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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 31 de julho de 2013

REFLEXÃO 121 - QUEBRANDO OS PARADIGMAS DO PECADO -1

QUEBRANDO OS PARADIGMAS DO PECADO - 1
Gl 2.11,12, 15-21

“Com efeito, antes de chegarem alguns da parte de Tiago, (Pedro) comia com os gentios; quando, porém, chegaram afastou-se e, por fim, veio a apartar-se, temendo os da circuncisão” (Gl 2.12).

Introdução:
Hoje quero abordar o seguinte tema com vocês: Quebrando os Paradigmas do Pecado. Normalmente as pessoas não gostam muito do tema “pecado”, por isso gostaria que você pudesse neste momento se desarmar de qualquer preconceito. Não pretendemos condená-lo ao inferno, mas tentaremos compreender a realidade do pecado em nós e porque Jesus precisou morrer numa cruz por nós.

Contexto:
A carta aos gálatas foi escrita para os irmãos que residiam a região da Galácia, que incluía cidades como Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe. Provavelmente escrita por volta do ano 53 a.C. possivelmente na terceira viagem misionária de Paulo, embora não tenha um consenso entre os historiadores com respeito a data. Entretanto podemos dizer que estas igrejas foram fundadas na primeira viagem de Paulo.
Paulo ensinou para os cristãos que existiam somente um meio de alcançarem o perdão de Deus para seus pecados. Era necessário somente crerem no sacrifício de Jesus cristo; bastava somente aceitar a salvação que a graça de Deus colocou a disposição deles através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Não eram necessárias obras meritórias ou praticas religiosas com o fim de alcançarem justificação. E tudo indica que eles tinham compreendido muito bem essa mensagem e que caminhavam tranquilos na fé.
Até que certos judeus cristãos (os judaizantes) começaram a ensinar que as obras eram necessárias para a salvação, desta forma dizendo que o evangelho de Paulo não era correto, e que ele não era um verdadeiro apóstolo.
Paulo em sua carta contra-ataca estes judeus defendendo o evangelho pregado por ele, e afirmando que qualquer um que pregar outro evangelho diferente deveria ser considerado anátema, isto é maldito. Paulo também defende sua autoridade apostólica uma vez que esta foi atacada pelos judaizantes. Paulo busca defender as igrejas desta região como um bom pastor, pois compreendia o grande perigo que surgia no meio delas, e que tal perigo poderia levar estas igrejas a um fim trágico.
O texto que lemos nos apresenta Paulo afirmando que o próprio Cefas (Pedro) aceitou sua autoridade e ensino, uma vez que aceitou a sua repreensão.
Por trás desta repreensão se encontram verdades muito significativas a respeito do pecado, justificação e da morte de Cristo.
Contudo primeiro vamos olhar atentamente para a atitude de Pedro e ver que lições podemos tirar de seu procedimento.


1 – Avaliar a Atitude de Pedro
1.1 – “... comia com os gentios ...” (v.12)
O que significa comia com os gentios?
Olhando para o contexto, as palavras “comia com os gentios”, se referem a conduta de Pedro em relação aos irmãos gentios, isto é, esta atitude de Pedro confirmava a sua aceitação dos irmãos gentios no seio da igreja com suas diferenças culturais.
 O texto não trata de uma refeição na casa de um irmão em particular, mas de encontros da comunidade cristã. Pedro se encontrava com toda comunidade e comia com eles as refeições e possivelmente estes encontros terminavam com a celebração da Ceia do Senhor.
Pedro ao comer com os gentios nos ensina algumas coisas:
·         Primeiro: Tinha entendido o conceito da salvação pela graça à Você já entendeu o que é salvação pela graça? O contexto da salvação da graça, derruba todas as barreiras culturais, pois a salvação não esta vinculada ao que comemos, vestimos, falamos ou fazemos. A salvação foi nos dada por Jesus Cristo, através de Seu sacrifício, não exigindo nada de nós, somente a fé. Somos salvos mediante a fé, e não por obras. Salvação é obra inteiramente de Deus e não do homem.
·         Segundo: A atitude de Pedro de comer com os gentios criava um clima propicio para a pregação do evangelho à Sua atitude autenticava a mensagem do evangelho, a mensagem do amor de Deus pela humanidade – salvação para todos, sem acepção de pessoas. Não existia separação entre judeus e gregos, ricos e pobres, negros e brancos, etc. O amor de Deus alcançou a todos e fez de todos um só povo.
·         Terceiro: Gerava aos irmãos da galácia a sensação de aceitação da igreja à Como é bom chegar em um lugar e ser acolhido, ser bem recebido. A atitude de Pedro gerava esta sensação de acolhimento daqueles que já faziam parte do corpo de Cristo, afinal Pedro era um apóstolo e sua autoridade era reconhecida por toda igreja naquela época. Por sua experiência e vivência pessoal com Jesus, de fato, gerava a certeza de que o próprio Jesus os receberá em amor.
·         Quarto: Sua atitude manifestava o que tinha aprendido com Jesus à Jesus sentou-se e comeu com públicanos (Zaqueu, Mateus, etc.) que eram considerados homens pecadores, indignos da misericórdia dos religiosos. Jesus sentou-se num poço e pediu água para uma mulher samaritana que além de ser mulher era de um povo considerado pelos judeus impuros. Jesus em várias ocasiões buscou ensinar aos discípulos que a salvação e o amor de Deus estava disponível para todos que o desejassem. Ex.: Experiência com Cornélio centurião romano.

Aplicação: Pedro nos inspira nesta atitude a sentarmos com nossos irmãos sem julgá-los por causa de suas diferenças culturais, raciais, econômicas, etc.. Acredito que assim como Pedro precisamos nos sentar a mesa e compartilhar a nossa fé, o pão da vida, com nossos irmãos, amigos, vizinhos e parentes ao invés de julgá-los e condená-los. Devemos como igreja acolher a todos, abrindo mão se necessário de nossos rituais e tradições, que por vezes, mais comunicam indiferença de Cristo para com o homem, do que o verdadeiro amor que Jesus sente pelo homem. Faça como Pedro, sente-se a mesa e coma, sem medo, com todo aquele que lhe convidar.


1.2 – “...; quando, porém, chegaram (os judeus) afastou-se e, por fim, veio a apartar-se,... (v.12)
Pedro estava indo muito bem, mas quando os judeus chegaram ele decidiu se afastar da comunhão dos irmãos gentios, e sua indiferença para com os irmãos antioquenos foi crescendo ao ponto de se separar totalmente deles.
Por que Pedro fez isso? Por que ele sabia que seria cobrado pelos judeus pelo fato de comer coisas impuras. Os judeus consideravam impuros os alimentos gentios, pois estes não seguiam as leis da purificação judaica, e, também comiam carne de animais que, os judeus, consideravam impuros. Portanto para os judaizantes, sentar a mesa com os gentios significava infligir as leis religiosas deixadas por Moisés.
Pedro demonstrou nesta atitude algo grave:
·         Falta de coerência com sua declaração de fé à A falta de coerência entre o que fazemos e falamos gera descrédito.
Pedro estava caminhando de maneira correta ao comer com os gentios. Pedro tinha aberto mão de sua tradição judaica, tinha se libertado da lei para caminhar pela graça, entretanto Pedro retrocede ao se afastar dos irmãos da galácia (os antioquenos), pois sua atitude poderia gerar uma instabilidade para todos. Perguntas seriam levantadas pelos irmãos gentios. Por que Pedro se afastou de nós? Não somos boas companhias? Não prestamos por que somos de outra raça? Somos impuros como dizem os judaizantes? Não temos salvação sem que cumpramos a lei de Moisés?
Percebe que a atitude de Pedro poderia destruir a fé e compreensão da graça de Deus para os irmãos gentios? Paulo percebeu isso, e por isso o repreendeu de maneira tão efusiva a atitude de Pedro.

Pedro já tinha demonstrado essa falta de coerência em uma experiência com Jesus. Após ter declarado a Jesus que estava disposta a morrer por Ele, veio a nega-lo quando pressionado por uma trabalhadora no pátio do sumo sacerdote.
Quando nossas ações não são coerentes com nossa declaração de fé, colocamos a mensagem da fé em descrédito e colocamos nosso caráter em descrédito.
É muito comum vermos cristãos novos convertidos começarem bem como Pedro, mas no caminho se desviarem da verdade assim como ele. As pessoas chegam na igreja cheias de feridas, traumas e envergonhadas de si mesmo, ainda sem compreender bem o porque manifestam um repúdio pelo seu estado pecaminoso, mas se encontram abertas a experimentarem o amor curador de Deus. Uma vez alcançadas por este amor, assim como a mulher samaritana e Zaqueu, não conseguem se conter de tanta alegria e correm a anunciar o milagre que aconteceu em suas vidas. Saem correndo proclamando o amor de Jesus a todos que estão ao seu redor.
Mas o tempo e o convívio com os cristãos mais velhos faz com que o seu amor se esfrie e a disposição de pregar o nome de Jesus, de falar da obra que Cristo fez em sua vida vai diminuindo até se acabar. A ousadia que tinham de ir nos bares da cidade e distribuir folhetos, de parar alguém desconhecido na rua e falar do evangelho, de irem no presídio e ver um bandido se convertendo, de visitarem um doente com o desejo de vê-lo curado pelo poder de oração, vai se perdendo devido a perseguição e aos ensinos dos mais velhos. A fé ingênua vai se transformando numa fé melindrosa; e o desejo de agradar aos homens vai se tornando mais forte do que o desejo de agradar a Deus. Por fim nossa fé acaba se tornando incoerente com o que pregamos e praticamos.

Aplicação: Que tipo de testemunho você tem gerado? As pessoas veem em você coerência no que prega e no que faz? Você acredita realmente no Deus em que você crê? Você realmente acredita em Sua Palavra? Você vive o que a Palavra te manda viver?


1.3 – “... temendo os da circuncisão” (v.12)
É interessante notar que Pedro agiu movido pelo medo do que diriam ou fariam com ele, por comer com os gentios. A razão que levou Pedro a colocar em descrédito a mensagem do Evangelho era o medo dos judaizantes. Este medo nos revela algo muito importante do coração de Pedro naquele momento.
Pedro manifestou um coração idólatra à Ao dizer que Pedro foi idólatra não estou dizendo que Pedro adorava alguma imagem. Normalmente pensamos em idolatria no sentido de adoração a postes-ídolos. Idolatria é na verdade a valorização de um objeto ou pessoa acima de Deus. Pedro valorizou mais a opinião de homens do que a de Deus. Pedro deu o primeiro lugar para o homem ao temê-los mais do que a Deus.

Aplicação: Será que você tem temido mais aos homens do que a Deus? Quando você deixa de falar do amor de Deus porque tem vergonha do que dirão de você, está colocando em primeiro lugar o homem na sua vida. Quando você não diz para as pessoas que o cercam que você é cristão porque tem medo do julgamento que farão de você, está fazendo o homem maior do que Deus em sua vida. Temer mais aos homens do que a Deus é idolatria.
Analise seu coração com sinceridade para ver se não existe idolatria em sua vida. Veja se em suas escolhas você se preocupa mais com que seus pais e amigos pensam, do que com o que Deus pensa.


2 – A Mensagem da Graça
Estamos falando de quebrar os paradigmas (padrões, modelo) do pecado, e a escolha deste texto é muito oportuna porque nos mostra como o pecado age em nós.
Nos desviamos constantemente do alvo proposto por Deus em glorifica-lo, este desvio se faz de diversas maneiras. Pedro se desviou sutilmente da verdade, e quase colocou todo o evangelho a se perder.
O pecado não é somente uma quebra de leis convencionais como: não matar, não roubar, não fazer isso ou aquilo. O pecado ele opera em nós a todo instante, nos desviando da vontade de Deus e danificando a imagem de Cristo que deveria se manifestar em nós.
Se desejamos quebrar os paradigmas do pecado, se é que é possível quebrar... precisamos compreender melhor a manifestação da graça de Deus por nós em Cristo Jesus, a fim de que possamos nos esforçar dia após dia para manifestarmos essa mesma graça a todos as pessoas. A graça é a manifestação do amor (ágape) de Deus por nós pecadores.
“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e, sim, mediante a fé em Cristo Jesus, também nós (judeus) temos crido em Cristo Jesus, para que fossemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois por obras da lei ninguém será justificado” (Gl 2.16).
Quando compreendermos que uma vida para Deus é o maior bem desejado por Deus, e que Deus espera que possamos amar o outro desarmado de todo nosso saber, de toda nossa cultura, de todos os nossos preconceitos, de todas as nossas tradições, prontos e abertos para mergulharmos no mundo do outro e resgatarmos a cultura e os valores do Reino de Deus existentes no seu mundo, mas que de alguma forma foram esquecidos ou empurrados para baixo numa escala de valores.
Somente a mensagem da graça é capaz de nos levar a uma pregação do evangelho livre do peso da tradição e da lei.
Jesus Cristo convida a todos para entrarem no Reino do Seu Pai, gratuitamente. Ele se ofereceu como sacrifício pagando o preço de nossa entrada neste Reino. O preço foi pago, Ele apenas espera que você O receba como Senhor de sua vida, que se renda a Ele, que se entregue inteiramente a Ele, confiando a Ele sua vida, para receber a vida Dele e o Seu Reino. 
Você não precisa fazer nada para merecer este amor e esta salvação. Isto é graça.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

25/07/2013

Um comentário:

  1. às vezes precisamos de mais que um paradigma para compreender. cheguei a este texto buscando o paradigma de zaqueu, como era comum as pessoas rejeitarem a profissão e liga-la ao profissional que a faz. teriamos uma contradição, um publicano justo. nosso sociedade de hoje está cheia desse preconceito. vc é avaliado pelo que faz e não pelo que é. conhecei o outro e conheceis a si mesmo. ser corinthiano não é odiar um palmeirense. assim ensina os paradigmas.

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