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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 10 de maio de 2017

REFLEXÃO 340 - A NOITE EM JERUSALÉM

           À Noite em Jerusalém

            Como aquela viagem para Jerusalém deve ter sido agonizante para
            Jesus!  O único homem capaz de realmente entender o completo
            significado do amor e da misericórdia de Deus visita o centro
            espiritual de Israel e é esbofeteado com a superficialidade e o
            desdém em relação a tudo o que se relacionava com Deus.  Em vez de
            adoradores agradecidos comemorando a libertação da Páscoa, ele
            encontra mercadores abusando da casa de Deus.  E agora, quando o
            Cordeiro de Deus se apresenta aos que deviam estar ansiosos para
            abraçar o Messias, eles mostram pouco mais do que um interesse
            passageiro.  "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam"
            (João 1:11).


            Podemos imaginar os pensamentos e as orações de Jesus a respeito de
            sua tarefa de reconciliar o homem com Deus ao deparar com a dura
            realidade da indiferença humana para com o Criador.  Certamente um
            acontecimento assim passou pela sua mente, quando mais tarde
            comentou sobre Jerusalém:  "Quantas vezes quis eu reunir os teus
            filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e
            vós não o quisestes!" (Mateus 23:37).  Como era seu hábito procurar
            o melhor em cada homem, talvez Jesus ainda esperasse uma mudança de
            postura por parte dos líderes religiosos.

            No meio de tanta tristeza, Jesus foi cumprimentado à noite por
            Nicodemos.  Fariseu e membro do Sinédrio, ali estava um homem de
            religião e de influência!  Da perspectiva humana, pareceria que o
            sua presença com o Filho de Deus ajudasse na luta por levar o homem
            de volta a Deus.  Nicodemos pode ter imaginado que estava oferecendo
            um grande serviço para até mesmo considerar a possibilidade de se
            juntar a esse profeta.  Na verdade, após nos depararmos com uma
            "possibilidade" dessa hoje, a nossa mente não se encheria de
            pensamentos sobre todas as grandes coisas que esse homem poderia
            fazer?  Por causa de sua "bondade" moral e religiosa, pouca mudança
            seria necessária.  Seu status na sociedade e entre o povo religioso
            faria dele um patrimônio imediato na obra do Senhor.  Será que
            estaríamos dispostos a rapidamente esclarecer alguns mal-entendidos
            (batismo, música vocal, ceia do Senhor etc.), para que essa pessoa
            pudesse fácil e rapidamente fazer uma transição para um lugar de
            proeminência na igreja?  Talvez devemos lembrar da resposta que o
            Mestre deu a Nicodemos.

            "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo,
            não pode ver o reino de Deus" (João 3:3). A imagem impressionante do
            renascimento é apresentada, não a um degenerado desprezado, mas a um
            dos cidadãos mais respeitáveis de Israel.  Seria possível que as
            nossas fortes defesas a favor das águas batismais nessa passagem têm
            feito com que subestimemos a radical mudança representada nas
            palavras do Salvador?  Apresentaram-se sólidos argumentos para
            mostrar que o batismo é essencial para o renascimento, mas devemos
            ter o cuidado de não passar por cima das exigências do Espírito
            acerca da verdadeira purificação (veja 1 Pedro 1:22-25).  Essas
            mudanças arrasadoras devem ocorrer em todo aquele que veria o reino
            de Deus S quer considerado pelos homens como o justo, quer visto
            como o mais vil dos pecadores.  Assim como o arrependimento sem o
            batismo não pode salvar, o batismo sem o arrependimento não basta
            para entrarmos no reino de Deus.

            Diferentemente do povo de Jerusalém, que talvez estimasse muito
            Nicodemos, Jesus "sabia o que era a natureza humana" (João 2:25) e
            sabia também da natureza do reino para o qual convidava os homens. 
            Qualificado como ninguém para comentar sobre as condições de
            ingresso no reino, Jesus reconhecia a necessidade de atingir o
            coração.  Ele nunca tentou tranqüilizar as consciências dos
            descompromissados com falsas esperanças de salvação fácil.  O
            simples fato é que ninguém pode se unir a Deus sem se submeter à
            mais radical das mudanças.

            Assim como Nicodemos estranhou o conceito do renascimento físico,
            incontáveis outros têm lutado com as suas exigências espirituais.  A
            entrada no domínio do Rei celeste exige um recomeço do coração para
            fora (veja 2 Coríntios 5:17).  Satanás apela a nossa compaixão
            quando nos tenta a amenizar as demandas do Salvador.  Podemos
            procurar o jeito fácil dos homens a serem salvos colocando todo o
            nosso destaque nas recompensas e nos simples aspectos externos,
            evitando assim os apelos fortes e exigentes que penetram no fundo do
            coração.  Pode ser então que os homens encontrem a grande recepção
            que Nicodemos esperava, mas as igrejas estarão repletas de pessoas
            sem compromisso, as quais nem consideraram nem pagaram o preço de
            serem discípulos.  Devemos evitar a armadilha de procurar aqueles
            que estão dispostos a fazerem "um favor para Deus" e oferecer com
            mais esforço a todos o poder de ser transformados em novas
            criaturas.  Ao contrário da Marinha, que buscam "poucos homens, mas
            bons", devemos oferecer àqueles cujas vidas estão massacradas pelo
            pecado o poder de Deus para a vida eterna.

         
AUTOR DESCONHECIDO


(Não nos responsabilizamos pelo conteúdo teológico deste material)



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