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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 22 de maio de 2013

FINANÇAS 7 - CASAMENTO E FINANÇAS - 2


CASAMENTO E FINANÇAS – 2
DINHEIRO, AMOR E DEVOÇÃO!

Introdução
Em nosso último encontro conversamos sobre o poder do dinheiro em conquistar nossos corações. Vimos que quando o dinheiro conquista nossos corações ele nos leva a adorá-lo como um deus e nos tornamos seus escravos. Nossas vidas passam a girar em função dele.
Hoje vamos estudar sobre outro poder que o dinheiro exerce na vida de muitos casais. Contudo antes quero refletir sobre o principio mais importante da vida conjugal.

Principio maior do casamento: duas pessoas se tornarem uma
“Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24 – Almeida Revista e Atualizada).
“Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gn 2:24 – Almeida Corrigida).
Neste verso temos três verbos: deixar, unir e tornar.
Os dois primeiros verbos estão no singular, pois se refere a dois indivíduos independentes e separados. Se você deseja construir um casamento feliz você precisa obedecer ao ensinamento destes três verbos.

·         Deixar à Você não poderá entrar no casamento, na construção de uma nova vida se não deixar para trás sonhos, interesses pessoais, manias, etc. É impossível construir uma vida a dois sem abrir mão da vida de solteiro, da liberdade de escolha com relação ao que fazer com seu tempo livre e com o seu salário. Tem que deixar, tem que abrir mão de coisas para começar uma nova vida.
·         Unir à Você não poderá construir uma família sem que tenha disposição de se unir a outra pessoa. Essa união implica na aceitação de outro individuo com suas manias, taras, medos, opiniões e sonhos. Você precisa se conectar com o outro e prestar atenção nas necessidades do outro e não somente nas suas.

O terceiro verbo, na versão Almeida Revista e Atualizada, esta no gerúndio, isso significa que se trata de uma ação não acabada na vida do casal.
Outras versões apresenta o terceiro verbo, como na versão Almeida Corrigida, no futuro e no plural, indicando que os dois indivíduos já não serão mais dois e sim um. Não existirá mais você e sim nós.
·         Tornar àVocê precisa deixar, unir para se tornar um com seu amado ou sua amada.

O texto está falando de uma união sexual, uma união carnal. Entretanto ela é uma ação que deve acontecer em todas as dimensões da vida do casal. Esta cumplicidade tem que atingir todas as esferas do casamento.
Não pode mais existir na vida do casal a palavra meu dinheiro, meu filho, minha sobrinha, tua sobrinha... uma vez que casou se torna uma só carne, então se deve dizer nosso dinheiro, nosso filho, nossa casa, nosso sobrinho, etc.
Quando se casa não existe mais minha história, a história da Silvana, agora é nossa história. Não existe meu carro... é nosso carro, nossa casa, etc. Tem que haver cumplicidade em tudo.

2 – O dinheiro tem o poder de acentuar a individualidade na vida conjugal.
Uma vez que o dinheiro se torna o centro, o tesouro cobiçado, na vida do ser humano, ele passa a determinar as decisões e prioridades do mesmo. E na busca de se sentir livre para alcançar o que se deseja marido e mulher se individualizam no tratar do dinheiro.
O dinheiro tem um poder tão grande e fascinador sobre as pessoas que é capaz de separar marido e mulher. Como ele faz isso?
·         O dinheiro usa o medo do fracasso conjugal dando ao individuo a sensação de segurança nele à Cada vez mais as pessoas entram no casamento com o medo de fracassarem e terem que enfrentar o divórcio. Elas se casam pensando vai que...! Diante disso elas não se entregam totalmente um ao outro, principalmente no que diz respeito ao dinheiro.
É muito comum jovens noivos dizerem que conversaram a respeito da vida financeira e decidiram que cada um cuidará do seu dinheiro. Eles entram em acordo em dividir despesas, mas cada um tem sua vida financeira independente. Se tornam sócios em um contrato chamado casamento, mas não se tornam um.
São dois indivíduos independentes financeiramente que se unem em um acordo, em prol de um projeto de vida a dois, mas que no fundo continuam independentes.
Quando saem um pergunta ao outro: “você paga a conta hoje”? Quando se ajudam em algo dizem para o outro: “eu paguei sua conta de luz neste mês”. Ao dizer isto, está esperando que o outro devolva de alguma forma o favor.
1 Jo 4.18No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor’.
É preciso vencer o medo do fracasso, é preciso vencer o medo de investir seu dinheiro no casamento. Enquanto você lidar com o seu dinheiro como sendo um bem somente seu e não do seu cônjuge, seu casamento esta fadado a terminar no divórcio.
É preciso administrar o dinheiro numa conta conjunta. A cumplicidade precisa alcançar a esfera financeira.
Quando não existe cumplicidade no dinheiro, não existe cumplicidade amorosa e nem confiança plena no outro. Se preciso me proteger financeiramente do outro é porque não me tornei um com ele.
·         O dinheiro traz a tona nosso egoísmo e nos dá a falsa sensação de poder sobre o cônjuge àAlguns casais usam do dinheiro para manter o cônjuge sobre seu controle e ao fazerem isto eles manifestam todo seu egoísmo.
Usam do dinheiro para manter o outro dependente dele ou dela. Alguns homens não permitem que a mulher trabalhe fora, porque tem medo de perder esse controle. O medo de perder o controle sobre a mulher é uma manifestação egoísta de quem não sente segurança em si mesmo. Tem medo que a mulher venha a ganhar mais do que ele e decida viver independente dele, isto é, ela tome o controle, porque agora não precisará perguntar se pode ou não comprar aquilo que deseja.
Precisamos deixar claro que jamais o homem ou a mulher podem dizer: “quero viver independente dela ou dele”. No casamento não existe independência, não existe vida separada do outro, decisões separadas do outro, sonhos independentes... a vida agora é a dois. Volto a repetir não existe mais meu salário... é nosso salário.
O dinheiro não pode ser usado para satisfazer apenas um dos lados no casamento, isto é egoísmo. Um deve ajudar o outro na realização de seus sonhos e necessidades. O cuidado da casa para a mulher é tão importante quanto o cuidado com o carro para o homem.

Conclusão: Jesus nos ensinou a amar o nosso próximo como a nós mesmos. Esse amor deve começar no casamento e na distribuição do dinheiro. Trate seu cônjuge financeiramente como você gostaria de ser tratado. Use o dinheiro para manifestar seu amor ao seu cônjuge e não permita que o egoísmo tome conta de seu coração.

Resista ao poder do dinheiro em trazer a tona nosso egoísmo exercitando a unidade. Dialogue com seu cônjuge a respeito do orçamento familiar, converse sobre tudo que desejam e dessa forma construam uma vida em comum e não um parceria de vida.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
22/05/2013

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