SÚDITOS COMPROMETIDOS COM A CULTURA DO REINO DE DEUS
Série: Súditos do Reino de Deus
Estamos
refletindo na série “Súditos do Reino de Deus”. O tema de nossa mensagem de
hoje é: “Súditos Comprometidos Com a Cultura do Reino de Deus”.
Eu vou começar essa mensagem apresentando o princípio cultural que rege o nosso mundo presente.
1 – PRINCÍPIO CULTURAL QUE REGE NOSSO MUNDO
PRESENTE
1 Vocês estavam mortos em suas
transgressões e pecados, 2 nos quais costumavam
viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo
e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que
vivem na desobediência. 3 Anteriormente, todos nós
também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne,
seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza
merecedores da ira. (Efésios 2.1-3)
Paulo está
dizendo que antes de Cristo todos nós estávamos mortos em nossos pecados, de
forma que vivíamos sujeitos à cultura estruturante que rege nosso mundo
presente. Esta cultura estruturante de nossa sociedade ela serve a Satanás,
chamado neste texto de príncipe do poder do ar.
Esta cultura nos leva a satisfazermos as vontades da nossa carne.
Aqueles que vivem sujeitos a essa cultura estruturante de nosso mundo são
merecedores da ira de Deus.
Nós brasileiros
vivemos imersos em uma cultura capitalista que dá muito valor em nossos dias a
beleza física, ao lazer e ao luxo. Esta valorização da beleza física, do lazer
e do luxo se faz porque estas três frentes têm o poder de mover nossos corações,
nos levando a nos dedicarmos inteiramente a conquistas delas.
A beleza física,
o corpo perfeito, é o sonho vendido pela mídia que move bilhões de reais no
Brasil e dólares no mundo através de academias de ginasticas, clinicas de
estéticas, clinicas de cirurgias plásticas, produtos cosméticos, remédios para
emagrecimento, suplementos alimentares para ganho de massa muscular, salões de
beleza e muitos outros produtos.
Não é pecado
você cuidar de sua saúde e ao mesmo tempo buscar ter um corpo saudável. Entretanto
a obsessão pela boa saúde e por um belo corpo físico leva muitas pessoas a se
esquecerem do principal, da boa saúde espiritual. Esta vida é muito breve, mas
a vida pós-morte é eterna. Deveríamos nos preocupar mais com a vida pós-morte
do que com a vida presente que é tão breve.
O lazer, o
período de descanso, é uma necessidade que proporciona saúde física e emocional
a todos nós. O “shabat” é um ensino bíblico. O mercado capitalista percebeu
nessa necessidade humana uma oportunidade de enriquecimento. O descanso foi
transformado em um pacote de consumo pelo mercado de turismo e de
entretenimento, onde se valoriza a experiência do lazer acompanhada com muito
luxo. Quanto mais luxo, maior prazer e melhor experiência de lazer.
Não deixe de se
divertir com sua família, mas esteja atento ao perigo por trás destas
experiências de lazer, pois quanto mais ostentação, mais o nosso ego tende a crescer
e mais prisioneiros nos tornamos da vida luxuosa.
O desejo de
vivermos experiências de maior prazer em nossos momentos de descanso e de dar aos
nossos familiares melhores experiências de lazer nos leva a busca constante de
melhores salários. Isso nos leva ao mercado do autoaprimoramente. Cursos e mais
cursos estão sendo oferecidos em todos os lugares com o fim de te capacitar
para que você ganhe mais e possa correr atrás do que o mercado diz que é bom
para você.
A valorização do
luxo está por trás das vendas de automóveis, lanchas, iates, helicópteros,
casas, mansões, apartamentos, móveis, celulares e tudo mais que pensarmos.
Existem diversos mercados que dependem dessa valorização do luxo.
Em todas as
estruturas sociais desenvolvidas pelos seres humanos sempre existiu o rico e o
pobre, o opressor e oprimido, e assim será até que Jesus Cristo venha
estabelecer seu reino entre nós. Em nossa cultura capitalista existe o arroz do
pobre e o arroz do rico, o feijão do pobre e o feijão do rico. O rico não se
alimenta do mesmo produto que o pobre se alimenta. A qualidade do alimento do
rico é muito melhor que a do pobre. O rico não estuda na mesma escola que o
pobre. O rico tem plano de saúde, não depende do SUS (Sistema Único de Saúde). O rico é tratado com dignidade dentro desta
cultura capitalista, mesmo quando são indignos deste tratamento, porque seu
dinheiro mantém o sistema. Por sua vez o pobre é oprimido mesmo não merecendo
tal tratamento, pois ele é contado somente como mão de obra que pode ser facilmente
substituída.
Nessa busca constante
pela beleza física, lazer e luxo o ser humano se torna cada vez mais egoísta,
mesmo em meio aos muitos discursos de valorização da vida em comunidade. A
preocupação consigo mesmo de ser feliz e de ostentar é maior do que o desejo do
bem estar de toda comunidade. Por exemplo: A grande maioria das pessoas que
dizem lutar pela demarcação das terras indígenas com o fim de protegê-los dos
garimpeiros, são as mesmas que compram joias caríssimas, ostentando ouro em
seus colares, brincos e anéis. Assim são promotoras do mercado do garimpo. Elas
têm um discurso, mas na pratica estimulam o garimpo e colaboram para a
destruição das reservas indígenas.
O mesmo
principio acontece na pratica do desmatamento, do soltar balões, comprar peças
de carro, celulares ou computadores sem nota fiscal, adquirir antenas que
oferecem todos os canais pagos livres, jogar o sofá velho na rua, empinar pipa
com cerol, estas e outras praticas demonstram que aqueles que a praticam dão
maior valor ao seu prazer pessoal do que o bem estar de toda comunidade. A vida
do outro não importa para elas, uma vez que não afeta a elas diretamente.
A pratica de
comprar sem NF incentiva o furto de peças de carros, motos, celulares e outros
objetos levando muitas vezes pessoas a serem mortas durante estes furtos. Mas o
que importa isso, não é mesmo? Não tem problema se a peça ou o produto
adquirido está manchado de sangue inocente, pois o que vale para os que compram
sem NF, sem garantia da origem do produto, é se compraram barato. E ainda se gabam
disso. Se acham espertões.
A pratica do soltar balões coloca vidas em
perigo tanto no espaço aéreo quanto por meio de incêndios. Adquirir antenas que
oferecem todos os canais pagos livres é fraudar aquele que tem o direito de
comercialização destes canais. Jogar o sofá velho na rua é desconsiderar os
danos que este pode causar ao meio ambiente e as pessoas. Empinar pipa com
cerol é assumir o risco de matar um motoqueiro. Aqueles que fazem estas coisas
participam do mal que se propaga por meio destas ações. Sejam elas conscientes
ou não do que fazem, são culpadas.
O princípio que
rege a cultura do mundo presente e do nosso Brasil é a valorização da
realização pessoal, a busca pela felicidade pessoal, acima do bem estar de todos.
O que nós
súditos do Reino de Deus temos a ver com a realidade dessa cultura presente em
nosso mundo? Essa realidade ela nos afeta diretamente porque fomos deixados
aqui por Deus para sermos sal e luz neste mundo presente. Portanto eu quero
pontuar alguns princípios que nós súditos do reino de Deus não podemos nos esquecer,
pois estamos comprometidos com a cultura do Reino de Deus. Primeiro princípio: Priorizarmos
a pregação do Evangelho de Jesus Cristo.
PRIMEIRO PRINCÍPIO: PRIORIZARMOS A PREGAÇÃO
DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO
15 E disse-lhes: "Vão pelo
mundo todo e preguem o evangelho a todas as
pessoas. (Marcos 16.15)
Nosso dever
maior é pregarmos ao mundo o evangelho de Jesus Cristo. Devemos anunciar a
todos que nós seres humanos somos pecadores e que por causa disso todos nós
nascemos debaixo da ira de Deus, condenados ao sofrimento eterno. Contudo Jesus
ao morrer na cruz pagou o preço dos nossos pecados e nos reconciliou com Deus
Pai. Agora em Cristo nossos pecados foram perdoados, não existe mais
condenação. Todo aquele que crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus e o receber
como Senhor de sua vida, receberá dele a vida eterna.
Essa é a
mensagem que temos que pregar. É por isso que ainda estamos no mundo. Não
estamos aqui para ganharmos dinheiro ou para nos divertirmos, estamos aqui como
súditos do Reino de Deus, isto é, como servos de Deus e de seu Reino. E a ordem
já nos foi dada!
Ganhar dinheiro
e nos divertirmos são coisas que podem estar em nossas agendas, mas não devem
ser a prioridade de nossas agendas. Nossos desejos e nossas necessidades
pessoais não podem ocupar os primeiros lugares de nossa agenda, pois estes
lugares pertencem ao Senhor da nossa agenda, a Jesus Cristo. Como súditos devemos
organizar nossas agendas a partir das prioridades do Reino de Deus.
Devemos
trabalhar para nos sustentarmos e desfrutarmos de nosso trabalho com sabedoria,
sem ostentação, isto é dom de Deus. Mas não podemos nos esquecer de
priorizarmos a agenda de Deus. Portanto devemos trabalhar com o fim de
investirmos no Reino de Deus.
Talvez vocês se
perguntem: “Como podemos investir no Reino de Deus?” Invistam em projetos de
evangelização e projetos que promovam dignidade as pessoas. Vocês podem fazer
isso pregando o evangelho e ajudando quem está perto de vocês ou através de
instituições que evangelizam e prestam socorro.
Contudo eu
desafio você que está me ouvindo a se engajar em nossa igreja e investir sua
vida e seu dinheiro em nossa igreja. Quando investimos em nossas mídias, no PIBIcriança,
em nossos gaminhas, nos nossos adolescentes e jovens, nos ministérios de
casais, homens e mulheres, missões, em nossa igreja de forma geral estamos
investindo em projetos de evangelização. Tudo o que fazemos aqui tem o fim de
alcançar vidas para Jesus Cristo. Também temos trabalhado para ajudarmos uns
aos outros através do ministério de Ação Social, tentando promover projetos que
deem dignidade às pessoas. Se engaje conosco nestas ações. Seja um súdito
comprometido com o Reino de Deus.
Segundo
princípio que nós súditos não podemos nos esquecer por estarmos comprometidos
com o Reino de Deus: Tratarmos a todos com o devido respeito.
SEGUNDO PRINCÍPIO: TRATARMOS A TODOS COM O
DEVIDO RESPEITO
16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a
liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. 17 Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pedro 2.16,17)
Jesus quando veio ao mundo inaugurar sua Igreja, ele não
tinha em mente formar um exército de protestadores culturais. Não era sua
intenção unir uma multidão nas ruas para marchar em seu nome. Não era sua
intenção unir uma multidão com o fim de dizer aos governantes deste mundo que
ele reina. Nem era sua intenção que os seus súditos tentassem mudar a cultura
dominante no mundo. Ele nunca teve a intenção que seus súditos impusessem ao
mundo o poder de seu reino, mas ele sempre desejou que o mundo visse em cada um
de seus súditos o poder de seu reino através de atitudes de amor, de
manifestações visíveis de vidas altruístas.
Quando Jesus veio ao mundo, ele tinha o propósito de
libertar as pessoas do poder maligno que governa o seu mundo interior. Ele veio
para nos libertar do pecado. Essa libertação uma vez concretizada em nosso ser
nos liberta também do poder maligno que governa o nosso mundo, manipulando
nossos desejos, por isso o apóstolo Pedro diz: “Vivam como pessoas livres”. Em
outras palavras ele estava dizendo “não vivam mais como prisioneiros de seus
desejos”, não se deixem mais serem governadas pela cultura que rege o mundo dos
homens.
Os crentes em Jesus Cristo são selados com o Espírito
Santo de Deus que os ensina e os guia a toda verdade, permitindo que estes
façam escolhas livremente no seu dia a dia, por isso Pedro também diz: “Não
usem a liberdade como desculpa para fazer o mal”, então o apóstolo os lembra de
que são súditos do Reino de Deus, dizendo a eles “vivam como servos de Deus”.
Como servos de Deus eles são exortados pelo apóstolo Pedro a tratarem a todos
com o devido respeito. Pedro conclui descrevendo como eles deveriam tratar as
pessoas: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei (autoridade governamental).
No verso doze deste mesmo capitulo, ele já havia dito aos irmãos para viverem
de forma exemplar entre os pagãos.
Essa mensagem é radical, pois ela caminha na contramão
das praticas culturais de nossos dias. A cultura de nossa era presente nos
ensina a buscarmos satisfação pessoal a partir das conquistas de nossos desejos
pessoais; e assim passamos a ser controlados pelo sistema de mercado que
estrutura o nosso mundo. A cultura do Reino de Deus nos ensina a buscarmos
satisfação pessoal a partir das conquistas dos desejos pessoais de Deus; e
assim passamos a atuar no mundo com o objetivo único de servirmos a Deus,
servindo ao próximo.
Portanto seja um súdito comprometido com a cultura do
Reino de Deus tratando todas as pessoas com o devido respeito que elas merecem,
sem olhar para sua opção sexual, credo, cultura, classe social, raça ou posição
partidária. Seja serva das pessoas. Não permita que o seu prazer pessoal e suas
conquistas pessoais coloque em risco a vida das demais pessoas ao seu redor. Você
vive em comunidade com seus irmãos e vive em sociedade com as demais pessoas.
Você é responsável pelo bem-estar de seu próximo, seja quem for o seu próximo.
Terceiro
princípio que nós súditos não podemos nos esquecer por estarmos comprometidos
com o Reino de Deus: Vivermos hoje os princípios e valores do Reino de Deus.
TERCEIRO PRINCÍPIO: VIVERMOS HOJE OS
PRINCÍPIOS E VALORES DO REINO DE DEUS
24 "Portanto, quem ouve estas
minhas palavras e as pratica é como um homem
prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. [...] 26
Mas quem ouve estas minhas palavras e não as
pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a
areia". (Mateus 7.24,26)
Eu destaquei nestes dois versos o verbo praticar, porque
este verbo nos deixa claro que Jesus tem a expectativa que seus discípulos
pratiquem tudo o que ele ensinou nos três anos de seu ministério. Ele espera
que nós amemos uns aos outros como ele nos amou, que perdoemos uns aos outros
como ele nos perdoou. Ele espera que nós possamos acolher a todas as pessoas
como ele acolheu em seu reino, que possamos morrer deixando nossos desejos,
orgulho e preconceitos de lado para vivermos a unidade desejada por Ele e
manifestada por Ele em sua oração sacerdotal.
Jesus está esperando que nós pratiquemos o que ele
ensinou. Até quando vamos ouvir, ouvir, ouvir e continuarmos agindo baseados em
nossos desejos, orgulho e preconceitos, como se nada tivéssemos ouvido.
Até quando você vai ignorar a presença do seu irmão, do
seu amigo ou do seu chefe que te feriu? Até quando você vai atravessar a rua
para não cumprimentar aquela pessoa que te prejudicou de alguma forma? Até
quando você vai viver distanciando vidas ao invés de construir pontes?
Talvez você diga no seu coração: “Eu faço isso porque
não sou hipócrita”. Pois eu te digo, sua atitude não é de um Cristão, pois
aquele que odeia seu irmão, seu vizinho, seu pai, seu chefe não ama a Deus. Aquele
que odeia o seu irmão ou qualquer outra pessoa a Bíblia diz que é assassino (1
João 3.15). Jesus nos ensinou que devemos amar até mesmo nossos inimigos. Você
precisa procurar aquele a quem você odeia e se reconciliar com ele. Os
assassinos não terão lugar no Reino de Deus.
Até quando você vai fechar seu coração para aqueles que
te feriram? Jesus nos ensina que devemos perdoar quantas vezes forem
necessárias. Perdoe e abra a porta do seu coração para servir aquele que te
feriu. Chame esta pessoa para sentar na sua mesa e comer com você. Ame de fato
e verdade, não apenas de palavras.
A beleza de uma igreja não está na excelência do seu
serviço, mas na excelência do amor vivido pela comunidade. Não adianta um
louvor lindo tecnicamente, sem que seus membros vivam o amor de Cristo entre
eles. Não adianta um excelente serviço de ação social a comunidade, sem que os
irmãos realmente sintam a dor do seu semelhante. Não adianta ação sem vida e
não existe vida sem ação. Portanto viva hoje os princípios e valores do Reino
de Deus. Se você não viver hoje estes valores você não entrará no céu para
vivê-los lá.
REFLEXÃO
FINAL
Eu quero concluir esta reflexão com a petição feita por Jesus
ao nosso Pai Celestial para que fossemos protegidos do maligno (João 17.15).
15 Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. (João
17.15)
Presta atenção! Jesus não roga ao Pai para que
fossemos tirados do mundo. Ele sabia que o mundo iria nos hostilizar, nos
odiar, entretanto seu desejo é que nós, seus súditos, permaneçamos no mundo a
fim de sermos sal e luz para o mundo. Ciente de que o mundo nos odiaria, Ele
pede ao Pai Celestial que nos proteja do Maligno.
A petição de Jesus não é feita com a preocupação do
mal que o Maligno pode fazer ao nosso corpo ou as nossas finanças, mas do mal
que o Maligno pode fazer ao nosso coração. O diabo não nos vence quando nos
mata, mas quando nos leva a agirmos priorizando nossas vontades e desejos acima
dos princípios e valores do Reino de Deus.
O Reino
de Deus não se estabelece por conquistas e bênçãos visíveis aos olhos dos
homens, mas pelo triunfo da justiça de Deus. Você consegue entender isso?
Se no seu projeto de serviço ao Reino
de Deus, de crescimento ministerial, familiar ou profissional você estiver
deixando um rastro de pessoas feridas, magoadas e destruídas pelo caminho, é
melhor parar, pois você está ferindo a Deus. Não adianta querer desenvolver o
trabalho do Reino de Deus levando outras pessoas a tropeçarem no caminho,
provocando divisões, despertando sentimentos de angústia, de miserabilidade, de
rejeição e causando até morte emocional e espiritual. Dessa forma estabelecendo
um reino de injustiça.
O cerne, o coração da mensagem cristã é
a justiça de Deus. Jesus morreu na cruz para que a justiça de Deus se cumprisse
e assim pudéssemos ser salvos da ira de Deus Pai. Com a colonização das igrejas
institucionais pelo mercado gospel, que está a serviço da cultura que rege o
nosso mundo maligno, nós reduzimos o cristianismo e nossas igrejas a um espaço
onde buscamos nos realizar pessoalmente, onde projetamos nossos sonhos pessoais
e servimos em nossos ministérios a nós mesmos, em nome de Jesus. Usamos o nome
de Jesus para nos servirmos, para fazermos o que julgamos ser certo e não o que
Jesus nos ordena a fazer.
Uma das necessidades mais fundamentais
da fé cristã é resgatar a verdade teológica segundo a qual o cristianismo
significa muito mais o viver a justiça do Reino de Deus do que servir com
excelência em um ministério. A Bíblia deixa claro que o âmago da mensagem
cristã é que haja justiça, mas a justiça de Deus, em todas as nossas ações.
Jesus disse que deveríamos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua
justiça, não a nossa justiça.
Como súditos comprometidos com a
cultura do Reino de Deus precisamos carregar a nossa cruz, nos esvaziarmos
inteiramente de nós mesmos para que possamos servir aos propósitos de nosso
Senhor Jesus Cristo, abandonando nossos desejos, orgulho e preconceitos, a fim
de tornar a justiça de Deus manifesta por meio de nós. Deus te abençoe!
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
25/06/2023 (manhã)
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