A VOLTA DE JESUS
Série: A Plenitude do Reino de Deus
Estamos na série “A Plenitude do Reino
de Deus” e o tema de nossa mensagem de hoje é: “A Volta de Jesus”. Não pretendo
abordar de forma profunda a respeito da volta de Jesus, mas apenas apresentá-la
com o fim de nos despertarmos para a realidade de que a volta de nosso Senhor
Jesus Cristo está próxima, o que significa que a manifestação de seu reino de
forma plena em nosso mundo está próxima.
Iniciaremos nossa reflexão destacando alguns
estímulos que Jesus ofereceu aos seus discípulos para que estes pudessem
permanecer fiéis até o fim de suas vidas ou até a sua volta. Este será o nosso
primeiro ponto de hoje.
1 – ESTÍMULOS VISANDO A PERMANÊNCIA DOS DISCÍPULOS NA FÉ
Quero convidá-los a leitura do texto de João
14.1-3.
1 "Não
se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. 2
Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito.
Vou preparar-lhes lugar. 3 E se eu for e
lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para
que vocês estejam onde eu estiver". (João
14.1-3)
À vista de Sua morte na cruz e de sua
partida para o céu, Cristo deu aos seus discípulos alguns estímulos específicos,
que estão descritos neste capítulo quatorze de João, para que eles
permanecessem firmes na fé até que ele voltasse.
Os estímulos que estudaremos,
oferecidos por Jesus aos seus discípulos contemporâneos, também são oferecidos
a nós hoje. Vejamos estes estímulos:
·
Primeiro:
A provisão na casa do Pai (v.2)
– “Na casa de meu Pai há muitos aposentos ou moradas”. Jesus estava dando aos seus discípulos
um lugar para eles olharem. Haveria dias em que eles não encontrariam abrigo,
mas certamente eles sempre encontrariam provisão na casa do Pai.
Jesus oferece a mim e a você um
lugar para nós olharmos quando não encontrarmos abrigo, quando nos faltar um
lugar de repouso, quando o pão nos faltar. Neste dia lembre-se a um lugar
preparado para você na casa do Pai.
·
Segundo:
A promessa de Seu retorno (v.3)
– “voltarei e os levarei para mim”
Jesus através destas palavras deixou uma esperança para seus discípulos se
apegarem. Uma nova vida haveria de surgir quando Ele voltasse. Essa é a esperança
a qual devemos nos apegarmos. Jesus voltará e viveremos para sempre com ele.
·
Terceiro:
A perspectiva de fazerem obras ainda maiores (v.12) – “Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho
realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas...”. Jesus confiou aos
seus discípulos uma missão. Agora eles tinham uma razão para viverem neste
mundo. Eles tinham algo que dava sentido a suas vidas neste mundo mal.
Hoje essa missão está sob nossa
responsabilidade. Nossas vidas ganham sentido quando compreendemos o propósito
dessa missão.
·
Quarto:
A promessa da oração respondida (v.14) – “O que vocês pedirem em meu nome, eu farei”.
Jesus ofereceu aos seus discípulos uma parceria sem igual. Tudo o que eles
pedissem para que a missão fosse alcançada, Ele concederia.
Jesus oferece hoje a você uma parceria
sem igual. Tudo o que você pedir a ele com o fim de cumprir a missão para a
qual ele te chamou, ele te dará.
·
Quinto:
A presença do Espírito Santo (v.16)
– “eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Conselheiro para estar com vocês
para sempre”. Jesus entregou aos seus discípulos um companheiro para
caminhar com eles. Eles não estariam sozinhos. Este companheiro é o Espírito
Santo.
Jesus também nos entregou o Espírito
Santo para caminhar conosco. Não estamos sozinhos nesta jornada. O Espírito de Deus caminha conosco todos os
dias, trabalhando silenciosamente em nós com o fim de nos levar a salvação. Ele
é o penhor da nossa salvação.
·
Sexto:
A paz permanente (v.27)
– “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá”.
Jesus plantou no coração de seus discípulos um sentimento de paz permanente. O
mundo tentou tirar esta paz do coração de seus discípulos, acusando-os
injustamente e condenando-os a morte; matando-os das formas mais cruéis e
violentas possíveis. Embora eles morreram de forma injusta, perseguidos por
causa do nome de Jesus, morreram em paz. Sentiram-se honrados por poderem
morrer por aquele que por eles deu vida, e de forma humilhante morreu numa
cruz.
Jesus te oferece essa paz. Da mesma
forma, que ele plantou no coração dos seus discípulos, ele quer inserir essa
paz no seu coração hoje. Essa paz excede o entendimento dos homens e só pode
ser experimentada por aqueles que se rendem a Ele de todo coração.
Estes seis estímulos foram dados por
Jesus com o fim de que nós seus discípulos não abandonemos a fé. Eles foram
dados a mim e a você para que não venhamos a nos tornar apóstatas, para que
sejamos encontrados fiéis até o fim de nossas vidas ou até Ele voltar; ao que
se der primeiro.
No verso três de João quatorze
encontramos a promessa de Jesus de que ele voltaria. Essa promessa quando se
concretizar tornará manifesta a plenitude do Reino de Deus. Jesus governará para
sempre e cumprirá todas as promessas dadas a nós. A nova ordem se estabelecerá e
a velha ordem deixará de existir para sempre. A nova terra e o novo céu se
estabelecerão para sempre. Tudo novo se fará. Mas quando isto se dará?
Muitos se perguntam quando Jesus virá?
Os discípulos fizeram esta pergunta a Ele, porém Jesus disse que somente o Pai
sabia o dia e a hora. Ele também afirma aos seus discípulos que a sua vinda será
como nos dias de Noé. O que ele quis dizer com isto?
Em nosso próximo ponto vamos explicar
o que significa a afirmação de Jesus de que sua vinda será “como nos dias de Noé”.
2 – O SIGNIFICADO DA
AFIRMAÇÃO QUE A VOLTA DE JESUS SERÁ “COMO NOS DIAS DE NOÉ”
Quero convidá-los a leitura do texto
de Mateus 24.36-39, onde encontramos essa afirmação de Jesus.
36 "Quanto
ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente
o Pai. 37
Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do
Filho do homem. 38
Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia
comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em
que Noé entrou na arca; 39 e eles nada
perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na
vinda do Filho do homem. (Mateus 24.36-39)
Primeiro quero deixar claro que Jesus
não está falando de um sinal. “Como nos dia de Noé” não trata de um sinal, mas
da forma ou do modo em que se dará a sua volta.
Quando o texto nos diz que “o povo
vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento”, não está aqui
fazendo uma critica a estas atitudes em si, está sim enfatizando a realidade de
que as pessoas, nos dias de Noé, estavam tão envolvidas em suas ocupações
habituais, com o plantar e o colher, preocupados com as necessidades mais básicas
da vida, o comer e o beber, e ao mesmo tempo distraídos com os prazeres da
vida, com a companhia uns dos outros, casando-se e dando-se em casamento que
foram pegos de surpresa pelo dilúvio, conforme lemos no verso trinta e nove.
Jesus não está fazendo uma referência
aos dias violentos de Noé e nem a corrupção da humanidade, está sim,
enfatizando que no dia de sua vinda, seremos pegos de surpresa, como foi nos
dia de Noé.
O mesmo acontece com relação à afirmação
que sua volta será “como nos dias de Ló”, conforme podemos ler em Lucas
17.28-30.
28 "Aconteceu
à mesma coisa nos dias de Ló. O
povo estava
comendo e bebendo, comprando e vendendo, plantando e construindo. 29
Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu e os destruiu
a todos. 30
"Acontecerá exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado.
(Lucas 17.28-30)
É muito comum nós pastores dizermos
que o dia da volta de Jesus será como nos dias de Noé ou como nos dias de Ló,
fazendo referência a maldade, ao pecado daqueles dias. Contudo perceba que a ênfase
não está no pecado de Sodoma, mas no fato do povo ter sido pego de surpresa,
assim como no texto que faz referência aos dias de Noé. O texto inicia
enfatizando essa verdade: “aconteceu à mesma coisa nos dias de Ló”. Qual é a
mesma coisa que aconteceu? Todos foram pegos de surpresa.
Lucas também narra o ensinamento de
Jesus a respeito de sua volta, onde a ênfase está no vigiar, para que ao sermos
pego de surpresa estejamos preparados (Lucas 12.37-40).
37 "Felizes
os servos cujo senhor os encontrar vigiando, quando voltar. Eu lhes afirmo que
ele se vestirá para servir, fará que se reclinem à mesa, e virá servi-los. 38
Mesmo que ele chegue de noite ou de madrugada, felizes os servos que o senhor
encontrar preparados. 39 Entendam, porém, isto: se o
dono da casa soubesse a que hora viria o ladrão, não permitiria que a sua casa
fosse arrombada. 40
Estejam também vocês preparados, porque o Filho do homem
virá numa hora em que não o esperam".
(Lucas 12.37-40)
Aplicação: O primeiro ensinamento que aprendemos com estes textos é que
seremos pegos de surpresa. O segundo é que não podemos viver despreparados,
isto é, não podemos viver sem estarmos comprometidos com Jesus e sua vontade.
Precisamos viver todos os dias firmes na fé, em obediência plena aos
mandamentos de nosso Senhor, pois não sabemos quando Ele virá, mas sabemos que
Ele virá.
Precisamos cultivar nossa comunhão com
Deus diariamente, pois Jesus disse: “Devido ao aumento da maldade, o amor de
muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo”. Estas
palavras foram registradas por Mateus (Mt 24.12 e 13). São palavras de Jesus, não
devemos desprezá-las. Segundo Jesus, será salvo aquele que perseverar até o
fim.
REFLEXÃO FINAL
Vou concluir levantando uma pergunta
que acredito que todos já fizemos em algum momento de nossas vidas: Por que
Jesus Cristo está demorando tanto?
O apóstolo Pedro respondeu a esta
pergunta levantada pelos cristãos da Igreja Primitiva em sua Segunda carta (2
Pedro 3.9).
9 O
Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário,
ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos
cheguem ao arrependimento. (2 Pedro 3.9)
Segundo Pedro, o Senhor não veio
ainda, porque está dando mais tempo para que mais pessoas possam se arrepender.
O que significa que o cálice da ira de Deus ainda não transbordou.
Com respeito a volta de Jesus, o apóstolo
Pedro ainda escreve (2 Pedro 3.13,14).
13 Todavia,
de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a
justiça. 14
Portanto, amados, enquanto esperam estas coisas, empenhem-se
para serem encontrados por ele em paz, imaculados e inculpáveis. (2 Pedro 3.13,14)
Enquanto este dia não chega, vivamos
em santidade. Não temos que nos preocupar com o dia em que Jesus virá. Mas
devemos nos preocupar em estarmos preparados para o dia em que ele vier. Não
nos esqueçamos de que o nosso Deus é justo juiz e nos julgará segundo as nossas
obras. Seremos pegos de surpresa, mas que não sejamos pegos desprevenidos. Deus
te abençoe!
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
15/10/2023 (noite)
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