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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 7 de abril de 2017

ANJEOLOGIA 1 - A NATUREZA DOS ANJOS

A natureza dos anjos

Introdução:
Antes da criação do homem, Deus criou os anjos dando-lhes personalidade, inteligência e responsabilidade moral. Porém, a despeito da similaridade moral e espiritual com o homem, os anjos possuem algumas características peculiares. Ao estudarmos a natureza dos anjos, poderemos entender suas atividades.

I - Objeções à Doutrina Bíblica dos Santos
Em toda a história da humanidade, a realidade dos anjos tem sido discutida, contestada por uns e acreditada por outros. Por essa razão tem-se criado outras doutrinas com o fim de negar a existência dos anjos, ou de admiti-la fantasiosa e ficticiamente. Dentre essas falsas doutrinas, destacamos algumas:
1. A doutrina dos saduceus. Eles não acreditavam na existência dos anjos nem na ressurreição dos mortos (At 23.8). A essência da doutrina dos saduceus era materialista, por isso, para eles, a doutrina dos anjos não passava de uma mera alegoria.
2. A doutrina racionalista. Os racionalistas entendem que a crença na existência dos anjos é absurda, pois acreditar que os anjos existem significa entrar na ficção e abandonar a razão. Eles vêem na doutrina dos anjos uma forma de politeísmo primitivo que com o tempo, foi tomando forma na vida dos hebreus. Ora, a acusação de que a crença nos anjos seja uma forma de politeísmo primitivo se choca frontalmente com o monoteísmo pregado pelo povo hebreu. Os anjos não são deuses; são apenas seres espirituais criados por Deus para o servirem.
3. A doutrina materialista. Essa doutrina nega tenazmente a existência do mundo espiritual, e por conseguinte, os anjos. Acreditam apenas na matéria e nada que vá além da matéria.
4. A doutrina espírita. O espiritismo ensina que os anjos são as almas dos mortos que alcançaram um grau máximo de perfeição. Essa doutrina nega a existência distinta dos anjos como criaturas de Deus, bem como a existência dos demônios, os quais, segundo ensinam, são almas desencarnadas dos maus.


II - Quem são os Anjos
No ponto anterior, tivemos uma idéia superficial das doutrinas falsas acerca dos anjos e quanto à origem, existência e realidade destes. A partir desse ponto, estudaremos o assunto do ponto de vista da Bíblia.
1. Os anjos são criaturas. No princípio de todas as coisas, antes da criação do mundo físico, Deus criou os anjos. A expressão "exército do céu", dependendo do contexto, pode ter duas interpretações. Em Gênesis 2.1, Salmos 33.6 e Neemias 9.6, refere-se aos anjos. É impossível fixar o tempo em que foram criados os anjos, mas a resposta de Deus a Jó declara que eles foram criados antes de todas as outras coisas(Jó 38.4,7)
2. Os anjos são seres espirituais. Os corpos espirituais não possuem limitações físicas, por isso a "lei da gravidade" não exerce qualquer influência ou poder sobre coisas espirituais. Pela falta de gravidade de seus corpos espirituais, os anjos podem locomover-se de um lugar para outro com extrema rapidez. Por serem superiores à matéria, os anjos podem tomar formas humanas para se fazerem perceptíveis aos sentidos físicos do homem, se houver necessidade. Várias aparições de anjos feitas a Abraão, Ló, Já có, Josué, Pedro e Paulo são exemplos indiscutíveis da Bíblia(Gn 18.1-10; 28.10-22 etc) Ainda em nosso tempo, os anjos aparecem aos servos de Deus na terra.
3. Os anjos são seres poderosos. O salmista os descreveu como "valorosos em poder" que executam as ordens de Deus e lhe obedecem (Sl 103.20) . Quando os pais de Sansão levantaram um altar ao Senhor, um anjo desceu sobre as chamas do altar sem sofrer qualquer dano(Jz 13.19,20). Um só anjo matou a 185 mil soldados do exército assírio (Is 37.36). Um só anjo destruiu com fogo as cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 19). Um só anjo removeu a pedra do sepulcro onde Jesus foi sepultado, quando se exigia vários homens para remover aquela enorme pedra(Mt 28.2) Embora os anjos tenham poderes, eles são limitados(2 Sm 24.16) ; Ap 18.1,21; Gn 19.13).
4. Os anjos são seres pessoais. Na experiência com os homens, os anjos falam, orientam, ouvem e determinam. A Bíblia dá a entender que os anjos possuem uma inteligência superior à dos homens, mas não igual ou superior à de Deus (2 Sm 14.20; 1 Pe 1.12) Dotados de sentimentos, anjos podem experimentar emoções quando rendem culto a Deus (Sl 148.2) . Eles conhecem suas limitações e se contentam com tudo o que fazem e podem fazer (Mt 24.36).
5. Os anjos são seres imortais. Os homens podem morrer, mas os anjos são espíritos imortais (Lc 20.34-36). Significa que eles não estão sujeitos à dissolução, ou putrefação orgânica, visto que seus corpos são imateriais.A imortalidade deriva da pura espiritualidade.

III - Características Distintas dos Anjos
O Senhor deu aos anjos conhecimento, poder e mobilidade mais elevados do que aos homens. Por esses elementos descobrimos algumas características especiais capazes de fazer-nos compreender alguns aspectos da revelação bíblica e das relações pessoais com os homens. Santidade. No Apocalipse , os anjos são identificados como santos. Isto implica em que eles foram colocados em estados eterno de santidade(Ap. 14.10). Outros textos das Escrituras os identificam como "santos" (Mt 25.31; Mc 8.38; Lc 9.26; At 10.22) para os distinguir dos anjos caídos Jo 8.44 e 1 Jo 3.8-10. Reverência. Uma das características principais das atividades angelicais é o louvor e a adoração (Sl 29.1,2; 89.7; 103.30; 148.2). Jesus declarou que os anjos de Deus sempre estão na presença do Pai e vêm a sua face (Mt 18.10). De modo geral, todos os anjos de Deus o louvam e o adoram, mas há uma classe específica das hostes angelicais cuja função principal é louvar e adorar a Deus; são os serafins. Essa classe de anjos permanece ao redor do trono como servos do Todo-Poderoso, para executarem a sua vontade (Is 6.3). Reverência é respeito e veneração marcado pelo temor. Esse temor não é medo, mas significa reconhecimento do poder superior de Deus. Serviço. O autor da Epístola aos Hebreus denomina os anjos de "espíritos ministradores" (Hb 1.14), indicando que eles exercem serviços especiais aos interesses do Reino de Deus.
a) Os anjos executam a vontade de Deus. O próprio sentido da palavra "anjo" é mensageiro. Portanto, é função precípua dos anjos servir aos interesses de Deus, obedecendo-lhe em toda a sua soberana vontade. Mais uma vez o autor de Hebreus indica essa função angelical de serviço quando diz: "Ainda quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos e a seus ministros labaredas de fogo"(Hb 1.7). Os escritor sagrado os destaca como "ministros" para identificar o serviço que prestam a Deus em favor dos santos em Cristo.
Os anjos cuidam e protegem os fiéis. Há um texto nos Salmos que declara que "o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra"(Sl 34.7). Elias, ameaçado de morte pela rainha Jesabel, mulher de Acabe, precisou fugir da cidade para escapar com vida. Elias fugiu para o deserto e assentou-se debaixo de uma pequena árvore chamada zimbro. Estava triste e decepcionado, por isso, pediu a morte. Deitado debaixo daquele zimbro, veio um anjo da parte de Deus e o tocou e lhe disse: "Levanta-te e come. E olhou, e eis que à cabeceira estava um pão cozido sobre brasas, e uma botija de água; e comeu, e bebeu e tornou a deitar-se. E o anjo do Senhor tornou segunda vez, e tocou-o, e disse: Levanta-te e come, porque mui comprido te será o caminho"(1 Rs 19.5-7)
Os anjos punem os inimigos de Deus. Os inimigos de Deus agem de muitas maneiras, mas nada passa despercebido pelo Senhor. Houve um rei da Assíria, chamado Senaqueribe, que desafiou ao Deus de Ezequias, rei de Judá. Imediatamente Deus enviou um anjo poderoso o qual destruiu o exército assírio de 185 mil soldados. Para preservar o seu povo e o seu nome, Deus puniu aqueles inimigos (2 Rs 19.35). No período dos juízos finais da história da humanidade, os anjos serão os emissários de Deus para executarem o seu juízo contra aqueles que rejeitam a Jesus como Salvador do mundo e se constituem em inimigos declarados do soberano Senhor(Mt 13.50).

Autor Desconhecido
(Não nos responsabilizamos pelo conteúdo teológico deste material)


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