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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PÁSCOA 4 - O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA

O VERDADEIRO SIGNIFICADO DA PÁSCOA


A páscoa é uma das mais significativas festas do calendário cristão, no entanto seu significado tem sido negado ao povo, pela mídia, pela propaganda, como se fosse apenas uma data comercial, em que se presenteia as crianças com ovos de chocolate.
Na proximidade da páscoa oferecemos este artigo, baseado nos textos da Bíblia, buscando contribuir para conscientização do verdadeiro sentido da páscoa.


A Páscoa para o Judeu (AT)

Pouco antes do êxodo do povo de Israel, deixar o cativeiro no Egito, foi instituída a celebração da Páscoa, no hebraico pesah – vocábulo que quer dizer "passar por cima", incluindo a idéia de "poupar e proteger".
Moisés, segundo a inspiração dada por Deus, recomendou que no dia 14 do mês de Abibe[1], todas as famílias matassem um carneiro ou cabrito[2], e pintassem com seu sangue os umbrais de suas portas. Naquela noite familiares e vizinhos, em número de 10, comeriam o cordeiro assado no fogo, com pães asmos e ervas amargas. Toda porta marcada com o sangue do cordeiro iria ser poupada da décima praga, quando o anjo destruidor iria ferir todos os primogênitos do Egito (Êx 12). Desde então, e até os dias de hoje, os israelitas celebram esses solene memorial, relembrando desta forma como Deus os libertará das mãos dos egípcios.
À partir do dia 14 do mês de Abibe, as famílias reúnem-se para tomar uma refeição diferente: "Sete dias comereis pães asmos – sem fermento – até à tarde do dia 21". Quando vossos filhos vos perguntar: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da páscoa do Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas (Êx 12:26-27).
O cordeiro servia para recordação do sacrifício; o pão sem fermento simboliza a pressa que houve naquela noite inesquecível no Egito, da pureza; e as ervas amargas lembravam a servidão no Egito.

Em Cristo Jesus uma Nova Aliança

Com a vinda de Jesus, sua morte na cruz e gloriosa Ressurreição, conforme o NT, o caráter da Páscoa ganha um novo significado.
Paulo escreve à Igreja de Corinto: "Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento. Pois também Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado. Por isso celebramos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia; e sim, com os asmos da sinceridade e da verdade" (1 Co 5:7-8).
Na mesma carta Paulo, define o significado da páscoa cristã: "Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
e tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é meu corpo, que é dado por vós, fazei isto em memória de mim.
Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha" (1 Co 11:23-34).
As palavras seguintes são, "que é dado (partido) por vós", a ênfase é a obra vicária de Cristo. O que aconteceu com o corpo foi por nós. Houve um propósito em seu sofrimento, e esse propósito estava dirigido para o seu povo.
Fazei isto é presente continuo: "Continuai fazendo isto"; não devemos passar por alto a significação da pratica regular da igreja desde os seus primeiros tempos (At 2:42).
Memória é anamnesis, que significa a atividade de chamar à memória. Partindo e recebendo o pão, evocamos os sofrimentos de Cristo por nós.
De mim é enfático (emen, não mou). Salienta a natureza Cristocêntrica do oficio.
Nova aliança no meu sangue – Jesus está dizendo, pois, que o derramamento do Seu sangue é o meio de estabelecer a nova aliança (Jr 31:31). Propicia perdão de pecados (Mt 26:28 conforme a profecia de Jr 31:34; Ez 36:25; Is 53:11 ), e abre o caminho para a atividade do Espírito Santo no coração do crente (Ez 36:26-27). Todo o sistema judaico é substituído pelo cristão, e tudo se centraliza na morte do Senhor, que estabelece a nova aliança. O lugar do Senhor é absolutamente central.
Paulo buscou sintetizar a mensagem de Jesus Cristo, registrada no capitulo 6 do Evangelho de João, escrito nas primeiras décadas depois da morte e ressurreição de Jesus: "Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai; também quem de mim se alimenta por mim viverá" (Jo 6:56-57). Neste texto Jesus fala da união da fé que estabelece uma presença de um no outro, uma "co-inerência", de Jesus e seu povo. Tentar tomar suas palavras em sentido literal, sem procurar penetrar em seu significado superficial, é um erro; comer a carne do Filho do homem e beber seu sangue deve ser entendido como uma atitude e uma atividade da esfera espiritual. Comer comida material não pode dar vida espiritual; isto era evidente pelo fato de que os israelita que comeram do maná morreram mesmo assim. Aqui, a distinção entre espírito e carne é tão clara como na conversa com Nicodemos (Jo 3:5-12).
Uma maneira de alimentar-se de Cristo é receber com prazer as suas palavras e obedecê-las; elas são comida espiritual que dá vida.
A Ceia do Senhor ou a Comunhão – é considerada um sacramento da Igreja de Cristo, tanto entre católicos como entre os evangélicos. "O sacramento é um meio de comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, e um meio pelo qual a fé se apropria das bênçãos que fluem de Cristo glorificado, em virtude de Sua morte"[3](Edwards). Diferem na forma e na interpretação: para a Igreja Católica existe a transubstanciação: isto é, a substância – hóstia e vinho – da ceia é transformada na carne e sangue de Cristo. Entre os evangélicos é entendida como consubstanciação: a presença de Cristo no momento da celebração da Ceia do Senhor – já que cada fiel é "templo do Espírito Santo" (Jo 14:17) – o pão continua pão e o vinho, vinho. Entre os católicos a hóstia é oferecida aos leigos e o vinho é exclusivamente do clero. Entre os evangélicos todos comungam do pão e do vinho.

A Santa Ceia é, pois, uma recordação de Cristo e uma comunhão com Ele. A celebração desta ordenança é, portanto o "grande anuncio da morte de Cristo" e um testemunho ao mundo a respeito da devoção dos cristãos ao seu Senhor e da confiança deles na Sua morte como pagamento dos seus pecados. A Santa Ceia também é um momento de alegria, pois ela traz ao cristão a certeza de que Jesus voltará (Mt 26:29; 1 Co 11:26).






                               IMPLICAÇÕES DA PÁSCOA

NO ANTIGO TESTAMENTO
NO NOVO TESTAMENTO
Cordeiro: Ovelha
Cordeiro: Jesus Cristo
1º) Uma Nova Vida – a nova vida é marcada pelo começo de um novo calendário (Êx 12:2).

1º) Uma Nova Vida – O cristão recebe através de Jesus Cristo uma nova vida. Em Cristo o ser humano nasce novamente (Jo 3:3-7)
2º) Uma Nova Liberdade – o Egito representava distintamente "a casa da servidão". Mas no êxodo, Israel partiu para a liberdade (Êx 13:3).
2º) Uma Nova Liberdade – O cristão é libertado da escravidão do pecado para se tornar servos da justiça (Rm 6:15-23).
O Egito é um tipo do "mundo" no sentido de corrupção moral, em sua sabedoria carnal e falsa religião. O Faraó é um tipo de "Satanás" em sua organização sob os princípios de força, ambição e prazer, em sua perseguição ao povo de Deus e em sua destruição pelo juízo divino.
3º) Uma Nova Comunhão – isto foi simbolizado na festa instituída para a páscoa (Êx 12:14).
3º) Uma Nova Comunhão – O cristão se torna filho de Deus e irmão dos demais cristãos em Jesus Cristo (Rm 8:16-17).

           


[1] Posteriormente chamado de Nisã (Abril), o mês no qual amadurecia o cereal e no qual foi celebrada a primeira páscoa. Tornou-se o primeiro mês do calendário judaico, para celebrar o acontecimento
[2] Êx 12:3-5 - Seh "ovelha ou bode" / Dt 16:2-5 – ovelha, v.5 Ben-shanâ "filho de um ano", um animal entre 12 a 24 meses, do sexo masculino, porém não pode ser macho que tenha passado dos dois anos de idade. Êx 12:46 e Nm 9:12 determina que nenhum osso da vitima pascal deveria ser partido (Jo 19:36).
[3] MORRIS, Leon. 1 Corintios introdução e comentário. São Paulo: Série Cultura Bíblica – 1992 pag. 129

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