Translate

terça-feira, 11 de outubro de 2022

APOSTILA 28 - RUMO A MATURIDADE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RUMO A MATURIDADE

 

 

 



 

 

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SUMÁRIO

 

 

 

1. Autoestima, sim; Egoísmo, não!

02

2. Solidário, sim; Solitário, não!

07

3. Dependência e independência; Uma tensão constante!

12

4. Salvar ou Perder a Vida?

16

5. Espiritualidade, sim; Religiosidade, não! (parte 1)

20

6. Espiritualidade, sim; Religiosidade, não! (parte 2)

24

7. Entusiasmo, sim; Fanatismo, não!

27

8. Amizade, sim; Manipulação, não!

33

9. A Palavra Viva, sim; A letra morta, não!

37

10. Liberdade, sim; Libertinagem, não!

41

11. Passado – Presente – Futuro

44

12. Adoração a Deus, sim; Idolatria, não!

49

13. Fé, sim; Credulidade cega, não!

53

14. Ministérios, sim; Cargos, não!

57

15. Perdão, sim; Frouxidão, não!

59

16. Mortalidade ou Imortalidade da Alma?

63

17. Continuísmo ou Cessacionismo dos Dons?

66

18. Submissão e Serviço

71

19. Disciplina Espiritual, Sim; Legalismo, não!

75

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1. AUTOESTIMA, SIM; ORGULHO, NÃO!

 

Autoestima é a característica que define uma pessoa satisfeita com sua identidade, consigo mesma. Podemos dizer que é a qualidade de quem se valoriza e que demonstra confiança em seus atos e julgamentos.

 

                                              

 

O orgulho é uma grande satisfação com o próprio valor, que nos leva a pensar que somos melhores que as demais pessoas. O orgulhoso ama a si mesmo mais do que a qualquer outro, se julga melhor que os outros.

 

                                           

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Examinar alguns textos bíblicos que nos ajudem a desenvolver a nossa autoestima e a nos valorizarmos como pessoas criadas à imagem divina, sem caminhar na direção do orgulho ou do senso de superioridade.

 

2 – A razão Deste Estudo

Muitas pessoas estão debilitadas na sua vida espiritual porque perderam de vista o fato de que foram criadas à imagem divina. Não têm autoestima e não sabem valorizar-se como pessoas humanas. Consequentemente, não conseguem valorizar as outras pessoas.

Por outro lado, alguns caminham na direção oposta, do egoísmo e do orgulho, julgando-se superiores aos demais. O estudo dos textos bíblicos aponta para o perfeito equilíbrio que se encontra na vida de Jesus Cristo.

 

3 – Bases Bíblicas Para a Autoestima

Leia com bastante atenção Gn 1:26-31.

26 Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão". 27 Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". 29 Disse Deus: "Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. 30 E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão". E assim foi. 31 E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o sexto dia. (Gênesis 1.26-31)

·      Como o grupo entende os versículos 26 e 27?

Ø  O que significa ser criado à imagem de Deus?

Ø  Em que sentido nós somos semelhantes a Deus? Em nossa aparência física? Em poder? Em inteligência? No direito de mandar? Na capacidade de amar e ser amado? Na capacidade de pensar e decidir?

Ø  Ser semelhante a Deus significa ser idêntico a Deus ou igual a Ele?

Ø  O que significa dominar neste contexto?

Ø  Em que nos diferenciamos dos animais e de outras coisas do mundo criado?

Ø  Em nossa sociedade, hoje, todas as pessoas são valorizadas como seres humanos criados à imagem divina?

Ø  Como isso afeta a nossa autoestima?

 

·       O versículo 27 diz que ambos, homem e mulher, foram criados à imagem de Deus.

Ø     A sociedade moderna assumiu essa total igualdade?

Ø  A mulher é respeitada de forma igual ao homem na sociedade? Na igreja? No trabalho?

Ø  Como isso afeta a autoestima da mulher e do homem?

 

·      O versículo 28 focaliza o ser humano como um tipo de administrador ou encarregado de cuidar das coisas boas que Deus criou. Que valorização da pessoa humana! Que confiança Deus depositou em nós! Diante esta expectativa de Deus devemos nos perguntar:

Ø  O ser humano corresponde a essa grande responsabilidade?

Ø  Temos cuidado bem da terra?

Ø  Quais os problemas ecológicos que resultam do descuido do ser humano?

Ø  Como podemos recuperar este papel divino de guardador e responsável pelo mundo criado?  

Ø  Como podemos reverter o processo de abuso da natureza?

Ø  Como isso afeta a nossa autoestima?

 

Leia Gn 9:1-6

1 Deus abençoou Noé e seus filhos, dizendo-lhes: "Sejam férteis, multipliquem-se e encham a terra. 2 Todos os animais da terra tremerão de medo diante de vocês: os animais selvagens, as aves do céu, as criaturas que se movem rente ao chão e os peixes do mar; eles estão entregues em suas mãos. 3 Tudo o que vive e se move lhes servirá de alimento. Assim como lhes dei os vegetais, agora lhes dou todas as coisas. 4 "Mas não comam carne com sangue, que é vida. 5 A todo que derramar sangue, tanto homem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo. 6 Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado". (Gênesis 9.1-6)

O primeiro texto de Gn 1:26-31 fala de uma era dourada em que seres humanos viviam em perfeita harmonia com os animais e a natureza. O alimento era composto de ervas e dos frutos das árvores e das plantas. Não se matava animais para o alimento. Porém, neste texto de Gn 9:1-6 essa era dourada terminou. O pecado se tornou presente na história humana e a relação do homem com a criação e seu Criador foi afetada.

Os versos 2 ao 4 falam de carne como alimento, mas tendo o cuidado de não beber o sangue, tido como a própria vida. Contudo, o importante é notar que, embora fosse permitido matar animais, era rigorosamente proibido matar um ser humano. A justificativa se encontra no versículo 6. Matar um ser humano é matar uma parte do próprio Deus, já que as pessoas foram criadas à sua imagem. A partir deste principio penso que podemos dizer também que:

Ø  Negar a alguém, hoje, o direito a uma habitação decente seria o mesmo que negar moradia a Deus?

Ø  Pagar um salário indecente a um trabalhador seria o mesmo que lesar o próprio Deus seu ganho justo?

Ø  Negar condições de saúde a um pobre seria negar isso ao próprio Deus?

Ø  Expulsar um índio de sua terra ancestral seria a mesma coisa que tirar de Deus o seu próprio terreno?

Ø  Como o ensino deste texto afeta a nossa autoestima?

 

Leia Salmo 8 com bastante atenção. Este texto é uma expressão poética da ideia fundamental de Gn 1:26-31.

1 Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. 2 Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o inimigo que busca vingança. 3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, 4 pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? 5 Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. 6 Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: 7 Todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, 8 as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. 9 Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! (Salmos 8.1-9)

 

Versículos 1 e 2

1 Senhor, Senhor nosso, como é majestoso o teu nome em toda a terra! Tu, cuja glória é cantada nos céus. 2 Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos firmaste o teu nome como fortaleza, por causa dos teus adversários, para silenciar o inimigo que busca vingança. (Salmos 8.1,2)

Falam da grandeza de Deus.

 

Versículos 3 e 4

3 Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, 4 pergunto: Que é o homem, para que com ele te importes? E o filho do homem, para que com ele te preocupes? (Salmos 8.3,4)

Apontam para o contraste entre a grandeza de Deus e o ser humano, um mero grãozinho na vastidão do cosmo.

 

Versículos 5 a 8

5 Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e de honra. 6 Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste: 7 Todos os rebanhos e manadas, e até os animais selvagens, 8 as aves do céu, os peixes do mar e tudo o que percorre as veredas dos mares. (Salmos 8.5-8)

Aprendemos que embora o ser humano seja tão pequeno em comparação a vastidão do cosmo, Deus achou por bem reservar-lhe um lugar de destaque no plano da criação. Feito um pouco menor que Deus, o ser humano tem a responsabilidade de agir em Seu nome, dominar e cuidar do mundo criado.

 

·      Hoje em dia as pessoas estão cumprindo esta tarefa tão digna? Correspondem a essa confiança? Estão administrando bem a ordem criada? Seja qual for à resposta, permanece o fato de que Deus valorizou, e muito, o ser humano. Você se sente valorizado enquanto ser criado “um pouco menor que Deus”? Valoriza as outras pessoas que também foram criadas à imagem divina?

·      Quantas pessoas sofrem de complexo de inferioridade hoje? Quantas perderam sua autoestima? Quantas não tomam conhecimento de sua dignidade enquanto pessoa humana? Quais são algumas injustiças e males da sociedade moderna que roubam a dignidade da pessoa humana? O que podemos fazer para recuperar essa sublime valorização, tão bem retratada em Gn 1:26-31 e Sl 8?

 

4 – Orgulho, Não!

Até aqui nos concentramos em um ponto fundamental: Deixar claro que Eu e Você somos IMPORTANTES.

Sem dúvida, alguns precisam desta mensagem para recuperar sua autoestima e sua dignidade, respeitando a si mesmo. Contudo alguns erram e caiem no outro extremo. São orgulhosos, pensam ser superiores aos outros, imaginando-se em pé de igualdade com o próprio Deus. Como evitar este erro do orgulho e engrandecimento pessoal?

A resposta desta pergunta se encontra no texto do apóstolo Paulo aos irmãos de Filipo (Filipenses 2.5-11). Este texto apresenta uma orientação sábia. Leia-o com atenção.

5 Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, 6 que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; 7 mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. 8 E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! 9 Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2.5-11)

Este texto mostra a maneira como a igreja primitiva se lembrava do Senhor Jesus. Ele tinha tudo pelo que se orgulhar. Ele tinha todos os direitos e privilégios da glória. Ninguém tinha mais elementos para se sentir superior e em posição de vantagem sobre as demais pessoas. Porém seu sentimento foi outro. Confira nos versículos 5 a 8. Aquele que tinha tudo abriu mão do que possuía para tornar-se um servo. Mas este esvaziamento não deixou Jesus sem nada e empobrecido. Veja o resultado nos versículos 9 a 11. Eis o resultado positivo de uma completa obediência à vontade de Deus. Eis a sugestão para um perfeito equilíbrio, o sentimento de Cristo Jesus.

Valorizados que somos como filhos e filhas de Deus, este reconhecimento não deve nos levar a um espírito de orgulho e egoísmo, procurando nossa própria promoção pessoal. Como filhos e filhas de Deus somos motivados a servir aos outros e estarmos juntos com todos em solidariedade, pois todos, indistintamente, são criados à imagem divina e “um pouco menores que Deus”, assim como eu e você.

Portanto tenha sempre em mente as palavras do apóstolo Paulo (Romanos 12.3).

3 Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu. (Romanos 12.3)

 

3 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. (Filipenses 2.3)

Reflexão em Grupo

·      Neste momento de sua jornada espiritual, de qual lembrete você mais necessitava: a de que você é uma pessoa de infinito valor, ou a advertência de não se engrandecer demais e não focalizar sua atenção apenas em torno dos seus próprios interesses?

·      Como os textos estudados podem te ajudar hoje a encontrar uma orientação segura para sua vida e seu crescimento espiritual?

·      Se alguém estiver fora do movimento DONS e MINISTÉRIOS alegando que não tem capacidade ou valor para realizar algo em nome de Deus, como podem os textos em Gn 1:26-31 e Sl 8 ajudá-lo?

·      Se alguém na igreja buscar um cargo ou uma liderança para sua promoção pessoal, como pode o texto em Fp 2:5-11 ajudá-lo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. SOLIDÁRIO, SIM; SOLITÁRIO, NÃO!

 

Ser solidário é possuir um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros. A palavra solidariedade tem origem no francês “solidarité” que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca, mútua.

Solitário é a característica daquele que vive só, que se distância das demais pessoas.

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Examinar alguns textos bíblicos que ajudem a aceitar nossa responsabilidade individual na vivência da fé e ao mesmo tempo focalizar o aspecto solidário da fé cristã.

 

2 – A razão Deste Estudo

Hoje em dia, muitos querem fugir de suas responsabilidades pessoais. Cada um deve lembrar que ele, e só ele, responderá por suas próprias obrigações. Mas o cristianismo não é uma religião solitária. Precisa ser solidária. Neste mundo de egoísmo e individualismo, este estudo torna-se oportuno, pois focaliza os dois lados da mesma moeda - responsabilidade pessoal e ajuda mútua; cada um levando sua própria carga e todos levando as cargas dos outros. É o que nosso mundo conturbado de hoje precisa.

 

3 – Solidão, Não!

18 Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda". (Gênesis 2.18)

A declaração de que não é bom que o homem esteja só, não foi feita por Adão, mas pelo próprio Deus. Todo ser que tem a capacidade de amar tem uma força que o empurra a compartilhar a vida, essa força se chama amor.

Não podemos negar que às vezes precisamos estar só, mas viver só não é bom para o homem. Por que viver só não é bom para o homem?

 

                                                      

 

4 – Solidariedade Sim ou Não?

1 Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. 2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. 3 Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. 4 Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, 5 pois cada um deverá levar a própria carga. (Gálatas 6.1-5)

Parece que Gl 6:2 e 6:5 expressam ideias opostas. Num primeiro momento os cristãos são orientados a levar as cargas uns dos outros. Em seguida vem o lembrete de que cada um precisa levar o seu próprio fardo, isto é, cuidar de suas próprias responsabilidades. Leiamos Gl 6:1-5 com bastante atenção para verificar que esta contradição não existe. O que realmente existe é complementação.

O cristão é chamado a uma responsabilidade individual e pessoal. Ele, e somente ele, responderá, perante Deus, por seus atos e atitudes. Mas este cristão não é solitário na sua jornada de fé. Ele é chamado a ser solidário e nunca solitário. Vejamos no texto bíblico como isso funciona.

 

                                                     

 

Versículo 1

1 Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. (Gálatas 6.1)

O que acontece na comunidade de fé quando alguém cai num erro? Os outros ficam de lado, sem qualquer interesse ou participação no caso? Em absoluto! O texto fala em “corrigir” o faltoso. Os tradutores afirmam que o verbo traduzido como “corrigir” tem o sentido de restaurar, consertar, colocar de novo em funcionamento.

A recomendação do texto é que este processo de correção seja feito com espírito de brandura. A finalidade da correção não ‘e condenar, punir ou castigar o faltoso, mas restaurar a pessoa à comunidade; dar-lhe condições para funcionar novamente dentro da família dos fiéis.

 

Versículo 2

2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6.2)

Aqui temos a sugestão de que a lei de Cristo exige solidariedade. Quando alguém está carregando o peso da culpa, condenação e remorso; não precisa de mais peso sobre suas costas. Ele precisa é de um ato de solidariedade, alguém que o ajude a carregar o peso que está espremendo sua vida.

Diante dessa verdade devemos nos perguntar:

·      Como a disciplina eclesiástica em nossa igreja local deve agir? Afastar a pessoa da comunhão ou buscar fazer um trabalho de aconselhamento?

·      Qual a nossa atitude para com um irmão ou uma irmã que comete uma falta? Afastamos essa pessoa de nossa comunhão? Agimos com indiferença em relação ao fato? Condenamos? Abraçamos?

·      Como podemos dividir o peso visando à recuperação daqueles que falharam?

·      O que significa fazer o possível para restaurar a pessoa à comunidade dos fiéis?

 

Paulo, que aconselhou as pessoas a carregarem as cargas umas das outras, também sabia que cada pessoa precisava carregar certos pesos sozinha. Ele mesmo o confessou em 2 Co 12.7-10.

7 Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. 8 Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. 9 Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 10 Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte. (2 Coríntios 12.7-10)

Num certo sentido, este espinho na carne era dele e ninguém poderia carregar este peso em seu lugar. Daí a afirmação em Gl 6:5, de que cada um levará o seu próprio fardo.

Não há contradição entre Gl 6:2 e 6:5. É verdade que cada um precisa andar sobre suas próprias pernas nesta jornada de fé, contudo deve caminhar se solidarizando com aqueles que estão ao seu redor.

Somos indivíduos responsáveis, como indica o versículo 5. Mas isto não é um convite a uma vida solitária na fé. Somos desafiados a sermos solidários. Justamente pelo fato de cada um ter pesos e responsabilidades que precisa carregar é que devemos ser sensíveis aos outros e ajudá-los a levar suas cargas.

Em 1 Co 10.31-33 lemos:

31 Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. 32 Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus. 33 Também eu procuro agradar a todos de todas as formas. Porque não estou procurando o meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos. (1 Coríntios 10.31-33)

Paulo explica o que tal sensibilidade significa. O cristão deve estar disposto a limitar sua própria liberdade, se tal limitação vier a beneficiar o outro em sua jornada espiritual. Reconhecendo que cada um tem cargas pesadas para carregar, não é bom colocar mais tropeços ou outras dificuldades em seu caminho. O verdadeiro espírito de Cristo está em procurar os interesses do outro e não se concentrar apenas nos próprios direitos e privilégios.

 

·      Você tem algum exemplo em sua vida onde limitou sua própria liberdade, abrindo mão de um desejo para não ser um tropeço aos outros?

 

Outro motivo para ser solidário. Nós mesmos podemos cair e certamente naquela hora gostaríamos de ter alguém compreensivo ao nosso lado, a quem pudéssemos dar a mão. 1 Co 10:12 é um lembrete oportuno para qualquer um.

12 Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia! (1 Coríntios 10.12)

Um dia podemos estar ao lado de alguém que caiu em uma falta na sua jornada de fé; outro momento pode ser bem diferente - nós mesmos podemos cair e precisar de alguém solidário para nos animar, corrigir, encorajar e colocar novamente no caminho certo.

O mesmo Paulo que reconheceu que teria de suportar sozinho seu espinho na carne, também contou com as orações solidárias dos fiéis para poder continuar sua jornada de fé. Confira em Rm 15:30.

30 Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor. (Romanos 15.30)

·      O ministério da oração está funcionando em sua igreja local?

·      Como este ministério pode vivenciar o significado da solidariedade e ajudar os outros a carregarem suas responsabilidades?

·      Como enriquecer e fortalecer este ministério tão importante?

 

Versículos 3 a 5

3 Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. 4 Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, 5 pois cada um deverá levar a própria carga. (Gálatas 6.3-5)

Aqui temos exemplos negativos. A pessoa que se julga superior não está em condições de ajudar o outro. Para realmente ser solidário e ajudar a levar as cargas dos outros, é preciso produzir ter empatia e não tentar se promover com palavras vazias em torno de façanhas pessoais.

As pessoas que realmente têm motivo para se orgulhar, aquelas que podem “contar vantagens” em torno de contribuições positivas, geralmente nem pensam nisso, pois reconhecem de fato quem são e sabem o quanto é difícil viver crucificado.

Não é fácil abrir mão de nossos próprios interesses, mas quando fazemos isso, nos tornamos livres para ajudar outros. Com responsabilidade e dignidade carregamos nossos próprios fardos e cumprimos nossos deveres e tarefas; além disso, ajudamos e incentivamos outros em sua jornada. Isso é solidariedade!

 

5 – Me Relacionando a Partir de Jesus

46 Falava ainda Jesus à multidão quando sua mãe e seus irmãos chegaram do lado de fora, querendo falar com ele. 47 Alguém lhe disse: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo". 48 "Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?", perguntou ele. 49 E, estendendo a mão para os discípulos, disse: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos! 50 Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe". (Mateus 12.46-50)

·       Como você entende a resposta de Jesus “quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”? Ela intensifica a solidariedade entre nós?

·       Como seria o mundo ao seu redor se você tratasse todos como seu pai, sua mãe e irmãos?

·       Como você trataria o seu líder ou um líder de ministério se você o visse como seu pai ou sua mãe?

·       Como você trataria o seu voluntário ou um voluntário da igreja se você o visse como seu irmão ou sua irmã?

·       Como você trataria sua diarista, seu empregado, seu patrão, o seu próximo se os visse como Jesus descreve neste texto?

·       Como seria sua igreja se você tratasse seus irmãos (líderes ou voluntários) como você trata sua mãe, seu pai ou aos seus irmãos de sangue?

 

6 – Reflexão em Grupo

  • Pedir para o grupo contar uma ilustração ou testemunho que envolva responsabilidade pessoal e auxílio mútuo.

 

    • Ilustração 1: Já notaram como as aves migratórias voam juntas e em formato de “V”? Conseguem cobrir grandes distâncias e atravessam mares onde não podem parar para descansar. Cientistas descobriram que este formato em “V” não é por acaso. Nesta formação as correntes de ar formadas pelas batidas das asas, ajudam todas as aves no grupo. Todas trabalham e todas são beneficiadas. Também há o rodízio nas posições, sendo que a ave na ponta da formação recebe menos benefícios. Calcula-se que há uma economia de até 70% de energia por causa desta solidariedade. Assim é na comunidade de fé - cada um tem sua responsabilidade pessoal e individual, mas todos se ajudam na tarefa comum.

 

 

    • Ilustração 2: Um morador do Norte do Brasil conta experiências em torno da luta diária para buscar água para o uso em casa. As pessoas andam vários quilômetros para transportar a água do poço até a casa. É preciso aproveitar o máximo e levar quanta água puder, devido a distância. Além de utilizar os braços e as mãos, carregam vasilhames de água na cabeça. Só que a pessoa após encher todos os vasilhames tem dificuldade de ajeitar os mesmos para a viagem de volta. Sem a ajuda de uma segunda pessoa, derrama-se muita água na tentativa de colocar o vasilhame na cabeça. Por isso, cada pessoa ajuda a outra a acertar suas cargas, porém cada uma é responsável de levar sua própria carga.     

 

·      Na sua igreja existe um ambiente favorável para que cada pessoa desenvolva sua responsabilidade pessoal?

·      Existe um espírito de solidariedade em que todos compartilham das cargas uns dos outros?

·      Se existir este ambiente favorável, que exemplos concretos o grupo pode enumerar?

·      Se não existir, o que pode ser feito para se promover este ambiente positivo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. DEPENDÊNCIA, INDEPENDÊNCIA E INTERDEPENDÊNCIA; UMA TENSÃO CONSTANTE!

 

Dependência é a necessidade que possuímos de obtermos auxílio, ajuda e proteção. É o estado que nos torna imprescindíveis uns aos outros. Quando éramos crianças, éramos dependentes de nossos pais. Eles nos proporcionavam alimentação, cuidado e proteção.

Independência é a característica daqueles que se consideram autônomos; livres para caminharem e decidirem por si mesmas. Na medida em que crescemos e nos tornamos adultos, nós iniciamos uma caminhada na direção da independência e começamos a determinar nossos próprios comportamentos e atitudes.

Interdependência é a característica daqueles que se auxiliam mutuamente. Nós somos seres interdependentes. Ninguém vive inteiramente independente. Quem faz o pão que te alimenta? Quem produz o trigo para que o pão seja feito? Quem transporta o trigo da fazenda para a cooperativa? Em fim não sobrevivemos sozinhos, precisamos uns dos outros.

 

                              

 

Como podemos descrever nossa relação com Deus? É uma relação de dependência, independência ou interdependência?  Nós precisamos desesperadamente de Deus para vivermos. Somos inteiramente dependentes Dele. Ele tem absoluto poder sobre toda criação. Contudo Deus não precisa de nós para viver. Ele não precisa de nós para ser Deus. Como você descreveria nossa relação com Deus?

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Examinar textos bíblicos que demonstram a tensão existente entre a dependência de Deus e nossas possibilidades como seres humanos de uma ação autônoma e independente.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Num mundo tecnológico, é fácil esquecer nossa dependência de Deus, nosso Criador. Muitos pensam que é possível dispensar a Deus e confiar em nossas capacidades científicas para resolver tudo. Por outro lado, há aqueles que enfrentam tantas frustrações e derrotas que chegam ao ponto de pensar que não são capazes de realizar coisa alguma. Tornam-se dependentes dos outros ou de Deus de uma forma doentia, abdicando de seus direitos e de suas responsabilidades de ser humano criado à imagem divina.

O estudo sugere uma tensão criativa em que a pessoa mantenha aquela dependência sadia do criador, exercendo, ao mesmo tempo, a autonomia concedida pelo Espírito, para desenvolver sua capacidade de decisão e ação com responsabilidade e dignidade, utilizando seu potencial humano.

3 – Em Cristo Tudo Posso

13 Tudo posso naquele que me fortalece. (Filipenses 4.13)

Podemos classificar as pessoas em três grupos diferentes:

1.    Aquelas que negam suas possibilidades de ação. São vitimas do complexo de inferioridade por isso não realizam seu potencial. Estas pessoas vivem apenas se lamentando: “Eu nada posso! Eu não consigo fazer coisa alguma”. Elas se tornam cegas, não conseguem nem mesmo ver Deus agindo em cooperação com elas.

2.    Aquelas que superestimam suas possibilidades de ação. Estas pensam que são capazes de tudo. Dizem “Tudo posso”. Sonham alto demais e tentam realizar projetos grandiosos, confiando somente em si mesmas. Estes sonhos não se fundamentam no realismo e o resultado final é a frustração, a decepção e a derrota.

3.    Aquelas que reconhecem que em Deus e debaixo de Sua orientação suas possibilidades de ação se tornam possíveis. Estas pessoas reconhecem a dependência, de Deus e procuram sua ajuda em tudo. Ao mesmo tempo em que afirmam esta dependência exercem sua própria independência aceitando a responsabilidade pessoal de filho/filha de Deus. Não cometem o erro de lamentar “Não posso fazer coisa alguma”, nem a tolice de conclamar em orgulho e egoísmo: “Tudo posso”. Essas descobriram o equilíbrio sadio que Paulo menciona neste versículo e testemunham desta verdade: “Tudo posso em Cristo que me fortalece”.

 

O contexto desta afirmação de Paulo é a expressão de gratidão por uma oferta de amor enviada pelos filipenses (Fp 4:10-20). O apóstolo não apenas registra um simples “Muito obrigado” para cumprir as exigências sociais. Ele explica que sua alegria nasce do fato de ter sido lembrado por estes fiéis. Ele não se contenta em deixar a oferta no simples nível de alguém necessitado. Nos versículos 11 e 12 ele afirma que sua felicidade não depende de uma situação financeira folgada. Paulo afirma que se contenta com muito ou com pouco. O segredo não está no fato de Paulo ser um tipo de super-homem dotado de poderes especiais de resistência. O segredo está no versículo 13. Paulo não consegue isso apenas dependendo de suas próprias forças, mas fortalecido por Cristo e em Cristo.

É claro que há participação humana. Paulo não ficou de braços cruzados esperando uma força mágica vinda de outro mundo. Como ser humano, lutou e enfrentou os altos e baixos da vida diária, buscando em Cristo a força para vencer nestas condições.

 

Para Fazer no Grupo

·      Compartilhar uma experiência em que você ou alguém do seu relacionamento tenha tentado enfrentar um momento difícil na vida, mas se sentiu derrotado, porque forças humanas não eram suficientes para vencer.

·      Compartilhar outra experiência em que você ou alguém do seu relacionamento tenha enfrentado uma situação difícil e encontrou em Cristo as forças para vencer.

 

4 – Paulo: Minha Graça te Basta

7 Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. 8 Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. 9 Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 10 Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte. (2 Coríntios 12.7-10)

Leia com atenção este relato que dá uma ideia bem íntima e humana daquilo que se passava na vida do Apóstolo Paulo. Com base no texto responda as perguntas abaixo:

·      Como Paulo encarou seu problema?

o   Com resignação? Com impaciência e clamando por uma solução? Como uma bênção divina para seu desenvolvimento espiritual? Como um mal necessário? Como uma provação vinda da parte de Satanás?

·      Paulo venceu seu problema? Sim ou Não?

o   Se você respondeu SIM, quais as forças utilizadas para conseguir esta vitória?

o   Se você respondeu NÃO, como compreende sua derrota? Falta de fé? Falta de compreensão do problema?

·      Comentar com seus/suas colegas a afirmação “Minha graça te basta”. Esta frase fala de uma completa dependência de Deus? Fala de uma completa independência do ser humano para traçar e controlar o seu destino? Reconhece a dependência do ser humano em relação a Deus e ainda deixa um espaço para o esforço humano de responsabilidade pessoal?

·      Levantar no grupo experiências de pessoas em que a situação humana tenha sido quase insuportável, mas que recebeu nesta experiência difícil a afirmação de Jesus: “Minha graça te basta”.

 

5 – Gideão: Fraco ou Forte?

11 Então o Anjo do Senhor veio e sentou-se sob a grande árvore de Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás. Gideão, filho de Joás, estava malhando o trigo num tanque de prensar uvas, para escondê-lo dos midianitas. 12 Então o anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe disse: "O Senhor está com você, poderoso guerreiro". 13 "Ah, Senhor", Gideão respondeu, "se o Senhor está conosco, por que aconteceu tudo isso? Onde estão todas as suas maravilhas que os nossos pais nos contam quando dizem: ‘Não foi o Senhor que nos tirou do Egito? ’ Mas agora o Senhor nos abandonou e nos entregou nas mãos de Midiã". 14 O Senhor se voltou para ele e disse: "Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está enviando? " 15 "Ah, Senhor", respondeu Gideão, "como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família". 16 "Eu estarei com você", respondeu o Senhor, "e você derrotará todos os midianitas como se fossem um só homem". (Juízes 6.11-16)

O chamado de Gideão. Leia com bastante atenção o texto e troque ideias no grupo sobre os seguintes pontos:

·      De acordo com o texto, de onde veio à força que sustentou Gideão? De seu treinamento pessoal? Da promessa de que Deus estaria com ele? De sua linhagem real? Do número de tropas à sua disposição? De sua dedicação a Deus e à missão?

·      Gideão contribuiu com uma parte do esforço ou dependia de Deus para fazer tudo?

·      Porque Gideão não poderia depender completamente de sua capacidade de liderança, de sua estratégia e de seus homens bem disciplinados? Porque tinha que depender de Deus também?

 

6 – Gideão: Dependência e Reconhecimento da Vontade de Deus Para Ele

22 Os israelitas disseram a Gideão, "Reine sobre nós! você, seu filho e seu neto, pois você nos libertou das mãos de Midiã". 23 "Não reinarei sobre vocês", respondeu-lhes Gideão, "nem meu filho reinará sobre vocês. O Senhor reinará sobre vocês." (Juízes 8.22,23)

Examine este texto no grupo e troque ideias sobre estes pontos:

·      A atitude de Gideão em não desejar ser rei é comum hoje em dia? O grupo se lembra de casos onde heróis populares recusaram o poder a despeito da sua alta conceituação no meio do povo?

·      A atitude em desejar de qualquer maneira o poder é comum hoje em dia? Acontece dentro de nossas igrejas? Acontece no meio político de nossa cidade?

·      Você entende qual lugar Cristo te quer no serviço de seu Reino? Qual o dom que Ele te deu? Onde Ele te usará e te fortalecerá?

·      Assumir um lugar do qual Cristo não nos deu é correto? Temporariamente é correto?

·      Como reconhecer a vontade de Deus para nossas vidas demonstram dependência de Deus e independência com relação aos outros?

 

7 – Um Membro Depende dos Demais Membros do Corpo

7 A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito; 10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. 11 Todas essas coisas, porém, são realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as distribui individualmente, a cada um, conforme quer. 12 Ora, assim como o corpo é uma unidade, embora tenha muitos membros, e todos os membros, mesmo sendo muitos, formam um só corpo, assim também com respeito a Cristo. [...] 18 De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. 19 Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20 Assim, há muitos membros, mas um só corpo. (1 Coríntios 12.7-12,18-20)

O texto nos ensina que o Espírito de Deus age de maneiras diferentes em cada um de nós.  Precisamos reconhecer que a cada um de nós foi dado um dom diferente, uma função no corpo diferente, visando o bem comum de todos.

Deus nos deu dons e nos colocou em funções diferentes no corpo, segundo a Sua vontade. Essas diferenças nos tornam dependentes uns dos outros e nos unem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. SALVAR OU PERDER A VIDA?

 

Se você deseja salvar a sua vida, isto é, receber a vida eterna, segundo Jesus, você deve abrir mão de si mesmo(a) por Ele. Portanto se você priorizar a si mesmo(a), não vivendo submisso a vontade de Jesus e do Pai, perderá a vida eterna.

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Examinar alguns textos bíblicos em que Jesus fala das exigências do discipulado. Oferecer subsídios para a compreensão do significado de perder a vida em torno da causa de Cristo e salvá-la no processo. Lançar um desafio para a vivência da fé cristã em dedicação total à causa de Cristo.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Há diversas reações em torno da colocação de Jesus a respeito de perder e encontrar a vida. Alguns nem querem saber de “perder” a vida. Pensam que é preciso fazer justamente o contrário; isto é, fazer o possível para proteger, promover e valorizar a vida da melhor maneira possível. Geralmente, os adeptos desta filosofia fazem de tudo para se autovalorizarem e se autopromoverem. Não tomam conhecimento da afirmação de Jesus, pois acham que é visionária e ingênua. Outros não a levam a sério, dizendo que a ideia é poética e espiritual, mas não funciona na vida real. Outros afirmam que a Psicologia moderna diz que devemos nos valorizar, e que a negação do EU poderia anular nossa personalidade, provocando sérios problemas emocionais.

O estudo é oportuno, pois sugere que uma dedicação completa à causa de Cristo (perder a vida na causa de Cristo) não conduz à anulação da personalidade; pelo contrário, é a maneira mais certa de conseguir uma realização pessoal e significativa. É o verdadeiro caminho para “salvar a vida”.

 

3 – Negar a si Mesmo

21 Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia. 22 Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!" 23 Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens". 24 Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. 26 Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma? (Mateus 16.21-26)

Este texto vem imediatamente após a confissão de Pedro. Jesus havia levantado uma questão: “Quem diz o povo ser o filho do homem?” Logo em seguida focalizou a pergunta de forma mais personalizada: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Em resposta, Pedro afirma a inspiradora confissão de fé: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo.” Jesus elogiou essa percepção, dizendo que foi uma revelação divina e não uma mera conclusão da mente humana.

Todavia, Jesus introduziu outro tema - um assunto grave, deixando os discípulos perplexos e apreensivos. Jesus anuncia sua morte. Jesus queria definir bem as coisas. Ser o Messias prometido significava que iria trilhar o caminho do sacrifício e da morte na cruz. Não significava um trono, com poderes e privilégios ilimitados; Jesus era o Messias nos moldes do servo sofredor que Isaías visualizou.

1 Quem creu em nossa mensagem e a quem foi revelado o braço do Senhor? 2 Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em sua aparência para que o desejássemos. 3 Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. 4 Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. 5 Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. 6 Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós. 7 Ele foi oprimido e afligido, contudo não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca. (Isaías 53.1-7)

Ser um discípulo desse Messias não significa ocupar os melhores lugares no Reino. O discipulado cristão exige um espírito de sacrifício e abnegação. Ser discípulo segundo as palavras de Jesus é “negar a si mesmo” e “tomar a sua cruz”.

           

Versículo 21

21 Desde aquele momento Jesus começou a explicar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse para Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos líderes religiosos, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei, e fosse morto e ressuscitasse no terceiro dia. (Mateus 16.21)

·       Porque seria necessário que Jesus desse este tipo de orientação aos seus seguidores?

·       É uma orientação fácil e agradável de aceitar?

·       Os discípulos de Jesus hoje precisam desta orientação?

 

Obs.: Os judeus tinham em mente que o Messias reinaria e venceria o Império Romano.

 

Versículo 22

22 Então Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: "Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!" (Mateus 16.22)

·      Qual foi a reação de Pedro?

·      Como se explica tal reação?

 

Obs.: Pedro era judeu e acreditava que o Messias não seria vencido pelo Império Romano.

 

 

 

 

Versículo 23

23 Jesus virou-se e disse a Pedro: "Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens". (Mateus 16.23)

·       Em que sentido Pedro se colocou como Satanás naquele momento?

·       Trocar ideias sobre este ponto: O que significa pensar “nas coisas de Deus” e o que significa pensar “nas coisas dos homens”?

 

Obs.: Jesus não está chamando Pedro de Satanás. Entretanto Jesus reconhece que aquelas palavras de Pedro são provenientes daquele que cogita contra as coisas de Deus. Estas não são palavras de um seguidor, mas de alguém que deseja ir à frente de Jesus e determinar novos caminhos.

 

Versículo 24-25

24 Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a vida por minha causa, a encontrará. (Mateus 16.24,25)

·      Em que sentido é possível negar-se a si mesmo sem anular a personalidade humana?

·      Jesus estava chamando seus seguidores para viverem uma vida enclausurada, afastada do mundo, onde o corpo é mutilado, diminuído e ignorado?

·      Jesus estava desafiando as pessoas a viverem a missão desenvolvendo todos os aspectos de sua personalidade e alcançando uma plena realização?

 

Versículo 26

26 Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma? (Mateus 16.26)

Este versículo dá uma orientação de como avaliar corretamente a questão de lucros e perdas. Considerar estes exemplos:

·      Qual a vantagem de obter o prazer de exagerar na comida se essa “vitória” nos custará à saúde? Neste caso, o que se ganhou? O que se perdeu? O resultado foi compensador?

·      Qual a vantagem de passar momentos diferentes e exóticos sob a influência de drogas, se tais experiências nos levam a uma dependência e eventual escravidão das mesmas? O que se perdeu? O que se ganhou?

 

Acredito que este verso também pode se referir ao desejo que temos de ganhar o mundo inteiro, no sentido de, querermos que nossas vontades sejam priorizadas acima da vontade e da liberdade das demais pessoas. Por exemplo:

  • Eu oro por um dia de sol para que eu possa curtir a piscina, enquanto muitos estão clamando por chuva para que as represas possam se encher e todos tenham água para beber. (Essa é uma oração onde estou perdendo a minha alma e buscando ganhar o mundo inteiro).
  • Eu oro para ser promovido no lugar do meu chefe, sem me preocupar com as necessidades dele e de seu futuro. (Essa é uma oração onde estou perdendo a minha alma e buscando ganhar o mundo inteiro).
  • Eu vejo uma vaga de estacionamento no mercado e percebo que outro carro também vem em direção à vaga, eu acelero meu carro para pegar a vaga ao invés de desacelerar. (Essa é uma atitude onde estou perdendo a minha alma e buscando ganhar o mundo inteiro).

 

Jesus abriu o jogo e deixou bem claro que para ser seu discípulo existia um preço a ser pago. Para seguir o Mestre, os discípulos tinham que “perder” algumas coisas – perder algumas coisas é o resultado daqueles que não mais priorizam sua vida. Mas essas “perdas” não deixariam seus seguidores empobrecidos e vazios. Pelo contrário, eles se tornariam mais humanos e ricos diante Deus.

 

4 – Simplesmente seguir a Jesus

18 Certo homem importante lhe perguntou: "Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?" 19 "Por que você me chama bom?", respondeu Jesus. "Não há ninguém que seja bom, a não ser somente Deus. 20 Você conhece os mandamentos: ‘Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’". 21 "A tudo isso tenho obedecido desde a adolescência", disse ele. 22 Ao ouvir isso, disse-lhe Jesus: "Falta-lhe ainda uma coisa. Venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois venha e siga-me". 23 Ouvindo isso, ele ficou triste, porque era muito rico. 24 Vendo-o entristecido, Jesus disse: "Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!” (Lucas 18.18-24)

Leia com atenção e responda:

·      O que significa as palavras de Jesus “Falta-lhe ainda uma coisa. [...] venha e siga-me”?

·      O que Jesus queria que este jovem perdesse?

·      Se o Jovem tivesse perdido o que Jesus recomendava, o que teria sido salvo ou ganho com isso?

·      Na opinião do grupo, porque o jovem não aceitou o desafio de Jesus?

 

Voltemos ao estudo de Mt 16:22-23 e apliquemos o ensinamento no caso deste jovem rico. Em que sentido o jovem rico cogitava as coisas dos homens em detrimento das coisas de Deus?

 

Para considerar individualmente e no grupo

·      Quais as exigências que o discipulado impõe hoje a você? O que Cristo está te convidando a perder?

·      Você tem dificuldade em aceitar ou assumir uma dessas exigências?

·      O que Ele promete a você se o seguir? Vale a pena “perder a vida por causa de Cristo”?

 

                                                 

5. ESPIRITUALIDADE, SIM; RELIGIOSIDADE, NÃO! (parte 1)

 

Espiritualidade é a característica daquele que segue a Jesus, vivendo um relacionamento pessoal com ele. Um cristão deve ser uma pessoa espiritual e não religiosa.

Religiosidade é a característica daquele que segue uma religião, vivendo uma piedade marcada pelo cumprimento de regras e ritos.

 

1 - Objetivo Deste Estudo.

Examinar alguns textos bíblicos como subsídios para diferenciar entre a verdadeira espiritualidade e a religiosidade superficial e vazia.

 

2 – A Razão Deste Estudo.

O ser humano gosta de ter sinais externos e palpáveis como base para sua fé (rituais, confissões, cânticos, manifestações de poder ou milagres, presença nas assembleias, rotinas religiosas de forma geral). As formas externas de religiosidade, na expressão da fé nos dão uma segurança da real existência daquilo que confessamos e professamos. Mas existe o perigo de focalizar apenas as expressões externas de fé sem cuidar da parte interna, do que verdadeiramente é espiritual e fundamental. O estudo que faremos oferece subsídios para diferenciarmos entre uma religiosidade vazia e inoperante (embora seja mais visível e evidente) e uma espiritualidade genuína capaz de nos sustentar na jornada de fé. Nesta época de tanta religiosidade e tão pouca espiritualidade, o estudo é muito oportuno.

Reflita nesta pergunta: Quem é mais espiritual? Aquele que jejua ou aquele que não jejua? Aquele que ora em línguas estranhas ou aquele que não ora em línguas estranhas? Aquele que levanta as mãos durante o louvor ou o que não levanta? Aquele que está em todos os cultos ou o que não está? Pode você avaliar a espiritualidade de alguém?

 

3 – O Verdadeiro Jejum e a Verdadeira Espiritualidade

1 "Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó, os seus pecados. 2 Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles. 3 ‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados. 4 Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto. 5 Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor? 6 "O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? 7 Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? 8 Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda. 9 Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. "Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; 10 se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia. 11 O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. 12 Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias. 13 "Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, 14 então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai". Pois é o Senhor quem fala. (Isaías 58.1-14)

 

Leia o texto com bastante atenção.

 

Versículo 1

1 "Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó, os seus pecados. (Isaías 58.1)

·      O que o profeta é chamado a fazer em relação ao povo?

·      Como o povo se encontrava?

·      O que significa rebelião[1]?

 

Versículo 2

2 Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles. (Isaías 58.2)

·      Como caracterizar este povo? Um povo espiritual ou religioso?

·      O que significa no texto a palavra “parecem[2]”?

 

Versículo 3

3 ‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu jejum vocês fazem o que é do agrado de vocês, e exploram os seus empregados. (Isaías 58.3)

Neste versículo o povo reclama que Deus não dá a devida atenção aos seus esforços e não presta atenção aos seus atos de fé. A parte final do versículo explica essa aparente “insensibilidade” de Deus.

·      Descreva essa explicação?

·      O que significa as expressões “fazem o que é do agrado de vocês” e “exploram os seus empregados”?

·      Como você descreveria a espiritualidade de nossos dias? Uma espiritualidade verdadeira ou religiosa de aparência?

·      Como você descreve a sua espiritualidade?

 

Versículo 4

4 Seu jejum termina em discussão e rixa, e em brigas de socos brutais. Vocês não podem jejuar como fazem hoje e esperar que a sua voz seja ouvida no alto. (Isaías 58.4)

·      Se o povo praticar os exercícios externos da religião (a religiosidade) sem cuidar da parte essencial, isto é, as atitudes e motivações (que caracteriza uma espiritualidade sadia), que resultado se pode esperar, de acordo com a parte final do versículo?

·      Assim como o povo de Israel corremos o risco hoje de focalizarmos os atos externos (os símbolos de uma religião – as praticas religiosas) sem cuidarmos das atitudes e do espírito interno, do que realmente é a essência da espiritualidade?

 

Versículos 5 a 7

5 Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao Senhor? 6 "O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? 7 Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? (Isaías 58.5-7)

Se o povo tem errado na sua prática da fé, estes versículos apontam para o caminho certo.

·      Que tipo de prática é aceitável para o Senhor?

·      Que tipo de trabalho os ministérios deveriam desenvolver dentro de uma igreja local?

·      Que prática seriam mera religiosidade e que práticas representariam a verdadeira espiritualidade que é agradável ao Senhor?

·      Como podemos interpretar estes versos para o contexto relacional entre os irmãos?

 

Versículos 8 a 14

8 Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda. 9 Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. "Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; 10 se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia. 11 O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. 12 Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias. 13 "Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do Senhor, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades, 14 então você terá no Senhor a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai". Pois é o Senhor quem fala. (Isaías 58.8-14)

Temos nestes versos a descrição das bênçãos inerentes a uma prática de fé verdadeira e não religiosa, de uma prática espiritual sadia, fruto de uma relação de amor por Deus e não de uma relação carregada de culpa e medo.

Em nosso próximo estudo veremos que Jesus reservou críticas severas àqueles que viviam uma espiritualidade aparente, fiéis aos ritos e leis, transformando a religião em atos vazios de espiritualidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6. ESPIRITUALIDADE, SIM; RELIGIOSIDADE, NÃO! (parte 2)

 

1 – A Religiosidade e a Espiritualidade Personificadas

Jesus reservou suas críticas mais pesadas e advertências mais fortes àqueles que se preocupavam somente com a religiosidade sem buscar a verdadeira espiritualidade. Os fariseus estavam na mira de Jesus porque enfatizavam as práticas externas da religião, sem se preocuparem com o verdadeiro espírito da lei de Deus. Jesus focalizou este problema da espiritualidade em uma parábola, onde dois homens subiram para orar, sendo um deles fariseu e o outro um publicano (Lc 18.9-14).

9 A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: 10 "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. 11 O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. 13 "Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. 14 "Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lucas 18.9-14)

O fariseu era um praticante fervoroso dos ritos religiosos. O publicano era alguém considerado pela sociedade de seus dias como um traidor de seu povo, por trabalhar para o Império Romano como cobradores de impostos.

Devido à tarefa que ocupavam tinham a oportunidade de se enriquecerem. Muitos judeus os julgavam como ladrões e os rejeitavam por isso. Zaqueu, um chefe dos publicanos, sofria essa rejeição e julgamento por parte de seus compatriotas (Lucas 19).

Quem é o espiritual na parábola de Jesus, o fariseu ou o publicano?

 

 

   

 

 

 

 

O religioso

O espiritual

Faz questão de mostrar atos e práticas que possam “comprovar” seu valor.

Reconhece o supremo valor em Deus.

Procura a autopromoção.

Procura discernir e fazer a vontade de Deus.

Tenta comparar seu desempenho e seus exercícios externos com os demais e tenta demonstrar sua superioridade

Reconhece a necessidade de sempre buscar a Deus para colocar sua vida interna em alinhamento com a vontade de Deus.

Crítica os outros e encontra falhas em sua religião.

Percebe suas próprias falhas e pede perdão a Deus.

Orgulha-se de suas obras religiosas.

Humildemente procura fazer a vontade de Deus.

Procura impressionar os outros com suas virtudes e suas obras.

Impressiona-se com a misericórdia de Deus.

Faz suas orações para um auditório humano.

Dirige suas orações a Deus.

Realiza muitas obras externas, mas nenhuma honestidade interna.

Demonstra poucas obras externas, contudo as realiza em completa sinceridade interna.

Se preocupa com a imagem que as pessoas tem de si.

Se preocupa com a imagem que Deus tem de si.

 

O povo de Deus é desafiado a procurar uma verdadeira espiritualidade. Como, então, diferenciar entre práticas externas de religiosidade e expressões sinceras de fé que constituem a verdadeira espiritualidade?

Pontos que servirão de subsídios para distinguir entre religiosidade e espiritualidade:

  • A espiritualidade é real quando as motivações por trás de nossas ações são genuínas, motivadas pelo amor a Deus.
  • A religiosidade tenta esconder ou disfarçar a realidade interna de nosso ser através de atos públicos. É uma aparente espiritualidade, porque as motivações não são corretas.

 

Com base nesta distinção podemos afirmar que o povo de Deus pode ter seus atos externos de fé, desde que as práticas externas reflitam uma dedicação interna e um compromisso sério com Deus e sua causa. Em outras palavras, podemos praticar nossos ritos religiosos desde que esses sejam feitos em amor e somente por amor a Deus. Mas se o povo começar a exibir os atos externos na tentativa de desviar a atenção de uma falta no cumprimento da vontade de Deus, ou na tentativa de agradar a homens, ou ainda na tentativa de aparentar uma espiritualidade, a religiosidade toma o lugar da verdadeira espiritualidade, e o resultado é desastroso.

 

2 - O Desafio de se Viver Uma Espiritualidade Sadia

O desafio para o cristão de hoje é procurar a verdadeira espiritualidade sem cair no vazio da religiosidade. O cristão é desafiado a orar, mas não em vãs repetições para ser ouvido e notado por outros. É chamado a jejuar, mas não para provar uma superioridade espiritual. É convidado a ler a Bíblia, mas não para se orgulhar de sua capacidade de citar versículos ou para utilizar passagens para ganhar dos outros em argumentos. É chamado a ser membro assíduo e ativo de uma igreja, mas não para sua autopromoção ou por vanglória. É desafiado a praticar todos os atos de piedade, mas não para se colocar sobre o seu semelhante ou para condená-lo por não acompanhar este ritmo de religiosidade.

O cristão é desafiado a praticar a fé e a participar de todos esses exercícios espirituais porque tem um compromisso sério com a vontade de Deus e procura fazer sua vontade com todo o seu ser. Nisto está à verdadeira espiritualidade.

Espiritualidade é viver realizando a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que vivemos negando a nós mesmos, priorizando Deus e as demais pessoas que nos cercam. Espiritualidade é viver sem tentar aparentar ser espiritual, mas apenas sendo espiritual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7. ENTUSIASMO, SIM; FANATISMO, NÃO!

 

Entusiasmo é a manifestação de um grande interesse, de um intenso prazer, de uma dedicação ardente com o que se fala, escreve, e no nosso caso, a quem se adora. Uma explosão de alegria causada pelo encontro com o Salvador.

A palavra entusiasmo se deriva do grego "enthousiasmos" que significa "ter um deus interior" ou "estar possuído por Deus".

Fanatismo é o zelo religioso obsessivo que pode levar uma pessoa a extremos de intolerância para com aqueles que não pensam como ela. O fanatismo torna a pessoa cega e incapaz de racionar com clareza.

Immanuel Kant, filósofo alemão, preocupado com os limites da razão humana, definiu o fanatismo, de maneira geral, como uma transgressão desses limites em nome de um ou mais princípios.

 

1 - O Objetivo Deste Estudo

Examinar alguns textos bíblicos que fornecem subsídios para distinguir entre um fanatismo irracional e um entusiasmo sadio e verdadeiro em torno da fé.

 

2 – A Razão Deste Estudo.

Observa-se, hoje, uma reclamação geral: “As Igrejas mais tradicionais são frias, falta-lhes vigor, entusiasmo, vida”. As mesmas pessoas que criticam as Igrejas tradicionais afirmam que os únicos grupos que apresentam entusiasmo e movimento são fanáticos na sua expressão da fé. Então, parece que é preciso escolher entre um ambiente frio e moribundo, e um ambiente de movimentação fanática, onde as emoções sobressaem e a razão não tem lugar.

O estudo tenta mostrar que o cristianismo verdadeiro é uma expressão vibrante e entusiasta da nossa alegria no Senhor, sem cair num fanatismo irracional. Neste momento de proliferação de grupos que chamam a atenção sobre si, e que crescem na base do fanatismo irracional, este estudo é relevante para nós hoje.

 

3 - Ku Klux Klan

Conhecida como KKK ou simplesmente "o Klan". É o nome de três movimentos distintos dos Estados Unidos, passados e atuais, que defendem correntes reacionárias e extremistas, tais como a supremacia branca (os brancos são superiores as demais raças), o nacionalismo branco (desenvolver uma nação de identidade branca), a anti-imigração (promoção dos interesses da população nativa) e, especialmente em iterações posteriores, o anticatolicismo (hostilidade contra o catolicismo) e o antissemitismo (hostilidade contra os judeus), historicamente expressos através do terrorismo voltado a grupos ou indivíduos aos quais eles se opõem. Todos os três movimentos têm clamado pela "purificação" da sociedade estadunidense e todos são considerados organizações de extrema-direita.

O primeiro Klan surgiu no sul dos Estados Unidos no final dos anos 1860 e deixou de existir no início da década de 1870. Ele tentou derrubar os governos estaduais republicanos no sul durante a Era da Reconstrução, especialmente através do uso da violência contra líderes afro-americanos. Com inúmeros ataques em todo o sul, o grupo foi suprimido por volta de 1871, através da aplicação da lei federal. Seus membros faziam seus próprios trajes, muitas vezes coloridos: roupões, máscaras e chapéus cônicos, projetados para serem aterrorizantes e para esconder suas identidades.

O segundo grupo foi fundado em 1915 e começou a atuar em todo o país em meados da década de 1920, especialmente nas áreas urbanas do Centro-Oeste e Oeste. Ele se opunha aos católicos e judeus, especialmente os imigrantes mais recentes, sendo que ressaltava sua profunda oposição à Igreja Católica. Esta segunda organização adotou um traje branco padrão e usava palavras de código semelhantes como as do primeiro Klan, além de ter adicionado os rituais de queima de cruzes e de desfiles em massa.

A terceira e atual manifestação da KKK surgiu depois de 1950, sob a forma de grupos pequenos, locais e desconexos que fazem uso do nome KKK. Eles se concentraram na oposição ao movimento dos direitos civis, muitas vezes usando violência e assassinatos para reprimir ativistas. É classificado como um grupo de ódio pela Liga Antidifamação. Estima-se que o grupo tinha entre 5.000 e 8.000 membros em 2012.

A segunda e a terceira encarnações do Ku Klux Klan faziam referências frequentes ao sangue "anglo-saxão" dos Estados Unidos, que remete ao nativismo do século XIX. Embora os membros da KKK jurem defender a moralidade cristã, praticamente todas as denominações cristão oficialmente denunciaram as práticas e ideologias da KKK.

 

 

                                         

Fanáticos do grupo Ku Klux Kan, próximo a Whashington, D.C., Estados Unidos (1921-22). Foto: Everett Historical / Shutterstock.com

 

4 – Davi Era um Fanático ou Alguém Entusiasmado Por Deus?

12 E disseram ao rei Davi: "O Senhor tem abençoado a família de Obede-Edom e tudo o que ele possui, por causa da arca de Deus". Então Davi, com grande festa, foi à casa de Obede-Edom e ordenou que levassem a arca de Deus para a cidade de Davi. 13 Quando os que carregavam a arca do Senhor davam seis passos, ele sacrificava um boi e um novilho gordo. 14 Davi, vestindo o colete sacerdotal de linho, foi dançando com todas as suas forças perante o Senhor, 15 enquanto ele e todos os israelitas levavam a arca do Senhor ao som de gritos de alegria e de trombetas. 16 Aconteceu que, entrando a arca do Senhor na cidade de Davi, Mical, filha de Saul, observava de uma janela. E, ao ver o rei Davi dançando e comemorando perante o Senhor, ela o desprezou em seu coração. 17 Eles trouxeram a arca do Senhor e a colocaram na tenda que Davi lhe havia preparado; e Davi ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão perante o Senhor. [...] 20 Voltando Davi para casa para abençoar sua família, Mical, filha de Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: "Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar!" 21 Mas Davi disse a Mical: "Foi perante o Senhor que eu dancei, perante aquele que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro da família dele, quando me designou soberano sobre o povo do Senhor, sobre Israel; perante o Senhor celebrarei 22 e me rebaixarei ainda mais, e me humilharei aos meus próprios olhos. Mas serei honrado por essas escravas que você mencionou". 23 E até o dia de sua morte, Mical, filha de Saul, jamais teve filhos. (2 Samuel 6.12-17, 20-23)

Às vezes, para um observador de fora, um comportamento é classificado como puro fanatismo, quando aquele que está dentro classifica a mesma ação como um entusiasmo natural em torno de uma causa empolgante.

Quando leio, no verso treze, que a cada seis passos que os sacerdotes davam com a Arca da Aliança, Davi mandava sacrificar um animal, me parece um ato de fanatismo da parte dele. Entretanto Davi estava envolvido em um ato significativo para ele e para o povo. Eles estavam trazendo a Arca da Aliança para Jerusalém.

·      Como você descreve o sentimento de Davi e de seus homens ao trazerem a Arca da Aliança para Jerusalém? Davi estava errado?

 

O texto nos informa que Davi vinha vestido com o colete sacerdotal de linho e dançando com toda as suas forças perante o Senhor. Quando Mical o vê dessa forma, ela o desprezou em seu coração.

 

                                              

O desprezo de Mical foi por Davi não estar vestido com roupas reais diante do povo, mas vestido como um adorador tão somente.

·      Como você descreve o sentimento de Mical ao ver Davi dançando e comemorando perante o Senhor? Mical estava errada?

·      Quem é a pessoa fanática neste episódio? Davi ou Mical? Pelo que essa pessoa é fanática?

 

 

 

5 – Paulo Era um Fanático ou Alguém Entusiasmado Por Cristo?

No Novo Testamento temos outro exemplo de alguém que olhava para os cristãos de fora e alguém que vivia o cristianismo, estes apresentavam opiniões divergentes.

Em Atos 26.1-32 lemos sobre o encontro do rei Agripa[3] e do governador Festo com o apóstolo Paulo.

Agripa II era um observador do cristianismo, mas não abraçou a fé cristã. Festo foi considerado um governador justo, que buscou pacificar a região que estava sob seu domínio. Tanto Agripa II como Festo olhavam o cristianismo de fora e avaliaram a experiência de Paulo como fanática.

Paulo diferentemente abraçou a fé cristã e se caracterizou como alguém que deveria ser imitado devido ao seu entusiasmo pela fé em Jesus Cristo e por seu equilíbrio com relação à vida cristã.

 

Versículos 2 e 3

Paulo estava contente em apresentar seu caso ao rei Agripa.

2 "Rei Agripa, considero-me feliz por poder estar hoje em tua presença, para fazer a minha defesa contra todas as acusações dos judeus, 3 e especialmente porque estás bem familiarizado com todos os costumes e controvérsias deles. Portanto, peço que me ouças pacientemente. (Atos 26.2,3)

·      Por que ele estava contente?

Agripa (da casa de Herodes) tinha uma herança judaica, embora fosse leal aos romanos por questões políticas.

 

Versículos 4 a 7

Paulo estranha o fato de ser acusado pelos judeus.

4 "Todos os judeus sabem como tenho vivido desde pequeno, tanto em minha terra natal como em Jerusalém. 5 Eles me conhecem há muito tempo e podem testemunhar, se quiserem, que, como fariseu, vivi de acordo com a seita mais severa da nossa religião. 6 Agora, estou sendo julgado por causa da minha esperança no que Deus prometeu aos nossos antepassados. 7 Esta é a promessa que as nossas doze tribos esperam que se cumpra, cultuando a Deus com fervor, dia e noite. É por causa desta esperança, ó rei, que estou sendo acusado pelos judeus. (Atos 26.4-7)

·      Por que Paulo estranha o fato de ser acusado pelos judeus?

 

Versículos 22b a 25

Paulo declara acreditar na ressurreição de Jesus Cristo. Festo o considera louco, um fanático. Alguém que perdeu a razão. Contudo Paulo afirma estar lúcido. Ele era apenas um homem entusiasmado diante a experiência que viveu com Jesus.

22b "Não estou dizendo nada além do que os profetas e Moisés disseram que haveria de acontecer: 23 que o Cristo haveria de sofrer e, sendo o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, proclamaria luz para o seu próprio povo e para os gentios". 24 A esta altura Festo interrompeu a defesa de Paulo e disse em alta voz: "Você está louco, Paulo! As muitas letras o estão levando à loucura!"25 Respondeu Paulo: "Não estou louco, excelentíssimo Festo. O que estou dizendo é verdadeiro e de bom senso". (Atos 26.22b-25)

·      Aquele que acredita na ressurreição dos mortos é fanático?

·      O que distingue uma pessoa fanática de uma pessoa entusiasmada?

·      Paulo era um fanático ou um entusiasmado perseguidor dos cristãos?

·      Paulo se tornou um fanático ou um entusiasmado cristão?

·      Como Paulo se defende da acusação de fanatismo e loucura?

           

6 – Diferenças Entre o Fanático e o Entusiasta

·      O fanático possui um zelo irracional e infundado em torno de algo; o entusiasta possui uma participação ativa e alegre, reflexo de uma decisão pensada e séria em torno de uma causa.

·      O fanático se alimenta de uma experiência emocional e individual, e tende a ser egoísta; o entusiasta se baseia em um compromisso em torno de uma causa e tende a ser solidário.

·      O fanático tende a focalizar o exótico e as experiências fora do comum ou sobrenaturais; o entusiasta opera dentro das experiências normais e naturais da vida humana.

·      O fanático tende a viver uma experiência intensa e temporária (fogo de palha) que impressiona muito na hora, mas é passageira; o entusiasta vive uma experiência de natureza duradoura, embora possa ser menos espetacular no momento.

·      O fanático tende a se separar dos outros seres humanos, envolvendo-se em atividades ou emoções alienantes; o entusiasta tende a se aproximar das outras pessoas, se relacionando de forma mais humana e socializante.

·      O fanático se contenta com uma experiência emotiva e comovente; o entusiasta procura uma expressão compreensível e ativa em torno daquilo que se sentiu.

 

Para fazer em grupo.

·      Examine a vida religiosa, os momentos de culto e as atividades da sua igreja local. Como você classifica a vida religiosa da sua comunidade de fé? Fanática? Entusiasta? Fria? Indiferente? Outras classificações?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8. AMIZADE, SIM; MANIPULAÇÃO, NÃO!

 

Amizade é um sentimento de grande afeição, de simpatia, de apreço por outra pessoa.

Manipulação é o poder de influenciar, de controlar outra pessoa a fazer o que você deseja de forma ilegítima.

 

                      

 

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Procurar em alguns textos bíblicos critérios para a amizade verdadeira.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Em nossa sociedade materialista é difícil encontrar a verdadeira amizade. É mais comum observar relacionamentos baseados em interesses. É mais comum encontrar pessoas tentando manipular outras do que encontrar amizades verdadeiras. O estudo fornece subsídios e orientações bíblicas para a formação de verdadeiras amizades.

 

3 – Jônatas Entrega a Davi Sua Espada

1 Depois dessa conversa de Davi com Saul, surgiu tão grande amizade entre Jônatas e Davi que Jônatas tornou-se o seu melhor amigo. 2 Daquele dia em diante, Saul manteve Davi consigo e não o deixou voltar à casa de seu pai. 3 E Jônatas fez um acordo de amizade com Davi, pois se tornara o melhor amigo de Davi. 4 Jônatas tirou o manto que estava vestindo e deu-o a Davi, junto com sua túnica, e até sua espada, seu arco e seu cinturão. 5 Tudo que Saul lhe ordenava fazer, Davi fazia com tanta habilidade que Saul lhe deu um posto elevado no exército. Isto agradou a todo o povo, bem como aos conselheiros de Saul. (1 Samuel 18.1-5)

Se colocássemos os dados pessoais e o perfil-social de Davi e Jônatas num computador, dificilmente estes dois seriam identificados como amigos. Jônatas era da família real, da nobreza, e Davi de origem humilde, um pastorzinho. De acordo com o raciocínio humano, seriam rivais um do outro.

Jônatas era o potencial herdeiro do trono de seu pai, o rei Saul. Todavia, a crescente popularidade de Davi o colocava como forte candidato ao trono. Normalmente concorrentes não são amigos. Porém, o texto nos relata esta amizade extraordinária.

Dizem que era comum naquela época a troca de armas, armaduras e peças de roupas. Tais trocas eram uma maneira de selar uma grande amizade e dar sinal concreto do laço que uniam as pessoas. Existe, nestes versículos, um detalhe que merece atenção. No meio da lista encontramos esta expressão: inclusive a espada.

Naquela época, os filisteus dominavam Israel e possivelmente mataram ou aprisionaram todos os ferreiros para que os israelitas não pudessem fabricar espadas e instrumentos de guerra, conforme podemos ler em 1 Samuel 13.19-22.

19 Naquela época não havia nem mesmo um único ferreiro em toda a terra de Israel, pois os filisteus não queriam que os hebreus fizessem espadas e lanças. 20 Assim, eles tinham que ir aos filisteus para afiar seus arados, enxadas, machados e foices. 21 O preço para afiar rastelos e enxadas era oito gramas de prata, e quatro gramas de prata para afiar tridentes, machados e pontas de aguilhadas. 22 Por isso no dia da batalha nenhum soldado de Saul e Jônatas tinha espada ou lança nas mãos, exceto o próprio Saul e seu filho Jônatas. (1 Samuel 13.19-22)

Só havia duas espadas na nação inteira - uma com o rei Saul e outra com Jônatas. A partir desse detalhe, podemos avaliar a amizade que existia entre Jônatas e Davi. Um amigo facilmente poderia dar qualquer artigo que não lhe fizesse falta. Entretanto, Jônatas entrega sua espada, sendo ela uma das duas únicas existentes em Israel.

  • O que aprendemos com Jônatas sobre amizade?
  • Para quê serve uma espada?
  • O que significa ter confiado sua espada a Davi?

 

4 – Jônatas Intercede a Favor de Davi

1 Saul falou a seu filho Jônatas e a todos os seus conselheiros sobre a sua intenção de matar Davi. Jônatas, porém, gostava muito de Davi 2 e o alertou: "Meu pai, está procurando uma oportunidade para matá-lo. Tenha cuidado amanhã cedo. Vá para um esconderijo e fique por lá. 3 Sairei e ficarei com meu pai no campo onde você estiver. Falarei a ele sobre você e, depois, contarei a você o que eu descobrir". 4 Jônatas falou bem de Davi a Saul, seu pai, e lhe disse: "Que o rei não faça mal a seu servo Davi; ele não lhe fez mal nenhum. Ao contrário, o que ele fez trouxe grandes benefícios ao rei. 5 Ele arriscou a vida quando matou o filisteu. O Senhor trouxe grande vitória para todo o Israel; tu mesmo viste tudo e ficaste contente. Por que, então, farias mal a um inocente como Davi, matando-o sem motivo?" 6 Saul atendeu a Jônatas e fez este juramento: "Juro pelo nome do Senhor que Davi não será morto". 7 Então Jônatas chamou a Davi e lhe contou a conversa toda. Levou-o até Saul, e Davi voltou a servir a Saul como anteriormente. (1 Samuel 19.1-7)

Este texto relata que Jônatas intercedeu em favor do amigo. Certamente, amigo é para essas coisas.

  • Como podemos interceder em favor de nossos amigos?

 

5 – A Verdadeira Amizade Não Busca Atender Aos Interesses Pessoais

1 Então Davi fugiu de Naiote, em Ramá, foi falar com Jônatas e perguntou: "O que foi que eu fiz? Qual é o meu crime? Qual foi o pecado que cometi contra seu pai para que ele queira tirar minha vida?" 2 "Nem pense nisso", respondeu Jônatas, "você não será morto! Meu pai não fará coisa alguma sem antes me avisar, seja importante ou não. Por que ele iria esconder isso de mim? Não é nada disso!" 3 Davi, contudo, fez um juramento e disse: "Seu pai sabe muito bem que eu conto com a sua simpatia, e pensou: ‘Jônatas não deve saber disso para não se entristecer’. No entanto, eu juro pelo nome do Senhor e por sua vida que estou a um passo da morte". 4 Jônatas disse a Davi: "Eu farei o que você achar necessário". 5 Então disse Davi: "Amanhã é a festa da lua nova, e devo jantar com o rei; mas deixe-me ir esconder-me no campo até o final da tarde de depois de amanhã. 6 Se seu pai sentir minha falta, diga-lhe: ‘Davi insistiu comigo para que lhe permitisse ir a Belém, sua cidade natal, por causa do sacrifício anual que está sendo feito lá por todo o seu clã’. 7 Se ele disser: ‘Está bem’, então seu servo estará seguro. Se ele, porém, ficar muito irado, você pode estar certo de que está decidido a me fazer mal. 8 Mas seja leal a seu servo, porque fizemos um acordo perante o Senhor. Se sou culpado, então mate-me você mesmo! Por que entregar-me a seu pai?" 9 Disse Jônatas: "Nem pense nisso! Se eu tiver a menor suspeita de que meu pai está decidido a matá-lo, certamente eu o avisarei!" (1 Samuel 20.1-9)

Esse texto apresenta relatos da sincera amizade entre Davi e Jônatas e especialmente o esforço de Jônatas para proteger seu amigo da ira do rei Saul, seu pai.

  • Jônatas era naturalmente o sucessor do trono de Israel e por que protegia Davi, sendo este considerado por seu pai uma ameaça ao trono deles?
  • Como abrimos mão de nossos interesses em favor de nossos amigos e irmãos em Cristo?

 

6 – Jesus e Seu Conceito de Amizade

No Novo Testamento, mais especificamente nas palavras de Jesus, encontramos o conceito mais elevado da amizade. Os primeiros cristãos tomaram este ensinamento de Cristo como o seu padrão de vida comunitária.

12 O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. 13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. 14 Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. 15 Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. (João 15.12-15)

O mandamento de Jesus é que nos amemos uns aos outros, mas não de qualquer forma, como Ele nos amou. Segundo as palavras de Jesus a entrega da própria vida em prol do amigo é o que prova que o amor entre eles é verdadeiro.

Logo em seguida Jesus diz que seremos seus amigos se fizermos o que ele nos ordena. O que Jesus nos ordena? Que renunciemos a nossa própria vida em prol Dele.

·      De que maneira Cristo demonstrou o seu amor?

·      O que significa dar a vida pelos seus amigos?

·      De que forma demonstramos nossa amizade e amor a Jesus?

·      É possível amarmos da mesma maneira?

 

Atualmente assistimos diversos cursos e seminários organizados em torno do tema geral: “Como ganhar amigos e influenciar pessoas”.

·      Qual é a verdadeira motivação que está por trás destes cursos e seminários? Alcançar objetivos profissionais? Ganhar dinheiro? Dar dicas de como manipular às pessoas para elas fazerem o que você deseja? Mostra como usar as pessoas para obter vantagem pessoal?

·      Em que tais trabalhos diferem da recomendação de Jesus sobre a amizade?

 

É comum ouvirmos comentários assim:

·      “Eu gostaria de importar um aparelho muito caro e terei que pagar um valor alto de imposto. Se eu falar com meu amigo João, que trabalha na alfândega...”. - Errado ou certo?

·      “Vou terminar meus estudos no ano que vem e preciso de uma oportunidade. João, você não tem um amigo na diretoria de uma boa firma que possa arrumar alguma coisa para mim?” - Errado ou certo?

·      “João recebi uma multa de excesso de velocidade. Você não pode dar um jeito para mim. Será que seu amigo policial...”. - Errado ou certo?

 

Como este texto pode ajudar nossa igreja local no movimento Dons e Ministérios?

Os ministérios visam servir aos outros em nome de Cristo e proclamar as Boas Novas em toda a parte em palavras e ações. Os ministérios fazem com que o pastoreio da igreja local aconteça.

·      Como este conceito de amizade e não manipulação se encaixa na vida da igreja local?

·      Como os Dons e Ministérios podem ser um instrumento para vivenciar o mandamento de Cristo de amar uns aos outros sem manipular?

·      Como os Dons e Ministérios podem ser um instrumento para vivenciar o mandamento de Cristo de amar uns aos outros sem que nos tornemos pesados uns aos outros?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9. A PALAVRA VIVA, SIM; A LETRA MORTA, NÃO!

 

O termo “Palavra Viva” traduz a ideia de que devemos nos relacionar com a Palavra de Deus de forma pessoal (não estamos falando de interpretação pessoal), pois o Espírito de Deus é quem torna a Palavra viva para nós.

O termo “Letra Morta” significa que a Bíblia não é apenas um livro de regras e condutas morais a que devemos obedecer. A Bíblia precisa ser lida debaixo do poder daquele que a vivifica.

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Apresentar a Bíblia como a Palavra Viva de Deus e não como letra morta, e incentivar seu uso como instrumento fundamental no crescimento da fé e no cumprimento da missão.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Todos dizem que a Bíblia é um livro importante. Todos respeitam e até reverenciam o Livro dos livros. Contudo, poucos realmente vêem a Bíblia como Palavra Viva de Deus e como luz para o nosso caminho. Alguns simplesmente não conhecem a Bíblia e nem tomam conhecimento de tesouros contidos nas páginas sagradas. Outros acham difícil a leitura e não tem interesse nem orientação adequada para uma leitura proveitosa deste livro sem par. Ainda outros procuram a Bíblia e tem por ela profundo respeito - quase uma veneração ou uma forma de idolatria. Fazem uma leitura fragmentada ou literal, e por isso encontram apenas um espelho de suas próprias ideias e não a palavra vivificante do Senhor. Num momento de negligência generalizada da Bíblia, e dos abusos causados por leituras fragmentadas ou literais, que não transmitem a verdadeira mensagem bíblica, é oportuno um estudo que vise o preparo do povo de Deus no uso correto deste valioso instrumento de crescimento espiritual.

 

3 – O Espírito Vivifica a Palavra de Deus

4 Tal é a confiança que temos diante de Deus, por meio de Cristo. 5 Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus. 6 Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica. (2 Coríntios 3.4-6)

O contexto destas palavras é o ministério da nova aliança. Paulo está falando de suas credenciais como ministro. Nos versículos anteriores ele afirma que os próprios crentes em Corinto são sua carta de recomendação e que são uma carta lida por todos. Para as pessoas que tinham um profundo conhecimento das escrituras (a Lei de Moisés), ele sugere que a mensagem dada agora pelo Espírito do Deus vivente teria primazia sobre uma mensagem escrita com tinta ou gravada em tábuas de pedra. Quando Paulo diz que a letra mata, ele está se referindo a Lei de Moisés. Utilizando essa figura, ele continua dizendo que sua habilitação como ministério da nova aliança vem de Deus; não da letra, mas do Espírito.

As palavras de Paulo também podem ser compreendidas a luz de toda a revelação bíblica que a letra sem a operação do Espírito mata, uma vez que é o Espírito que vivifica a Palavra de Deus em nós. Ler a Bíblia sem estar debaixo da ação do Espírito pode sim, nos levar a ler apenas letras e nos tornarmos escravos da letra.

 

                                                   

 

Versículo 6

6 Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica. (2 Coríntios 3.6)

·      Como você entende a frase: “A letra mata, mas o espírito vivifica”?

·      Hoje corremos o risco de valorizar mais a letra impressa do que a mensagem do Deus vivente escrita nos corações?

 

4 – Jesus o Verbo Vivo

39 Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; 40 contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. 41 "Eu não aceito glória dos homens, 42 mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e vocês não me aceitaram; mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o aceitarão. 44 Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único? 45 "Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. 46 Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. 47 Visto, porém, que não crêem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?" (João 5.39-47)

Este texto está num contexto de grandes controvérsias entre os líderes judaicos e judeus. Um aspecto dessa controvérsia se focaliza na grande ênfase nas escrituras (a Lei de Moisés). Acusaram Jesus de ignorar e desobedecer a Lei de Moisés.

Quando Jesus se apresentava como filho de Deus e o Enviado a cumprir a missão do Pai, essa posição era inaceitável a todos que se orgulhavam de seus estudos da Lei e de seu grande respeito para com as Escrituras. Para estes doutores da Lei, Jesus estava errado, pois se colocava em situação de superioridade a essa Lei, portanto independente de Deus. Para os líderes judaicos, quem rejeitava a Lei de Deus agindo independente dela, cometia o pior pecado possível, Já que Deus se revelava através das Escrituras.

Jesus afirma que embora eles lessem e estudassem as Escrituras não conseguiam encontrar vida por meio delas, pois elas apontavam para ele e eles o rejeitavam, conforme podemos ler nos versículos 39 e 40.

Aqueles que tanto examinaram as Escrituras nos dias de Jesus, não conseguiram enxergar seu ponto central, neste sentido a Lei era para eles letra morta. Um estudo cuidadoso das Escrituras (Lei de Moisés e dos Profetas) levaria as pessoas a descobrir que Deus enviaria seu filho para a obra da redenção.

 

Versículos 43 a 47

43 Eu vim em nome de meu Pai, e vocês não me aceitaram; mas, se outro vier em seu próprio nome, vocês o aceitarão. 44 Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único? 45 "Contudo, não pensem que eu os acusarei perante o Pai. Quem os acusa é Moisés, em quem estão as suas esperanças. 46 Se vocês cressem em Moisés, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito. 47 Visto, porém, que não crêem no que ele escreveu, como crerão no que eu digo?" (João 5.43-47)

Jesus usa a própria Lei de Moisés, que era o fundamento dos argumentos de seus acusadores, contra eles mesmos. Quem realmente ignorava as Escrituras? Se Moisés e os antigos escreveram a respeito daquele que Deus havia de enviar, porque não estavam crendo? Quem era, realmente, o pecador?

Jesus nem precisava de promotor. O próprio Moisés (que eles tanto veneravam) seria seu promotor, pois não aceitavam completamente a mensagem que ele anunciava.

 

Ilustração para ajudar o grupo a trabalhar este ponto.

Durante a II Guerra Mundial, um homem foi convocado para o serviço militar. A convocação se deu logo após o nascimento de sua primeira filha. A esposa teve que ficar com a criança aguardando o fim da guerra e a volta do marido para casa. Enquanto ele estava fora, a mãe colocava seu retrato em lugar de destaque na sala. À medida que a menina crescia, a mãe pegava o retrato e dizia: “Este é seu pai”. A filha aprendeu a pegar o retrato, e dizer “Papai, papai”. Aprendeu a fazer orações com a mãe pedindo a proteção e a volta do pai para casa. Após três anos de ausência, a mãe tinha conseguido manter viva a presença do pai em casa, embora a menina não tivesse lembranças dele. Chegou o feliz dia da volta do marido/pai para casa. Ao entrar em casa o pai foi correndo abraçar a filha. Mas para a menina, este homem era um estranho e ela recuou. Sem jeito, a mãe disse: “Mas filhinha, este é o seu pai!”

A criança correu, agarrou o retrato e disse: “Não, este é o meu pai!”. A mãe pensou consigo mesma - “Que foi que eu fiz? Na tentativa de manter viva a memória de seu pai durante sua ausência, e de construir para ela uma imagem de seu pai, acabei colocando em seu coração um retrato no lugar do pai de carne e osso!”

Com paciência e com as experiências do dia-a-dia, foi possível à filhinha aceitar seu pai real e reconhecer que o retrato era apenas uma representação do pai verdadeiro.

 

Para pensar

·      Onde foi que a mãe errou?

·      Por que a filha rejeitou seu pai?

·      A filha amou o retrato e não o pai, porque?

·      Como essa ilustração mostra a realidade de que a letra sem a ação do Espírito é morta?

·      Qual o perigo hoje de interpretarmos e aplicarmos a Bíblia literalmente, desconsiderando seu contexto histórico?

·      Como garantir que nosso estudo bíblico e nossa leitura da Bíblia nos levam ao reconhecimento da palavra vivificante do Senhor e não a exercícios estéreis e vazios de vida?

 

5 – A Bíblia no Coração

31 "Estão chegando os dias", declara o Senhor, "quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá". 32 "Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu ser o Senhor deles", diz o Senhor. 33 "Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias", declara o Senhor: "Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. 34 Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao Senhor’, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior", diz o Senhor. "Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados." 35 Assim diz o Senhor, aquele que designou o sol para brilhar de dia, que decretou que a lua e as estrelas brilhem de noite, que agita o mar para que as suas ondas rujam; o seu nome é o Senhor dos Exércitos: (Jeremias 31.31-35)

·      Como você entende a palavra de Jeremias: “Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao Senhor’, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior”, diz o Senhor? (Jr 31.34)

·      O que quer dizer: “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações”?

·      Jeremias estava propondo a eliminação de todo estudo da Palavra? Explique a resposta.

 

6 – Lâmpada é a Tua Palavra Para Aquele Que a Lê e a Ouve

105 A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. 106 Prometi sob juramento e o cumprirei: vou obedecer às tuas justas ordenanças. (Salmos 119.105,106)

Como o grupo entende essa figura? A Bíblia pode iluminar alguém que não esteja caminhando na jornada da fé ou a qualquer um independente de seu compromisso de fé?

 

 

           

 

 

 

 

 

10. LIBERDADE, SIM; LIBERTINAGEM, NÃO!

 

Liberdade é a condição daquele que não se acha submetido a qualquer força constrangedora, física ou moral. É a condição do indivíduo que possui o direito de fazer escolhas de acordo com a própria vontade.

Libertinagem é o uso da liberdade sem o bom senso. É uma ausência de regras. Podemos dizer que é a conduta de uma pessoa que se entrega imoderadamente a sua vontade.

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Encontrar subsídios bíblicos para uma expressão da liberdade limitada pelo amor.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Em uma sociedade cheia de violência, crimes, conflitos e degradação moral, vozes se levantam pedindo mais controle, mais ordem e até justificando a força e ditadura para controlar as crescentes tendências à libertinagem e uma sociedade selvagem. Mas quem quer perder ou sacrificar sua liberdade? Como manter a sociedade de maneira equilibrada e ainda respeitar a liberdade humana? Como manter uma imprensa livre sem inundar o mercado com pornografia? Como manter a livre expressão artística no teatro, na TV e no cinema sem ter uma séria erosão da fibra moral que fundamenta nossa civilização? O estudo é oportuno pois focaliza o conceito bíblico de uma verdadeira liberdade limitada pelo amor.

 

3 – Liberdade Submissa a Lei do Amor

13 Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. 14 Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". 15 Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. (Gálatas 5.13-15)

           

Versículo 13

13 Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. (Gálatas 5.13)

·      Porque Paulo afirma que o cristão é chamado para a liberdade?

·      O cristão não é chamado a obedecer a uma série de regras morais?

·      Se o cristão é chamado à liberdade, porque cada um não pode fazer o que bem entende?

·      Como o amor restringe a liberdade de cada um?

·      É possível ser servo e ao mesmo tempo ser livre?

 

Versículo 14

14 Toda a lei se resume num só mandamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo". (Gálatas 5.14)

A Constituição do Brasil de 1988 tem 245 capítulos, 70 artigos de Disposições Transitórias, inúmeros decretos e regulamentações destes Artigos e ainda reclamam que faltam muitos atos legislativos para colocar em pleno funcionamento tudo o que a Constituição prevê. Sendo assim, como é possível resumir toda a lei de Deus em um só versículo? É possível viver toda a lei de Deus baseada somente na ordem “amem o seu próximo como a si mesmo ou como Jesus nos amou”?

 

Versículo 15

15 Mas se vocês se mordem e se devoram uns aos outros, cuidado para não se destruírem mutuamente. (Gálatas 5.15)

·      Este versículo descreve nossa sociedade de hoje?

·      Como a busca da liberdade desenfreada de cada um pode resultar na destruição de todos?

·      Em que sentido o amor é nossa garantia final de que a liberdade individual será benéfica e não prejudicial?

·      Em que sentido é a liberdade uma dádiva de Deus e ao mesmo tempo algo que o ser humano deve buscar, valorizar e cuidar?

·      Pregações que estimulam a dependência dos membros a uma classe sacerdotal ou a uma igreja “X” é correta diante a verdade de que Cristo deseja que sejamos verdadeiramente livres?

 

4 – Comer ou Não Comer? Beber ou Não Beber?

7 Contudo, nem todos têm esse conhecimento. Alguns, ainda habituados com os ídolos, comem esse alimento como se fosse um sacrifício idólatra; e como a consciência deles é fraca, esta fica contaminada. 8 A comida, porém, não nos torna aceitáveis diante de Deus; não seremos piores se não comermos, nem melhores se comermos. 9 Contudo, tenham cuidado para que o exercício da liberdade de vocês não se torne uma pedra de tropeço para os fracos. 10 Pois, se alguém que tem a consciência fraca vir você que tem este conhecimento comer num templo de ídolos, não será induzido a comer do que foi sacrificado a ídolos? 11 Assim, esse irmão fraco, por quem Cristo morreu, é destruído por causa do conhecimento que você tem. 12 Quando você peca contra seus irmãos dessa maneira, ferindo a consciência fraca deles, peca contra Cristo. 13 Portanto, se aquilo que eu como leva o meu irmão a pecar, nunca mais comerei carne, para não fazer meu irmão tropeçar. (1 Coríntios 8.7-13)

Talvez o assunto levantado aqui não seja um problema nas igrejas de hoje. O abate dos animais para a comercialização da carne não é acompanhado por uma cerimônia em que a carne é dedicada a um deus. Por isso, não se questiona se o consumidor desta carne comete idolatria.

Mas o texto apresenta um princípio válido para os dias de hoje - a sensibilidade para com os mais fracos. O cristão é desafiado a limitar sua liberdade pessoal para favorecer os mais fracos. É neste sentido que o Apóstolo Paulo apresenta sua disposição de considerar os mais fracos na fé. Ele mesmo poderia comer a carne sacrificada aos ídolos sem comprometer sua fé. Ele tinha a “Liberdade” de fazer isso no Espírito, portanto bem poderia consumir esta carne sem enfraquecer sua fé em Deus. Mas ele estava disposto a sacrificar essa liberdade em benefício dos mais fracos na fé. Se seu exemplo fosse atrapalhar a fé dos outros, ele deixaria de comer essa carne.

·      Os cristãos de hoje demonstram essa sensibilidade que o texto salienta ou tendem a colocar sua liberdade pessoal acima dos atos de solidariedade?

·      Cite o exemplo de alguém que tenha demonstrado um elevado grau de sensibilidade aos outros, a ponto de limitar sua liberdade pessoal em benefício dos outros.

 

25 Comam de tudo o que se vende no mercado, sem fazer perguntas por causa da consciência, 26 pois "do Senhor é a terra e tudo o que nela existe". 27 Se algum descrente o convidar para uma refeição e você quiser ir, coma de tudo o que lhe for apresentado, sem nada perguntar por causa da consciência. 28 Mas se alguém lhe disser: "Isto foi oferecido em sacrifício", não coma, tanto por causa da pessoa que o comentou, como da consciência, 29 isto é, da consciência do outro e não da sua própria. Pois, por que minha liberdade deve ser julgada pela consciência dos outros? 30 Se participo da refeição com ação de graças, por que sou condenado por algo pelo qual dou graças a Deus? 31 Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. 32 Não se tornem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus. 33 Também eu procuro agradar a todos de todas as formas. Porque não estou procurando o meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos. (1 Coríntios 10.25-33)

·       O que diferencia 1 Co 8.7-13 de 1 Co 10.25-33?

·       O que une os dois textos ao mesmo princípio?

 

5 – Beber Cerveja é Pecado?

Estou buscando responder a esta pergunta por duas razões. A primeira razão porque a cerveja é culturalmente a bebida alcoólica mais vendida em nosso país e de certa forma substitui o vinho em nossas celebrações de vida, como casamento, reuniões com amigos, conquista de um emprego, formatura de um filho, aniversários e outras.

Vou fazer algumas afirmações claras a partir da Bíblia quanto a este assunto.

 

Primeira Afirmação: A Bíblia não condena e não proibi em nenhum versículo beber cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica. Pelo contrário o vinho, a bebida fermentada é vista por Deus como bênção. O vinho é símbolo de alegria, usado para celebrar a vida e as bênçãos dadas por Deus.

6 Dê bebida fermentada aos que estão prestes a morrer, vinho aos que estão angustiados; (Provérbios 31.6)

9 Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; 10 os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho. (Provérbios 3.9,10)

7 Portanto, vá, coma com prazer a sua comida, e beba o seu vinho de coração alegre, pois Deus já se agradou do que você faz. (Eclesiastes 9.7)

Isto significa que tomar cerveja ou vinho com os amigos não é pecado. Tomar cerveja com moderação e celebrar a vida, a amizade, as vitórias, as bênçãos é bem visto por Deus, por isso o próprio Senhor Jesus transformou água em vinho.

Portanto é errado nos escandalizarmos e proibirmos aqueles que celebram a vida com sabedoria e moderação, honrando a Deus no beber e no comer.

 

Segunda Afirmação: A Bíblia condena a embriagues e a dependência da bebida alcoólica.

18 Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, (Efésios 5.18)

1 O vinho é zombador e a bebida fermentada provoca brigas; não é sábio deixar-se dominar por eles. (Provérbios 20.1)

17 Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho (cerveja) e ao azeite (comida) jamais será rico. (Provérbios 21.17)

20 Não ande com os que se encharcam de vinho, nem com os que se empanturram de carne. 21 Pois os bêbados e os glutões se empobrecerão, e a sonolência os vestirá de trapos. (Provérbios 23.20,21)

O alerta bíblico é sempre contra todo aquele que bebe demais ou come demais.  Aquele que se embriaga, que é apegado ao vinho, que ama a bebida, perde o controle de si mesmo e faz bobagem. Esse que bebe além da conta, que abusa da liberdade que Cristo deu para ele, comete libertinagem e peca, pois Deus condena a embriagues, assim como condena a glutonaria.

Você já viu alguém escandalizado porque o irmão postou uma foto nas redes sociais comendo? Acredito que não. Mas nos escandalizamos se alguém postar uma foto celebrando a vida com um copo de cerveja. Por quê? Primeiro: Porque a bebida nos expõe a vergonha direta ou indiretamente. A glutonaria, a fofoca, a mentira, a insubmissão, o pecado velado, não nos expõe. Segundo: Porque a relação do homem com a bebida foi ensinada de forma errada pela igreja ao longo dos anos. A igreja passou a pregar que a bebida é um instrumento de Satanás. Rotulamos a bebida como obra do diabo e vendemos esta ideia para a sociedade. Quando um crente bebe sua fé é questionada, devido ao ensino errado pregado ao longo dos anos. O próprio cristianismo criou algemas para si mesmo; assim como o judaísmo criou para si mesmo através de interpretações erradas da lei de Moisés. Jesus não se deixou ser aprisionado pelos erros interpretativos dos religiosos de seu tempo.

 

Terceira Afirmação: O ensino distorcido com respeito à bebida tem promovido um erro teológico. O problema do homem foi transferido para a bebida e não para o homem pecador. Ao invés do homem reconhecer que ele que é fraco por se deixar ser dominado pela bebida, ele passou a dizer que a bebida que é a culpada de sua fraqueza.

Imagine um motorista que todas as vezes que dirige seu carro, perde o controle de si e passa a agredir com palavras torpes os demais motoristas. Ele entra no carro e vira um “ogro”. O problema está no carro? Não! O problema está no motorista. É isto que fazemos com a bebida, transferimos o problema para a bebida, quando na verdade o problema está em quem está segurando o copo ou a garrafa.

Qual recomendação você daria a este motorista “ogro”? Possivelmente você diria para ele buscar ajuda e aprender a se controlar. Caso ele não consiga mudar, só lhe resta parar de dirigir, a fim de que não peque mais. Por causa deste motorista “ogro” você irá proibir todos os motoristas de dirigir? É o que estamos fazemos com a bebida.

Cada um precisa se responsabilizar por seus próprios limites e não tentar obrigar as demais pessoas a viverem dentro de seus limites, tornando-as prisioneiras de suas fraquezas e limitações.

 

Quarta Afirmação: Evite escandalizar os irmãos fracos na fé por amor a Cristo. Se você bebe com moderação e celebra a vida com sabedoria, como Deus ensina. Amém! Não deixe de celebrar. Mas evite fazê-lo diante aqueles que ainda não possuem a mesma maturidade. Evite postar nas redes sociais, pois isto levará alguns a te julgar e assim pecarão. Não se torne pedra de tropeço para seu irmão em Cristo.

Evite! Contudo não se torne prisioneiro dos mais fracos, ensine-os sobre este tema para que eles possam amadurecer e desfrutar ao seu lado da liberdade que Cristo nos deu.

 

23 "Tudo é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo é permitido", mas nem tudo edifica. 24 Ninguém deve buscar o seu próprio bem, mas sim o dos outros. (1 Coríntios 10.23,24)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11. PASSADO - PRESENTE - FUTURO

 

Passado é o nome dado ao momento que já passou, se refere ao tempo anterior que precede o presente.

Presente é o nome dado ao momento atual, é o agora.

Futuro é o tempo que há de vir, se refere ao amanhã, a um momento que ainda não chegou.

 

1 – Objetivo Deste Estudo.

Apresentar alguns subsídios bíblicos para a vivência da fé cristã onde se encontra um equilíbrio entre um respeito pelas tradições do passado, um desafio de viver a fé hoje e a esperança no futuro.

 

2 – A Razão Deste Estudo.

Nem todos hoje sabem valorizar a nossa rica herança do passado. Pensam que tudo o que é velho já caducou. Para ser “moderno” pensam que tudo o que é velho deve ser abandonado. Por outro lado, aqueles que se agarram ao passado, sem renovar e sem criar novas ideias para novas situações, também erram.

Este estudo propõe uma vivência equilibrada da fé, onde as tradições valiosas do passado são honradas ao mesmo tempo em que os fiéis são desafiados a participar das “coisas novas” que Deus está realizando entre nós. O estudo é oportuno, pois apresenta os três tempos numa perspectiva correta - passado, presente e futuro.

 

3 – Lembranças Que Nos Alavancam Para o Futuro

14 Assim diz o Senhor, o seu Redentor, o Santo de Israel: "Por amor de vocês mandarei inimigos para a Babilônia e farei todos os babilônios descerem como fugitivos, nos navios de que se orgulhavam. 15 Eu sou o Senhor, o Santo de vocês, o Criador de Israel e o seu Rei". 16 Assim diz o Senhor, aquele que fez um caminho pelo mar, uma vereda pelas águas violentas, 17 que fez saírem juntos os carros e cavalos, o exército e seus reforços, e eles jazem ali, para nunca mais se levantarem, exterminados, apagados como um pavio: 18 "Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. 19 Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. 20 Os animais do campo me honrarão, os chacais e as corujas, porque fornecerei água no deserto e riachos no ermo, para dar de beber a meu povo, meu escolhido, 21 ao povo que formei para mim mesmo a fim de que proclamasse o meu louvor". (Isaías 43.14-21)

Este texto faz parte de um grande poema em que o profeta registra a graça do redentor. Uma parte dessa graça se tornou bem concreta: a libertação do jugo da Babilônia.

 

Versículo 14

14 Assim diz o Senhor, o seu Redentor, o Santo de Israel: "Por amor de vocês mandarei inimigos para a Babilônia e farei todos os babilônios descerem como fugitivos, nos navios de que se orgulhavam. (Isaías 43.14)

·      Como os fiéis interpretam o fato de que outras nações poderosas estavam se levantando contra a poderosa Babilônia? Era mero acaso?

·      Que motivo levou Deus a providenciar uma ação contra a Babilônia?

 

Versículos 15 a 17

15 Eu sou o Senhor, o Santo de vocês, o Criador de Israel e o seu Rei". 16 Assim diz o Senhor, aquele que fez um caminho pelo mar, uma vereda pelas águas violentas, 17 que fez saírem juntos os carros e cavalos, o exército e seus reforços, e eles jazem ali, para nunca mais se levantarem, exterminados, apagados como um pavio: (Isaías 43.14-17)

·      Quais as referências históricas que você identifica nestas palavras e a que momento da história o profeta está se referindo?

 

Versículo 18

18 Esqueçam o que se foi; não vivam no passado. (Isaías 43.18)

·      Como compreender este versículo que afirma que não devemos nos lembrar das coisas do passado? O próprio profeta Isaías lembra e registra os poderosos atos do Senhor.

Devemos nos lembrar de que estamos lidando com uma mensagem poética. Os tradutores nos dizem que esta expressão poética tem a força de frases mais ou menos assim: “Não fique amarrado ao passado a ponto de se esquecer do presente”. “Não fique pensando apenas naquilo que Deus fez no passado, Ele continua agindo hoje”.

           

Versículo 19

19 Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo. (Isaías 43.19)

Observe como este versículo focaliza um Deus que age no presente – “estou fazendo coisas novas”. Uma nova libertação estava se iniciando.

Cite algumas “coisas antigas” que Deus fez na história do povo de Israel. Como seria possível este povo duvidar que Deus os libertaria da Babilônia, tendo na memória tão grande libertação como a do Egito?

·      Você é capaz de citar as grandes maravilhas que Deus já fez em nossa igreja? Você se lembra de alguma história inspiradora que vivemos em nossa igreja?

·      Você é capaz de acreditar que Deus pode fazer hoje grandes maravilhas em nossa igreja?

Somos tentados a nos lembrarmos apenas das grandezas de Deus no passado, sem acreditarmos na possibilidade da ação de Deus hoje em nosso meio.

·                     Deus tem feito coisas novas em nossa igreja hoje? Quais?

 

Versículos 20 e 21

20 Os animais do campo me honrarão, os chacais e as corujas, porque fornecerei água no deserto e riachos no ermo, para dar de beber a meu povo, meu escolhido, 21 ao povo que formei para mim mesmo a fim de que proclamasse o meu louvor. (Isaías 43.20,21)

Expressões poéticas de toda a criação glorificando e louvando ao Senhor.

·      O que estas palavras nos dizem hoje?

·      Temos motivos para louvar e glorificar ao Senhor? Que motivos?

·      De que maneira poderíamos celebrar e louvar ao Senhor?

 

 

4 – Uma Nova Experiência Com a Velha Lei

17 "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. 18 Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. 19 Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. 20 Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5.17-20)

·      Em que sentido Jesus conservou os valores da Lei antiga?

·      Em que sentido trouxe novas perspectivas e novas ênfases à velha Lei?

·      Comente essa afirmação: Jesus validou, mas não violou a Lei antiga.

·      Como você entende o versículo 20? Em que teremos de exceder ou ultrapassar os escribas e os fariseus? Estes líderes religiosos eram zelosos no cumprimento dos seus deveres religiosos, passaram anos e anos estudando a Lei e cuidando de observar seus mínimos detalhes. Você acha que pode excedê-los?

 

5 – Não Mate!

21 "Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. 22 Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco! ’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. 23 "Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, 24 deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta”. 25 "Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. 26 Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo". (Mateus 5.21-26)

·      Qual era a antiga interpretação da Lei do homicídio?

·      Que novo aspecto Jesus introduziu nesta lei? Porque incluiu a reconciliação?

 

6 – Não Adultere!

27 "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. 28 Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29 Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno. 30 E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno". 31 "Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua mulher deverá dar-lhe certidão de divórcio’. 32 Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério". (Mateus 5.27-32)

·       Qual era a antiga interpretação do adultério?

·       Que novo aspecto Jesus introduziu?

·       Hoje estamos dando atenção a este aspecto?

 

7 – Não Jure Falsamente!

33 "Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor’. 34 Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35 nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. 36 E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo. 37 Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". (Mateus 5.33-37)

 

8 – Não Revide!

38 "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. 39 Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. 40 E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. 41 Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. 42 Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado". (Mateus 5.38-42)

·       O que a lei antiga dizia sobre a vingança?

·       Que nova interpretação Jesus trouxe?

 

9 – Ame o Seu Próximo!

43 "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. 44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, 45 para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. 46 Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! 47 E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! 48 Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês". (Mateus 5.43-48)

·       Como devemos nos relacionar com o nosso próximo segundo a lei de Moisés?

·       Como devemos nos relacionar com os nossos inimigos segundo a lei de Moisés?

·       Como devemos nos relacionar com o nosso próximo e com os nossos inimigos segundo o mandamento de Jesus?

Reconhecemos que é mais comum demonstrarmos amor e consideração para com aqueles que nos tratam bem e que nos prestam favores, contudo isso até os pagãos fazem.

 

10 - Unindo passado, presente e futuro.

Certamente existem valores que nos vieram do passado e que merecem nossa atenção. Leis e costumes antigos tinham seu valor no passado e oferecem valiosas orientações para a vivência da fé hoje. Mas o cristão não pode ficar preso ao passado, lembrando com saudade “os bons e velhos tempos”.

Lembramos com gratidão os poderosos atos de Deus no passado, mas também sabemos que este Deus não encerrou o expediente. O mesmo Deus que libertou o povo da escravidão, pode nos libertar hoje. O mesmo Deus que anunciou que estava fazendo uma “coisa nova” no tempo de Isaías, continua a fazer coisas novas e maravilhosas entre nós.

Jesus nos deu um exemplo da valorização da Lei antiga - a conservação dos valores do passado, mas ao mesmo tempo lançou o desafio para a atualização da mesma. Ele tornou a lei antiga em uma nova e dinâmica vivência.

Tudo isso nos dá esperança em relação ao futuro porque sabemos que o Deus dos antigos, que sempre agiu em benefício do povo, continua a agir. Pelos olhos da fé percebemos que Ele está fazendo “uma coisa nova” agora mesmo entre nós. Este Deus atuante nos dá coragem e força para enfrentar o futuro com confiança, responder ao desafio do presente e tirar lições preciosas do passado, conservando seus valores, mas, ao mesmo tempo, atendendo às exigências do presente e criando novas maneiras de vivenciarmos a fé.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12. ADORAÇÃO A DEUS, SIM; IDOLATRIA, NÃO!

 

Adorar significa expressar honra a Deus por meio de devoção e reverência genuína. A verdadeira adoração não está em se apegar a regras, mas se aproximar de Deus com o todo coração.

Idolatria no sentido literal da palavra é adoração ou culto a imagens. Idolatria pode significar também adoração a qualquer pessoa ou objeto, no lugar de Deus.

 

1 - Objetivo Deste Estudo

Oferecer subsídios bíblicos que caracterizem a verdadeira adoração a Deus e a idolatria.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Quantas coisas são colocadas no lugar do Deus verdadeiro e cultuadas hoje em nossa civilização moderna! Uma sociedade de consumo está constantemente fabricando “ídolos” e clamando para que as multidões os cultuem.

Sofisticadas campanhas de marketing, grandes fortunas investidas em promoções e técnicas de publicidade - todas estas forças produzem os ídolos modernos que estão sendo colocados no lugar que pertence a Deus.

O estudo é oportuno pois nossa sociedade, mais do que nunca, precisa se lembrar da citação bíblica que Jesus busca no momento de sua tentação: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”.

 

3 – Ídolos no Antigo Testamento, Não!

4 Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. 5 Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, 6 mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos. (Êxodo 20.4-6)

 

23 não façam ídolos de prata nem de ouro para me representarem. (Êxodo 20.23)

·      Porque os israelitas necessitavam de ordens explícitas como estas?

·      Em que sentido estes ídolos poderiam prejudicar a adoração ao Deus verdadeiro?

 

4 – Voltem Para a Proteção de Deus

6 Voltem para aquele contra quem vocês se revoltaram tão tremendamente, ó israelitas! 7 Pois naquele dia cada um de vocês rejeitará os ídolos de prata e de ouro que as mãos pecaminosas de vocês fizeram. (Isaías 31.6,7)

O capítulo 31 fala da futilidade das alianças e das festas feitas por mãos humanas. Neste capítulo também vemos que Deus é apresentado como a melhor proteção.

Por que um povo idólatra não consegue a proteção de Deus?

 

5 – O Que é Uma Imagem?

9 Todos os que fazem imagens nada são, e as coisas que estimam são sem valor. As suas testemunhas nada vêem e nada sabem, para que sejam envergonhados. 10 Quem é que modela um deus e funde uma imagem, que de nada lhe serve? 11 Todos seus companheiros serão envergonhados; pois os artesãos não passam de homens. Que todos eles se ajuntem e declarem sua posição; eles serão lançados ao pavor e à vergonha. 12 O ferreiro apanha uma ferramenta e trabalha com ela nas brasas; modela um ídolo com martelos, forja-o com a força do braço. Ele sente fome e perde a força; passa sede e desfalece. 13 O carpinteiro mede a madeira com uma linha e faz um esboço com um traçador; ele o modela toscamente com formões e o marca com compassos. Ele o faz na forma de homem, de homem em toda a sua beleza, para que habite num santuário. 14 Ele derruba cedros, ou talvez apanhe um cipreste, ou ainda um carvalho. Ele o deixou crescer entre as árvores da floresta, ou plantou um pinheiro, e a chuva o fez crescer. 15 É combustível usado para queimar; um pouco disso ele apanha e se aquece, acende um fogo e assa um pão. Mas também modela um deus e o adora; faz uma imagem e se encurva diante dela. 16 Metade da madeira, ele a queima no fogo; sobre ela ele prepara sua refeição, assa a carne e come sua porção. Ele também se aquece e diz: "Ah! Estou aquecido; estou vendo o fogo". 17 Do restante ele faz um deus, seu ídolo; inclina-se diante dele e o adora. Ora a ele e diz: "Salva-me; tu és meu deus". 18 Eles nada sabem, nada entendem; seus olhos estão tapados, não conseguem ver, e suas mentes estão fechadas, não conseguem entender. 19 Ninguém pára para pensar, ninguém tem o conhecimento ou o entendimento para dizer: "Metade dela usei como combustível; até mesmo assei pão sobre suas brasas, assei carne e comi. Faria eu algo repugnante com o que sobrou? Iria eu ajoelhar-me diante de um pedaço de madeira?" 20 Ele se alimenta de cinzas, um coração iludido o desvia; ele é incapaz de salvar a si mesmo ou de dizer: "Esta coisa na minha mão direita não é uma mentira?" (Isaías 44.9-20)

Estamos diante um poema que ironiza aqueles que fazem e adoram os ídolos. Examine os diversos versículos.

 

Versículo 19

19 Ninguém pára para pensar, ninguém tem o conhecimento ou o entendimento para dizer: "Metade dela usei como combustível; até mesmo assei pão sobre suas brasas, assei carne e comi. Faria eu algo repugnante com o que sobrou? Iria eu ajoelhar-me diante de um pedaço de madeira?" (Isaías 44.19)

Note bem a pergunta: “Ajoelhar-me-ia eu diante de um pedaço de árvore”?

·      Em que sentido esta expressão é um resumo do texto inteiro?

·      Será que estamos nos curvando diante de coisas vazias e sem valor?

·      Será que eu estou me ajoelhando diante dinheiro? Status? Opinião pública?

·      Será que transformei algo em ídolo? Será que coloquei Deus em segundo lugar?

 

1 Ouçam o que o Senhor diz a vocês, ó comunidade de Israel! 2 Assim diz o Senhor: "Não aprendam as práticas das nações nem se assustem com os sinais no céu, embora as nações se assustem com eles. 3 Os costumes religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore da floresta, um artesão a modela com seu formão; 4 enfeitam-na com prata e ouro, prendendo tudo com martelo e pregos para que não balance. 5 Como um espantalho numa plantação de pepinos, os ídolos são incapazes de falar, e têm que ser transportados porque não conseguem andar. Não tenham medo deles, pois não podem fazer nem mal nem bem". 6 Não há absolutamente ninguém comparável a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande é o poder do teu nome. 7 Quem não te temerá, ó rei das nações? Esse temor te é devido. Entre todos os sábios das nações e entre todos os seus reinos não há absolutamente ninguém comparável a ti. 8 São todos insensatos e tolos; querem ser ensinados por ídolos inúteis. Os deuses deles não passam de madeira. 9 Prata batida é trazida de Társis, e ouro, de Ufaz. A obra do artesão e do ourives é vestida de azul e de vermelho; tudo não passa de obra de hábeis artesãos. 10 Mas o Senhor é o Deus verdadeiro; ele é o Deus vivo; o rei eterno. Quando ele se ira, a terra treme; as nações não podem suportar o seu furor. 11 "Digam-lhes isto: ‘Esses deuses, que não fizeram nem os céus nem a terra, desaparecerão da terra e de debaixo dos céus’." 12 Mas foi Deus quem fez a terra com o seu poder, firmou o mundo com a sua sabedoria e estendeu os céus com o seu entendimento. 13 Ao som do seu trovão, as águas no céu rugem, e formam-se nuvens desde os confins da terra. Ele faz os relâmpagos para a chuva e dos seus depósitos faz sair o vento. 14 Esses homens todos são estúpidos e ignorantes; cada ourives é envergonhado pela imagem que esculpiu. Suas imagens esculpidas são uma fraude, elas não têm fôlego de vida. 15 São inúteis, são objetos de zombaria. Quando vier o julgamento delas, perecerão. 16 Aquele que é a porção de Jacó nem se compara a essas imagens, pois ele é quem forma todas as coisas, e Israel é a tribo de sua propriedade, o Senhor dos Exércitos é o seu nome. (Jeremias 10.1-16)

De forma poética o profeta apresenta o contraste entre os ídolos e o Deus verdadeiro. Usando este texto como base, complete o quadro abaixo:

Os ídolos são:

 

1.

 

2.

 

3.

 

4.

 

5.

 

 

O Deus verdadeiro é:

 

1.

 

2.

 

3.

 

4.

 

5.

 

 

 

6 – Ídolos No Novo Testamento, Não!

Não há lugar no cristianismo para a idolatria. O cristão é chamado a adorar a Deus em espírito e em verdade.

19 Disse a mulher: "Senhor, vejo que é profeta. 20 Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar". 21 Jesus declarou: "Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. 22 Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". (João 4.19-24)

A verdadeira adoração não necessita de imagens, pois é fruto de uma relação espiritual e oferecida a um Deus que é espírito.

·      A mulher levantou a pergunta ONDE ADORAR? Jesus respondeu a uma pergunta mais profunda que a mulher nem formulou: COMO ADORAR? Que diferenças existe nestas duas perguntas?

·      Como você entende o versículo 24? O que significa adorar a Deus em espírito e em verdade?

·      No contexto bíblico, como é o louvor? O ato focaliza alegria do participante ou é dirigido a Deus? É uma atividade que separa a pessoa das experiências normais da vida, alienando-a de seu semelhante? É uma atividade só para o consumo interno do grupo que o pratica ou é um ato comunitário que impulsiona para servir aos outros em nome de Deus?

·      Cite uma experiência que seja considerada um ato de louvor ao Deus verdadeiro. O que mais contribui para tornar esta experiência um ato de louvor a Deus?

·      Cite uma ação, atitude ou atividade em nossa sociedade moderna que seja considerada idolatria. Em que sentido essa atividade, ação ou atitude toma o lugar de Deus e recebe o culto que só Ele deveria receber?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13. FÉ, SIM; CREDULIDADE CEGA, NÃO!

 

Estamos definindo fé e credulidade a partir de uma visão cristã.

Fé é o sentimento de total confiança em Deus. A crença na existência de Deus e confiança plena em Sua Palavra.

Credulidade é a tendência que uma pessoa tem de acreditar em tudo aquilo que se lê ou que se ouve. É uma fé ingênua, sem fundamentos bíblicos. É crendice, uma crença supersticiosa.

 

1 – Objetivo Deste Estudo.

Apresentar subsídios bíblicos que estabeleçam critérios para diferenciar entre a fé e a credulidade.

 

2 – A Razão Deste Estudo.

Embora haja certas semelhanças entre a fé e a credulidade cega, as diferenças são enormes e fundamentais. A credulidade cega é a aceitação fácil e ingênua de tudo. É acreditar em algo ou em alguém sem fundamentação. A fé é depositar confiança em algo ou alguém com a certeza de que essa confiança foi testada e fundamentada. Pode ser que todas as provas não sejam tão concretas, mas a pessoa toma uma decisão fundamentada e madura a partir de uma experiência individual e coletiva que dá base para uma ação de confiança.

Hoje em dia temos os dois extremos: alguns não acreditam em nada. Querem tudo “no preto e branco” e só aceitam aquilo que pode ser provado cientificamente. Outros procuram uma postura “religiosa” e tentam demonstrar a possibilidade de crer em coisas incríveis.

O estudo é oportuno, pois tenta demonstrar o lugar da fé, a partir da confiança em Deus e demonstrar que essa confiança é fundamentada. Não somos chamados a uma credulidade ingênua e infundada, mas a uma fé inteligente, madura e bem fundamentada.

 

3 – Quem é Deus e Quem é Crendice?

20 Acabe convocou então todo o Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo. 21 Elias dirigiu-se ao povo e disse: "Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no". O povo, porém, nada respondeu. 22 Disse então Elias: "Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, mas Baal tem quatrocentos e cinqüenta profetas. 23 Tragam dois novilhos. Escolham eles um, e cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo. Eu prepararei o outro novilho e o colocarei sobre a lenha, e também não acenderei fogo nela. 24 Então vocês invocarão o nome do seu deus, e eu invocarei o nome do Senhor. O deus que responder por meio do fogo, esse é Deus". Então todo o povo disse: "O que você disse é bom". 25 Elias disse aos profetas de Baal: "Escolham um dos novilhos e preparem-no primeiro, visto que vocês são tantos. Clamem pelo nome do seu deus, mas não acendam o fogo". 26 Então pegaram o novilho que lhes foi dado e o prepararam. E clamaram pelo nome de Baal desde a manhã até o meio-dia. "Ó Baal, responde-nos! ", gritavam. E dançavam em volta do altar que haviam feito. Mas não houve nenhuma resposta; ninguém respondeu. (1 Reis 18.20-26)

 

36 À hora do sacrifício, o profeta Elias colocou-se à frente e orou: "Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que tu és Deus em Israel e que sou o teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem tua. 37 Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para ti". 38 Então o fogo do Senhor caiu e queimou completamente o holocausto, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água na valeta. 39 Quando o povo viu isso, todos caíram prostrados e gritaram: "O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!" (1 Reis 18.36-39)

Estamos diante um relato vívido da experiência de Elias com os profetas de Baal no monte Carmelo. Entre outras coisas, o relato focaliza a diferença entre a credulidade e a fé. Os profetas de Baal “criam” nos poderes de Baal. Tudo fizeram para reforçar sua posição, mas realmente não tinham qualquer fundamento. Era um exemplo de credulidade ingênua que não produzia efeitos, a despeito de seu clamor e de suas manifestações. Em contraste, Elias confiou plenamente no poder de Deus. Tudo o que Elias sabia da história do seu povo confirmava o fato de que Deus era poderoso e confiável. Todas as experiências individuais que Elias tinha com Deus comprovavam a mesma coisa. Por isso, o profeta poderia agir com fé naquele momento. Era uma ação fundamentada e madura.

·                     Você já vivenciou alguma experiência de oração como essa?

 

4 – Jesus e os Espíritos Imundos

17 Um homem, no meio da multidão, respondeu: "Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. 18 Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram". 19 Respondeu Jesus: "Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino". 20 Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca. 21 Jesus perguntou ao pai do menino: "Há quanto tempo ele está assim?" "Desde a infância", respondeu ele. 22 "Muitas vezes o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos." 23 "Se podes?", disse Jesus. "Tudo é possível àquele que crê." 24 Imediatamente o pai do menino exclamou: "Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!" 25 Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: "Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele". 26 O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, a ponto de muitos dizerem: "Ele morreu". 27 Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé. (Marcos 9.17-27)

Ao curar um jovem possesso, Jesus tornou visível a falta de fé dos homens. Os seus discípulos tentaram a cura, mas não conseguiram. Jesus caracterizou a geração inteira como incrédula.

O texto nos mostra que até os espíritos obedecem a Jesus, o reconhecem como Senhor. Portanto crer em Jesus não é crendice.

·           Você já vivenciou alguma experiência de libertação ou cura parecida com essa?

 

 

 

 

5 – Jesus Um Personagem Real da História

Podemos crer em Jesus, pois ele existiu, é um personagem real da história.

Existem cinco documentos falando da pessoa de Jesus direta ou indiretamente, como é o caso de Públio Cornélio Tácito, Flávio Josefo, Plínio o Jovem e outros historiadores não cristãos.

Uma boa referência do Jesus histórico foi escrita por Tácito no “Analles”, conforme ele cita abaixo:

Por conseguinte, para se livrar do relatório, Nero colocou a culpa e infligiu as mais requintadas torturas em uma classe odiada por suas abominações, chamados cristãos pela população. "Christus", de quem o nome teve sua origem, sofreu a penalidade extrema durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pontius Pilatus, e uma superstição mais perniciosa, portanto, marcada para o momento, mais uma vez surgiu não só na Judeia, a primeira fonte do mal, mas mesmo Roma, onde todas as coisas horríveis e vergonhosas de toda parte do mundo encontram o seu centro e se tornam populares. Assim, a prisão pela primeira vez feita de todos os que se declararam culpados, em seguida, sobre as suas informações, uma imensa multidão foi condenada, não tanto do crime de incendiar a cidade, mas como de ódio contra a humanidade.[4]

 

·      Públio Cornélio Tácito ou Caio Cornélio Tácito (56 d.C – 117 d.C) - Foi um senador e historiador romano. 

·      Flávio Josefo ou apenas Josefo (37 d.C – 100 d.C) - Foi um historiador e apologista judaico-romano,  descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis, que registrou in loco a destruição de Jerusalém, em 70 d.C., pelas tropas do imperador romano Vespasiano, comandadas por seu filho Tito, futuro imperador. 

·      Caio Plínio Cecílio Segundo também conhecido como Plínio, o Jovem (61 d.C. – 114 d.C.) - A troca de cartas entre Plínio e o imperador Trajano, preservadas até os dias de hoje, são considerados um dos mais valiosos documentos para entender a organização e a vida cotidiana do império romano da época. Nelas, Plínio cita pela primeira vez o cristianismo num documento romano conhecido.

 

6 – Os Apóstolos Testificam a Realidade de Que Jesus é Deus

1 No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. 2 Ela estava com Deus no princípio. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. (João 1.1-3)

 

14 Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.14)

 

28 Disse-lhe Tomé: "Senhor meu e Deus meu!" (João 20.28)

 

João afirmou que Jesus era Deus e que se fez carne. Pedro declarou que Jesus é o Cristo, o enviado de Deus. Tomé ao ver Jesus ressurreto afirmou ser Jesus o seu Deus.

·                   Estariam todos eles enganados ou mentindo?

·       Os apóstolos morreriam por Jesus se ele não fosse de fato Deus?

·       Os apóstolos eram judeus, conhecedores das Escrituras, mentiriam a respeito de Jesus ao ponto de morrerem por essa mentira?

·       Paulo um perseguidor voraz dos cristãos teria mudado de lado se Jesus não fosse Deus?

 

7 – Crenças Supersticiosas

Poucas coisas conseguem tornar os seres humanos de todas as nações parecidos como as superstições.  Imagine quantas pessoas acreditam que o número 13 é sinônimo de azar (em Nova York, por exemplo, é comum os prédios pularem esse andar). Ou quantas pessoas acreditam que usar um amuleto as protege do mau-olhado. Há ainda as que fogem dos gatos pretos[5], batem na madeira[6] e evitam a todo custo passar embaixo de uma escada[7].

Sendo as superstições mundialmente famosas ou de efeito local, o mais fascinante dessas crenças populares é que, por mais que as pessoas saibam que são irracionais, ainda assim a temem, preferindo não dar chance para o azar.

·      Por que as pessoas temem as superstições?

·      Nós cristãos devemos temê-las?

·      Temê-las é demonstração de falta de fé em nosso Deus?

 

8 – Uma Fé Racional           

1 Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. (Hebreus 11.1 - NVI)

 

1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. (Hebreus 11.1 - ARA)

Essa é a definição bíblica da fé. A fé é racional, mas nem por isso ela é ausente de sentimentos. Primeiro porque ela é a certeza das coisas que esperamos, portanto ela fala de esperança.

·      Quais são as coisas que esperamos? Dinheiro? Cura de nossas enfermidades? Casamento? Filhos?

·      Quais são as coisas que Deus aponta para nós esperarmos?

 

A segunda afirmação sobre a fé diz que ela torna real em nossos corações aquilo que não vemos. Portanto a fé nos leva a esperar com a certeza de que o que esperamos é real.

14. MINISTÉRIO, SIM; CARGOS, NÃO!

 

1 – Objetivo Deste Estudo

Relembrar a todos que os dons que Jesus deu a nós tem o fim de servir e não de nos levar a ocupação e cargos ou lugares de honra.

 

2 – A Razão Deste Estudo.

Uma sociedade de consumo cria um apetite insaciável. Para poder adquirir mais bens materiais, mais conforto, mais prestígio, há uma corrida louca pelo poder. Buscam-se cargos, não para prestar serviço à coletividade, mas para enriquecer ou consolidar poder e posição.

Pessoas colocadas em posições de autoridade ou exercendo cargos de responsabilidade deveriam usar essas oportunidades para servir aos outros. Infelizmente, alguns na Igreja perdem de vista esta recomendação de Jesus. Ao invés de focalizar a missão e utilizar todas as oportunidades para cumpri-la, alguns buscam a honraria de cargos, disputam eleições para sua própria promoção e pensam em alimentar o ego ao invés de apascentar o rebanho.

Por isso, optamos pelo movimento Dons e Ministérios, onde cargos, individualismo, autopromoção e a busca de poder são substituídos pelo serviço prestado em nome de Deus.

 

3 – Mordomia Bíblica Responsabilidade e Serviço ou Vantagens e Privilégios?

20 Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. 21 "O que você quer?", perguntou ele. Ela respondeu: "Declara que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda". 22 Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu vou beber?" "Podemos", responderam eles. 23 Jesus lhes disse: "Certamente vocês beberão do meu cálice; mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados por meu Pai". 24 Quando os outros dez ouviram isso, ficaram indignados com os dois irmãos. 25 Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. 26 Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, 27 e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; 28 como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Mateus 20.20-28)

 

35 Nisso Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se dele e disseram: "Mestre, queremos que nos faças o que vamos te pedir". 36 "O que vocês querem que eu lhes faça?", perguntou ele. 37 Eles responderam: "Permite que, na tua glória, nos assentemos um à tua direita e o outro à tua esquerda". 38 Disse-lhes Jesus: "Vocês não sabem o que estão pedindo. Podem vocês beber o cálice que eu estou bebendo ou ser batizados com o batismo com que estou sendo batizado?" 39 "Podemos", responderam eles. Jesus lhes disse: "Vocês beberão o cálice que estou bebendo e serão batizados com o batismo com que estou sendo batizado; 40 mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim conceder. Esses lugares pertencem àqueles para quem foram preparados". 41 Quando os outros dez ouviram essas coisas, ficaram indignados com Tiago e João. 42 Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. 43 Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; 44 e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. 45 Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Marcos 10.35-45)

Há algum tempo atrás a palavra mordomia significava a lealdade e a fidelidade com que um administrador prestava contas dos seus bens confiados ao seu cuidado. Neste sentido, a Igreja falava em mordomia cristã. Deus, o dono de tudo, colocou nas mãos humanas bens, talentos, capacidades e oportunidades. Como mordomos (servos) fiéis, os seres humanos prestam contas a Deus (o verdadeiro dono) sobre o uso destes bens.

A sociedade moderna tem atribuído à palavra mordomia um novo significado. “Mordomia”, hoje, quer dizer ter um conjunto de vantagem pessoal enquanto ocupa um cargo. Pode também significar regalias ou privilégios pessoais obtidos sem trabalho ou sem esforço.

Esse novo conceito de mordomia tem sido cada vez mais frequente na vida eclesiástica. Muitos servem nas igrejas ou trabalham nas igrejas com o fim de utilizar seu cargo ou ministério não para servir a coletividade, mas para usufruir das regalias ou do status que o cargo ou ministério possa lhe oferecer.

A sociedade de consumo, por conta própria, ignorou o sentido de responsabilidade e serviço impondo o significado egoísta e interesseiro.

·      O que pediam Tiago e João a Jesus?

·      Este relato indica que Tiago e João não entenderam “o espírito da coisa”, o significado do Reino que Jesus estava anunciando? Em que pontos suas ideias se diferenciavam das propostas de Jesus sobre o Reino?

·      Os textos bíblicos admitem que o modelo de relacionamentos no mundo secular é: quem ocupa um cargo manda, domina, manipula e tira proveito do poder inerente à posição. Persiste o mesmo modelo hoje em nossa sociedade? Persiste este modelo hoje em nossas igrejas?

·      Que modelo Jesus deixou para o exercício do poder da Igreja?

·      Como o pastor deve ser visto pela igreja?

·      Qual o papel do pastor para o exercício do poder da Igreja?

·      Como o movimento Dons e Ministérios atende às exigências deste modelo?

 

Reflexão

·      Descreve algumas características de uma igreja fundamentada em cargos (hierarquia de oficiais).

·      Descreve algumas características de uma igreja fundamentada em ministérios (serviços).

·      Em que aspectos sua igreja local se identifica mais com uma igreja de cargos?

·      Em que aspectos ela se identifica com uma igreja ministerial?

 

 

 

 

15. PERDÃO, SIM; FROUXIDÃO, NÃO!         

 

Perdão é o ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou o ato pelo qual uma pessoa tira a culpa do outro, assumindo qualquer prejuízo consequente desta culpa. Etimologicamente, a palavra "perdão" vem do latim “perdonare” que significa a ação de perdoar, ou seja, aceitar ou pedir desculpas; se redimir em relação a algo de errado.

Frouxidão é característica do que não tem força, demonstração de fraqueza.

 

1 – Objetivo Deste Estudo

Levantar subsídios bíblicos em torno do assunto do perdão que mostrem que a frouxidão não faz parte do processo, mas sim, o restabelecimento da harmonia e da paz entre todas as partes e com Deus.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Alguns têm uma ideia errônea sobre o perdão. Pensam no perdão em termos de frouxidão, fraqueza, falta de uma posição firme ou indiferença perante o mal. Outros erram na direção oposta e adotam uma posição “dura” de condenação e/ou julgamento.

Infelizmente, estes dois campos se radicalizam em nossos dias. Observamos congregações que parecem “fechar os olhos” ou fazer “vista grossa” ante os males que abalam a comunidade dos fiéis. Outros se calam diante de males sociais para “não criar problemas”. Em contraste, outros grupos instalam uma versão atualizada da Inquisição e julgam e condenam publicamente os atos dos membros. As congregações locais se transformam em tribunais, lideranças leigas se transformam em promotores que processam o malfeitor, e o pastor toma o lugar de juiz (leia-se Deus em alguns casos) para ouvir, julgar e sentenciar.

O estudo é oportuno, pois apresenta subsídios bíblicos que permitem o cristão assumir posições firmes quanto ao pecado sem transformar o pecador em réu, condenando-o a morte.

 

3 – Disciplina e Perdão

1 Por toda parte se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos, a ponto de alguém de vocês possuir a mulher de seu pai. 2 E vocês estão orgulhosos! Não deviam, porém, estar cheios de tristeza e expulsar da comunhão aquele que fez isso? 3 Apesar de eu não estar presente fisicamente, estou com vocês em espírito. E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente. (1 Coríntios 5.1-3)

O texto demonstra que Paulo e os fiéis levavam a sério a comunidade e faziam de tudo para eliminar os elementos negativos que ameaçavam a unidade e comprometiam o testemunho.

Provavelmente a relação citada no texto era do filho com sua madrasta, por Paulo não citar a palavra “mãe”. Alguns teólogos entendem que era do filho com sua mãe. Embora não possamos afirmar se esta relação era com sua madrasta ou com sua mãe, Paulo afirma que esta relação não era aceitável nem entre os gentios.

·      O que levou Paulo a pedir a expulsão deste membro da igreja de Corinto?

o  O contexto histórico de seus dias – era comum naqueles dias a pratica de relações sexuais como atos de adoração aos deuses. Muitos membros da igreja de Corinto eram originários dessa pratica. A expressão “e vocês estão orgulhosos” demonstra que eles estavam aceitando aquilo como uma prática de adoração a Jesus Cristo.

o  A correção do erro – Paulo desejava colocar a igreja no caminho correto, impedindo que tal pratica se tornasse uma normalidade entre eles. O objetivo de Paulo não era simplesmente se livrar do pecador, mas deter o mal que estava querendo se enraizar naquela igreja. Uma vez detido este mal Paulo manda restaurar a comunhão o pecador, conforme podemos ler (2 Coríntios 2.6,7).

 

Contudo o apóstolo Paulo não estava preocupado somente com esta questão de um possível desvio na pratica da adoração ou mesmo de um desvio na conduta moral familiar. Ele não age com frouxidão diante os demais problemas morais apresentados por estes irmãos.

9 Já lhes disse por carta que vocês não devem associar-se com pessoas imorais. 10 Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. 11 Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. 12 Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? 13 Deus julgará os de fora. "Expulsem esse perverso do meio de vocês". (1 Coríntios 5.9-13)

Paulo orienta os irmãos de Corinto para não se associarem com aqueles que professam a fé, mas não a praticam em suas condutas. Ele diz para eles claramente não se associarem com os imorais (imoralidade sexual), avarentos, idólatras, caluniadores, alcoólatras e ladrões. O apóstolo diz para eles não comerem com estas pessoas, isto é, para não terem com elas íntima comunhão. Associar significa neste texto ter íntima comunhão. Ele conclui sua fala mandando que expulsassem o filho perverso do meio deles - o que praticou suposto incesto.

Diferentemente é o trato com os gentios, segundo Paulo, pois estes serão julgados por Deus, e não devem ser julgados por nós. O apóstolo estava dizendo para eles que poderiam ter comunhão com os pecadores, os gentios, do contrário teriam que ser retirados do mundo. Ele não está falando deles terem íntima comunhão, participarem do pecado deles, mas de manter com eles relacionamento.

·      As palavras de Paulo a igreja de Corinto devem ser levadas ao pé da letra por nós? Devemos expulsar todos esses perversos “irmãos” pecadores do nosso meio?

·      O que Paulo está ensinando a igreja de Corinto em seus primórdios?

Não podemos nos esquecer de que Paulo após o envio desta carta escreveu uma nova carta solicitando a restauração daquele que praticou o suposto incesto. Paulo não tinha como objetivo cortar a comunhão daquele irmão, mas restaurar todo o corpo, impedindo que o mesmo se perdesse em meio a uma pratica errada. Ele estava pensando no bem de todos, inclusive daquele que era o pivô do problema.

O ensino de Paulo é que com relação aos que proclamam que Jesus é Senhor, mas que vivem segundo o seu próprio proceder, vivendo de forma imoral e pecadora, devemos manter distância. Estas pessoas são perigosas a nossa fé, mas não podemos simplesmente rejeitá-las e não dar a elas oportunidades de serem amadas e transformadas pelo poder de Deus.

O próprio apóstolo Paulo nos ensina essa verdade em sua epístola aos irmãos da igreja de Gálatas (Gl 6.1,2).

1 Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. 2 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. (Gálatas 6.1,2)

 

4 – Frouxidão Não Fazia Parte da Igreja Primitiva

17 Os presbíteros que lideram bem a igreja são dignos de dupla honra, especialmente aqueles cujo trabalho é a pregação e o ensino, 18 pois a Escritura diz: "Não amordace o boi enquanto está debulhando o cereal", e "o trabalhador merece o seu salário". 19 Não aceite acusação contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas. 20 Os que pecarem deverão ser repreendidos em público, para que os demais também temam. 21 Eu o exorto solenemente, diante de Deus, de Cristo Jesus e dos anjos eleitos, a que procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo. 22 Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros. Conserve-se puro. 23 Não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas frequentes enfermidades. 24 Os pecados de alguns são evidentes, mesmo antes de serem submetidos a julgamento; enquanto que os pecados de outros se manifestam posteriormente. 25 Da mesma forma, as boas obras são evidentes, e as que não o são não podem permanecer ocultas. (1 Timóteo 5.17-25)

O texto registra vários conselhos e práticas que demonstram que os primeiros cristãos tinham as palavras dos apóstolos como critérios e parâmetros para regulamentar a vida congregacional. Isso nos ensina que a frouxidão não fazia parte da Igreja Primitiva.

Alguns destes princípios cabiam para aquele tempo e para aquela cultura, mas não mais para a cultura de nossos dias. Por exemplo: A repreensão em público. Alguns podem até mesmo dizer que isso é assédio moral[8].

A Bíblia está nos obrigando a tratar o pecado em público? Não! O texto se refere somente aos pecados cometidos por pastores, pois estes são vistos como exemplos a serem imitados pela igreja. Portanto podemos tratar os pecados de nossos irmãos de forma privada, com sabedoria e amor. Jesus nos ensina essa verdade quando tratamos de pecado em nossas relações de irmandade (Mateus 18.15-17).

A frouxidão pode nos levar a perdermos a pureza que nos foi dada mediante o sangue de Cristo, isto é, a nos tornarmos participantes do pecado de outro – “Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros” (1 Tm 5.22).

 

5 – Por Deus Seremos Julgados

1 Portanto, que todos nos considerem como servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus. 2 O que se requer destes encarregados é que sejam fiéis. 3 Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato, nem eu julgo a mim mesmo. 4 Embora em nada minha consciência me acuse, nem por isso justifico a mim mesmo; o Senhor é quem me julga. 5 Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação. (1 Coríntios 4.1-5)

Uma posição sensata é lembrarmos que Deus é o juiz que nos julgará. Não devemos temer o julgamento dos homens, mas o julgamento de Deus, por isso nós devemos ser fiéis a Ele, vivendo em obediência a Sua Palavra.

Precisamos estar prontos a perdoar aqueles que nos julgam de forma errada ou que nos ferem em sua insensatez, mas não sermos frouxos com relação ao pecado para não aceitarmos o pecado como normalidade em nosso próprio viver.

 

6 – A Virtude Está em Restaurar o Pecador e Não em Distanciá-lo de Nós

19 Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, 20 lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados. (Tiago 5.19,20)

A virtude não está em condenar, mas em converter, corrigir e recuperar a pessoa que errou.

 

7 – Jesus e Uma Mulher Pega em Pecado

1 Jesus, porém, foi para o monte das Oliveiras. 2 Ao amanhecer ele apareceu novamente no templo, onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e ele se assentou para ensiná-lo. 3 Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos 4 e disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério. 5 Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz?" 6 Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo. 7 Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: "Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela". 8 Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão. 9 Os que o ouviram foram saindo, um de cada vez, começando com os mais velhos. Jesus ficou só, com a mulher em pé diante dele. 10 Então Jesus pôs-se de pé e perguntou-lhe: "Mulher, onde estão eles? Ninguém a condenou?" 11 "Ninguém, Senhor", disse ela. Declarou Jesus: "Eu também não a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado". (João 8.1-11)

·      Levante as diferenças entre a atitude de Jesus e a dos escribas e fariseus em relação à mulher adúltera.

·      Qual a diferença entre essas posições?

1.    Condenar uma pessoa e dizer depois: “Vai e não peques mais”.

2.    Dizer a uma pessoa: “Eu não te condeno; vai e não peques mais”.

·      Qual posição é mais característica de sua congregação local?

·      O fato de Jesus não ter condenado a mulher significa que Ele era frouxo e que aceitava o adultério como ato de pouca conseqüência?

·      Como seguir o exemplo de Jesus e adotar uma postura de não-condenação e ao mesmo tempo levar a sério o testemunho da comunidade de fé?

 

 

 

 

 

16. MORTALIDADE OU IMORTALIDADE DA ALMA

 

Mortalidade da alma é a crença de que após a morte, a alma deixa de existir. Os adventistas e testemunhas de Jeová defendem esta posição teológica.

Imortalidade da alma é a crença que após a morte a alma continua existindo. Alguns acreditam que alma entra em um estado profundo de sono e fica dormindo até o dia da ressurreição. Outros acreditam que alma está consciente na presença de Deus.

 

1 – Objetivo Deste Estudo

Com o advento da internet a divulgação das mais diversas teorias e doutrinas teológicas se tornou acessíveis a todos, confundindo a muitos e levando-os a se desviarem das verdades bíblicas. Nosso objetivo com este estudo é esclarecer este tema provendo paz a nossa alma hoje.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Temos sido bombardeados em nossas redes sociais por diversas posições teológicas. Esse bombardeio tem roubado a paz de muitos, por isso tratar deste tema se tornou relevante e necessário. Buscaremos responder com fundamentos bíblicos se nossa alma após a morte estará consciente ou inconsciente.

 

3 – A Origem da Alma

Os teólogos propõem pelo menos três correntes de pensamento:

§  Teoria da preexistência da alma - Segundo a teoria da preexistência da alma (seguida na Igreja Primitiva pela escola alexandrina), Deus criou em algum momento, não se sabe o quando, uma quantidade de almas, as quais estão esperando a criação de corpos para neles serem colocados, ou seja, para encarnarem.

Segundo esta compreensão quando um corpo é criado, ou durante a sua formação, uma alma vinda, não sabem de onde nem como, entra em tal corpo, formando desta forma um ser humano completo.

Portanto, para esta teoria as almas já existem em um estado anterior ao nascimento do homem.

§  Teoria do criacionismo da alma - Os defensores desta teoria defendem a criação imediata da alma. Eles ensinam que o corpo é criado naturalmente, porém, a alma é criada por Deus e imediatamente colocada no corpo, no momento da sua criação.

Esta teoria foi dominante na Igreja Oriental e também teve alguns defensores na Igreja Ocidental.

§  Teoria do traducionismo da alma – Conhecida também como a teoria da transmissão da alma. Ela ensina que os pais transmitem aos filhos toda a natureza humana, ou seja, transmitem tanto o corpo quanto a alma, o que se harmoniza perfeitamente à doutrina da transmissão do pecado.

Desta forma, os pais são pais tanto do corpo, como da alma, e por meio da reprodução, também transmitem o pecado.

De acordo com esta teoria, a alma do homem e o corpo originam-se mediante a reprodução. Esta é a teoria dominante na Igreja Ocidental e na Norte-Africana, mas não foi muito bem recebida na Igreja Oriental.

 

 

4 – A origem do ser humano

7 Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente. (Gênesis 2.7)

O ser humano, segundo o texto, é constituído de elementos material e imaterial. Na formação do corpo humano, Deus fez uso de matéria já existente: “pó da terra”. Mas o homem tem outro elemento essencial na sua constituição, de natureza espiritual, vindo diretamente de Deus. Na união destes dois elementos material e imaterial, o homem se tornou “ser vivente” ou “alma vivente” conforme algumas traduções, significando que ele se tornou um ser vivo.

As controvérsias com relação à mortalidade e imortalidade da alma se originam das diferentes compreensões da origem do ser humano.

·      Com relação ao corpo e as funções biológicas de nossos órgãos existe um entendimento entre todas as linhas teológicas – o corpo vira pó.

·      Com relação à alma e ao espírito há divergências.

o  A alma entra em um sono profundo após a morte - Alguns afirmam que a separação do corpo e do espírito faz com que a alma se torne inconsciente, alguns chegam a dizer que ela deixa de existir. Essa afirmação é porque entendem que é na junção do corpo e do espírito que o homem se torna alma vivente (Êxodo 31.14; Ezequiel 18.4). Estas posições são defendidas pelos adventistas e testemunhas de Jeová. Estes acreditam que a alma voltará à existência ou acordará de seu sono profundo na ressurreição, justificando assim a necessidade da ressurreição.

o  A alma continua consciente após a morte – A grande maioria dos teólogos cristãos entendem que na separação do corpo e do espírito, a alma ou/e o espírito retornam a Deus (1 Reis 17.21; Lc 12.20; Ap 6.9,10) e continua consciente diante Dele.

 

5 – A constituição do ser humano

Todas as pessoas concordam que temos um corpo físico. Podemos afirmar que a maioria das pessoas também acreditam que possuímos uma parte imaterial – uma “alma”. Contudo existem alguns que acreditam que além do corpo físico e da alma, o ser humano possui um “espírito” que se relaciona mais diretamente com Deus.

Existem três linhas de pensamento a respeito da constituição do ser humano, são elas:

·         Dicotomistas - Explicam que o homem é composto de duas partes: corpo e alma/espírito. Entendem que alma (heb. Nephesh e gr. Psychē) e espírito (heb. Rûach e gr. Pneuma) são palavras diferentes que se referem à mesma coisa.

Versículos bíblicos que falam sobre a existência da alma: Mateus 11:28-29; Tiago 5:20; 1 Pedro 1:9; Apocalipse 6:9 e 20:4.

·         Tricotomistas – Para estes o homem é composto de três partes: corpo, alma e espírito. Embora essa seja uma ideia comum no meio evangélico, poucos estudiosos da bíblia a defendem. Esta corrente de pensamento tem base principalmente em passagens como 1 Tessalonicenses 5:23 e Hebreus 4:12.

·         Monismo – Essa linha de pensamento surgiu afirmando que o homem é composto de um único elemento. O monismo surgiu fora da esfera do pensamento evangélico, mas tem sido adotado hoje por alguns teólogos. Entretanto estes não se apegam a questão da constituição de um elemento, mas a realidade de que o ser humano não pode ser dividido, o ser humano é uma unidade indivisível. Neste sentido a separação dos elementos que constitui o ser humano determina o fim de sua existência, o que parece contraria a bíblia (Sl 31.5; Lc 23.43,46; 2 Co 5.8; Ap 6.9; Ap 20.4).

 

6 – O que acontece depois da morte?

A Bíblia refere-se a três tipos de morte:

A morte física – Essa é o termino da vida do corpo, ocasionado pela saída do espírito/alma.

A morte espiritual – Essa ocorre no plano espiritual. Consiste na separação do espírito do homem e Deus. Toda humanidade se encontra nesta condição, até que se reconcilie com Deus por meio de Jesus Cristo.

A morte eterna – Essa é chamada na Bíblia de segunda morte. Consiste na separação eterna dos seres criados do seu Criador.

Em nosso estudo estaremos falando sobre o que acontece depois da morte física, no estado intermediário, período entre a morte física e a ressurreição. Podemos afirmar:

·         Os mortos estão numa existência consciente – Isto significa dizer que aquele que morreu continua a existir e sabe que está existindo. A história do rico e do pobre chamado Lázaro (Lucas 16.19-31) nos ensina essa verdade. Embora seja uma parábola, a verdade central dessa história não teria sentido se após a morte a vida não tivesse continuidade. Apocalipse 6.9,10 também nos mostra que as pessoas que haviam morrido por causa de seu testemunho, estavam vivas e conscientes de sua condição, inclusive pedindo que Deus fizesse justiça por elas.

·         Os justos estão na presença de Cristo – O apóstolo Paulo descreve a existência sem o corpo como “estar presentes com o Senhor”, ou “estar com Cristo”, e que isto é melhor do que viver neste mundo, no corpo (2 Co 5.6-9; Fl 1.23).

·         Os justos estão no paraíso – Estar na presença de Cristo é estar no paraíso, que é identificado com o próprio céu (2 Co 12.2-4). É o lugar para onde os salvos vão imediatamente após a morte (Lc 23.43; Ap 2.7).

·         Os ímpios estão sob castigo e sofrimento – Os que morrem sem Cristo levam consigo seus pecados e seus efeitos; não desfrutam da presença e do poder de Cristo em suas vidas. Não desfrutam das deliciais do paraíso de Deus, pelo contrário, eles já estão vivendo sob tormento (2 Pe 2.9).

·         Os ímpios estão conscientes de sua perdição – A parábola contada por Jesus mostra que os ímpios também têm existência consciente depois da morte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

17. CONTINUÍSMO OU CESSACIONISMO DOS DONS?

 

cessacionismo é a forma de pensar teológica que crê que alguns dons do Espírito Santo estavam restritos à era da Igreja Primitiva e que após esse tempo cessaram em grande parte. Os reformados tendem a se alinhar com esta posição. A profecia preditiva, o dom de apóstolo e variedade de línguas eram dons que tiveram a intenção de estabelecer os fundamentos deixados por Cristo, mas que já não são mais necessários em nossos dias, por isso cessaram. Eles não negam a profecia corretiva, a existência de milagres e curas.

O continuísmo é a forma de pensar teológica que entende que tudo aquilo que Atos e o Novo Testamento apresentam como dons continuam sendo aplicados por Deus hoje. Os pentecostais e neopentecostais defendem essa posição. A profecia preditiva, visões, revelações, curas, línguas estranhas continuam sendo usados por Deus para edificar sua igreja.

Algumas igrejas pentecostais não concordam que o dom de apóstolo ainda vigore em nossos dias, como nos dias de Atos, e dê autoridade a homens ou mulheres para interpretarem a Bíblia como querem ou lançarem novos fundamentos a fé cristã.

 

1 – Objetivo Deste Estudo

Buscar nas Escrituras Sagradas fundamentos para nos posicionarmos com relação ao continuísmo ou cessacionismo dos dons espirituais.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Diante o crescimento do movimento pentecostal e neo-pentecostal a discussão se os dons espirituais ainda operam em nossos dias se tornaram cada vez mais acirrados entre os cristãos. Muitos hoje se dizem apóstolos e com isso autenticam suas ações, mesmo quando não alinhadas a Palavra de Deus, a Bíblia. Por se denominarem apóstolos acreditam que podem lançar novos fundamentos e novas interpretações a Palavra de Deus.

O estudo se torna relevante para que possamos combater toda e qualquer forma de distorção da Palavra de Deus.

 

3 – A Intervenção de Deus na História

Ao longo da história humana a intervenção de Deus tem sido contínua, mas não linear. Embora Deus esteja intervindo para que Sua vontade se cumpra na história humana, Ele não intervém todos os dias, nem da mesma forma.

Através de uma boa leitura bíblica percebemos que Sua intervenção é pontual, oportuna e impactante na história.

Segundo Philip Schaff[9] há uma tríplice revelação de Deus:

·       Uma revelação interna: Se dá na razão, na consciência de cada indivíduo (Rm 2.15; Jo 1.9);

·       Uma revelação externa: Se faz por meio da criação, por onde Deus proclama seu poder, sabedoria e bondade (Rm 1.20; Sl 19);

·       Uma revelação especial: Se faz através da Santa Escritura e por meio da pessoa de Jesus, incluindo sua obra na cruz. Esta confirma e completa as outras duas revelações, exibindo a justiça, a santidade e o amor de Deus.

Baseados nessas três revelações de Deus, podemos afirmar que Deus intervém na história humana através de nossas consciências, despertando em nós seres humanos Sua vontade; Ele intervém através da criação, usando a força da natureza para realizar Sua vontade; e intervém através da Bíblia e do Espírito de Cristo que atua em nós que cremos em Cristo Jesus.

As intervenções de Deus devem ser vistas como manifestações sobrenaturais com o fim de nos conduzir a Sua vontade. Se estas intervenções acontecessem todos os dias não teríamos vida, pois Deus tiraria de nós a liberdade de acertarmos ou errarmos.

No contexto da história bíblica, podem ser facilmente identificados três períodos de grande intervenção divina. Cada um desses períodos durou menos de um século e foi marcado por milagres, que são acontecimentos que não têm uma explicação natural. São eles:

·       Quando da formação da nação de Israel, sob Moisés e Josué.

·       Quando o culto a Baal ameaçava destruir toda a adoração a Deus, sob Elias e Eliseu.

·       Quando do estabelecimento da igreja por Cristo e pelos apóstolos.

Depois da maior e mais intensa manifestação de Deus, da mais intensa revelação divina, em Jesus, a história vivenciou o “Pentecostes”, o derramamento do Espírito.

 Nos dias do “Pentecostes”, quando os apóstolos deram início a edificação da Igreja Espiritual de Cristo Jesus, ocorreram as mais diversas manifestações do Espírito sobre aqueles que aceitaram a Jesus como Salvador e Senhor.

Os registros bíblicos trazem indicações de um provável desvanecimento da fé cristã ainda na era apostólica, basta lermos no livro de Apocalipse as sete cartas escritas às igrejas.

O desvanecimento se tornou abrupto quando o Império Romano se declarou cristão por um decreto (Edito de Milão) do imperador Constantino no ano 313 d.C., ao ponto da história registrar um extenso período conhecido como “Idade das Trevas” que coincide com a Idade Média (476 a 1453 d.C.).

No contexto da Reforma, séculos 14 a 16, quando a igreja oficial também ameaçava destruir o verdadeiro culto a Deus, apareceram em cena, homens como: João Wyclif (1324-84), Martinho Lutero (1483-1546), João Calvino (1509-64) e João Knox (1515-72). Entendemos hoje que Deus interviu na história através destes homens. Estamos falando de uma ação do Espírito Santo visando restaurar a verdadeira Igreja de Cristo, por meio de correções doutrinárias e teológicas.

Os séculos 18 e 19 foram marcados por grandes avivamentos e pela expansão missionária. Neste período destacaram-se: Jônatas Edwards (1703-58), João Wesley (1703-91), Guilherme Carey (1761-1834), Carlos Finney (1792-1875), Jorge Müller (1805-98), Davi Livingstone (1813-73), Hudson Taylor (1832-1905); Carlos Spurgeon (1834-92) e Dwight L. Moody (1837-99). Estes homens por meio do Espírito Santo fizeram com que as igrejas históricas e reformadas se espalhassem pelo mundo, provocando uma expansão geográfica da igreja.

século 20 foi marcado pelo Movimento Pentecostal, que é visto com muita desconfiança pelos cristãos das igrejas históricas e tradicionais. O movimento pentecostal produziu uma divisão na igreja, entre pentecostais e não pentecostais; entre os que criam no continuísmo e os que criam no cessacionismo. Os pentecostais defendiam no seu surgimento e ainda defendem que o retorno das manifestações dos dons do Espírito é continuidade do processo da restauração da igreja de Cristo que se iniciou no século XVI, com a reforma.

A história da igreja não deixa dúvida de que o Espírito de Deus continua atuando sobre a história dos homens. Ele agiu no passado e continua agindo hoje em nossas histórias. Portanto quando discutimos o cessacionismo e o continuísmo estamos discutindo como o Espírito Santo age hoje na vida da igreja de Cristo.

4 – Os Dons do Espírito Cessaram ou Continuam em Ação?

A resposta a esta pergunta depende da abrangência que cada um de nós dá aos dons espirituais. Ao falarmos em dons espirituais estamos falando somente dos dons citados em 1 Coríntios 12.7-11 ou estamos falando também dos demais dons citados na bíblia como os descritos nas cartas aos Romanos (Rm 12.6-8) e aos Efésios (Ef 4.11). Precisamos primeiro esclarecer a que dons estamos nos referindo ao discutirmos este tema do cessacionismo ou continuísmo. Diante disso buscaremos nos aprofundarmos um pouco mais nos estudo dos dons.

 

4.1  – Três Formas de Atuações do Espírito de Deus na Igreja de Cristo

Paulo descreve três maneiras diferentes a respeito das ações do Espírito de Deus na Igreja de Cristo. Estas três formas de atuações tem um propósito único, edificar a igreja de Jesus Cristo.  Vejamos estas atuações descritas por Paulo em 1 Coríntios 12.4-6.

 

  • Primeira Forma de Atuação do Espírito de Deus na Igreja de Cristo

4 Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. (1 Coríntios 12.4)

A primeira forma apresentada é ação do Espírito Santo em seu próprio nome. Ele opera em nós uma diversidade de dons que é reconhecido pela igreja como ação voluntária do próprio Espírito de Deus em nós. Entendo que Paulo está se referindo aos dons do Espírito citados por ele nesta mesma carta, conforme podemos ler em 1 Coríntios 12.7-11.

Estes dons segundo as Escrituras são manifestações do Espírito (v.7) que estão sob o controle do Espírito Santo (v.11) e são manifestados visando o bem comum de todos (v.7). Estes são dons claramente de poder e ação sobrenatural.

 

Dons do Espírito

Espírito Santo

1 Coríntios 12.7-11

· Palavra de Sabedoria

· Palavra de Conhecimento

·

· Dons de Cura

· Poder Para Operar Milagres

· Profecia

· Discernimento de Espírito

· Variedade de Línguas

·  Interpretação de Línguas

 

  • Segunda Forma de Atuação do Espírito de Deus na Igreja de Cristo

5 Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. (1 Coríntios 12.5)

Jesus Cristo estabeleceu na Sua igreja diferentes tipos de ministérios. Estes ministérios foram dados por Jesus a Sua igreja com o fim de aperfeiçoar seus discípulos para que estes possam exercer o serviço que lhes foi confiado por Ele, dentro e fora da igreja. Estes ministérios foram claramente apresentados por Paulo aos irmãos de Éfeso, conforme podemos ler na carta aos Efésios 4.11,12.

Contudo a operação destes ministérios em nossas vidas é realizada pelo Espírito Santo de Deus. Jesus escolhe alguns homens para este serviço e o Espírito Santo é quem capacita e faz com que estes homens possam exercer estes serviços.

 

Dons Ministeriais

Jesus

Efésios 4.11

· Apóstolo

· Profetas

· Evangelistas

·  Pastores-Mestres

 

  • Terceira Forma de Atuação do Espírito de Deus na Igreja de Cristo

6 Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Coríntios 12.6)

Na igreja de Cristo existem muitas tarefas diferentes a serem realizadas. Há uma diversidade de áreas para que os membros atuem e por isso há uma diversidade de formas de atuação. Mas todas essas diversidades de realizações operadas pelos diversos membros da igreja são efetuadas pelo Espírito Santo, em nome de Deus Pai.

A Bíblia cita algumas dessas diversas realizações, mas ela não tem o fim de fechar essas realizações somente aos citados e lembrados pelo apóstolo Paulo. Encontramos citações em Romanos 12.6-8. Muito possivelmente Paulo acrescentaria hoje a essas diversidades de tarefas outras como: a música, mídia, teatro, etc.

 

Diferentes Formas de Atuação

Deus Pai

Romanos 12.6-8

· Profetizar (não é prever futuro)

· Servir

· Ensinar

· Exortar

· Contribuir

· Presidir (Liderar)

· Misericórdia

 

Em 1 Coríntios 12.28 o apóstolo mostra que tanto as manifestações do Espírito (1 Co 12.7-11), como os ministérios dados por Jesus a igreja (Ef 4.11) e as realizações das diversas tarefas são operadas pelo mesmo poder. Tudo é realizado pelo Espírito de Deus.

O que Paulo está nos ensinando através de 1 Coríntios 12.28 é que a Trindade Santíssima trabalha unida, em plena comunhão, em prol do mesmo fim, fazer com que a Igreja exerça o seu papel no plano da redenção. Tudo que realizamos como igreja é realizado por Deus que opera através de nós.

 

4.2 – Os Dons Espirituais Cessaram ou Continuam?

Olhando para os quadros que apresentamos vamos tentar responder a pergunta: “Quais dons cessaram e quais dons continuam atuando em nossos dias?”

 

Dons Ministeriais

Jesus

Efésios 4.11

Diferentes Formas de Atuação

Deus Pai

Romanos 12.6-8

Dons do Espírito

Espírito Santo

1 Coríntios 12.7-11

· Apóstolo

· Profetas

· Evangelistas

· Pastores-Mestres

· Profetizar

· Servir

· Ensinar

· Exortar

· Contribuir

· Presidir (Liderar)

· Misericórdia

· Outros (mídia, advogar, etc.)

· Palavra de Sabedoria

· Palavra de Conhecimento

·

· Dons de Cura

· Poder Para Operar Milagres

· Profecia

· Discernimento de Espírito

· Variedade de Línguas

· Interpretação de Línguas

 

Podemos afirmar que os dons do apostolado cessaram, pois eles foram dados à igreja por Jesus com o fim de lançar os fundamentos da igreja sob o alicerce deixado pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Não existem mais apóstolos em nossos dias. O que temos hoje são pessoas que se denominam apóstolos, embora não possuam as credenciais de um apóstolo, conforme descritos na Bíblia.

Uma das marcas do apostolado era ser testemunha ocular do Jesus ressuscitado (Atos 1.21,22) e ter recebido este ministério direto de Jesus (Gl 1.11,12). Ninguém hoje tem tal privilégio. 

Da mesma forma podemos compreender que o ministério profético deixou de existir, pois uma vez completada a revelação das Escrituras, tal ministério passou a ser exercido pelos pastores. Atualmente a correção, a exortação, o apontamento do caminho correto é feito por meio dos pastores, tendo a Bíblia como a fonte para falar em nome de Deus. O mesmo não podemos dizer com respeito à manifestação profética, pois esta opera conforme o Espírito Santo deseja. De fato todos os dons espirituais de 1 Coríntios 12.7-11 são manifestações sujeitas ao Espírito Santo de Deus e que Ele pode manifesta-las quando quiser e através de quem quiser. Não temos estes dons, eles não nos pertence. São manifestações do Espírito.

Verdadeiramente não podemos ser ignorantes quanto aos dons espirituais, nem aos princípios básicos da fé cristã. É preciso conhecer bem e praticar a Palavra de Deus, não se deixando levar por ventos de doutrinas e modismos de última hora.

Você já identificou seus dons naturais (talentos) e espirituais? Já está utilizando-os na obra de Deus?

 

8 O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará. 9 Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos; 10 quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. (1 Coríntios 13.8-10)

O que é perfeito já veio? Os dons cessarão quando o que é perfeito vier.

 

 

 

18. SUBMISSÃO E SERVIÇO

 

Submissão é a ação ou efeito de se submeter a alguma autoridade ou a alguma lei, de forma passiva e voluntariosa. A submissão é marcada pela espontaneidade do submisso perante algo ou alguém, ou seja, uma obediência voluntária.

Quando o indivíduo submisso é vítima de humilhação devido a sua condição de extrema humildade ou servidão; a submissão pode ser classificada como escravidão ou opressão.

Serviço no sentido bíblico é a ação ou efeito de servir, de se entregar inteiramente em prol de algo ou alguém.

 

1 – Objetivo Deste Estudo

Compreender como submissão e serviço se correlacionam entre si na visão bíblica. Nós cristãos somos chamados a sermos submissos uns aos outros e a servirmos uns aos outros. Buscaremos compreender como fazemos isso na prática.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Em nossos dias a submissão tem sido muito contestada. A palavra submissão tem sido vista de forma negativa, como um sinônimo de opressão. Contudo a Bíblia nos ensina que devemos viver de forma submissa as autoridades constituídas por Deus e vivermos submissos uns aos outros.  Na submissão servimos a Cristo, no serviço a Cristo nos sujeitamos a toda autoridade, e nos sujeitamos também uns aos outros.

 

3 – Sujeitem-se Uns Aos Outros

Buscaremos analisar a relação de sujeição e serviço apresentada por Paulo a igreja de Éfeso. Acredito que é extremamente importante percebermos que antes de Paulo apresentar a relação de sujeição e serviço nas estruturas humanas para os irmãos de Éfeso, ele ordena primeiro que todos nós estejamos sujeitos uns aos outros.

 

Texto: Efésios 5.21-25

Versículo 21

21 Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo. (Efésios 5.21)

·      Por que Paulo nos ordena a vivermos em sujeição uns aos outros?

 

Versículos 22 e 23

22 Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, 23 pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. (Efésios 5.22,23)

·      O que significa sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor?

 

Versículos 24

24 Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. (Efésios 5.24)

Paulo está afirmando que a igreja está sujeita a Cristo. Portanto o governo da igreja não é democrático, o governo da igreja é teocrático, e as Escrituras nos ensina que Deus não divide a sua glória com homens. Não se discute com Cristo como Ele deseja realizar sua obra e como deseja governar a sua igreja, embora você possa achar que tem um plano melhor de governo que o dele.

18 Ele (Jesus) é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. (Colossenses 1.18)

·      Como a igreja demonstra sujeição a Cristo?

 

Versículo 25

25 Maridos, amem suas mulheres, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se a si mesmo por ela (Efésios 5.25)

·      Os maridos devem sujeição a suas esposas?

·      O texto fala de sujeição?

·      O que significa amar e entregar-se a si mesmo por ela?

 

Texto: Efésios 6.1-9

Versículos 1 a 3

1 Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. 2 "Honra teu pai e tua mãe", este é o primeiro mandamento com promessa: 3 "para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra". (Efésios 6.1-3)

  • Quem deve obediência nestes versos?
  • Por que o mandamento diz honra teu pai e tua mãe?

 

Versículo 4

4 Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. (Efésios 6.4)

Não irritar os filhos significa não deixar de instruí-los segundo a Palavra de Deus. Muitos pais irritam os filhos porque colocam sobre eles um jugo pesado demais, regras desnecessárias, levando os filhos a perderem a paciência e o respeito. Outros irritam os filhos porque os disciplinam severamente abusando de sua autoridade e levando-os a rejeitarem dessa forma a autoridade de Deus também.

  • Existe neste verso uma relação de sujeição e serviço?
  • Quem está sujeito a quem neste verso e quem está prestando um serviço?

 

Versículos 5 a 8

5 Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo. 6 Obedeçam-lhes não apenas para agradá-los quando eles os observam, mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus. 7 Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como ao Senhor, e não aos homens, 8 porque vocês sabem que o Senhor recompensará a cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre. (Efésios 6.5-8)

  • Quem são os escravos no contexto desta carta?
  • Quem são as pessoas representadas hoje pelo termo “escravos”?
  • Como devemos nós “escravos” nos sujeitarmos na prática aos nossos senhores?

 

Versículo 9

9 Vocês, senhores, tratem seus escravos da mesma forma. Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as pessoas. (Efésios 6.9)

  • Quem são os senhores no contexto desta carta?
  • Quem são as pessoas representadas hoje pelo termo “senhores”?
  • Os senhores estão sujeitos aos escravos, sim ou não?

 

 4 – Sujeição as Autoridades Civis (Governos)

Texto: Romanos 13.1-6

1 Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. 2 Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. 3 Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. 4 Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. 5 Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência. 6 É por isso também que vocês pagam imposto, pois as autoridades estão a serviço de Deus, sempre dedicadas a esse trabalho. (Romanos 13.1-6)

Mais uma vez estamos diante uma relação de sujeição e serviço.

·      Quem deve sujeição a quem nestes versos?

·      Nós devemos sujeição a quem?

·      As autoridades devem sujeição a quem?

·      Somente as autoridades cristãs estão a serviço de Deus?

 

5 – Sujeição Eclesiástica

Texto: Hebreus 13.17

17 Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês. (Hebreus 13.17)

  • Quem são os líderes que cuidam dos membros do Corpo de Cristo? (1 Pedro 5.1-4)
  • Quem deve sujeição a quem neste texto? Os pastores aos membros ou os membros aos pastores?

 

Texto: 1 Pedro 5.1-4

1 Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a ser revelada: 2 Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. 3 Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. 4 Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória. (1 Pedro 5.1-4)

Os pastores (presbíteros – anciões) eram os responsáveis pelo rebanho de Deus e estes deveriam ouvi-los e se submeterem a eles. Entretanto existe uma orientação para estes pastores no cuidado do rebanho. Eles não podem pastorear segundo suas intenções, mas a serviço de Jesus Cristo a quem prestarão contas.

Os pastores foram dados por Jesus a serviço dos membros da igreja, não como empregados, mas como líderes que devem conduzi-los ao crescimento espiritual e consequentemente humano.

 

Texto: Efésios 4.11-13

11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. (Efésios 4.11-13)

A igreja local pode indicar homens para diferentes trabalhos e funções, mas, a menos que tenham os dons do Espírito e sejam, portanto, eles mesmos os dons de Cristo para à Sua Igreja, sua indicação não terá a aprovação de Deus. Estes homens preencherão cargos, receberão ofícios, mas não terão o aval de Deus, pois não foram dados por Cristo, não possuem o dom do Espírito para exercerem estes ministérios.

Não podemos ignorar que aqueles que almejam estes ministérios precisam ter estes dons reconhecidos pela igreja. Neste sentido não é a igreja que indica, mas é a igreja que reconhece. Uma vez que estes dons são reconhecidos pela igreja, ela deve se submeter a este a quem Deus deu o dom e não torná-lo um empregado, um vassalo da igreja.

 

6 – Reflexão Final

Servimos a Jesus Cristo quando somos submissos às autoridades instituídas nas diversas estruturas humanas que compõe nossa sociedade. Se não somos submissos às autoridades humanas, não somos submissos a Jesus Cristo, uma vez que não seguimos seus ensinamentos. Portanto não podemos dizer que servimos a Deus.

Somos submissos a Jesus Cristo quando servimos uns aos outros, considerando o nosso dever dentro do nosso papel em cada uma das estruturas humanas que compõe nossa sociedade. Quando assim vivemos, todos nós estamos sujeitos uns aos outros, pois todos nós trabalhamos para o bem maior do outro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

19. DISCIPLINA ESPIRITUAL, SIM; LEGALISMO, NÃO!

 

Disciplinas espirituais são meios de desenvolver nossa espiritualidade e profundidade em nosso relacionamento com Deus. Elas nos ajudam a compreender mais quem Deus é e como podemos nos relacionar com Ele no nosso dia a dia. Elas são ações práticas da fé, motivadas pelo amor profundo a Deus, e que produz transformação pessoal em nosso homem interior.

Legalismo é o meio humano de tentar através da obediência de regras, ser aceito e amado por Deus, anulando a Graça misericordiosa. O legalismo religioso também pode ser compreendido como a prática de tentar manipular a lei de Deus em benefício próprio, fazer adições a essa lei e rejeitar a doutrina da graça.

 

1 – Objetivo Deste Estudo

Apresentar subsídios bíblicos que demonstrem a necessidade de disciplinas espirituais que ajudem no crescimento na fé e alguns subsídios mostrando os perigos de um legalismo estagnante e estéril.

 

2 – A Razão Deste Estudo

Hoje em dia o conceito de disciplina não é muito popular. Muitos preferem livrar-se de toda e qualquer restrição. As chamadas disciplinas espirituais são consideradas arcaicas, ultrapassadas e desnecessárias.

Este estudo demonstra que são fundamentais para uma fé dinâmica e atuante. Por outro lado, alguns caem no erro do legalismo, perdendo assim a espontaneidade e a vitalidade da fé. O estudo é oportuno, pois aponta para uma vida disciplinada e ordenada. Mostra que essa vida disciplinada na fé se faz necessária e se diferencia de um legalismo estéril e estagnante.

 

3 - As Condições do Discipulado

57 Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores". 58 Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça". 59 A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". 60 Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus". 61 Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família". 62 Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". (Lucas 9.57-62)

·      Por que Jesus não aceitou de bom grado o desejo das pessoas de seguirem-no?

·      Por que Jesus achou necessário lembrá-las do alto custo do discipulado?

·      O que custa hoje ser um discípulo de Jesus?

·      Como você entende o versículo 62?

 

4 – Nem Todas as Obras de Justiça São Práticas Espirituais

9 A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: 10 "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. 11 O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. 12 Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. 13 "Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’. 14 "Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lucas 18.9-14)

            Esta história nos ensina que práticas religiosas nem sempre são disciplinas espirituais.

·      Normalmente associamos o jejum e o dízimo a uma vida bem regulada e disciplinada na fé. Por que essas práticas não trouxeram bênçãos para a vida dessas pessoas?

·      Quando uma prática religiosa se torna uma disciplina espiritual edificante e positiva?

·      Quando ela se torna em um rito legalista, estagnante e estéril?

·      Que disciplinas espirituais e práticas da fé têm sido benéficas para você?

·      Você identifica alguma prática espiritual que se transformou em rito religioso para você ou em uma prática legalista? (Oração, leitura da Bíblia, jejum, dar esmola, etc.)

 

5 – A Lei e as Palavras dos Profetas Foram Cumpridas, Mas Não Abolidas

17 "Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. 18 Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra. 19 Todo aquele que desobedecer a um desses mandamentos, ainda que dos menores, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado menor no Reino dos céus; mas todo aquele que praticar e ensinar estes mandamentos será chamado grande no Reino dos céus. 20 Pois eu lhes digo que se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrarão no Reino dos céus". (Mateus 5.17-20)

Jesus veio para cumprir e revigorar a lei, não para destruí-la e revogá-la. Ele veio para instituir uma disciplina espiritual edificante e combater o legalismo vazio. Jesus cumpriu a Lei, que nós não conseguiríamos cumprir, mas ele não aboliu a essência da Lei.

Devemos cumprir a Lei não no seu legalismo, mas na sua essência.

 

6 – Há Morte na Ofensa

21 "Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. 22 Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’[10], será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. 23 "Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, 24 deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta. 25 "Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. 26 Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo". (Mateus 5.21-26)

Não é suficiente apenas deixar de matar (legalismo); é preciso arrancar à ira e o ódio da sua vida. Esta é a verdadeira disciplina espiritual. A ofensa pode matar um indivíduo emocionalmente. Palavras ofensivas geralmente produzem a morte emocional ou psicológica.

 

7 – Há Adultério no Olhar

27 "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Não adulterarás’. 28 Mas eu lhes digo: qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29 Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lançado no inferno. 30 E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno". 31 "Foi dito: ‘Aquele que se divorciar de sua mulher deverá dar-lhe certidão de divórcio’. 32 Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério". (Mateus 5.27-32)

Evitar o ato de adultério é apenas o primeiro passo (legalismo); para uma disciplina espiritual positiva e edificante, é preciso purificar as intenções e os pensamentos.

 

8 – Sim ou Não são Suficientes

33 "Vocês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não jure falsamente, mas cumpra os juramentos que você fez diante do Senhor’. 34 Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35 nem pela terra, porque é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. 36 E não jure pela sua cabeça, pois você não pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo. 37 Seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’; o que passar disso vem do Maligno". (Mateus 5.33-37)

Honre a sua palavra. Que um simples SIM ou NÃO seja suficiente para estabelecer credibilidade. O legalismo tornou o juramento sem valor.

Não ouse jurar, pois você não tem poder sobre si mesmo e colocará Deus como testemunha contra você se falhar com o juramento que fez.

 

9 – Perdão e Generosidade no Lugar de Vingança

38 "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente’. 39 Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso. Se alguém o ferir na face direita, ofereça-lhe também a outra. 40 E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa. 41 Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas. 42 Dê a quem lhe pede, e não volte as costas àquele que deseja pedir-lhe algo emprestado". (Mateus 5.38-42)

O legalismo tornou a vingança prioridade ao invés do perdão. Jesus nos chama para uma vida disciplinada a ponto de darmos a outra face quando formos feridos, e andarmos uma segunda milha quando formos exigidos a andar uma milha.

 

10 – Dê Amor Aos Que te Aborrecem

43 "Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. 44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, 45 para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. 46 Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! 47 E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! 48 Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês". (Mateus 5.43-48)

O legalismo legitima pagar o mal com mal. O legalismo incentiva o desprezo daqueles que reputamos como inimigos ou somente não amigos. A disciplina cristã exige amor para com os antipáticos, malfeitores e até mesmo para com aqueles que nos odeiam. A disciplina cristã nos chama à perfeição, como perfeito é nosso Pai celestial.

 

11 – Pratique Boas Obras, Mas Não Com o Fim de Ser Visto

Obras de justiça devem ser praticas, entretanto devem ser praticadas em segredo. Não devemos viver a vida tentando aparentar espiritualidade aos homens, pois a verdadeira espiritualidade no secreto, pois Deus vê o coração do homem.

 

Ø Esmolas

1 "Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. 2 "Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. 3 Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, 4 de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará". (Mateus 6.1-4)

O legalismo nos leva a prática de boas obras com o fim de sermos vistos. As obras são feitas diante os olhos de todos ou elas serão anunciadas para que todos saibam. A contribuição cristã não deve visar qualquer interesse ou reconhecimento público.

 

Ø Oração

5 "E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. 6 Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. (Mateus 6.5,6)

O legalista cumpre a obrigação de orar e faz questão de “enfeitar” suas orações com frases bonitas e volume suficiente para ser ouvido. O cristão tem na oração do Senhor um guia para uma vida realmente disciplinada e comprometida com a vontade de Deus.

 

Ø Jejum

16 "Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os homens vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. 17 Ao jejuar, ponha óleo sobre a cabeça e lave o rosto, 18 para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê no secreto. E seu Pai, que vê no secreto, o recompensará". (Mateus 6.16-18)

O legalista cumpre a obrigação de jejuar “com cara de tristeza”, ele espera ser abordado pelas pessoas e assim poder dizer que está em jejum por alguma causa.  O jejum para ele se torna um ato para comprovar sua superioridade espiritual.

Numa vida disciplinada, este ato é trato pessoal com Deus e se realiza dentro de um contexto maior de comunhão com Deus, juntamente com outras práticas de fé.

 

12 – Vivendo Sem Hipocrisia

25 Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. (Efésios 4.25)

Não devemos viver tentando apresentar espiritualidade àqueles que nos cercam, pois espiritualidade só tem sentido quando é verdadeira, quando não tem intencionalidades por trás, isto é, quando a única intenção é viver de forma agradável a Deus.

Abandonar a mentira e falar a verdade implica em sermos verdadeiros em tudo, mas verdadeiros em amor. Ser verdadeiro sem amor é ser agressivo. Ser amoroso sem verdade é ser injusto.

Em nossas relações dentro da igreja acabamos fazendo muitas inimizades. É mentira dizermos a nós mesmos que não temos inimigos na igreja, no trabalho, etc. Inimigos são aqueles que tratamos com indiferença, distância, pessoas que não vemos com bons olhos, que as consideramos desagradáveis, não confiáveis, em fim, temos inimigos, aqueles que não consideramos do nosso grupo. Não desejamos o mal a elas, mas também não desejamos o bem. Agimos e tomamos decisões sem nos preocuparmos com as necessidades delas.

Inimigos também nascem sem que nós façamos por merecer. Eles nascem da inveja, do ciúme, da insubmissão, frutos da rebeldia, da soberba, da vaidade. Quanto maior a influência que alcançamos em um determinado lugar, mais inimigos ganhamos. Não é diferente na igreja. Deveria ser! Contudo a religiosidade cega às pessoas destruindo a espiritualidade.

Ser verdadeiro é não ser sabotador do ministério do seu irmão; não ser aquele que fica semeando discórdia contra o seu irmão (pegando pequenos defeitos para destruir sua imagem); não ser falso com o seu irmão (na frente diz uma coisa, por trás diz outra coisa). Ser verdadeiro é viver como Jesus viveu e como Ele nos ensinou a vivermos.

 

13 – Irai-vos, Mas Não Pequeis

26 "Quando vocês ficarem irados, não pequem". Apazigüem a sua ira antes que o sol se ponha, 27 e não dêem lugar ao diabo. (Efésios 4.26,27)

·      Como você entende esta recomendação sendo você a pessoa sabotada, injustiçada ou difamada?

·      É possível dar vazão aos nossos sentimentos e não pecarmos?

·      Como podemos disciplinar nossas emoções, dar expressão a elas e ainda resolver os conflitos para não levá-los conosco dia após dia?

 

14 – Perdão Instrumento Para Nos Mantermos Espirituais

30 Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. 31 Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. 32 Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo. (Efésios 4.30-32)

Diante todas as adversidades que encontraremos na vida cristã precisaremos perdoar e abandonarmos todo sentimento de amargura, indignação, ira, gritaria, calúnia e todo tipo de maldade, a todos que contra nós se colocarem, do contrário nos tornaremos religiosos e não viveremos uma espiritualidade verdadeira.



[1] Rebelião – Ato de se opor a uma autoridade estabelecida legitimamente. Resistência a uma ordem estabelecida.

[2] Parecem – Algo que se assemelha ou que lembra outra coisa ou alguém. Neste caso algo que se assemelha a uma espiritualidade, mas que não é. O desejo por Deus não é verdadeiro, pois no fundo querem fazer o que lhes agrada, conforme descreve o profeta no verso seguinte (Isaías 58.3).

[3] Agripa - Quando se fala em que foi o rei Agripa na Bíblia é preciso saber que dois reis são mencionados no Novo Testamento com esse nome. Ambos pertenciam à dinastia herodiana. Por isso são chamados de Herodes Agripa I e Herodes Agripa II.

Tanto Agripa I quando Agripa II são citados exclusivamente pelo escritor do livro de Atos dos Apóstolos. Por esse motivo é comum que algumas pessoas confundam um com o outro.

Herodes Agripa I foi neto do rei Herodes, o Grande, por parte de seu casamento com Mariamne, a princesa hasmoneana. Ele era filho de Aristóbulo, executado em 6 d.C. a mando do próprio pai.

Agripa I era amigo de Gaio, que veio a se tornar o imperador Calígula. Durante o governo de Tibério, ele acabou preso por expressar de forma descuidada o seu desejo de que Gaio, seu amigo, se tornasse logo o novo imperador.

Gaio finalmente ascendeu ao trono após a morte de Tibério e foi generoso com seu amigo Agripa I. Após libertá-lo da prisão, ele lhe concedeu a tetrarquia que era administrada por Herodes Filipe, o tetrarca, que morreu em aproximadamente 34 d.C. Filipe também era seu meio-tio.

Depois, quando Herodes Antipas foi deposto em 39 d.C., Agripa I assumiu o seu território. Então além de governar sobre a tetrarquia a nordeste da Palestina, a Galileia e a Pereia foram adicionadas ao seu reino. Nessa altura Agripa I já ostentava o título de rei.

Quando Claudio se tornou o novo imperador de Roma, os territórios de Agripa foram ainda mais ampliados. Ele recebeu o domínio sobre a Judeia e a Samaria. Isso significa que ele governava sobre um reino de extensão praticamente equivalente ao reino de Herodes o Grande, seu avô. Todo esse poder justificava sua designação como “rei Herodes”.

Em Atos 12 lemos sobre a forma com que ele perseguiu a Igreja Primitiva. Essa perseguição foi viabilizada, principalmente, por causa do apoio que ele contava por parte dos judeus. Foi durante o reinado de Herodes Agripa que ocorreu o primeiro martírio dentro do colégio apostólico.

Agripa mandou matar à espada o apóstolo Tiago, irmão de João. Ele também mandou prender o apóstolo Pedro, que mais tarde foi libertado da prisão de forma sobrenatural pelo anjo do Senhor.

O relato da morte de Herodes Agripa I é um dos mais conhecidos entre os cristãos. A Bíblia diz que em certo dia ele estava vestido de vestes reais assentado em seu trono enquanto falava ao povo. Então seus súditos começaram a clamar: “É voz de um deus, e não de homem” (Atos 12:22).

Segundo o texto bíblico, o anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus. Isso significa que ele aceitou para si uma honra que não lhe pertencia, dando mostras de seu orgulho. A Bíblia diz que por fim ele expirou comido de bichos (Atos 12:23).

O historiador Judeu Flávio Josefo registra esse acontecimento dizendo que Herodes Agripa sentiu subitamente fortes dores abdominais. Essas dores acabaram por se tornar insuportáveis. O rei morreu esgotado depois de cinco dias de terrível sofrimento. Sua morte é datada em 44 d.C. Ele era pai de Agripa II, de Berenice (mencionada em Atos 25:13) e Drusila (esposa do procurador Félix em Atos 24:24).

Agripa II possuía importantes amizades entre os pagãos gregos, enquanto tentava manter bons relacionamentos com os judeus, dando importância aos rituais judaicos. Este é o rei Agripa diante de quem Paulo de Tarso fez a sua defesa no livro de Atos dos Apóstolos (Atos 25:13-26:32).

 

 

[4] Classics Mit  XV Livro dos Analles: Publius Cornellius Tacito (em inglês)

[5] Gato Preto - "Essa superstição teve origem na Idade Média, quando se acredita que os felinos, devido a seus hábitos noturnos tinham pacto com o demônio, principalmente se o bichano fosse de cor negra, pois essa cor era associada às trevas." (https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/supersticao.htm)

[6] Bater na Madeira - "Essa superstição está associada à crença de que as árvores eram a morada dos deuses. Sempre que se sentiam culpados de algo, batiam no tronco para invocar as divindades e pedir perdão. Costume ligado a povos primitivos pagãos. Os celtas, também tinham um costume parecido. Seus sacerdotes, os druidas, batiam na madeira para afugentar os maus espíritos, pois acreditavam que as árvores consumiam os demônios." (https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/supersticao.htm)

[7] Escada - "Nunca passar por debaixo de uma escada, pois ela é a imagem da subida, do acesso social, da elevação. E passar por debaixo do que se eleva é simbolicamente renunciar, afastar-se do que progride, vence. Resultando na perca da boa sorte." (https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/supersticao.htm)

[8] Assédio moral - é toda e qualquer conduta que caracteriza comportamento abusivo, frequente e intencional, através de atitudes, gestos, palavras ou escritos que possam ferir a integridade física ou psíquica de uma pessoa, vindo a pôr em risco o seu emprego ou degradando o seu ambiente de trabalho.

[9] Philip Schaff - Foi um teólogo protestante e historiador da igreja cristã. Nascido na Suíça, em 1819 e faleceu em Nova York, EUA em 1893.

[10] Racá - Palavra usada no Evangelho como termo injurioso, equivalente a vil ou desprezível. Palavra aramaica que era usada como insulto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário