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By Ferramentas Blog

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

MINISTÉRIO PASTORAL 1 - NO MUNDO TEREIS PASTORAS...

NO MUNDO TEREIS PASTORAS...TENDE BOM ANIMO!


* Rev. Ashbell Simonton Rédua
asredua@yahoo.com.br

A questão se mulheres podem ser ou não pastoras, tem sido alvo de debates entre protestantes, principalmente na América Latina e em especial no Brasil, nas últimas décadas.
A questão tem polarizado a liderança que terminam por dividir as igrejas não somente aqui, mas nos Estados Unidos e também na Europa.
         Com relação a Igreja Evangélica Brasileira (aqui inclui os Protestantes Reformados, os Pentecostais e Neo-Pentecostais) desenvolvem-se duas posições com relação a questão: a primeira posição são os igualitaristas cuja afirmação está na no princípio da criação em que Deus originalmente criou o homem e a mulher iguais (diferentes do ponto de vista sexual, porém iguais do ponto de vista social).  Neste contexto da criação entende-se os igualitaristas que a subordinação feminina foi parte do castigo divino por causa da queda, isto é as conseqüências da queda reflete na questão social e cultural. Ainda afirmam os igualitaristas que em Jesus Cristo, esses reflexos, que são conseqüências da queda, é removido, assim conclui-se que através do Cristianismo as mulheres têm os mesmos direitos dos homens em ocupar determinados cargos eclesiásticos que outrora é ocupado apenas pólo homem, neste caso a ordenação ministerial.
         A segunda posição são os diferencialistas, que também partindo do princípio da criação, porém antes da queda (assim a queda é o marco divisório destas posições), Deus estabeleceu funções específicas e distintamente diferentes tanto para o homem como para a mulher. E a base para entender esta posição está em Gênesis capítulo dois, versículo  vinte e quatro “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.”, neste caso “apegar-se-“ (unir-se), dá a idéia de completar. Isto quer dizer que o homem foi criado diferente da mulher em suas funções e características, e que essas diferenças de funções não tem implicação na diferença de valores em relação a eles, mas que a diferença de funcionalidade é distinta em cada um deles. O Apostolo Paulo afirma categoricamente que “o homem é a coroa da criação e a mulher é a coroa do homem”.


As raízes do Movimento de Ordenação Feminina
         Nos anos 60 o Movimento feminista Mundial atingiram também as feministas cristãs que  se colocaram num plano paralelo ao estabelecido pelas feministas do Movimento Feminista Mundial. O Dr. Augustus Nicodemus afirma que “Elas, junto com suas contra partes, buscaram anular a diferenciação de papéis de homem/mulher. O tema dominante foi a necessidade da mulher definir-se a si mesma. As feministas criam que às mulheres se deveria permitir fazer tudo o que o homem pode fazer, da mesma maneira e com o mesmo status reconhecido que é oferecido ao homem. Isto, segundo elas criam, constituía a verdadeira igualdade.” (1)
O movimento feminista cristã igualitaristas,  se dão conta hoje de que o universalismo é um mito, pois ele tolerou, na verdade, a exclusão das mulheres na vida eclesiástica e pública  As feministas diferencialistas reivindicam, segundo as igualitaristas, o que lhes é imposto.  Nesta perspectivas o movimento de ordenação feminina é mais um movimente desconstrucionistas em busca do feminino reprimido que podem finalmente passar sem mulheres reais, porque o retorno do reprimido se manifesta também, se não mais, nos homens. As feministas da diferencialistas estavam sem dúvida mais à vontade, visto que podiam reivindicar a paridade em nome dessa própria diferença, em nome de um "nós, mulheres", capaz de renovar a aproximação do ofício pastoral. Essas "diferencialistas" também se dividem em duas correntes: as que falam de dois sexos radicalmente diferentes; as que falam de dois gêneros produzidos pela cultura e pela história. A prática produz diferença, uma diferença que as mulheres podem introduzir no campo religioso, não porque elas são mulheres, mas porque elas existem como mulheres.
Uma palavra que pode expressar esta questão também no protestantismo brasileiro é “unisex”, Assim sendo, a idéia de que tudo pode ser unisex invadiu as sociedades e famílias, desconstruindo o princípio da criação do homem e da mulher trouxe-nos o resultado de que o ministério pastoral é unisex também.


A Ordenação Feminina e o Concílio Mundial de Igrejas


A atenção sobre os papéis do homem e da mulher dentro da Igreja se tornou mais intenso na medida em que o movimento feminista foi ganhando força. Em 1961 o Concílio Mundial de Igrejas distribuiu um panfleto intitulado Quanto à Ordenação de Mulheres, chamando as igrejas afiliadas para um “re-exame de suas tradições cristãs”.  Várias denominações começaram a aceitar que o cristianismo havia incorporado em seus valores uma atitude patriarcal dominante da cultura de suas origens. Muitos católicos, metodistas, batistas, episcopais, presbiterianos, congregacionais e luteranos concordaram: a mulher na Igreja precisa libertação. Com esta conclusão em mente, de que a mulher precisava de libertação dentro da Igreja, estabeleceu-se um curso de ação que tinha como alvo abrir as avenidas para o ministério ordenado das mulheres tanto quanto para os homens.

A Teologia da Minoria e a Ordenação Feminina

SOCIEDADE DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO (SOTER), articulado com o Congresso 2001  e em antecedência imediata, o “espaço Mulher” organiza um seminário de dois dias com temas de Teologia Feminista e Relações de Gênero, de fato ocorreu  nos dias  14 e 15 de julho 2001, na casa São José, Belo Horizonte.  Define-se a Teologia feminista como uma teologia da minoria, se e quisermos utilizar a categoria de “teologia do genitivo” para dar uma primeira definição da teologia feminista, será preciso dizer que ela é, ao contrário da teologia da mulher, uma teologia do genitivo subjetivo, isto é, uma teologia de mulheres que é feita pelas mulheres: “Pela primeira vez, concretamente, as mulheres se tornaram sujeito da própria experiência de fé, da sua formulação e da relativa reflexão, e por isso, sujeito do fazer teologia”, e, somente na dependência deste novo fato cultural e eclesial, a teologia feminista é também uma teologia do genitivo objetivo: mulheres cristãs refletem sobre sua experiência humana e cristã, e experimentam criticamente sua experiência. Desse modo a teologia feminista introduz no círculo hemenêutico — o círculo que liga a experiência do passado fixada nos textos da Bíblia e da tradição à experiência atual da mulher — a outra metade da humanidade e da Igreja, enriquecendo a experiência de fé, a sua formulação e as suas expressões. A teologia feminista é a teologia de mulheres cristãs que tem a coragem de “fazer viagem rumo à liberdade”; ela não quer ser unilateral, mas reagir com eficácia à unilateralidade da teologia dominante e prática eclesial, e se apresenta como uma contribuição “à dimensão incompleta da teologia”, em vista de uma autêntica “teologia da integralidade”
Pensar assim, é pensar igualitaristicamente, projetando a mulher para um andar incoerente com os princípios da criação, novamente entramos no campo da desconstrução.

A Função Pastoral Feminina a luz da Bíblia
Todos serão usados para o crescimento do reino do Messias, que jamais terá fim. Como não ter pastores e pastoras, que sejam autorizados por Deus e pela igreja, se esta é a maior necessidade atual do ser humano - ser pastoreado? O(a) pastor(a) é aquele(a) que orienta, cuida, alimenta, conforta, exorta, disciplina, ama, guia. Com bases nestes pontos do ofício pastoral, podemos entender que o que mais a humanidade carece é de pastores que a apascente com inteligência e sabedoria vindas do trono de Deus.
Paulo aborda um dos temas mais polêmicos da atualidade, que é o ministério da mulher na igreja. Temos de lembrar que esta carta foi escrita numa época e contexto cultural muito especiais e diferentes do que vivemos hoje em dia. Diz o Apóstolo que a submissão da mulher é pregada nas Escrituras, dentre outras coisas, porque “primeiro foi formado Adão e depois Eva, e Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (2:13,14). Temos que salientar que os argumentos Paulinos, que têm servido para que se abafe a atividade de mulheres em muitas igrejas, devem ser compreendidos com muito cuidado interpretativo. O que Paulo destaca nesta carta é o sublime papel de mãe que só a mulher exerce.  Através da maternidade a mulher realiza dois propósitos saneadores da vida: Ela tanto contrabalança o argumento da criação (o homem foi criado primeiro) quanto o argumento da queda (a mulher foi enganada primeiro). Em sua primeira carta aos Coríntios o Apóstolo Paulo ensina que assim como a mulher foi criada do homem, também o homem nasce da mulher, de modo que, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem independente da mulher (I Cor. 11:11,12). Isso equilibra o argumento da criação, pois se existe uma hierarquia masculina, dita natural, pelo fato de a mulher ter sido criada em segundo lugar, existe também uma hierarquia feminina natural, pelo fato de a mulher ter sido criada para dar a luz.  Também afirma que as mulheres são instrumentos de redenção, de modo que, caso andem em dignidade de vida, poderão ensinar, salvas da sua limitação circunstancial, ministerial, cultural e histórica.  A hierarquia que a Palavra demonstra não é entre o homem (genérico) e a mulher (genérico), mas entre MARIDO e ESPOSA. A Bíblia não ensina que o homem (genérico) é o cabeça da mulher (genérico), mas que o marido é o cabeça da esposa. A ele cabe o governo da família. Fica estabelecido, portanto, que as relações entre homens e mulheres são de igualdade (ambos criados à imago Dei), diversidade (essencialmente diferentes), e mutualidade (cooperação funcional). Assim, ambos são “um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28). O que permanece também para as mulheres é a exigência de maturidade cristã, caráter e humildade. Estes são pré-requisitos imprescindíveis ao trabalho Cristão. Fica claro nas palavras de Paulo que estes ministérios devem ser desempenhados apenas pelas mulheres que se submetem às lideranças estabelecidas. Elas podem pregar, ministrar, exortar, profetizar, etc. Não há para elas função de governo (ser pastor, presbíteros), mas de ministração sim. O Novo Testamento oferece base suficiente para que as mulheres tenham acesso a muitas dimensões do ministério cristão.  Portanto, elas não participam do governo, mas com toda a liberdade do ministério e do serviço cristãos. Igrejas maduras dão oportunidade às mulheres. Cada comunidade cristã deve decidir, de acordo com o seu contexto, qual a abrangência desta participação, sempre visando a expansão do Reino de Deus, a edificação da Igreja e a glória do Senhor.

Algumas considerações:
1.    A questão da inferência hermenêutica na interpretação teológica – a inferência é um processo pelo qual se chaga a uma proposição, afirmada na base de uma ou outras mais proposições aceitas como ponto de partida do processo. Segundo Carvalhaes: “Toda inferência teológica é marcada pelos contornos e determinações culturais, ao mesmo tempo que a teologia tem a força de um agente cultural a marcar, ampliar ou reduzir as fornteiras da cultura” (2).
Há três tipos de inferência: dedução, indução e abdução. penso que eles oferecem uma explicação básica de como o processo da Hermaneutica Feminina foi trabalhado. A centralidade das formas de inferência nas análises da ordenação feminina é uma hipótese maior que eu posso tentar justificar, ou até tentar explicar completamente aqui. Mas a ofereço para contrariar a tendência de isolar as formas de inferência como sendo de interesse puramente “lógico-teológico” de um grupo em detrimento de outro. Nesse processo são construída uma base para afirmar a ordenação feminina que é desprovida de qualquer conhecimento hermeutico-histórico-teológico, tais como:
Dedução e Indução baseados no avanço da civilização, na modernização dos tempos, no progresso humano, na crescente participação da mulher em outras áreas da sociedade;
Dedução e Indução baseados na introdução uma igualdade na Igreja independente do sexo. “E argumentam que não pode haver qualquer distinção quanto ao serviço a Deus baseada em sexo, já que as mulheres receberam o mesmo Espírito (e certamente, os mesmos dons) que os homens, o qual foi dado para capacitar a Igreja ao serviço. A argumentação prossegue mostrando que na igreja apostólica as mulheres oravam, profetizavam (cf. At 21.9, as quatro filhas de Felipe que eram profetizas), falavam em línguas, serviam (Rm 16.1, Febe), evangelizavam, tanto quanto os homens. Algumas tinham igrejas reunidas em suas casas (At 12.12). Priscila, por exemplo, chegou a ensinar a Apolo o caminho de Deus com mais exatidão (At 18.26). Pentecostes argumentam, é a abolição das distinções de gênero na Igreja, pois ao dar às mulheres o mesmo Espírito que aos homens, Deus mostrou que elas devem ser admitidas aos mesmos níveis de serviço que eles.” (3)
Indução e Dedução dos princípios da criação do homem e da mulher;
Entendemos que nem sempre podemos aplicar o mesmo princípio hermenêutico de um texto Sagrado em outro com base na indução, dedução e abdução, incorreríamos em erro hermenêutico gravíssimo.

2.  A questão da tradução, intrepretação e translileração dos termos gregos para a nossa língua.
a. Presbíteros – “Base do governo eclesiástica de acordo com os ensinamentos do Novo Testamentário e sua instituição estão relacionados ao presbítero.  Presbítero, termo derivado do grego presbítero, e significa literalmente "homem mais velho" ou "ancião". Em sentido religioso, era originalmente um líder de uma igreja (comunidade) cristã local. (Atos 20:17, 28; I Pedro 5:1-3; Tito 1:5-7). É a qualificação religiosa reconhecida a um cristão dirigente de uma igreja local e episkopos (bispos) ao cargo que exerce.
No caso da Igreja Presbiteriana do Brasil designa os dirigentes e líderes da Igreja, pois esta é governada por um presbitério e não por uma hieraquia epsicopal. Na Igreja Presbiteriana o Pastor é um Presbítero (presbítero docente). Os presbíteros eram escolhidos através de eleição na Igreja local depois de orações e jejuns. (ler: Atos 14:23). É uma função de muita responsabilidade, pois é através dos presbíteros que a Igreja tem a sua administração e governo, temos um exemplo claro na ocasião em que Paulo e Barnabé estavam para resolver uma séria questão sobre a circuncisão em que o assunto foi levado ao conhecimento dos apóstolos e presbíteros. Até mesmo para oração de enfermos os presbíteros são os responsáveis pela oração e unção (Tg 5:14).  Por ser uma função de governo e administração na Igreja, os presbíteros devem ser homens que preencham requisitos alinhados com os mandamentos divinos deixados nas Escrituras Sagradas (1Tm 3: 2 a 7 ). (4).
b. Pastor – “é o ministro religioso ordenação ou consagração, dependendo da denominação. De acordo com o Apóstolo Paulo, uma igreja local poderia ser dirigida por uma equipe de pastores (Atos, 20.28; Filipenses 1.1). Dependendo do ramo da igreja, a função do pastor é desempenhada pelo presbítero ou bispo. Há situações no Novo Testamento onde esses termos parecem ser sinônimos (Atos 20.17,28; I Timóteo 3.1,5; e Tito 1.5,7). é dever do pastor dirigir a igreja local e cuidar de suas necessidades espirituais. Em Atos 20.28-31, estão discriminadas algumas atribuições específicas do pastor, tais como: apascentar a igreja, refutar heresias doutrinárias e exercer vigilância contra pretensos opositores. A figura do pastor é primordial para que a igreja alcance seus propósitos, devendo o mesmo ter como modelo o próprio Jesus Cristo (figura humna masculina), qualificado como "o bom pastor" (João 10.11,14; I Pedro 2.25; 5.2-4). a função dos pastores numa Igreja é auxiliar no apascentamento (cuidado), de acordo com o dom de pastorear (Efésios 4:11),para que haja o aperfeiçoamento dos membros (cristãos) do Corpo de Cristo que é a Igreja (Efésios 1: 22 e 23).”(5).
         Como podemos observar nestas considerações, nas quais julgo importantíssimas para resolver a questão, o governo da Igreja está nas mãos dos presbíteros. Presbíteros tem a função de governar, não diáconos, mas presbíteros. Há dois tipos de presbíteros, o docente e o regente. O Presbítero docente é o que ensina, tem o dom pastoral, e assim são designados pastores. (pregadores ou ministros da Palavra), comissionados para pregar o Evangelho, administrar os sacramentos e governar ( I Tm 5:17). Presbítero regentes ou presbíteros propriamente ditos, cujo ofício consiste em auxiliar no governo.
         O presbítero docente e o regente tem a mesma categoria e constituem o mesmo ofício. A diferença está no fato que o Pastor, ainda que seja um presbítero, é chamado para ensinar e governar, ao passo que o presbítero regente é chamado apenas para governar.
         Nos concílios, os presbíteros regentes tem a mesma autoridade que os ministros, porque nos concílios a função é de governo e, no governo, o presbítero regente é igual ao pastor. Os presbíteros regentes são representantes do povo, exercendo com os pastores o governo, a disciplina e a superintendência nas igrejas.
         O fato de haver presbíteros regentes tem a sua base no governo do povo de Deus no Antigo Testamento e na Sinagoga (Dt 27:1; Esd 10:8; Ex. 3:18; Jz 1:5-11 e II Cr 19:5-7).
         O Apóstolo Paulo ordenou anciãos em diversas igrejas, na sua primeira viagem missionária (Atos 14:22). De Tiago 5:14 e I Pe 5:1 se conclui que outras igrejas tinham os seus anciãos e presbíteros. No ano 44 da era cristã, já havia anciãos na Igreja de Jerusalém. Em Atos 15:2, 4, 6, 22 e 23; 16:4 e 21:18, vemos que os presbíteros se associavam com os apóstolos no governo da Igreja.

3. Erros de inferência hermêutica e a tradução histórica-gramatical na questão da ordenação pastoral
Dos vários princípios que poderíamos relacionar, apenas quero expor dois:
a. Princípio de anterioridade – Configura um verdadeiro sistema composto teológicos de elementos integradores, orientados segundo determinados princípios que fornecem as vigas mestras de todo o seu conjunto hermenêutico-sistemático. Esse conjunto, como já convencionado doutrinariamente, pode ser comparado a uma pirâmide, onde as normas teológicas que se encontram em patamares superiores servem de fundamento de validade às normas que se encontram nos níveis inferiores. Isto é, estas não podem ir de encontro aos mandamentos daquelas, consistindo tal assertativa em verdadeira cadeia hierárquica, que não pode ser quebrada, sob pena de nulidade (lato sensu). Quando ordeno uma mulher a exercer o governo eclesiástico da igreja (Presbíteras ou pastoras), eu quebro este princípio.
O fundamento de validade maior desse sistema, que se encontra no topo da pirâmide teológica, é a Escritura Sagrada, definida como a fonte de normas e princípios teológicos e os Concílios da Igreja (história da teologia) que organizam a estrutura teológica-sistemática. Em dois mil anos de História Teológica da Igreja entendeu-se que o governo eclesiástica é uma função destinado eclusivamente ao homem e não a mulher. Será que erramos por dois mil anos?

b. Princípio da relação de causalidade –Não há uma relação de causalidade entre os ensinos das Escrituras Sagradas com o princípio de ordenação feminina (igualitaristas). O resultado é uma combinação de igualdade de oportunidades com monitoramento de resultados, na medida em que um sub-conjunto dos resultados possíveis é excluído, qual seja, o conjunto de distribuições onde as vantagens para os mais favorecidos (Teologia da Minoria) venham desacompanhadas de vantagens para os menos favorecidos (Teologia da Libertação). Esta dificuldade pode ser mitigada uma vez que a prioridade aos menos favorecidos seja compreendida (ordenação feminina) como uma instância do (menos visado distributivamente) princípio da eficiência (mulheres são mais  eficientes do que os homens). Dada esta definição, pode-se enunciar que não há uma relação de causalidade entre eventos sem que nada mais seja dito, pois as relações causais são relações extensionais entre tais eventos (princípios adotados pela Igreja Primitiva devem ser os mesmos princípios adotados pela igreja na atualidade), princípios e não modelos (pragmatismo).

Soli Deo Glória!

Rev. Ashbell Simonton Rédua
 Pastor da Igreja Presbiteriana do Sinai
 Niterói – RJ

NOTAS:
(1)      Nicodemus, Augustus - Série Cadernos Bíblicos - Volume 1 - Pastoras, Presbíteras e Diaconisas: Uma Perspectiva Bíblica - Primeira Igreja Presbiteriana do Recife - Recife, Julho de 2002;
(2)      Carvalhaes, Cláudio – Toda teologia é cultural – Um início de discussão, Teologia Brasileira,          http://www.teologiabrasileira.com.br/Materia.asp?MateriaID=214, 03.12.2005
(3)      Neto, Afonso Martins – Ordenação Pastoral – O que a Bíblia tem a dizer, http://www.cacp.org.br/pastora.htm
(4)      Presbítero - http://pt.wikipedia.org/wiki/Presbitero
(5)      Pastor - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pastor

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