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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ESTUDOS 117 - A MENSAGEM DO EVANGELHO EM ANTIOQUIA

A Mensagem do Evangelho em Antioquia

Após haverem sido os discípulos expulsos de Jerusalém pela perseguição, a mensagem do evangelho espalhou-se rapidamente pelas regiões que ficavam além das fronteiras da Palestina; e muitos grupos pequenos de crentes se formaram em importantes centros. Alguns dos discípulos “caminharam até a Fenícia, Chipre e Antioquia, ... anunciando. ... a Palavra ”. Atos 11:19. Suas atividades estavam circunscritas em geral aos hebreus e judeus gregos, dos quais se encontravam por esse tempo grandes colônias em quase todas as cidades do mundo.
Entre os lugares mencionados onde o evangelho fora recebido alegremente, estava Antioquia, nesse tempo a metrópole da Síria. O extenso comércio deste populoso centro trazia para a cidade muitas pessoas de várias nacionalidades. Ademais, Antioquia era conhecida como refúgio favorável para os amantes do sossego e recreação, por causa de sua saudável localização, das belezas que a circundavam, da riqueza, cultura e refinamento que ali se encontravam. Nos dias dos apóstolos, ela se havia tornado uma cidade de luxo e vício.
O evangelho era publicamente ensinado em Antioquia por certos discípulos de Chipre e Cirene, os quais ali chegaram “anunciando o Senhor Jesus”. “E a mão do Senhor era com eles”, e seus fervorosos esforços produziam frutos. “E grande número creu e se converteu ao Senhor.” Atos 11:21.
“E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia.” Atos 11:22. Chegando nesse novo campo de trabalho, Barnabé viu a obra que tinha já sido realizada pela divina graça, e “se alegrou, e exortou a todos para que permanecessem no Senhor com propósito de coração”.
Os trabalhos de Barnabé em Antioquia foram ricamente abençoados, e muitos foram acrescentados ao número dos crentes ali. Desenvolvendo-se a obra, Barnabé sentiu a necessidade de auxílio adequado, a fim de assegurar as oportunidades que pela providência de Deus se lhe deparavam; e foi a Tarso buscar Paulo, que, depois de sua partida de Jerusalém algum tempo antes, estivera trabalhando nas regiões “da Síria e da Cilícia”, proclamando “a fé que antes destruía”. Gál. 1:21 e 23. Barnabé teve êxito em encontrar Paulo e em persuadi-lo a voltar em sua companhia como colega de ministério.
Na populosa cidade de Antioquia, Paulo encontrou um excelente campo de trabalho. Sua cultura, sabedoria e zelo exerceram uma poderosa influência sobre os habitantes e as pessoas que freqüentavam aquela cidade de cultura; e ele se mostrou ser precisamente o auxílio de que Barnabé necessitava. Durante um ano os dois discípulos trabalharam unidos em um ministério fiel, levando
a muitos o salvador conhecimento de Jesus de Nazaré, o Redentor do mundo.
Foi em Antioquia que os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos. Este nome foi-lhes dado porque Cristo era o principal tema de sua pregação, conversação e ensino. Continuamente estavam eles repetindo os incidentes ocorridos durante os dias de Seu ministério terrestre, quando Seus discípulos foram abençoados com Sua presença pessoal. Demoravam-se incansavelmente sobre Seus ensinos e milagres de cura. Com lábios trêmulos e olhos rasos d’água falavam de Sua agonia no jardim, Sua traição, julgamento e execução, a paciência e humildade com que havia suportado a afronta e a tortura a Ele impostas por Seus inimigos e a divina piedade com que tinha orado por Seus algozes. Sua ressurreição e ascensão e Sua obra no Céu como Mediador do homem caído eram tópicos sobre os quais se regozijavam em se demorar. Os pagãos bem podiam chamá-los cristãos, uma vez que pregavam a Cristo e dirigiam suas orações a Deus por intermédio dEle.
Foi Deus quem lhes deu o nome de cristãos. Este é um nome real, dado a todos os que se unem a Cristo. Foi referindo-se a este nome que Tiago escreveu mais tarde: “Não vos oprimem os ricos, e não vos arrastam aos tribunais? Porventura não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?” Tia. 2:6 e 7. E Pedro declarou: “Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.” “Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus.” I Ped. 4:16 e 14.
Os crentes de Antioquia compreenderam que Deus estava disposto a operar em suas vidas “tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade”. Filip. 2:13. Vivendo, como viviam, no meio de um povo que parecia pouco apreciar as coisas de valor eterno, procuraram chamar a atenção dos sinceros de coração e apresentar positivo testemunho concernente Àquele a quem amavam e serviam. Em seu humilde ministério, confiavam no poder do Espírito Santo para tornar eficaz a Palavra da vida. E assim, nos vários passos da vida, davam testemunho diário de sua fé em Cristo.
O exemplo dos seguidores de Cristo em Antioquia deve ser uma inspiração para todos os crentes que vivem atualmente nas grandes cidades do mundo. Conquanto esteja no plano de Deus que obreiros escolhidos, de consagração e talento, sejam estacionados em importantes centros de população para realizar conferências públicas, é também Seu propósito que os membros da igreja que vivem nessas cidades usem os talentos que Deus lhes deu trabalhando em favor das almas. Ricas bênçãos estão armazenadas para os que se entregam sem reservas ao chamado de Deus. Ao se empenharem tais obreiros na salvação de almas para Jesus, verificarão que muitos que jamais teriam sido alcançados de outra forma, estão prontos a responder ao esforço pessoal inteligente.
A causa de Deus na Terra nestes dias está em necessidade de representantes vivos da verdade bíblica. Os ministros ordenados sozinhos não são suficientes para a tarefa de advertir as grandes cidades. Deus está chamando não somente pastores, mas também médicos, enfermeiros, colportores, obreiros bíblicos e outros consagrados membros da igreja, possuidores de diferentes talentos, que tenham o conhecimento da Palavra de Deus e possuam o poder de Sua graça, para que considerem as necessidades das cidades não advertidas. O tempo está passando rapidamente, e muito resta a ser feito. Todos os meios devem ser postos em operação, para que as oportunidades atuais sejam sabiamente aproveitadas.
Os trabalhos de Paulo em Antioquia, em colaboração com Barnabé, fortaleceram-lhe a convicção de que o Senhor o havia chamado para uma obra especial pelos gentios. Por ocasião da conversão de Paulo, o Senhor declarara que ele devia ser ministro dos gentios “para lhes abrires os olhos”, disse, “e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus; a fim de que recebam a remissão dos pecados, e sorte entre os santificados pela fé em Mim”. Atos 26:18. O anjo que apareceu a Ananias dissera de Paulo: “Este é para Mim um vaso escolhido, para levar o Meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.” Atos 9:15. E o próprio Paulo, posteriormente em sua experiência cristã, quando orava no templo de Jerusalém, foi visitado por um anjo do Céu que lhe ordenou: “Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe.” Atos 22:21.
Assim o Senhor comissionara Paulo para que penetrasse no largo campo missionário do mundo gentio. A fim de prepará-lo para esta extensa e difícil tarefa, Deus o trouxera em íntima comunhão consigo, abrindo-lhe perante a arrebatada visão aspectos da beleza e glória do Céu. Fora-lhe entregue a missão de tornar conhecido “o mistério” que esteve oculto “desde tempos eternos” (Rom. 16:25) – “o mistério da Sua vontade” (Efés. 1:9), “o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos Seus santos apóstolos e profetas; a saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; do qual”, declara Paulo, “fui feito ministro. … A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou; para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos Céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor”. Efés. 3:5-11.
Abundantemente havia Deus abençoado os labores de Paulo e Barnabé durante o ano que ficaram com os crentes em Antioquia. Mas nenhum deles havia sido formalmente ordenado para o ministério evangélico. Haviam chegado agora em sua experiência cristã a um ponto em que Deus estava para confiar-lhes a execução de difícil tarefa missionária, na prossecução da qual necessitavam de toda a vantagem que pudesse ser obtida através da igreja.
“E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cireneu, e Manaém, … e Saulo. E servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-Me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” Atos 13:1 e 2. Antes de serem enviados como missionários ao mundo pagão, esses apóstolos foram solenemente consagrados a Deus com jejum e oração e a imposição das mãos. Assim foram eles autorizados pela igreja, não somente para ensinar a verdade, mas para realizar o rito do batismo e organizar igrejas, achando-se investidos de plena autoridade eclesiástica.
A igreja cristã estava a esse tempo entrando numa fase importante. A obra de proclamar a mensagem evangélica entre os gentios devia agora prosseguir com vigor; e, em resultado, a igreja se havia de fortalecer por uma grande colheita de almas. Os apóstolos que tinham sido designados para dirigir essa obra, estariam expostos a suspeitas, preconceitos e ciúmes. Seus ensinos a respeito da demolição da “parede de separação que estava no meio” (Efés. 2:14), a qual por tanto tempo separara o mundo judaico do gentílico, haviam naturalmente de acarretar-lhes a acusação de heresia; e sua autoridade como ministros do evangelho seria posta em dúvida por muitos judeus zelosos e crentes. Deus previu as dificuldades que Seus servos seriam chamados a enfrentar; e para que Sua obra estivesse acima de acusação, instruiu a igreja, mediante revelação, a separá-los publicamente para a obra do ministério. Sua ordenação era um reconhecimento público de sua divina designação para levar aos gentios as boas novas do evangelho.
Tanto Paulo como Barnabé já haviam recebido sua comissão do próprio Deus, e a cerimônia da imposição das mãos não ajuntou à mesma nenhuma graça ou virtual qualificação. Era uma forma reconhecida de designação para um cargo específico, bem como da autoridade da pessoa no mesmo. Por ela o selo da igreja era colocado sobre a obra de Deus.
Essa forma era significativa para os judeus. Quando um pai judeu abençoava os filhos, punha-lhes reverentemente as mãos sobre a cabeça. Quando um animal era votado ao sacrifício, a mão daquele que se achava revestido da autoridade sacerdotal colocava-se sobre a cabeça da vítima. E quando os ministros da igreja de crentes de Antioquia puseram as mãos sobre Paulo e Barnabé, pediam, por esse gesto, que Deus concedesse Sua bênção aos escolhidos apóstolos, em sua consagração à obra específica a que haviam sido designados.
Em época posterior, o rito da ordenação mediante a imposição das mãos sofreu muito abuso; ligava-se a esse ato uma insustentável importância, como se sobreviesse de vez um poder aos que recebiam essa ordenação, poder que os habilitasse imediatamente para toda e qualquer obra ministerial. Mas, na separação desses dois apóstolos, não há registro a indicar que qualquer virtude fosse comunicada pelo simples ato da imposição das mãos. Há unicamente o singelo relatório de sua ordenação, e da influência que ela teve em sua obra futura.
As circunstâncias ligadas à separação de Paulo e Barnabé pelo Espírito Santo, para um definido ramo de serviço, mostram claramente que Deus opera mediante designados instrumentos em Sua igreja organizada. Anos atrás, quando o propósito divino a respeito de Paulo foi primeiramente revelado ao mesmo, pelo próprio Salvador, Paulo foi imediatamente depois posto em contato com os membros da recém-organizada igreja de Damasco. Demais, essa igreja não foi por mais tempo deixada na ignorância quanto à experiência pessoal do fariseu convertido. E agora, que a divina comissão então dada devia ser mais plenamente levada a efeito, o Espírito Santo, dando novamente testemunho a respeito de Paulo como um vaso escolhido para levar o evangelho aos gentios, impôs à igreja a obra de ordená-lo e a seu companheiro de trabalho. E enquanto os dirigentes da igreja de Antioquia estavam servindo ao “Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-Me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”. Atos 13:2.
Deus fez de Sua igreja na Terra um conduto de luz, e, por intermédio dela comunica Seus desígnios e Sua vontade. Ele não dá a um de Seus servos uma experiência independente da experiência da própria igreja, ou a ela contrária. Nem dá a um homem um conhecimento de Sua vontade para toda a igreja, enquanto esta – corpo de Cristo – é deixada em trevas. Em Sua providência, Ele coloca Seus servos em íntima relação com a igreja, a fim de que tenham menos confiança em si mesmos, e mais em outros a quem Ele está guiando para levarem avante Sua obra.
Tem havido sempre na igreja os que estão constantemente inclinados à independência individual. Parecem incapazes de compreender que a independência de espírito é susceptível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento, de preferência a respeitar o conselho e estimar altamente a maneira de julgar de seus irmãos,
especialmente os que se acham nos cargos designados por Deus para guia de Seu povo. Deus investiu Sua igreja de especial autoridade e poder, por cuja desconsideração e desprezo ninguém se pode justificar; pois aquele que assim procede, despreza a voz de Deus.
Os que são inclinados a considerar como supremo seu critério individual, acham-se em grave perigo. É o estudado esforço de Satanás separar a esses dos que são condutos de luz, e por cujo intermédio Deus tem operado para edificar e estender Sua obra na Terra. Negligenciar ou desprezar aqueles que Deus designou para arcar com as responsabilidades da administração ligadas ao progresso da verdade, é rejeitar o meio ordenado por Ele para auxílio, animação e fortalecimento de Seu povo. Passar qualquer obreiro na causa do Senhor por alto a esses, e pensar que a luz não lhe deve vir por nenhum outro instrumento mas diretamente de Deus, é assumir uma atitude em que está sujeito a ser iludido pelo inimigo, e vencido. Em Sua sabedoria, o Senhor tem designado que, mediante a íntima relação mantida por todos os crentes, cristão esteja unido a cristão, igreja a igreja. Assim estará o instrumento humano habilitado a cooperar com o divino. Todo o agente estará subordinado ao Espírito Santo, e todos os crentes unidos num esforço organizado e bem dirigido para dar ao mundo as alegres novas da graça de Deus.
Paulo considerava a ocasião de sua ordenação formal como assinalando o início de uma nova e importante época na obra de sua vida. É desse tempo que ele faz datar, depois, o começo de seu apostolado na igreja cristã.
Enquanto a luz do evangelho brilhava em Antioquia, uma importante obra era levada a efeito pelos apóstolos que haviam permanecido em Jerusalém. Cada ano, por ocasião das festas, muitos judeus de todas as terras, vinham a Jerusalém para adorar no templo. Alguns desses peregrinos eram homens de fervente piedade, e zelosos estudantes das profecias. Suspiravam pelo advento do prometido Messias, a esperança de Israel. Enquanto Jerusalém estava cheia desses estrangeiros, os apóstolos pregavam a Cristo com indômita coragem, embora soubessem que assim procedendo estariam expondo a vida a constantes perigos. O Espírito de Deus pôs o selo sobre seus labores; muitos se converteram à fé; e esses, de volta a seus lares em diferentes partes do mundo, espalhavam as sementes da verdade através de todas as nações, e entre todas as classes da sociedade.
Entre os apóstolos que se empenhavam neste trabalho encontravam-se preeminentemente Pedro, Tiago e João, os quais estavam convictos de que Deus os havia indicado para pregarem a Cristo entre os seus compatriotas. Sábia e fielmente eles trabalhavam, testificando do que tinham visto e ouvido, e apelando para a “mui firme… palavra dos profetas” (II Ped. 1:19), num esforço de persuadir “a casa de Israel… que a esse Jesus, a quem” os judeus crucificaram, “Deus O fez Senhor e Cristo”. Atos 2:36.


AUTOR DESCONHECIDO
(não me responsabilizo pela posição e/ou leitura teológica do autor)


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