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terça-feira, 25 de outubro de 2022

SERMÕES 176 - JOGANDO NO ATAQUE SEM DESCUIDARMOS DA DEFESA

 JOGANDO NO ATAQUE SEM DESCUIDARMOS DA DEFESA

Série: A-gente em Campo

 

Estamos em nossa série A-gente em Campo. Nesta série estamos refletindo em nosso papel como agentes responsáveis pela manifestação do reino de Deus no mundo, e, ao mesmo tempo afirmando que nesse jogo entre o reino de Deus e o reino das trevas a gente, a PIB de Itapevi está em campo jogando pelo time de Deus.

Hoje iremos refletir no tema “Jogando no Ataque Sem Descuidar da Defesa”. Um bom time de futebol começa por uma boa defesa. Uma defesa sólida e imbatível torna o seu ataque mais eficiente, levando o time a alcançar um maior número de vitórias.

As vitórias de um time de futebol não são frutos apenas dos gols marcados, mas também das defesas realizadas. Uma boa defesa trabalha bem compactada, impedindo que o time adversário encontre brechas para marcar gols.

Transportando isto para a realidade espiritual, para o jogo do reino de Deus contra o reino das trevas, a defesa está para um time campeão de futebol, como o comportamento, o estilo de vida, as atitudes de um cristão estão enquanto este está no ataque, buscando levar Cristo para alguém.

Muitas vezes quando um cristão vai em direção a um parente, amigo, vizinho ou colega de trabalho com o fim de evangelizá-los, não consegue êxito porque às vezes existem muitas incoerências no que se diz e no que se vive. As atitudes erradas falam tão alto que as pessoas não conseguem ouvir o que elas dizem. 

Você confiaria no ensino de um professor de natação que ao cair na piscina não consegue nadar? Assim que uma pessoa se sente quando um discípulo de Cristo lhe fala do reino de Deus, mas não vive o que ela afirma crer.

Este é um problema crônico em nosso país. Muitas pessoas afirmam que creem em Deus. Católicos, protestantes, evangélicos, mas não seguem fielmente o que Ele ordena. Nosso problema hoje não é a falta de igrejas, não é a falta de programas evangélicos, novelas gospel, músicas gospel, mas a falta de qualidade na vida da maioria daqueles que se dizem cristãos.

A incoerência entre o que Jesus ensina e o que os cristãos vivem torna a mensagem de Jesus Cristo sem crédito, irrelevante para aqueles que a ouvem, e em muitos casos aprisionantes. Nós cristãos, nos tornamos como um time de futebol que tem uma defesa muito frágil, por mais que o time ataque, não consegue vencer, pois os adversários sempre conseguem marcar gols, ferindo assim um duro golpe em todo o time.

Portanto buscaremos apontar alguns princípios que nos levam a cuidar melhor de nossa defesa a fim de que o nosso ataque se torne mais promissor, nossa evangelização mais eficiente.

 

1º PRINCÍPIO: ESTARMOS ATENTOS COM AQUELES QUE DIZEM JOGAR NO NOSSO TIME

15 "Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. 16 Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? 17 Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. 18 A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. 19 Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20 Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! (Mateus 7.15-20)

Diante do texto que lemos devemos nos perguntar: “Que tipo de frutos nós estamos produzindo como cristãos?” Bons frutos ou frutos ruins?

Jesus, nestes versos, nos ensina como podemos reconhecer um falso profeta. Ele diz claramente que através dos seus frutos.

Duas perguntas são significativas na leitura deste texto. Primeira pergunta: “A quem Jesus está se referindo neste texto como falsos profetas?” Segunda pergunta: “Como identificamos seus frutos?”

As respostas a estas duas perguntas se encontram nos versos seguintes (Mateus 7.21-23).

21 "Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ 23 Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’" (Mateus 7.21-23)

Jesus está chamando de falsos profetas homens que o chamavam de “Senhor”. Isto significa que nem todo aquele que confessa Jesus como Senhor é salvo, é crente de verdade.

A salvação não está simplesmente em você confessar com sua boca que Jesus é o Senhor. Ela precisa estar acompanhada de frutos que comprovam sua confissão.

Os frutos que autenticam sua confissão, segundo Jesus, é um viver comprometido com a vontade de seu Pai que está nos céus. Aqueles que não vivem comprometidos com a vontade de seu Pai Celestial, não entrarão no Reino dos céus, não terão parte em Seu reino, disse Jesus.

Estes falsos profetas certamente afirmam ser cristãos, eles chamam Jesus de Senhor. Eles expulsam demônios em seu nome. Eles profetizam em seu nome. Eles dizem realizar milagres em seu nome. Assim se assemelham com muitos cristãos de nossos dias.

Você pode estar se perguntando: “Não é a vontade do Pai que pessoas sejam libertas de demônios que lhes oprimem?” Sim! Isto é a vontade do Pai. “Não é a vontade do Pai que profetizemos, isto é, que anunciemos Suas palavras e vontade aos homens?” Sim! Isto é a vontade do Pai. “Não é a vontade do Pai que coloquemos as mãos sobre os enfermos para que sejam curados?” Sim! Isto também é a vontade do Pai. Por que então Jesus está dizendo que não conhece estes homens e que eles não fazem a vontade do Pai?

Porque Jesus vê além do exterior. Ele vê além de nossas obras. Ele vê as intenções que nos levam a chamá-lo de Senhor. Ele sabe o que fazemos quando não estamos expulsando demônios em seu nome, profetizando ou realizando milagres em seu nome. Ele sabe o que você faz quando não está pregando, cantando ou reunido nos domingos com seus irmãos. Ele sabe quem você é! Ele sabe como você marido, quando está em casa trata sua esposa. Ele sabe como você esposa, quando está em casa trata seu marido. Como você trata seus filhos. Como você trata seus pais. Como lida com os negócios. Como lida com o dinheiro. Como lida com a comida. Como lida com a bebida. Como lida com a sexualidade. Como lida com o racismo.

Isto nos ensina que mesmo frutos de aparência espiritual quando não produzidos por uma vida submissa a vontade do Pai, são frutos ruins, produzidos por uma árvore ruim.

Jesus está nos ensinando a fazermos o mesmo que Ele, a reconhecermos os falsos profetas, os falsos irmãos que há entre nós. Não para sairmos julgando-os, mas para não nos deixarmos ser conduzidos por eles. Eles irão provocar prejuízos ao nosso desenvolvimento espiritual. Jesus está pedindo para nós olharmos para aqueles que se dizem cristãos além das obras religiosas que elas fazem.

Este texto nos ensina que você conhece os verdadeiros filhos de Deus não por orarem, não por frequentarem uma igreja, não por andarem com uma bíblia nas mãos, não por beberem ou não beberem cerveja, por irem ou não irem a uma praia, não por coisas externas e superficiais, embora estas coisas sejam importantes para a manutenção de uma espiritualidade sadia.

Os filhos de Deus são identificados pela submissão a Deus e estes entrarão no reino dos céus. A submissão é o ato de rendição voluntária a Deus e a tudo quanto Ele ensina. Essa rendição fará com que os seus frutos não sejam somente obras externas, mas frutos bons de um coração transformado. Esta transformação se mostrará no trato dos seus negócios, no cuidado do seu cônjuge, no ensino de seus filhos, na honra prestada a seus pais, no relacionamento com seus irmãos da fé, no linguajar. Se mostrará no cuidado de sua liberdade com o fim de não se tornar tropeço para outros, mas também no cuidado para não julgar o outro baseado nos limite de sua própria fé. Se mostrará no desejo profundo e continuo de crescer espiritualmente e crescer como ser humano semelhante à imagem do Criador, no respeito aos demais seres humanos e no cuidado para com toda a criação de Deus.

Portanto estejamos atentos àqueles que se dizem espirituais, mas que não vivem submissos a Palavra de Deus, que não se submetem a Deus inteiramente, mas somente naquilo que lhe é conveniente.

Não podemos descuidar de nossa defesa, pois se o fizermos, certamente perderemos forças para nos mantermos como time e alcançarmos os alvos estabelecidos por nosso Senhor Jesus Cristo.

 

2º PRINCÍPIO: SERMOS SAL

13 "Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens. (Mateus 5.13)

Ser sal é jogar cuidando da defesa. O sal tem duas propriedades bem significativas. A primeira propriedade do sal é a capacidade de preservar o alimento. Nos dias de Jesus o sal era muito usado com este fim, uma vez que não existia geladeira.

Nós precisamos viver de tal forma que possamos preservar os valores do reino de Deus enquanto enfrentamos um mundo hostil a nós. Não podemos nos cansar de fazermos o bem uns aos outros, de sermos honestos, de vivermos sóbrios, de nos reunirmos aqui aos domingos para juntos adorarmos ao Senhor, de exortarmos uns aos outros em amor; em fim de vivermos a mutualidade ensinada na Bíblia a nós. Não podemos abrir mão de uma vida de santidade, de consagração a Deus.

Para vivermos a vida de santidade que Deus espera de nós precisamos preservar as verdades de Deus intactas, como Ele nos entregou. Precisamos resistir à tendência de tentarmos ajustar as verdades de Deus a nossa compreensão pessoal ou a forma do mundo interpretá-las.

A segunda propriedade do sal é a capacidade de realçar o sabor de um alimento. Os verdadeiros discípulos são sal da terra. Nós devemos também alavancar o valor das pessoas ao nosso redor. Fazemos isso quando mostramos as pessoas o quanto Deus as ama e se importa com elas. Fazemos isso quando reconhecemos o dom do outro. Quando ajudamos o outro a se encontrar dentro do Corpo de Cristo e se tornar uma vida frutífera. Fazemos isso quando não desistimos das vidas que Deus colocou sobre o nosso cuidado.

Sermos sal significa que temos o poder de influenciar tanto conservando os valores do Reino de Deus, quanto valorizando as demais pessoas, sejam do nosso time, como também do time adversário.

Enquanto jogamos no ataque sem descuidarmos de nossa defesa, conseguimos tornar o reino de Deus visível e palpável para que nossos ataques, a nossa mensagem de evangelização se torne eficaz e digna de crédito.

 

3º PRINCÍPIO: SERMOS LUZ

14 "Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. 15 E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. 16 Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus". (Mateus 5.14-16)

É impossível esconder uma cidade iluminada. Não tem sentido acender um lampião para colocá-lo debaixo da cama.

Tanto o sal quanto a luz são figuras usadas por Jesus para mostrar que nós cristãos precisamos influenciar o mundo, as pessoas que estão ao nosso redor de forma significativa. Nossa influência deve levá-las a desejarem vestir o uniforme do time de Jesus.

Como sal nós preservamos os valores e ensinos do Reino de Deus, e, também realçamos o valor das pessoas ao nosso redor. Como luz tornamos por meio de nossas ações e de nossas vozes, visível à realidade de Deus onde estivermos.

A luz de Cristo se propaga através de nós por meio de três formas claras.

Primeira forma: Na Pratica da Excelência – Nós discípulos de Cristo devemos fazer sempre o melhor em qualquer coisa ou tarefa que nos for dado a fazer. Seja dentro da igreja ou fora da igreja. Jesus viveu de modo excelente e cumpriu sua tarefa com excelência. Deus criou todas as coisas com excelência. Portanto como filhos devemos imitar o nosso Pai Celestial e nosso Senhor e Salvador.

Segunda forma: Em Nossa Conduta Ética – No nosso contexto brasileiro este é um terreno altamente problemático. A corrupção está em todos os níveis da camada social de nosso país. Do mais alto escalão social ao cidadão mais baixo na escala social deste país. No Brasil nada se realiza sem “Petrolão”, “Mensalão”, “Rachadinhas” e outros nomes dados à troca e compra de favores, negociações fraudulentas.

Sermos éticos é sermos luz para este país corrupto, é sermos um farol de referência para aqueles que desejam navegar sem se venderam a corrupção.

Terceira forma: Na Pratica de Atos de Bondade – Gestos de carinho como um abraço, acolhimento ou um simples sorriso são atos de bondade que podem abrir portas para que Cristo seja visto através de sua vida por aqueles que estão jogando no time das trevas ou mesmo por aqueles que estão jogando ao nosso lado, mas se encontram enfraquecidos. Um gesto de bondade para com seu chefe, seu funcionário ou vizinho pode mudar a forma deles olharem para você e a forma como compreendem Jesus.

A união destas três formas de propagação de luz tornará Jesus visível por meio de sua vida. Você não tem a opção de escolher uma, você precisa viver as três formas ao mesmo tempo.  

 

REFLEXÃO FINAL

Ao longo dessa reflexão aprendemos por meio da Palavra de Deus que devemos estar atentos a todos que dizem jogar no nosso time. Precisamos olhar atentamente para os frutos de suas vidas além das praticas religiosas, com o fim de não sermos destruídos em nossa inocência e levados a uma vida de frustração espiritual.

Depois aprendemos que devemos ser sal, preservando os valores e ensinos de Deus conforme Ele nos entregou, resistindo à tentação de adaptá-las a nossa conveniência. E como sal devemos também realçar o valor das pessoas ao nosso redor, levando-as a se tornarem frutíferas e participativas no time de Jesus.

E por fim aprendemos que devemos ser luz e propagarmos a luz de Cristo em nós através da excelência, da ética e de atos de bondade.

Podemos concluir que jogar no ataque sem descuidarmos da defesa significa vivermos todos os dias em santidade, em consagração para o nosso Deus. Não permitindo que o mal se apodere de nós, que a mentira se torne parte do nosso viver, que a ausência de perdão se apodere de nossos corações, que a ganância domine nossas mentes, que a idolatria nos cegue, que a imoralidade nos torne impuros, que o julgar uns aos outros nos distancie do outro, que a fraqueza de nossa fé não aprisione o mais forte, que a nossa liberdade não leve o mais fraco a pecar, que o nosso falar não seja falso, que os nosso olhos não sejam trevas..., que o nosso coração, que a nossa mente, que o nosso falar, que o nosso andar, que o nosso pensar, que o nosso agir sejam inteiramente para glorificar o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

 

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

23/10/2022

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