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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 6 de março de 2014

REFLEXÃO 181 - A ESCOLHA DE CRISTO

A ESCOLHA DE CRISTO


MATEUS 4. 18-22
18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores.
19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.
20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.
21 Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os.
21 Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.


1. Jesus chamou homens simples.

Uma das coisas complicadas nas peladas de futebol é na hora de dividir os times. Confesso que não gosto muito de escolher entre um jogador e outro e às vezes até de deixar alguém de fora. Porém, talvez, o pior perigo é a tentação que temos de escolher os melhores jogadores para o nosso time. Afinal de contas como queremos ganhar, queremos nos garantir com os melhores jogadores jogando no nosso time.

Sei que você é como eu se vai montar uma equipe vai escolher os melhores; os mais capacitados, os mais ágeis. Jesus não foi assim. Nenhum executivo de empresa faria o que Jesus fez. Jesus não escolheu os melhores; Jesus não escolheu os mais preparados; ele não foi recrutar os seus seguidores na Universidade Federal de Jerusalém (Ele sabia que aqueles estavam muitos confiantes no que sabiam para aprender alguma coisa); Jesus não escolheu os mais comunicativos. Ele escolheu homens simples, pescadores, rudes, mais acostumados à solidão do mar do que às multidões. Foi estes que Jesus escolheu e a estes confiou a missão mais importante de toda a história: dar continuidade ao seu ministério.


2. Jesus chamou homens sem méritos.

Quando se vai começar uma empreitada, é de bom alvitre se escolher pessoas que além de preparadas, tenham boa reputação, que tenham aceitação na sociedade. E quando essa tarefa é no campo da fé, é importante que essas pessoas tenham o reconhecimento da comunidade. Jesus, porém, contrariou esses princípios. É verdade que Pedro e seu irmão embora não fizessem parte da liderança de alguma sinagoga ou daqueles que trabalhavam no templo, não eram contudo, tão mal afamados como aquele tal de Mateus. Fazer de um cobrador de impostos um discípulo aí já é um exagero! É comprometer a credibilidade do ministério. Aquele homem, além de ser um lesa-pátria, levava sobre a suspeição de roubar na cobrança de impostos.

A verdade é que Jesus não escolheu ninguém baseados nos méritos. Ele não olhou para as medalhas de vitórias nas batalhas espirituais, não levou em conta aqueles que se julgavam santos e puros a ponto de menosprezarem os outros. Talvez nem eu nem você os escolhêssemos, mas Jesus os escolheu.


3. Jesus chamou homens trabalhadores!

Jesus, não pensou assim, esses homens estão desocupados, não têm mesmo o que fazer, acho que vou aproveita-los. Porque, iria eu tirar alguém do seu curso universitário, do seu trabalho, da sua família para me seguir quando tem tanta gente ai sem fazer nada.

Não foi assim que Jesus pensou! Ele chamou homens trabalhadores, homens que estavam no seu trabalho, no seu labutar.
Ninguém pode dizer, Jesus, vai chamar outros, afinal de contas eu sou tão ocupado!


4. Jesus aproveitou o que havia de bom naqueles homens.

Jesus aproveita o pouco que nós temos para fazer muito. Um pouco de azeite, um punhado de farinha, uma pedra e uma funda, uma vara, cinco pães, dois peixinhos.

Pedro era pescador. Virou o maior pescador da igreja. Jesus usou a intempestividade de Pedro, o seu desembaraço, a sua intrepidez. No dia de Pentecostes quando a multidão aturdida ficou a se indagar o que aquilo acontecia. Pedro aproveita aquela oportunidade para apresentar a Jesus Cristo. Pedro não era homem de ficar traçando planos. Ele era homem de ações imediatas e Jesus usou isso.
Assim, o pouco que nós temos, pode ser muito nas mãos de Jesus. Ninguém na Igreja pode dizer. Ah! Mas Jesus não precisa de mim, afinal de contas tem tanta gente na Igreja mais capacitada do que eu. Ah! Você não sabe o que Jesus pode fazer através de você, com os dons e talentos que Ele colocou em suas mãos. Quando Ele os pega e multiplica, grandes milagres acontecem.


5. Jesus os chamou para que viessem imediatamente

O Chamado de Jesus é sempre urgente. Imagine as inúmeras questões que se levantam em uma hora como essa: E o meu barco, quem vai tomar conta? A minha família, quem vai sustentar? Como nós vamos viver? Para onde vamos? Que garantia nós teremos? A única garantia é aquele que chama. Aquele que chama sustenta, aquele que chama dirige, aquele que chama capacita, aquele que chama vai à frente.

E o seu chamado tem sempre esse sentido de urgência. Não pode ser postergado, não pode ser adiado, não pode ficar para depois. Se Pedro tivesse levado três anos para poder responder a Cristo teria perdido a grande oportunidade de estar com Ele ao longo de seu ministério e de desfrutar de momentos que nem toda a fortuna de Bill Gates poderia comprar: ver Jesus Cristo transfigurado, em glória fulgurante, em brilho inenarrável, em beleza indescritível. Um só momento como aquele vale mais do que qualquer outra coisa nesta vida.
O melhor momento para se fazer a vontade de Deus é exatamente aquele no qual Ele está nos chamando. E eles imediatamente o seguiram.


6. Jesus os chamou radicalmente.

O chamado de Cristo é radical. Ele não deixa espaços. Nem meias escolhas é tudo ou nada. É negar-se a si mesmo. É vender tudo para comprar a pérola de grande valor. A vida de Pedro nunca mais seria a mesma. Os barcos ficaram para trás, as conversas na beira da praia sobre as grandes pescarias ficaram para trás.

Pedro naquele momento teria que deixar tudo, renunciar a tudo, abandonar tudo, renegar tudo, desdenhar de todas as tolas vantagens que o mundo pudesse lhe oferecer, desprezar as tentações. Pedro, André e os outros apóstolos teriam que deixar tudo, para ter apenas aquilo que o Senhor quisesse lhes entregar.
As implicações do chamado Cristo para você nesta manhã são as seguintes:

  • A sua falta de preparo ou de qualquer outro mérito não é desculpa. A sua ocupação não é desculpa.
  • Jesus vai multiplicar o pouco que você tem, para alimentar multidões famintas.
  • Os campos já estão brancos para a colheita. A Chamada é urgente. O Tempo é agora. 

    Pregado na 1ª IPI de Natal em 11/02/2001 

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