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domingo, 25 de junho de 2023

SERMÕES 199 - SÚDITOS COMPROMETIDOS COM A CULTURA DO REINO DE DEUS

 SÚDITOS COMPROMETIDOS COM A CULTURA DO REINO DE DEUS

Série: Súditos do Reino de Deus


Estamos refletindo na série “Súditos do Reino de Deus”. O tema de nossa mensagem de hoje é: “Súditos Comprometidos Com a Cultura do Reino de Deus”.

Eu vou começar essa mensagem apresentando o princípio cultural que rege o nosso mundo presente.

 

1 – PRINCÍPIO CULTURAL QUE REGE NOSSO MUNDO PRESENTE

1 Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, 2 nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. 3 Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. (Efésios 2.1-3)

Paulo está dizendo que antes de Cristo todos nós estávamos mortos em nossos pecados, de forma que vivíamos sujeitos à cultura estruturante que rege nosso mundo presente. Esta cultura estruturante de nossa sociedade ela serve a Satanás, chamado neste texto de príncipe do poder do ar.  Esta cultura nos leva a satisfazermos as vontades da nossa carne. Aqueles que vivem sujeitos a essa cultura estruturante de nosso mundo são merecedores da ira de Deus.

Nós brasileiros vivemos imersos em uma cultura capitalista que dá muito valor em nossos dias a beleza física, ao lazer e ao luxo. Esta valorização da beleza física, do lazer e do luxo se faz porque estas três frentes têm o poder de mover nossos corações, nos levando a nos dedicarmos inteiramente a conquistas delas.

A beleza física, o corpo perfeito, é o sonho vendido pela mídia que move bilhões de reais no Brasil e dólares no mundo através de academias de ginasticas, clinicas de estéticas, clinicas de cirurgias plásticas, produtos cosméticos, remédios para emagrecimento, suplementos alimentares para ganho de massa muscular, salões de beleza e muitos outros produtos.

Não é pecado você cuidar de sua saúde e ao mesmo tempo buscar ter um corpo saudável. Entretanto a obsessão pela boa saúde e por um belo corpo físico leva muitas pessoas a se esquecerem do principal, da boa saúde espiritual. Esta vida é muito breve, mas a vida pós-morte é eterna. Deveríamos nos preocupar mais com a vida pós-morte do que com a vida presente que é tão breve.

O lazer, o período de descanso, é uma necessidade que proporciona saúde física e emocional a todos nós. O “shabat” é um ensino bíblico. O mercado capitalista percebeu nessa necessidade humana uma oportunidade de enriquecimento. O descanso foi transformado em um pacote de consumo pelo mercado de turismo e de entretenimento, onde se valoriza a experiência do lazer acompanhada com muito luxo. Quanto mais luxo, maior prazer e melhor experiência de lazer.

Não deixe de se divertir com sua família, mas esteja atento ao perigo por trás destas experiências de lazer, pois quanto mais ostentação, mais o nosso ego tende a crescer e mais prisioneiros nos tornamos da vida luxuosa.

O desejo de vivermos experiências de maior prazer em nossos momentos de descanso e de dar aos nossos familiares melhores experiências de lazer nos leva a busca constante de melhores salários. Isso nos leva ao mercado do autoaprimoramente. Cursos e mais cursos estão sendo oferecidos em todos os lugares com o fim de te capacitar para que você ganhe mais e possa correr atrás do que o mercado diz que é bom para você.

A valorização do luxo está por trás das vendas de automóveis, lanchas, iates, helicópteros, casas, mansões, apartamentos, móveis, celulares e tudo mais que pensarmos. Existem diversos mercados que dependem dessa valorização do luxo.

Em todas as estruturas sociais desenvolvidas pelos seres humanos sempre existiu o rico e o pobre, o opressor e oprimido, e assim será até que Jesus Cristo venha estabelecer seu reino entre nós. Em nossa cultura capitalista existe o arroz do pobre e o arroz do rico, o feijão do pobre e o feijão do rico. O rico não se alimenta do mesmo produto que o pobre se alimenta. A qualidade do alimento do rico é muito melhor que a do pobre. O rico não estuda na mesma escola que o pobre. O rico tem plano de saúde, não depende do SUS (Sistema Único de Saúde).  O rico é tratado com dignidade dentro desta cultura capitalista, mesmo quando são indignos deste tratamento, porque seu dinheiro mantém o sistema. Por sua vez o pobre é oprimido mesmo não merecendo tal tratamento, pois ele é contado somente como mão de obra que pode ser facilmente substituída.

Nessa busca constante pela beleza física, lazer e luxo o ser humano se torna cada vez mais egoísta, mesmo em meio aos muitos discursos de valorização da vida em comunidade. A preocupação consigo mesmo de ser feliz e de ostentar é maior do que o desejo do bem estar de toda comunidade. Por exemplo: A grande maioria das pessoas que dizem lutar pela demarcação das terras indígenas com o fim de protegê-los dos garimpeiros, são as mesmas que compram joias caríssimas, ostentando ouro em seus colares, brincos e anéis. Assim são promotoras do mercado do garimpo. Elas têm um discurso, mas na pratica estimulam o garimpo e colaboram para a destruição das reservas indígenas.

O mesmo principio acontece na pratica do desmatamento, do soltar balões, comprar peças de carro, celulares ou computadores sem nota fiscal, adquirir antenas que oferecem todos os canais pagos livres, jogar o sofá velho na rua, empinar pipa com cerol, estas e outras praticas demonstram que aqueles que a praticam dão maior valor ao seu prazer pessoal do que o bem estar de toda comunidade. A vida do outro não importa para elas, uma vez que não afeta a elas diretamente.

A pratica de comprar sem NF incentiva o furto de peças de carros, motos, celulares e outros objetos levando muitas vezes pessoas a serem mortas durante estes furtos. Mas o que importa isso, não é mesmo? Não tem problema se a peça ou o produto adquirido está manchado de sangue inocente, pois o que vale para os que compram sem NF, sem garantia da origem do produto, é se compraram barato. E ainda se gabam disso. Se acham espertões.

 A pratica do soltar balões coloca vidas em perigo tanto no espaço aéreo quanto por meio de incêndios. Adquirir antenas que oferecem todos os canais pagos livres é fraudar aquele que tem o direito de comercialização destes canais. Jogar o sofá velho na rua é desconsiderar os danos que este pode causar ao meio ambiente e as pessoas. Empinar pipa com cerol é assumir o risco de matar um motoqueiro. Aqueles que fazem estas coisas participam do mal que se propaga por meio destas ações. Sejam elas conscientes ou não do que fazem, são culpadas.

O princípio que rege a cultura do mundo presente e do nosso Brasil é a valorização da realização pessoal, a busca pela felicidade pessoal, acima do bem estar de todos.

O que nós súditos do Reino de Deus temos a ver com a realidade dessa cultura presente em nosso mundo? Essa realidade ela nos afeta diretamente porque fomos deixados aqui por Deus para sermos sal e luz neste mundo presente. Portanto eu quero pontuar alguns princípios que nós súditos do reino de Deus não podemos nos esquecer, pois estamos comprometidos com a cultura do Reino de Deus. Primeiro princípio: Priorizarmos a pregação do Evangelho de Jesus Cristo.

 

PRIMEIRO PRINCÍPIO: PRIORIZARMOS A PREGAÇÃO DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO

15 E disse-lhes: "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. (Marcos 16.15)

Nosso dever maior é pregarmos ao mundo o evangelho de Jesus Cristo. Devemos anunciar a todos que nós seres humanos somos pecadores e que por causa disso todos nós nascemos debaixo da ira de Deus, condenados ao sofrimento eterno. Contudo Jesus ao morrer na cruz pagou o preço dos nossos pecados e nos reconciliou com Deus Pai. Agora em Cristo nossos pecados foram perdoados, não existe mais condenação. Todo aquele que crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus e o receber como Senhor de sua vida, receberá dele a vida eterna.

Essa é a mensagem que temos que pregar. É por isso que ainda estamos no mundo. Não estamos aqui para ganharmos dinheiro ou para nos divertirmos, estamos aqui como súditos do Reino de Deus, isto é, como servos de Deus e de seu Reino. E a ordem já nos foi dada!

Ganhar dinheiro e nos divertirmos são coisas que podem estar em nossas agendas, mas não devem ser a prioridade de nossas agendas. Nossos desejos e nossas necessidades pessoais não podem ocupar os primeiros lugares de nossa agenda, pois estes lugares pertencem ao Senhor da nossa agenda, a Jesus Cristo. Como súditos devemos organizar nossas agendas a partir das prioridades do Reino de Deus.

Devemos trabalhar para nos sustentarmos e desfrutarmos de nosso trabalho com sabedoria, sem ostentação, isto é dom de Deus. Mas não podemos nos esquecer de priorizarmos a agenda de Deus. Portanto devemos trabalhar com o fim de investirmos no Reino de Deus.

Talvez vocês se perguntem: “Como podemos investir no Reino de Deus?” Invistam em projetos de evangelização e projetos que promovam dignidade as pessoas. Vocês podem fazer isso pregando o evangelho e ajudando quem está perto de vocês ou através de instituições que evangelizam e prestam socorro.

Contudo eu desafio você que está me ouvindo a se engajar em nossa igreja e investir sua vida e seu dinheiro em nossa igreja. Quando investimos em nossas mídias, no PIBIcriança, em nossos gaminhas, nos nossos adolescentes e jovens, nos ministérios de casais, homens e mulheres, missões, em nossa igreja de forma geral estamos investindo em projetos de evangelização. Tudo o que fazemos aqui tem o fim de alcançar vidas para Jesus Cristo. Também temos trabalhado para ajudarmos uns aos outros através do ministério de Ação Social, tentando promover projetos que deem dignidade às pessoas. Se engaje conosco nestas ações. Seja um súdito comprometido com o Reino de Deus.

Segundo princípio que nós súditos não podemos nos esquecer por estarmos comprometidos com o Reino de Deus: Tratarmos a todos com o devido respeito.

 

SEGUNDO PRINCÍPIO: TRATARMOS A TODOS COM O DEVIDO RESPEITO

16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. 17 Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei. (1 Pedro 2.16,17)

Jesus quando veio ao mundo inaugurar sua Igreja, ele não tinha em mente formar um exército de protestadores culturais. Não era sua intenção unir uma multidão nas ruas para marchar em seu nome. Não era sua intenção unir uma multidão com o fim de dizer aos governantes deste mundo que ele reina. Nem era sua intenção que os seus súditos tentassem mudar a cultura dominante no mundo. Ele nunca teve a intenção que seus súditos impusessem ao mundo o poder de seu reino, mas ele sempre desejou que o mundo visse em cada um de seus súditos o poder de seu reino através de atitudes de amor, de manifestações visíveis de vidas altruístas.

Quando Jesus veio ao mundo, ele tinha o propósito de libertar as pessoas do poder maligno que governa o seu mundo interior. Ele veio para nos libertar do pecado. Essa libertação uma vez concretizada em nosso ser nos liberta também do poder maligno que governa o nosso mundo, manipulando nossos desejos, por isso o apóstolo Pedro diz: “Vivam como pessoas livres”. Em outras palavras ele estava dizendo “não vivam mais como prisioneiros de seus desejos”, não se deixem mais serem governadas pela cultura que rege o mundo dos homens.

Os crentes em Jesus Cristo são selados com o Espírito Santo de Deus que os ensina e os guia a toda verdade, permitindo que estes façam escolhas livremente no seu dia a dia, por isso Pedro também diz: “Não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal”, então o apóstolo os lembra de que são súditos do Reino de Deus, dizendo a eles “vivam como servos de Deus”. Como servos de Deus eles são exortados pelo apóstolo Pedro a tratarem a todos com o devido respeito. Pedro conclui descrevendo como eles deveriam tratar as pessoas: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei (autoridade governamental). No verso doze deste mesmo capitulo, ele já havia dito aos irmãos para viverem de forma exemplar entre os pagãos.

Essa mensagem é radical, pois ela caminha na contramão das praticas culturais de nossos dias. A cultura de nossa era presente nos ensina a buscarmos satisfação pessoal a partir das conquistas de nossos desejos pessoais; e assim passamos a ser controlados pelo sistema de mercado que estrutura o nosso mundo. A cultura do Reino de Deus nos ensina a buscarmos satisfação pessoal a partir das conquistas dos desejos pessoais de Deus; e assim passamos a atuar no mundo com o objetivo único de servirmos a Deus, servindo ao próximo.

Portanto seja um súdito comprometido com a cultura do Reino de Deus tratando todas as pessoas com o devido respeito que elas merecem, sem olhar para sua opção sexual, credo, cultura, classe social, raça ou posição partidária. Seja serva das pessoas. Não permita que o seu prazer pessoal e suas conquistas pessoais coloque em risco a vida das demais pessoas ao seu redor. Você vive em comunidade com seus irmãos e vive em sociedade com as demais pessoas. Você é responsável pelo bem-estar de seu próximo, seja quem for o seu próximo.

Terceiro princípio que nós súditos não podemos nos esquecer por estarmos comprometidos com o Reino de Deus: Vivermos hoje os princípios e valores do Reino de Deus.

 

TERCEIRO PRINCÍPIO: VIVERMOS HOJE OS PRINCÍPIOS E VALORES DO REINO DE DEUS

24 "Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. [...] 26 Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia". (Mateus 7.24,26)

Eu destaquei nestes dois versos o verbo praticar, porque este verbo nos deixa claro que Jesus tem a expectativa que seus discípulos pratiquem tudo o que ele ensinou nos três anos de seu ministério. Ele espera que nós amemos uns aos outros como ele nos amou, que perdoemos uns aos outros como ele nos perdoou. Ele espera que nós possamos acolher a todas as pessoas como ele acolheu em seu reino, que possamos morrer deixando nossos desejos, orgulho e preconceitos de lado para vivermos a unidade desejada por Ele e manifestada por Ele em sua oração sacerdotal.

Jesus está esperando que nós pratiquemos o que ele ensinou. Até quando vamos ouvir, ouvir, ouvir e continuarmos agindo baseados em nossos desejos, orgulho e preconceitos, como se nada tivéssemos ouvido.

Até quando você vai ignorar a presença do seu irmão, do seu amigo ou do seu chefe que te feriu? Até quando você vai atravessar a rua para não cumprimentar aquela pessoa que te prejudicou de alguma forma? Até quando você vai viver distanciando vidas ao invés de construir pontes?

Talvez você diga no seu coração: “Eu faço isso porque não sou hipócrita”. Pois eu te digo, sua atitude não é de um Cristão, pois aquele que odeia seu irmão, seu vizinho, seu pai, seu chefe não ama a Deus. Aquele que odeia o seu irmão ou qualquer outra pessoa a Bíblia diz que é assassino (1 João 3.15). Jesus nos ensinou que devemos amar até mesmo nossos inimigos. Você precisa procurar aquele a quem você odeia e se reconciliar com ele. Os assassinos não terão lugar no Reino de Deus.

Até quando você vai fechar seu coração para aqueles que te feriram? Jesus nos ensina que devemos perdoar quantas vezes forem necessárias. Perdoe e abra a porta do seu coração para servir aquele que te feriu. Chame esta pessoa para sentar na sua mesa e comer com você. Ame de fato e verdade, não apenas de palavras.

A beleza de uma igreja não está na excelência do seu serviço, mas na excelência do amor vivido pela comunidade. Não adianta um louvor lindo tecnicamente, sem que seus membros vivam o amor de Cristo entre eles. Não adianta um excelente serviço de ação social a comunidade, sem que os irmãos realmente sintam a dor do seu semelhante. Não adianta ação sem vida e não existe vida sem ação. Portanto viva hoje os princípios e valores do Reino de Deus. Se você não viver hoje estes valores você não entrará no céu para vivê-los lá.

 

REFLEXÃO FINAL

Eu quero concluir esta reflexão com a petição feita por Jesus ao nosso Pai Celestial para que fossemos protegidos do maligno (João 17.15).

15 Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. (João 17.15)

Presta atenção! Jesus não roga ao Pai para que fossemos tirados do mundo. Ele sabia que o mundo iria nos hostilizar, nos odiar, entretanto seu desejo é que nós, seus súditos, permaneçamos no mundo a fim de sermos sal e luz para o mundo. Ciente de que o mundo nos odiaria, Ele pede ao Pai Celestial que nos proteja do Maligno.

A petição de Jesus não é feita com a preocupação do mal que o Maligno pode fazer ao nosso corpo ou as nossas finanças, mas do mal que o Maligno pode fazer ao nosso coração. O diabo não nos vence quando nos mata, mas quando nos leva a agirmos priorizando nossas vontades e desejos acima dos princípios e valores do Reino de Deus.

O Reino de Deus não se estabelece por conquistas e bênçãos visíveis aos olhos dos homens, mas pelo triunfo da justiça de Deus. Você consegue entender isso?

Se no seu projeto de serviço ao Reino de Deus, de crescimento ministerial, familiar ou profissional você estiver deixando um rastro de pessoas feridas, magoadas e destruídas pelo caminho, é melhor parar, pois você está ferindo a Deus. Não adianta querer desenvolver o trabalho do Reino de Deus levando outras pessoas a tropeçarem no caminho, provocando divisões, despertando sentimentos de angústia, de miserabilidade, de rejeição e causando até morte emocional e espiritual. Dessa forma estabelecendo um reino de injustiça.

O cerne, o coração da mensagem cristã é a justiça de Deus. Jesus morreu na cruz para que a justiça de Deus se cumprisse e assim pudéssemos ser salvos da ira de Deus Pai. Com a colonização das igrejas institucionais pelo mercado gospel, que está a serviço da cultura que rege o nosso mundo maligno, nós reduzimos o cristianismo e nossas igrejas a um espaço onde buscamos nos realizar pessoalmente, onde projetamos nossos sonhos pessoais e servimos em nossos ministérios a nós mesmos, em nome de Jesus. Usamos o nome de Jesus para nos servirmos, para fazermos o que julgamos ser certo e não o que Jesus nos ordena a fazer.

Uma das necessidades mais fundamentais da fé cristã é resgatar a verdade teológica segundo a qual o cristianismo significa muito mais o viver a justiça do Reino de Deus do que servir com excelência em um ministério. A Bíblia deixa claro que o âmago da mensagem cristã é que haja justiça, mas a justiça de Deus, em todas as nossas ações. Jesus disse que deveríamos buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, não a nossa justiça.

Como súditos comprometidos com a cultura do Reino de Deus precisamos carregar a nossa cruz, nos esvaziarmos inteiramente de nós mesmos para que possamos servir aos propósitos de nosso Senhor Jesus Cristo, abandonando nossos desejos, orgulho e preconceitos, a fim de tornar a justiça de Deus manifesta por meio de nós. Deus te abençoe!

 

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

25/06/2023 (manhã)

 

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