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terça-feira, 1 de outubro de 2019

SERMÕES 103 - ADMINISTRANDO A VIDA COMO CRISTO (quinta parte): RELACIONAMENTOS


ADMINISTRANDO A VIDA COMO CRISTO (quinta parte):
ADMINISTRANDO OS RELACIONAMENTOS

Estamos em nossa última reflexão de nossa série “Administrando a Vida Como Cristo”. Hoje iremos falar sobre a administração de relacionamentos. Para tratar deste assunto quero recorrer “A Parábola do Filho Pródigo” (Lucas 15.11-32).
Esta parábola já foi contada muitas vezes ao longo dos anos e possivelmente você já ouviu esta história em algum momento de sua vida. Ela trata de relacionamentos e por isso gostaria que você ficasse atento ao que Deus deseja falar com você hoje.
Esta parábola embora receba o nome de “Parábola do Filho Pródigo”, ela não se encerra no filho pródigo, o mais novo, mas se encerra em um diálogo do Pai com o filho mais velho. Ela apresenta três cordões de relacionamentos. O primeiro cordão é formado pelo relacionamento do Pai com o filho mais novo; o segundo cordão é formado pelo relacionamento do Pai com o filho mais velho; e o terceiro cordão é formado pelo relacionamento entre os irmãos. Antes de vermos como se dão estes relacionamentos, vamos olhar o contexto que leva Jesus a contar esta parábola.

Ø  CONTEXTO
1 Todos os publicanos e "pecadores" estavam se reunindo para ouvi-lo. 2 Mas os fariseus e os mestres da lei o criticavam: "Este homem recebe pecadores e come com eles". (Lucas 15.1,2)
Jesus conta esta parábola porque Ele estava acolhendo os publicanos e pecadores para o Reino de Deus, conforme acabamos de ler. Enquanto Ele estava acolhendo estas pessoas os religiosos de seus dias - os fariseus e mestres da lei - entraram em crise, pois não compreendiam como Jesus aceitava em seu convívio publicanos e pecadores.
Jesus então conta esta história para que eles pudessem entender o tipo de relacionamento que Deus busca ter com seus filhos e como eles estavam se relacionando com Deus. Na parábola, Jesus personifica os publicanos e pecadores com o filho pródigo, e, personifica os fariseus e mestres da lei com o filho mais velho. Jesus ensina que ambos os filhos estavam vivendo numa relação distante do pai. Desta forma nivela os dois grupos na mesma condição.
Portanto os filhos dá parábola não são crentes, não são membros de igreja como ouvimos por aí. Joga fora esta premissa errada para que você possa compreender a verdade desta parábola. Vejamos o primeiro cordão relacional.


1 – O RELACIONAMENTO DO PAI COM O FILHO PRÓDIGO
11 Jesus continuou: "Um homem tinha dois filhos. 12 O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. 13 Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente. (Lucas 15.11-13)
O filho pródigo representa na parábola todos aqueles que vivem de forma amoral e imoral, isto é, sem moral e contra a moral. São todos que vivem sem ética, sem regras comportamentais, sem escrúpulos, sem limites, vivem contra toda forma de moralidade. Que vivem de cabaré em cabaré, de motel em motel, de prazer em prazer, de corrupção em corrupção, de suborno em suborno. É o traficante, o político, a lésbica, a prostituta, o ateu, o atoa...
Este filho ele está tentando se autoafirmar, está em busca de se proclamar independente do pai. Ele é o Adão, no Éden, acreditando que consegue viver sem Deus. Ele é corajoso para se lançar na vida, sem o autor da vida, sem o sustentador da criação. Ele é um corajoso tolo, que não sabe o que é a vida, mas decide usá-la sem os conselhos do pai que o criou e traça o seu próprio caminho. Iludido caminha para a morte, sem se dar conta por onde caminha.
Ele representa todos que pegam a vida, doada por Deus, e a usam de forma desprezível. Gastam a vida em seu prazer unicamente. Acreditam que são os donos de suas vidas e se distanciam de Deus. Vão para uma região distante, pois não querem ouvir a voz do Pai. Eles não querem ser identificados com o Pai de forma alguma, embora carreguem em si a imagem do Pai. Entretanto a vida que desperdiçam é a vida que foi doada pelo Pai. Não é possível existir uma relação quando um dos lados não deseja construir esta relação. Não é possível existir uma relação quando um dos lados quer viver a vida sem limites e sem regras.
Fora da igreja existem muitas pessoas vivendo assim, no padrão amoral e imoral. Mas, dentro da igreja também existem pessoas vivendo de forma amoral e imoral. Pessoas que ainda estão tentando se autoafirmar. Estão aqui dentro, mas ainda querem viver independente de todos. Elas chamam Jesus de Senhor, mas não O obedecem, estão em busca de satisfação e felicidade em terras estranhas, distantes das terras do Pai.
Todos os caminhos de satisfação oferecidos pelo mundo, pelas religiões, pelas ideologias nos levam a morte. Toda satisfação que o mundo pode nos oferecer é passageira. Logo você precisará de outra satisfação e se tornará um prisioneiro da busca pela satisfação. Sua alma se tornará um buraco negro sugando tudo ao seu redor e destruindo tudo ao seu redor.
Nada neste mundo pode preencher o clamor de sua alma. Satisfação plena você só encontrará em Jesus Cristo, pois Ele é o caminho, a verdade e a vida. Jesus é o caminho que te reconciliará com o Pai, a verdade que te libertará e a vida que preencherá sua existência para sempre.  Vejamos o segundo cordão relacional.

2 – O RELACIONAMENTO DOS IRMÃOS
25 "Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. 26 Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. 27 Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. 28 "O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. (Lucas 15.25-28)
A parábola não trata da relação entre os irmãos e por isso mesmo, não temos muita informação a esse respeito. Entretanto baseado nas informações que temos acredito que a relação entre os dois irmãos não era amistosa.
O irmão mais novo ansioso em se autoafirmar, em viver a vida intensamente a partir de seus próprios valores não se importou com o pai, e possivelmente muito menos com seu irmão mais velho. O filho mais novo só pensava em si mesmo, ele não acreditava que poderia encontrar satisfação plena na casa do pai, e, por isso deixou para trás a família e tudo o que ela representava para ele.
O filho mais velho pelo que o texto nos informa não se alegrou com o retorno de seu irmão. O amor e a alegria demonstrada pelo pai por causa de seu irmão despertou nele ira. Ele não demonstrou nenhum interesse em saber se o irmão estava bem e se tinha se arrependido de sua aventura. Ele não quis se encontrar com seu irmão. Sua ira muito provavelmente também foi pelo fato do pai ter matado o novilho gordo para o irmão. Ele não desejava compartilhar das bênçãos recebidas com o irmão. Ao contrário do irmão, ele acreditava que encontraria na casa do pai a felicidade plena.
Ambos estavam errados em seus conceitos sobre a vida, pois ambos não olhavam para o coração do pai. Um desejava se libertar do pai e viver a vida no absoluto prazer; o outro desejava o que o pai oferecia a ele, uma herança promissora, mas se tornou um escravo da vida. Ambos se distanciaram do pai e se distanciaram um do outro também.
Vejamos o terceiro cordão relacional.

3 – O RELACIONAMENTO DO PAI COM O FILHO MAIS VELHO
29 Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. 30 Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele!’. (Lucas 15.29-30)
O filho mais velho representa na parábola todos aqueles que vivem de forma absolutamente moral, na religiosidade, no legalismo, aprisionados nas regras comportamentais. Vivem a vida entre a culpa e a intolerância, porque fracassam constantemente, mas não deixam de exigir perfeição de si e daqueles que o cercam.
Nas igrejas de forma geral temos mais filhos mais velhos, que possivelmente um dia foram filhos pródigos, que viveram a vida de forma amoral e imoral, buscando satisfação longe da casa do Pai, mas que caíram em si e retornaram para os braços do Pai. Entretanto parecem que, ao longo dos anos, se esqueceram de como a vida pode ser bela e festiva.
O filho mais velho entrou em crise ao saber que o pai estava feliz pelo retorno daquele que o havia desprezado e O envergonhado. Ele diz ao pai: “Estou trabalhando todos estes anos, como um escravo, nunca te desobedeci, e mataste um novilho para este teu filho! Como pode honrar este teu filho? Como pôde fazer isso comigo?”.
Este filho se via como um escravo. O Pai não o via desta forma. Ele aponta para o pai a sua justiça própria – trabalho como escravo para o senhor e nunca o desobedeci – como quem diz: “eu mereço o novilho, não ele”. O filho mais velho não percebe que ao tentar ser justo demais, se tornou insensível a vida. Ele foi se aprisionando emocionalmente e psicologicamente em seu desejo de conquistar e de se mostrar melhor que o outro filho, que acabou se tornando insensível a própria vida. Ele não conseguia celebrar o novo nascimento de seu irmão. Ele se tornou seco, amargo, chato, a vida já não corria em suas veias, mesmo morando na casa do Pai. Ele não conseguia dançar, pois a vida lhe era amarga. Todos os dias ele estava trabalhando arduamente para tentar mostrar que era merecedor do amor do pai.
Ele não conseguia viver a liberdade que o pai lhe dera, pois era prisioneiro das próprias regras que ele estabeleceu a si mesmo. O pai nunca o proibiu de tomar um cabrito, mas ele não conseguia pegar um cabrito, matar e se alegrar com seus amigos, pois era prisioneiro do legalismo que construiu.
Não é possível construir um relacionamento saudável quando se vive acreditando que o outro te faz de escravo, quando você se sente prisioneiro das vontades do outro, quando não se pode errar, nem dizer não. Relações assim nos tornam doentes, sem vida, sem doçura.
O filho mais novo se distanciou do pai fisicamente, geograficamente. O filho mais velho se distanciou do pai emocionalmente, mesmo vivendo na casa do Pai. Ele não buscou conhecer o coração do pai. O pai estava perto, mas ele não passava horas conversando com o pai. O pai podia ser abraçado, mas ele preferiu viver como escravo e impôs a si mesmo essas regras. Ao impor para si essas regras, acabou acreditando que o pai era severo e distante, e mais e mais então trabalhava tentando ser perfeito e mergulhando no ciclo da culpa e da intolerância. Para este filho o pai não tinha generosidade, era frio, inacessível, que contava os novilhos e não os dividia de forma alguma. Este pai não tinha abraço para dar, apenas cobrança e punição; um pai que o fazia de escravo, que não tinha tempo para lhe ouvir ou festejar com ele.

TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS PRECISAM SER CURADAS
Todas as relações nesta parábola estavam quebradas. Todas precisavam passar por um processo de cura para que os filhos pudessem experimentar a alegria da vida que procede do pai. Jesus estava dizendo que tantos os que viviam fora da prática religiosa, que viviam de forma amoral e imoral, assim como os que viviam na religiosidade, no legalismo, que praticavam a lei severamente estavam precisando de cura em suas relações com Deus.
A parábola deixa claro que os problemas relacionais são gerados pelos próprios filhos. O pai está sempre pronto a acolher os filhos, portanto são os filhos que precisam buscar o pai.
Veremos agora quais são os caminhos que os filhos precisam percorrer para alcançarem a cura em seus relacionamentos.

4 – O CAMINHO PARA A CURA DO FILHO MAIS NOVO
14 Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. 16 Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 17 "Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! 18 Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. 19 Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. 20 A seguir, levantou-se e foi para seu pai. "Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. 21 "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. 22 "Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. 23 Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. 24 Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar. (Lucas 15.14-24)
A cura da relação do filho mais novo só foi possível quando a frustração e a dor se tornaram intensa. Ele precisou perceber que o mundo jamais poderia satisfazer o vazio de sua alma. Somente quando ele percebeu que neste mundo consumista, hedonista, corrupto em que vivemos, você só existe se possuir riquezas, do contrário o mundo te despreza e te atropela. Se você não tem riquezas nem poder o mundo te tratará como trata os porcos.
Quando ele estava sendo atropelado pelo mundo, ele caiu em si. Essa é a expressão mais forte desta parábola. Cair em si é ter um encontro consigo mesmo. Somente quem cai em si é capaz de descobrir verdadeiramente quem é de fato e de onde veio.
Cair em si dói muito, porque esse cair nos faz perceber que pisamos na bola, mas essa queda em si mesmo é libertadora. Uma vez que você descobre que não é bastardo, que não foi abandonado, que não é filho do acaso, pelo contrário que Deus o criou e o ama como filho, você sabe a quem recorrer. Você precisa dar mais um passo, não adianta somente cair em si, é preciso ir em direção ao pai. Olhe para o céu, o Pai que está nos céus te estenderá a mão e te socorrerá. Ir em direção ao pai é se mostrar arrependido da escolha de viver a vida distante do pai. Diga ao pai hoje: “Pai me perdoa por ter vivido distante de ti”. E uma vez que você pediu perdão ao pai, aceite sua graça. Não se preocupe em tentar se justificar ou dizer que não merece seu favor. Certamente você não merece mesmo, mas o Pai celestial não é severo, Ele não guarda rancor, Ele não nos cobra pelos erros cometidos. Ele não tem nada haver com o modelo de pai que o filho mais velho apresentou a nós. Ele é amoroso, perdoador, justo e cheio de bondade. O filho ainda não tinha chegado, mas o pai já estava pronto para recebê-lo. O filho foi pedir perdão, o pai o interrompeu e o abraçou e disse “este é o meu filho que estava perdido”. O pai o abraçou quando o filho estava emporcalhado, cheirando porco. Mas o pai já estava com o novilho pronto, gordo, para festejar com ele. O pai te ama muito e não importa o que você viveu até agora, não importa o quanto você se emporcalhou. O Pai celestial está de braços abertos te chamando: “vem filho meu!”.

5 – O CAMINHO PARA A CURA DO FILHO MAIS VELHO
31 Disse o pai: “Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu”. (Lucas 15.31)
A cura do filho mais velho passa pela descoberta do próprio pai. O pai diz ao filho: “Meu filho, você está sempre comigo”. Você que é crente há tanto tempo, que tem guardado as leis de Deus, que tem orgulho de dizer que é batistão, presbiterianão, que estigmatizou o pai, o moldurou a sua imagem e semelhança, precisa descobrir que o pai não é patrão, é paizão. Ele pai que deseja te abraçar, ouvir suas histórias e contar histórias para você. Não transforme reverência em ausência de intimidade.
Esse paizão celestial está dizendo: “tudo o que tenho é seu”. Você não precisa viver como escravo, nem como mendigo. Peça e darei. Viva a vida com a certeza que sou teu Pai e que estarei sempre contigo. Desfrute do meu amor filho! Mate o novilho gordo filho, vá e celebre a vida com seus amigos.
Não viva essa relação na categoria e no limite do terreno. Expanda seus pensamentos. O universo pertence ao Pai celestial, e ele te chama para reinar com Ele. Viva a vida e a vitória da cruz na perspectiva do Pai.

6 – O CAMINHO PARA A CURA DA RELACÃO DOS DOIS IRMÃOS
32 Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado. (Lucas 15.32)
A cura da relação entre os irmãos, ela acontece quando ambos descobrem o Pai. O filho mais novo que vivia de prazer em prazer, vivendo somente para si mesmo, ao cair em si, retorna para casa do Pai, e descobre o prazer em viver em família novamente. Voltar para a casa do Pai é voltar para tudo que faz parte do mundo do pai.
O filho mais velho que estava seco e insensível à dor humana, porque havia se aprisionado e criado uma imagem do Pai que não era real, ao redescobrir o Pai e o grande amor do Pai por ele, este redescobre que a vida só tem sentido quando é vivida no amor.
Ambos os filhos podem finalmente dizer: “é bom te ver meu irmão”. Porque ambos se vêem participantes do mesmo amor do Pai.

REFLEXÃO FINAL
Nossas relações enquanto vividas na necessidade de autoafirmação ou de independência serão sempre relações doentias. Enquanto nos relacionarmos de forma amoral e imoral só produziremos morte e destruição uns dos outros. Enquanto nos relacionarmos sustentados por regras religiosas e condutas morais viveremos como escravos uns dos outros. Teremos comportamentos aceitáveis, mas que causaram a morte da nossa alma, nos levando o prazer de viver.
Somente na cruz redescobriremos o prazer de viver. Quando nos desapegarmos completamente da vida, quando nos esvaziarmos plenamente de nós mesmos, descobriremos a vida que brota de Deus. A vida de Deus correrá como rio de amor por nossas entranhas, por todas as células e moléculas de nosso ser. Ela transbordará de nós produzindo frutos no tempo certo e curando todas as nossas relações.
A vida do Espírito de Deus nos vivificará e nos transformará nos tornando todos “um”. Viveremos o mesmo sonho, trabalharemos pelo mesmo fim, existiremos pelo mesmo propósito. Viveremos a unidade perfeita porque estaremos todos entrelaçados pelo amor, porque viver imerso na vida do Espírito de Deus é viver mergulhado, envolto no amor. O que sustentará nossa unidade será o amor de Deus que correrá em nós e por nós como um rio de água viva.
O nosso desafio é começarmos a viver este amor hoje, é deixar que a vida do Espírito de Deus flua por todo nosso ser hoje, é deixar que Deus nos conduza para dentro do outro e o outro seja conduzido por Deus para dentro de nós. Você precisa abrir seu coração, segurar na mão daqueles que estão ao seu redor e dizer vem comigo para o colo do Pai, vem comigo orar: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o Teu nome. Venha a nós o Teu reino e seja feito a Tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois Teu é o poder, a honra e a glória para sempre. Amém!”.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
29/09/2019

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