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By Ferramentas Blog

terça-feira, 8 de abril de 2014

REFLEXÃO 187 - A ESSÊNCIA DO DISCIPULADO

A Essência Do Discipulado

"Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se  negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me" (Lucas 9:23).
Tudo o que tem valor tem seus desafios e responsabilidades. Jesus apresentou este grande desafio a qualquer homem que deseja (thelei, deseja) vir após (erchesthai opis, tempo presente do infinitivo, seguir continuamente, ou buscá-lo). Seguir após Jesus requer o desejo de seguir. Não somos coagidos. Os discípulos de Cristo são voluntários.
Ir após Jesus envolve um compromisso a afastar-se de toda ligação psicológica com o mundo e um reconhecimento das implicações, padrões e condições para submeter-se a Cristo e ser contado entre aqueles que estão em plena relação com ele (veja também Lucas 14:27). Aqui, Jesus articula três conceitos básicos envolvidos em vir após ele. Ninguém será aceito se recusar estas estipulações.


Negar-se a si mesmo
Primeiro, o discípulo de Cristo precisa negar-se a si mesmo. O seguidor de Cristo adota uma nova identidade. Ele põe-se totalmente à disposição de Jesus. Ele abandona e rejeita o eu como o objeto da vida e da ação. Ele não continua mais com os modos de pensar que elevam modelos egoístas e hipócritas de comportamento. Ele denuncia a confiança em si como a fonte da proteção e do cuidado providencial. "... não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos"(Jeremias 10:23; veja Provérbios 14:12). Com Paulo, poderíamos dizer, "Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus meu Senhor ... para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria" (Filipenses 3:8-11).
A negação de si mesmo é repudiar, afastar-se da sua própria independência em favor de submissão a outro. Devemos dizer "sim" a Cristo e "não" ao eu. Isto significa pôr Jesus acima do eu. É mais do que dizer "não" a alguma coisa ou atividade pecaminosa. É dizer "não" à minha própria vontade. O cristão precisa desistir do seu ego, gratificação e aspiração. Paulo disse, "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Romanos 12:1-2).

Tomar a Cruz
Segundo, o discípulo de Cristo precisa tomar sua cruz. Jesus literalmente tomou sua cruz e carregou-a ao Gólgota. Isso foi o que ele fez por nós. Isso foi seu propósito ao vir aqui. Que faremos por ele? Nosso propósito pela vida será concentrado nele? Desejamos sacrificarmo-nos por ele? Desejamos aceitar uma vida cheia de cruzes, centrada em Cristo e crucificados com ele (Romanos 6:6)? Se for assim, não serei eu mais quem vive, "mas Cristo é que vive em mim, e a vida que eu agora vivo na carne, vivo por fé no filho de Deus que me amou e deu a si mesmo por mim" (Gálatas 2:20; veja também 5:24; 6:14)?
Tomamos figurativamente nossas cruzes quando nos comprometemos a sacrificar tudo pelo nosso Senhor e fazer disso nosso propósito para toda a vida. A discussão aqui não é sobre o sofrimento comum do homem. É sobre o compromisso e sacrifício por Cristo e sua causa. Observe, novamente, a responsabilidade contínua. Temos que fazer isto diariamente. Isto não é sacrifício momentâneo.

Seguir a Cristo
E terceiro, Jesus disse, segue-me. Aqui ele não estava chamando literalmente pessoas para viajar pelas poeirentas estradas da Galiléia com ele. Alguns fariam isso, mas nem de todos isso foi exigido. O sentido é que todos deveriam imitá-lo, obedecê-lo e servi-lo.
Novamente, o verbo implica em busca contínua. Pedro disse que Jesus nos deixou como exemplo que deveríamos "seguir seus passos" (1 Pedro 2:21). Sua autoridade está implícita no mandamento. Ele é o guia, o rei. A concordância com este encargo está necessariamente de acordo com os dois anteriores. Seguir a Cristo implica desistir do eu e iniciar o rumo próprio, um rumo de sacrifício, para a vida toda. Estamos dispostos a isso? Desafie-se com o grande desafio que Jesus pôs diante de nós todos.


-por C. G. "Colly"Caldwell

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