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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

MENSAGEM 8 - ALÉM DE MIM MESMO: A ORAÇÃO DO DISCÍPULO 7ª Parte: Perdoa as nossas dívidas, assim...

ALÉM DE MIM MESMO: A ORAÇÃO DO DISCÍPULO
7ª Parte: Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores - MT 6.12

9Vocês, orem assim: ‘Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. 10Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. 11Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. 12Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém (Mateus 6.9-13).

Introdução: Sem dúvida esta é a petição mais desafiadora dentro da oração do discípulo, e também a que exige de nós uma reflexão mais cuidadosa, pois ela mexe com nossas feridas mais profundas.
Contudo antes de entrarmos propriamente no assunto central desta petição que é o perdão, gostaria de tratar de um problema teológico causado pela expressão “assim como”.

Problema teológico: O conflito entre perdoar e ser perdoado
 A expressão “assim como” condiciona o perdão de Deus a nossa capacidade de perdoar. Jesus está dizendo se perdoarmos seremos perdoados. Todas as vezes que me deparava com esta passagem, sentia um medo de falhar com alguém nesta questão do perdão, pois eu tinha medo de não ser perdoado por Deus, por minha falta de capacidade de perdoar. Isso me assustava, pois eu tinha medo de perder a minha salvação.


Muitos pregadores afirmam que nossa entrada no céu está condicionada a nossa capacidade perdoar. Eu quero tranquilizar você hoje, você será salvo por causa do sacrifício de Jesus Cristo, e não por sua capacidade de perdoar ou amar. Sua salvação não depende em nada de seus atos, mas totalmente do ato de Jesus na cruz. Afirmar que nossa salvação depende de nossa capacidade de perdoar é anular o sacrifício de Cristo, ou no mínimo reduzir a obra da cruz, e imputar a nós a capacidade de nos salvarmos. Isto é totalmente contrario a todo ensino bíblico sobre a salvação. Somos salvos mediante a fé, e isto não vem de nós, é dom de Deus para que ninguém se glorie (Ef 2.8 e 9).
Observe que o texto não diz: perdoa as nossas dividas porque vamos perdoar os nossos devedores. O texto diz: assim como nós temos perdoado aos nossos devedores – O texto se encontrado no passado. Quando faço esta oração eu já assumi diante de Deus minha responsabilidade pelo perdão.
O que Jesus está afirmando nesta passagem é que o perdão é uma atitude obrigatória de todo aquele que chama Deus de Pai, que olha para o céu e tem Deus como sua referência, que clama para que o nome de Deus seja santificado, que pede para que o Reino de Deus seja implantado na terra como é no céu e que deseja que a vontade de Deus seja cumprida. Em fim, Jesus está nos dizendo que o Pai espera que nós perdoemos assim como Ele perdoa. O perdão para Deus inegociável.
Aquele que conhece a graça de Deus, que experimentou o perdão de Deus, que compreendeu o que Deus fez na cruz por ele, perdoa seja a quem for e pela razão que for.
Resolvido este problema teológico vamos entender melhor o que Jesus está nos ensinando através desta petição.



1 – Somos chamados à prática da confissão: Perdoa as nossas dívidas
Acredito que a prática da confissão não é valorizada em nossos dias, o que tem significado uma perda muita grande para a Igreja de Cristo. Quando iniciei meu ministério pastoral em 1998, era comum em nossas igrejas termos um tempo em nossas liturgias para a prática da confissão.  Particularmente nunca concordei com aquele momento praticado em nossos cultos, pois sempre me pareceu mais uma prática religiosa, onde pedíamos para as pessoas se confessarem e depois declarávamos que elas estavam perdoadas logo em seguida.
A confissão implica em um constante exercício em nossas vidas de olharmos para nosso dia, para nossa semana, para nossas rotinas com seriedade e identificarmos nossos erros, falhas, incoerências e nossa incapacidade de vivermos plenamente os princípios deixados por nosso Pai.
A confissão acontece normalmente quando dedicamos a Deus um período de contemplação, quando paramos tudo para adorá-lo. Quanto mais me aproximo do Pai, mais percebo sua santidade, sua pureza, seu poder e seu amor. Então eu percebo que desejo viver a vontade Dele, que me comprometi com seu Reino, com sua justiça, mas que falho no cumprimento dessa vontade no meu dia a dia. Contudo eu sinto seu amor, apesar das minhas incoerências, pois digo que vou construir Seu Reino, mas trabalho todos os dias pelo meu reino. Mesmo falhando com Deus, Ele continua me amando intensamente, Ele continua colocando o pão sobre minha mesa, me dando saúde para trabalhar, para caminhar, para falar, então me sinto constrangido e sou levado ao arrependimento. É neste momento que confesso meus erros, que confesso o que sou, não com palavras decoradas em um ritual, mas com um coração quebrantado eu digo: Pai perdoa as minhas dividas. Eu disse que faria a sua vontade, mas ao longo desse dia, dessa semana, desse mês eu vivi para mim mesmo. Eu falhei, eu não cumpri minha parte. Me perdoe, eu errei! Eu preciso do seu perdão.
A prática da confissão não vem sendo praticada pela dificuldade que temos de reconhecermos nossas próprias falhas.
Invariavelmente temos muita dificuldade em reconhecermos nossos erros. Quando erramos gastamos muita energia tentando nos justificar, a fim de aliviar de nossa consciência todo sentimento de culpa, nos justificamos com o fim de transferirmos a culpa para outro.
Muitos casamentos terminam porque os cônjuges não conseguiram dizer “eu errei, me perdoe”. Muitas amizades se acabaram porque alguém não conseguiu dizer “eu errei, me perdoe”. Muitos pais perderam seus filhos porque não conseguiram dizer “eu errei, me perdoe”. Muitas pessoas guardam magoas em seus corações a vida toda porque não conseguem dizer “eu errei, me perdoe”.
O pecado produz culpa e vergonha, e, a dificuldade de dizer “eu errei, me perdoe” levam muitas pessoas a se afastarem da comunhão, estes preferem se esconder e evitar contato com irmãos em Cristo.
Essa dificuldade de assumirmos nossas falhas se apresentou já no inicio da criação. Ao lermos Gn 3 encontramos a história de Adão, um homem que cometeu um erro grotesco diante de Deus, pois ele sabia o que tinha que fazer, recebeu uma instrução direta de Deus, mas ao ser confrontado por Deus por sua falha, ele jogou para a mulher a culpa, que por sua vez jogou para a serpente a culpa. Eles não foram capazes de dizerem “eu errei, me perdoe”.
Por que Adão e Eva não puderam confessar seus erros? Por que nós temos dificuldade de confessarmos nossos erros? Acredito que eles não o fizeram, pela mesma razão pela qual muitos de nós não confessamos os nossos erros.
Podemos apontar duas causas que nos impedem de confessar que somos falhos, que erramos.
                                               I.            Nosso orgulho
                                            II.            O desejo de sermos amados

       I.            Nosso orgulho – Gastamos muito tempo de nossas vidas construindo uma boa imagem de nós mesmos, nos esforçamos para que as pessoas nos vejam como bons mocinhos. Adão e Eva desejavam ser como Deus, e nós nos esforçamos para sermos reconhecidos como santos na igreja ou como alguém digno de respeito pela sociedade. Tanto esforço faz com que se torne muito difícil dizermos para alguém “eu errei”. Esta dificuldade se dá pelo fato que ao dizer “eu errei”, eu estou assumindo que não sou perfeito, que sou falho, que sou culpado, e isso fere o nosso orgulho. A dificuldade de reconhecermos nossas falhas se esbarra em nosso orgulho que não é nada mais que idolatria pela nossa própria imagem.  Cultuamos nossa imagem e passamos a servi-la. Não desejamos nos expor, nos humilhar, pois desejamos preservar a imagem de santo ou a imagem de respeito que construímos ao longo de nossas vidas.
O que irão pensar de mim se eu disser que errei? O que meu pai vai pensar de mim se eu disser que errei? O que meus irmãos irão pensar de mim seu eu disser que a culpa foi minha? E por incrível que pareça agimos exatamente da mesma forma diante de Deus, mas nos esquecemos que Deus enxerga mesmo na escuridão de nossos corações. Pessoas que criam uma autoproteção, que idolatram sua imagem diante dos homens, não conseguem ser transparentes diante de Deus, pois sabem que Deus as mandaria confessar seus erros diante dos homens. Dizer “eu sou culpado, me perdoe” fere nossa imagem – perdemos a admiração e o prestigio daqueles que nos idolatravam.

    II.            O desejo de sermos amados - Todos nós temos um desejo profundo de sermos amados. Alguns mais outros menos, entretanto todos desejamos ser amados, nos esforçamos para sermos aceitos pela família, pelos amigos, pelos irmãos da igreja.
O medo de sermos rejeitados nos impede de confessarmos nossos erros. Nos tornamos escravos dos outros ao vivermos preocupados com o que irão pensar de nós. Temos medo de sermos rejeitados, e mais uma vez, nos tornamos idólatras, pois colocamos “os outros” acima de Deus. Nos preocupamos com a rejeição dos homens, mais do que com a rejeição de Deus. Ao fazermos isso, estamos afirmando que os homens merecem mais nossa atenção do que Deus. Ou poderíamos dizer que nos preocupamos mais com a aprovação dos homens do que com a aprovação de Deus. Quando valorizamos mais a aprovação dos homens, estamos admitindo que para nós os homens se tornaram maiores do que Deus. Isto é idolatria aos homens. Temos medo dos homens, e não tememos a Deus que pode nos lançar no inferno. Isso acontece, porque não vemos Deus, mas tememos os homens a quem vemos, entretanto um dia, estaremos face a face com Deus, e seremos julgados por Ele. Temos medo de perdermos o amor daqueles nos cercam, mas se não mudarmos nossa atitude perderemos o amor daquele que se sacrificou por nós para que tivéssemos a vida eterna.

Eu gostaria de dizer para você hoje, que Deus te ama muito, e que Ele tem prazer em você. Quando você gastar tempo na contemplação, admirando Deus, adorando-o, você será liberto do orgulho, pois verá que não tem como esconder suas fraquezas, incoerências, mas apesar disso perceberá que é amado por Deus.
Na contemplação você descobrirá que todo amor que você deseja que seu cônjuge tenha por você, que seus filhos tenham por você, que seus pais sintam por você, só será possível encontrar em Deus. Ninguém jamais conseguirá te amar de maneira incondicional, somente Deus. Então você sentirá segurança para rasgar suas vestes diante Dele porque você saberá que Deus te ama não pelo que você faz, mas pelo que você é, um filho.

2 – Somos chamados a perdoar todos os que nos ofendem: assim como perdoamos aos nossos devedores
Este texto nos mostra que existe uma estreita relação entre perdoar e ser perdoado. À medida que compreendemos o quanto Deus nos perdoou e o quanto Seu perdão custou, é que podemos perdoar quem pecou contra nós. Mas, o inverso também é verdade. Se não conseguimos perdoar o irmão é sinal de que ainda não compreendemos o quanto custou ao nosso Pai para que fôssemos perdoados. Está sendo difícil perdoar alguém? Tente pensar em quanto Deus já lhe perdoou e compare a sua dívida com a dívida do seu devedor.
Vamos tentar compreender melhor essa relação a partir da parábola do credor incompreensível ou injusto (Mt 18.21-35).
Nesta parábola temos dois personagens centrais. O rei que representa Deus Pai, e, o credor incompreensível que representa todas as pessoas que não são capazes de perdoar, incluindo eu e você.
A parábola diz que o rei resolveu ajustar contas com os seus servos. Quando o rei estava ajustando as contas chegou a sua presença um servo que devia dez mil talentos de prata. Um talento equivalia a uma medida de peso de 26 a 36 quilos de prata. Um talento era igual a 6.000 denários. Um denário era equivalente a um dia de trabalho. Logo um talento era igual a 6.000 dias de trabalho. A dívida desse homem era equivalente a 60 milhões dias de trabalho. Um ano, sem descanso aos sábados e domingos, tem 365 dias. Dividindo 60 milhões por 365, chegamos à conclusão que este homem teria que trabalhar 164 mil anos para pagar sua dívida. Mais do que o número, a parábola quer mostrar que essa dívida era impagável.
O rei percebeu que ele não poderia pagar a divida (v. 25), por isso ordenou que tudo que ele possuísse fosse vendido, incluindo sua família. Diante tal situação, em vez do servo reconhecer que não podia pagar, fez uma promessa que não teria como cumprir (v.26), entretanto mesmo assim, o rei foi misericordioso com ele, e perdoou sua divida que era impagável. 164 mil anos de trabalho perdoado.
Diz o texto que logo, que o servo perdoado, saiu da presença do rei encontrou um homem que lhe devia cem denários, isto é, lhe devia o equivalente a 100 dias de trabalho. Da mesma forma que ele pediu ao rei misericórdia e que lhe prorrogasse o tempo para que ele pudesse paga-lo, o homem que lhe devia cem denários lhe pediu misericórdia e que lhe prorrogasse o tempo para que ele pudesse pagar a divida. Contudo diferentemente do rei, que lhe perdoou 164 anos de trabalho, o homem perdoado não perdoou aquele que lhe devia 100 dias de trabalho.
Quando o rei soube que o homem que ele havia perdoado, não perdoou, ele mandou que este fosse preso e torturado.
O que aprendemos nesta parábola?

Ø  Primeiro: Não foi fácil para Deus nos perdoar – Custou muito para Deus o nosso perdão. Custou a vida de seu Filho, Jesus Cristo.
Deus decidiu te perdoar por amor a você. Deus poderia ter destruído toda criação e desistido de você, de mim, de nós. Contudo Ele preferiu te amar e te perdoar. Foi preciso ele enviar seu filho amado, Jesus Cristo, para que eu e você pudéssemos ser perdoados. Foi preciso, Jesus, deixar a glória que tinha ao lado do Pai, se tornar homem como nós, ser humilhado, esbofeteado, chicoteado, morrer numa cruz, para que eu e você pudéssemos ser reconciliados com Deus. Não foi fácil para o Pai ver seu Filho ter que passar por tudo isso, mas Ele suportou por mim e por você.
O perdão que você ganhou de graça custou muito para Deus, ainda mais porque não merecíamos este perdão.
Perdoar custa! Perdoar não é fácil! Você sabe o que é perdão? Perdoar é ir em direção daquele que te causou dano, liberando-a dos danos causados, e dessa forma assumindo todo prejuízo que lhe foi causado.
Todo relacionamento quebrado por qualquer razão que seja, só será restaurado quando alguém decidir assumir a culpa, assumir os prejuízos, liberando totalmente o outro da culpa. Alguém tem que pagar a conta. Não existe perdão se não houver disposição de pagar a conta.
Deus em Cristo Jesus pagou a conta, assumiu todo prejuízo de nossa rebeldia, de nosso egoísmo, na cruz, morreu a nossa morte, nos liberando da condenação que estava sobre nós.
Jesus está nos ensinando por meio dessa oração e dessa parábola que devemos pagar a conta sempre que alguém nos causar dano. Talvez você diga, mas você não conhece a pessoa que me causou dano. Ela não merece perdão. Contudo...

Ø  Segundo: Fomos perdoados por Deus apesar de não merecermos – Jesus está nos ensinando que somos pecadores e que nossos pecados eram imperdoáveis. Entretanto Deus nos perdoou. Pessoas que conseguem entrar na presença de Deus e que conseguem enxergar a si mesmo de maneira profunda, que reconhecem suas falhas, seus erros e equívocos com profundidade, chegam à conclusão que jamais poderiam receber o perdão de Deus. Essa experiência do perdão de Deus, do amor de Deus, é tão impactante em suas vidas que elas se tornam capazes de perdoar.
Pessoas que não perdoam é porque se julgam, no fundo do seus corações, merecedoras do perdão de Deus. Pessoas que não conseguem perceber o tamanho de sua divida com Deus, que se julgam boas, afinal nunca mataram, roubaram, adulteraram, em fim, se julgam corretas, portanto não foi difícil para Deus perdoá-las, por isso não perdoam aqueles que estão abaixo da média.
Outras não conseguem perdoar porque são incapazes de perdoarem a si mesmas, se julgam miseráveis, não merecedoras do amor de Deus, e assim também julgam todos como não merecedores do seu amor, pois não entende o amor incondicional. O perdão não é uma experiência real em sua vida.
Perdoar não tem nada haver com mérito, mas com a decisão daquele que foi lesado. Se você entende tudo o que Deus te perdoou, você irá tomar a decisão hoje de perdoar aqueles que te feriram.

Ø  Terceiro: Devemos perdoar – O apóstolo Paulo reforça este ensino em sua epistola a igreja de Éfeso – Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou (Ef 4.32).
O referencial para o nosso perdão é o perdão que Deus nos ofereceu em Cristo Jesus.  Quem conhece o amor de Deus, que tem consciência de quanto custou para Deus nos perdoar, que percebe quem realmente é, perdoa a todos que lhe causaram danos, feridas e prejuízos.
Pode ser que você tenha alguma queixa contra alguém. Um fato concreto onde você foi lesado, enganado, traído, alguém gerou um dano a sua vida quer no âmbito físico, emocional ou financeiro. Você tem duas possibilidades para lidar com isso, trancar a pessoa que lhe causou dano na cela do seu coração ou abrir a cela e libertá-la.
Se você guardar essa pessoa na cela do seu coração você terá que alimentá-la todos os dias em seu coração, com o pão da amargura. Esse trabalho irá gerar em você um coração cheio de ódio e tristeza. Sua vida se tornará seca e árida, pois é isso que o rancor faz conosco. Você terá que subir todos os dias na masmorra do seu coração, subir vários degraus, para verificar se ela está na cela e se está bem alimentada. Isso é cansativo. Você se torna escravo da sua amargura. Você que é o refém dessa amargura. Você que será destruído por ela. Talvez a pessoa que você prendeu em seu coração, nem sabe que você está alimentando essa amargura e nem sente o sofrimento que você vive por prendê-la, ela continua vivendo a vida enquanto você está se destruindo.
Contudo você pode abrir a cela do seu coração e perdoa-la, como Deus te perdoou. Deixar que ela saia do seu coração é promover libertação a si mesmo. Você não terá mais que se preocupar em alimentá-la, subir a masmorra do seu coração todos os dias, e dessa forma seu coração estará livre para amar. Seja qual for a ofensa que essa pessoa fez a você, com certeza não é maior que a ofensa que você causou a Deus. Nada pode ser maior do que os danos que causamos a Deus. Ele nos perdoou, perdoe também.

Levante agora os nomes de todos aqueles que você não consegue perdoar e tome a decisão de perdoá-las. Se você entendeu o perdão de Deus, você irá perdoar; essa é a lógica daquele que conhece a Deus. Então você poderá fazer a oração do discípulo: Pai perdoa as nossas dividas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
16/09/2014



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