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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

REFLEXÃO 329 - A MINHOCA

A Minhoca

Conta uma velha lenda que há muitos e muitos anos, em uma vasta planície do Quênia, próximo ao coração da África, os animais se reuniram em uma clareira junto ao Rio Impumelelo, para descobrirem qual deles era o mais importante dentre todos. Era uma escolha difícil. O mais importante não seria apenas o mais forte, o mais formoso ou o mais esperto, mas aquele que, por sua tarefa natural, fosse imprescindível para todos os outros, e que sobre os seus ombros e o desempenho de seu trabalho pesasse o futuro de toda a bicharada.
Assim começou o grande concurso. Os animais mais formosos foram logo tomando à frente dos outros, para desfilarem diante do júri. Da mesma forma os mais robustos abriram espaços entre a platéia e se colocaram em posição de destaque. Os pequenos e feios, coitados, foram tomando os lugares de trás. No mundo animal, quando se trata de força e coragem, vem-nos logo à mente o leão. O búfalo, o rinoceronte e o elefante também são muito fortes. Se, no entanto, falamos de beleza, a águia é a rainha; a girafa é muito elegante; a gazela é distintamente formosa e não é à toa que os homens costumam chamar as mulheres excepcionalmente belas de panteras. Em inteligência, a abelha é uma matemática quando constrói seus favos; o joão-de-barro é engenheiro construtor e o papagaio imita até a voz do homem!

O concurso prosseguia e a decisão era difícil, conforme já frisamos, pois que a beleza, a força e a esperteza não são necessariamente importantes para o reino animal, ao contrário do que se possa supor precipitadamente. "O concurso pretende estabelecer dentre todos os animais aquele a quem a mãe natureza confiou uma tarefa verdadeiramente extraordinária, importante para todo o reino animal", disse um dos jurados, esclarecendo o público e os participantes. Dito isto, o leão, que tanto rugia para chamar a atenção dos demais, ficou em silêncio, tanto quanto os demais que haviam se aproximado pretensiosamente do palanque. Foi assim que nossa amiga dona Minhoca, que havia se colocado entre os últimos dos últimos, teve o seu nome lembrado (e com muita justiça, diga-se de passagem). Embora seja ela um dos mais desprezados seres, sem nenhuma beleza aparente, foi a ela que a mãe natureza confiou uma missão absolutamente fundamental para todo o reino: é a responsável por cavar inúmeros túneis na terra, os quais levam o ar atmosférico e minerais até as raízes de todas as plantas, fazendo-as crescerem fortes e saudáveis. Ainda que D. Minhoca não tenha ouvidos, olhos ou nariz, e apenas uma boca, sua importância é infinitamente superior à força do leão, à beleza da águia ou à inteligência da abelha.
Veja, caro leitor, como nem sempre os critérios humanos de julgamento dão importância ao que realmente é importante. Não foi assim que desprezaram ao nosso Senhor Jesus? Está escrito na Bíblia: "...não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca." (Isaías 53.2-7). Foi o próprio Senhor Jesus quem nos ensinou, dizendo: "Aquele que entre vós todos é o menor, esse é grande." (Lucas 9.49).

AUTOR DESCONHECIDO
(não me responsabilizo pela posição e/ou leitura teológica do autor)



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