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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 15 de maio de 2013

FINANÇAS 6 - CASAMENTO E FINANÇAS - 1


CASAMENTO E FINANÇAS - 1
DINHEIRO, AMOR E DEVOÇÃO!

Livro: “Casais inteligente, enriquecem juntos” de Gustavo Cerbasi.

Todos sabemos que o dinheiro (a moeda) foi criado para facilitar a troca de mercadorias entre as pessoas. No inicio o dinheiro (a moeda) era um meio facilitador nas negociações, mas com o tempo se tornou o centro dos desejos de todos os homens. O dinheiro colonizou o mundo dos negócios. Quanto mais dinheiro se tem, mais poder de negociação se tem.
Gustavo Cerbasi diz em seu livro que: “grande parte dos problemas de relacionamentos entre marido e mulher começam no dinheiro – no excesso ou na falta dele”.
Podemos afirmar que o dinheiro não é força primária dos desentendimentos dos casais. Adão e Eva se desentenderam no jardim logo após terem comido do fruto proibido e ambos não possuíam dinheiro algum (Gn 3). Sendo assim percebemos que o pecado é a força primária de todo desentendimento na vida conjugal.
Entretanto o dinheiro tem sido detectado por algumas pesquisas como um dos grandes agentes para o agravamento de uma relação conjugal. O dinheiro não é força primária, mas ele pode trazer a tona todos os problemas existentes na vida de um casal. O dinheiro faz manifestar as crises existentes nos relacionamentos conjugais.
Para alguns a crise vem à tona quando falta dinheiro. As cobranças começam e desta forma se inicia o processo de ataque um ao outro.
Para outros a crise vem quando existe excesso de dinheiro. O excesso de dinheiro abre novas oportunidades, gera visibilidade social e muitos não estão preparados a lidar com essa nova realidade e caem nas mais diversas tentações proporcionadas pelo acumulo de dinheiro.
Por que o dinheiro pode destruir casamentos?


A.     Porque tem o poder de conquistar nossos corações.
O dinheiro tem o poder de conquistar o coração dos seres humanos ao ponto de se tornar o centro de suas vidas.
B.     Porque tem o poder de acentuar a individualidade na vida conjugal.
Uma vez que o dinheiro se torna o centro, o tesouro cobiçado, na vida do ser humano, ele passa a determinar as decisões e prioridades do mesmo. E na busca de se sentir livre para alcançar o que se deseja marido e mulher se individualizam no tratar do dinheiro.
C.     Porque tem o poder de promover mudanças na relação conjugal.
O que aconteceria com seu casamento se você ficasse um ano desempregado? Muitos casamentos que já passaram por essa experiência se acabaram.
O que aconteceria com o seu casamento se o seu cônjuge começasse a ganhar cem mil reais por mês? Muitos casamentos se acabaram diante dessa experiência.
Preste atenção que estamos falando do poder que o dinheiro possui. Não podemos brincar com isso, o dinheiro possuiu um poder avassalador e que precisa ser lidado com seriedade. Vamos analisar as afirmações acima uma a uma para compreendermos o poder que o dinheiro possui para destruir as uniões conjugais.

1 - O dinheiro tem o poder de conquistar nossos corações
O dinheiro tem o poder de conquistar o coração dos cônjuges ao ponto de se tornar o centro de suas vidas, o objeto de amor e desejo.
Quando o dinheiro conquista o coração do homem, ele passa a subjugar o homem, a controlá-lo; quando na verdade o homem é que deveria controlar o dinheiro.
Para entendermos melhor o grande problema de se ter o coração conquistado pelo dinheiro, precisamos nos lembrar da palavra de Jesus em Mt 6.24 – “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas (Mamom)”.
Mamon,  não era o nome de uma divindade e sim um termo de origem hebraica (Matmom) que significa dinheiro, riqueza, ou bens materiais.
Na era pré-cristã, conforme sabemos, eram cultuados muitos deuses e alguns povos cananeus chamavam o deus da riqueza de Mamom.
Jesus neste verso trata às riquezas como um deus. Ele da às riquezas o poder de ser adorado e de se tornar senhor sobre os homens. Portanto não podemos tratar da questão dinheiro, como se fosse apenas algo material, físico, sem maiores implicações espirituais.
Duas coisas podem ocorrer quando se ama o dinheiro;

1.1  – O dinheiro tem o poder de levar as pessoas a adorá-lo
·      Os que têm dinheiro correm o risco de migrarem sua fé em Deus para o dinheiro. As pessoas ricas tendem por sua confiança no dinheiro e naquilo que ele pode comprar ao invés de confiar em Deus em primeiro lugar.
Ex.: Elas confiam sua saúde a um bom plano de saúde e não em Deus. Confiam seu futuro a um bom plano de aposentadoria e não na provisão de Deus.
Obs1.: Não é errado ter um bom plano de saúde e fazer uma poupança.
·      Os que não têm dinheiro correm o risco de construírem suas vidas em busca do dinheiro. Seus sonhos estão totalmente voltados para o que o dinheiro lhes pode oferecer. Priorizam a busca pelos bens materiais, pelo bem estar, e se esquecem de buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça.
Ex.: Passam mais tempo trabalhando do que com a família. Gastam tudo o que ganham para adquirir bens e mais dinheiro, e não desfrutam da vida.
Obs2.: Não é errado trabalhar e comprar bens materiais.

A devoção ao dinheiro, assim como qualquer outra imagem ou objeto de devoção que não seja Deus torna o homem cego, surdo e sem vida (Sl 115.1-8). O dinheiro se torna um ídolo quando o lugar que pertencia a Deus é tomado por ele; quando a confiança que deveria ser direcionada a Deus é desviada ao dinheiro e ao que ele pode oferecer; quando ele se torna a prioridade da vida, o sonho a ser alcançado, o objeto merecedor de todo esforço e dedicação. Quando isto acontece o dinheiro já se tornou um deus.
A consequência da adoração ao dinheiro é que o primeiro mandamento “ame o Senhor teu Deus e todo o seu coração” é quebrado (Mc 12.30).
Aplicação: Pare um pouco neste momento e avalie o lugar que o dinheiro tem ocupado em sua vida. Ele é razão maior que o motiva a trabalhar? Ele é objeto maior de seu desejo? Seus sonhos estão todos baseados na conquista de bens materiais?

1.2 – O dinheiro tem o poder de levar as pessoas a viverem em função dele
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Timóteo 6:10).
Pessoas que se tornaram amantes do dinheiro, seduzidos por seu brilho vivem a sensação de insatisfação eterna... a felicidade esta sempre perto, mas nunca é alcançada.
Quando o homem é seduzido pelo dinheiro se torna capaz de fazer qualquer coisa para obter mais. Ás vezes conscientes, outras vezes inconscientes são capazes de abrir mão da convivência familiar, do abraço da esposa, dos filhos, do sorriso dos amigos, tudo para alcançar mais dinheiro.
·            Os que têm dinheiro passam a ver todos como ameaça aos seus bens. São consumidos pelo medo de perder o que já alcançou, ao mesmo tempo, que são consumidos pelo desejo insaciável de se ter mais. Suas relações são superficiais e são construídas na base do interesse. Não amam as pessoas, pois todas são vistas como ameaça ao seu patrimônio. Ex.: Tio Patinhas.
·            Os que não têm dinheiro constroem relações baseados em interesses pessoais. Desejam ser amigos de famosos para alcançar através deles a fama. Se vendem moralmente e muitas vezes fisicamente para terem dinheiro e o poder que o dinheiro lhes parece oferecer. Não amam as pessoas, mas a riqueza que elas possuem.
Quando o dinheiro ganha o coração do homem e o leva a construir sua vida em torno dele, a consequência é que o homem quebra o segundo mandamento de Deus – “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31).
O dinheiro deve ser usado para manifestação do amor ao próximo e a Deus. Quando amo o próximo, amo a Deus. Quando odeio o próximo, odeio a Deus.
Se Deus deu a mim condições para que eu tenha mais dinheiro, mais eu deveria me dedicar a ajudar os que necessitam, a investir na vida daqueles que não conhecem a Deus.
Não estou dizendo que você não pode usar o dinheiro para adquirir carro, um imóvel, etc. Contudo você precisa colocar um limite de satisfação, caso contrário você nunca viverá satisfeito com o que tem hoje. Nunca será grato por tudo que já conquistou. Sua vida será sempre vivida a partir de si mesmo.
Quando amamos o dinheiro até somos capazes de investir em nossos sonhos que quase sempre está relacionado em algo que nos dê mais dinheiro, mas não somos capazes de investir nos sonhos do nosso cônjuge, dos nossos filhos, dos nossos irmãos e nem nos sonhos de Deus.
Quando nosso dinheiro esta a serviço de nosso amor, colocamos:
·         Deus acima de todas as coisas
·         Manifestamos o amor ao próximo
·         Experimentamos a alegria e a liberdade
Quando nossas vidas passam a serem vividas em função do dinheiro:
·         Somos gradativamente consumidos pela insaciabilidade dessa busca.
·         Coisas passam a valer mais do que as pessoas. Ex.: Ter dinheiro para gastar em um bom restaurante é mais importante do que sentar ao lado do filho. Ter um bom salário é melhor do que ter comunhão com a família.

O dinheiro entorpece as pessoas. Muitos casamentos estão sustentados pelo dinheiro e não pelo amor. Quando o dinheiro acaba ou quando se ganha muito dinheiro o casamento se rompe, porque não existe amor.
Numa tirada que lembra os antigos provérbios, afirmou certa vez Francis Bacon: "O dinheiro é como o adubo: só serve, quando espalhado". O que o genial filósofo inglês quis dizer é que, se o dinheiro não for usado a fim de promover o bem comum, não passará de um monte de esterco.  É um deus que cheira mal.
Aplicação: Onde você tem gastado seu dinheiro? Tem usado o dinheiro como instrumento para manifestar amor? Gasta com seu cônjuge? Gasta com seus filhos? Investe na vida de missionários? Investe na vida dos necessitados? Onde está o seu dinheiro? Onde está o seu amor?

Vença o poder que o dinheiro possui de gerar devoção pessoal exercitando a generosidade. Seja generoso!

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
15/05/2013

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