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terça-feira, 7 de novembro de 2023

SERMÕES 209 - ZELO: UMA VIRTUDE PERIGOSA

 ZELO: UMA VIRTUDE PERIGOSA

Série: Identidade 2023

 

Estamos no mês de Novembro, um mês especial para nossa comunidade porque celebramos o aniversário de nossa igreja. Neste ano estamos comemorando 67 anos. Em virtude do aniversário de nossa igreja ser no mês de novembro, desde 2018, nós dedicamos este mês para refletirmos sobre a nossa identidade como igreja.

Neste ano de 2023 quero dedicar um tempo para refletir com vocês a respeito de nossa identidade como cristãos em meio à realidade mundial que nos cerca. O tema de nossa mensagem de hoje é: “Zelo: Uma Virtude Perigosa”.

Quando falamos de zelo, estamos falando de uma forte disposição em realizar algo, uma forte dedicação para conservar algo, um forte empenho na realização de uma tarefa ou de um esforço extenuante para agradar alguém.

Quando falamos de zelo no contexto religioso cristão, estamos falando de pessoas que dedicam grande esforço para realizarem tarefas para Deus, que buscam incansavelmente viverem de forma agradável a Ele.

Como o tema de nossa mensagem nos propõe existe um perigo nesta virtude que chamamos zelo. O perigo não está na virtude em si, mas onde e como se aplica esta virtude “zelo”. Uma compreensão errada da realidade que cremos pode transformar esta virtude em algo terrivelmente destruidor, nos transformando em monstros quando deveríamos ser a manifestação do amor de Deus as pessoas. Ao defendermos algo de forma zelosa, sem uma compreensão correta do todo, corremos o risco de nos tornarmos agentes de morte e não de vida, nos assemelhando a grupos terroristas como o Hamas.

Vou iniciar nossa reflexão falando sobre a monstruosidade do zelo.

 

1 – A MONSTRUOSIDADE DO ZELO

Quando falo da monstruosidade do zelo, estou me referindo à aplicação dessa virtude por parte de alguns, na defesa de suas ideologias, de suas bandeiras políticas, de suas religiões e de outros conceitos gerais, de forma desrespeitosa com aqueles que pensam diferente deles.

Estamos assistindo hoje a monstruosidade de seres humanos que em nome do zelo por sua pátria, por sua honra ou por seu deus, matam seus semelhantes. Estes não tem o menor sentimento pelo outro ser humano que apoia ou pertence a uma bandeira diferente, que fala uma língua diferente, mas que são seres humanos como eles. Em nome do zelo são capazes de explodir hospitais, escolas, matando crianças e pessoas inocentes que não querem guerra, mas que desejam paz, que desejam simplesmente viverem.

Eu não estou aqui para defender Israel, nem o Hamas, muito menos a Rússia ou a Ucrânia. Não estou aqui para tentar mostrar qual lado tem razão. A violência só produz morte e ódio. Não importa quem começou a guerra, ela precisa ser encerrada.

O zelo distorcido da compreensão correta de Deus e da vida esta levando Israel, a Palestina, o Hamas, a Rússia e a Ucrânia a viverem tomados pelo ódio e a se tornarem monstros aos olhos daqueles a quem eles têm atacado, a quem eles chamam de inimigo. Essa violência voltará amanhã contra eles. A geração sobrevivente odiarão aqueles que mataram seus pais, seus filhos, gerando uma nova geração zelosa pela vingança; produzindo um ciclo de destruição sem fim.

Mas de onde vêm as guerras? Tiago nos responde esta pergunta (Tiago 4.1,2).

1 De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? 2 Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. [...]. (Tiago 4.1,2)

Tiago está dizendo que as guerras e contendas surgem como resultado de nossas paixões e desejos. É fruto do homem interior pecaminoso que habita em nós seres humanos. Nossas paixões e desejos estão dominados pela vaidade e pelo egoísmo; levando-nos a desejarmos o que não temos e o que não nos pertence. Esse desejo desperta em nós cobiça e inveja. Estes dois sentimentos, revestidos de zelo, de um esforço intenso para alcançarmos aquilo que não temos, nos levam a matarmos uns aos outros com o fim de obtermos o que desejamos. É neste sentido que o zelo se transforma numa virtude perigosa e monstruosa.

Quero no segundo ponto mostrar como se deu a construção do zelo religioso que levou os israelitas a se perderem no projeto estabelecido por Deus a eles.

 

2 – A CONSTRUÇÃO DO ZELO RELIGOSO ISRAELITA

Acredito que o zelo religioso israelita ao longo da história se transformou, através de alguns grupos religiosos em um zelo monstruoso, por não demonstrar compaixão para com os pecadores e necessitados. Essa transformação é fruto de uma compreensão errada a respeito de Deus, de uma construção teológica desarmonizada com a verdade da pessoa de Deus. Essa teologia distorcida da pessoa de Deus proporcionou a eles judeus dominados pela natureza pecaminosa a oportunidade de em nome de Deus, de uma justa causa, de uma causa santa, praticarem a violência contra seus semelhantes. O mesmo ocorreu a nós cristãos que em nome de Jesus matamos ao longo da história cristã milhares de pessoas que considerávamos hereges e pagãos. O mesmo ocorre ainda hoje nas muitas religiões que por zelo a fé que declaram e por falta de conhecimento do verdadeiro Deus e de sua obra na cruz matam em nome dele.

O profeta Naum escreveu as seguintes palavras a respeito de Deus (Naum 1.2).

2 O SENHOR é Deus zeloso e vingador! O SENHOR é vingador! Seu furor é terrível! O SENHOR executa vingança contra os seus adversários e manifesta o seu furor contra os seus inimigos. (Naum 1.2)

Qual o tipo de sentimento brota em você a respeito de Deus ao ler esta afirmação do profeta Naum? Deus possuidor de um zelo vingativo, de uma fúria terrível.

O profeta está escrevendo para o povo de Judá a respeito de Nínive, capital da Assíria, cidade que mais de um século antes de Naum, havia se arrependido de seus pecados ao ouvir a pregação do profeta Jonas.

Passado alguns anos Nínive volta ao pecado, embora Deus seja tardio em irar-se, o retorno de Nínive ao pecado, despertou novamente a ira de Deus e Seu zelo pela justiça se volta contra esta cidade.

Estas palavras de Naum representam a imagem que o povo de Israel construiu de Deus e que muitos de nós ainda hoje temos a respeito de Deus. Ela é verdadeira, mas ela não representa Deus em sua totalidade. Essa imagem não pode ser desassociada do contexto histórico da fala do profeta. Não pode ser desassociada do projeto de Deus para Israel.

O que precisamos entender é que esta fala do profeta juntamente com outras falas a respeito de Deus levou o povo judeu a uma construção teológica a respeito de Deus desconectada da verdade sobre Deus. Criou-se uma imagem de um Deus vingativo, que sempre está pronto a destruir qualquer um que eles (judeus) considerassem seus inimigos, uma vez que eles eram o povo escolhido de Deus.

Vejam as palavras de Deus proferidas por Moisés ao povo de Israel quando estes estavam ainda no deserto (Deuteronômio 5.6-10).

6 "Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirei do Egito, da terra da escravidão. 7 "Não terás outros deuses além de mim. 8 "Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra ou nas águas debaixo da terra. 9 Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo pecado de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, 10 mas trato com bondade até mil gerações os que me amam e guardam os meus mandamentos. (Deuteronômio 5.6-10)

O zelo de Deus começa sendo associado à ideia do castigo. O descumprimento da vontade de Deus faz com que Seu zelo por justiça, traga sobre os homens uma punição por não guardarem os mandamentos Dele.

Precisamos compreender que Deus estava construindo uma nação com o fim de que esta fosse um farol para as demais nações. Ele pretendia que esta nação fosse santa, que vivessem em uma relação harmônica com Ele, de forma que ela seria próspera e atrairia a admiração das demais nações e assim elas conheceriam o Deus de Israel, o único e verdadeiro Deus por meio dela. Deus pretendia salvar todas as nações e todos os povos através de Jesus, seu Filho, tendo Israel como a nação sacerdotal.

Sua rigidez para com este povo que estava iniciando uma relação com Ele tinha por objetivo preservar este povo do pecado, a fim de que não se desviassem do objetivo que Ele (Deus) havia determinado para eles e produzir neles dessa forma temor.  É por isso que nos deparamos na bíblia com acontecimentos como o de Finéias (Números 25.1-13).

1 Enquanto Israel estava em Sitim, o povo começou a entregar-se à imoralidade sexual com mulheres moabitas, 2 que os convidavam aos sacrifícios de seus deuses. O povo comia e se prostrava perante esses deuses. 3 Assim Israel se juntou à adoração de Baal-Peor. E a ira do Senhor acendeu-se contra Israel. 4 E o Senhor disse a Moisés: "Prenda todos os chefes desse povo, enforque-os diante do Senhor, à luz do sol, para que o fogo da ira do Senhor se afaste de Israel". 5 Então Moisés disse aos juízes de Israel: "Cada um de vocês terá que matar aqueles que dentre os seus homens se juntaram à adoração de Baal-Peor". 6 Um israelita trouxe para casa uma mulher midianita, na presença de Moisés e de toda a comunidade de Israel, que choravam à entrada da Tenda do Encontro. 7 Quando Finéias, filho de Eleazar, neto do sacerdote Arão, viu isso, apanhou uma lança, 8 seguiu o israelita até o interior da tenda e atravessou os dois com a lança; atravessou o corpo do israelita e o da mulher. Então cessou a praga contra os israelitas. 9 Mas os que morreram por causa da praga foram vinte e quatro mil. 10 E o Senhor disse a Moisés: 11 "Finéias, filho de Eleazar, neto do sacerdote Arão, desviou a minha ira de sobre os israelitas, pois foi zeloso, com o mesmo zelo que tenho por eles, para que em meu zelo eu não os consumisse. 12 Diga-lhe, pois, que estabeleço com ele a minha aliança de paz. 13 Dele e dos seus descendentes será a aliança do sacerdócio perpétuo, porque ele foi zeloso pelo seu Deus e fez propiciação pelos israelitas". (Números 25.1-13)

Finéias, neto de Arão, mata, assassina o israelita e a mulher que com ele estava profanando os mandamentos de Deus. Segundo o texto, ele faz aquilo movido pelo mesmo zelo que Deus tem por seu povo, um zelo que visa proteger os pecadores de forma a não serem consumidos por sua ira. A santidade de Deus clamava por justiça.

Finéias cometeu um ato de violência brutal justificado na premissa de apaziguar Deus e assim salvar o restante do povo da ira de Deus.  Esse ato de violência do neto de Arão foi aprovado por Deus dentro daquela circunstância histórica, dentro do contexto de construção da nação santa, que tinha como objetivo ser um veículo da graça de Deus para as demais nações e dentro da realidade de que Jesus ainda não havia sido sacrificado na cruz, como o cordeiro dado por Deus para salvação da humanidade. Contudo isso não serve para hoje.

O povo de Israel não podia se tornar como as demais nações, pois perderiam o propósito de sua existência e sobre este povo estava depositada a promessa feita a Abraão e o projeto estabelecido por Deus antes da fundação do mundo, anunciado em Gênesis 3.15, projeto esse da salvação da humanidade em Jesus Cristo.

A história nos mostra que o povo de Israel foi construindo um zelo pelo nome de Deus, ainda que eles não fossem obedientes como deveriam ser. Esse zelo levou Davi a matar Golias em nome de Deus. Esse zelo levou Elias, no monte Carmelo, a matar 450 profetas de Baal e acredito que mais 400 profetas de Aserá. Este foi um dia de carnificina em Israel, em nome de Deus.

Isso nos faz compreender a atitude dos discípulos de Jesus descrita no Evangelho de Lucas ao não serem bem recebidos pelos samaritanos (Lc 9.51-56).

51 Aproximando-se o tempo em que seria elevado ao céu, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. 52 E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; 53 mas o povo dali não o recebeu porque se notava em seu semblante que ele ia para Jerusalém. 54 Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: "Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?" 55 Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu, dizendo: "Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los"; 56 e foram para outro povoado. (Lucas 9.51-56)

A história produziu no coração dos judeus um sentimento de zelo distorcido da verdade de que o objetivo de Deus é e sempre foi o de salvar a todos. Uma vez que os samaritanos não os receberam bem, logo o zelo de justiça que possuíam em seus corações se manifestou, de forma distorcida, desassociada da verdade que Deus deseja salvar todo pecador, todo ser humano e não condenar a morte, independentemente de sua raça, classe social, religião ou opção sexual.

O zelo religioso que eles construíram os transformaram em monstros, em seres humanos capazes de matar seus semelhantes em nome de Deus. Eles só não fizeram isso nos dias de Jesus porque não tinham força bélica para isso. Contudo eles esperavam que o Messias fizesse isso por eles.

É dentro deste contexto de zelo distorcido que compreendemos o apóstolo Paulo. Antes de sua conversão ao cristianismo ele promovia a matança de cristãos em seus dias. Paulo era visto pelos cristãos como um verdadeiro monstro. Um ser humano impiedoso para com os cristãos. É evidente que o zelo sem a compreensão verdadeira de Deus e de seus projetos podem tornar o ser humano em monstros, assassinos, destruidores de famílias, como Paulo.

Essa não é uma realidade só de Israel! Eu estou dando ênfase a Israel, porque é a nação em que a história bíblica se passa, mas essa também é a realidade dos palestinos, dos descendentes de Ismael, do Hamas e de muitas outras culturas que construíram um zelo perigoso e monstruoso por suas ideologias políticas, bélicas, religiosas, sexuais, etc. Pessoas que se julgam no direito de invadirem terras estrangeiras, de violentarem outros seres humanos, de lançarem bombas sobre outros humanos como se estes não tivessem vidas e famílias. Essa pode ser a sua realidade que se juga no direito de invadir a rede social de outra pessoa com o fim de ofendê-la, de destruí-la moralmente e psicologicamente. Que se julga no direito de violentar outra pessoa por causa de sua opção sexual, política ou religiosa.

Aqueles que assim procedem não são seguidores de Jesus.

 

REFLEXÃO FINAL

Eu quero concluir relembrando que quando falamos de zelo no contexto religioso cristão, estamos falando de um esforço grandioso para realizarmos tarefas para Deus ou para agirmos de forma agradável a Ele.

Nós queremos ser uma igreja que vive como comunidade, onde cada membro seja uma expressão do amor de Deus onde estiver. Entretanto nossa compreensão de Deus precisa ser correta, caso contrário, nos tornaremos monstros, e em nome de Jesus promoveremos guerras, expulsaremos vidas da igreja, oraremos para descer fogo sobre todos aqueles que nos ferem, nos tornaremos leões ferozes ao invés de cordeiros mansos.

A bíblia diz que devemos ser zelosos na pratica do bem, da justiça, da verdade, do perdão para que possamos viver em comunhão. Paulo escreve a igreja de Éfeso as seguintes palavras (Efésios 4.2,3).

2 Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. 3 Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. (Efésios 4.2,3)

Eu gostaria de desafiar você a se avaliar hoje com muita sinceridade, a olhar para dentro de você e verificar se não existe um Hamas em seu coração, uma tendência violenta contra aqueles que não são iguais a você, que não compreende a vida como você, que não estão na mesma maturidade espiritual que você.

O evangelho de Cristo é o evangelho da reconciliação, do encontro com o outro, da descoberta do valor do outro como ser humano e como irmão. Será que você em sua compreensão bíblica não age de forma monstruosa contra aqueles que você juga pecadores? Será que você não age preconceituosamente na sua forma de liderar matando vidas com seu zelo religioso? Quantas pessoas você já expulsou da igreja ou as fez acreditar que aqui não é o lugar delas por causa de sua compreensão errada de Jesus Cristo e de seus mandamentos? Quantas pessoas você violentou psicologicamente com seu zelo religioso ou por seu zelo político, ideológico, sexual? Será que eu e você não temos um Hamas dentro de nós? Será que não existe um Hamas em nossa estrutura social e religiosa matando vidas, violentando mulheres e crianças?

A guerra não está só em Israel e na Palestina. Ela não está somente na Rússia e Ucrânia. A guerra está aqui, no Brasil, em São Paulo, aqui em Itapevi, dentro de nós. Existe um Hamas em nós, um zelo doentio em nossa política corrupta, um zelo monstruoso em nossas comunidades, em nossas igrejas, um zelo violento em nossas policias, um zelo terrível nas torcidas de futebol de nosso país. Há morte por todo lado. Há diversos grupos defendendo zelosamente suas ideologias e paixões, matando pessoas indiscriminadamente.

A nossa única esperança é Jesus. Paulo escreveu as seguintes palavras (Efésios 2.13-16).

13 Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe (gentios), foram aproximados mediante o sangue de Cristo. 14 Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos (judeus e gentios) fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, 15 anulando em seu corpo a lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade. (Efésios 2.13-16)

A única resposta para o fim do mal residente em nós seres humanos é Jesus. O Evangelho de Jesus é a única esperança para nós seres humanos. O Evangelho de Jesus derrubou o muro que nos separava do outro para nos tornarmos um com ele. O Evangelho de Jesus e somente Jesus por meio do Espírito Santo pode unir “ambos” judeus e palestinos, russos e ucranianos, bandidos milicianos e policiais, heterossexuais e homossexuais, políticos da extrema direita e da extrema esquerda.

Todos nós seres humanos somos pecadores e precisamos nos reconhecer dessa forma. Todos nós seres humanos precisamos de Jesus para sermos libertos do poder do pecado que opera em nós e nos leva a vivermos um zelo doentio e monstruoso.

Queremos ser uma igreja que derruba muros e constrói pontes para que todos possam experimentar o amor de Deus. Queremos ser uma igreja onde o zelo seja uma virtude encontrada na busca constante pela humildade, perdão e paz. Deus nos abençoe para sermos a igreja de Seu sonho neste mundo presente e não a igreja dos nossos sonhos.

 

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

05/11/2023 (noite)

 

 

 

 

 

 

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