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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CRISTOLOGIA 6 - A INFÂNCIA DE JESUS

A INFÂNCIA DE JESUS

 A infância e juventude de Jesus foram passadas numa pequenina aldeia montanhesa. Não haveria lugar na Terra que não se tivesse honrado por Sua presença. Os palácios reais ter-se-iam sentido privilegiados em O receber como hóspede. Mas Ele passou pelos lares afortunados, pelas cortes da realeza e pelas famosas sedes do saber, para fazer de Seu lar a obscura e desprezada Nazaré.
Maravilhoso em sua significação é o breve relatório da primeira parte de Sua vida: “E o Menino crescia e Se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.” Luc. 2:40.
À luz da presença de Seu Pai, crescia “Jesus em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”. Luc. 2:52. Seu espírito era ativo e penetrante, com uma reflexão e sabedoria além de Sua idade. Também o caráter era belo na harmonia que apresentava. As faculdades da mente e do corpo desenvolviam-se gradualmente, segundo as leis da infância.
Jesus revelava, como criança, disposição singularmente amável. Aquelas mãos cheias de boa vontade estavam sempre prontas para servir a outros. Manifestava uma paciência que coisa alguma conseguia perturbar, e uma veracidade nunca disposta a sacrificar a integridade. Firme como a rocha em questões de princípios, Sua vida revelava a graça da abnegada cortesia.
Com profunda solicitude observava a mãe de Jesus o desenvolvimento das faculdades da Criança, e contemplava o cunho de perfeição em Seu caráter. Era com deleite que procurava animar aquele espírito inteligente, de fácil apreensão. Por meio do Espírito Santo recebia sabedoria para cooperar com os instrumentos celestiais, no desenvolvimento dessa Criança que só tinha a Deus por Pai.


Desde os primitivos tempos, os fiéis em Israel haviam dado muita atenção à educação da juventude. O Senhor dera instruções quanto a ensinar-se as crianças desde a mais tenra idade, acerca de Sua bondade e grandeza, especialmente segundo estas se revelam em Sua lei, e se demonstram na história de Israel. Cânticos, orações e lições das Escrituras deviam ser adaptados à mente que se ia abrindo. Os pais e mães deviam instruir os filhos em que a lei de Deus é a expressão de Seu caráter, e que, ao receberem os princípios da lei no coração, a Sua imagem era gravada no espírito e na alma. Muito do ensino era feito oralmente; mas os jovens aprendiam também a ler os escritos dos hebreus, e os rolos de pergaminho das Escrituras do Antigo Testamento eram franqueados a seu estudo.
Ao tempo de Cristo, a vila ou cidade que não providenciava quanto à instrução religiosa da mocidade, era considerada sob a maldição de Deus. Todavia, o ensino se tornara formal. A tradição havia em alto grau sobrepujado as Escrituras. A verdadeira educação teria levado os jovens a “que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar”. Atos 17:27. Mas os mestres judeus davam atenção a questões cerimoniais. A mente era sobrecarregada com matéria sem valor para o que a aprendia, e que não seria reconhecida na escola superior das cortes do alto. A experiência obtida mediante a aceitação individual da Palavra de Deus, não tinha lugar no sistema educativo. Absorvido na rotina das coisas exteriores, o estudante não encontrava horas de sossego para estar com Deus. Não Lhe escutava a voz falando ao coração. Em sua procura de conhecimentos, desviava-se da Fonte de sabedoria. Os grandes elementos do serviço de Deus eram negligenciados, obscurecidos os princípios da lei. O que se considerava como educação superior constituía o maior obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento. Sob a influência dos rabis, as faculdades dos jovens eram reprimidas. Seu espírito se tornava constrangido e estreito.
O menino Jesus não Se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi Seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. As próprias palavras por Ele ditas a Moisés para Israel, eram-Lhe agora ensinadas aos joelhos de Sua mãe. Ao avançar da infância para a juventude, não procurou as escolas dos rabis. Não necessitava da educação obtida de tais fontes; pois Deus Lhe servia de instrutor.
A pergunta feita durante o ministério do Salvador: “Como sabe Este letras, não as tendo aprendido?” (João 7:15) não quer dizer que Jesus não soubesse ler, mas simplesmente que não recebera instrução dos rabinos. Uma vez que Ele obteve conhecimento como o podemos fazer, Sua familiarização com as Escrituras mostra quão diligentemente os primeiros anos de Sua vida foram consagrados ao estudo da Palavra de Deus. E perante Ele estendia-se a grande biblioteca das obras criadas por Deus. Aquele que fizera todas as coisas, estudou as lições que Sua própria mão escrevera na Terra e no mar e no céu. Desviados dos profanos métodos do mundo, adquiriu da Natureza acumulados conhecimentos científicos. Estudava a vida das plantas e dos animais bem como a dos homens. Desde a mais tenra idade, possuía-O um único desígnio: vivia para beneficiar os outros. Para isso encontrava recursos na Natureza; novas idéias de meios e modos brotavam-Lhe na mente, ao estudar a vida das plantas e dos animais. Procurava continuamente tirar, das coisas visíveis, ilustrações pelas quais pudesse apresentar os vivos oráculos de Deus. As parábolas pelas quais, durante Seu ministério, gostava de ensinar lições acerca da verdade, mostram quão aberto Lhe estava o espírito às influências da Natureza, e como colhera do ambiente que O cercava na vida diária, os ensinos espirituais.
Assim se revelava a Jesus o significado da palavra e das obras de Deus, ao buscar compreender a razão das coisas. Os seres celestiais serviam-Lhe de assistentes, e cultivava santos pensamentos e comunhão. Desde os primeiros clarões da inteligência, foi sempre crescendo em graça espiritual e no conhecimento da verdade.
Toda criança pode adquirir conhecimento como Jesus o adquiriu. Ao procurarmos relacionar-nos com nosso Pai celestial através de Sua Palavra, anjos se achegarão a nós, nossa mente será fortalecida, nosso caráter elevado e apurado. Tornar-nos-emos mais semelhantes a nosso Salvador. E, ao contemplarmos o que é belo e grande na Natureza, nossas afeições crescem para com Deus. Ao mesmo tempo que o espírito se enche de reverente respeito, a alma se fortalece ao pôr-se em contato com o Infinito
por meio de Suas obras. A comunhão com Deus, mediante a oração, desenvolve as faculdades mentais e morais, e as espirituais se robustecem ao cultivarmos pensamentos sobre assuntos espirituais.
A vida de Jesus estava em harmonia com Deus. Enquanto criança, pensava e falava como criança; mas nenhum traço de pecado desfigurava nEle a imagem divina. Não ficou, no entanto, isento de tentação. Os habitantes de Nazaré eram proverbiais por sua impiedade. O mau conceito em que eram geralmente tidos, revela-se na pergunta de Natanael: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré”? João 1:46. Jesus foi colocado num lugar em que Seu caráter seria provado. Era-Lhe necessário estar sempre em guarda, a fim de conservar Sua pureza. Estava sujeito a todos os conflitos que nós outros temos de enfrentar, para que nos pudesse servir de exemplo na infância, na juventude, na idade varonil.
Satanás era infatigável em seus esforços para vencer a Criança de Nazaré. Desde Seus primeiros anos Jesus era guardado por anjos celestiais, todavia Sua vida foi uma longa luta contra os poderes das trevas. Que houvesse de existir na Terra uma vida isenta da contaminação do mal, era uma ofensa e perplexidade para o príncipe das trevas. Não houve meio que não tentasse para enredar Jesus. Nenhum dos filhos dos homens será jamais chamado a viver uma vida santa em meio de tão renhido conflito com a tentação como nosso Salvador.
Os pais de Jesus eram pobres, e dependentes de sua tarefa diária. Ele estava familiarizado com a pobreza, a abnegação, as privações. Essa experiência serviu-Lhe de salvaguarda. Em Sua laboriosa vida não havia momentos ociosos para convidar a tentação. Nenhuma hora vaga abria a porta às companhias corruptoras. Tanto quanto possível, cerrava a porta ao tentador. Ganho ou prazer, aplauso ou reprovação, não O podiam levar a condescender com uma ação má. Era prudente para discernir o mal, e forte para a ele resistir.
Foi Cristo o único Ser livre de pecado, que já existiu na Terra; todavia, viveu por quase trinta anos entre os ímpios habitantes de Nazaré. Este fato é uma repreensão aos que fazem depender de lugar, fortuna ou prosperidade o viver uma vida irrepreensível. Tentação, pobreza, adversidade, eis justamente a disciplina necessária para o desenvolvimento da pureza e firmeza.
Jesus viveu num lar de camponeses, e desempenhou fiel e alegremente Sua parte em suportar as responsabilidades da vida doméstica. Fora o Comandante do Céu, e anjos se tinham deleitado em Lhe cumprir as ordens; era agora um voluntário Servo, um Filho amorável e obediente. Aprendeu um ofício, e trabalhava com as próprias mãos na oficina de carpintaria de José. Nos simples trajes de operário comum, caminhava pelas ruas da pequenina cidade, indo e voltando em Seu humilde labor. Não empregava o poder divino de que dispunha para aliviar os próprios fardos ou diminuir a própria lida.
À medida que Jesus trabalhava na infância e na juventude, mente e físico se Lhe desenvolviam. Não empregava descuidadamente as forças físicas, mas de maneira a conservá-las sãs, a fim de fazer o melhor trabalho possível em todos os sentidos. Não queria ser deficiente, nem mesmo no manejo dos instrumentos de trabalho. Era perfeito como operário, da mesma maneira que o era no caráter. Pelo exemplo, ensinou que nos cumpre ser industriosos, que nosso trabalho deve ser executado com exatidão e esmero, tornando-se assim honroso. O exercício que ensina as mãos a serem úteis, e educa os jovens em fazer sua parte quanto às responsabilidades da vida, comunica robustez física, e desenvolve todas as faculdades. Todos devem procurar fazer alguma coisa que lhes seja útil, ou de auxílio a outros. Deus designou o trabalho como uma bênção, e somente o trabalhador diligente encontra a verdadeira glória e alegria da vida. A aprovação de Deus repousa com amável confiança sobre as crianças e jovens que desempenham alegremente sua parte nos deveres da família, partilhando as responsabilidades do pai e da mãe. Tais filhos sairão de casa para ser úteis membros da sociedade.
Através de Sua existência terrestre, Jesus foi um ativo e constante trabalhador. Esperava muito resultado; muito empreendia, portanto. Depois de iniciar o ministério, disse: “Convém que Eu faça as obras dAquele que Me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” João 9:4. Jesus não Se esquivava a cuidados e responsabilidades, como fazem muitos que professam ser Seus seguidores. É porque procuram furtar-se a essa disciplina que tantos são fracos e ineficientes. Podem possuir preciosos e amáveis traços, mas são sem fibra e quase inúteis quando há dificuldade a enfrentar e obstáculos a transpor. A positividade e energia, a solidez e resistência de caráter manifestadas em Cristo, tem de se desenvolver em nós, mediante a mesma disciplina que Ele suportou. E caber-nos-á a mesma graça por Ele recebida.
Enquanto viveu entre os homens, nosso Salvador participou da sorte dos pobres. Conhecia por experiência seus cuidados e asperezas, e podia confortar e animar a todos os humildes obreiros. Os que possuem verdadeira concepção dos ensinos de Sua vida, não pensarão nunca que se deva fazer distinção de classes, que os ricos devam ser honrados de preferência aos pobres dignos.
Jesus punha em Seu trabalho alegria e tato. Muita paciência e espiritualidade se requerem para introduzir a religião bíblica na vida familiar e na oficina, suportar a tensão dos negócios do mundo, e todavia conservar as vistas unicamente voltadas para a glória de Deus. Aí é que Jesus foi um auxiliador. Nunca estava tão cheio de cuidados do mundo que não tivesse tempo para pensar nas coisas de cima. Exprimia freqüentemente o contentamento que Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais. Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz erguer-se em louvor e ações de graças a Deus. Entretinha em cânticos comunhão com o Céu; e quando os companheiros se queixavam, da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia de Seus lábios. Dir-se-ia que Seu louvor banisse os anjos maus, e, como incenso, enchesse de fragrância o lugar em que Se achava. O espírito dos ouvintes era afastado de seu terreno exílio, para o lar celestial.
Jesus era fonte de vivificante misericórdia para o mundo; e durante todos aqueles retirados anos de Nazaré, Sua vida fluía em correntes de simpatia e ternura. Os velhos, os sofredores, os oprimidos de pecado, as crianças a brincar em sua inocente alegria, as criaturinhas dos bosques, os pacientes animais de carga – todos se sentiam mais felizes por Sua presença. Aquele cuja palavra poderosa sustinha os mundos, detinha-Se para aliviar um pássaro ferido. Nada havia para Ele indigno de Sua atenção, coisa alguma a que desdenhasse prestar auxílio.
Assim, à medida que Se desenvolvia em sabedoria e estatura, crescia Jesus em graça para com Deus e os homens. Atraía a simpatia de todos os corações, mediante a capacidade que revelava de Se compadecer de todos. A atmosfera de esperança e valor que O circundava, tornava-O uma bênção em todo lar. Muitas vezes na sinagoga, aos sábados, era convidado para ler a lição dos profetas, e o coração dos ouvintes fremia, pois nova luz brilhava nas palavras familiares dos textos sagrados.
Não obstante, Jesus fugia à ostentação. Durante todos os anos de Sua residência em Nazaré, não fez exibição de Seu miraculoso poder. Não buscou altas posições, nem pretendeu nenhum título. Sua vida quieta e simples, e mesmo o silêncio das Escrituras a respeito dos primeiros anos de Sua vida, ensinam importante lição. Quanto mais simples e tranqüila a vida de uma criança – quanto mais livre de despertamentos artificiais e quanto mais em harmonia com a Natureza – tanto mais favorável é ela ao vigor físico e mental, e à robustez espiritual.
Jesus é nosso exemplo. Muitos há que se detêm com interesse sobre o período de Seu ministério público, enquanto passam por alto os ensinos de Seus primeiros anos. É, porém, na vida doméstica que Ele é o modelo de todas as crianças e jovens. O Salvador condescendeu em ser pobre, para poder ensinar quão intimamente podemos nós, em uma vida humilde, andar com Deus. Viveu para agradar, honrar e glorificar o Pai nas coisas comuns da vida. Sua obra começou por consagrar o humilde ofício do operário que labuta para ganhar o pão cotidiano. Quando trabalhava ao banco de carpinteiro, fazia tanto a obra de Deus, como quando operava milagres em favor da multidão. E todo jovem que segue o exemplo de Cristo na fidelidade e obediência em Seu humilde lar, pode reclamar aquelas palavras proferidas a respeito dEle, pelo Pai, por intermédio do Espírito Santo: “Eis aqui o Meu Servo a quem sustenho, o Meu Eleito, em quem se compraz a Minha alma.” Isa. 42:1.

AUTOR DESCONHECIDO


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