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By Ferramentas Blog

terça-feira, 5 de agosto de 2014

REFLEXÃO 218 - A GERAÇÃO DO FICAR

A GERAÇÃO DO FICAR

Ao longo do tempo, as pessoas são conhecidas pelas características que
marcam sua época. Assim, temos a geração "hippie", a geração "anos dourados",
etc. Na minha análise, a geração dos nossos dias pode ser chamada: "F".

Dou esta designação por causa das principais atividades que marcam,
especialmente, os jovens. Estamos sendo invadidos por modismos estéreis que estão
levando as pessoas a atitudes irresponsáveis e inconsequentes.

As atitudes pautadas pela "onda" têm direcionado os jovens para intrincados
vazios existenciais, perda da esperança e indisciplina.

Quando falo da Geração "F", uso esse termo por causa das atitudes mais
comuns. São suas prioridades, e começam com a letra "F".

A primeira idéia é festa.
Não que seja contrário a festas. Mas, repare bem, quantas e que qualidade de
festas vemos em nossos dias. Refiro-me especialmente aos "carnavais-fora-de-
época", festivais, etc.

Não coloco aqui palavras preconceituosas. Pondero dois enfoques. Primeiro,
basta que conheçamos as notícias após tais festas. As tragédias e o luto. Segundo,
as posições pessoais dos participantes. É verdade que muitos vão para festejar, mas
o ambiente que é criado pela desagregação pessoal e social transforma esse tipo de
festa em "zona de perigo".

Tenho tido contato com as pessoas que são movidas a festas. Este é um fator
de alienação e irresponsabilidade.


A segunda idéia é ficar.
Vivemos a geração do descompromisso e da irresponsabilidade no que diz
respeito ao relacionamento homem-mulher. Esta atitude pode ser vista de ambos os
lados. Um jvovem paciente contando de sua participação num Micarense, dizia
"orgulhoso":

Fiquei com 53 gatas. O gozado é que no sábado à noite tentei ficar com
uma e ela me deu um não, porque já havia
ficado comigo".

Ficar conjuga-se aqui como a ação de estabelecer um contato de intimidade
com outra pessoa, podendo ser em diferentes níveis. E depois... tchau, tchau!

O ficar é brincar com coisa séria. É brincar com sentimentos, com a
afetividade, com a sexualidade. Brincar nessa área sempre traz conseqüências
desastrosas. Essa libertinagem cria um senso de irresponsabilidade que perdura e
atropela os valores. Cria a falta de organização e limites que a própria vida impõe.





A terceira idéia é fuga.
Fugir é perder contato com a realidade, ou melhor, é não querer esse contato.
Geralmente quem foge não se acha capaz de enfrentar a realidade. Isto, então, nos
revela que o problema não está do lado de fora. Está no lado de dentro. No próprio
indivíduo e sua auto-estima.


Pelo que vejo, os entorpecentes e o álcool são os favoritos para a fuga. E,
lamentavelmente, quem se encontra nesta triste vereda só o percebe, na maioria das
vezes, quando é tarde demais.


A droga funciona como um elemento de esquecimento, como elemento de
poder, como elemento de prazer. Mas as três idéias são inteiramente falsas
porquanto só atuam no mundo da fantasia. E estamos na realidade!


Há outras idéias da Geração "F". Mas há antídoto para isso. Sugiro dois, que
começam também com a letra F.


O primeiro é família.

A família é imprescindível para o desenvolvimento equilibrado do ser humano.
Mas, para isso, a família precisa de equilíbrio. Os pais precisam.


Os filhos funcionam com energia familiar. Vão para a vida e voltar para o lar,
onde junto aos pais recarregam suas baterias. Se não houver energia ou se ela
estiver estragada, não há como funcionar bem.


A comunicação aberta e sadia propicia esse equilíbrio. A abertura de espaço
livre para a expressão dos sentimentos. O bom humor, descontração e a ausência de
cobranças vazias contribuem muito.


O segundo é fé.

Leio em A Tribuna, de 2-6-98, p. 12: "Religião transforma a vida de ex-líder do
Comando Vermelho". Na verdade, não é uma religião em si. Como disse o
entrevistado: "Sou uma lagarta que virou borboleta pela obra de Deus". Isso só é
possível pela fé em Jesus.


Ter uma religião ou ir a uma igreja são importantes. Mas não são suficientes.
Crer em Jesus Cristo como Salvador e Senhor e viver para Ele é a parte de
estruturação, mudanças e equilíbrio.


Família e fé formam uma parceria indispensável para mudar o quadro sombrio
da Geração "F".


Os recursos da educação, psicoterapia, terapia medicamentosa são importantes
como fator de ajuda. Mas o sucesso pleno está no investimento de Família-Fé.
Gastar tempo com os filhos, ensinando-os a temer a Deus (não tremer de medo), os
valores morais e a conquista do bem deve ser o ponto alto da função dos pais.

Em tempo: Ao fechar este artigo, envio um telegrama a todos os meus leitores
da Geração "F":


"Faça favor favorecer família funcionar feliz. Fundamentalmente fortaleça
formação firme fé".




AUTOR DESCONHECIDO

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