“PAI NOSSO” O QUE TEM A NOS ENSINAR? – 1
Mt 6:9-15
INTRODUÇÃO: O “PAI NOSSO” é com certeza uma das orações mais pronunciadas pelos cristãos. Esta oração tem muito a nos dizer, traz em sua frases uma teologia profunda. Mas ela não é apenas uma formula teológica para ser repetida como se fosse um passe mágico. Não podemos nos esquecer que o próprio Jesus que nos ensinou esta oração havia dito que não deveríamos ficar pronunciando “vãs repetições” ao orarmos. O “PAI NOSSO” não é um mantra evangélico, nem cristão.
Com certeza na mente de Jesus o “PAI NOSSO” era uma oração para ser vivida. Não existe oração verdadeira sem aplicação, sem vida; assim como não há vida sem oração.
Portanto hoje faremos uma reflexão sobre esta oração. O que o “PAI NOSSO” tem a nos ensinar?
1 – “Pai nosso...” (v.9)
Nesta primeira expressão temos grandes ensinamentos:
A) Aprendemos a fonte original da humanidade – Chamar Deus de Pai é admitir a existência de um ser superior, criador da vida. Porque a palavra “pai” significa a existência de uma autoridade, de um poder, sobre aquele que a pronuncia. Chamar Deus de Pai é admitir que a vida que temos provém Dele. Porque pai é aquele que gera, que ensina, que ama, que educa, que se doa por alguém.
B) Aprendemos a nossa razão e significação histórica - Aquele que não reconhece Deus como “Pai” não consegue entender o significado de sua vida. Não consegue olhar para os outros como parte de uma mesma natureza, que possui o direito de desfrutar do mesmo amor, da mesma liberdade, da mesma vida. – Ele é Pai nosso. Não é Pai meu somente ou seu; é Pai nosso. Somos chamados a viver em comunidade, como uma grande família. Somos empurrados para uma fraternidade espiritual que deve se concretizar numa fraternidade relacional profunda e verdadeira com toda humanidade, com toda criação e principalmente por todos aqueles que o chama de “Pai”. Porque se Deus, que é nosso Pai, criou toda a vida que há na terra (homens, animais e vegetais), devemos respeitar cada vida e amá-las como o Pai às ama.
C) Aprendemos a construir uma família - Aquele que não reconhece Deus como “Pai” não consegue alcançar para si próprio o real sentido do que é ser pai. Sua compreensão de pai não passa da visão do pai homem. Cheio de ambigüidades. Ao chamar Deus de “Pai” atribuímos a Ele a figura do grande patriarca, do modelo paternal que devemos seguir. Com isso estamos afirmando que Nele reside o principio que deve reger a família, que Nele e por meio Dele encontramos o modelo para construir a nossa família. Tendo Deus como “Pai” encontramos dignidade para a paternidade humana. Apresentamos aos nossos filhos o modelo, o paradigma que deve ser seguido por eles. Nós pais buscamos amar como Deus, contudo somos homens passiveis de falhas e erros, mas ao olharem para Deus Pai, encontrarão amor, perdão, paz e um modelo seguro para seguirem.
2 – “... que estás nos céus,...” (v.9)
Nosso Pai está nos céus. Esta declaração nos faz compreender que este é o nosso destino final. A vida do ser humano só encontra sua significação plena quando se vê destinada a Deus e a eternidade.
Onde é o céu? O céu é onde Deus está, porque neste lugar há justiça, amor, alegria, paz, solidariedade, benignidade, mansidão. O céu é estar com Deus e desfrutar de Sua vida para todo sempre.
3 – “..., santificado seja o teu nome;” (v.9)
Somos chamados para tornar o nome de Deus santo. Devemos fazer aqui duas perguntas para uma reflexão profunda: Onde Deus tem que ser santificado? Como podemos santificar o nome de Deus?
3.1 - Onde Deus tem que ser santificado? – Com certeza não é no céu, porque lá Sua vontade é realizada, os querubins estão constantemente dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor”; lá a injusta não existe; o nome de Deus está acima de todo nome. Então é obvio que Jesus pede para que o nome de Deus seja santificado aqui na terra, na vida em meio à qual existimos. A resposta desta pergunta nos leva a segunda.
3.2 - Como podemos santificar o nome de Deus? – Não santificamos a Deus plenamente apenas com palavras. Expressões de adoração são um meio, mas de forma alguma faz com que o nome de Deus seja santificado de forma plena. Não santificamos a Deus com nossa teologia que reduz a grandeza de Deus e de Seu Reino, a dogmas, ritos, liturgias e espaço. Não santificamos a Deus quando nossa relação com Ele é apenas de sermos “ajudados”. Não santificamos a Deus quando limitamos sua habitação a um templo. Não santificamos a Deus quando não respeitamos sua imagem e semelhança nos seres humanos.
Estou querendo dizer que santificamos a Deus quando estamos abertos para o Espírito Santo. Quando permitimos a manifestação do Espírito sem barreiras, sem restrições, sem impormos leis para Deus de como Ele deve agir em nós e no meio de nós. Santificamos a Deus quando visitamos os presos, doentes; quando lutamos pela igualdade social. Santificamos a Deus quando permitimos que Jesus seja único Senhor de nossas vidas; quando respeitamos e honramos nosso cônjuge, quando tratamos nossos filhos com amor; quando honramos nossos pais; quando oramos pela salvação daqueles que estão perdidos.
Ao declararmos “santificado seja o Teu nome” estamos assumindo a responsabilidade para que o nome seja engrandecido em todas as dimensões de nossas vidas.
CONCLUSÃO: Espero que possamos sair daqui hoje dispostos a santificar o nome de Deus, a tornar Seu nome grande entre nós. De tal forma que as pessoas possam sentir prazer em chamar Deus de Pai, reconhecendo ser Ele o gerador da vida, o criador deste imenso universo de cores, de musica, de danças, de vida. Possamos santificar o nome do Pai em nossas relações familiares, em nossa existência, em nosso leito conjugal, em nossa vida com os filhos, em nossos lábios, em nossas mãos, em nossos olhares, em nossa Igreja, na administração do dinheiro, na sociedade em que vivemos, na profissão que exercemos, que Teu nome seja santificado através de nossas vidas.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
Este blog foi feito para você que deseja semear a boa semente. Espero através dele proporcionar a você ferramentas que o ajude a pregar a Palavra de Deus. Neste site você encontrará vídeos (diversos fins), imagens bíblicas, mapas bíblicos, mensagens em forma de estudos, apostilas de cunho teológico e muitos mais para que você possa investir em seu ministério e conduzir vidas a Cristo.
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