ZELO: UMA VIRTUDE PERIGOSA
Série: Identidade 2023
Estamos no mês
de Novembro, um mês especial para nossa comunidade porque celebramos o
aniversário de nossa igreja. Neste ano estamos comemorando 67 anos. Em virtude
do aniversário de nossa igreja ser no mês de novembro, desde 2018, nós dedicamos
este mês para refletirmos sobre a nossa identidade como igreja.
Neste ano de
2023 quero dedicar um tempo para refletir com vocês a respeito de nossa
identidade como cristãos em meio à realidade mundial que nos cerca. O tema de
nossa mensagem de hoje é: “Zelo: Uma Virtude Perigosa”.
Quando falamos
de zelo, estamos falando de uma forte disposição em realizar algo, uma forte
dedicação para conservar algo, um forte empenho na realização de uma tarefa ou
de um esforço extenuante para agradar alguém.
Quando falamos
de zelo no contexto religioso cristão, estamos falando de pessoas que dedicam
grande esforço para realizarem tarefas para Deus, que buscam incansavelmente
viverem de forma agradável a Ele.
Como o tema de
nossa mensagem nos propõe existe um perigo nesta virtude que chamamos zelo. O
perigo não está na virtude em si, mas onde e como se aplica esta virtude
“zelo”. Uma compreensão errada da realidade que cremos pode transformar esta
virtude em algo terrivelmente destruidor, nos transformando em monstros quando
deveríamos ser a manifestação do amor de Deus as pessoas. Ao defendermos algo
de forma zelosa, sem uma compreensão correta do todo, corremos o risco de nos
tornarmos agentes de morte e não de vida, nos assemelhando a grupos terroristas
como o Hamas.
Vou iniciar nossa reflexão falando sobre a monstruosidade do zelo.
1 – A MONSTRUOSIDADE DO ZELO
Quando falo da
monstruosidade do zelo, estou me referindo à aplicação dessa virtude por parte
de alguns, na defesa de suas ideologias, de suas bandeiras políticas, de suas religiões
e de outros conceitos gerais, de forma desrespeitosa com aqueles que pensam
diferente deles.
Estamos
assistindo hoje a monstruosidade de seres humanos que em nome do zelo por sua
pátria, por sua honra ou por seu deus, matam seus semelhantes. Estes não tem o
menor sentimento pelo outro ser humano que apoia ou pertence a uma bandeira diferente,
que fala uma língua diferente, mas que são seres humanos como eles. Em nome do
zelo são capazes de explodir hospitais, escolas, matando crianças e pessoas
inocentes que não querem guerra, mas que desejam paz, que desejam simplesmente
viverem.
Eu não estou
aqui para defender Israel, nem o Hamas, muito menos a Rússia ou a Ucrânia. Não
estou aqui para tentar mostrar qual lado tem razão. A violência só produz morte
e ódio. Não importa quem começou a guerra, ela precisa ser encerrada.
O zelo distorcido
da compreensão correta de Deus e da vida esta levando Israel, a Palestina, o
Hamas, a Rússia e a Ucrânia a viverem tomados pelo ódio e a se tornarem
monstros aos olhos daqueles a quem eles têm atacado, a quem eles chamam de
inimigo. Essa violência voltará amanhã contra eles. A geração sobrevivente
odiarão aqueles que mataram seus pais, seus filhos, gerando uma nova geração
zelosa pela vingança; produzindo um ciclo de destruição sem fim.
Mas de onde vêm
as guerras? Tiago nos responde esta pergunta (Tiago 4.1,2).
1 De onde vêm as guerras e contendas que
há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam
dentro de vocês? 2 Vocês cobiçam coisas,
e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês
vivem a lutar e a fazer guerras. [...]. (Tiago 4.1,2)
Tiago está
dizendo que as guerras e contendas surgem como resultado de nossas paixões e
desejos. É fruto do homem interior pecaminoso que habita em nós seres humanos. Nossas
paixões e desejos estão dominados pela vaidade e pelo egoísmo; levando-nos a
desejarmos o que não temos e o que não nos pertence. Esse desejo desperta em
nós cobiça e inveja. Estes dois sentimentos, revestidos de zelo, de um esforço
intenso para alcançarmos aquilo que não temos, nos levam a matarmos uns aos
outros com o fim de obtermos o que desejamos. É neste sentido que o zelo se
transforma numa virtude perigosa e monstruosa.
Quero no segundo
ponto mostrar como se deu a construção do zelo religioso que levou os
israelitas a se perderem no projeto estabelecido por Deus a eles.
2 – A CONSTRUÇÃO DO ZELO RELIGOSO ISRAELITA
Acredito que o
zelo religioso israelita ao longo da história se transformou, através de alguns
grupos religiosos em um zelo monstruoso, por não demonstrar compaixão para com
os pecadores e necessitados. Essa transformação é fruto de uma compreensão
errada a respeito de Deus, de uma construção teológica desarmonizada com a
verdade da pessoa de Deus. Essa teologia distorcida da pessoa de Deus
proporcionou a eles judeus dominados pela natureza pecaminosa a oportunidade de
em nome de Deus, de uma justa causa, de uma causa santa, praticarem a violência
contra seus semelhantes. O mesmo ocorreu a nós cristãos que em nome de Jesus
matamos ao longo da história cristã milhares de pessoas que considerávamos
hereges e pagãos. O mesmo ocorre ainda hoje nas muitas religiões que por zelo a
fé que declaram e por falta de conhecimento do verdadeiro Deus e de sua obra na
cruz matam em nome dele.
O profeta Naum
escreveu as seguintes palavras a respeito de Deus (Naum 1.2).
2 O SENHOR é Deus zeloso e vingador! O
SENHOR é vingador! Seu furor é terrível! O SENHOR executa vingança contra os
seus adversários e manifesta o seu furor contra os seus inimigos. (Naum 1.2)
Qual o tipo de
sentimento brota em você a respeito de Deus ao ler esta afirmação do profeta
Naum? Deus possuidor de um zelo vingativo, de uma fúria terrível.
O profeta está
escrevendo para o povo de Judá a respeito de Nínive, capital da Assíria, cidade
que mais de um século antes de Naum, havia se arrependido de seus pecados ao
ouvir a pregação do profeta Jonas.
Passado alguns
anos Nínive volta ao pecado, embora Deus seja tardio em irar-se, o retorno de
Nínive ao pecado, despertou novamente a ira de Deus e Seu zelo pela justiça se
volta contra esta cidade.
Estas palavras
de Naum representam a imagem que o povo de Israel construiu de Deus e que
muitos de nós ainda hoje temos a respeito de Deus. Ela é verdadeira, mas ela não
representa Deus em sua totalidade. Essa imagem não pode ser desassociada do
contexto histórico da fala do profeta. Não pode ser desassociada do projeto de
Deus para Israel.
O que precisamos
entender é que esta fala do profeta juntamente com outras falas a respeito de
Deus levou o povo judeu a uma construção teológica a respeito de Deus
desconectada da verdade sobre Deus. Criou-se uma imagem de um Deus vingativo,
que sempre está pronto a destruir qualquer um que eles (judeus) considerassem
seus inimigos, uma vez que eles eram o povo escolhido de Deus.
Vejam as
palavras de Deus proferidas por Moisés ao povo de Israel quando estes estavam
ainda no deserto (Deuteronômio 5.6-10).
6 "Eu sou o Senhor, o teu Deus, que
te tirei do Egito, da terra da escravidão. 7 "Não
terás outros deuses além de mim. 8 "Não
farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra
ou nas águas debaixo da terra. 9 Não te
prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu
Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelo pecado de seus pais até
a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, 10
mas trato com bondade até mil gerações os que me amam e guardam os meus
mandamentos. (Deuteronômio 5.6-10)
O zelo de Deus
começa sendo associado à ideia do castigo. O descumprimento da vontade de Deus
faz com que Seu zelo por justiça, traga sobre os homens uma punição por não
guardarem os mandamentos Dele.
Precisamos
compreender que Deus estava construindo uma nação com o fim de que esta fosse
um farol para as demais nações. Ele pretendia que esta nação fosse santa, que
vivessem em uma relação harmônica com Ele, de forma que ela seria próspera e
atrairia a admiração das demais nações e assim elas conheceriam o Deus de
Israel, o único e verdadeiro Deus por meio dela. Deus pretendia salvar todas as
nações e todos os povos através de Jesus, seu Filho, tendo Israel como a nação
sacerdotal.
Sua rigidez para
com este povo que estava iniciando uma relação com Ele tinha por objetivo
preservar este povo do pecado, a fim de que não se desviassem do objetivo que
Ele (Deus) havia determinado para eles e produzir neles dessa forma temor. É por isso que nos deparamos na bíblia com
acontecimentos como o de Finéias (Números 25.1-13).
1 Enquanto Israel estava em Sitim, o povo
começou a entregar-se à imoralidade sexual com mulheres moabitas, 2 que os convidavam aos sacrifícios de seus deuses. O
povo comia e se prostrava perante esses deuses. 3
Assim Israel se juntou à adoração de Baal-Peor. E a ira do Senhor acendeu-se
contra Israel. 4 E o Senhor disse a Moisés:
"Prenda todos os chefes desse povo, enforque-os diante do Senhor, à luz do
sol, para que o fogo da ira do Senhor se afaste de Israel". 5 Então Moisés disse aos juízes de Israel: "Cada
um de vocês terá que matar aqueles que dentre os seus homens se juntaram à
adoração de Baal-Peor". 6 Um israelita
trouxe para casa uma mulher midianita, na presença de Moisés e de toda a
comunidade de Israel, que choravam à entrada da Tenda do Encontro. 7 Quando Finéias, filho de Eleazar, neto do sacerdote
Arão, viu isso, apanhou uma lança, 8 seguiu o
israelita até o interior da tenda e atravessou os dois com a lança; atravessou
o corpo do israelita e o da mulher. Então cessou a praga contra os israelitas. 9 Mas os que morreram por causa da praga foram vinte e
quatro mil. 10 E o Senhor disse a Moisés: 11 "Finéias, filho de Eleazar, neto do sacerdote
Arão, desviou a minha ira de sobre os israelitas, pois
foi zeloso, com o mesmo zelo que tenho por eles,
para que em meu zelo eu não os consumisse. 12 Diga-lhe,
pois, que estabeleço com ele a minha aliança de paz. 13
Dele e dos seus descendentes será a aliança do sacerdócio perpétuo,
porque ele foi zeloso pelo seu Deus e fez propiciação pelos israelitas". (Números 25.1-13)
Finéias, neto de
Arão, mata, assassina o israelita e a mulher que com ele estava profanando os
mandamentos de Deus. Segundo o texto, ele faz aquilo movido pelo mesmo zelo que
Deus tem por seu povo, um zelo que visa proteger os pecadores de forma a não
serem consumidos por sua ira. A santidade de Deus clamava por justiça.
Finéias cometeu
um ato de violência brutal justificado na premissa de apaziguar Deus e assim
salvar o restante do povo da ira de Deus.
Esse ato de violência do neto de Arão foi aprovado por Deus dentro
daquela circunstância histórica, dentro do contexto de construção da nação
santa, que tinha como objetivo ser um veículo da graça de Deus para as demais
nações e dentro da realidade de que Jesus ainda não havia sido sacrificado na
cruz, como o cordeiro dado por Deus para salvação da humanidade. Contudo isso
não serve para hoje.
O povo de Israel
não podia se tornar como as demais nações, pois perderiam o propósito de sua
existência e sobre este povo estava depositada a promessa feita a Abraão e o
projeto estabelecido por Deus antes da fundação do mundo, anunciado em Gênesis
3.15, projeto esse da salvação da humanidade em Jesus Cristo.
A história nos
mostra que o povo de Israel foi construindo um zelo pelo nome de Deus, ainda
que eles não fossem obedientes como deveriam ser. Esse zelo levou Davi a matar
Golias em nome de Deus. Esse zelo levou Elias, no monte Carmelo, a matar 450
profetas de Baal e acredito que mais 400 profetas de Aserá. Este foi um dia de
carnificina em Israel, em nome de Deus.
Isso nos faz
compreender a atitude dos discípulos de Jesus descrita no Evangelho de Lucas ao
não serem bem recebidos pelos samaritanos (Lc 9.51-56).
51 Aproximando-se o tempo em que seria
elevado ao céu, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. 52 E enviou mensageiros à sua frente. Indo estes,
entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos; 53 mas o povo dali não o recebeu porque se notava em
seu semblante que ele ia para Jerusalém. 54 Ao
verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: "Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para
destruí-los?" 55 Mas Jesus,
voltando-se, os repreendeu, dizendo: "Vocês não sabem de que espécie de
espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens,
mas para salvá-los"; 56 e foram para outro
povoado. (Lucas 9.51-56)
A história
produziu no coração dos judeus um sentimento de zelo distorcido da verdade de
que o objetivo de Deus é e sempre foi o de salvar a todos. Uma vez que os
samaritanos não os receberam bem, logo o zelo de justiça que possuíam em seus
corações se manifestou, de forma distorcida, desassociada da verdade que Deus
deseja salvar todo pecador, todo ser humano e não condenar a morte,
independentemente de sua raça, classe social, religião ou opção sexual.
O zelo religioso
que eles construíram os transformaram em monstros, em seres humanos capazes de
matar seus semelhantes em nome de Deus. Eles só não fizeram isso nos dias de
Jesus porque não tinham força bélica para isso. Contudo eles esperavam que o
Messias fizesse isso por eles.
É dentro deste
contexto de zelo distorcido que compreendemos o apóstolo Paulo. Antes de sua
conversão ao cristianismo ele promovia a matança de cristãos em seus dias.
Paulo era visto pelos cristãos como um verdadeiro monstro. Um ser humano
impiedoso para com os cristãos. É evidente que o zelo sem a compreensão
verdadeira de Deus e de seus projetos podem tornar o ser humano em monstros,
assassinos, destruidores de famílias, como Paulo.
Essa não é uma
realidade só de Israel! Eu estou dando ênfase a Israel, porque é a nação em que
a história bíblica se passa, mas essa também é a realidade dos palestinos, dos
descendentes de Ismael, do Hamas e de muitas outras culturas que construíram um
zelo perigoso e monstruoso por suas ideologias políticas, bélicas, religiosas,
sexuais, etc. Pessoas que se julgam no direito de invadirem terras
estrangeiras, de violentarem outros seres humanos, de lançarem bombas sobre
outros humanos como se estes não tivessem vidas e famílias. Essa pode ser a sua
realidade que se juga no direito de invadir a rede social de outra pessoa com o
fim de ofendê-la, de destruí-la moralmente e psicologicamente. Que se julga no
direito de violentar outra pessoa por causa de sua opção sexual, política ou
religiosa.
Aqueles que
assim procedem não são seguidores de Jesus.
REFLEXÃO FINAL
Eu quero concluir
relembrando que quando falamos de zelo no contexto religioso cristão, estamos
falando de um esforço grandioso para realizarmos tarefas para Deus ou para
agirmos de forma agradável a Ele.
Nós queremos ser
uma igreja que vive como comunidade, onde cada membro seja uma expressão do
amor de Deus onde estiver. Entretanto nossa compreensão de Deus precisa ser
correta, caso contrário, nos tornaremos monstros, e em nome de Jesus promoveremos
guerras, expulsaremos vidas da igreja, oraremos para descer fogo sobre todos
aqueles que nos ferem, nos tornaremos leões ferozes ao invés de cordeiros
mansos.
A bíblia diz que
devemos ser zelosos na pratica do bem, da justiça, da verdade, do perdão para
que possamos viver em comunhão. Paulo escreve a igreja de Éfeso as seguintes
palavras (Efésios 4.2,3).
2 Sejam completamente humildes e dóceis,
e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. 3
Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
(Efésios 4.2,3)
Eu gostaria de
desafiar você a se avaliar hoje com muita sinceridade, a olhar para dentro de
você e verificar se não existe um Hamas em seu coração, uma tendência violenta
contra aqueles que não são iguais a você, que não compreende a vida como você,
que não estão na mesma maturidade espiritual que você.
O evangelho de
Cristo é o evangelho da reconciliação, do encontro com o outro, da descoberta
do valor do outro como ser humano e como irmão. Será que você em sua
compreensão bíblica não age de forma monstruosa contra aqueles que você juga
pecadores? Será que você não age preconceituosamente na sua forma de liderar
matando vidas com seu zelo religioso? Quantas pessoas você já expulsou da
igreja ou as fez acreditar que aqui não é o lugar delas por causa de sua
compreensão errada de Jesus Cristo e de seus mandamentos? Quantas pessoas você
violentou psicologicamente com seu zelo religioso ou por seu zelo político, ideológico,
sexual? Será que eu e você não temos um Hamas dentro de nós? Será que não
existe um Hamas em nossa estrutura social e religiosa matando vidas,
violentando mulheres e crianças?
A guerra não
está só em Israel e na Palestina. Ela não está somente na Rússia e Ucrânia. A
guerra está aqui, no Brasil, em São Paulo, aqui em Itapevi, dentro de nós.
Existe um Hamas em nós, um zelo doentio em nossa política corrupta, um zelo
monstruoso em nossas comunidades, em nossas igrejas, um zelo violento em nossas
policias, um zelo terrível nas torcidas de futebol de nosso país. Há morte por
todo lado. Há diversos grupos defendendo zelosamente suas ideologias e paixões,
matando pessoas indiscriminadamente.
A nossa única
esperança é Jesus. Paulo escreveu as seguintes palavras (Efésios 2.13-16).
13 Mas agora, em Cristo Jesus,
vocês, que antes estavam longe (gentios), foram aproximados mediante o
sangue de Cristo. 14 Pois ele é a nossa
paz, o qual de ambos (judeus e
gentios) fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, 15 anulando em seu corpo a lei dos mandamentos expressa
em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem,
fazendo a paz, 16 e reconciliar com Deus os dois em um corpo, por meio
da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade. (Efésios
2.13-16)
A única resposta
para o fim do mal residente em nós seres humanos é Jesus. O Evangelho de Jesus
é a única esperança para nós seres humanos. O Evangelho de Jesus derrubou o
muro que nos separava do outro para nos tornarmos um com ele. O Evangelho de
Jesus e somente Jesus por meio do Espírito Santo pode unir “ambos” judeus e
palestinos, russos e ucranianos, bandidos milicianos e policiais,
heterossexuais e homossexuais, políticos da extrema direita e da extrema
esquerda.
Todos nós seres
humanos somos pecadores e precisamos nos reconhecer dessa forma. Todos nós
seres humanos precisamos de Jesus para sermos libertos do poder do pecado que
opera em nós e nos leva a vivermos um zelo doentio e monstruoso.
Queremos ser uma
igreja que derruba muros e constrói pontes para que todos possam experimentar o
amor de Deus. Queremos ser uma igreja onde o zelo seja uma virtude encontrada
na busca constante pela humildade, perdão e paz. Deus nos abençoe para sermos a
igreja de Seu sonho neste mundo presente e não a igreja dos nossos sonhos.
Pr. Cornélio
Póvoa de Oliveira
05/11/2023
(noite)
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