TRADUTOR

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

JUDAÍSMO 2 - CULTURA JUDAICA: ALGUMAS CHAVES PARA COMPREENDE-LA



Algumas Chaves para compreende-la

Introdução

            A cultura judaica é extremamente rica e complexa. Entende-la nos seus mínimos detalhes é praticamente impossível. Por isso, procuramos entender apenas alguns aspectos que achamos importantes para criar em nossa mente uma visão mais aberta acerca dessa cultura muito desafiadora.

O judaísmo nasceu com Abrão (um politeísta chamado para ser monoteísta), sistematizou-se na lei de Moisés, sendo a base do cristianismo, e também do islamismo. Se levantarmos o véu da história, podemos ver que o judaísmo influenciou boa parte das culturas do mundo.

Por isso, quando se fala em cultura judaica não é possível restringi-la somente ao estado de Israel, porque ela está difundida no mundo todo. E mesmo assim, difundida, mantem-se firme em suas características.

            Queremos convidar você a descobrir conosco esse fascinante mundo, e entender alguns aspectos dessa cultura tão presente em nossa sociedade globalizada.


A história dos judeus

Em Gênesis 12 Abrão recebe um chamado de Deus para sair de sua terra (Ur dos caldeus)> ele obedece e abandona o politeísmo, mudando-se para Canaã (atual Palestina) isto em torno de 1800 a.C. Os descendentes de Abraão (em Gn 17 seu nome é mudado por Deus) são Ismael (filho com uma escrava de nome Hagar e origem do povo palestinense) e Isaque (origem do povo israelita) Isaque é o pai de Jacó e Esaú. Jacó um dia luta com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel (Gn 32: 22-32). Os doze filhos de Israel dão origem às doze tribos do povo judeu. Em torno de 1700 a.C., os hebreus vão para o Egito fugindo da fome, onde são escravizados por 400 anos. Rebelam-se sob a liderança de Moisés e Arão e libertam-se por volta de 1300 a.C.. eles fogem do Egito e vão ao monte Sinai, onde Moisés recebe as tábuas com os Dez Mandamentos. Por rebelião, ingratidão e murmuração do povo Deus decidiu que peregrinassem no deserto por 40 anos, aguardando a indicação da terra prometida, Canaã.

O rei Davi transforma Jerusalém em centro religioso e seu filho, Salomão, constrói um templo em seu reinado. Depois de Salomão, as tribos dividem-se em dois Reinos, o de Israel, na Samaria, e o de Judá, com capital em Jerusalém. Com a cisão, fortalece-se a crença na vinda do Messias (o enviado de Deus para restaurar a unidade do povo judeu e a soberania divina sobre o mundo), que persiste até hoje. O Reino de Israel é devastado em 721 a.C. pelos assírios. Em 586 a.C., o imperador babilônico Nabucodonosor II invade o Reino de Judá, destrói o Templo de Jerusalém e deporta a maioria dos habitantes para a Babilônia, iniciando a diáspora judaica.

Os judeus começam a voltar à Palestina em 539 a.C, onde reconstroem o templo e vivem breves períodos de independência, interrompidos por invasões estrangeiras. No ano 6, a região torna-se província de Roma. Em 70, os romanos invadem Jerusalém e arruínam o segundo templo. Em 135, a cidade é destruída, iniciando o segundo momento da diáspora. Apesar de espalhados por todos os continentes, os judeus mantêm a unidade cultural e religiosa. A dispersão só termina em 1948, com a criação do Estado de Israel.

Livros sagrados

O texto da Bíblia judaica é fixado no final do século I. Divide-se em três livros: Torá, a escritura sagrada, Os Profetas (Neviim) e Os Escritos (Ketuvim). Os judeus acreditam que a Torá, ou Pentateuco, foi revelada pelo próprio Deus. Ela reúne os livros Gênesis, o Êxodo, o Levítico, os Números e o Deuteronômio. A Torá e Os Profetas são escritos antes do exílio na Babilônia; os textos de Os Escritos, depois. No início da Era Cristã, as tradições orais são registradas no Talmude, dividido em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

Símbolos e rituais

Os serviços religiosos judaicos são realizados nos templos, chamados sinagogas, e conduzidos por um rabino, sacerdote habilitado a comentar textos sagrados. O símbolo do judaísmo é o menorá, candelabro sagrado com sete braços. Entre suas práticas estão a circuncisão dos meninos, aos 8 dias de vida, e a iniciação na vida adulta: Bar Mitzvah para os meninos (aos 13 anos) e o Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos). Quando reza, um homem judeu habitualmente cobre a cabeça com a kippa, peça semelhante a uma pequena touca, em sinal de respeito a Deus. O templo, chamado Sinagoga, é o principal ponto de encontro da comunidade e abriga sempre uma Arca, armário em que são guardados os pergaminhos sagrados da Torá usados nas cerimônias.

Festas religiosas

Elas são definidas por um calendário lunisolar e, por isso, têm datas móveis. As principais são Purim, Pessach, Shavuót, Rosh Hashaná, Yom Kipur, Sucót, Chanucá e Simchat Torá. No Purim comemora-se a salvação de um massacre planejado pelo rei persa Assucro. A Páscoa (Pessach) celebra a libertação da escravidão egípcia, em 1300 a.C. Shavuót homenageia a revelação da Torá ao povo de Israel, em aproximadamente 1300 a.C. Rosh Hashaná é o Ano-Novo dos judeus. A partir de Rosh Hashaná, começam os Dias Temerosos, em que se faz um balanço do ano terminado. Eles culminam no Yom Kipur, dia do perdão, quando os judeus jejuam 25 horas para purificar o espírito. Sucót rememora a peregrinação pelo deserto, após a saída do Egito. Chanucá homenageia a vitória contra o domínio assírio e a restauração do Templo de Jerusalém, no século V a.C. O Simchat Torá comemora a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

Fonte: Almanaque Abril 2002


MURO DAS LAMENTAÇÕES

  • Um dos locais mais importantes para o povo judeu
  • O Muro das Lamentações (ou Muro Ocidental), em Jerusalém, é a única parede que restou do Templo de Herodes, construído no século II a.C. e destruído pelos romanos em 70 d.C.
  • Mede 50 metros de comprimento por 20 metros de altura.
·        Constitui um local sagrado, de oração e peregrinação do povo judeu, que, diante do muro, chora por sua destruição e intercede Deus pela restauração do templo.
  • Além da questão religiosa, o muro possui valor histórico e antropológico.



DOMO DA ROCHA

·        Primeira obra-prima da arquitetura muçulmana, o Domo da Rocha é edificado em 691 para marcar o local de onde o profeta Maomé fez sua jornada para o céu, de acordo com a tradição islâmica.
·        O teto é todo de ouro.
  • Isaías 2:2; Miquéias 4:1
  • Russel Shedd admite que o templo do Senhor que será estabelecido, localiza-se no cume do Monte Moriá, em Jerusalém.
  • Este era o lugar do antigo templo de Salomão, onde, segundo a tradição judaica será reconstruído o novo templo.




SABBATH

  • Dia destinado como memorial de todas as obras criadas por Deus.
  • Dia reservado para descanso, culto, adoração e comunhão com Deus
  • Dia mais importante para o judeu
  • Os homens vão à sinagoga orar

Como os homens iam orar? Com uma veste específica!

  • Desde os tempos de Moisés, passando por Jesus e até hoje os judeus ortodoxos usam este manto quadrado, que pode ter ou não um buraco no meio.
  • Eles usam por baixo da roupa, mas a franja (tzitziot) tem que aparecer.
  • Essa franja simbolizava submissão, humildade do homem que a usava.
  • Números 15: 37
      • 613 nós
      • 248 leis negativas
      • 365 leis positivas

  • Único cordão azul
      • Na época de Jesus, se tinha que matar 12.000 caracóis (múrices - murex) para se obter 5 ml de tingente azul
      • Por isso, o azul e as cores derivadas como a púrpura eram consideradas cores reais, porque somente o rei tinha dinheiro para comprar.
      • Lígia, por exemplo, era vendedora de púrpura. Paulo tinha talvez a mulher mais rica de todo império romano financiando seu ministério
      • 1 kg de tecido azul no tempo de Jesus – $ 100.000
      • Porque Deus ordenou colocar um fio azul no meio da franja?
        • Porque todo ser humano é criado á imagem do Senhor do Universo, todos são dignos de estar na presença Dele, de andar com a cabeça erguida, digno de respeito, de honra.
        • E Deus queria que nem o mais pobre esquecesse que ele, ao final das contas, era filho do Deus vivo.
  • Então os homens ao sábado iam à sinagoga orar.
  • Os homens casados usavam o debaixo e mais esse por cima
  • Os homens solteiros podiam orar só com o debaixo
  • O homem casado deveria cobrir a cabeça para tabernacular com Deus, porque Deus sempre se revelou ao povo no deserto embaixo de um tabernáculo, de uma tenda.
  • Porque sendo casado, o homem tinha mais autoridade, mas para exercitar autoridade, deveria estar submisso à Autoridade.
  • Então o homem casado tem que mostrar mais submissão a Deus que o homem solteiro, por isso ele cobre a cabeça.


  • Mateus 23: 5
      • Jesus fala contra os fariseus, que ensinavam uma coisa e viviam outra.

      • Fariseus alongavam os filactérios (caixa de madeira ou de couro, que era atada no braço ou na testa, que continham versículos escritos). Porque Deus havia ordenado que eles escrevessem na testa esses versículos.
      • E os fariseus alongavam as franjas (Jesus não condena as franjas, mas o historiador Flávio Josefo fala de fariseus que tinham franjas de até 12 metros de comprimento
).
§     Ao invés de ser um
símbolo de submissão, de humildade, se tornou um símbolo de orgulho, de autoridade (quanto mais comprida, maior a submissão, maior a autoridade).
      • Eles criam que o homem submisso à autoridade de Deus, possuía a autoridade divina.

  • 1 Samuel 24
      • No tempo do rei Saul simbolizava a autoridade do homem que a usava.
      • Por isso quando Saul foi à caverna “aliviar” o ventre (cobrir os pés), Davi cortou o tziortz (duas franjas), portanto, ele tinha a “autoridade” do rei em suas mãos.
      • Os homens de Davi disseram: “mate ele, Davi! Foi o Senhor que o entregou nas suas mãos!” Mas Davi saiu e se prostou: “rei, você diz que eu quero te matar, mas olha, eu podia e não fiz!”
      • Quando Davi levantou as franjas, Saul tremeu! Porque ele podia marchar para Jerusalém e tomar o trono porque todo o povo judeu iria saber que aquele era um sinal profético de que Davi tinha a autoridade do rei em suas mãos.
      • “Mas eu te devolvo, oh rei!”


  • Rute 3:4
      • Rute deitou debaixou das vestes (tiziot)
      • Debaixo da autoridade de Boaz
      • Quando Boaz viu aquilo: “mulher submissa? Não posso deixar escapar!” e foi lá, comprou o direito do seu parente de se casar com Rute.

  • Essa franja representava a palavra de Deus (613 leis). Para nós é como se andássemos com a Bíblia pendurada no pescoço.
  • O judeu em obediência a Deus, por onde quer que ele vai, ele está com esse cordão dependurado, então todo mundo sabe que ele obedece ao Deus vivo. Ele não tem como ignorar isso, se tornar um pecador anônimo.


  • Aquela mulher com o fluxo de sangue em Marcos 5, ela tocou onde? Na autoridade de Jesus, na franja (tzir), mas é mais que isso.
  • O texto de Malaquias 4:2 diz que nascerá o sol da justiça, trazendo curas (salvação) nas suas asas; (no hebraico: kafna da mesma raiz da palavra franja).
  • Promessa messiânica de que quando o Messias viesse ele traria cura e salvação na franja (em suas asas).
  • Aquela mulher não agiu apenas com fé, mas em cima da promessa da Palavra de Deus.
  • Ela agarrou na autoridade do Messias, nas asas do Messias, onde a palavra dizia que ele viria com cura nas suas asas.
  • Jesus fala o que? “A tua fé te salvou”. Não foi o manto de oração.
  • Mas a história não para aí.
  • 1 das 613 leis (Nm. 19:11) dizia que se um judeu tocasse em um morto ele se tornaria impuro por sete dias. Ele tinha que sair da cidade, passar por purificação antes de voltar a ter comunhão com  outros, não podia ir ao templo orar, não podia ler a palavra.
  • Onde Jesus estava indo quando a mulher o interrompeu? À casa da Jairo.
  • Depois que a mulher tocou em Jesus e a história toda, um mensageiro chega e diz o quê? “Jairo, tua filha morreu!”
  • Os judeus tomaram essa lei de não tocar em um morto e transformaram em “não entrarás em cemitério”, “e nem na casa onde há um morto.”
  • Jesus nem podia entrar na casa de Jairo ou ele estaria quebrando a lei. Ele estaria desqualificado a pregar ou ir ao templo por 7 dias.
  • Hebreus diz que ele não quebrou nenhuma das leis – ele era sem pecado.
  • Portanto para ele ressuscitar a filha de Jairo, ele entraria na casa e se tornaria impuro.
  • O que a lei dizia? Que se um homem tocar em uma mulher que está sangrando, da mesma forma ele se torna impuro.
  • O judeu ortodoxo não toca em nenhuma mulher que não seja sua esposa, e mesmo assim quando ela não está naquele “período do mês”, para não perder o direito de estar diante de Deus.
  • Mas o que acontece com o Senhor Jesus? Uma mulher com hemorragia toca nele, e ele faz questão de perguntar: “quem me tocou?”
  • Porque? Ele não sabia? É claro que sabia, mas ele queria mostrar a todos que ele havia se tornado impuro, segundo a lei, não porque ele próprio quisesse, mas porque alguém lhe tocou.
  • Segunda a lei, Jesus estava impuro.
  • Aquela mulher não só foi curada, mas preparou Jesus para o próximo milagre.
  • Agora ele podia entrar na casa de Jairo. Ele estava impuro, mas não por culpa própria, ele não quebrou a lei.
  • Ele entra no quarto da criança e o que ele diz? “Talita cumi!
  • Sabe como se chama em hebraico esse manto de oração? TALIT.
  • Sabe como se diz “menina sob o talit”? “Talitaá
  • O que algumas tradições dizem é que Jesus para não criar caso com a lei, joga sobre a menina o seu talit e manda que a menina sob o talit levante: “Talitaá cumi!


CULTURA JUDAICA

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Translate

NOTÍCIAS