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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

REFLEXÃO 238 - A HISTÓRIA DO SOLDADO


A história do soldado

Adaptado de uma história do Dr. Ralph F. Wilson Cassius estava de pé em atenção diante do comandante da divisão do exército romano em Jerusalém.

Centurião. vociferou o oficial: explique-se! Uma de suas tropas deveria estar guardando um túmulo, um defunto. Será que o trabalho era difícil demais? Agora ouvi dizer que o corpo sumiu. Confirme que trata-se de um erro!
Senhor, posso ser franco e falar de soldado para soldado? ; perguntou o centurião. Ele e o tribuno se conheciam há muito tempo, apesar do tribuno ser da nobreza e ele um mero plebeu.
Por favor, Cassius; disse o oficial um pouco mais delicadamente fazendo sinal para o centurião sentar-se.
Senhor, peço-lhe indulgência, pois esta história na verdade começou há várias semanas. começou Cassius.
À vontade ; disse-lhe o tribuno, já mais amável.

Desde que esse Jesus ; aquele cujo corpo guardávamos no túmulo ; começou a pregar em Jerusalém, achamos que ele fosse um revolucionário com intenção de incitar o povo com as Suas conversas sobre o reino de Deus. Mas meu senhor, fui ouvir o que Ele tinha a dizer e vi que Ele não era uma ameaça ao império romano. Milhares de pessoas sentavam-se embevecidas enquanto Ele falava sobre o Seu Pai, sobre amar o próximo, perdoar os pecados passados e começar uma nova vida. Foi fascinante. Ele o fazia sentir que preocupava-se com você pessoalmente.
Continue, soldado; disse o tribuno apoiando o queixo na mão.
Depois disso O vi quando recebemos ordens de vigiar a residência oficial do governador. A multidão estava ficando descontrolada. Pôncio Pilatos estava na poltrona para julgar e Jesus estava diante dele. Alguém o maltratara, senhor.
E o que você esperava, centurião? Prossiga.
Finalmente Pilatos pediu silêncio, declarando não encontrar crime naquele homem. E depois disso tentou libertar Jesus, pedindo ao povo que escolhesse entre Barrabás; um criminoso e rebelde conhecido por todos ; e Jesus.
E agora Barrabás está solto por aí.
Os judeus no Sinédrio gritavam para que ele matasse Jesus. "Crucifique-O! Crucifique-O!" E a turba começou a gritar também. Por um minuto houve um impasse, mas depois Pilatos pediu uma tina de água e começou a lavar as suas mãozinhas delicadas...
Centurião, não permitirei falta de respeito ; disse o tribuno rispidamente. 
Sim senhor. Mas sabe, Jesus era inocente, puro e simples. Ele apenas ofendera alguns sacerdotes poderosos. Mas quando Pilatos viu aonde aquilo ia dar ele deu para trás. Na minha opinião, Roma agia com base na lei e na justiça, não na conveniência.
Governar às vezes é um negócio sujo. acrescentou o tribuno.
Ser soldado também, senhor. Obedecendo às suas ordens, parte da minha tropa teve que açoitar aquele homem.
Ah, mas eles até que gostaram. disse o tribuno. Se bem me lembro, aquele soldado bem alto... Publius, não é? açoitou-O feito um louco, as pontas metálicas do chicote acertaram as costas de Jesus até a pele esfarrapar e o sangue escorrer sem parar.
Foram poucas as vezes em minha carreira em que tive enjôo ao ver sangue; comentou Cassius ; mas ver um inocente ser tratado com tanta crueldade...
Que eu me lembre você não os mandou parar quando O vestiram com aquele manto púrpura, deram-lhe um galho como cetro e colocaram na cabeça dele uma coroa de espinhos. Ah, eles se divertiram à beça.
Eu já crucifiquei muita gente, mas este homem era diferente ; replicou Cassius. Ele não praguejou nem chorou. Depois da coça que Publius lhe deu Ele já estava quase morto, e caiu a caminho de Gólgota.
Caiu?
Ele estava fraco demais para carregar a cruz, então pegamos um cireneu forte que estava ali para carregá-la. Depois crucificamos Jesus.
Toda morte é igual.
Mas essa não foi; respondeu Cassius. Nós o pregamos à cruz e a erguemos, mas jamais esquecerei a oração que Ele fez: "Pai, perdoe-os, porque não sabem o que fazem". Senhor, eu fui o responsável pela morte dELe, e Ele me perdoou.
Você já é soldado há tanto tempo e agora vai ficar de consciência pesada, Cassius?
Aí, o ladrão que estava sendo crucificado ao lado dEle pediu para Jesus lembrar-se dele quando chegasse ao Seu reino.
Reino! Que reino?. escarneceu o tribuno. 
Ouça o que Ele respondeu: "Hoje você estará Comigo no Paraíso". Incrível! Mais ou menos ao meio-dia o céu escureceu. Todos viram, e quando Ele gritou: "Meu Deus, Meu Deus, por que Me desamparaste?" todos nós sentimos um arrepio. Ele parecia o homem mais solitário do mundo, sozinho nas trevas. Ele mal falou até às três da tarde, quando então bradou quase que triunfante: "Está consumado!" E, se escutasse bem, O teria ouvido sussurrar: "Nas Suas mãos Eu entrego o Meu espírito".
Naquele momento, a terra começou a tremer e surgiram fendas ; relatou Cassius. Eu fui parar no chão. Depois a escuridão começou a se dissipar. Tribuno, nós não crucificamos um homem qualquer... Ele era o Filho de Deus.
Umas poucas coincidências anormais e você já está dizendo que Ele era divino? Ele está mortinho, mortinho.
Não está não, senhor.
Como não?
Os principais sacerdotes e fariseus insistiram que Pilatos mandasse vigiar o túmulo para os discípulos de Jesus não roubarem o corpo.
Eu sei, fui eu quem autorizou.
Colocamos três vigias 24 horas por dia, com turnos de oito horas, segundo a norma. Lacrei o túmulo antes de começarem. Estava bem seguro.
Então que história é essa de que o corpo sumiu?
Sumiu mesmo, comandante.
Centurião, você é um homem morto. gritou o tribuno levantando-se.
Cassius levantou-se também, mas prosseguiu:
Mais ou menos às sete horas esta manhã, as três sentinelas chegaram correndo ao acampamento como se tivessem visto um fantasma, e gritando: "Centurião! Centurião! Ele está vivo!" Depois que se acalmaram, pedi-lhes que relatassem cada detalhe.
Segundo disseram, o seu turno começara ontem à meia-noite. Pelo que entendi eles passaram a noite em claro contando histórias sobre as namoradas em casa. Mas disseram que justo antes do alvorecer o jardim onde encontra-se o túmulo ficou iluminado como se fosse meio-dia, e um anjo com vestes reluzentes como relâmpagos retirou a pedra que fechava o túmulo. Eles ficaram parados tremendo, e aí um deles ; acho que foi Publius eles disseram ; olhou dentro do túmulo. O corpo desaparecera, e as faixas que o envolviam estavam na mesa de calcário, todas enroladas.
Você quer que eu acredite nessa história? ; perguntou o tribuno presunçosamente.
Eu os interroguei minuciosamente. Todos viram a mesma coisa. O corpo sumiu.
Eles devem ter caído no sono e inventaram uma história para se protegerem.
Eles são veteranos de batalha, senhor, não recrutas. Conheço esses homens. Além do mais, o senhor não acha que se os soldados estivessem dormindo teriam acordado com o barulho de pessoas tentando tirar aquela pedra imensa do lugar? Eles disseram a verdade, com certeza.
O que você espera que eu diga ao povo, centurião? Que Ele ressuscitou?
Não sei o que vai lhes dizer, tribuno, mas foi isso o que aconteceu. Ele está vivo. Estou dizendo, Ele está vivo!
Bem, talvez possamos relatar este pequeno incidente aos principais sacerdotes. Eles vão ter interesse em não divulgá-lo. Talvez até ofereçam um bom dinheiro para encobrirmos o fato. ... A partir de agora eu cuido desta situação, centurião. Você não viu nada e não sabe de nada, entendido?
Mas eu sei, e eu vi, tribuno. Não posso alterar os acontecimentos. Jesus está por aí vivo. Mais do que vivo.
Esqueça isso, Cassius.
Esqueça o senhor se puder, comandante. Mas com todo o respeito, garanto que Jesus está vivo, e isso muda tudo.

É verdade, Jesus está vivo, e por isso você pode conhecê-lO e ter um relacionamento pessoal com Ele que transformará a sua vida. Respondendo à sua oração, Ele pode tornar-Se seu amigo, ajudá-lo a resolver seus problemas, sanar suas mágoas, perdoar os seus pecados, dar-lhe um novo começo e muito mais. Ele está vivo, à sua espera, e o ama.



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