RUMO A MATURIDADE
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
SUMÁRIO
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1. Autoestima, sim; Egoísmo, não! |
02 |
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2. Solidário, sim; Solitário, não! |
07 |
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3. Dependência e independência; Uma tensão
constante! |
12 |
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4. Salvar ou Perder a Vida? |
16 |
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5. Espiritualidade, sim; Religiosidade, não!
(parte 1) |
20 |
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6. Espiritualidade, sim; Religiosidade, não!
(parte 2) |
24 |
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7. Entusiasmo, sim; Fanatismo, não! |
27 |
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8. Amizade, sim; Manipulação, não! |
33 |
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9. A Palavra Viva, sim; A letra morta, não! |
37 |
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10. Liberdade, sim; Libertinagem, não! |
41 |
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11. Passado – Presente – Futuro |
44 |
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12. Adoração a Deus, sim; Idolatria, não! |
49 |
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13. Fé, sim; Credulidade cega, não! |
53 |
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14. Ministérios, sim; Cargos, não! |
57 |
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15. Perdão, sim; Frouxidão, não! |
59 |
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16. Mortalidade ou Imortalidade da Alma? |
63 |
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17. Continuísmo ou Cessacionismo dos Dons? |
66 |
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18. Submissão e Serviço |
71 |
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19. Disciplina Espiritual, Sim; Legalismo, não! |
75 |
1. AUTOESTIMA,
SIM; ORGULHO, NÃO!
Autoestima é a característica que define
uma pessoa satisfeita com sua identidade, consigo mesma. Podemos dizer que é a
qualidade de quem se valoriza e que demonstra confiança em seus atos e
julgamentos.

O orgulho é uma grande
satisfação com o próprio valor, que nos leva a pensar que somos melhores que as
demais pessoas. O orgulhoso ama a si mesmo mais do que a qualquer outro, se
julga melhor que os outros.

1 - Objetivo Deste
Estudo
Examinar alguns textos
bíblicos que nos ajudem a desenvolver a nossa autoestima e a nos valorizarmos
como pessoas criadas à imagem divina, sem caminhar na direção do orgulho ou do
senso de superioridade.
2 – A razão Deste
Estudo
Muitas pessoas estão
debilitadas na sua vida espiritual porque perderam de vista o fato de que foram
criadas à imagem divina. Não têm autoestima e não sabem valorizar-se como
pessoas humanas. Consequentemente, não conseguem valorizar as outras pessoas.
Por outro lado, alguns
caminham na direção oposta, do egoísmo e do orgulho, julgando-se superiores aos
demais. O estudo dos textos bíblicos aponta para o perfeito equilíbrio que se
encontra na vida de Jesus Cristo.
3 – Bases
Bíblicas Para a Autoestima
Leia com bastante atenção Gn 1:26-31.
26
Então disse Deus: "Façamos
o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes
do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre
todos os pequenos animais que se movem rente ao chão". 27 Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o
criou; homem e mulher os criou. 28
Deus os abençoou, e lhes disse:
"Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem
sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se
movem pela terra". 29 Disse Deus: "Eis que lhes dou todas as plantas
que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão
frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. 30 E
dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a
todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as
criaturas que se movem rente ao chão". E assim foi. 31 E
Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a
tarde e a manhã; esse foi o sexto dia. (Gênesis 1.26-31)
·
Como o grupo entende os versículos
26 e 27?
Ø
O que significa
ser criado à imagem de Deus?
Ø Em que sentido nós somos
semelhantes a Deus? Em nossa aparência física? Em poder? Em inteligência? No
direito de mandar? Na capacidade de amar e ser amado? Na capacidade de pensar e
decidir?
Ø Ser semelhante a Deus
significa ser idêntico a Deus ou igual a Ele?
Ø O que significa dominar
neste contexto?
Ø Em que nos diferenciamos dos
animais e de outras coisas do mundo criado?
Ø Em nossa sociedade, hoje,
todas as pessoas são valorizadas como seres humanos criados à imagem divina?
Ø Como isso afeta a nossa
autoestima?
·
O versículo 27 diz que ambos, homem e mulher, foram criados à
imagem de Deus.
Ø
A sociedade moderna assumiu essa total igualdade?
Ø A mulher é respeitada de
forma igual ao homem na sociedade? Na igreja? No trabalho?
Ø Como isso afeta a autoestima
da mulher e do homem?
· O versículo 28 focaliza o ser humano como um tipo de administrador ou
encarregado de cuidar das coisas boas que Deus criou. Que valorização da pessoa
humana! Que confiança Deus depositou em nós! Diante esta expectativa de Deus
devemos nos perguntar:
Ø O ser humano corresponde a
essa grande responsabilidade?
Ø Temos cuidado bem da terra?
Ø Quais os problemas
ecológicos que resultam do descuido do ser humano?
Ø Como podemos recuperar este
papel divino de guardador e responsável pelo mundo criado?
Ø Como podemos reverter o
processo de abuso da natureza?
Ø Como isso afeta a nossa
autoestima?
Leia Gn 9:1-6
1
Deus abençoou Noé e seus
filhos, dizendo-lhes: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra. 2 Todos os animais da terra tremerão de medo diante de
vocês: os animais selvagens, as aves do céu, as criaturas que se movem rente ao
chão e os peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos. 3 Tudo
o que vive e se move lhes servirá de alimento. Assim como lhes dei os vegetais,
agora lhes dou todas as coisas. 4
"Mas não comam carne com sangue, que
é vida. 5 A todo que derramar sangue, tanto homem como animal,
pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo. 6 Quem
derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem
de Deus foi o homem criado". (Gênesis 9.1-6)
O primeiro texto de Gn 1:26-31 fala de uma era dourada em
que seres humanos viviam em perfeita harmonia com os animais e a natureza. O
alimento era composto de ervas e dos frutos das árvores e das plantas. Não se
matava animais para o alimento. Porém, neste texto de Gn 9:1-6 essa era dourada terminou. O pecado se tornou presente na
história humana e a relação do homem com a criação e seu Criador foi afetada.
Os versos 2 ao 4 falam de carne como alimento,
mas tendo o cuidado de não beber o sangue, tido como a própria vida. Contudo, o
importante é notar que, embora fosse permitido matar animais, era rigorosamente
proibido matar um ser humano. A justificativa se encontra no versículo 6. Matar um ser humano é
matar uma parte do próprio Deus, já que as pessoas foram criadas à sua imagem. A
partir deste principio penso que podemos dizer também que:
Ø Negar a alguém, hoje, o
direito a uma habitação decente seria o mesmo que negar moradia a Deus?
Ø Pagar um salário indecente a
um trabalhador seria o mesmo que lesar o próprio Deus seu ganho justo?
Ø Negar condições de saúde a
um pobre seria negar isso ao próprio Deus?
Ø Expulsar um índio de sua
terra ancestral seria a mesma coisa que tirar de Deus o seu próprio terreno?
Ø Como o ensino deste texto
afeta a nossa autoestima?
Leia Salmo 8 com bastante atenção. Este texto é uma expressão poética da
ideia fundamental de Gn 1:26-31.
1
Senhor, Senhor nosso, como é
majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. 2 Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste
o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o
inimigo que busca vingança. 3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a
lua e as estrelas que ali firmaste, 4 pergunto: Que é o homem, para
que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes?
5 Tu
o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de
honra. 6 Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob
os seus pés tudo puseste: 7 Todos os rebanhos e manadas, e até os animais
selvagens, 8 as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre
as veredas dos mares. 9 Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em
toda a terra! (Salmos 8.1-9)
Versículos 1 e
2
1
Senhor, Senhor nosso, como é
majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. 2 Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste
o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o
inimigo que busca vingança. (Salmos 8.1,2)
Falam da grandeza de Deus.
Versículos 3 e
4
3
Quando contemplo os teus céus,
obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, 4 pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes?
E o filho do homem, para que com ele te preocupes? (Salmos
8.3,4)
Apontam para o contraste
entre a grandeza de Deus e o ser humano, um mero grãozinho na vastidão do
cosmo.
Versículos 5 a
8
5
Tu o fizeste um pouco menor do
que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. 6 Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob
os seus pés tudo puseste: 7 Todos os rebanhos e manadas, e até os animais
selvagens, 8 as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre
as veredas dos mares. (Salmos 8.5-8)
Aprendemos que embora o ser
humano seja tão pequeno em comparação a vastidão do cosmo, Deus achou por bem
reservar-lhe um lugar de destaque no plano da criação. Feito um pouco menor que
Deus, o ser humano tem a responsabilidade de agir em Seu nome, dominar e cuidar
do mundo criado.
· Hoje em dia as pessoas estão
cumprindo esta tarefa tão digna? Correspondem a essa confiança? Estão
administrando bem a ordem criada? Seja qual for à resposta, permanece o fato de
que Deus valorizou, e muito, o ser humano. Você se sente valorizado enquanto
ser criado “um pouco menor que Deus”? Valoriza as outras pessoas que também
foram criadas à imagem divina?
· Quantas pessoas sofrem de complexo
de inferioridade hoje? Quantas perderam sua autoestima? Quantas não tomam
conhecimento de sua dignidade enquanto pessoa humana? Quais são algumas
injustiças e males da sociedade moderna que roubam a dignidade da pessoa
humana? O que podemos fazer para recuperar essa sublime valorização, tão bem
retratada em Gn 1:26-31 e Sl 8?
4 – Orgulho,
Não!
Até aqui nos concentramos em
um ponto fundamental: Deixar claro que Eu e Você somos IMPORTANTES.
Sem dúvida, alguns precisam
desta mensagem para recuperar sua autoestima e sua dignidade, respeitando a si
mesmo. Contudo alguns erram e caiem no outro extremo. São orgulhosos, pensam
ser superiores aos outros, imaginando-se em pé de igualdade com o próprio Deus.
Como evitar este erro do orgulho e engrandecimento pessoal?
A resposta desta pergunta se
encontra no texto do apóstolo Paulo aos irmãos de Filipo (Filipenses 2.5-11). Este texto apresenta uma orientação sábia.
Leia-o com atenção.
5
Seja a atitude de vocês a mesma
de Cristo Jesus, 6 que, embora sendo
Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se;
7 mas
esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.
8 E,
sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à
morte, e morte de cruz! 9 Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu
o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se
dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, 11 e
toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2.5-11)
Este texto mostra a maneira
como a igreja primitiva se lembrava do Senhor Jesus. Ele tinha tudo pelo que se
orgulhar. Ele tinha todos os direitos e privilégios da glória. Ninguém tinha
mais elementos para se sentir superior e em posição de vantagem sobre as demais
pessoas. Porém seu sentimento foi outro. Confira nos versículos 5 a 8. Aquele que tinha tudo abriu mão do que possuía
para tornar-se um servo. Mas este esvaziamento não deixou Jesus sem nada e
empobrecido. Veja o resultado nos versículos
9 a 11. Eis o resultado positivo de uma completa obediência à vontade de
Deus. Eis a sugestão para um perfeito equilíbrio, o sentimento de Cristo Jesus.
Valorizados que somos como
filhos e filhas de Deus, este reconhecimento não deve nos levar a um espírito
de orgulho e egoísmo, procurando nossa própria promoção pessoal. Como filhos e
filhas de Deus somos motivados a servir aos outros e estarmos juntos com todos
em solidariedade, pois todos, indistintamente, são criados à imagem divina e
“um pouco menores que Deus”, assim como eu e você.
Portanto tenha sempre em
mente as palavras do apóstolo Paulo (Romanos
12.3).
3
Pois pela graça que me foi dada
digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que
deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a
medida da fé que Deus lhe concedeu. (Romanos 12.3)
3
Nada façam por ambição egoísta
ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. (Filipenses 2.3)
Reflexão em
Grupo
· Neste momento de sua jornada
espiritual, de qual lembrete você mais necessitava: a de que você é uma pessoa
de infinito valor, ou a advertência de não se engrandecer demais e não
focalizar sua atenção apenas em torno dos seus próprios interesses?
· Como os textos estudados
podem te ajudar hoje a encontrar uma orientação segura para sua vida e seu
crescimento espiritual?
· Se alguém estiver fora do
movimento DONS e MINISTÉRIOS alegando que não tem capacidade ou valor para
realizar algo em nome de Deus, como podem os textos em Gn 1:26-31 e Sl 8 ajudá-lo?
· Se alguém na igreja buscar um
cargo ou uma liderança para sua promoção pessoal, como pode o texto em Fp 2:5-11 ajudá-lo?
2. SOLIDÁRIO,
SIM; SOLITÁRIO, NÃO!
Ser solidário é possuir
um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros. A palavra
solidariedade tem origem no francês “solidarité” que também pode remeter para
uma responsabilidade recíproca, mútua.
Solitário é a
característica daquele que vive só, que se distância das demais pessoas.
1 - Objetivo Deste
Estudo
Examinar alguns textos
bíblicos que ajudem a aceitar nossa responsabilidade individual na vivência da
fé e ao mesmo tempo focalizar o aspecto solidário da fé cristã.
2 – A razão Deste
Estudo
Hoje em dia, muitos querem
fugir de suas responsabilidades pessoais. Cada um deve lembrar que ele, e só
ele, responderá por suas próprias obrigações. Mas o cristianismo não é uma
religião solitária. Precisa ser solidária. Neste mundo de egoísmo e
individualismo, este estudo torna-se oportuno, pois focaliza os dois lados da
mesma moeda - responsabilidade pessoal e ajuda mútua; cada um levando sua
própria carga e todos levando as cargas dos outros. É o que nosso mundo
conturbado de hoje precisa.
3 – Solidão,
Não!
18
Então o
Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para
ele alguém que o auxilie e lhe corresponda". (Gênesis
2.18)
A declaração de que não é
bom que o homem esteja só, não foi feita por Adão, mas pelo próprio Deus. Todo
ser que tem a capacidade de amar tem uma força que o empurra a compartilhar a
vida, essa força se chama amor.
Não podemos negar que às
vezes precisamos estar só, mas viver só não é bom para o homem. Por que viver
só não é bom para o homem?

4 – Solidariedade
Sim ou Não?
1
Irmãos, se alguém for
surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo
com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. 2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim,
cumpram a lei de Cristo. 3 Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada,
engana-se a si mesmo. 4 Cada um examine os próprios atos, e então poderá
orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, 5 pois
cada um deverá levar a própria carga. (Gálatas 6.1-5)
Parece que Gl 6:2 e 6:5 expressam ideias opostas.
Num primeiro momento os cristãos são orientados a levar as cargas uns dos
outros. Em seguida vem o lembrete de que cada um precisa levar o seu próprio
fardo, isto é, cuidar de suas próprias responsabilidades. Leiamos Gl 6:1-5 com bastante atenção para
verificar que esta contradição não existe. O que realmente existe é
complementação.
O cristão é chamado a uma
responsabilidade individual e pessoal. Ele, e somente ele, responderá, perante
Deus, por seus atos e atitudes. Mas este cristão não é solitário na sua jornada
de fé. Ele é chamado a ser solidário
e nunca solitário. Vejamos no texto bíblico como isso funciona.

Versículo 1
1
Irmãos, se alguém for
surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo
com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. (Gálatas 6.1)
O que acontece na comunidade
de fé quando alguém cai num erro? Os outros ficam de lado, sem qualquer
interesse ou participação no caso? Em absoluto! O texto fala em “corrigir” o
faltoso. Os tradutores afirmam que o verbo traduzido como “corrigir” tem o
sentido de restaurar, consertar, colocar de novo em funcionamento.
A recomendação do texto é
que este processo de correção seja feito com espírito de brandura. A finalidade
da correção não ‘e condenar, punir ou castigar o faltoso, mas restaurar a
pessoa à comunidade; dar-lhe condições para funcionar novamente dentro da
família dos fiéis.
Versículo 2
2
Levem os fardos pesados uns dos
outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6.2)
Aqui temos a sugestão de que
a lei de Cristo exige solidariedade. Quando alguém está carregando o peso da
culpa, condenação e remorso; não precisa de mais peso sobre suas costas. Ele
precisa é de um ato de solidariedade, alguém que o ajude a carregar o peso que
está espremendo sua vida.
Diante dessa verdade devemos
nos perguntar:
·
Como a disciplina eclesiástica em nossa igreja local deve agir? Afastar
a pessoa da comunhão ou buscar fazer um trabalho de aconselhamento?
·
Qual a nossa atitude para com um irmão ou uma irmã que comete uma
falta? Afastamos essa pessoa de nossa comunhão? Agimos com indiferença em
relação ao fato? Condenamos? Abraçamos?
·
Como podemos dividir o peso visando à recuperação daqueles que falharam?
·
O que significa fazer o possível para restaurar a pessoa à comunidade
dos fiéis?
Paulo, que aconselhou as
pessoas a carregarem as cargas umas das outras, também sabia que cada pessoa
precisava carregar certos pesos sozinha. Ele mesmo o confessou em 2 Co 12.7-10.
7
Para impedir que eu me
exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na
carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. 8 Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim.
9 Mas
ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se
aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente
em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 10 Por
isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas
necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou
forte. (2 Coríntios 12.7-10)
Num certo sentido, este
espinho na carne era dele e ninguém poderia carregar este peso em seu lugar.
Daí a afirmação em Gl 6:5, de que
cada um levará o seu próprio fardo.
Não há contradição entre Gl 6:2 e 6:5. É verdade que cada um
precisa andar sobre suas próprias pernas nesta jornada de fé, contudo deve
caminhar se solidarizando com aqueles que estão ao seu redor.
Somos indivíduos
responsáveis, como indica o versículo 5.
Mas isto não é um convite a uma vida solitária na fé. Somos desafiados a sermos
solidários. Justamente pelo fato de cada um ter pesos e responsabilidades que
precisa carregar é que devemos ser sensíveis aos outros e ajudá-los a levar
suas cargas.
Em 1 Co 10.31-33 lemos:
31
Assim, quer vocês comam, bebam
ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. 32 Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem
para gregos, nem para a igreja de Deus. 33 Também eu procuro
agradar a todos de todas as formas. Porque não estou procurando o meu próprio
bem, mas o bem de muitos, para que
sejam salvos. (1 Coríntios 10.31-33)
Paulo explica o que tal
sensibilidade significa. O cristão deve estar disposto a limitar sua própria
liberdade, se tal limitação vier a beneficiar o outro em sua jornada
espiritual. Reconhecendo que cada um tem cargas pesadas para carregar, não é
bom colocar mais tropeços ou outras dificuldades em seu caminho. O verdadeiro
espírito de Cristo está em procurar os interesses do outro e não se concentrar
apenas nos próprios direitos e privilégios.
· Você tem algum exemplo em
sua vida onde limitou sua própria liberdade, abrindo mão de um desejo para não
ser um tropeço aos outros?
Outro motivo para ser
solidário. Nós mesmos podemos cair e certamente naquela hora gostaríamos de ter
alguém compreensivo ao nosso lado, a quem pudéssemos dar a mão. 1 Co 10:12 é um lembrete oportuno para
qualquer um.
12
Assim, aquele que julga estar
firme, cuide-se para que não caia! (1 Coríntios 10.12)
Um dia podemos estar ao lado
de alguém que caiu em uma falta na sua jornada de fé; outro momento pode ser
bem diferente - nós mesmos podemos cair e precisar de alguém solidário para nos
animar, corrigir, encorajar e colocar novamente no caminho certo.
O mesmo Paulo que reconheceu
que teria de suportar sozinho seu espinho na carne, também contou com as
orações solidárias dos fiéis para poder continuar sua jornada de fé. Confira em
Rm 15:30.
30
Recomendo-lhes, irmãos, por
nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha
luta, orando a Deus em meu favor. (Romanos 15.30)
· O ministério da oração está
funcionando em sua igreja local?
· Como este ministério pode
vivenciar o significado da solidariedade e ajudar os outros a carregarem suas
responsabilidades?
· Como enriquecer e fortalecer
este ministério tão importante?
Versículos 3 a
5
3
Se alguém se considera alguma
coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.
4 Cada
um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se
comparar com ninguém, 5 pois cada um deverá levar a própria carga. (Gálatas 6.3-5)
Aqui temos exemplos
negativos. A pessoa que se julga superior não está em condições de ajudar o
outro. Para realmente ser solidário e ajudar a levar as cargas dos outros, é
preciso produzir ter empatia e não tentar se promover com palavras vazias em
torno de façanhas pessoais.
As pessoas que realmente têm
motivo para se orgulhar, aquelas que podem “contar vantagens” em torno de
contribuições positivas, geralmente nem pensam nisso, pois reconhecem de fato
quem são e sabem o quanto é difícil viver crucificado.
Não é fácil abrir mão de nossos
próprios interesses, mas quando fazemos isso, nos tornamos livres para ajudar
outros. Com responsabilidade e dignidade carregamos nossos próprios fardos e
cumprimos nossos deveres e tarefas; além disso, ajudamos e incentivamos outros
em sua jornada. Isso é solidariedade!
5 – Me Relacionando a Partir de Jesus
46
Falava ainda Jesus à multidão
quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. 47 Alguém lhe disse: "Tua mãe e teus irmãos estão lá
fora e querem falar contigo". 48 "Quem é minha mãe, e quem
são meus irmãos?", perguntou ele. 49 E, estendendo a mão
para os discípulos, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos! 50 Pois
quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e
minha mãe". (Mateus 12.46-50)
·
Como você entende
a resposta de Jesus “quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é
meu irmão, minha irmã e minha mãe”? Ela intensifica a solidariedade entre nós?
·
Como seria o
mundo ao seu redor se você tratasse todos como seu pai, sua mãe e irmãos?
·
Como você
trataria o seu líder ou um líder de ministério se você o visse como seu pai ou
sua mãe?
·
Como você
trataria o seu voluntário ou um voluntário da igreja se você o visse como seu
irmão ou sua irmã?
·
Como você
trataria sua diarista, seu empregado, seu patrão, o seu próximo se os visse como
Jesus descreve neste texto?
·
Como seria sua igreja se você tratasse seus irmãos (líderes ou
voluntários) como você trata sua mãe, seu pai ou aos seus irmãos de sangue?
6 – Reflexão
em Grupo
- Pedir para o grupo
contar uma ilustração ou testemunho que envolva responsabilidade pessoal e
auxílio mútuo.
- Ilustração 1: Já notaram como as
aves migratórias voam juntas e em formato de “V”? Conseguem cobrir
grandes distâncias e atravessam mares onde não podem parar para
descansar. Cientistas descobriram que este formato em “V” não é por
acaso. Nesta formação as correntes de ar formadas pelas batidas das asas,
ajudam todas as aves no grupo. Todas trabalham e todas são beneficiadas.
Também há o rodízio nas posições, sendo que a ave na ponta da formação
recebe menos benefícios. Calcula-se que há uma economia de até 70% de
energia por causa desta solidariedade. Assim é na comunidade de fé - cada
um tem sua responsabilidade pessoal e individual, mas todos se ajudam na
tarefa comum.
- Ilustração 2: Um morador do Norte do
Brasil conta experiências em torno da luta diária para buscar água para o
uso em casa. As pessoas andam vários quilômetros para transportar a água
do poço até a casa. É preciso aproveitar o máximo e levar quanta água
puder, devido a distância. Além de utilizar os braços e as mãos, carregam
vasilhames de água na
cabeça. Só que a pessoa após encher todos os vasilhames tem dificuldade
de ajeitar os mesmos para a viagem de volta. Sem a ajuda de uma segunda
pessoa, derrama-se muita água na tentativa de colocar o vasilhame na
cabeça. Por isso, cada pessoa ajuda a outra a acertar suas cargas, porém
cada uma é responsável de levar sua própria carga.
· Na sua igreja existe um
ambiente favorável para que cada pessoa desenvolva sua responsabilidade
pessoal?
· Existe um espírito de
solidariedade em que todos compartilham das cargas uns dos outros?
· Se existir este ambiente
favorável, que exemplos concretos o grupo pode enumerar?
· Se não existir, o que pode
ser feito para se promover este ambiente positivo?
3. DEPENDÊNCIA, INDEPENDÊNCIA E INTERDEPENDÊNCIA; UMA
TENSÃO CONSTANTE!
Dependência é a necessidade
que possuímos de obtermos auxílio, ajuda e proteção. É o estado que nos torna
imprescindíveis uns aos outros. Quando
éramos crianças, éramos dependentes de nossos pais. Eles nos proporcionavam
alimentação, cuidado e proteção.
Independência é a
característica daqueles que se consideram autônomos; livres para caminharem e
decidirem por si mesmas. Na medida em que
crescemos e nos tornamos adultos, nós iniciamos uma caminhada na direção da
independência e começamos a determinar nossos próprios comportamentos e
atitudes.
Interdependência é a
característica daqueles que se auxiliam mutuamente. Nós somos seres
interdependentes. Ninguém vive inteiramente independente. Quem faz o pão que te
alimenta? Quem produz o trigo para que o pão seja feito? Quem transporta o
trigo da fazenda para a cooperativa? Em fim não sobrevivemos sozinhos,
precisamos uns dos outros.

Como podemos descrever nossa
relação com Deus? É uma relação de dependência, independência ou
interdependência? Nós precisamos
desesperadamente de Deus para vivermos. Somos inteiramente dependentes Dele.
Ele tem absoluto poder sobre toda criação. Contudo Deus não precisa de nós para
viver. Ele não precisa de nós para ser Deus. Como você descreveria nossa
relação com Deus?
1 - Objetivo Deste
Estudo
Examinar textos bíblicos que
demonstram a tensão existente entre a dependência de Deus e nossas
possibilidades como seres humanos de uma ação autônoma e independente.
2 – A Razão Deste
Estudo
Num mundo tecnológico, é
fácil esquecer nossa dependência de Deus, nosso Criador. Muitos pensam que é
possível dispensar a Deus e confiar em nossas capacidades científicas para
resolver tudo. Por outro lado, há aqueles que enfrentam tantas frustrações e
derrotas que chegam ao ponto de pensar que não são capazes de realizar coisa
alguma. Tornam-se dependentes dos outros ou de Deus de uma forma doentia,
abdicando de seus direitos e de suas responsabilidades de ser humano criado à
imagem divina.
O estudo sugere uma tensão
criativa em que a pessoa mantenha aquela dependência sadia do criador,
exercendo, ao mesmo tempo, a autonomia concedida pelo Espírito, para
desenvolver sua capacidade de decisão e ação com responsabilidade e dignidade,
utilizando seu potencial humano.
3 – Em Cristo Tudo
Posso
13
Tudo posso naquele que me
fortalece. (Filipenses 4.13)
Podemos classificar as
pessoas em três grupos diferentes:
1.
Aquelas que negam suas
possibilidades de ação. São vitimas do complexo de inferioridade por isso não realizam seu
potencial. Estas pessoas vivem apenas se lamentando: “Eu nada posso! Eu não
consigo fazer coisa alguma”. Elas se tornam cegas, não conseguem nem mesmo ver
Deus agindo em cooperação com elas.
2.
Aquelas que superestimam
suas possibilidades de ação. Estas pensam que são capazes de tudo. Dizem “Tudo
posso”. Sonham alto demais e tentam realizar projetos grandiosos, confiando
somente em si mesmas. Estes sonhos não se fundamentam no realismo e o resultado
final é a frustração, a decepção e a derrota.
3.
Aquelas que reconhecem que em
Deus e debaixo de Sua orientação suas possibilidades de ação se tornam
possíveis. Estas
pessoas reconhecem a dependência, de Deus e procuram sua ajuda em tudo. Ao
mesmo tempo em que afirmam esta dependência exercem sua própria independência
aceitando a responsabilidade pessoal de filho/filha de Deus. Não cometem o erro
de lamentar “Não posso fazer coisa alguma”, nem a tolice de conclamar em
orgulho e egoísmo: “Tudo posso”. Essas descobriram o equilíbrio sadio que Paulo
menciona neste versículo e testemunham desta verdade: “Tudo posso em Cristo que
me fortalece”.
O contexto desta afirmação
de Paulo é a expressão de gratidão por uma oferta de amor enviada pelos
filipenses (Fp 4:10-20). O apóstolo não apenas registra um simples “Muito
obrigado” para cumprir as exigências sociais. Ele explica que sua alegria nasce
do fato de ter sido lembrado por estes fiéis. Ele não se contenta em deixar a
oferta no simples nível de alguém necessitado. Nos versículos 11 e 12 ele afirma que sua felicidade não depende de uma
situação financeira folgada. Paulo afirma que se contenta com muito ou com
pouco. O segredo não está no fato de Paulo ser um tipo de super-homem dotado de
poderes especiais de resistência. O segredo está no versículo 13. Paulo não consegue isso apenas dependendo de suas
próprias forças, mas fortalecido por Cristo e em Cristo.
É claro que há participação
humana. Paulo não ficou de braços cruzados esperando uma força mágica vinda de
outro mundo. Como ser humano, lutou e enfrentou os altos e baixos da vida
diária, buscando em Cristo a força para vencer nestas condições.
Para Fazer no Grupo
· Compartilhar uma experiência
em que você ou alguém do seu relacionamento tenha tentado enfrentar um momento
difícil na vida, mas se sentiu derrotado, porque forças humanas não eram
suficientes para vencer.
· Compartilhar outra
experiência em que você ou alguém do seu relacionamento tenha enfrentado uma
situação difícil e encontrou em Cristo as forças para vencer.
4 – Paulo: Minha
Graça te Basta
7
Para impedir que eu me
exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na
carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. 8 Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim.
9 Mas
ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se
aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente
em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 10 Por
isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas
necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou
forte. (2 Coríntios 12.7-10)
Leia com atenção este relato
que dá uma ideia bem íntima e humana daquilo que se passava na vida do Apóstolo
Paulo. Com base no texto responda as perguntas abaixo:
· Como Paulo encarou seu
problema?
o
Com resignação? Com impaciência e clamando por uma solução? Como uma bênção
divina para seu desenvolvimento espiritual? Como um mal necessário? Como uma
provação vinda da parte de Satanás?
· Paulo venceu seu problema? Sim
ou Não?
o
Se você respondeu SIM, quais as forças utilizadas para conseguir esta
vitória?
o
Se você respondeu NÃO, como compreende sua derrota? Falta de fé? Falta
de compreensão do problema?
· Comentar com seus/suas
colegas a afirmação “Minha graça te basta”. Esta frase fala de uma completa
dependência de Deus? Fala de uma completa independência do ser humano para
traçar e controlar o seu destino? Reconhece a dependência do ser humano em
relação a Deus e ainda deixa um espaço para o esforço humano de
responsabilidade pessoal?
· Levantar no grupo
experiências de pessoas em que a situação humana tenha sido quase insuportável,
mas que recebeu nesta experiência difícil a afirmação de Jesus: “Minha graça te
basta”.
5 – Gideão: Fraco
ou Forte?
11
Então o Anjo do Senhor veio e
sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão,
filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para
escondê-lo dos midianitas. 12 Então o anjo do
Senhor apareceu a Gideão e lhe disse: "O Senhor está com você, poderoso
guerreiro". 13 "Ah, Senhor", Gideão respondeu, "se o
Senhor está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as suas
maravilhas que os nossos pais nos contam quando dizem: ‘Não foi o Senhor que
nos tirou do Egito? ’ Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos
de Midiã". 14 O Senhor se voltou para ele e disse: "Com a força
que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está
enviando? " 15 "Ah, Senhor", respondeu Gideão, "como
posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o
menor da minha família". 16
"Eu estarei com você",
respondeu o Senhor, "e você derrotará todos os midianitas como se fossem
um só homem". (Juízes 6.11-16)
O chamado de Gideão. Leia
com bastante atenção o texto e troque ideias no grupo sobre os seguintes
pontos:
· De acordo com o texto, de
onde veio à força que sustentou Gideão? De seu treinamento pessoal? Da promessa
de que Deus estaria com ele? De sua linhagem real? Do número de tropas à sua
disposição? De sua dedicação a Deus e à missão?
· Gideão contribuiu com uma
parte do esforço ou dependia de Deus para fazer tudo?
· Porque Gideão não poderia
depender completamente de sua capacidade de liderança, de sua estratégia e de
seus homens bem disciplinados? Porque tinha que depender de Deus também?
6 – Gideão:
Dependência e Reconhecimento da Vontade de Deus Para Ele
22
Os israelitas disseram a Gideão,
"Reine sobre nós! você, seu filho e seu neto, pois você nos libertou das
mãos de Midiã". 23 "Não reinarei
sobre vocês", respondeu-lhes Gideão, "nem meu filho reinará sobre
vocês. O Senhor reinará sobre vocês." (Juízes
8.22,23)
Examine este texto no grupo
e troque ideias sobre estes pontos:
· A atitude de Gideão em não
desejar ser rei é comum hoje em dia? O grupo se lembra de casos onde heróis
populares recusaram o poder a despeito da sua alta conceituação no meio do
povo?
· A atitude em desejar de
qualquer maneira o poder é comum hoje em dia? Acontece dentro de nossas
igrejas? Acontece no meio político de nossa cidade?
· Você entende qual lugar Cristo
te quer no serviço de seu Reino? Qual o dom que Ele te deu? Onde Ele te usará e
te fortalecerá?
· Assumir um lugar do qual
Cristo não nos deu é correto? Temporariamente é correto?
· Como reconhecer a vontade de
Deus para nossas vidas demonstram dependência de Deus e independência com
relação aos outros?
7 – Um Membro
Depende dos Demais Membros do Corpo
7
A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito;
10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro,
discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro,
interpretação de línguas. 11 Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e
único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer.
12 Ora, assim como o corpo é uma unidade,
embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um
só corpo, assim também com respeito a Cristo. [...] 18 De
fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. 19 Se
todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 Assim, há muitos
membros, mas um só corpo. (1 Coríntios 12.7-12,18-20)
O texto nos ensina que o
Espírito de Deus age de maneiras diferentes em cada um de nós. Precisamos reconhecer que a cada um de nós foi
dado um dom diferente, uma função no corpo diferente, visando o bem comum de
todos.
Deus nos deu dons e nos
colocou em funções diferentes no corpo, segundo a Sua vontade. Essas diferenças
nos tornam dependentes uns dos outros e nos unem.
4. SALVAR OU PERDER
A VIDA?
Se você deseja salvar a sua
vida, isto é, receber a vida eterna, segundo Jesus, você deve abrir mão de si
mesmo(a) por Ele. Portanto se você priorizar a si mesmo(a), não vivendo submisso
a vontade de Jesus e do Pai, perderá a vida eterna.
1 - Objetivo Deste
Estudo
Examinar alguns textos
bíblicos em que Jesus fala das exigências do discipulado. Oferecer subsídios
para a compreensão do significado de perder a vida em torno da causa de Cristo
e salvá-la no processo. Lançar um desafio para a vivência da fé cristã em
dedicação total à causa de Cristo.
2 – A Razão Deste
Estudo
Há diversas reações em torno
da colocação de Jesus a respeito de perder e encontrar a vida. Alguns nem
querem saber de “perder” a vida. Pensam que é preciso fazer justamente o
contrário; isto é, fazer o possível para proteger, promover e valorizar a vida
da melhor maneira possível. Geralmente, os adeptos desta filosofia fazem de
tudo para se autovalorizarem e se autopromoverem. Não tomam conhecimento da
afirmação de Jesus, pois acham que é visionária e ingênua. Outros não a levam a
sério, dizendo que a ideia é poética e espiritual, mas não funciona na vida
real. Outros afirmam que a Psicologia moderna diz que devemos nos valorizar, e
que a negação do EU poderia anular nossa personalidade, provocando sérios
problemas emocionais.
O estudo é oportuno, pois
sugere que uma dedicação completa à causa de Cristo (perder a vida na causa de
Cristo) não conduz à anulação da personalidade; pelo contrário, é a maneira
mais certa de conseguir uma realização pessoal e significativa. É o verdadeiro
caminho para “salvar a vida”.
3 – Negar a si
Mesmo
21
Desde aquele momento Jesus
começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para
Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes
dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro
dia. 22 Então Pedro, chamando-o à parte, começou a
repreendê-lo, dizendo: "Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!"
23 Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trás de mim, Satanás! Você é
uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos
homens". 24 Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém
quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25 Pois
quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha
causa, a encontrará. 26 Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e
perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma? (Mateus 16.21-26)
Este texto vem imediatamente
após a confissão de Pedro. Jesus havia levantado uma questão: “Quem diz o povo
ser o filho do homem?” Logo em seguida focalizou a pergunta de forma mais
personalizada: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Em resposta, Pedro afirma a
inspiradora confissão de fé: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.” Jesus
elogiou essa percepção, dizendo que foi uma revelação divina e não uma mera
conclusão da mente humana.
Todavia, Jesus introduziu
outro tema - um assunto grave, deixando os discípulos perplexos e apreensivos.
Jesus anuncia sua morte. Jesus queria definir bem as coisas. Ser o Messias
prometido significava que iria trilhar o caminho do sacrifício e da morte na
cruz. Não significava um trono, com poderes e privilégios ilimitados; Jesus era
o Messias nos moldes do servo sofredor que Isaías visualizou.
1
Quem creu em nossa mensagem e a
quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Ele cresceu diante
dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não
tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para
que o desejássemos. 3 Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de
tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens
escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. 4 Certamente
ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças,
contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
5 Mas
ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa
de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas
suas feridas fomos curados. 6 Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de
nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade
de todos nós. 7 Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua
boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que
diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. (Isaías 53.1-7)
Ser um discípulo desse
Messias não significa ocupar os melhores lugares no Reino. O discipulado
cristão exige um espírito de sacrifício e abnegação. Ser discípulo segundo as
palavras de Jesus é “negar a si mesmo” e “tomar a sua cruz”.
Versículo 21
21
Desde aquele momento Jesus
começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para
Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes
dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro
dia. (Mateus 16.21)
· Porque seria necessário que
Jesus desse este tipo de orientação aos seus seguidores?
· É uma orientação fácil e
agradável de aceitar?
· Os discípulos de Jesus hoje
precisam desta orientação?
Obs.: Os judeus tinham em mente
que o Messias reinaria e venceria o Império Romano.
Versículo 22
22
Então Pedro, chamando-o à
parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Nunca, Senhor! Isso nunca te
acontecerá!" (Mateus 16.22)
· Qual foi a reação de Pedro?
· Como se explica tal reação?
Obs.: Pedro era judeu e
acreditava que o Messias não seria vencido pelo Império Romano.
Versículo 23
23
Jesus virou-se e disse a Pedro:
"Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não
pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens". (Mateus
16.23)
· Em que sentido Pedro se
colocou como Satanás naquele momento?
· Trocar ideias sobre este
ponto: O que significa pensar “nas coisas de Deus” e o que significa pensar “nas
coisas dos homens”?
Obs.: Jesus não está chamando Pedro
de Satanás. Entretanto Jesus reconhece que aquelas palavras de Pedro são
provenientes daquele que cogita contra as coisas de Deus. Estas não são
palavras de um seguidor, mas de alguém que deseja ir à frente de Jesus e
determinar novos caminhos.
Versículo
24-25
24
Então Jesus disse aos seus
discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a
sua cruz e siga-me. 25 Pois quem quiser
salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a
encontrará. (Mateus 16.24,25)
· Em que sentido é possível
negar-se a si mesmo sem anular a personalidade humana?
· Jesus estava chamando seus
seguidores para viverem uma vida enclausurada, afastada do mundo, onde o corpo
é mutilado, diminuído e ignorado?
· Jesus estava desafiando as
pessoas a viverem a missão desenvolvendo todos os aspectos de sua personalidade
e alcançando uma plena realização?
Versículo 26
26
Pois, que adiantará ao homem
ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em
troca de sua alma? (Mateus 16.26)
Este versículo dá uma
orientação de como avaliar corretamente a questão de lucros e perdas.
Considerar estes exemplos:
· Qual a vantagem de obter o
prazer de exagerar na comida se essa “vitória” nos custará à saúde? Neste caso,
o que se ganhou? O que se perdeu? O resultado foi compensador?
· Qual a vantagem de passar
momentos diferentes e exóticos sob a influência de drogas, se tais experiências
nos levam a uma dependência e eventual escravidão das mesmas? O que se perdeu?
O que se ganhou?
Acredito que este verso
também pode se referir ao desejo que temos de ganhar o mundo inteiro, no
sentido de, querermos que nossas vontades sejam priorizadas acima da vontade e
da liberdade das demais pessoas. Por exemplo:
- Eu oro por um dia de
sol para que eu possa curtir a piscina, enquanto muitos estão clamando por
chuva para que as represas possam se encher e todos tenham água para
beber. (Essa é uma oração onde estou perdendo a minha alma e buscando
ganhar o mundo inteiro).
- Eu oro para ser
promovido no lugar do meu chefe, sem me preocupar com as necessidades dele
e de seu futuro. (Essa é uma oração onde estou perdendo a minha alma e
buscando ganhar o mundo inteiro).
- Eu vejo uma vaga de
estacionamento no mercado e percebo que outro carro também vem em direção à
vaga, eu acelero meu carro para pegar a vaga ao invés de desacelerar.
(Essa é uma atitude onde estou perdendo a minha alma e buscando ganhar o
mundo inteiro).
Jesus abriu o jogo e deixou
bem claro que para ser seu discípulo existia um preço a ser pago. Para seguir o
Mestre, os discípulos tinham que “perder” algumas coisas – perder algumas
coisas é o resultado daqueles que não mais priorizam sua vida. Mas essas “perdas”
não deixariam seus seguidores empobrecidos e vazios. Pelo contrário, eles se
tornariam mais humanos e ricos diante Deus.
4 –
Simplesmente seguir a Jesus
18
Certo homem importante lhe
perguntou: "Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" 19 "Por que você me chama bom?", respondeu
Jesus. "Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus. 20 Você
conhece os mandamentos: ‘Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás
falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’". 21 "A
tudo isso tenho obedecido desde a adolescência", disse ele. 22 Ao
ouvir isso, disse-lhe Jesus: "Falta-lhe ainda uma coisa. Venda tudo o que
você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois
venha e siga-me". 23 Ouvindo isso, ele ficou triste, porque era muito rico.
24 Vendo-o entristecido, Jesus disse: "Como é difícil aos ricos entrar
no Reino de Deus!” (Lucas 18.18-24)
Leia com atenção e responda:
·
O que significa as palavras de Jesus “Falta-lhe ainda uma coisa. [...] venha
e siga-me”?
· O que Jesus queria que este
jovem perdesse?
· Se o Jovem tivesse perdido o
que Jesus recomendava, o que teria sido salvo ou ganho com isso?
· Na opinião do grupo, porque
o jovem não aceitou o desafio de Jesus?
Voltemos ao estudo de Mt 16:22-23 e apliquemos o ensinamento
no caso deste jovem rico. Em que sentido o jovem rico cogitava as coisas dos
homens em detrimento das coisas de Deus?
Para
considerar individualmente e no grupo
· Quais as exigências que o
discipulado impõe hoje a você? O que Cristo está te convidando a perder?
· Você tem dificuldade em
aceitar ou assumir uma dessas exigências?
· O que Ele promete a você se
o seguir? Vale a pena “perder a vida por causa de Cristo”?

5. ESPIRITUALIDADE,
SIM; RELIGIOSIDADE, NÃO! (parte 1)
Espiritualidade é a
característica daquele que segue a Jesus, vivendo um relacionamento pessoal com
ele. Um cristão deve ser uma pessoa espiritual e não religiosa.
Religiosidade é a
característica daquele que segue uma religião, vivendo uma piedade marcada pelo
cumprimento de regras e ritos.
1 - Objetivo Deste
Estudo.
Examinar alguns textos
bíblicos como subsídios para diferenciar entre a verdadeira espiritualidade e a
religiosidade superficial e vazia.
2 – A Razão Deste
Estudo.
O ser humano gosta de ter
sinais externos e palpáveis como base para sua fé (rituais, confissões,
cânticos, manifestações de poder ou milagres, presença nas assembleias, rotinas
religiosas de forma geral). As formas externas de religiosidade, na expressão
da fé nos dão uma segurança da real existência daquilo que confessamos e
professamos. Mas existe o perigo de focalizar apenas as expressões externas de
fé sem cuidar da parte interna, do que verdadeiramente é espiritual e
fundamental. O estudo que faremos oferece subsídios para diferenciarmos entre
uma religiosidade vazia e inoperante (embora seja mais visível e evidente) e
uma espiritualidade genuína capaz de nos sustentar na jornada de fé. Nesta
época de tanta religiosidade e tão pouca espiritualidade, o estudo é muito oportuno.
Reflita nesta pergunta: Quem
é mais espiritual? Aquele que jejua ou aquele que não jejua? Aquele que ora em
línguas estranhas ou aquele que não ora em línguas estranhas? Aquele que
levanta as mãos durante o louvor ou o que não levanta? Aquele que está em todos
os cultos ou o que não está? Pode você avaliar a espiritualidade de alguém?
3 – O
Verdadeiro Jejum e a Verdadeira Espiritualidade
1
"Grite alto, não se
contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à
comunidade de Jacó, os seus pecados. 2 Pois dia a dia me
procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma
nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus.
Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles.
3 ‘Por
que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’
Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram
os seus empregados. 4 Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de
socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz
seja ouvida no alto. 5 Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o
homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e
cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor? 6 "O
jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as
cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? 7 Não
é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu
que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? 8 Aí
sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a
sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.
9 Aí
sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele
dirá: Aqui estou. "Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo
acusador e a falsidade do falar; 10
se com renúncia própria você beneficiar
os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas
trevas, e a sua noite será como o meio-dia. 11 O Senhor o guiará
constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e
fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte
cujas águas nunca faltam. 12 Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os
alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e
moradias. 13 "Se você vigiar seus pés para não profanar o
sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar
delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de
seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades,
14 então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você
cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai".
Pois é o Senhor quem fala. (Isaías 58.1-14)
Leia o texto com bastante
atenção.
Versículo 1
1
"Grite alto, não se
contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó, os seus
pecados. (Isaías 58.1)
·
O que o profeta é chamado a fazer em relação ao povo?
·
Como o povo se encontrava?
·
O que significa rebelião[1]?
Versículo 2
2
Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos,
como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os
mandamentos do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem
desejosos de que Deus se aproxime deles. (Isaías 58.2)
·
Como caracterizar este povo? Um povo espiritual ou religioso?
·
O que significa no texto a palavra “parecem[2]”?
Versículo 3
3
‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e
não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu
jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados. (Isaías 58.3)
Neste versículo o povo
reclama que Deus não dá a devida atenção aos seus esforços e não presta atenção
aos seus atos de fé. A parte final do versículo explica essa aparente
“insensibilidade” de Deus.
·
Descreva essa explicação?
·
O que significa as expressões “fazem o que é do agrado de vocês” e “exploram
os seus empregados”?
·
Como você descreveria a espiritualidade de nossos dias? Uma
espiritualidade verdadeira ou religiosa de aparência?
·
Como você descreve a sua espiritualidade?
Versículo 4
4
Seu jejum termina em discussão
e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e
esperar que a sua voz seja ouvida no alto. (Isaías 58.4)
·
Se o povo praticar os exercícios externos da religião (a religiosidade)
sem cuidar da parte essencial, isto é, as atitudes e motivações (que
caracteriza uma espiritualidade sadia), que resultado se pode esperar, de
acordo com a parte final do versículo?
·
Assim como o povo de Israel corremos o risco hoje de focalizarmos os
atos externos (os símbolos de uma religião – as praticas religiosas) sem cuidarmos
das atitudes e do espírito interno, do que realmente é a essência da
espiritualidade?
Versículos 5 a
7
5
Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a
cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês
chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor? 6 "O jejum que
desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo,
pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? 7 Não
é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu
que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? (Isaías
58.5-7)
Se o povo tem errado na sua
prática da fé, estes versículos apontam para o caminho certo.
· Que tipo de prática é
aceitável para o Senhor?
· Que tipo de trabalho os
ministérios deveriam desenvolver dentro de uma igreja local?
· Que prática seriam mera
religiosidade e que práticas representariam a verdadeira espiritualidade que é
agradável ao Senhor?
· Como podemos interpretar
estes versos para o contexto relacional entre os irmãos?
Versículos 8 a
14
8
Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e
prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória
do Senhor estará na sua retaguarda. 9 Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você
gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. "Se
você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade
do falar; 10 se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos
aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia.
11 O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra
ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem
regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. 12 Seu povo
reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será
chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias. 13 "Se
você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem
quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia
do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o
que bem quiser e de falar futilidades, 14 então você terá no
Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se
banqueteie com a herança de Jacó, seu pai". Pois é o Senhor quem fala. (Isaías 58.8-14)
Temos nestes versos a
descrição das bênçãos inerentes a uma prática de fé verdadeira e não religiosa,
de uma prática espiritual sadia, fruto de uma relação de amor por Deus e não de
uma relação carregada de culpa e medo.
Em nosso próximo estudo
veremos que Jesus reservou críticas severas àqueles que viviam uma
espiritualidade aparente, fiéis aos ritos e leis, transformando a religião em
atos vazios de espiritualidade.
6.
ESPIRITUALIDADE, SIM; RELIGIOSIDADE, NÃO! (parte 2)
1 – A
Religiosidade e a Espiritualidade Personificadas
Jesus reservou suas críticas
mais pesadas e advertências mais fortes àqueles que se preocupavam somente com
a religiosidade sem buscar a verdadeira espiritualidade. Os fariseus estavam na
mira de Jesus porque enfatizavam as práticas externas da religião, sem se
preocuparem com o verdadeiro espírito da lei de Deus. Jesus focalizou este
problema da espiritualidade em uma parábola, onde dois homens subiram para
orar, sendo um deles fariseu e o outro um publicano (Lc 18.9-14).
9
A alguns que confiavam em sua
própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: 10 "Dois homens subiram ao templo para orar; um era
fariseu e o outro, publicano. 11
O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus,
eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos,
adúlteros; nem mesmo como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por
semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. 13 "Mas o
publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no
peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. 14 "Eu
lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de
Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será
exaltado". (Lucas 18.9-14)
O fariseu era um praticante
fervoroso dos ritos religiosos. O publicano era alguém considerado pela
sociedade de seus dias como um traidor de seu povo, por trabalhar para o
Império Romano como cobradores de impostos.
Devido à tarefa que ocupavam
tinham a oportunidade de se enriquecerem. Muitos judeus os julgavam como
ladrões e os rejeitavam por isso. Zaqueu, um chefe dos publicanos, sofria essa
rejeição e julgamento por parte de seus compatriotas (Lucas 19).
Quem é o espiritual na
parábola de Jesus, o fariseu ou o publicano?

|
O religioso |
O
espiritual |
|
Faz
questão de mostrar atos e práticas que possam “comprovar” seu valor. |
Reconhece
o supremo valor em Deus. |
|
Procura
a autopromoção. |
Procura
discernir e fazer a vontade de Deus. |
|
Tenta
comparar seu desempenho e seus exercícios externos com os demais e tenta
demonstrar sua superioridade |
Reconhece
a necessidade de sempre buscar a Deus para colocar sua vida interna em
alinhamento com a vontade de Deus. |
|
Crítica
os outros e encontra falhas em sua religião. |
Percebe
suas próprias falhas e pede perdão a Deus. |
|
Orgulha-se
de suas obras religiosas. |
Humildemente
procura fazer a vontade de Deus. |
|
Procura
impressionar os outros com suas virtudes e suas obras. |
Impressiona-se
com a misericórdia de Deus. |
|
Faz
suas orações para um auditório humano. |
Dirige
suas orações a Deus. |
|
Realiza
muitas obras externas, mas nenhuma honestidade interna. |
Demonstra
poucas obras externas, contudo as realiza em completa sinceridade interna. |
|
Se
preocupa com a imagem que as pessoas tem de si. |
Se
preocupa com a imagem que Deus tem de si. |
O povo de Deus é desafiado a
procurar uma verdadeira espiritualidade. Como, então, diferenciar entre
práticas externas de religiosidade e expressões sinceras de fé que constituem a
verdadeira espiritualidade?
Pontos que servirão de
subsídios para distinguir entre religiosidade e espiritualidade:
- A espiritualidade é
real quando as motivações por trás de nossas ações são genuínas, motivadas
pelo amor a Deus.
- A religiosidade tenta
esconder ou disfarçar a realidade interna de nosso ser através de atos
públicos. É uma aparente espiritualidade, porque as motivações não são
corretas.
Com base nesta distinção
podemos afirmar que o povo de Deus pode ter seus atos externos de fé, desde que
as práticas externas reflitam uma dedicação interna e um compromisso sério com
Deus e sua causa. Em outras palavras, podemos praticar nossos ritos religiosos
desde que esses sejam feitos em amor e somente por amor a Deus. Mas se o povo
começar a exibir os atos externos na tentativa de desviar a atenção de uma
falta no cumprimento da vontade de Deus, ou na tentativa de agradar a homens,
ou ainda na tentativa de aparentar uma espiritualidade, a religiosidade toma o
lugar da verdadeira espiritualidade, e o resultado é desastroso.
2 - O Desafio
de se Viver Uma Espiritualidade Sadia
O desafio para o cristão de
hoje é procurar a verdadeira espiritualidade sem cair no vazio da
religiosidade. O cristão é desafiado a orar, mas não em vãs repetições para ser
ouvido e notado por outros. É chamado a jejuar, mas não para provar uma
superioridade espiritual. É convidado a ler a Bíblia, mas não para se orgulhar
de sua capacidade de citar versículos ou para utilizar passagens para ganhar
dos outros em argumentos. É chamado a ser membro assíduo e ativo de uma igreja,
mas não para sua autopromoção ou por vanglória. É desafiado a praticar todos os
atos de piedade, mas não para se colocar sobre o seu semelhante ou para
condená-lo por não acompanhar este ritmo de religiosidade.
O cristão é desafiado a
praticar a fé e a participar de todos esses exercícios espirituais porque tem
um compromisso sério com a vontade de Deus e procura fazer sua vontade com todo
o seu ser. Nisto está à verdadeira espiritualidade.
Espiritualidade é viver
realizando a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que vivemos negando a nós
mesmos, priorizando Deus e as demais pessoas que nos cercam. Espiritualidade é
viver sem tentar aparentar ser espiritual, mas apenas sendo espiritual.
7. ENTUSIASMO,
SIM; FANATISMO, NÃO!
Entusiasmo é
a manifestação de um grande interesse, de um intenso prazer, de
uma dedicação ardente com o que se fala, escreve, e no nosso caso, a quem se
adora. Uma explosão de alegria causada pelo encontro com o Salvador.
A palavra entusiasmo se
deriva do grego "enthousiasmos" que significa "ter um deus
interior" ou "estar possuído por Deus".
Fanatismo é o zelo religioso
obsessivo que pode levar uma pessoa a extremos de intolerância para com aqueles
que não pensam como ela. O fanatismo torna a pessoa cega e incapaz de racionar
com clareza.
Immanuel Kant, filósofo alemão, preocupado com os limites da razão humana, definiu o
fanatismo, de maneira geral, como uma transgressão desses limites em nome de um
ou mais princípios.
1 - O Objetivo
Deste Estudo
Examinar alguns textos
bíblicos que fornecem subsídios para distinguir entre um fanatismo irracional e
um entusiasmo sadio e verdadeiro em torno da fé.
2 – A Razão
Deste Estudo.
Observa-se, hoje, uma
reclamação geral: “As Igrejas mais tradicionais são frias, falta-lhes vigor,
entusiasmo, vida”. As mesmas pessoas que criticam as Igrejas tradicionais
afirmam que os únicos grupos que apresentam entusiasmo e movimento são
fanáticos na sua expressão da fé. Então, parece que é preciso escolher entre um
ambiente frio e moribundo, e um ambiente de movimentação fanática, onde as
emoções sobressaem e a razão não tem lugar.
O estudo tenta mostrar que o cristianismo verdadeiro
é uma expressão vibrante e entusiasta da nossa alegria no Senhor, sem cair num
fanatismo irracional. Neste momento de proliferação de grupos que chamam a
atenção sobre si, e que crescem na base do fanatismo irracional, este estudo é
relevante para nós hoje.
3 - Ku Klux Klan
Conhecida como KKK ou
simplesmente "o Klan". É o nome de três movimentos distintos
dos Estados Unidos, passados e atuais, que defendem correntes reacionárias e
extremistas, tais como a supremacia branca (os brancos são superiores as demais
raças), o nacionalismo branco (desenvolver uma nação de identidade branca), a
anti-imigração (promoção dos interesses da população nativa) e,
especialmente em iterações posteriores, o anticatolicismo (hostilidade
contra o catolicismo) e o antissemitismo (hostilidade contra os judeus), historicamente
expressos através do terrorismo voltado a grupos ou indivíduos aos quais
eles se opõem. Todos os três movimentos têm clamado pela
"purificação" da sociedade estadunidense e todos são
considerados organizações de extrema-direita.
O primeiro Klan surgiu no sul dos
Estados Unidos no final dos anos 1860 e deixou de existir no início da
década de 1870. Ele tentou derrubar os governos estaduais republicanos no sul
durante a Era da Reconstrução, especialmente através do uso da violência contra
líderes afro-americanos. Com inúmeros ataques em todo o sul, o grupo foi
suprimido por volta de 1871, através da aplicação da lei federal. Seus membros
faziam seus próprios trajes, muitas vezes coloridos: roupões, máscaras e
chapéus cônicos, projetados para serem aterrorizantes e para esconder suas
identidades.
O segundo grupo foi fundado em 1915 e
começou a atuar em todo o país em meados da década de 1920, especialmente nas
áreas urbanas do Centro-Oeste e Oeste. Ele se opunha aos católicos e
judeus, especialmente os imigrantes mais recentes, sendo que ressaltava sua
profunda oposição à Igreja Católica. Esta segunda organização adotou
um traje branco padrão e usava palavras de código semelhantes como as do
primeiro Klan, além de ter adicionado os rituais de queima de cruzes e de
desfiles em massa.
A terceira e atual manifestação da KKK
surgiu depois de 1950, sob a forma de grupos pequenos, locais e desconexos que
fazem uso do nome KKK. Eles se concentraram na oposição ao movimento dos
direitos civis, muitas vezes usando violência e assassinatos para reprimir
ativistas. É classificado como um grupo de ódio pela Liga
Antidifamação. Estima-se que o grupo tinha entre 5.000 e 8.000 membros em
2012.
A segunda e a terceira encarnações do Ku
Klux Klan faziam referências frequentes ao sangue "anglo-saxão" dos
Estados Unidos, que remete ao nativismo do século XIX. Embora os
membros da KKK jurem defender a moralidade cristã, praticamente todas as denominações
cristão oficialmente denunciaram as práticas e ideologias da KKK.

Fanáticos do grupo Ku Klux
Kan, próximo a Whashington, D.C., Estados Unidos (1921-22). Foto: Everett
Historical / Shutterstock.com
4 – Davi Era
um Fanático ou Alguém Entusiasmado Por Deus?
12
E disseram ao rei Davi: "O
Senhor tem abençoado a família de Obede-Edom e tudo o que ele possui, por causa
da arca de Deus". Então Davi, com grande festa, foi à casa de Obede-Edom e
ordenou que levassem a arca de Deus para a cidade de Davi. 13 Quando os que carregavam a arca do Senhor davam seis
passos, ele sacrificava um boi e um novilho gordo. 14 Davi,
vestindo o colete sacerdotal de linho, foi dançando com todas as suas forças
perante o Senhor, 15 enquanto ele e todos os israelitas levavam a arca do
Senhor ao som de gritos de alegria e de trombetas. 16 Aconteceu
que, entrando a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical,
filha de Saul, observava de uma janela. E, ao
ver o rei Davi dançando e comemorando perante o Senhor, ela o desprezou em seu
coração. 17 Eles trouxeram a arca do Senhor e a colocaram na tenda
que Davi lhe havia preparado; e Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios de
comunhão perante o Senhor. [...] 20 Voltando
Davi para casa para abençoar sua família, Mical, filha de Saul, saiu ao seu
encontro e lhe disse: "Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o
manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar!"
21 Mas Davi disse a Mical: "Foi perante o Senhor que eu dancei,
perante aquele que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro da
família dele, quando me designou soberano sobre o povo do Senhor, sobre Israel;
perante o Senhor celebrarei 22 e me rebaixarei ainda mais, e me humilharei aos meus
próprios olhos. Mas serei honrado por essas escravas que você mencionou".
23 E até o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos. (2 Samuel 6.12-17, 20-23)
Às vezes, para um observador
de fora, um comportamento é classificado como puro fanatismo, quando aquele que
está dentro classifica a mesma ação como um entusiasmo natural em torno de uma
causa empolgante.
Quando leio, no verso treze,
que a cada seis passos que os sacerdotes davam com a Arca da Aliança, Davi
mandava sacrificar um animal, me parece um ato de fanatismo da parte dele.
Entretanto Davi estava envolvido em um ato significativo para ele e para o
povo. Eles estavam trazendo a Arca da Aliança para Jerusalém.
·
Como você descreve o sentimento de Davi e de seus homens ao trazerem a
Arca da Aliança para Jerusalém? Davi estava errado?
O texto nos informa que Davi
vinha vestido com o colete sacerdotal de linho e dançando com toda as suas
forças perante o Senhor. Quando Mical o vê dessa forma, ela o desprezou em seu
coração.

O desprezo de Mical foi por Davi
não estar vestido com roupas reais diante do povo, mas vestido como um adorador
tão somente.
·
Como você descreve o sentimento de Mical ao ver Davi dançando e
comemorando perante o Senhor? Mical estava errada?
·
Quem é a pessoa fanática neste episódio? Davi ou Mical? Pelo que essa
pessoa é fanática?
5 – Paulo Era
um Fanático ou Alguém Entusiasmado Por Cristo?
No Novo Testamento temos
outro exemplo de alguém que olhava para os cristãos de fora e alguém que vivia
o cristianismo, estes apresentavam opiniões divergentes.
Em Atos 26.1-32 lemos sobre o encontro do rei Agripa[3] e do governador Festo com o
apóstolo Paulo.
Agripa II era um observador
do cristianismo, mas não abraçou a fé cristã. Festo foi considerado um
governador justo, que buscou pacificar a região que estava sob seu domínio.
Tanto Agripa II como Festo olhavam o cristianismo de fora e avaliaram a
experiência de Paulo como fanática.
Paulo diferentemente abraçou
a fé cristã e se caracterizou como alguém que deveria ser imitado devido ao seu
entusiasmo pela fé em Jesus Cristo e por seu equilíbrio com relação à vida
cristã.
Versículos 2 e
3
Paulo estava contente em
apresentar seu caso ao rei Agripa.
2
"Rei Agripa, considero-me
feliz por poder estar hoje em tua presença, para fazer a minha defesa contra
todas as acusações dos judeus, 3 e especialmente
porque estás bem familiarizado com todos os costumes e controvérsias deles.
Portanto, peço que me ouças pacientemente. (Atos 26.2,3)
·
Por que ele estava contente?
Agripa (da casa de Herodes)
tinha uma herança judaica, embora fosse leal aos romanos por questões
políticas.
Versículos 4 a
7
Paulo estranha o fato de ser
acusado pelos judeus.
4
"Todos os judeus sabem
como tenho vivido desde pequeno, tanto em minha terra natal como em Jerusalém. 5 Eles me conhecem há muito tempo e podem testemunhar,
se quiserem, que, como fariseu, vivi de acordo com a seita mais severa da nossa
religião. 6 Agora, estou sendo julgado por causa da minha
esperança no que Deus prometeu aos nossos antepassados. 7 Esta
é a promessa que as nossas doze tribos esperam que se cumpra, cultuando a Deus
com fervor, dia e noite. É por causa desta esperança, ó rei, que estou sendo
acusado pelos judeus. (Atos 26.4-7)
·
Por que Paulo estranha o fato de ser acusado pelos judeus?
Versículos 22b
a 25
Paulo declara acreditar na
ressurreição de Jesus Cristo. Festo o considera louco, um fanático. Alguém que
perdeu a razão. Contudo Paulo afirma estar lúcido. Ele era apenas um homem
entusiasmado diante a experiência que viveu com Jesus.
22b
"Não estou dizendo nada
além do que os profetas e Moisés disseram que haveria de acontecer: 23 que o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a
ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os
gentios". 24 A esta altura Festo interrompeu a defesa de Paulo e
disse em alta voz: "Você está louco, Paulo! As muitas letras o estão
levando à loucura!"25 Respondeu Paulo:
"Não estou louco, excelentíssimo Festo. O que estou dizendo é verdadeiro e
de bom senso". (Atos 26.22b-25)
·
Aquele que acredita na ressurreição dos mortos é fanático?
·
O que distingue uma pessoa fanática de uma pessoa entusiasmada?
·
Paulo era um fanático ou um entusiasmado perseguidor dos cristãos?
·
Paulo se tornou um fanático ou um entusiasmado cristão?
·
Como Paulo se defende da acusação de fanatismo e loucura?
6 – Diferenças
Entre o Fanático e o Entusiasta
· O fanático possui um zelo
irracional e infundado em torno de algo; o entusiasta possui uma participação
ativa e alegre, reflexo de uma decisão pensada e séria em torno de uma causa.
· O fanático se alimenta de
uma experiência emocional e individual, e tende a ser egoísta; o entusiasta se
baseia em um compromisso em torno de uma causa e tende a ser solidário.
· O fanático tende a focalizar
o exótico e as experiências fora do comum ou sobrenaturais; o entusiasta opera
dentro das experiências normais e naturais da vida humana.
· O fanático tende a viver uma
experiência intensa e temporária (fogo de palha) que impressiona muito na hora,
mas é passageira; o entusiasta vive uma experiência de natureza duradoura,
embora possa ser menos espetacular no momento.
· O fanático tende a se separar
dos outros seres humanos, envolvendo-se em atividades ou emoções alienantes; o
entusiasta tende a se aproximar das outras pessoas, se relacionando de forma
mais humana e socializante.
· O fanático se contenta com
uma experiência emotiva e comovente; o entusiasta procura uma expressão compreensível
e ativa em torno daquilo que se sentiu.
Para fazer em
grupo.
· Examine a vida religiosa, os
momentos de culto e as atividades da sua igreja local. Como você classifica a
vida religiosa da sua comunidade de fé? Fanática? Entusiasta? Fria?
Indiferente? Outras classificações?
8. AMIZADE,
SIM; MANIPULAÇÃO, NÃO!
Amizade é um sentimento de grande afeição, de simpatia, de apreço por outra pessoa.
Manipulação é o poder
de influenciar, de controlar outra pessoa a fazer o que você deseja de forma ilegítima.

1 - Objetivo Deste
Estudo
Procurar em alguns textos
bíblicos critérios para a amizade verdadeira.
2 – A Razão Deste
Estudo
Em nossa sociedade
materialista é difícil encontrar a verdadeira amizade. É mais comum observar
relacionamentos baseados em interesses. É mais comum encontrar pessoas tentando
manipular outras do que encontrar amizades verdadeiras. O estudo fornece
subsídios e orientações bíblicas para a formação de verdadeiras amizades.
3 – Jônatas
Entrega a Davi Sua Espada
1
Depois dessa conversa de Davi
com Saul, surgiu tão grande amizade entre
Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo. 2 Daquele dia em diante, Saul manteve Davi consigo e não
o deixou voltar à casa de seu pai. 3 E Jônatas fez um acordo de
amizade com Davi, pois se tornara o melhor amigo de Davi. 4 Jônatas
tirou o manto que estava vestindo e deu-o a Davi, junto com sua túnica, e até
sua espada, seu arco e seu cinturão. 5 Tudo que Saul lhe ordenava
fazer, Davi fazia com tanta habilidade que Saul lhe deu um posto elevado no
exército. Isto agradou a todo o povo, bem como aos conselheiros de Saul. (1 Samuel 18.1-5)
Se colocássemos os dados
pessoais e o perfil-social de Davi e Jônatas num computador, dificilmente estes
dois seriam identificados como amigos. Jônatas era da família real, da nobreza,
e Davi de origem humilde, um pastorzinho. De acordo com o raciocínio humano,
seriam rivais um do outro.
Jônatas era o potencial
herdeiro do trono de seu pai, o rei Saul. Todavia, a crescente popularidade de
Davi o colocava como forte candidato ao trono. Normalmente concorrentes não são
amigos. Porém, o texto nos relata
esta amizade extraordinária.
Dizem que era comum naquela
época a troca de armas, armaduras e peças de roupas. Tais trocas eram uma
maneira de selar uma grande amizade e dar sinal concreto do laço que uniam as
pessoas. Existe, nestes versículos, um detalhe que merece atenção. No meio da
lista encontramos esta expressão: inclusive
a espada.
Naquela época, os filisteus
dominavam Israel e possivelmente mataram ou aprisionaram todos os ferreiros
para que os israelitas não pudessem fabricar espadas e instrumentos de guerra,
conforme podemos ler em 1 Samuel
13.19-22.
19
Naquela época não havia nem
mesmo um único ferreiro em toda a terra de Israel, pois os filisteus não
queriam que os hebreus fizessem espadas e lanças.
20 Assim, eles tinham que ir aos filisteus para afiar seus arados, enxadas,
machados e foices. 21 O preço para afiar rastelos e enxadas era oito gramas
de prata, e quatro gramas de prata para afiar tridentes, machados e pontas de
aguilhadas. 22 Por isso no dia da batalha nenhum soldado de Saul e
Jônatas tinha espada ou lança nas mãos, exceto o próprio Saul e seu filho
Jônatas. (1 Samuel 13.19-22)
Só havia duas espadas na
nação inteira - uma com o rei Saul e outra com Jônatas. A partir desse detalhe,
podemos avaliar a amizade que existia entre Jônatas e Davi. Um amigo facilmente
poderia dar qualquer artigo que não lhe fizesse falta. Entretanto, Jônatas
entrega sua espada, sendo ela uma das duas únicas existentes em Israel.
- O que aprendemos com
Jônatas sobre amizade?
- Para quê serve uma espada?
- O que significa ter
confiado sua espada a Davi?
4 – Jônatas
Intercede a Favor de Davi
1
Saul falou a seu filho Jônatas
e a todos os seus conselheiros sobre a sua intenção de matar Davi. Jônatas,
porém, gostava muito de Davi 2 e o alertou:
"Meu pai, está procurando uma oportunidade para matá-lo. Tenha cuidado
amanhã cedo. Vá para um esconderijo e fique por lá. 3 Sairei
e ficarei com meu pai no campo onde você estiver. Falarei a ele sobre você e,
depois, contarei a você o que eu descobrir". 4 Jônatas
falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: "Que o rei não faça mal a
seu servo Davi; ele não lhe fez mal nenhum. Ao contrário, o que ele fez trouxe
grandes benefícios ao rei. 5 Ele arriscou a vida quando matou o filisteu. O Senhor
trouxe grande vitória para todo o Israel; tu mesmo viste tudo e ficaste
contente. Por que, então, farias mal a um inocente como Davi, matando-o sem
motivo?" 6 Saul atendeu a Jônatas e fez este juramento:
"Juro pelo nome do Senhor que Davi não será morto". 7 Então
Jônatas chamou a Davi e lhe contou a conversa toda. Levou-o até Saul, e Davi
voltou a servir a Saul como anteriormente. (1 Samuel
19.1-7)
Este texto relata que
Jônatas intercedeu em favor do amigo. Certamente, amigo é para essas coisas.
- Como podemos interceder
em favor de nossos amigos?
5 – A
Verdadeira Amizade Não Busca Atender Aos Interesses Pessoais
1
Então Davi fugiu de Naiote, em
Ramá, foi falar com Jônatas e perguntou: "O que foi que eu fiz? Qual é o
meu crime? Qual foi o pecado que cometi contra seu pai para que ele queira
tirar minha vida?" 2 "Nem pense
nisso", respondeu Jônatas, "você não será morto! Meu pai não fará
coisa alguma sem antes me avisar, seja importante ou não. Por que ele iria
esconder isso de mim? Não é nada disso!" 3 Davi, contudo, fez um
juramento e disse: "Seu pai sabe muito bem que eu conto com a sua
simpatia, e pensou: ‘Jônatas não deve saber disso para não se entristecer’. No
entanto, eu juro pelo nome do Senhor e por sua vida que estou a um passo da
morte". 4 Jônatas disse a Davi: "Eu farei o que você achar
necessário". 5 Então disse Davi: "Amanhã é a festa da lua nova,
e devo jantar com o rei; mas deixe-me ir esconder-me no campo até o final da
tarde de depois de amanhã. 6 Se seu pai sentir minha falta, diga-lhe: ‘Davi
insistiu comigo para que lhe permitisse ir a Belém, sua cidade natal, por causa
do sacrifício anual que está sendo feito lá por todo o seu clã’. 7 Se
ele disser: ‘Está bem’, então seu servo estará seguro. Se ele, porém, ficar
muito irado, você pode estar certo de que está decidido a me fazer mal. 8 Mas
seja leal a seu servo, porque fizemos um acordo perante o Senhor. Se sou
culpado, então mate-me você mesmo! Por que entregar-me a seu pai?" 9 Disse
Jônatas: "Nem pense nisso! Se eu tiver a menor suspeita de que meu pai
está decidido a matá-lo, certamente eu o avisarei!" (1 Samuel 20.1-9)
Esse texto apresenta relatos
da sincera amizade entre Davi e Jônatas e especialmente o esforço de Jônatas
para proteger seu amigo da ira do rei Saul, seu pai.
- Jônatas era
naturalmente o sucessor do trono de Israel e por que protegia Davi, sendo
este considerado por seu pai uma ameaça ao trono deles?
- Como abrimos mão de
nossos interesses em favor de nossos amigos e irmãos em Cristo?
6 – Jesus e
Seu Conceito de Amizade
No Novo Testamento, mais especificamente
nas palavras de Jesus, encontramos o conceito mais elevado da amizade. Os
primeiros cristãos tomaram este ensinamento de Cristo como o seu padrão de vida
comunitária.
12
O meu mandamento é este:
amem-se uns aos outros como eu os amei. 13 Ninguém tem maior
amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. 14 Vocês
serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.
15 Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz.
Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu
lhes tornei conhecido. (João 15.12-15)
O mandamento de
Jesus é que nos amemos uns aos outros, mas não de qualquer forma, como Ele nos
amou. Segundo as palavras de Jesus a entrega da própria vida em prol do amigo é
o que prova que o amor entre eles é verdadeiro.
Logo em seguida
Jesus diz que seremos seus amigos se fizermos o que ele nos ordena. O que Jesus
nos ordena? Que renunciemos a nossa própria vida em prol Dele.
· De que maneira Cristo
demonstrou o seu amor?
· O que significa dar a vida
pelos seus amigos?
· De que forma demonstramos
nossa amizade e amor a Jesus?
· É possível amarmos da mesma
maneira?
Atualmente assistimos diversos
cursos e seminários organizados em torno do tema geral: “Como ganhar amigos e
influenciar pessoas”.
·
Qual é a verdadeira motivação que está por trás destes cursos e
seminários? Alcançar objetivos profissionais? Ganhar dinheiro? Dar dicas de
como manipular às pessoas para elas fazerem o que você deseja? Mostra como usar
as pessoas para obter vantagem pessoal?
·
Em que tais trabalhos diferem da recomendação de Jesus sobre a amizade?
É comum ouvirmos comentários
assim:
·
“Eu gostaria de importar um aparelho muito caro e terei que pagar um
valor alto de imposto. Se eu falar com meu amigo João, que trabalha na alfândega...”.
- Errado ou certo?
·
“Vou terminar meus estudos no ano que vem e preciso de uma oportunidade.
João, você não tem um amigo na diretoria de uma boa firma que possa arrumar
alguma coisa para mim?” - Errado ou certo?
·
“João recebi uma multa de excesso de velocidade. Você não pode dar um
jeito para mim. Será que seu amigo policial...”. - Errado ou certo?
Como este texto pode ajudar nossa
igreja local no movimento Dons e Ministérios?
Os ministérios visam servir
aos outros em nome de Cristo e proclamar as Boas Novas em toda a parte em
palavras e ações. Os ministérios fazem com que o pastoreio da igreja local
aconteça.
·
Como este conceito de amizade e não manipulação se encaixa na vida da
igreja local?
·
Como os Dons e Ministérios podem ser um instrumento para vivenciar o
mandamento de Cristo de amar uns aos outros sem manipular?
·
Como os Dons e Ministérios podem ser um instrumento para vivenciar o
mandamento de Cristo de amar uns aos outros sem que nos tornemos pesados uns
aos outros?
9. A PALAVRA
VIVA, SIM; A LETRA MORTA, NÃO!
O termo “Palavra Viva”
traduz a ideia de que devemos nos relacionar com a Palavra de Deus de forma
pessoal (não estamos falando de interpretação pessoal), pois o Espírito de Deus
é quem torna a Palavra viva para nós.
O termo “Letra Morta”
significa que a Bíblia não é apenas um livro de regras e condutas morais a que
devemos obedecer. A Bíblia precisa ser lida debaixo do poder daquele que a
vivifica.
1 - Objetivo
Deste Estudo
Apresentar a Bíblia como a
Palavra Viva de Deus e não como letra morta, e incentivar seu uso como
instrumento fundamental no crescimento da fé e no cumprimento da missão.
2 – A Razão
Deste Estudo
Todos dizem que a Bíblia é
um livro importante. Todos respeitam e até reverenciam o Livro dos livros.
Contudo, poucos realmente vêem a Bíblia como Palavra Viva de Deus e como luz
para o nosso caminho. Alguns simplesmente não conhecem a Bíblia e nem tomam
conhecimento de tesouros contidos nas páginas sagradas. Outros acham difícil a
leitura e não tem interesse nem orientação adequada para uma leitura proveitosa
deste livro sem par. Ainda outros procuram a Bíblia e tem por ela profundo
respeito - quase uma veneração ou uma forma de idolatria. Fazem uma leitura
fragmentada ou literal, e por isso encontram apenas um espelho de suas próprias
ideias e não a palavra vivificante do Senhor. Num momento de negligência
generalizada da Bíblia, e dos abusos causados por leituras fragmentadas ou
literais, que não transmitem a verdadeira mensagem bíblica, é oportuno um
estudo que vise o preparo do povo de Deus no uso correto deste valioso
instrumento de crescimento espiritual.
3 – O Espírito
Vivifica a Palavra de Deus
4
Tal é a confiança que temos
diante de Deus, por meio de Cristo. 5 Não que possamos
reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa
capacidade vem de Deus. 6 Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova
aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a
letra mata, mas o Espírito vivifica. (2
Coríntios 3.4-6)
O contexto destas palavras é
o ministério da nova aliança. Paulo está falando de suas credenciais como
ministro. Nos versículos anteriores ele afirma que os próprios crentes em
Corinto são sua carta de recomendação e que são uma carta lida por todos. Para
as pessoas que tinham um profundo conhecimento das escrituras (a Lei de
Moisés), ele sugere que a mensagem dada agora pelo Espírito do Deus vivente
teria primazia sobre uma mensagem escrita com tinta ou gravada em tábuas de
pedra. Quando Paulo diz que a letra mata, ele está se referindo a Lei de
Moisés. Utilizando essa figura, ele continua dizendo que sua habilitação como
ministério da nova aliança vem de Deus; não da letra, mas do Espírito.
As palavras de Paulo também podem
ser compreendidas a luz de toda a revelação bíblica que a letra sem a operação
do Espírito mata, uma vez que é o Espírito que vivifica a Palavra de Deus em
nós. Ler a Bíblia sem estar debaixo da ação do Espírito pode sim, nos levar a
ler apenas letras e nos tornarmos escravos da letra.

Versículo 6
6
Ele nos capacitou para sermos
ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra
mata, mas o Espírito vivifica. (2 Coríntios 3.6)
·
Como você entende a frase: “A letra mata, mas o espírito vivifica”?
·
Hoje corremos o risco de valorizar mais a letra impressa do que a
mensagem do Deus vivente escrita nos corações?
4 – Jesus o
Verbo Vivo
39
Vocês estudam cuidadosamente as
Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as
Escrituras que testemunham a meu respeito; 40 contudo, vocês não
querem vir a mim para terem vida. 41 "Eu não aceito glória dos
homens, 42 mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de
Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e vocês não me aceitaram;
mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o aceitarão. 44 Como
vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória
que vem do Deus único? 45 "Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o
Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. 46 Se
vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito.
47 Visto, porém, que não crêem no que ele escreveu, como crerão no que eu
digo?" (João 5.39-47)
Este texto está num contexto
de grandes controvérsias entre os líderes judaicos e judeus. Um aspecto dessa
controvérsia se focaliza na grande ênfase nas escrituras (a Lei de Moisés). Acusaram
Jesus de ignorar e desobedecer a Lei de Moisés.
Quando Jesus se apresentava
como filho de Deus e o Enviado a cumprir a missão do Pai, essa posição era
inaceitável a todos que se orgulhavam de seus estudos da Lei e de seu grande
respeito para com as Escrituras. Para estes doutores da Lei, Jesus estava
errado, pois se colocava em situação de superioridade a essa Lei, portanto
independente de Deus. Para os líderes judaicos, quem rejeitava a Lei de Deus
agindo independente dela, cometia o pior pecado possível, Já que Deus se
revelava através das Escrituras.
Jesus afirma que embora eles
lessem e estudassem as Escrituras não conseguiam encontrar vida por meio delas,
pois elas apontavam para ele e eles o rejeitavam, conforme podemos ler nos versículos
39 e 40.
Aqueles que tanto examinaram
as Escrituras nos dias de Jesus, não conseguiram enxergar seu ponto central,
neste sentido a Lei era para eles letra morta. Um estudo cuidadoso das
Escrituras (Lei de Moisés e dos Profetas) levaria as pessoas a descobrir que
Deus enviaria seu filho para a obra da redenção.
Versículos 43
a 47
43
Eu vim em nome de meu Pai, e
vocês não me aceitaram; mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o
aceitarão. 44 Como vocês podem
crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do
Deus único? 45 "Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o
Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. 46 Se
vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito.
47 Visto, porém, que não crêem no que ele escreveu, como crerão no que eu
digo?" (João 5.43-47)
Jesus usa a própria Lei de
Moisés, que era o fundamento dos argumentos de seus acusadores, contra eles
mesmos. Quem realmente ignorava as Escrituras? Se Moisés e os antigos
escreveram a respeito daquele que Deus havia de enviar, porque não estavam
crendo? Quem era, realmente, o pecador?
Jesus nem precisava de
promotor. O próprio Moisés (que eles tanto veneravam) seria seu promotor, pois
não aceitavam completamente a mensagem que ele anunciava.
Ilustração
para ajudar o grupo a trabalhar este ponto.
Durante a II Guerra Mundial,
um homem foi convocado para o serviço militar. A convocação se deu logo após o
nascimento de sua primeira filha. A esposa teve que ficar com a criança
aguardando o fim da guerra e a volta do marido para casa. Enquanto ele estava
fora, a mãe colocava seu retrato em lugar de destaque na sala. À medida que a
menina crescia, a mãe pegava o retrato e dizia: “Este é seu pai”. A filha
aprendeu a pegar o retrato, e dizer “Papai, papai”. Aprendeu a fazer orações
com a mãe pedindo a proteção e a volta do pai para casa. Após três anos de
ausência, a mãe tinha conseguido manter viva a presença do pai em casa, embora
a menina não tivesse lembranças dele. Chegou o feliz dia da volta do marido/pai
para casa. Ao entrar em casa o pai foi correndo abraçar a filha. Mas para a
menina, este homem era um estranho e ela recuou. Sem jeito, a mãe disse: “Mas
filhinha, este é o seu pai!”
A criança correu, agarrou o
retrato e disse: “Não, este é o meu pai!”. A mãe pensou consigo mesma - “Que
foi que eu fiz? Na tentativa de manter viva a memória de seu pai durante sua
ausência, e de construir para ela uma imagem de seu pai, acabei colocando em
seu coração um retrato no lugar do pai de carne e osso!”
Com paciência e com as
experiências do dia-a-dia, foi possível à filhinha aceitar seu pai real e reconhecer
que o retrato era apenas uma representação do pai verdadeiro.
Para pensar
·
Onde foi que a mãe errou?
·
Por que a filha rejeitou seu pai?
·
A filha amou o retrato e não o pai, porque?
·
Como essa ilustração mostra a realidade de que a letra sem a ação do Espírito
é morta?
·
Qual o perigo hoje de interpretarmos e aplicarmos a Bíblia literalmente,
desconsiderando seu contexto histórico?
·
Como garantir que nosso estudo bíblico e nossa leitura da Bíblia nos
levam ao reconhecimento da palavra vivificante do Senhor e não a exercícios
estéreis e vazios de vida?
5 – A Bíblia
no Coração
31
"Estão chegando os
dias", declara o Senhor, "quando farei uma nova aliança com a
comunidade de Israel e com a comunidade de Judá". 32 "Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados
quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha
aliança, apesar de eu ser o Senhor deles", diz o Senhor. 33 "Esta
é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias",
declara o Senhor: "Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos
seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. 34 Ninguém
mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao Senhor’,
porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior", diz o Senhor.
"Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus
pecados." 35 Assim diz o Senhor, aquele que designou o sol para
brilhar de dia, que decretou que a lua e as estrelas brilhem de noite, que
agita o mar para que as suas ondas rujam; o seu nome é o Senhor dos Exércitos:
(Jeremias 31.31-35)
·
Como você entende a palavra de Jeremias: “Ninguém mais ensinará ao seu
próximo nem ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao Senhor’, porque todos eles me
conhecerão, desde o menor até o maior”, diz o Senhor? (Jr 31.34)
·
O que quer dizer: “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos
seus corações”?
·
Jeremias estava propondo a eliminação de todo estudo da Palavra?
Explique a resposta.
6 – Lâmpada é
a Tua Palavra Para Aquele Que a Lê e a Ouve
105
A tua palavra é lâmpada que
ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. 106 Prometi sob juramento e o cumprirei: vou obedecer às
tuas justas ordenanças. (Salmos 119.105,106)
Como o grupo entende essa
figura? A Bíblia pode iluminar alguém que não esteja caminhando na jornada da
fé ou a qualquer um independente de seu compromisso de fé?

10. LIBERDADE,
SIM; LIBERTINAGEM, NÃO!
Liberdade é a condição daquele que não se acha submetido a qualquer força
constrangedora, física ou moral. É a condição do indivíduo que possui o direito de fazer
escolhas de acordo com a própria vontade.
Libertinagem é o uso da liberdade sem o bom senso. É
uma ausência de regras. Podemos dizer que é a conduta de uma pessoa que se entrega imoderadamente a sua vontade.
1 - Objetivo Deste
Estudo
Encontrar subsídios bíblicos
para uma expressão da liberdade limitada pelo amor.
2 – A Razão Deste
Estudo
Em uma sociedade cheia de
violência, crimes, conflitos e degradação moral, vozes se levantam pedindo mais
controle, mais ordem e até justificando a força e ditadura para controlar as
crescentes tendências à libertinagem e uma sociedade selvagem. Mas quem quer
perder ou sacrificar sua liberdade? Como manter a sociedade de maneira
equilibrada e ainda respeitar a liberdade humana? Como manter uma imprensa
livre sem inundar o mercado com pornografia? Como manter a livre expressão
artística no teatro, na TV e no cinema sem ter uma séria erosão da fibra moral
que fundamenta nossa civilização? O estudo é oportuno pois focaliza o conceito
bíblico de uma verdadeira liberdade limitada pelo amor.
3 – Liberdade
Submissa a Lei do Amor
13
Irmãos, vocês foram chamados
para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne;
pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. 14 Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o
seu próximo como a si mesmo". 15 Mas se vocês se mordem e se
devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. (Gálatas 5.13-15)
Versículo 13
13
Irmãos, vocês foram chamados
para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne;
pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. (Gálatas 5.13)
·
Porque Paulo afirma que o cristão é chamado para a liberdade?
·
O cristão não é chamado a obedecer a uma série de regras morais?
·
Se o cristão é chamado à liberdade, porque cada um não pode fazer o que
bem entende?
·
Como o amor restringe a liberdade de cada um?
·
É possível ser servo e ao mesmo tempo ser livre?
Versículo 14
14
Toda a lei se resume num só mandamento:
"Ame o seu próximo como a si mesmo". (Gálatas
5.14)
A Constituição do Brasil de
1988 tem 245 capítulos, 70 artigos de Disposições Transitórias, inúmeros
decretos e regulamentações destes Artigos e ainda reclamam que faltam muitos
atos legislativos para colocar em pleno funcionamento tudo o que a Constituição
prevê. Sendo assim, como é possível resumir toda a lei de Deus em um só
versículo? É possível viver toda a lei de Deus baseada somente na ordem “amem o
seu próximo como a si mesmo ou como Jesus nos amou”?
Versículo 15
15
Mas se vocês se mordem e se
devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. (Gálatas 5.15)
·
Este versículo descreve nossa sociedade de hoje?
·
Como a busca da liberdade desenfreada de cada um pode resultar na
destruição de todos?
· Em que sentido o amor é
nossa garantia final de que a liberdade individual será benéfica e não
prejudicial?
· Em que sentido é a liberdade
uma dádiva de Deus e ao mesmo tempo algo que o ser humano deve buscar,
valorizar e cuidar?
· Pregações que estimulam a
dependência dos membros a uma classe sacerdotal ou a uma igreja “X” é correta
diante a verdade de que Cristo deseja que sejamos verdadeiramente livres?
4 – Comer ou
Não Comer? Beber ou Não Beber?
7
Contudo, nem todos têm esse
conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem esse alimento como
se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, esta fica
contaminada. 8 A comida, porém, não
nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem
melhores se comermos. 9 Contudo, tenham cuidado para que o exercício da
liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. 10 Pois,
se alguém que tem a consciência fraca vir você que tem este conhecimento comer num templo de ídolos, não será induzido
a comer do que foi sacrificado a ídolos? 11 Assim, esse irmão
fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você
tem. 12 Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira,
ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo. 13 Portanto,
se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar,
nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar. (1 Coríntios 8.7-13)
Talvez o assunto levantado
aqui não seja um problema nas igrejas de hoje. O abate dos animais para a
comercialização da carne não é acompanhado por uma cerimônia em que a carne é
dedicada a um deus. Por isso, não se questiona se o consumidor desta carne
comete idolatria.
Mas o texto apresenta um
princípio válido para os dias de hoje - a sensibilidade para com os mais
fracos. O cristão é desafiado a limitar sua liberdade pessoal para favorecer os
mais fracos. É neste sentido que o Apóstolo Paulo apresenta sua disposição de
considerar os mais fracos na fé. Ele mesmo poderia comer a carne sacrificada aos
ídolos sem comprometer sua fé. Ele tinha a “Liberdade” de fazer isso no
Espírito, portanto bem poderia consumir esta carne sem enfraquecer sua fé em
Deus. Mas ele estava disposto a sacrificar essa liberdade em benefício dos mais
fracos na fé. Se seu exemplo fosse atrapalhar a fé dos outros, ele deixaria de
comer essa carne.
· Os cristãos de hoje
demonstram essa sensibilidade que o texto salienta ou tendem a colocar sua
liberdade pessoal acima dos atos de solidariedade?
· Cite o exemplo de alguém que
tenha demonstrado um elevado grau de sensibilidade aos outros, a ponto de
limitar sua liberdade pessoal em benefício dos outros.
25 Comam de
tudo o que se vende no mercado,
sem fazer perguntas por causa da consciência,
26 pois "do Senhor é a terra e tudo o que nela existe". 27 Se
algum descrente o convidar para uma refeição e você quiser ir, coma de tudo o
que lhe for apresentado, sem nada perguntar por causa da consciência. 28 Mas
se alguém lhe disser: "Isto foi oferecido em sacrifício", não coma,
tanto por causa da pessoa que o comentou, como da consciência, 29 isto
é, da consciência do outro e não da sua própria. Pois, por que minha liberdade
deve ser julgada pela consciência dos outros? 30 Se participo da
refeição com ação de graças, por que sou condenado por algo pelo qual dou
graças a Deus? 31 Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra
coisa, façam tudo para a glória de Deus. 32 Não se tornem motivo
de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus.
33 Também eu procuro agradar a todos de todas as formas. Porque não estou
procurando o meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos. (1 Coríntios 10.25-33)
· O que diferencia 1 Co 8.7-13
de 1 Co 10.25-33?
· O que une os dois textos ao mesmo princípio?
5 – Beber
Cerveja é Pecado?
Estou buscando responder a
esta pergunta por duas razões. A primeira razão porque a cerveja é
culturalmente a bebida alcoólica mais vendida em nosso país e de certa forma
substitui o vinho em nossas celebrações de vida, como casamento, reuniões com
amigos, conquista de um emprego, formatura de um filho, aniversários e outras.
Vou fazer algumas afirmações
claras a partir da Bíblia quanto a este assunto.
Primeira Afirmação: A Bíblia não condena e não proibi em nenhum
versículo beber cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica. Pelo contrário o
vinho, a bebida fermentada é vista por Deus como bênção. O vinho é símbolo de
alegria, usado para celebrar a vida e as bênçãos dadas por Deus.
6
Dê bebida fermentada aos que
estão prestes a morrer, vinho aos que estão angustiados; (Provérbios 31.6)
9
Honre o Senhor com todos os
seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; 10 os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus
barris transbordarão de vinho. (Provérbios 3.9,10)
7
Portanto, vá, coma com prazer a
sua comida, e beba o seu vinho de coração alegre, pois Deus já se agradou do
que você faz. (Eclesiastes 9.7)
Isto significa
que tomar cerveja ou vinho com os amigos não é pecado. Tomar cerveja com
moderação e celebrar a vida, a amizade, as vitórias, as bênçãos é bem visto por
Deus, por isso o próprio Senhor Jesus transformou água em vinho.
Portanto é errado
nos escandalizarmos e proibirmos aqueles que celebram a vida com sabedoria e
moderação, honrando a Deus no beber e no comer.
Segunda
Afirmação: A Bíblia condena a
embriagues e a dependência da bebida alcoólica.
18
Não se embriaguem com vinho,
que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, (Efésios 5.18)
1
O vinho é zombador e a bebida
fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles. (Provérbios 20.1)
17
Quem se entrega aos prazeres
passará necessidade; quem se apega ao vinho (cerveja) e ao
azeite (comida) jamais será rico. (Provérbios 21.17)
20
Não ande com os que se
encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne. 21 Pois os bêbados e os glutões se empobrecerão, e a
sonolência os vestirá de trapos. (Provérbios 23.20,21)
O alerta bíblico é
sempre contra todo aquele que bebe demais ou come demais. Aquele que se embriaga, que é apegado ao
vinho, que ama a bebida, perde o controle de si mesmo e faz bobagem. Esse que
bebe além da conta, que abusa da liberdade que Cristo deu para ele, comete
libertinagem e peca, pois Deus condena a embriagues, assim como condena a
glutonaria.
Você já viu
alguém escandalizado porque o irmão postou uma foto nas redes sociais comendo? Acredito
que não. Mas nos escandalizamos se alguém postar uma foto celebrando a vida com
um copo de cerveja. Por quê? Primeiro:
Porque a bebida nos expõe a vergonha direta ou indiretamente. A glutonaria, a fofoca,
a mentira, a insubmissão, o pecado velado, não nos expõe. Segundo: Porque a relação do homem com a bebida foi ensinada de
forma errada pela igreja ao longo dos anos. A igreja passou a pregar que a
bebida é um instrumento de Satanás. Rotulamos a bebida como obra do diabo e
vendemos esta ideia para a sociedade. Quando um crente bebe sua fé é
questionada, devido ao ensino errado pregado ao longo dos anos. O próprio
cristianismo criou algemas para si mesmo; assim como o judaísmo criou para si
mesmo através de interpretações erradas da lei de Moisés. Jesus não se deixou
ser aprisionado pelos erros interpretativos dos religiosos de seu tempo.
Terceira Afirmação: O ensino distorcido com respeito à
bebida tem promovido um erro teológico. O problema do homem foi transferido
para a bebida e não para o homem pecador. Ao invés do homem reconhecer que ele
que é fraco por se deixar ser dominado pela bebida, ele passou a dizer que a
bebida que é a culpada de sua fraqueza.
Imagine um
motorista que todas as vezes que dirige seu carro, perde o controle de si e
passa a agredir com palavras torpes os demais motoristas. Ele entra no carro e
vira um “ogro”. O problema está no carro? Não! O problema está no motorista. É
isto que fazemos com a bebida, transferimos o problema para a bebida, quando na
verdade o problema está em quem está segurando o copo ou a garrafa.
Qual recomendação
você daria a este motorista “ogro”? Possivelmente você diria para ele buscar
ajuda e aprender a se controlar. Caso ele não consiga mudar, só lhe resta parar
de dirigir, a fim de que não peque mais. Por causa deste motorista “ogro” você
irá proibir todos os motoristas de dirigir? É o que estamos fazemos com a
bebida.
Cada um precisa
se responsabilizar por seus próprios limites e não tentar obrigar as demais
pessoas a viverem dentro de seus limites, tornando-as prisioneiras de suas
fraquezas e limitações.
Quarta Afirmação: Evite
escandalizar os irmãos fracos na fé por amor a Cristo. Se você bebe com
moderação e celebra a vida com sabedoria, como Deus ensina. Amém! Não deixe de
celebrar. Mas evite fazê-lo diante aqueles que ainda não possuem a mesma
maturidade. Evite postar nas redes sociais, pois isto levará alguns a te julgar
e assim pecarão. Não se torne pedra de tropeço para seu irmão em Cristo.
Evite! Contudo não se torne prisioneiro dos mais fracos, ensine-os sobre este tema para que eles possam amadurecer e desfrutar ao seu lado da liberdade que Cristo nos deu.
23
"Tudo é permitido",
mas nem tudo convém. "Tudo é permitido", mas nem tudo edifica. 24 Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o
dos outros. (1 Coríntios 10.23,24)
11. PASSADO -
PRESENTE - FUTURO
Passado é o nome dado ao
momento que já passou, se refere ao tempo anterior que precede o presente.
Presente é o nome dado ao
momento atual, é o agora.
Futuro é o tempo que há de
vir, se refere ao amanhã, a um momento que ainda não chegou.
1 – Objetivo Deste
Estudo.
Apresentar alguns subsídios
bíblicos para a vivência da fé cristã onde se encontra um equilíbrio entre um
respeito pelas tradições do passado, um desafio de viver a fé hoje e a
esperança no futuro.
2 – A Razão Deste
Estudo.
Nem todos hoje sabem
valorizar a nossa rica herança do passado. Pensam que tudo o que é velho já
caducou. Para ser “moderno” pensam que tudo o que é velho deve ser abandonado. Por
outro lado, aqueles que se agarram ao passado, sem renovar e sem criar novas
ideias para novas situações, também erram.
Este estudo propõe uma
vivência equilibrada da fé, onde as tradições valiosas do passado são honradas
ao mesmo tempo em que os fiéis são desafiados a participar das “coisas novas”
que Deus está realizando entre nós. O estudo é oportuno, pois apresenta os três
tempos numa perspectiva correta - passado, presente e futuro.
3 – Lembranças
Que Nos Alavancam Para o Futuro
14
Assim diz o Senhor, o seu
Redentor, o Santo de Israel: "Por amor de vocês mandarei inimigos para a
Babilônia e farei todos os babilônios descerem como fugitivos, nos navios de
que se orgulhavam. 15 Eu sou o Senhor, o
Santo de vocês, o Criador de Israel e o seu Rei". 16 Assim
diz o Senhor, aquele que fez um caminho pelo mar, uma vereda pelas águas
violentas, 17 que fez saírem juntos os carros e cavalos, o exército
e seus reforços, e eles jazem ali, para nunca mais se levantarem, exterminados,
apagados como um pavio: 18 "Esqueçam o que se foi; não vivam no passado.
19 Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o
percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. 20 Os
animais do campo me honrarão, os chacais e as corujas, porque fornecerei água
no deserto e riachos no ermo, para dar de beber a meu povo, meu escolhido,
21 ao povo que formei para mim mesmo a fim de que proclamasse o meu
louvor". (Isaías 43.14-21)
Este texto faz parte de um
grande poema em que o profeta registra a graça do redentor. Uma parte dessa
graça se tornou bem concreta: a libertação do jugo da Babilônia.
Versículo 14
14
Assim diz o Senhor, o seu Redentor,
o Santo de Israel: "Por amor de vocês mandarei inimigos para a Babilônia e
farei todos os babilônios descerem como fugitivos, nos navios de que se
orgulhavam. (Isaías 43.14)
·
Como os fiéis interpretam o fato de que outras nações poderosas estavam
se levantando contra a poderosa Babilônia? Era mero acaso?
·
Que motivo levou Deus a providenciar uma ação contra a Babilônia?
Versículos 15
a 17
15
Eu sou o Senhor, o Santo de
vocês, o Criador de Israel e o seu Rei".
16 Assim diz o Senhor, aquele que fez um
caminho pelo mar, uma vereda pelas águas violentas, 17 que
fez saírem juntos os carros e cavalos, o exército e seus reforços, e eles jazem
ali, para nunca mais se levantarem, exterminados, apagados como um pavio: (Isaías 43.14-17)
·
Quais as referências históricas que você identifica nestas palavras e a
que momento da história o profeta está se referindo?
Versículo 18
18
Esqueçam o que se foi; não
vivam no passado. (Isaías 43.18)
· Como compreender este
versículo que afirma que não devemos nos lembrar das coisas do passado? O
próprio profeta Isaías lembra e registra os poderosos atos do Senhor.
Devemos nos lembrar de que
estamos lidando com uma mensagem poética. Os tradutores nos dizem que esta
expressão poética tem a força de frases mais ou menos assim: “Não fique
amarrado ao passado a ponto de se esquecer do presente”. “Não fique pensando
apenas naquilo que Deus fez no passado, Ele continua agindo hoje”.
Versículo 19
19
Vejam, estou fazendo uma coisa
nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um
caminho e riachos no ermo. (Isaías 43.19)
Observe como este versículo
focaliza um Deus que age no presente – “estou fazendo coisas novas”. Uma nova
libertação estava se iniciando.
Cite algumas “coisas
antigas” que Deus fez na história do povo de Israel. Como seria possível este
povo duvidar que Deus os libertaria da Babilônia, tendo na memória tão grande
libertação como a do Egito?
· Você é capaz de citar as
grandes maravilhas que Deus já fez em nossa igreja? Você se lembra de alguma
história inspiradora que vivemos em nossa igreja?
· Você é capaz de acreditar
que Deus pode fazer hoje grandes maravilhas em nossa igreja?
Somos tentados a nos lembrarmos
apenas das grandezas de Deus no passado, sem acreditarmos na possibilidade da ação
de Deus hoje em nosso meio.
·
Deus tem feito coisas novas em nossa igreja hoje? Quais?
Versículos 20
e 21
20
Os animais do campo me
honrarão, os chacais e as corujas, porque fornecerei água no deserto e riachos
no ermo, para dar de beber a meu povo, meu escolhido, 21 ao povo que formei para mim mesmo a fim de que
proclamasse o meu louvor. (Isaías 43.20,21)
Expressões poéticas de toda
a criação glorificando e louvando ao Senhor.
·
O que estas palavras nos dizem hoje?
·
Temos motivos para louvar e glorificar ao Senhor? Que motivos?
·
De que maneira poderíamos celebrar e louvar ao Senhor?
4 – Uma Nova
Experiência Com a Velha Lei
17
"Não pensem que vim abolir
a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. 18 Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra,
de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que
tudo se cumpra. 19 Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos,
ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado
menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes
mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. 20 Pois
eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e
mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5.17-20)
· Em que sentido Jesus
conservou os valores da Lei antiga?
· Em que sentido trouxe novas
perspectivas e novas ênfases à velha Lei?
· Comente essa afirmação:
Jesus validou, mas não violou a Lei
antiga.
· Como você entende o versículo 20? Em que teremos de exceder
ou ultrapassar os escribas e os fariseus? Estes líderes religiosos eram zelosos
no cumprimento dos seus deveres religiosos, passaram anos e anos estudando a
Lei e cuidando de observar seus mínimos detalhes. Você acha que pode excedê-los?
5 – Não Mate!
21
"Vocês ouviram o que foi
dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a
julgamento’. 22 Mas eu lhes digo que
qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também,
qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer
que disser: ‘Louco! ’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. 23 "Portanto,
se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que
seu irmão tem algo contra você, 24
deixe sua oferta ali, diante do altar, e
vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta”.
25 "Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo
ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso
contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser
jogado na prisão. 26 Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não
pagar o último centavo". (Mateus 5.21-26)
·
Qual era a antiga interpretação da Lei do homicídio?
·
Que novo aspecto Jesus introduziu nesta lei? Porque incluiu a
reconciliação?
6 – Não Adultere!
27
"Vocês ouviram o que foi
dito: ‘Não adulterarás’. 28 Mas eu lhes digo:
qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela
no seu coração. 29 Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e
lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele
lançado no inferno. 30 E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e
lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno".
31 "Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua mulher deverá dar-lhe
certidão de divórcio’. 32 Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de
sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e
quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério". (Mateus 5.27-32)
· Qual era a antiga
interpretação do adultério?
· Que novo aspecto Jesus
introduziu?
· Hoje estamos dando atenção a
este aspecto?
7 – Não Jure
Falsamente!
33
"Vocês também ouviram o
que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os
juramentos que você fez diante do Senhor’. 34 Mas eu lhes digo:
Não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35 nem
pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a
cidade do grande Rei. 36 E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar
branco ou preto nem um fio de cabelo. 37 Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o
seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". (Mateus 5.33-37)
8 – Não
Revide!
38
"Vocês ouviram o que foi
dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. 39 Mas eu lhes digo:
Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também
a outra. 40 E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica,
deixe que leve também a capa. 41
Se alguém o forçar a caminhar com ele uma
milha, vá com ele duas. 42 Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que
deseja pedir-lhe algo emprestado". (Mateus 5.38-42)
· O que a lei antiga dizia
sobre a vingança?
· Que nova interpretação Jesus
trouxe?
9 – Ame o Seu
Próximo!
43
"Vocês ouviram o que foi
dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’.
44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os
perseguem, 45 para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está
nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva
sobre justos e injustos. 46 Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa
receberão? Até os publicanos fazem isso! 47 E se vocês saudarem
apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso!
48 Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de
vocês". (Mateus 5.43-48)
· Como devemos nos relacionar
com o nosso próximo segundo a lei de Moisés?
· Como devemos nos relacionar
com os nossos inimigos segundo a lei de Moisés?
· Como devemos nos relacionar
com o nosso próximo e com os nossos inimigos segundo o mandamento de Jesus?
Reconhecemos que é mais
comum demonstrarmos amor e consideração para com aqueles que nos tratam bem e
que nos prestam favores, contudo isso até os pagãos fazem.
10 - Unindo
passado, presente e futuro.
Certamente existem valores
que nos vieram do passado e que merecem nossa atenção. Leis e costumes antigos
tinham seu valor no passado e oferecem valiosas orientações para a vivência da
fé hoje. Mas o cristão não pode ficar preso ao passado, lembrando com saudade
“os bons e velhos tempos”.
Lembramos com gratidão os
poderosos atos de Deus no passado, mas também sabemos que este Deus não
encerrou o expediente. O mesmo Deus que libertou o povo da escravidão, pode nos
libertar hoje. O mesmo Deus que anunciou que estava fazendo uma “coisa nova” no
tempo de Isaías, continua a fazer coisas novas e maravilhosas entre nós.
Jesus nos deu um exemplo da
valorização da Lei antiga - a conservação dos valores do passado, mas ao mesmo
tempo lançou o desafio para a atualização da mesma. Ele tornou a lei antiga em
uma nova e dinâmica vivência.
Tudo isso nos dá esperança
em relação ao futuro porque sabemos que o Deus dos antigos, que sempre agiu em
benefício do povo, continua a agir. Pelos olhos da fé percebemos que Ele está
fazendo “uma coisa nova” agora mesmo entre nós. Este Deus atuante nos dá
coragem e força para enfrentar o futuro com confiança, responder ao desafio do
presente e tirar lições preciosas do passado, conservando seus valores, mas, ao
mesmo tempo, atendendo às exigências do presente e criando novas maneiras de
vivenciarmos a fé.
12. ADORAÇÃO A
DEUS, SIM; IDOLATRIA, NÃO!
Adorar significa expressar honra a Deus por meio de devoção e reverência genuína. A
verdadeira adoração não
está em se apegar a regras, mas se aproximar de Deus com o todo coração.
Idolatria no sentido literal da
palavra é adoração ou culto a imagens. Idolatria pode significar também
adoração a qualquer pessoa ou objeto, no lugar de Deus.
1 - Objetivo Deste
Estudo
Oferecer subsídios bíblicos
que caracterizem a verdadeira adoração a Deus e a idolatria.
2 – A Razão
Deste Estudo
Quantas coisas são colocadas
no lugar do Deus verdadeiro e cultuadas hoje em nossa civilização moderna! Uma
sociedade de consumo está constantemente fabricando “ídolos” e clamando para
que as multidões os cultuem.
Sofisticadas campanhas de
marketing, grandes fortunas investidas em promoções e técnicas de publicidade -
todas estas forças produzem os ídolos modernos que estão sendo colocados no
lugar que pertence a Deus.
O estudo é oportuno pois
nossa sociedade, mais do que nunca, precisa se lembrar da citação bíblica que
Jesus busca no momento de sua tentação: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a
ele darás culto”.
3 – Ídolos no
Antigo Testamento, Não!
4
Não farás para ti nenhum ídolo,
nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da
terra. 5 Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás
culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos
pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me
desprezam, 6 mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam
e guardam os meus mandamentos. (Êxodo 20.4-6)
23
não façam ídolos de prata nem
de ouro para me representarem. (Êxodo 20.23)
·
Porque os israelitas necessitavam de ordens explícitas como estas?
·
Em que sentido estes ídolos poderiam prejudicar a adoração ao Deus
verdadeiro?
4 – Voltem
Para a Proteção de Deus
6
Voltem para aquele contra quem
vocês se revoltaram tão tremendamente, ó israelitas! 7 Pois naquele dia cada um de vocês rejeitará os ídolos
de prata e de ouro que as mãos pecaminosas de vocês fizeram. (Isaías 31.6,7)
O capítulo 31 fala da futilidade
das alianças e das festas feitas por mãos humanas. Neste capítulo também vemos
que Deus é apresentado como a melhor proteção.
Por que um povo idólatra não
consegue a proteção de Deus?
5 – O Que é
Uma Imagem?
9
Todos os que fazem imagens nada
são, e as coisas que estimam são sem valor. As suas testemunhas nada vêem e
nada sabem, para que sejam envergonhados. 10 Quem é que modela um
deus e funde uma imagem, que de nada lhe serve? 11 Todos seus
companheiros serão envergonhados; pois os artesãos não passam de homens. Que
todos eles se ajuntem e declarem sua posição; eles serão lançados ao pavor e à
vergonha. 12 O ferreiro apanha uma ferramenta e trabalha com ela
nas brasas; modela um ídolo com martelos, forja-o com a força do braço. Ele
sente fome e perde a força; passa sede e desfalece. 13 O
carpinteiro mede a madeira com uma linha e faz um esboço com um traçador; ele o
modela toscamente com formões e o marca com compassos. Ele o faz na forma de
homem, de homem em toda a sua beleza, para que habite num santuário. 14 Ele
derruba cedros, ou talvez apanhe um cipreste, ou ainda um carvalho. Ele o
deixou crescer entre as árvores da floresta, ou plantou um pinheiro, e a chuva
o fez crescer. 15 É combustível usado para queimar; um pouco disso ele
apanha e se aquece, acende um fogo e assa um pão. Mas também modela um deus e o
adora; faz uma imagem e se encurva diante dela. 16 Metade da madeira,
ele a queima no fogo; sobre ela ele prepara sua refeição, assa a carne e come
sua porção. Ele também se aquece e diz: "Ah! Estou aquecido; estou vendo o
fogo". 17 Do restante ele faz um deus, seu ídolo; inclina-se
diante dele e o adora. Ora a ele e diz: "Salva-me; tu és meu deus".
18 Eles nada sabem, nada entendem; seus olhos estão tapados, não conseguem
ver, e suas mentes estão fechadas, não conseguem entender. 19 Ninguém
pára para pensar, ninguém tem o conhecimento ou o entendimento para dizer:
"Metade dela usei como combustível; até mesmo assei pão sobre suas brasas,
assei carne e comi. Faria eu algo repugnante com o que sobrou? Iria eu
ajoelhar-me diante de um pedaço de madeira?" 20 Ele
se alimenta de cinzas, um coração iludido o desvia; ele é incapaz de salvar a
si mesmo ou de dizer: "Esta coisa na minha mão direita não é uma
mentira?" (Isaías 44.9-20)
Estamos diante um poema que
ironiza aqueles que fazem e adoram os ídolos. Examine os diversos versículos.
Versículo 19
19
Ninguém pára para pensar,
ninguém tem o conhecimento ou o entendimento para dizer: "Metade dela usei
como combustível; até mesmo assei pão sobre suas brasas, assei carne e comi.
Faria eu algo repugnante com o que sobrou? Iria eu
ajoelhar-me diante de um pedaço de madeira?" (Isaías 44.19)
Note bem a pergunta:
“Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore”?
·
Em que sentido esta expressão é um resumo do texto inteiro?
·
Será que estamos nos curvando diante de coisas vazias e sem valor?
·
Será que eu estou me ajoelhando diante dinheiro? Status? Opinião
pública?
·
Será que transformei algo em ídolo? Será que coloquei Deus em segundo
lugar?
1
Ouçam o que o Senhor diz a
vocês, ó comunidade de Israel! 2 Assim diz o Senhor:
"Não aprendam as práticas das nações nem se assustem com os sinais no céu,
embora as nações se assustem com eles. 3 Os costumes
religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore da floresta, um artesão
a modela com seu formão; 4 enfeitam-na com prata e ouro, prendendo tudo com
martelo e pregos para que não balance. 5 Como um espantalho
numa plantação de pepinos, os ídolos são incapazes
de falar, e têm que ser transportados
porque não conseguem andar. Não tenham medo deles, pois não podem fazer nem mal nem bem". 6 Não
há absolutamente ninguém comparável a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande é o
poder do teu nome. 7 Quem não te temerá, ó rei das nações? Esse temor te é
devido. Entre todos os sábios das nações e entre todos os seus reinos não há
absolutamente ninguém comparável a ti. 8 São todos insensatos
e tolos; querem ser ensinados por ídolos inúteis. Os deuses deles não passam de madeira. 9 Prata
batida é trazida de Társis, e ouro, de Ufaz. A obra do artesão e do ourives é
vestida de azul e de vermelho; tudo não passa de
obra de hábeis artesãos. 10
Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o
Deus vivo; o rei eterno. Quando ele se ira, a terra treme; as nações não podem
suportar o seu furor. 11 "Digam-lhes isto: ‘Esses deuses, que não fizeram
nem os céus nem a terra, desaparecerão da terra
e de debaixo dos céus’." 12
Mas foi Deus quem fez a terra com o seu
poder, firmou o mundo com a sua sabedoria e estendeu os céus com o seu
entendimento. 13 Ao som do seu trovão, as águas no céu rugem, e
formam-se nuvens desde os confins da terra. Ele faz os relâmpagos para a chuva
e dos seus depósitos faz sair o vento. 14 Esses homens todos
são estúpidos e ignorantes; cada ourives é envergonhado pela imagem que
esculpiu. Suas imagens esculpidas são uma fraude, elas
não têm fôlego de vida. 15
São inúteis, são objetos de zombaria.
Quando vier o julgamento delas, perecerão. 16 Aquele que é a
porção de Jacó nem se compara a essas imagens, pois ele é quem forma todas as
coisas, e Israel é a tribo de sua propriedade, o Senhor dos Exércitos é o seu
nome. (Jeremias 10.1-16)
De forma poética o profeta
apresenta o contraste entre os ídolos e o Deus verdadeiro. Usando este texto
como base, complete o quadro abaixo:
|
Os ídolos são: 1. 2. 3. 4. 5. |
O Deus verdadeiro é: 1. 2. 3. 4. 5. |
6 – Ídolos No
Novo Testamento, Não!
Não há lugar no cristianismo
para a idolatria. O cristão é chamado a adorar a Deus em espírito e em verdade.
19
Disse a mulher: "Senhor,
vejo que é profeta. 20 Nossos antepassados
adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se
deve adorar". 21 Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: está
próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em
Jerusalém. 22 Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós
adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 No
entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros
adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que
o Pai procura. 24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores
o adorem em espírito e em verdade". (João 4.19-24)
A verdadeira adoração não
necessita de imagens, pois é fruto de uma relação espiritual e oferecida a um
Deus que é espírito.
· A mulher levantou a pergunta
ONDE ADORAR? Jesus respondeu a uma pergunta mais profunda que a mulher nem
formulou: COMO ADORAR? Que diferenças existe nestas duas perguntas?
· Como você entende o versículo 24? O que significa adorar a
Deus em espírito e em verdade?
· No contexto bíblico, como é
o louvor? O ato focaliza alegria do participante ou é dirigido a Deus? É uma
atividade que separa a pessoa das experiências normais da vida, alienando-a de
seu semelhante? É uma atividade só para o consumo interno do grupo que o
pratica ou é um ato comunitário que impulsiona para servir aos outros em nome
de Deus?
· Cite uma experiência que
seja considerada um ato de louvor ao Deus verdadeiro. O que mais contribui para
tornar esta experiência um ato de louvor a Deus?
· Cite uma ação, atitude ou
atividade em nossa sociedade moderna que seja considerada idolatria. Em que
sentido essa atividade, ação ou atitude toma o lugar de Deus e recebe o culto
que só Ele deveria receber?
13. FÉ, SIM;
CREDULIDADE CEGA, NÃO!
Estamos definindo fé e credulidade a partir de uma
visão cristã.
Fé é o sentimento de total confiança em Deus. A crença
na existência de Deus e confiança plena em Sua Palavra.
Credulidade é a tendência que uma pessoa tem de acreditar em tudo aquilo que se lê ou
que se ouve. É uma fé ingênua, sem fundamentos bíblicos. É crendice, uma crença
supersticiosa.
1 – Objetivo
Deste Estudo.
Apresentar subsídios
bíblicos que estabeleçam critérios para diferenciar entre a fé e a credulidade.
2 – A Razão Deste
Estudo.
Embora haja certas
semelhanças entre a fé e a credulidade cega, as diferenças são enormes e
fundamentais. A credulidade cega é a aceitação fácil e ingênua de tudo. É
acreditar em algo ou em alguém sem fundamentação. A fé é depositar confiança em
algo ou alguém com a certeza de que essa confiança foi testada e fundamentada.
Pode ser que todas as provas não sejam tão concretas, mas a pessoa toma uma
decisão fundamentada e madura a partir de uma experiência individual e coletiva
que dá base para uma ação de confiança.
Hoje em dia temos os dois
extremos: alguns não acreditam em nada. Querem tudo “no preto e branco” e só
aceitam aquilo que pode ser provado cientificamente. Outros procuram uma
postura “religiosa” e tentam demonstrar a possibilidade de crer em coisas
incríveis.
O estudo é oportuno, pois
tenta demonstrar o lugar da fé, a partir da confiança em Deus e demonstrar que
essa confiança é fundamentada. Não somos chamados a uma credulidade ingênua e
infundada, mas a uma fé inteligente, madura e bem fundamentada.
3 – Quem é
Deus e Quem é Crendice?
20
Acabe convocou então todo o
Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo.
21 Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar
entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus,
sigam-no". O povo, porém, nada respondeu. 22 Disse então Elias:
"Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, mas Baal tem
quatrocentos e cinqüenta profetas. 23 Tragam dois novilhos. Escolham
eles um, e cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo.
Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e também não
acenderei fogo nela. 24 Então vocês invocarão o nome do seu deus, e eu
invocarei o nome do Senhor. O deus que responder por meio do fogo, esse é
Deus". Então todo o povo disse: "O que você disse é bom". 25 Elias disse aos profetas de Baal: "Escolham um
dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo
nome do seu deus, mas não acendam o fogo". 26 Então
pegaram o novilho que lhes foi dado e o prepararam. E clamaram pelo nome de
Baal desde a manhã até o meio-dia. "Ó Baal, responde-nos! ",
gritavam. E dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma
resposta; ninguém respondeu. (1 Reis 18.20-26)
36
À hora do sacrifício, o profeta
Elias colocou-se à frente e orou: "Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e
de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu
servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua.
37 Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó
Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti". 38 Então
o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras
e o chão, e também secou totalmente a água na valeta. 39 Quando
o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: "O Senhor é Deus! O
Senhor é Deus!" (1 Reis 18.36-39)
Estamos diante um relato
vívido da experiência de Elias com os profetas de Baal no monte Carmelo. Entre
outras coisas, o relato focaliza a diferença entre a credulidade e a fé. Os
profetas de Baal “criam” nos poderes de Baal. Tudo fizeram para reforçar sua
posição, mas realmente não tinham qualquer fundamento. Era um exemplo de
credulidade ingênua que não produzia efeitos, a despeito de seu clamor e de
suas manifestações. Em contraste, Elias confiou plenamente no poder de Deus.
Tudo o que Elias sabia da história do seu povo confirmava o fato de que Deus
era poderoso e confiável. Todas as experiências individuais que Elias tinha com
Deus comprovavam a mesma coisa. Por isso, o profeta poderia agir com fé naquele
momento. Era uma ação fundamentada e madura.
·
Você já vivenciou alguma experiência de oração como essa?
4 – Jesus e os
Espíritos Imundos
17
Um homem, no meio da multidão,
respondeu: "Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que
o impede de falar. 18 Onde quer que o
apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido.
Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não
conseguiram". 19 Respondeu Jesus: "Ó geração incrédula, até quando
estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino".
20 Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente
causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando
pela boca. 21 Jesus perguntou ao pai do menino: "Há quanto
tempo ele está assim?" "Desde a infância", respondeu ele.
22 "Muitas vezes o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se
podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos." 23 "Se
podes?", disse Jesus. "Tudo é possível àquele que crê." 24 Imediatamente
o pai do menino exclamou: "Creio, ajuda-me a vencer a minha
incredulidade!" 25 Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando,
repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Espírito mudo e surdo, eu ordeno
que o deixe e nunca mais entre nele". 26 O espírito gritou,
agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos
dizerem: "Ele morreu". 27
Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou,
e ele ficou em pé. (Marcos 9.17-27)
Ao curar um jovem possesso,
Jesus tornou visível a falta de fé dos homens. Os seus discípulos tentaram a
cura, mas não conseguiram. Jesus caracterizou a geração inteira como incrédula.
O texto nos mostra que até
os espíritos obedecem a Jesus, o reconhecem como Senhor. Portanto crer em Jesus
não é crendice.
·
Você já vivenciou alguma experiência de libertação ou cura parecida com
essa?
5 – Jesus Um
Personagem Real da História
Podemos
crer em Jesus, pois ele existiu, é um personagem real da história.
Existem
cinco documentos falando da pessoa de Jesus direta ou indiretamente, como é o
caso de Públio Cornélio Tácito, Flávio Josefo, Plínio o Jovem e outros
historiadores não cristãos.
Uma
boa referência do Jesus histórico foi escrita por Tácito no “Analles”, conforme
ele cita abaixo:
|
Por
conseguinte, para se livrar do relatório, Nero colocou a culpa e infligiu as mais requintadas torturas
em uma classe odiada por suas abominações, chamados cristãos pela população.
"Christus", de quem o nome teve sua origem,
sofreu a penalidade extrema durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pontius Pilatus, e uma superstição mais
perniciosa, portanto, marcada para o momento, mais uma vez surgiu não só na
Judeia, a primeira fonte do mal, mas mesmo Roma, onde todas as coisas
horríveis e vergonhosas de toda parte do mundo encontram o seu centro e se
tornam populares. Assim, a prisão pela primeira vez feita de todos os que se
declararam culpados, em seguida, sobre as suas informações, uma imensa
multidão foi condenada, não tanto do crime de incendiar a cidade, mas como de
ódio contra a humanidade.[4] |
· Públio Cornélio Tácito ou Caio Cornélio Tácito (56 d.C – 117 d.C) - Foi um
senador e historiador romano.
· Flávio Josefo ou apenas Josefo
(37 d.C – 100 d.C) - Foi
um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem
de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a
destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano
Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador.
· Caio Plínio Cecílio
Segundo também
conhecido como Plínio, o Jovem (61 d.C. – 114 d.C.) - A troca de
cartas entre Plínio e o imperador Trajano, preservadas até os dias de hoje, são
considerados um dos mais valiosos documentos para entender a organização e a
vida cotidiana do império romano da época. Nelas, Plínio cita pela primeira vez
o cristianismo num documento romano conhecido.
6 – Os
Apóstolos Testificam a Realidade de Que Jesus é Deus
1
No princípio era aquele que é a
Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. 2 Ela estava com Deus
no princípio. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem
ele, nada do que existe teria sido feito. (João 1.1-3)
14
Aquele que é a Palavra
tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito
vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.14)
28
Disse-lhe Tomé: "Senhor
meu e Deus meu!" (João 20.28)
João afirmou que Jesus era
Deus e que se fez carne. Pedro declarou que Jesus é o Cristo, o enviado de
Deus. Tomé ao ver Jesus ressurreto afirmou ser Jesus o seu Deus.
·
Estariam todos eles enganados ou mentindo?
· Os apóstolos morreriam por
Jesus se ele não fosse de fato Deus?
· Os apóstolos eram judeus,
conhecedores das Escrituras, mentiriam a respeito de Jesus ao ponto de morrerem
por essa mentira?
· Paulo um perseguidor voraz
dos cristãos teria mudado de lado se Jesus não fosse Deus?
7 – Crenças
Supersticiosas
Poucas coisas conseguem tornar os seres humanos de
todas as nações parecidos como as superstições.
Imagine quantas pessoas acreditam que o número 13 é sinônimo de azar (em
Nova York, por exemplo, é comum os prédios pularem esse andar). Ou quantas
pessoas acreditam que usar um amuleto as protege do mau-olhado. Há ainda as que
fogem dos gatos pretos[5], batem na madeira[6] e evitam a todo custo passar embaixo de uma escada[7].
Sendo as superstições mundialmente famosas ou de
efeito local, o mais fascinante dessas crenças populares é que, por mais que as
pessoas saibam que são irracionais, ainda assim a temem, preferindo não dar
chance para o azar.
· Por que as pessoas temem as superstições?
· Nós cristãos devemos temê-las?
· Temê-las é demonstração de falta de fé em nosso Deus?
8 – Uma Fé
Racional
1
Ora, a fé é a certeza daquilo
que esperamos e a prova das coisas que não vemos. (Hebreus
11.1 - NVI)
1
Ora, a fé é a certeza de coisas
que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. (Hebreus
11.1 - ARA)
Essa é a definição bíblica
da fé. A fé é racional, mas nem por isso ela é ausente de sentimentos. Primeiro
porque ela é a certeza das coisas que esperamos, portanto ela fala de
esperança.
·
Quais são as coisas que esperamos? Dinheiro? Cura de nossas
enfermidades? Casamento? Filhos?
·
Quais são as coisas que Deus aponta para nós esperarmos?
A segunda afirmação sobre a
fé diz que ela torna real em nossos corações aquilo que não vemos. Portanto a
fé nos leva a esperar com a certeza de que o que esperamos é real.
14. MINISTÉRIO,
SIM; CARGOS, NÃO!
1 – Objetivo
Deste Estudo
Relembrar a todos que os
dons que Jesus deu a nós tem o fim de servir e não de nos levar a ocupação e
cargos ou lugares de honra.
2 – A Razão Deste
Estudo.
Uma sociedade de consumo
cria um apetite insaciável. Para poder adquirir mais bens materiais, mais
conforto, mais prestígio, há uma corrida louca pelo poder. Buscam-se cargos,
não para prestar serviço à coletividade, mas para enriquecer ou consolidar
poder e posição.
Pessoas colocadas em
posições de autoridade ou exercendo cargos de responsabilidade deveriam usar
essas oportunidades para servir aos outros. Infelizmente, alguns na Igreja
perdem de vista esta recomendação de Jesus. Ao invés de focalizar a missão e
utilizar todas as oportunidades para cumpri-la, alguns buscam a honraria de
cargos, disputam eleições para sua própria promoção e pensam em alimentar o ego
ao invés de apascentar o rebanho.
Por isso, optamos pelo
movimento Dons e Ministérios, onde cargos, individualismo, autopromoção e a
busca de poder são substituídos pelo serviço prestado em nome de Deus.
3 – Mordomia
Bíblica Responsabilidade e Serviço ou Vantagens e Privilégios?
20
Então, aproximou-se de Jesus a
mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. 21 "O que você quer?", perguntou ele. Ela
respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão
um à tua direita e o outro à tua esquerda". 22 Disse-lhes
Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice
que eu vou beber?" "Podemos", responderam eles. 23 Jesus
lhes disse: "Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à
minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares
pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai". 24 Quando
os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. 25 Jesus
os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam,
e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. 26 Não
será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre
vocês deverá ser servo, 27 e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo;
28 como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e
dar a sua vida em resgate por muitos". (Mateus
20.20-28)
35
Nisso Tiago e João, filhos de
Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram: "Mestre, queremos que nos faças o
que vamos te pedir". 36 "O que vocês
querem que eu lhes faça?", perguntou ele. 37 Eles responderam:
"Permite que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à
tua esquerda". 38 Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão
pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu estou bebendo ou ser batizados com o
batismo com que estou sendo batizado?" 39 "Podemos",
responderam eles. Jesus lhes disse: "Vocês beberão o cálice que estou
bebendo e serão batizados com o batismo com que estou sendo batizado; 40 mas
o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder.
Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados". 41 Quando
os outros dez ouviram essas coisas, ficaram indignados com Tiago e João.
42 Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que aqueles que são
considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes
exercem poder sobre elas. 43 Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem
quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; 44 e
quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. 45 Pois
nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua
vida em resgate por muitos". (Marcos 10.35-45)
Há algum tempo atrás a
palavra mordomia significava a
lealdade e a fidelidade com que um administrador prestava contas dos seus bens
confiados ao seu cuidado. Neste sentido, a Igreja falava em mordomia cristã.
Deus, o dono de tudo, colocou nas mãos humanas bens, talentos, capacidades e
oportunidades. Como mordomos (servos) fiéis, os seres humanos prestam contas a
Deus (o verdadeiro dono) sobre o uso destes bens.
A sociedade moderna tem atribuído à palavra mordomia um novo significado.
“Mordomia”, hoje, quer dizer ter um conjunto de vantagem pessoal enquanto ocupa
um cargo. Pode também significar regalias ou
privilégios pessoais obtidos sem trabalho ou sem esforço.
Esse novo conceito de
mordomia tem sido cada vez mais frequente na vida eclesiástica. Muitos servem
nas igrejas ou trabalham nas igrejas com o fim de utilizar seu cargo ou
ministério não para servir a
coletividade, mas para usufruir das regalias ou do status que o cargo ou
ministério possa lhe oferecer.
A sociedade de consumo, por
conta própria, ignorou o sentido de responsabilidade e serviço impondo o
significado egoísta e interesseiro.
· O que pediam Tiago e João a
Jesus?
· Este relato indica que Tiago
e João não entenderam “o espírito da coisa”, o significado do Reino que Jesus
estava anunciando? Em que pontos suas ideias se diferenciavam das propostas de
Jesus sobre o Reino?
· Os textos bíblicos admitem
que o modelo de relacionamentos no mundo secular é: quem ocupa um cargo manda,
domina, manipula e tira proveito do poder inerente à posição. Persiste o mesmo
modelo hoje em nossa sociedade? Persiste este modelo hoje em nossas igrejas?
· Que modelo Jesus deixou para
o exercício do poder da Igreja?
· Como o pastor deve ser visto
pela igreja?
· Qual o papel do pastor para
o exercício do poder da Igreja?
· Como o movimento Dons e
Ministérios atende às exigências deste modelo?
Reflexão
·
Descreve algumas características de uma igreja fundamentada em cargos
(hierarquia de oficiais).
·
Descreve algumas características de uma igreja fundamentada em
ministérios (serviços).
·
Em que aspectos sua igreja local se identifica mais com uma igreja de cargos?
·
Em que aspectos ela se identifica com uma igreja ministerial?
15. PERDÃO,
SIM; FROUXIDÃO, NÃO!
Perdão é o ato
pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou o ato
pelo qual uma pessoa tira a culpa do outro, assumindo qualquer prejuízo
consequente desta culpa. Etimologicamente,
a palavra "perdão" vem do latim “perdonare” que
significa a ação de perdoar, ou seja, aceitar ou pedir desculpas; se redimir em
relação a algo de errado.
Frouxidão é característica
do que não tem força, demonstração de fraqueza.
1 – Objetivo Deste
Estudo
Levantar subsídios bíblicos
em torno do assunto do perdão que mostrem que a frouxidão não faz parte do
processo, mas sim, o restabelecimento da harmonia e da paz entre todas as
partes e com Deus.
2 – A Razão
Deste Estudo
Alguns têm uma ideia errônea
sobre o perdão. Pensam no perdão em termos de frouxidão, fraqueza, falta de uma
posição firme ou indiferença perante o mal. Outros erram na direção oposta e
adotam uma posição “dura” de condenação e/ou julgamento.
Infelizmente, estes dois
campos se radicalizam em nossos dias. Observamos congregações que parecem
“fechar os olhos” ou fazer “vista grossa” ante os males que abalam a comunidade
dos fiéis. Outros se calam diante de males sociais para “não criar problemas”.
Em contraste, outros grupos instalam uma versão atualizada da Inquisição e
julgam e condenam publicamente os atos dos membros. As congregações locais se
transformam em tribunais, lideranças leigas se transformam em promotores que
processam o malfeitor, e o pastor toma o lugar de juiz (leia-se Deus em alguns
casos) para ouvir, julgar e sentenciar.
O estudo é oportuno, pois
apresenta subsídios bíblicos que permitem o cristão assumir posições firmes
quanto ao pecado sem transformar o pecador em réu, condenando-o a morte.
3 – Disciplina
e Perdão
1
Por toda parte se ouve que há
imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a
ponto de alguém de vocês possuir a mulher de seu pai. 2 E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar
cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso? 3 Apesar
de eu não estar presente fisicamente, estou com vocês em espírito. E já
condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente. (1 Coríntios 5.1-3)
O texto demonstra que Paulo
e os fiéis levavam a sério a comunidade e faziam de tudo para eliminar os
elementos negativos que ameaçavam a unidade e comprometiam o testemunho.
Provavelmente a relação
citada no texto era do filho com sua madrasta, por Paulo não citar a palavra
“mãe”. Alguns teólogos entendem que era do filho com sua mãe. Embora não
possamos afirmar se esta relação era com sua madrasta ou com sua mãe, Paulo
afirma que esta relação não era aceitável nem entre os gentios.
·
O que levou Paulo a pedir a expulsão deste membro da igreja de Corinto?
o
O contexto histórico de seus
dias – era
comum naqueles dias a pratica de relações sexuais como atos de adoração aos
deuses. Muitos membros da igreja de Corinto eram originários dessa pratica. A
expressão “e vocês estão orgulhosos” demonstra que eles estavam aceitando
aquilo como uma prática de adoração a Jesus Cristo.
o
A correção do erro – Paulo desejava colocar a
igreja no caminho correto, impedindo que tal pratica se tornasse uma
normalidade entre eles. O objetivo de Paulo não era simplesmente se livrar do
pecador, mas deter o mal que estava querendo se enraizar naquela igreja. Uma
vez detido este mal Paulo manda restaurar a comunhão o pecador, conforme
podemos ler (2 Coríntios 2.6,7).
Contudo o apóstolo Paulo não
estava preocupado somente com esta questão de um possível desvio na pratica da
adoração ou mesmo de um desvio na conduta moral familiar. Ele não age com
frouxidão diante os demais problemas morais apresentados por estes irmãos.
9
Já lhes disse por carta que
vocês não devem associar-se com pessoas imorais.
10 Com isso não me refiro aos imorais deste
mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse,
vocês precisariam sair deste mundo. 11 Mas agora estou lhes escrevendo
que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral,
avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês
nem devem comer. 12 Pois, como haveria eu de
julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?
13 Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de
vocês". (1 Coríntios 5.9-13)
Paulo orienta os irmãos de
Corinto para não se associarem com aqueles que professam a fé, mas não a
praticam em suas condutas. Ele diz para eles claramente não se associarem com
os imorais (imoralidade sexual), avarentos, idólatras, caluniadores,
alcoólatras e ladrões. O apóstolo diz para eles não comerem com estas pessoas,
isto é, para não terem com elas íntima comunhão. Associar significa neste texto
ter íntima comunhão. Ele conclui sua fala mandando que expulsassem o filho
perverso do meio deles - o que praticou suposto incesto.
Diferentemente é o trato com
os gentios, segundo Paulo, pois estes serão julgados por Deus, e não devem ser
julgados por nós. O apóstolo estava dizendo para eles que poderiam ter comunhão
com os pecadores, os gentios, do contrário teriam que ser retirados do mundo.
Ele não está falando deles terem íntima comunhão, participarem do pecado deles,
mas de manter com eles relacionamento.
·
As palavras de Paulo a igreja de Corinto devem ser levadas ao pé da
letra por nós? Devemos expulsar todos esses perversos “irmãos” pecadores do
nosso meio?
·
O que Paulo está ensinando a igreja de Corinto em seus primórdios?
Não podemos nos esquecer de
que Paulo após o envio desta carta escreveu uma nova carta solicitando a
restauração daquele que praticou o suposto incesto. Paulo não tinha como
objetivo cortar a comunhão daquele irmão, mas restaurar todo o corpo, impedindo
que o mesmo se perdesse em meio a uma pratica errada. Ele estava pensando no
bem de todos, inclusive daquele que era o pivô do problema.
O ensino de Paulo é que com
relação aos que proclamam que Jesus é Senhor, mas que vivem segundo o seu
próprio proceder, vivendo de forma imoral e pecadora, devemos manter distância.
Estas pessoas são perigosas a nossa fé, mas não podemos simplesmente
rejeitá-las e não dar a elas oportunidades de serem amadas e transformadas pelo
poder de Deus.
O próprio apóstolo Paulo nos
ensina essa verdade em sua epístola aos irmãos da igreja de Gálatas (Gl 6.1,2).
1
Irmãos, se alguém for
surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo
com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. 2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim,
cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6.1,2)
4 – Frouxidão
Não Fazia Parte da Igreja Primitiva
17
Os presbíteros que lideram bem
a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a
pregação e o ensino, 18 pois a Escritura
diz: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e
"o trabalhador merece o seu salário". 19 Não aceite acusação
contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas. 20 Os
que pecarem deverão ser repreendidos em público, para que os demais também
temam. 21 Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo
Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem
parcialidade; e não faça nada por favoritismo. 22 Não se precipite em
impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros. Conserve-se
puro. 23 Não continue a beber somente água; tome também um
pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades.
24 Os pecados de alguns são evidentes, mesmo antes de serem submetidos a
julgamento; enquanto que os pecados de outros se manifestam posteriormente.
25 Da mesma forma, as boas obras são evidentes, e as que não o são não
podem permanecer ocultas. (1 Timóteo 5.17-25)
O texto registra vários
conselhos e práticas que demonstram que os primeiros cristãos tinham as
palavras dos apóstolos como critérios e parâmetros para regulamentar a vida
congregacional. Isso nos ensina que a frouxidão não fazia parte da Igreja
Primitiva.
Alguns destes princípios
cabiam para aquele tempo e para aquela cultura, mas não mais para a cultura de
nossos dias. Por exemplo: A repreensão em público. Alguns podem até mesmo dizer
que isso é assédio moral[8].
A Bíblia está nos obrigando
a tratar o pecado em público? Não! O texto se refere somente aos pecados
cometidos por pastores, pois estes são vistos como exemplos a serem imitados
pela igreja. Portanto podemos tratar os pecados de nossos irmãos de forma
privada, com sabedoria e amor. Jesus nos ensina essa verdade quando tratamos de
pecado em nossas relações de irmandade (Mateus 18.15-17).
A frouxidão pode nos levar a
perdermos a pureza que nos foi dada mediante o sangue de Cristo, isto é, a nos
tornarmos participantes do pecado de outro – “Não se precipite em impor as mãos
sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros” (1 Tm 5.22).
5 – Por Deus
Seremos Julgados
1
Portanto, que todos nos
considerem como servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus. 2 O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis.
3 Pouco
me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem
eu julgo a mim mesmo. 4 Embora em nada minha consciência me acuse, nem por
isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga. 5 Portanto,
não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele
trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos
corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação. (1 Coríntios 4.1-5)
Uma posição sensata é
lembrarmos que Deus é o juiz que nos julgará. Não devemos temer o julgamento
dos homens, mas o julgamento de Deus, por isso nós devemos ser fiéis a Ele,
vivendo em obediência a Sua Palavra.
Precisamos estar prontos a
perdoar aqueles que nos julgam de forma errada ou que nos ferem em sua
insensatez, mas não sermos frouxos com relação ao pecado para não aceitarmos o
pecado como normalidade em nosso próprio viver.
6 – A Virtude
Está em Restaurar o Pecador e Não em Distanciá-lo de Nós
19
Meus irmãos, se algum de vocês
se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, 20 lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro do
seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam
perdoados. (Tiago 5.19,20)
A virtude não está em
condenar, mas em converter, corrigir e recuperar a pessoa que errou.
7 – Jesus e
Uma Mulher Pega em Pecado
1
Jesus, porém, foi para o monte
das Oliveiras. 2 Ao amanhecer ele
apareceu novamente no templo, onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e ele se
assentou para ensiná-lo. 3 Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma
mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos
4 e
disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de
adultério. 5 Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o
senhor, que diz?" 6 Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a
fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever
no chão com o dedo. 7 Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou
e lhes disse: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a
atirar pedra nela". 8 Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão.
9 Os
que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus
ficou só, com a mulher em pé diante dele. 10 Então Jesus pôs-se
de pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?"
11 "Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também
não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado". (João 8.1-11)
· Levante as diferenças entre
a atitude de Jesus e a dos escribas e fariseus em relação à mulher adúltera.
· Qual a diferença entre essas
posições?
1. Condenar uma pessoa e dizer
depois: “Vai e não peques mais”.
2. Dizer a uma pessoa: “Eu não
te condeno; vai e não peques mais”.
· Qual posição é mais
característica de sua congregação local?
· O fato de Jesus não ter
condenado a mulher significa que Ele era frouxo e que aceitava o adultério como
ato de pouca conseqüência?
· Como seguir o exemplo de
Jesus e adotar uma postura de não-condenação e ao mesmo tempo levar a sério o
testemunho da comunidade de fé?
16.
MORTALIDADE OU IMORTALIDADE DA ALMA
Mortalidade da alma é a
crença de que após a morte, a alma deixa de existir. Os adventistas e
testemunhas de Jeová defendem esta posição teológica.
Imortalidade da alma é a
crença que após a morte a alma continua existindo. Alguns acreditam que alma
entra em um estado profundo de sono e fica dormindo até o dia da ressurreição.
Outros acreditam que alma está consciente na presença de Deus.
1 – Objetivo
Deste Estudo
Com o advento da internet a
divulgação das mais diversas teorias e doutrinas teológicas se tornou
acessíveis a todos, confundindo a muitos e levando-os a se desviarem das
verdades bíblicas. Nosso objetivo com este estudo é esclarecer este tema
provendo paz a nossa alma hoje.
2 – A Razão
Deste Estudo
Temos sido bombardeados em nossas
redes sociais por diversas posições teológicas. Esse bombardeio tem roubado a
paz de muitos, por isso tratar deste tema se tornou relevante e necessário.
Buscaremos responder com fundamentos bíblicos se nossa alma após a morte estará
consciente ou inconsciente.
3 – A Origem
da Alma
Os teólogos propõem pelo
menos três correntes de pensamento:
§
Teoria da preexistência da alma - Segundo a teoria da preexistência da alma (seguida
na Igreja Primitiva pela escola alexandrina), Deus criou em algum momento, não
se sabe o quando, uma quantidade de almas, as quais estão esperando a criação
de corpos para neles serem colocados, ou seja, para encarnarem.
Segundo esta compreensão quando um corpo é criado, ou
durante a sua formação, uma alma vinda, não sabem de onde nem como, entra em
tal corpo, formando desta forma um ser humano completo.
Portanto, para esta teoria as almas já existem em um
estado anterior ao nascimento do homem.
§
Teoria do criacionismo da alma - Os defensores desta teoria defendem a criação imediata
da alma. Eles ensinam que o corpo é criado naturalmente, porém, a alma é criada
por Deus e imediatamente colocada no corpo, no momento da sua criação.
Esta teoria foi dominante na Igreja Oriental e também
teve alguns defensores na Igreja Ocidental.
§
Teoria do traducionismo da alma – Conhecida também como a teoria da transmissão da alma.
Ela ensina que os pais transmitem aos filhos toda a natureza humana, ou seja,
transmitem tanto o corpo quanto a alma, o que se harmoniza perfeitamente à
doutrina da transmissão do pecado.
Desta forma, os pais são pais tanto do corpo, como da
alma, e por meio da reprodução, também transmitem o pecado.
De acordo com esta teoria, a alma do homem e o corpo
originam-se mediante a reprodução. Esta é a teoria dominante na Igreja Ocidental
e na Norte-Africana, mas não foi muito bem recebida na Igreja Oriental.
4 – A origem do ser humano
7
Então o Senhor Deus formou o
homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se
tornou um ser vivente. (Gênesis 2.7)
O ser humano, segundo o
texto, é constituído de elementos material e imaterial. Na formação do corpo
humano, Deus fez uso de matéria já existente: “pó da terra”. Mas o homem tem
outro elemento essencial na sua constituição, de natureza espiritual, vindo diretamente
de Deus. Na união destes dois elementos material e imaterial, o homem se tornou
“ser vivente” ou “alma vivente” conforme algumas traduções, significando que
ele se tornou um ser vivo.
As controvérsias com relação
à mortalidade e imortalidade da alma se originam das diferentes compreensões da
origem do ser humano.
·
Com relação ao corpo e as funções biológicas de nossos órgãos existe um
entendimento entre todas as linhas teológicas – o corpo vira pó.
·
Com relação à alma e ao espírito há divergências.
o A alma entra em um sono profundo após a morte - Alguns afirmam que a
separação do corpo e do espírito faz com que a alma se torne inconsciente,
alguns chegam a dizer que ela deixa de existir. Essa afirmação é porque
entendem que é na junção do corpo e do espírito que o homem se torna alma
vivente (Êxodo 31.14; Ezequiel 18.4). Estas posições são defendidas pelos
adventistas e testemunhas de Jeová. Estes acreditam que a alma voltará à
existência ou acordará de seu sono profundo na ressurreição, justificando assim
a necessidade da ressurreição.
o A alma continua consciente após a morte – A grande maioria dos
teólogos cristãos entendem que na separação do corpo e do espírito, a alma ou/e
o espírito retornam a Deus (1 Reis 17.21; Lc 12.20; Ap 6.9,10) e continua consciente
diante Dele.
5 –
A constituição do ser humano
Todas as pessoas
concordam que temos um corpo físico. Podemos afirmar que a maioria das pessoas
também acreditam que possuímos uma parte imaterial – uma “alma”. Contudo
existem alguns que acreditam que além do corpo físico e da alma, o ser humano
possui um “espírito” que se relaciona mais diretamente com Deus.
Existem três
linhas de pensamento a respeito da constituição do ser humano, são elas:
·
Dicotomistas - Explicam que o
homem é composto de duas partes: corpo e alma/espírito. Entendem que alma (heb. Nephesh e gr. Psychē) e espírito (heb.
Rûach e gr. Pneuma) são palavras
diferentes que se referem à mesma coisa.
Versículos
bíblicos que falam sobre a existência da alma: Mateus 11:28-29; Tiago 5:20; 1
Pedro 1:9; Apocalipse 6:9 e 20:4.
·
Tricotomistas – Para estes o
homem é composto de três partes: corpo, alma e espírito. Embora essa seja uma
ideia comum no meio evangélico, poucos estudiosos da bíblia a defendem. Esta
corrente de pensamento tem base principalmente em passagens como 1
Tessalonicenses 5:23 e Hebreus 4:12.
·
Monismo – Essa linha de
pensamento surgiu afirmando que o homem é composto de um único elemento. O
monismo surgiu fora da esfera do pensamento evangélico, mas tem sido adotado
hoje por alguns teólogos. Entretanto estes não se apegam a questão da
constituição de um elemento, mas a realidade de que o ser humano não pode ser
dividido, o ser humano é uma unidade indivisível. Neste sentido a separação dos
elementos que constitui o ser humano determina o fim de sua existência, o que
parece contraria a bíblia (Sl 31.5; Lc 23.43,46; 2 Co 5.8; Ap 6.9; Ap 20.4).
6 – O que acontece depois da morte?
A Bíblia refere-se a três tipos de morte:
A morte
física – Essa é o termino da vida do
corpo, ocasionado pela saída do espírito/alma.
A morte
espiritual – Essa ocorre no plano
espiritual. Consiste na separação do espírito do homem e Deus. Toda humanidade
se encontra nesta condição, até que se reconcilie com Deus por meio de Jesus
Cristo.
A morte
eterna – Essa é chamada na Bíblia de
segunda morte. Consiste na separação eterna dos seres criados do seu Criador.
Em nosso estudo estaremos falando sobre o que acontece
depois da morte física, no estado intermediário, período entre a morte física e
a ressurreição. Podemos afirmar:
·
Os mortos estão numa existência consciente – Isto significa dizer que aquele que morreu continua a
existir e sabe que está existindo. A história do rico e do pobre chamado Lázaro
(Lucas 16.19-31) nos ensina essa verdade. Embora seja uma parábola, a verdade
central dessa história não teria sentido se após a morte a vida não tivesse
continuidade. Apocalipse 6.9,10 também nos mostra que as pessoas que haviam
morrido por causa de seu testemunho, estavam vivas e conscientes de sua
condição, inclusive pedindo que Deus fizesse justiça por elas.
·
Os justos estão na presença de Cristo – O apóstolo Paulo descreve a existência sem o corpo
como “estar presentes com o Senhor”, ou “estar com Cristo”, e que isto é melhor
do que viver neste mundo, no corpo (2 Co 5.6-9; Fl 1.23).
·
Os justos estão no paraíso – Estar na presença de Cristo é estar no paraíso, que é
identificado com o próprio céu (2 Co 12.2-4). É o lugar para onde os salvos vão
imediatamente após a morte (Lc 23.43; Ap 2.7).
·
Os ímpios estão sob castigo e sofrimento – Os que morrem sem Cristo levam consigo seus pecados e
seus efeitos; não desfrutam da presença e do poder de Cristo em suas vidas. Não
desfrutam das deliciais do paraíso de Deus, pelo contrário, eles já estão
vivendo sob tormento (2 Pe 2.9).
·
Os ímpios estão conscientes de sua perdição – A parábola contada por Jesus mostra que os ímpios
também têm existência consciente depois da morte.
17. CONTINUÍSMO
OU CESSACIONISMO DOS DONS?
O cessacionismo é
a forma de pensar teológica que crê que alguns dons do Espírito Santo estavam
restritos à era da Igreja Primitiva e que após esse tempo cessaram em grande
parte. Os reformados tendem a se alinhar com esta posição. A profecia preditiva,
o dom de apóstolo e variedade de línguas eram dons que tiveram a intenção de
estabelecer os fundamentos deixados por Cristo, mas que já não são mais
necessários em nossos dias, por isso cessaram. Eles não negam a profecia
corretiva, a existência de milagres e curas.
O continuísmo é
a forma de pensar teológica que entende que tudo aquilo que Atos e o Novo Testamento
apresentam como dons continuam sendo aplicados por Deus hoje. Os pentecostais e
neopentecostais defendem essa posição. A profecia preditiva, visões,
revelações, curas, línguas estranhas continuam sendo usados por Deus para
edificar sua igreja.
Algumas igrejas pentecostais não concordam que o dom
de apóstolo ainda vigore em nossos dias, como nos dias de Atos, e dê autoridade
a homens ou mulheres para interpretarem a Bíblia como querem ou lançarem novos
fundamentos a fé cristã.
1 – Objetivo Deste Estudo
Buscar nas Escrituras Sagradas fundamentos para nos
posicionarmos com relação ao continuísmo ou cessacionismo dos dons espirituais.
2 – A Razão Deste Estudo
Diante o crescimento do movimento pentecostal e
neo-pentecostal a discussão se os dons espirituais ainda operam em nossos dias
se tornaram cada vez mais acirrados entre os cristãos. Muitos hoje se dizem
apóstolos e com isso autenticam suas ações, mesmo quando não alinhadas a
Palavra de Deus, a Bíblia. Por se denominarem apóstolos acreditam que podem
lançar novos fundamentos e novas interpretações a Palavra de Deus.
O estudo se torna relevante para que possamos combater
toda e qualquer forma de distorção da Palavra de Deus.
3
– A Intervenção de Deus na História
Ao longo da história humana a intervenção de Deus tem
sido contínua, mas não linear. Embora Deus esteja intervindo para que Sua
vontade se cumpra na história humana, Ele não intervém todos os dias, nem da
mesma forma.
Através de uma boa leitura bíblica percebemos que Sua
intervenção é pontual, oportuna e impactante na história.
Segundo Philip Schaff[9] há uma
tríplice revelação de Deus:
·
Uma revelação interna: Se dá na razão, na
consciência de cada indivíduo (Rm 2.15; Jo 1.9);
·
Uma revelação externa: Se faz por meio da
criação, por onde Deus proclama seu poder, sabedoria e bondade (Rm 1.20; Sl
19);
·
Uma revelação especial: Se faz através da Santa
Escritura e por meio da pessoa de Jesus, incluindo sua obra na cruz. Esta confirma
e completa as outras duas revelações, exibindo a justiça, a santidade e o amor
de Deus.
Baseados nessas três revelações de Deus, podemos
afirmar que Deus intervém na história humana através de nossas consciências,
despertando em nós seres humanos Sua vontade; Ele intervém através da criação,
usando a força da natureza para realizar Sua vontade; e intervém através da
Bíblia e do Espírito de Cristo que atua em nós que cremos em Cristo Jesus.
As intervenções de Deus devem ser vistas como manifestações
sobrenaturais com o fim de nos conduzir a Sua vontade. Se estas intervenções
acontecessem todos os dias não teríamos vida, pois Deus tiraria de nós a
liberdade de acertarmos ou errarmos.
No contexto da história bíblica, podem ser facilmente
identificados três períodos de grande intervenção divina. Cada um desses
períodos durou menos de um século e foi marcado por milagres, que são
acontecimentos que não têm uma explicação natural. São eles:
·
Quando da
formação da nação de Israel, sob Moisés e Josué.
·
Quando o culto a
Baal ameaçava destruir toda a adoração a Deus, sob Elias e Eliseu.
·
Quando do
estabelecimento da igreja por Cristo e pelos apóstolos.
Depois da maior e mais intensa manifestação de Deus,
da mais intensa revelação divina, em Jesus, a história vivenciou o
“Pentecostes”, o derramamento do Espírito.
Nos dias do
“Pentecostes”, quando os apóstolos deram início a edificação da Igreja
Espiritual de Cristo Jesus, ocorreram as mais diversas manifestações do
Espírito sobre aqueles que aceitaram a Jesus como Salvador e Senhor.
Os registros bíblicos trazem indicações de um provável
desvanecimento da fé cristã ainda na era apostólica, basta lermos no livro de
Apocalipse as sete cartas escritas às igrejas.
O desvanecimento se tornou abrupto quando o Império
Romano se declarou cristão por um decreto (Edito de Milão) do imperador
Constantino no ano 313 d.C., ao ponto da história registrar um extenso período
conhecido como “Idade das Trevas” que coincide com a Idade Média (476 a 1453 d.C.).
No contexto da Reforma, séculos 14 a 16, quando
a igreja oficial também ameaçava destruir o verdadeiro culto a Deus, apareceram
em cena, homens como: João Wyclif (1324-84), Martinho Lutero (1483-1546), João
Calvino (1509-64) e João Knox (1515-72). Entendemos hoje que Deus interviu na
história através destes homens. Estamos falando de uma ação do Espírito Santo
visando restaurar a verdadeira Igreja de Cristo, por meio de correções
doutrinárias e teológicas.
Os séculos 18 e 19 foram marcados por grandes
avivamentos e pela expansão missionária. Neste período destacaram-se: Jônatas
Edwards (1703-58), João Wesley (1703-91), Guilherme Carey (1761-1834), Carlos
Finney (1792-1875), Jorge Müller (1805-98), Davi Livingstone (1813-73), Hudson
Taylor (1832-1905); Carlos Spurgeon (1834-92) e Dwight L. Moody (1837-99). Estes
homens por meio do Espírito Santo fizeram com que as igrejas históricas e
reformadas se espalhassem pelo mundo, provocando uma expansão geográfica da
igreja.
O século 20 foi marcado pelo
Movimento Pentecostal, que é visto com muita desconfiança pelos cristãos das
igrejas históricas e tradicionais. O movimento pentecostal produziu uma divisão
na igreja, entre pentecostais e não pentecostais; entre os que criam no
continuísmo e os que criam no cessacionismo. Os pentecostais defendiam no seu
surgimento e ainda defendem que o retorno das manifestações dos dons do
Espírito é continuidade do processo da restauração da igreja de Cristo que se
iniciou no século XVI, com a reforma.
A história da igreja não deixa dúvida de que o
Espírito de Deus continua atuando sobre a história dos homens. Ele agiu no
passado e continua agindo hoje em nossas histórias. Portanto quando discutimos
o cessacionismo e o continuísmo estamos discutindo como o Espírito Santo age
hoje na vida da igreja de Cristo.
4
– Os Dons do Espírito Cessaram ou Continuam em Ação?
A resposta a esta pergunta depende da
abrangência que cada um de nós dá aos dons espirituais. Ao falarmos em dons
espirituais estamos falando somente dos dons citados em 1 Coríntios 12.7-11 ou
estamos falando também dos demais dons citados na bíblia como os descritos nas
cartas aos Romanos (Rm 12.6-8) e aos Efésios (Ef 4.11). Precisamos primeiro
esclarecer a que dons estamos nos referindo ao discutirmos este tema do
cessacionismo ou continuísmo. Diante disso buscaremos nos aprofundarmos um
pouco mais nos estudo dos dons.
4.1 –
Três Formas de Atuações do Espírito de Deus na Igreja de Cristo
Paulo descreve três maneiras diferentes
a respeito das ações do Espírito de Deus na Igreja de Cristo. Estas três formas
de atuações tem um propósito único, edificar a igreja de Jesus Cristo. Vejamos estas atuações descritas por Paulo em
1 Coríntios 12.4-6.
- Primeira Forma de Atuação do Espírito
de Deus na Igreja de Cristo
4
Há diferentes tipos de dons,
mas o Espírito é o mesmo. (1 Coríntios 12.4)
A primeira forma apresentada é ação do Espírito Santo
em seu próprio nome. Ele opera em nós uma diversidade de dons que é reconhecido
pela igreja como ação voluntária do próprio Espírito de Deus em nós. Entendo
que Paulo está se referindo aos dons do Espírito citados por ele nesta mesma
carta, conforme podemos ler em 1 Coríntios 12.7-11.
Estes dons segundo as Escrituras são manifestações do
Espírito (v.7) que estão sob o controle do Espírito Santo (v.11) e são
manifestados visando o bem comum de todos (v.7). Estes são dons claramente de
poder e ação sobrenatural.
|
Dons do Espírito Espírito Santo 1 Coríntios
12.7-11 |
|
· Palavra de
Sabedoria · Palavra de
Conhecimento · Fé · Dons de Cura · Poder Para
Operar Milagres · Profecia · Discernimento
de Espírito · Variedade de
Línguas · Interpretação
de Línguas |
- Segunda Forma de Atuação do Espírito
de Deus na Igreja de Cristo
5
Há diferentes tipos de
ministérios, mas o Senhor é o mesmo. (1 Coríntios 12.5)
Jesus Cristo estabeleceu na Sua
igreja diferentes tipos de ministérios. Estes ministérios foram dados por Jesus
a Sua igreja com o fim de aperfeiçoar seus discípulos para que estes possam
exercer o serviço que lhes foi confiado por Ele, dentro e fora da igreja. Estes
ministérios foram claramente apresentados por Paulo aos irmãos de Éfeso,
conforme podemos ler na carta aos Efésios 4.11,12.
Contudo a operação destes
ministérios em nossas vidas é realizada pelo Espírito Santo de Deus. Jesus
escolhe alguns homens para este serviço e o Espírito Santo é quem capacita e
faz com que estes homens possam exercer estes serviços.
|
Dons Ministeriais Jesus Efésios 4.11 |
|
· Apóstolo · Profetas · Evangelistas · Pastores-Mestres |
- Terceira Forma de Atuação do
Espírito de Deus na Igreja de Cristo
6
Há diferentes formas de
atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Coríntios 12.6)
Na igreja de Cristo existem muitas
tarefas diferentes a serem realizadas. Há uma diversidade de áreas para que os
membros atuem e por isso há uma diversidade de formas de atuação. Mas todas
essas diversidades de realizações operadas pelos diversos membros da igreja são
efetuadas pelo Espírito Santo, em nome de Deus Pai.
A Bíblia cita algumas dessas
diversas realizações, mas ela não tem o fim de fechar essas realizações somente
aos citados e lembrados pelo apóstolo Paulo. Encontramos citações em Romanos
12.6-8. Muito possivelmente Paulo acrescentaria hoje a essas diversidades de
tarefas outras como: a música, mídia, teatro, etc.
|
Diferentes Formas de Atuação Deus Pai Romanos 12.6-8 |
|
· Profetizar (não
é prever futuro) · Servir · Ensinar · Exortar · Contribuir · Presidir
(Liderar) · Misericórdia |
Em 1 Coríntios 12.28 o apóstolo
mostra que tanto as manifestações do Espírito (1 Co 12.7-11), como os
ministérios dados por Jesus a igreja (Ef 4.11) e as realizações das diversas
tarefas são operadas pelo mesmo poder. Tudo é realizado pelo Espírito de Deus.
O que Paulo está nos ensinando
através de 1 Coríntios 12.28 é que a Trindade Santíssima trabalha unida, em
plena comunhão, em prol do mesmo fim, fazer com que a Igreja exerça o seu papel
no plano da redenção. Tudo que realizamos como igreja é realizado por Deus que
opera através de nós.
4.2 – Os Dons
Espirituais Cessaram ou Continuam?
Olhando para os quadros que
apresentamos vamos tentar responder a pergunta: “Quais dons cessaram e quais
dons continuam atuando em nossos dias?”
|
Dons Ministeriais Jesus Efésios 4.11 |
Diferentes Formas de Atuação Deus Pai Romanos 12.6-8 |
Dons do Espírito Espírito Santo 1 Coríntios
12.7-11 |
|
· Apóstolo · Profetas · Evangelistas · Pastores-Mestres |
· Profetizar · Servir · Ensinar · Exortar · Contribuir · Presidir
(Liderar) · Misericórdia · Outros (mídia,
advogar, etc.) |
· Palavra de
Sabedoria · Palavra de
Conhecimento · Fé · Dons de Cura · Poder Para
Operar Milagres · Profecia · Discernimento
de Espírito · Variedade de
Línguas · Interpretação
de Línguas |
Podemos afirmar que os dons do apostolado cessaram,
pois eles foram dados à igreja por Jesus com o fim de lançar os fundamentos da
igreja sob o alicerce deixado pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Não existem
mais apóstolos em nossos dias. O que temos hoje são pessoas que se denominam
apóstolos, embora não possuam as credenciais de um apóstolo, conforme descritos
na Bíblia.
Uma das marcas do apostolado era ser testemunha ocular
do Jesus ressuscitado (Atos 1.21,22) e ter recebido este ministério direto de
Jesus (Gl 1.11,12). Ninguém hoje tem tal privilégio.
Da mesma forma podemos compreender que o ministério
profético deixou de existir, pois uma vez completada a revelação das
Escrituras, tal ministério passou a ser exercido pelos pastores. Atualmente a
correção, a exortação, o apontamento do caminho correto é feito por meio dos
pastores, tendo a Bíblia como a fonte para falar em nome de Deus. O mesmo não
podemos dizer com respeito à manifestação profética, pois esta opera conforme o
Espírito Santo deseja. De fato todos os dons espirituais de 1 Coríntios 12.7-11
são manifestações sujeitas ao Espírito Santo de Deus e que Ele pode
manifesta-las quando quiser e através de quem quiser. Não temos estes dons,
eles não nos pertence. São manifestações do Espírito.
Verdadeiramente não podemos ser ignorantes quanto aos
dons espirituais, nem aos princípios básicos da fé cristã. É preciso conhecer
bem e praticar a Palavra de Deus, não se deixando levar por ventos de doutrinas
e modismos de última hora.
Você já identificou seus dons naturais (talentos) e
espirituais? Já está utilizando-os na obra de Deus?
8
O amor nunca perece; mas as
profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. 9 Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
10 quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. (1 Coríntios 13.8-10)
O que é perfeito já veio? Os dons cessarão quando o
que é perfeito vier.
18. SUBMISSÃO
E SERVIÇO
Submissão é a ação ou efeito de se
submeter a alguma autoridade ou a alguma lei, de forma passiva e voluntariosa. A submissão é marcada pela espontaneidade do submisso
perante algo ou alguém, ou seja, uma obediência voluntária.
Quando o indivíduo
submisso é vítima de humilhação devido a sua condição de extrema humildade ou
servidão; a submissão pode ser classificada como escravidão ou opressão.
Serviço no sentido
bíblico é a ação
ou efeito de servir, de se entregar inteiramente em prol de algo ou alguém.
1 – Objetivo
Deste Estudo
Compreender como submissão e
serviço se correlacionam entre si na visão bíblica. Nós cristãos somos chamados
a sermos submissos uns aos outros e a servirmos uns aos outros. Buscaremos
compreender como fazemos isso na prática.
2 – A Razão
Deste Estudo
Em nossos dias a submissão
tem sido muito contestada. A palavra submissão tem sido vista de forma
negativa, como um sinônimo de opressão. Contudo a Bíblia nos ensina que devemos
viver de forma submissa as autoridades constituídas por Deus e vivermos
submissos uns aos outros. Na submissão
servimos a Cristo, no serviço a Cristo nos sujeitamos a toda autoridade, e nos
sujeitamos também uns aos outros.
3 –
Sujeitem-se Uns Aos Outros
Buscaremos
analisar a relação de sujeição e serviço apresentada por Paulo a igreja de
Éfeso. Acredito que é extremamente importante percebermos que antes de Paulo
apresentar a relação de sujeição e serviço nas estruturas humanas para os
irmãos de Éfeso, ele ordena primeiro que todos nós estejamos sujeitos uns aos
outros.
Texto:
Efésios 5.21-25
Versículo
21
21
Sujeitem-se uns
aos outros, por temor
a Cristo. (Efésios 5.21)
· Por que Paulo nos
ordena a vivermos em sujeição uns aos outros?
Versículos
22 e 23
22
Mulheres,
sujeitem-se a seus maridos, como ao
Senhor, 23 pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo
é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. (Efésios 5.22,23)
· O que significa
sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor?
Versículos
24
24
Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as
mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. (Efésios
5.24)
Paulo está
afirmando que a igreja está sujeita a Cristo. Portanto o governo da igreja não é
democrático, o governo da igreja é teocrático, e as Escrituras nos ensina que
Deus não divide a sua glória com homens. Não se discute com Cristo como Ele
deseja realizar sua obra e como deseja governar a sua igreja, embora você possa
achar que tem um plano melhor de governo que o dele.
18
Ele (Jesus) é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o
princípio e o primogênito dentre os mortos, para
que em tudo tenha a supremacia. (Colossenses
1.18)
· Como a igreja
demonstra sujeição a Cristo?
Versículo
25
25
Maridos, amem
suas mulheres, assim
como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela (Efésios
5.25)
· Os maridos devem
sujeição a suas esposas?
· O texto fala de
sujeição?
· O que significa
amar e entregar-se a si mesmo por ela?
Texto:
Efésios 6.1-9
Versículos
1 a 3
1
Filhos, obedeçam
a seus pais no
Senhor, pois isso é justo. 2 "Honra teu pai e
tua mãe", este é o primeiro mandamento com promessa: 3 "para
que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra". (Efésios 6.1-3)
- Quem deve obediência nestes
versos?
- Por que o mandamento diz
honra teu pai e tua mãe?
Versículo 4
4
Pais, não irritem
seus filhos; antes
criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. (Efésios
6.4)
Não irritar os filhos significa
não deixar de instruí-los segundo a Palavra de Deus. Muitos pais irritam os
filhos porque colocam sobre eles um jugo pesado demais, regras desnecessárias,
levando os filhos a perderem a paciência e o respeito. Outros irritam os filhos
porque os disciplinam severamente abusando de sua autoridade e levando-os a
rejeitarem dessa forma a autoridade de Deus também.
- Existe neste verso uma
relação de sujeição e serviço?
- Quem está sujeito a quem
neste verso e quem está prestando um serviço?
Versículos 5 a 8
5
Escravos,
obedeçam a seus senhores terrenos com
respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. 6 Obedeçam-lhes não apenas para agradá-los quando eles os observam,
mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. 7 Sirvam aos seus senhores
de boa vontade, como ao Senhor, e não aos homens, 8 porque
vocês sabem que o Senhor recompensará a cada um pelo bem que praticar, seja
escravo, seja livre. (Efésios 6.5-8)
- Quem são os
escravos no contexto desta carta?
- Quem são as
pessoas representadas hoje pelo termo “escravos”?
- Como devemos
nós “escravos” nos sujeitarmos na prática aos nossos senhores?
Versículo
9
9
Vocês, senhores,
tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem
que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as
pessoas. (Efésios 6.9)
- Quem são os senhores
no contexto desta carta?
- Quem são as
pessoas representadas hoje pelo termo “senhores”?
- Os senhores
estão sujeitos aos escravos, sim ou não?
4 – Sujeição as Autoridades Civis
(Governos)
Texto: Romanos
13.1-6
1
Todos devem
sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não
há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele
estabelecidas. 2 Portanto, aquele que
se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e
aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3 Pois
os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você
quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. 4 Pois é serva de Deus
para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não
porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem
pratica o mal. 5 Portanto, é necessário que
sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade
de uma punição, mas também por questão de consciência. 6 É
por isso também que vocês pagam imposto, pois as
autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. (Romanos 13.1-6)
Mais uma vez estamos diante uma relação de sujeição e
serviço.
· Quem deve sujeição a quem nestes versos?
· Nós devemos sujeição a quem?
· As autoridades devem sujeição a quem?
· Somente as autoridades cristãs estão a serviço de
Deus?
5 – Sujeição Eclesiástica
Texto: Hebreus 13.17
17
Obedeçam aos seus
líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles
cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes,
para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso
para vocês. (Hebreus 13.17)
- Quem são os líderes que cuidam dos membros do
Corpo de Cristo? (1 Pedro 5.1-4)
- Quem deve sujeição a quem neste texto? Os pastores
aos membros ou os membros aos pastores?
Texto: 1 Pedro 5.1-4
1
Portanto, apelo para os
presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e
testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a
ser revelada: 2 Pastoreiem
o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus
quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. 3 Não
ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o
rebanho. 4 Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão
a imperecível coroa da glória. (1 Pedro 5.1-4)
Os pastores (presbíteros – anciões) eram os
responsáveis pelo rebanho de Deus e estes deveriam ouvi-los e se submeterem a
eles. Entretanto existe uma orientação para estes pastores no cuidado do
rebanho. Eles não podem pastorear segundo suas intenções, mas a serviço de
Jesus Cristo a quem prestarão contas.
Os pastores foram dados por Jesus a serviço dos
membros da igreja, não como empregados, mas como líderes que devem conduzi-los
ao crescimento espiritual e consequentemente humano.
Texto: Efésios 4.11-13
11
E ele designou alguns para
apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para
pastores e mestres, 12 com o
fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até
que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e
cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. (Efésios 4.11-13)
A igreja local pode indicar homens para diferentes
trabalhos e funções, mas, a menos que tenham os dons do Espírito e sejam,
portanto, eles mesmos os dons de Cristo para à Sua Igreja, sua indicação não
terá a aprovação de Deus. Estes homens preencherão cargos, receberão ofícios,
mas não terão o aval de Deus, pois não foram dados por Cristo, não possuem o
dom do Espírito para exercerem estes ministérios.
Não podemos ignorar que aqueles que almejam estes
ministérios precisam ter estes dons reconhecidos pela igreja. Neste sentido não
é a igreja que indica, mas é a igreja que reconhece. Uma vez que estes dons são
reconhecidos pela igreja, ela deve se submeter a este a quem Deus deu o dom e
não torná-lo um empregado, um vassalo da igreja.
6 – Reflexão Final
Servimos a Jesus Cristo quando somos submissos às
autoridades instituídas nas diversas estruturas humanas que compõe nossa
sociedade. Se não somos submissos às autoridades humanas, não somos submissos a
Jesus Cristo, uma vez que não seguimos seus ensinamentos. Portanto não podemos
dizer que servimos a Deus.
Somos submissos a Jesus Cristo quando servimos uns aos
outros, considerando o nosso dever dentro do nosso papel em cada uma das
estruturas humanas que compõe nossa sociedade. Quando assim vivemos, todos nós
estamos sujeitos uns aos outros, pois todos nós trabalhamos para o bem maior do
outro.
19. DISCIPLINA
ESPIRITUAL, SIM; LEGALISMO, NÃO!
Disciplinas
espirituais são meios de
desenvolver nossa espiritualidade e profundidade em nosso relacionamento com
Deus. Elas nos ajudam a compreender mais quem Deus é e como podemos nos
relacionar com Ele no nosso dia a dia. Elas
são
ações práticas da fé, motivadas pelo amor profundo a Deus, e que produz
transformação pessoal em nosso homem interior.
O Legalismo é o meio humano de tentar através da
obediência de regras, ser aceito e amado por Deus, anulando a Graça
misericordiosa. O legalismo religioso também
pode ser compreendido como a prática de tentar manipular a lei de Deus em
benefício próprio, fazer adições a essa lei e rejeitar a doutrina da graça.
1 – Objetivo
Deste Estudo
Apresentar subsídios
bíblicos que demonstrem a necessidade de disciplinas espirituais que ajudem no
crescimento na fé e alguns subsídios mostrando os perigos de um legalismo
estagnante e estéril.
2 – A Razão
Deste Estudo
Hoje em dia o conceito de disciplina
não é muito popular. Muitos preferem livrar-se de toda e qualquer restrição. As
chamadas disciplinas espirituais são consideradas arcaicas, ultrapassadas e
desnecessárias.
Este estudo demonstra que
são fundamentais para uma fé dinâmica e atuante. Por outro lado, alguns caem no
erro do legalismo, perdendo assim a espontaneidade e a vitalidade da fé. O
estudo é oportuno, pois aponta para uma vida disciplinada e ordenada. Mostra
que essa vida disciplinada na fé se faz necessária e se diferencia de um
legalismo estéril e estagnante.
3 - As
Condições do Discipulado
57
Quando andavam pelo caminho, um
homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores". 58 Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as
aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a
cabeça". 59 A outro disse: "Siga-me". Mas o homem
respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". 60 Jesus
lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você,
porém, vá e proclame o Reino de Deus". 61 Ainda outro disse:
"Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da
minha família". 62 Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado
e olha para trás é apto para o Reino de Deus". (Lucas 9.57-62)
· Por que Jesus não aceitou de
bom grado o desejo das pessoas de seguirem-no?
· Por que Jesus achou
necessário lembrá-las do alto custo do discipulado?
· O que custa hoje ser um
discípulo de Jesus?
· Como você entende o versículo 62?
4 – Nem Todas
as Obras de Justiça São Práticas Espirituais
9
A alguns que confiavam em sua
própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: 10 "Dois homens subiram ao templo para orar; um era
fariseu e o outro, publicano. 11
O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus,
eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos,
adúlteros; nem mesmo como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por
semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. 13 "Mas o
publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no
peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. 14 "Eu
lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de
Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será
exaltado". (Lucas 18.9-14)
Esta
história nos ensina que práticas religiosas nem sempre são disciplinas
espirituais.
· Normalmente associamos o
jejum e o dízimo a uma vida bem regulada e disciplinada na fé. Por que essas
práticas não trouxeram bênçãos para a vida dessas pessoas?
· Quando uma prática religiosa
se torna uma disciplina espiritual edificante e positiva?
· Quando ela se torna em um
rito legalista, estagnante e estéril?
· Que disciplinas espirituais
e práticas da fé têm sido benéficas para você?
· Você identifica alguma
prática espiritual que se transformou em rito religioso para você ou em uma
prática legalista? (Oração, leitura da Bíblia, jejum, dar esmola, etc.)
5 – A Lei e as
Palavras dos Profetas Foram Cumpridas, Mas Não Abolidas
17
"Não pensem que vim abolir
a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. 18 Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra,
de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que
tudo se cumpra. 19 Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos,
ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado
menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes
mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. 20 Pois
eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e
mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5.17-20)
Jesus veio para cumprir e
revigorar a lei, não para destruí-la e revogá-la. Ele veio para instituir uma
disciplina espiritual edificante e combater o legalismo vazio. Jesus cumpriu a
Lei, que nós não conseguiríamos cumprir, mas ele não aboliu a essência da Lei.
Devemos cumprir a Lei não no
seu legalismo, mas na sua essência.
6 – Há Morte
na Ofensa
21
"Vocês ouviram o que foi
dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a
julgamento’. 22 Mas eu lhes digo que
qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também,
qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’[10],
será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir
para o fogo do inferno. 23 "Portanto, se você estiver apresentando sua
oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você,
24 deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com
seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. 25 "Entre em
acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso
enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá
entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão.
26 Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último
centavo". (Mateus 5.21-26)
Não é suficiente apenas
deixar de matar (legalismo); é preciso arrancar à ira e o ódio da sua vida.
Esta é a verdadeira disciplina espiritual. A ofensa pode matar um indivíduo
emocionalmente. Palavras ofensivas geralmente produzem a morte emocional ou
psicológica.
7 – Há
Adultério no Olhar
27
"Vocês ouviram o que foi
dito: ‘Não adulterarás’. 28 Mas eu lhes digo:
qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela
no seu coração. 29 Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e
lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele
lançado no inferno. 30 E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e
lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o
inferno". 31 "Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua mulher
deverá dar-lhe certidão de divórcio’. 32 Mas eu lhes digo que todo
aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que
ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo
adultério". (Mateus 5.27-32)
Evitar o ato de adultério é
apenas o primeiro passo (legalismo); para uma disciplina espiritual positiva e
edificante, é preciso purificar as intenções e os pensamentos.
8 – Sim ou Não
são Suficientes
33
"Vocês também ouviram o
que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os
juramentos que você fez diante do Senhor’. 34 Mas eu lhes digo:
Não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35 nem
pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a
cidade do grande Rei. 36 E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar
branco ou preto nem um fio de cabelo. 37 Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o
seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". (Mateus 5.33-37)
Honre a sua palavra. Que um
simples SIM ou NÃO seja suficiente para estabelecer credibilidade. O legalismo
tornou o juramento sem valor.
Não ouse jurar, pois você
não tem poder sobre si mesmo e colocará Deus como testemunha contra você se
falhar com o juramento que fez.
9 – Perdão e
Generosidade no Lugar de Vingança
38
"Vocês ouviram o que foi
dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. 39 Mas eu lhes digo:
Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também
a outra. 40 E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica,
deixe que leve também a capa. 41
Se alguém o forçar a caminhar com ele uma
milha, vá com ele duas. 42 Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que
deseja pedir-lhe algo emprestado". (Mateus 5.38-42)
O legalismo tornou a
vingança prioridade ao invés do perdão. Jesus nos chama para uma vida
disciplinada a ponto de darmos a outra face quando formos feridos, e andarmos
uma segunda milha quando formos exigidos a andar uma milha.
10 – Dê Amor
Aos Que te Aborrecem
43
"Vocês ouviram o que foi
dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’.
44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os
perseguem, 45 para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está
nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva
sobre justos e injustos. 46 Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa
receberão? Até os publicanos fazem isso! 47 E se vocês saudarem
apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso!
48 Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de
vocês". (Mateus 5.43-48)
O legalismo legitima pagar o
mal com mal. O legalismo incentiva o desprezo daqueles que reputamos como
inimigos ou somente não amigos. A disciplina cristã exige amor para com os
antipáticos, malfeitores e até mesmo para com aqueles que nos odeiam. A
disciplina cristã nos chama à perfeição, como perfeito é nosso Pai celestial.
11 – Pratique
Boas Obras, Mas Não Com o Fim de Ser Visto
Obras de justiça devem ser
praticas, entretanto devem ser praticadas em segredo. Não devemos viver a vida
tentando aparentar espiritualidade aos homens, pois a verdadeira
espiritualidade no secreto, pois Deus vê o coração do homem.
Ø Esmolas
1
"Tenham o cuidado de não
praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para
serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma
recompensa do Pai celestial. 2 "Portanto,
quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os
hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu
lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. 3 Mas
quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a
direita, 4 de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o
recompensará". (Mateus 6.1-4)
O legalismo nos leva a
prática de boas obras com o fim de sermos vistos. As obras são feitas diante os
olhos de todos ou elas serão anunciadas para que todos saibam. A contribuição
cristã não deve visar qualquer interesse ou reconhecimento público.
Ø Oração
5
"E quando vocês orarem,
não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e
nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros.
Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. 6 Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a
porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então
seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. (Mateus
6.5,6)
O legalista cumpre a
obrigação de orar e faz questão de “enfeitar” suas orações com frases bonitas e
volume suficiente para ser ouvido. O cristão tem na oração do Senhor um guia
para uma vida realmente disciplinada e comprometida com a vontade de Deus.
Ø Jejum
16
"Quando jejuarem, não
mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do
rosto a fim de que os homens vejam que eles estão
jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena
recompensa. 17 Ao jejuar, ponha
óleo sobre a cabeça e lave o rosto, 18 para que não pareça aos outros
que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará".
(Mateus 6.16-18)
O legalista cumpre a
obrigação de jejuar “com cara de tristeza”, ele espera ser abordado pelas
pessoas e assim poder dizer que está em jejum por alguma causa. O jejum para ele se torna um ato para
comprovar sua superioridade espiritual.
Numa vida disciplinada, este
ato é trato pessoal com Deus e se realiza dentro de um contexto maior de
comunhão com Deus, juntamente com outras práticas de fé.
12 – Vivendo
Sem Hipocrisia
25
Portanto, cada um de vocês deve
abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros
de um mesmo corpo. (Efésios 4.25)
Não devemos viver tentando
apresentar espiritualidade àqueles que nos cercam, pois espiritualidade só tem
sentido quando é verdadeira, quando não tem intencionalidades por trás, isto é,
quando a única intenção é viver de forma agradável a Deus.
Abandonar a mentira e falar
a verdade implica em sermos verdadeiros em tudo, mas verdadeiros em amor. Ser
verdadeiro sem amor é ser agressivo. Ser amoroso sem verdade é ser injusto.
Em nossas relações dentro da
igreja acabamos fazendo muitas inimizades. É mentira dizermos a nós mesmos que
não temos inimigos na igreja, no trabalho, etc. Inimigos são aqueles que
tratamos com indiferença, distância, pessoas que não vemos com bons olhos, que
as consideramos desagradáveis, não confiáveis, em fim, temos inimigos, aqueles
que não consideramos do nosso grupo. Não desejamos o mal a elas, mas também não
desejamos o bem. Agimos e tomamos decisões sem nos preocuparmos com as
necessidades delas.
Inimigos também nascem sem
que nós façamos por merecer. Eles nascem da inveja, do ciúme, da insubmissão,
frutos da rebeldia, da soberba, da vaidade. Quanto maior a influência que
alcançamos em um determinado lugar, mais inimigos ganhamos. Não é diferente na
igreja. Deveria ser! Contudo a religiosidade cega às pessoas destruindo a
espiritualidade.
Ser verdadeiro é não ser
sabotador do ministério do seu irmão; não ser aquele que fica semeando
discórdia contra o seu irmão (pegando pequenos defeitos para destruir sua
imagem); não ser falso com o seu irmão (na frente diz uma coisa, por trás diz
outra coisa). Ser verdadeiro é viver como Jesus viveu e como Ele nos ensinou a
vivermos.
13 – Irai-vos,
Mas Não Pequeis
26
"Quando vocês ficarem
irados, não pequem". Apazigüem a sua ira antes que o sol se ponha, 27 e não dêem lugar ao diabo. (Efésios
4.26,27)
·
Como você entende esta recomendação sendo você a pessoa sabotada,
injustiçada ou difamada?
·
É possível dar vazão aos nossos sentimentos e não pecarmos?
·
Como podemos disciplinar nossas emoções, dar expressão a elas e ainda
resolver os conflitos para não levá-los conosco dia após dia?
14 – Perdão
Instrumento Para Nos Mantermos Espirituais
30 Não entristeçam o Espírito
Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. 31 Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria
e calúnia, bem como de toda maldade. 32 Sejam bondosos e compassivos
uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês
em Cristo. (Efésios 4.30-32)
Diante todas as adversidades que encontraremos na vida
cristã precisaremos perdoar e abandonarmos todo sentimento de amargura,
indignação, ira, gritaria, calúnia e todo tipo de maldade, a todos que contra
nós se colocarem, do contrário nos tornaremos religiosos e não viveremos uma
espiritualidade verdadeira.
[1] Rebelião – Ato de se opor a uma
autoridade estabelecida legitimamente. Resistência a uma ordem estabelecida.
[2] Parecem – Algo que se assemelha ou que
lembra outra coisa ou alguém. Neste caso algo que se assemelha a uma
espiritualidade, mas que não é. O desejo por Deus não é verdadeiro, pois no
fundo querem fazer o que lhes agrada, conforme descreve o profeta no verso
seguinte (Isaías 58.3).
[3] Agripa - Quando se fala em que foi o
rei Agripa na Bíblia é preciso saber que dois reis são mencionados no Novo
Testamento com esse nome. Ambos pertenciam à dinastia herodiana. Por isso são
chamados de Herodes Agripa I e Herodes Agripa II.
Tanto
Agripa I quando Agripa II são citados exclusivamente pelo escritor do livro de
Atos dos Apóstolos. Por esse motivo é comum que algumas pessoas confundam um
com o outro.
Herodes Agripa I foi neto do rei
Herodes, o Grande, por parte de seu casamento com Mariamne, a princesa
hasmoneana. Ele era filho de Aristóbulo, executado em 6 d.C. a mando do próprio
pai.
Agripa I era amigo de Gaio, que veio a
se tornar o imperador Calígula. Durante o governo de Tibério, ele acabou preso
por expressar de forma descuidada o seu desejo de que Gaio, seu amigo, se
tornasse logo o novo imperador.
Gaio finalmente ascendeu ao trono após a morte de Tibério
e foi generoso com seu amigo Agripa I. Após libertá-lo da prisão, ele lhe
concedeu a tetrarquia que era administrada por Herodes Filipe, o tetrarca, que
morreu em aproximadamente 34 d.C. Filipe também era seu meio-tio.
Depois, quando Herodes Antipas
foi deposto em 39 d.C., Agripa I assumiu o seu território. Então além de
governar sobre a tetrarquia a nordeste da Palestina, a Galileia e a Pereia
foram adicionadas ao seu reino. Nessa altura Agripa I já ostentava o título de
rei.
Quando Claudio se tornou o novo imperador de Roma, os
territórios de Agripa foram ainda mais ampliados. Ele recebeu o domínio sobre a
Judeia e a Samaria. Isso significa que ele governava sobre um reino de extensão
praticamente equivalente ao reino de Herodes o Grande, seu avô. Todo esse poder
justificava sua designação como “rei Herodes”.
Em Atos 12
lemos sobre a forma com que ele perseguiu a Igreja Primitiva. Essa perseguição
foi viabilizada, principalmente, por causa do apoio que ele contava por parte
dos judeus. Foi durante o reinado de Herodes Agripa que ocorreu o primeiro
martírio dentro do colégio apostólico.
Agripa
mandou matar à espada o apóstolo Tiago, irmão de João. Ele também mandou
prender o apóstolo Pedro, que mais tarde foi libertado da prisão de forma
sobrenatural pelo anjo do Senhor.
O relato da
morte de Herodes Agripa I é um dos mais conhecidos entre os cristãos. A Bíblia
diz que em certo dia ele estava vestido de vestes reais assentado em seu trono
enquanto falava ao povo. Então seus súditos começaram a clamar: “É voz de um deus, e não de homem” (Atos 12:22).
Segundo o
texto bíblico, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus.
Isso significa que ele aceitou para si uma honra que não lhe pertencia, dando
mostras de seu orgulho. A Bíblia diz que por fim ele expirou comido de bichos
(Atos 12:23).
O
historiador Judeu Flávio Josefo registra esse acontecimento dizendo que Herodes
Agripa sentiu subitamente fortes dores abdominais. Essas dores acabaram por se
tornar insuportáveis. O rei morreu esgotado depois de cinco dias de terrível
sofrimento. Sua morte é datada em 44 d.C. Ele era pai de Agripa II, de Berenice
(mencionada em Atos 25:13) e Drusila (esposa do procurador Félix em Atos
24:24).
Agripa II possuía importantes amizades entre os pagãos
gregos, enquanto tentava manter bons relacionamentos com os judeus, dando
importância aos rituais judaicos. Este é o rei Agripa diante de quem Paulo de
Tarso fez a sua defesa no livro de Atos dos Apóstolos (Atos 25:13-26:32).
[4] Classics
Mit XV Livro dos Analles:
Publius Cornellius Tacito (em inglês)
[5] Gato Preto - "Essa superstição
teve origem na Idade Média, quando se acredita que os felinos, devido a seus
hábitos noturnos tinham pacto com o demônio, principalmente se o bichano fosse
de cor negra, pois essa cor era associada às trevas."
(https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/supersticao.htm)
[6] Bater na Madeira - "Essa
superstição está associada à crença de que as árvores eram a morada dos deuses.
Sempre que se sentiam culpados de algo, batiam no tronco para invocar as
divindades e pedir perdão. Costume ligado a povos primitivos pagãos. Os celtas,
também tinham um costume parecido. Seus sacerdotes, os druidas, batiam na
madeira para afugentar os maus espíritos, pois acreditavam que as árvores
consumiam os demônios." (https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/supersticao.htm)
[7] Escada - "Nunca passar por debaixo
de uma escada, pois ela é a imagem da subida, do acesso social, da elevação. E
passar por debaixo do que se eleva é simbolicamente renunciar, afastar-se do que
progride, vence. Resultando na perca da boa sorte."
(https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/supersticao.htm)
[8] Assédio moral - é toda e qualquer conduta que
caracteriza comportamento abusivo, frequente e intencional, através de
atitudes, gestos, palavras ou escritos que possam ferir a integridade física ou
psíquica de uma pessoa, vindo a pôr em risco o seu emprego ou degradando o seu
ambiente de trabalho.
[9] Philip
Schaff - Foi um teólogo protestante e
historiador da igreja cristã. Nascido na Suíça, em 1819 e faleceu em Nova York,
EUA em 1893.
[10] Racá - Palavra usada no Evangelho como termo injurioso,
equivalente a vil ou desprezível. Palavra
aramaica que era usada como insulto.

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