (1 Co 3:3), incestos (1 Co 5:1), desonestidade entre os membros (1 Co 6:8), relações sexuais ilícitas (1 Co 6:16), e inúmeros problemas de origem pecaminosa.
Quando Deus olha e chama a igreja de santa, é porque quando Deus olha, na realidade, não nos vê, mas a Jesus Cristo. Por esta razão, declara Paulo que aqueles irmãos foram santificados em Jesus, porque somente através de Jesus é que somos santificados.
A igreja é verdadeiramente santa quando reconhece que santidade é viver separadamente para Jesus, para o seu serviço, para o louvor do nome de Jesus, mesmo que pecadores. Não pecadores conformados a viverem pecando, mas pecadores que reconhecem a luta existente contra o pecado, e que se esforçam a ganhar a batalha (Ver, Filipenses 3:12-14).

A igreja deve ser Apostólica.    “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes são concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor” (Efésios 2:19-21).
Os Apóstolos foram homens de suma importância para a igreja. Quando, se afirma que a igreja verdadeira de Jesus deve ser apostólica, significa que a igreja deve manter a mesma linha de doutrina dos primeiros “pais” da igreja. Se hoje a igreja é conhecida em tantos lugares, por diversos países e continentes, os maiores responsáveis por esta façanha foram os Apóstolos. Estes homens viveram durante, aproximadamente, três anos sob a doutrina direta de Jesus. “De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:41-42).Uma das primeiras características da igreja primitiva foi perseverar na doutrina dos apóstolos. Esta foi a vontade do Mestre Jesus Cristo, quando orientou tão bem àqueles homens. O desejo de Jesus foi que muitos outros pudessem aprender a mesma coisa, os mesmos ensinamentos, ouvir os mesmos sermões, as mesmas parábolas. Quando se afirma que a igreja deve ser apostólica, não significa que uma linha hierárquica deva existir, ou seja, que uma linha direta de indivíduos deva existir. O significado correto é da seguinte maneira: Uma igreja apostólica é reconhecida pelas suas obras missionárias (Atos 8:25), pela vivência com a Palavra de Deus que é fiel (Tito 3:8), e pela dependência total do Espírito Santo (Atos 13:2-4). Assim como foram os Apóstolos, deve ser a igreja verdadeira de Jesus.
Aquilo que os apóstolos aprenderam de Jesus foi ensinado também aos que, com o passar do tempo, foram crendo no evangelho. A igreja real de Jesus deve proceder da mesma maneira. Ensinar o mesmo evangelho que os Apóstolos ensinavam.

                                                                                                    Artur Bueno

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