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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

APOSTILA 21 - TEOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ - 1

   

 TEOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ - 1

Prof. Cornélio Póvoa de Oliveira

 

1ª Aula
            Apresentação
Consolai-vos, pois, uns aos outros, e edificai-vos reciprocamente, como também estais fazendo (1Ts 5.11).
A EC é a chave do crescimento da obra de Deus. Se pensarmos que a plantação é o evangelismo; as amarras para que a planta cresça bem é a educação cristã. É a continuidade e estabelecimento dos frutos.
Consolar é servir de suporte – Edificar é consolidar para crescer.

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos mais como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.
Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor “ (Ef 4.11-16).

A edificação é responsabilidade de cada um e de todos. O aperfeiçoamento ou a maturidade só acontece quando agimos com dois requisitos básicos: responsabilidade e amor.

INTRODUÇÃO
            Vivemos em uma época de diversidade de conceitos, ideologias e paradigmas, fruto de um ambiente pluralista. Diversidade esta que se faz presente em todos os segmentos da sociedade. Na educação não é diferente. Acredito que todo líder cristão deseja oferecer à sua igreja uma educação que seja bíblica e eficaz.  Diante disso, precisamos estabelecer alguns princípios para a Educação Cristã, a fim de que não se cai em  nenhuma armadilha das muitas filosofias pós-modernas.
           
O que é educação?
Segundo a educadora Maria Lúcia Aranha[1]: “A educação é um conceito genérico, mais amplo, que supõe o desenvolvimento integral do ser humano, quer seja da sua capacidade física, intelectual e moral, visando não só a formação de habilidades, mas também do caráter e personalidade social”.
Esse tem sido o conceito de educação quase que universalmente aceito; ou seja, a educação, pelo menos em tese, visa também a desenvolver o caráter do ser humano.
Outros afirmam que a educação é o processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses; logo, educação é formação. É o processo constitutivo do homem, por isso, um fato existencial, social, cultural e econômico.


O que é Educação Cristã?
“Educação Cristã é um processo de educação e aprendizado sustentado pelo Espírito Santo e baseado nas Escrituras. Procura guiar indivíduos a todos os níveis de crescimento através de métodos do ensino em direção ao conhecimento e vivência do plano e propósito divinos mediante Cristo em todos os aspectos da vida. Também equipa as pessoas para o ministério efetivo com uma ênfase geral em Cristo como Mestre Educador por excelência e seus mandamentos de fazer e treinar discípulos” [2].
“Educação Cristã” é fugir do esquema escolar. Ela envolve todas as atividades e atitudes que têm lugar no Corpo de Cristo. Por isso, a eclesiologia deve ser a origem da nossa compreensão de educação e a educação cristã é mesmo uma disciplina teológica.
Devemos destacar que a Educação Cristã é um processo de desenvolvimento do ser humano. Por “processo” entendemos uma ação progressiva que ocorre através de uma série de atos e eventos que produzem mudanças, e não importa se são rápidas ou lentas, desde que conduza a um progresso, a uma melhora.
A Educação Cristã como um processo vai nos ajudar a planejar uma série de passos sistemáticos para que, aplicados e à luz das Escrituras Sagradas, possamos promover mudanças e crescimento. E não devemos nos esquecer que este processo é altamente pessoal e individualizado. Isto porque cada um de nós recebeu uma educação ou formação diferente das dos outros, e cada um também se encontra numa fase de desenvolvimento espiritual.



O que a igreja é
A igreja é vida (João 10.10). A morte e a vida aparecem sempre lado a lado como realidades que devemos experimentar aqui e agora, e que transcendem o tempo. A Bíblia indica que o significado da vida não se limita ao curto espaço de anos entre o nascimento e o sepultamento de alguém. Ela insiste em que encaremos Deus como Aquele que dá vida às pessoas (1Tm 6.13), tarefa que nenhum ideal moral, por mais alto que seja, pode realizar (Gl 3.21). O adversário da vida é a morte. A Bíblia diz que as pessoas estão mortas, se Deus não as chamas à vida ( Jo 5.24). No capítulo dois da Carta aos irmãos de Eféso encontramos claramente, o antagonismo entre morte e vida.
Morte e vida definem a igreja de Cristo e Seu povo. A posse da vida distingue um cristão de todas as outras pessoas e se unem em comunidade, diferenciando a Igreja de todas as instituições humanas.

O que é o homem

Os primeiros capítulos de Gênesis ajudam os homens a se entenderem e definem o que as pessoas são, tanto como mortas no pecado como trazendo a marca da eternidade.
A marca (Gn 1.26 e Tg 3.9). Reafirmam a dignidade e o valor do homem como portador da imagem divina.
A queda (Rm 5.12-21). Não destruiu a essência humana da humanidade, porém introduziu inimizade e conflitos; impôs egoísmo e medo; destruiu a capacidade humana de ver o sobrenatural, de ter experiências que exigem que o egoísmo seja imerso no amor divino.
Vida restaurada (Hb 2.12-15; 11.3; 1Tm 1.5; 1Pe 1.22). Trazendo a opção de viver em comunhão com Deus; uma nova capacidade de perceber a realidade e experimentar e expressar o verdadeiro amor.
A educação cristã, valorizando todos os seres humanos como pessoas, respeitando-os como tendo valor e dignidade, tenta comunicar e fazer crescer a fé.

Dimensões da vida espiritual

Individual e corpórea são dimensões que a vida espiritual tem. Como Hb 5.11-14 (individual) e Ef. 4.12,13 (corpórea). Então a educação cristã tem de se preocupar com os processos dentro do Corpo que fomentam o crescimento individual e corpóreo em Cristo.










2ª Aula
O que a igreja faz
Rm 8.29 – Cumprir o propósito que Deus nos escolheu para fazer. Ser à imagem Dele. Nosso destino é ser como Deus, pois Ele implantou em nós Sua semelhança perfeita e Sua imagem presente.
A Bíblia ensina que este processo de transformação é progressivo - Ef 4.15 e Cl 3.10. A educação cristã deve suprir o que é preciso para que o processo de crescimento se desenvolva de maneira normal e salutar. A vocação dos crentes está envolvida com a edificação mútua (1Ts 5.11; Ef 4.12), então a ed. Cristã não pode isolar o ministério educacional do restante da vida da igreja e precisa ensinar o corpo a usar os dons espirituais.
A Igreja se edifica comunicando vida - ser o que o Mestre é (discípulos). Significa Ensinar – Aprender (armazenar informação); Seguir – Imitar (transformar a informação em vida)

JESUS                                  DISCÍPULOS
Instruía                                  ouviam e perguntavam
Explicava                              perguntavam
Perguntava                          respondiam
Agia                                       observavam, perguntavam e agiam (limitadamente)
Ordenava                             obedeciam

A dinâmica da vida da igreja é um relacionamento “familiar”. E o destaque que é também a evidência do relacionamento com Deus é o Amor (Jo 13.34, 1Jo 3.14). É um relacionamento de serviço mútuo. Deus não se contentou em nos dar a Verdade como informação, quis nos dar a Verdade na Vida. Ed. Cristã é um processo não um produto; porque encontramos liberdade para crescer a medida que encontramos muitos modelos.
A igreja cresce evangelizando: transmitindo vida. A evangelização deve ser vista também como ed. Cristã, porque leva à transformação do indivíduo, através do testemunho da comunidade (Jo 13.34,35) e do indivíduo (1Co 5.9-13).

Implicações - A Pessoa como um todo em Foco

Atacar um só elemento do sistema inter relacionado do ser humano é um grande erro. Há uma harmonia entre o que a pessoa crê (convicções), sente (afeto, atitudes) e age (comportamento). Se isolar o sistema cognitivo, você ensina, porém este ensino tem pouco ou quase nenhum impacto sobre a personalidade. Pessoas que só interagem com este elemento no aprendizado são conservadoras e até conhecedoras da teoria, porém não desenvolvem atitudes, valores e comportamento que estejam em harmonia com o evangelho.
Nossa estratégia baseia-se na intervenção de todas as áreas do sistema ao mesmo tempo. Se estamos tratando de questões de estilo de vida, temos de nos ocupar da pessoa como um todo! É adequado pensar num modelo informal de ensino para alcançar estes objetivos.
Teorias de Aprendizado:
1. Teoria de Fator único (behaviorismo) encara o homem, em essência, indiviso do seu ambiente. Ambos evoluem juntos. Acontece pelo determinismo.
2. Teoria de Dois fatores (Acontece pela Interação) para ela o ser humano está envolvido ativa e dinamicamente com seu ambiente. As pessoas organizam seu mundo exterior com suas percepções.
3. Teoria de Três fatores (Piaget) diz que a maneira de as pessoas organizarem seu ambiente é controlada por capacidades de percepção que se desenvolvem em seqüência. Acontece pela Interação e Estrutura.
4. Teoria de Quatro fatores (inclui o elemento sobrenatural) O ser humano é ativo e o ambiente é estruturado e há a interação dos dois, porém a realidade é revelada; logo, somente se Deus revelar suas percepções do universo nós conheceremos a verdade. O método de Deus é mais modelador que doutrinador. A educação cristã é um ministério dinâmico do Espírito Santo.
  

Implicações - A Educação Cristã na Igreja Local

O LIDER SERVO precisa visualizar o Corpo, reconhecendo a presença dos dons espirituais, logo o serviço mútuo. Cada um é um crente-sacerdote. Os homens que exercem autoridade sobre os outros é um modelo para responder ao mundo secular. Os líderes do Corpo de Cristo não estão acima, mas entre o povo, o relacionamento é servil. O servo tem por tarefa servir aos outros no que é importante para Deus, seu objetivo principal é a edificação do Corpo e Seus membros. Um servo não ordena, ele faz. Um servo não dirige os outros, ele dá o exemplo (1Pe 5.1-5). Deus usa os líderes modelos para motivar os outros a ser como eles.
O pastor, no púlpito e na intimidade. No púlpito, ele lidera quando entende o que é relacionar-se, dar o exemplo e incentivar. A palavra pregada, para ter um impacto “total” e motivador, sempre tem de ser vivida. (Não se esqueçam que Ela é viva e eficaz por si só). Na intimidade, o pastor pode compartilhar de suas lutas, medos e vitórias. Reunir-se com os crentes-sacerdotes; visitar e modelar, aproveitando a oportunidade para formar a intimidade que o pastor quer incentivar entre ele e os membros.
A equipe de líderes leigos. Precisam estar em sintonia, levando todo o restante do Corpo a ser como Cristo. A equipe se forma crescendo um em direção ao outro, gastando tempo juntos, para desenvolver a unidade do Espírito.











  
3ª Aula
Fundamentos Teológicos da Educação Cristã
Educação é o processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses.
A educação é um dever moral. Não deve ser ingênua, a ponto de ignorar a realidade que cerca o educando, por isso precisa ser prática e crítica. Sendo objetiva – considerando o caráter social do processo pedagógico; sendo concreta – considerando vital o caráter transformador da educação; sendo histórico – considerando-a como um processo (seqüência); sendo total – considerando o homem como um todo (ambiente que vive, forma que foi criado e características de personalidade).
O saber é visto em muitos aspectos na sociedade. No aspecto relativo: o que é uma esperteza numa certa fase, é considerado uma ingenuidade visto em outra fase da vida. O Concreto: é o que se pode descobrir, conhecer, criar ou imaginar em função da etapa de seu processo de desenvolvimento. O Existencial: Como o homem é o que sabe, a mais alta etapa é o homem saber o que é. O Empírico: o saber provém da experiência, porque a idéia ensinada só se concretiza quando é verificável pela experiência. O Racional: o saber é fruto da razão do homem; é por natureza, lógico. O histórico: cada fase do saber é válida unicamente para a fase histórica em que é anunciada. É o saber constituído em cada momento do tempo histórico que engendra os novos conhecimentos. O Não dogmático: na essência de sua afirmação de si encontram-se a possibilidade e a necessidade de sua superação e a passagem a um conhecimento distinto, mais alto, mais exato. O Fecundo: um conhecimento é sempre gerador de outro conhecimento, logo, sempre transformador da realidade.
Treinamento tem que ter propósito. Os seminários precisam treinar além de ensinar. É preciso ter: estruturação conceitual do conteúdo – ligar a verdade bíblica com toda a personalidade (intelectual com o pessoal); aprendizado impessoal – aprender não é só saber, mas saber é necessário, pode-se levar parte do conteúdo para fora da sala de aula; aprendizado individual – é necessário conhecimento individual para se passar aos outros, mas podemos ter a tônica no crescimento; competição e cooperação – a igreja atua muito mais eficazmente pela cooperação, os seminaristas têm que aprender a diferenciar um momento de competição acadêmica de uma possível competição ministerial, então incentive trabalhos em equipe com ênfase em projetos.
Precisamos preparar homens para serem modelos; que liderem servindo; que saibam como o Corpo cresce e que a saúde do Corpo é crucial para o cumprimento da missão.
A educação é o aprendizado de uma cultura. É um processo que continua por toda a vida de qualquer pessoa, logo precisamos preparar bem para não nos arrependermos.
O fundamento bíblico da Educação Cristã é que somos todos servos e nos incentivamos uns aos outros – 1 Pe 5.1-5. A teologia é importante se queremos fazer as igrejas crescerem de forma saudável e bíblica.
Considere estas diretrizes ao ensinar teologia na sua igreja:
1. Não assuma que os membros não se importam com as doutrinas.
2. Entenda que freqüentar os cultos e pequenos grupos não conduz automaticamente à fidelidade doutrinária.
3. Inclua a teologia básica na classe bíblica.
4. Aproveite as vantagens dos estudos doutrinários promovidos pela denominação.
5. Exija que os líderes de pequenos grupos se aprofundem nas Escrituras.
6. Comece pelo lar, ensinando a Bíblia aos pais.
7. Esteja disposto a começar com poucos.
Um exemplo de um projeto seria convidar alguns homens para um estudo teológico uma manhã por semana, tendo um livro-texto e estudando uma parte por vez. Os resultados serão surpreendentes.
A Igreja não pode deixar de fazer teologia, porque não pode ignorar a sua vocação magisterial.
Todas as vezes que ensina, faz teologia; e todas as vezes que faz teologia, ensina. O ensino par a Igreja é teologia, e a teologia, ensino. Não são apenas os teólogos formais e sistemáticos que fazem teologia, nem são apenas os ensinadores formalmente reconhecidos que ensinam. Quando o leigo testemunha de Cristo, apresentando-o como o único Salvador, e testificando da salvação recebida, ensina fazendo teologia. Enquanto a Igreja for Igreja, ela será educadora e teológica.
Teologia da Educação Cristã tem por principal objetivo, além de refletir acerca dos fundamentos da educação cristã teológica e histórica, mostrar que a matéria não é mera teoria e nem um simples acessório eclesiástico; é algo para ser posto em prática visando o cumprimento da Grande Comissão e o aperfeiçoamento da Igreja.
Onde devemos começar nossas reflexões sobre a educação cristã? O ponto crucial são nossas predisposições. O que para nós significa ser cristão? Crer em certas coisas? Ter certos valores morais? Comportar-se de certa maneira? Ou há algo além disso, alguma essência que defina o que somos?
Para mim o ponto de partida está nestas palavras de Jesus: Eu vim para que tenham vida e a tenham e abundância (Jo 10.10).
Não existe uma fórmula mágica para o crescimento da igreja. Os elementos são: uma liderança visionária, ministérios segundo os dons, espiritualidade contagiante, prioridades segundo a ordem bíblica, estruturas funcionais, culto inspirador, grupos integradores, relacionamentos afetivos carinhosos, metodologia eficaz para fazer discípulos, valorização de todos os grupos humanos e a consciência da importância de se estabelecer novas igrejas. É muito mais do que a ampliação de seu rol de membros. Envolve a forma como pessoas e culturas se tornam genuinamente cristãs e revolucionam as culturas e populações no meio das quais, Deus as colocou, sendo uma bênção para elas. Parte da teologia e da fidelidade à Bíblia utiliza bastante das ciências sociais, porque é um fato que ocorre na sociedade.











4ª Aula
Fundamentos teológicos da educação cristã
Quando pensamos sobre Deus, fazemos teologia; portanto, cada pessoa tem sua teologia, porque cada indivíduo tem seus próprios pensamentos sobre Deus. E o que pensamos sobre Deus, tem a ver diretamente com o que ensinamos na igreja. Eis o modo como Deus quer que façamos a educação cristã:

Deuteronômio 6.4-9 – É a forma de preservar, de transmitir toda a cultura para transformar os descendentes em protetores desta mesma cultura.
Mestre Sendo modelo e tendo uma relação de amor pessoal com Deus.
Local Ser dentro de relações interpessoais saudáveis, como o lar.
Hora Sempre no contexto da vida, em toda oportunidade que surgir.

Lucas 6.40 – O objetivo deve sempre ser tornar o aluno igual ao mestre. O mestre deve ser o modelo, o responsável pela formação. A lição é interminável, logo é para a vida toda.

Efésios 4.12 – Mostra que o amadurecimento acontece através de desenvolvimento interno e este pela contribuição de cada ofício diferente.

Uma teologia da educação cristã não deve ser estática, mas sempre dinâmica, em busca de novas formas de expressão.

Existem cinco implicações para a função educacional da igreja, sendo:

1) Modelo, ou exemplo, tanto na educação formal (EBD) ou na informal (momentos de interação) é necessário modelos (Jô 13.15).

2) Relações interpessoais, ou ambiente de estabilidade, amor e intimidade. Só mantendo intimo relacionamento com os discípulos, conseguiremos ensinar como Jesus.

3) Contextualização ou um ensino que não seja isolado da vida. A evidência da realidade das verdades espirituais e da bondade de Deus que penetre em todas as esferas de sua vida.

4) Discipulado é onde o seguidor chega a ser como o líder. O aluno deve conhecer bem seu mestre e o mestre, por sua vez, deve ser um exemplo digno de ser seguido. “Muito da educação consiste em ajudar as pessoas a saberem o que os seus mestres sabem. A educação cristã consiste em ajudar as pessoas a ser o que seus mestres são” Richards.

5) Organização e sistematização. Ef. 4.12 – com organização a probabilidade de êxito é maior. Ela não substitui a obra do Espírito Santo em mudar as atitudes e influenciar os pensamentos dos homens. Ao contrário, Ele nos toca mais quando tudo está em ordem e nosso espírito e mente focados.



 






TEOLOGIA DA EDUCAÇÃO CRISTÃ
Prof. Cornélio Póvoa de Oliveira




Nome: _________________________________________________ Data: ___/___/___


Revisão



  1. Como você definiria “teologia da educação cristã”?
  2. Como entende o Shemá em Deuteronômio 6?
  3. Quais os princípios educacionais encontrados no Shemá?
  4. O que é ser “mestre”? Qual sua importância no desenvolvimento de um individuo?
  5. Usando uma concordância bíblica e comentários, faça um estudo do uso bíblico das seguintes palavras:
Aprender                   discipulado               entender
                        Ensinar                     discipular                  mestre
                        Instruir                       conhecer                  aluno


Para fazer em casa e “bem” legível!!!!!















5ª Aula
Quem São Nossos Aprendizes: Os Sujeitos do Processo de Ensino e Aprendizagem
Há que se conhecer as diversas fases da vida quando pensamos em nossos aprendizes. Cada etapa do desenvolvimento do ser humano é especial e merece toda a nossa atenção.
A Educação é uma tarefa social total, em duplo sentido: De que nada está isento dela e de que é permanente ao longo de toda a vida do indivíduo. Cada tipo de educação leva em conta as diferenças de grau no desenvolvimento fisiológico e psicológico do homem, pela mediação da possibilidade de trabalho que pode ser desenvolvido e pela estrutura social que está inserido.
O que distingue a educação não é o conteúdo, os métodos, as técnicas de instruir e sim os motivos e os interesses de cada um. Assim como o professor precisa conhecer aquilo que vai ensinar. O aluno deve dedicar-se com interesse ao aprendizado. A linguagem usada no ensino deve ser comum ao professor e ao aluno. A lição a ser ensinada deve ser aprendida através de alguma verdade já conhecida. Estimular e dirigir as atividades do aluno, e se possível, nada lhe dizer do que ele possa aprender por si. O aluno deve reproduzir, em sua própria mente, a verdade a ser aprendida. O acabamento, a prova e a confirmação da obra do ensino devem processar-se através da recapitulação e provável aplicação.

CONHECENDO AS CRIANÇAS
Não basta conhecer psicologia, metodologia, didática de ensino ou saber fazer um bom planejamento; é preciso ter um coração que ame a Deus e acima de tudo tenha o desejo de servi-Lo cada vez mais. Existem muitas dificuldades, mas todas são superáveis em Deus.
Por que trabalhar com crianças? É ordem divina (Mt 28.19; Mc 10.14; Pv 22.6). A responsabilidade principal é da família e à igreja cabe assumir o papel de apoio e reforço para o desenvolvimento integral da criança (Lc 2.40), pois todos temos necessidades e não dá para separá-las.
O desenvolvimento físico. Levando em consideração as capacidades físicas das crianças, conseguimos sucesso em nossos objetivos. Cada idade limita ou propicia condições para determinadas atividades.
A convivência social e o desenvolvimento emocional. Trabalhos em grupo, jogos, momento de comunhão e oração, cânticos ajudam a entendermos que precisamos do outro para que possamos formar uma imagem de nós mesmos. Palavras de amor encorajamento, carinho e por outro lado, estabelecer limites, mostrar firmeza são momentos que devem acontecer naturalmente para ajudar a moldar as emoções e formar a personalidade das crianças à imagem de Cristo.
O conhecimento da Bíblia. A Palavra é a revelação de Deus para o homem. Precisamos ensiná-la e principalmente, os princípios e ensinamentos que incutem nelas o amor a Deus e à Sua palavra.
O desenvolvimento espiritual. Precisamos criar oportunidades de forma sistemática e organizada para as crianças crescerem espiritualmente (EBD ou encontros festivos com breve estudo bíblico). A criança aprende pela imitação (seguindo exemplos) e pela repetição.

O educador cristão e o trabalho com crianças
Pré requisitos:
  1. Conhecer as características de cada faixa etária. Cada etapa da vida é marcada por um momento e características específicos com suas peculiaridades.
  2. Conhecer algumas metodologias de ensino e escolher atividades adequadas. Utilizar a diversificação de estratégias tornarão o ensino mais interessante e motivador, principalmente baseando-se em interesses e necessidades pessoais.
  3. Preparar cada lição com empenho. O alvo deve ser passar o conteúdo, levando a criança a aproximar-se de Deus e da salvação.
  4. Propiciar oportunidades de expressão através da música e de atividades de artes plásticas. Contribui para o crescimento emocional e se tiver estímulos e apreciação adequados dos trabalhos, desenvolverão uma boa imagem de si mesmos.
  5. Contribuir para o Reino de Deus e para o crescimento das crianças. Quando cuida de um bebê para que o pai assista o culto está cooperando com o Reino, dando oportunidade para alguém crescer.
  6. Possuir duas condições essenciais: amor e preparo. É preciso destas duas condições para compreender o que significa ser benção na vida de uma criança e alcançar os melhores resultados possíveis.

Caminhos para a aprendizagem infantil
Charlotte Estelle Vaughan nos ensina que a criança aprende através de:
v  Comunicação silenciosa = uma palavra de carinho, um sorriso, um abraço, uma careta, muitas vezes comunicam mais.
v  Sentidos = explorando os 5 sentidos: cheirando, provando, manuseando, ouvindo, vendo e percebendo.
v  Imitação = dramatizando ou encenando personagens bíblicos, ou imitando os adultos da vida real.
v  Curiosidade = Novidades que despertem a curiosidade na sala.
v  Repetição = A mesma história mudando a apresentação e a estratégia.
v  Fazer = construindo coisas com objetos, desenhos, modelagens.
v  Brincar = Faz de conta, numa expressão livre de suas inocência.

A utilização de recursos audiovisuais no ensino bíblico para crianças
É um auxílio que jamais deve ser desprezado, para reforço.
·         Cartazes = usados para ilustrar o ensino ou expor os trabalhos das crianças.
·         Retroprojetor = é prático e pode projetar textos e imagens em conjunto.
·         Álbum seriado = é útil, prático, dispensa uso de eletricidade, pode ser carregado e as crianças podem participar na elaboração do roteiro.
·         Encenações e dramatizações = criam oportunidades de identificação com os personagens e desenvolvimento do trabalho em grupo. Para os menores recomendamos imitações espontâneas.
·         Fantoches = despertam interesses, desenvolvem a imaginação.
·         Objetos = as crianças podem trazer e manipular objetos que tenham a ver com a história.
·         Quadro de pregas; projetor de multimídia; TV; vídeo; DVD; aparelhos sonoros e flanelógrafo.

A música e a criança – Levar a criança a sentir a música com o corpo, a mente e o coração.
A música sensibiliza, desenvolve a coordenação motora, a socialização, a acuidade auditiva, o raciocínio, o equilíbrio e proporciona diversas oportunidades para o ensino.

O aspecto lúdico permeando atividades no ensino bíblico
Usar brincadeiras e jogos que ensinem. Criar o centro de interesses ou cantinhos que expressem o mundo da criança. Ajudá-la a sair da atitude egocêntrica com a qual veio ao mundo, para ampliar seu conhecimento e conseqüente interesse pelo outro.












 6ª Aula
CONHECENDO O ADOLESCENTE
A época que vai dos 12 aos 17 anos, pode ser bem legal, divertida, inesquecível mas também um bocado complicada. É um dos momentos de maiores e mais profundas mudanças no físico, nas emoções e no pensamento do ser humano. São semelhantes às maritacas que só andam em bando, não conseguem ficar sozinhos.
Este é o período em que deixamos de ser crianças para nos tornarmos adultos. A principio é duro para todo adolescente entender e adaptar-se as significativas mudanças que começa a acontecer em sua vida; e, se torna mais difícil se ninguém se dispuser a conversar com o adolescente sobre o que está acontecendo.
Esta é uma época de mudança e desafios não somente para o adolescente, mas também para os pais.

Livro:
ARTERBURN, Stephen / STOEKER, Fred. A batalha de todo adolescente. Ed. Mundo Cristão, São Paulo.

ETHRIDGE, Shannon / ARTETBURN, Stephen. A Batalha de toda adolescente. Ed. Mundo Cristão, São Paulo.

KEMP, Jaime. Turbulentos anos da adolescênia. Ed. Sepal, São Paulo.


Educar adolescentes (Texto 1)
“Uma correta escala de valores morais converte os filhos em rapazes e raparigas com personalidade, e é o melhor antídoto contra as loucuras da adolescência.
Mas nem sempre é fácil transmitir-lhes esses valores. Todos os adolescentes são mais ou menos rebeldes. Pela sua ânsia natural de independência opõem-se aos valores e autoridade dos pais. Querem saber por que determinadas normas lhes são impostas e onde se situa a fronteira entre o bem e o mal, e precisam de respostas seguras e razoáveis.
Ora é aqui que muitos pais se sentem desorientados. Aqueles que não refletiram profundamente sobre a questão dos valores, ou lhe dedicaram pouco tempo, não sabem como responder às perguntas dos seus filhos adolescentes.
É importante que nos demos conta de que os filhos precisam de uma orientação moral clara na adolescência, uma orientação sobre os valores pelos quais deveriam reger a sua vida. A maioria das provocações dos filhos são, na realidade, uma estratégia para comprovar a consistência dos valores dos seus pais. No fundo, a maior parte dos adolescentes têm o desejo de crescer e proceder corretamente, mas precisam de explicações claras e seguras sobre o porquê de uma coisa estar correta e outra não. É por se sentirem muito pouco seguros de si mesmos que são muito críticos com tudo.
Ainda que se mostrem renitentes em admiti-lo, os adolescentes necessitam e reclamam uma orientação clara”.
("Hacer Familia", n0 22 -Fevereiro de 2000 – www.portaldafamilia.org)


Sem medo de errar, é possível dizer que a fase mais difícil de se educar filhos é a adolescência. Esse período, que é considerado uma das maiores fases de ajustes no decorrer da vida do ser humano, precisa ser acompanhada por pais e educadores com muita habilidade.
Muitos pais perdem a confiança e o carinho de seus filhos porque não conseguem se "comunicar" de maneira harmoniosa e eficaz. A idéia de impor regras e disciplinas é perfeita quando acompanhada de uma linguagem direcionada a eles. Não adianta gritar e bater o pé, eles estão atrás de segurança. Precisam se sentir seguros para contar sobre os seus conflitos, suas falhas, planos e sonhos. Quando recebem arrogância e julgamento ao invés de apoio e orientação, é automático: eles se afastam.
De acordo com psicólogos que trabalham diretamente com adolescentes, não há dificuldade em educá-los. O que realmente acontece é que a maioria dos pais não quer dispor de tempo para conversar, e, principalmente, ouvir. Críticas nesse período, precisam ser muito bem filtradas. Essa fase apresenta mais progresso com elogios. Quando se põe em evidência a qualidade de um adolescente, a resposta disso se chama ESTÍMULO. Em contra partida, críticas, mesmo construtivas, precisam ser muito bem filtradas para não gerar um resultado desastroso.
"Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem." (Eclesiastes 8.6).
É importante ter o cuidado de falar da maneira correta, sem arrogância ou deboche, e saber esperar a hora certa, isso faz toda a diferença.

Adolescente (Texto 2)
Muito se diz que a adolescência é a fase da vida dos filhos mais temida pelos pais. Mas será que essa idade tem de ser sempre tão conturbada assim?
Muitos pais de adolescentes se queixam dizendo: “Meu filho se tornou um preguiçoso, vive agora ‘esparramado’ no sofá a ouvir música”. Alguns lamentam: “Ele está tão rebelde, contesta tudo e a tudo exige explicações”. Os mais ciumentos, cheios de saudades reclamam: “minha filha agora que está se tornando moça nem liga mais para nós, só pensa em ficar com as amigas e de ‘namoricos’”.
Será que são preguiçosos? Não é verdade que o adolescente seja de fato preguiçoso. Nessa fase, devido às mudanças hormonais e outros fatores biológicos, é natural que lhes custe mais desempenhar tarefas que exigem esforços. Aliás, aquela vitalidade incansável da criança, que corre de um lado para o outro, sempre solícitos a fazer o que lhes pedem, não poderia durar para sempre.
É conveniente, então, sabendo que essa “moleza” surgirá nessa fase da vida, que os pais os estimulem com carinho e compreensão. Não se trata de deixar as coisas correrem, pensando que “logo isso passa”. Se não se fizer nada, não passa não, e terão esse vício para o resto da vida. Mas há que ser estimular com um sentido positivo, sem ares de ameaça ou de reclamação, a fazer algum esporte, a estudar, a envolver-se em atividades de serviço aos demais (voluntariado), enfim, a vencer e, sobretudo, vencer-se.
Talvez a crítica mais injusta que se faz contra o adolescente seja a de que é rebelde. A rebeldia em si não é ruim, mas deve ser bem orientada. E se o for é capaz de mudar o mundo. As crianças trazem gravadas na alma um sentido muito forte de justiça. Quando crescem e passam a compreender um pouco melhor o mundo e a tomar conta das injustiças, hipocrisias e traições que há nas pessoas, seus corações puros tendem a rebelar-se, sobretudo contra aqueles que ousam dizer-lhes que “as coisas são assim mesmo, afinal, quando você for da minha idade entenderá”. Que frase mais inútil e de mau gosto para ser pronunciada a um adolescente! Ainda que o adulto que a pronuncia tenha razão, seguramente não é com ela que convencerá o jovem a nada.
Por que incomoda ou intriga que estejam de “paqueras”? Salvo para umas poucas pessoas, que por escolha ou um desígnio qualquer que não convém aqui investigar optam pelo celibato, a grande maioria das pessoas sonha em se casar, em constituir uma família. E para essas, o desejo de dar-se a outra pessoa começa já nessa fase da vida. Dar-se, não no sentido de relação sexual, mas de entrega a alguém com quem um dia se vai formar uma comunhão plena de vida, parafraseando o nosso Código Civil. Assim, está-se a procura desse alguém com quem mereça compartilhar uma vida.
É bem verdade que alguns jovens vivem isso de forma inconseqüente. É momento, então, de orientá-los, fazendo-os enxergar a imensa dignidade que encerra a condição de ser humano, de modo que essa doação a outra pessoa há de ser ponderada, refletida, ainda que tenha como impulso uma forte carga emotiva.
Os conflitos da adolescência são devidos mais aos pais que aos filhos. Afinal, os pais já passaram por essa fase, portanto, seria muito mais lógico exigir deles a compreensão, o carinho e a atenção de que os filhos tanto necessitam nessa idade. Mas a solução não é encontrar culpados e sim empreender esforços por harmonizar essa relação. Para isso, muitas vezes os pais de nosso tempo não conseguem empreender essa luta sozinhos. Têm de buscar conselhos em bons profissionais. Há também bons cursos que ensinam a educar os filhos nas diversas fases da vida, em especial nessa.
Enfim, têm de estudar e colocar os estudos em prática sobre a educação dos filhos. E convém lembrar que na educação, como em quase tudo, é melhor chegar antes que o problema. Assim, o momento ideal para pensar em como educar adolescentes é quando os filhos estão ainda na infância.
(Fabio Henrique de Toledo – www.portaldafamília.org)

Uma fase de mudanças
Físicas – O desenvolvimento do corpo adulto e as terríveis e temíveis espinhas são para todos. A família precisa estar presente e reforçar os ensinos do Salmo 139. O educador cristão precisa ser natural ao lidar com dificuldades de ordem sexual que se intensificam nesta fase.
Quantas mudanças que ocorrem no corpo de uma garoto e de uma garota no período da adolescência, você pode alistar nas linhas abaixo:


            Alguma coisa está acontecendo!                                  Não precisa ficar sem graça, essas mudanças
                                                                                                                 acontecem com todo mundo!!

1. ________________________                        1. ______________________
2. ________________________                        2. ______________________
3. ________________________                                    3. ______________________
4. ________________________                                    4. ______________________
5. ________________________                                    5. ______________________
6. ________________________                                    6. ______________________

Sociais – Preferir a turma à família é natural, pois querem mostrar que já podem fazer suas próprias escolhas. Esse é o momento de buscar autonomia, de acertar e errar – Os pais precisam saber dar a “liberdade vigiada”.
  





       Você não quer fazer parte da turma?

Áreas de pressão da turma sobre o adolescente – o medo da rejeição
·         Não fazer parte de determinada turma;
·         Não ser popular em seu grupo;
·         Ficar sem namorada(o);
·         Não ser convidada(o) para festas;
·         Não demonstrar esperteza;
·         Ser careta;
·         Ser pouco inteligente, não saber das coisas;
·         Não ter um visual legal;
·         Não vir de uma família de posição financeira favorável;
·         Ficar por fora rejeitando droga, fumo e sexo.

Espirituais – As oscilações entre altos e baixos são explicadas quando entendemos que para eles o que vale é o momento; por isso a rápida mudança de humor. Alguns pais e líderes esperam erradamente que seus adolescentes sejam pessoas emocionalmente constantes e espiritualmente consistentes.

            Dicas para liderar os adolescentes
·         Tenha um local para as reuniões dos adolescentes – Espaço somente deles.
·         “Curta” o que está fazendo – Estudo em grupo, Acampamento, Passeio, etc.
·         “Curta” o seu grupo – Ame o seu grupo de adolescentes e demonstre esse amor por eles.
·         Concentre-se em desenvolver relacionamentos antes de concentrar-se no conteúdo – Procure conhecer as pessoas. Seja um bom amigo.
·         Crie um ambiente propicio para a participação – No momento da discussão sentem-se em circulo para que as pessoas vejam umas às outras.
·         Dê oportunidades a todos – trabalhe de forma que todos possam participar do debate.
·         Dê sempre uma palavra de apoio e orientações claras – Agradeça a todos que compartilharam suas idéias e feche o debate com orientações claras a respeito da vontade de Deus. O adolescente está definindo e testando os valores para sua vida.
·         Ore. Submeta seu preparo e liderança à oração – Deus nos capacitará e nos ajudará a ser compreendido.











7ª Aula
CONHECENDO JOVENS
O aluno jovem – Início aos 18 anos e término aos 27 anos em média. Características:
·         Escolha de uma profissão que muitas vezes, angustia.
·         Serviço militar é encarado como obrigatoriedade que é um empecilho para os planos futuros.
·         Autonomia com o ingresso no mercado de trabalho, alguns acreditam-se hábeis para todas as demais escolhas.
·         Casamento é uma escolha que envolve emoções e sentimentos que precisam ser amadurecidos.
·         Vigor físico é o auge; porem esta energia natural expressa nas atividades físicas, intelectuais e também sexuais precisam ser bem canalizadas.

Todos os dias fazemos escolhas, pequenas ou grandes, importantes ou não. Mas, por volta dos 25 a 27 anos a quantidade de decisões é infinitamente maior.

O pensamento do jovem adulto
Firmar opiniões sobre determinados assuntos é uma das características desta fase. Os pais precisam ajudar seus filhos a lidar com as opiniões adversas; sair da rigidez para a flexibilidade e ter um compromisso verdadeiramente escolhido.

Para os líderes ajudar os jovens no conhecimento de Deus precisam:
  • Estar aberto; atualizar-se num mundo de constantes mudanças, dando suporte nos princípios bíblicos.
  • Planejar atividades, para proporcionar queima de energia saudavelmente.
  • Estimular a visão de reino de Deus e de Igreja. Não adianta formar um grupinho à parte de jovens questionadores, se não houver uma ação concreta.
  • Buscar sempre a Deus, sendo um exemplo para o jovem.
  • Considere o jovem uma força para o desempenho de um bom trabalho.

BRINCADEIRAS PARA REUNIÕES DE JOVENS
==Malabarismo com Nomes
Um ótimo quebra-gelo que também serve para fazer as pessoas conhecerem umas às outras.
Você vai precisar de:
* Bolinhas de tênis
* Outros objetos pequenos e macios (brinquedos infantis, etc.)
1a Rodada: Coloque todos em círculo, de pé (participe do círculo também). Explique que você vai atirar a bola de tênis para uma pessoa qualquer da roda e dizer “Olá Fulano, meu nome é Beltrano, vai!” Então faça isso atire a bola para o Fulano. O Fulano, ao receber a bola, deve dizer: “Obrigado, Beltrano! Olá Cicrano, meu nome é Fulano, vai!” Então atira a bola para uma terceira pessoa, o Cicrano, que segue a mesma fórmula. Assim prossegue até que todos tenham passado a bola e ela retorne a você, que começou a brincadeira.
2a Rodada: Diga “Ótimo, vamos ver se conseguimos fazer de novo - na mesma ordem, sempre usando os nomes dos outros. Lembre de sempre agradecer usando o nome da pessoa, e atirar adiante também usando o nome da pessoa. Não precisamos mais falar nosso próprio nome. Portanto é só dizer, por exemplo: Obrigado, Fulano. Cicrano, vai”! A ordem deve ser exatamente igual à anterior. Se alguém não lembrar ou se enganar, ajude-os.
3a Rodada: Diga “Ótimo, vamos fazer de novo, mas desta vez, vamos tentar o mais rápido possível, OK? Vamos lá! Fulano, vai…”etc., e comece novamente.
4a Rodada: Diga “Muito bom, mas conseguimos fazer mais rápido que isso! Quero ver agora a velocidade máxima! Fulano, vai!!” Comece com muito entusiasmo e jogue a bola para começar. Depois que a bola passou por algumas mãos, tire uma segunda bola do bolso (surpresa!), e comece: “Olá Fulano, vai!” e jogue. Como todos já estão bem treinados, a segunda bola já vai meio automática. Depois de um tempo, pode introduzir a terceira, quarta bolas, até mais… (note que quando as bolas voltarem para você, que iniciou, continue jogando-as adiante).
Para um pouco de humor, coloque um número absurdo de bolas, ou comece a jogar outros objetos (brinquedos infantis macios, etc.) até que as coisas saiam fora de controle!
==Caçada ao Versículo
Essa é uma brincadeira que você pode fazer quando estiver com o grupo de jovens e a igreja vazia à sua disposição.
Escolha alguns versículos (é interessante que sejam versículos que tenham relação com a lição / estudo da noite). Cada pessoa deve ter uma Bíblia e todos começam sentados na última fileira de cadeiras do templo. Começe a ler o versículo, e não pare de ler o texto até que alguém o encontre na sua Bíblia, fique de pé e comece a ler junto. Essa pessoa que leu corretamente pula uma fileira para frente. Assim continua até a primeira pessoa chegar na fileira de cadeiras mais da frente, vencendo a brincadeira. Ou então divida em times e estabeleça que todas pessoas do time devem chegar à primeira fileira (cuidado que a brincadeira pode se tornar comprida).
==Batalha Naval
É como o jogo Batalha Naval, porém em tamanho família!
Divida o local do jogo em duas partes de forma que um lado não possa enxergar o outro (creio que a forma mais fácil é amarrar uma corda e colocar um lençol por cima).
A seguir, as pessoas de cada time escolhem um local para si e não podem se mover daí. Quando o jogo começa, cada time ganha uma bola (de meia, de vôlei, de borracha, etc.) e devem tentar atingir o outro time com essas “bombas”. Se alguém for atingido pela “bomba”, está fora e senta ao lado da quadra até o jogo acabar. Não vale se mexer para desviar da bola (embora você possa permitir que se movam desde que não tirem os pés do lugar; cuide bem).
Obs: cada lado precisará de pessoas responsáveis por pegar a bola e atirá-la para o outro lado novamente.
==Pingue-pongue A Sopro
Em uma mesa de pingue-pongue, retire a rede e coloque uma bolinha no meio. Faça dois times, um de cada lado da mesa. Com as mãos nas costas, eles devem soprar a bolinha para fazê-la cair do lado do time adversário. Se a bola rolar pela lateral da mesa, recoloque-a no centro.
Se começar a demorar demais, use apenas meia mesa! (tome cuidado paa ninguém ficar tonto)
==Centopéias
Se você tiver um grupo que gosta de experimentar brincadeiras novas, essa é uma beleza, mas requer um pouco de preparação.
Vamos precisar de:
* Rolos de filme plástico (desses para embrulhar coisas, em geral comida)
* Bananas
* Pratos
* Tesouras (para depois que a brincadeira acabar!)

Divida o grande grupo em grupos pequenos (3 a 4 pessoas por grupo é o melhor). Um das pessoas de cada grupo é escolhida como a centopéia, e os demais do grupo embrulham a centopéia em filme plástico (desde o pescoço até os pés, envolvendo também os braços e as pernas).
No JÁ, as “centopéias”, já deitadas de barriga no chão, devem rastejar até o outro lado da sala e comer uma banana. O primeiro time cuja centopéia acabar a banana vence.
Obs.: tome cuidado para que as centopéias não caiam quando estão sendo enroladas. Senão elas não terão como se segurar! Embrulhe as pernas por último.
==Noite do Sanduíche
Mais uma das brincadeiras para “lanche”!
Faça um “buffet” de sanduíches com diversos ingredientes: pão, manteiga, mortadela, queijo, alface, tomate, cenoura, batata palha, ovo cozido picado, ervilho, milho, maionese, catchup, “etc”.
O pessoal deve montar seu sanduíche e desenhar um cartaz como propaganda (leve cartolina, canetinhas, etc). Faça votação para escolher sanduíche mais criativo, melhor cartaz, mais engraçado, etc.
No fim todos comem seu sanduíche.
==Comedores de Banana
Pegue três (ou mais) voluntários e coloque uma banana descascada num prato para cada um, em uma mesa em sua frente. Coloque vendas nos jogadores e explique que no JÁ eles devem comer as bananas sem usar as mãos e quem terminar primeiro vence.
Obs.: Se estiver a fim de pregar uma peça em alguém, faça como acima, mas após colocar a venda nos participantes, retire as vendas de todos menos um, e deixe-o pensar que está competindo com os outros (gritem e torçam como se fosse mesmo uma competição). No fim retire sua venda e mostre que ele ganhou, pois ninguém mais comeu sua banana. O pessoal vai rir bastante.
==Quebra-cabeça de Balões
Antes da brincadeira, pegue duas fotos / desenhos / versículos bíblicos, recorte em peças como um quebra-cabeça e coloque as peças dentro de balões. Deixe separado de forma que os balões contendo as peças de cada desenho não se misturem.
Divida o pessoal em dois times. Amarre um balão com barbante no tornozelo de cada um. Cuide para um grupo ficar com as peças de um dos quebra-cabeças, e outro grupo com as peças de outro. No JÁ os participantes tentam estourar os balões dos adversários, pisando neles. O grupo que montar primeiro a foto / desenho / versículo que estava dentro dos balões oponentes, vence.
==Capture a Bandeira (Guerrilha)
Essa faz sucesso!
Essa brincadeira deve ser feita em um local aberto. Embora possa ser feita num campo, dessa forma ela perde muito a graça; o melhor é um sítio, parque, fazenda, ou outro local com lugares para se esconder, obstáculos e objetos como árvores, arbustos, etc.
Divida o grupo em dois times. Divida o local em dois territórios, com limites. Limites podem ser estradas, cercas, trilhas, riachos, árvores (ou uma corda caso não haja nada disponível). Prepare duas “bandeiras” (camisetas velhas amarradas em galhos, ou outro objeto razoavelmente grande e colorido o suficiente para ser notado mais ou menos de longe) e dê uma para cada grupo. Coloque cada time em seu território.
Partindo da divisória de territórios, os times têm até 200 passos (mudar o limite de acordo com o tamanho do local) para caminhar e então colocar a bandeira no solo. Deve ser um local visível a pelo menos algum lugar a 15 metros de distância da bandeira, mas que não precisa ser diretamente visível de outras direções (vale o bom senso).
Depois de três minutos dê o sinal para iniciar o jogo. O objetivo dos jogadores é capturar a bandeira do outro time e trazê-la a salvo até seu próprio território.
Quando um jogador entra em território inimigo, pode ser capturado: basta que um jogador inimigo encoste nele. Nesse caso, pode acontecer o seguinte:
* o jogador pego cai fora do jogo (para jogos mais rápidos)
* o jogador pego é levado para a “prisão” (um local escolhido no território para onde vão os capturados.)
Caso você jogar com a prisão, que é mais divertido (e mais demorado), quando um jogador capturar um inimigo, deve segurá-lo e levá-lo até a prisão. Se soltá-lo no meio do caminho (digamos, para perseguir um outro inimigo) o que havia sido capturado está livre. Porém é proibido simplesmente resolver fugir! É possível prender até dois presos por vez (segurá-los com as duas mãos). Um prisioneiro já capturado, entretanto, não precisa colaborar para permitir ao seu detentor correr atrás de outro inimigo.
Os jogadores podem libertar um companheiro preso ao ir ao território inimigo, na prisão, e tocá-lo. Só é possível libertar um preso por vez, pois é necessário voltar com ele até o próprio território. (Você pode deixar o jogo mais dinâmico, entretanto, ao permitir que diversos prisioneiros possam ser libertados de uma vez, porém assim que libertos possam ser capturados novamente.)
Se alguém que já capturou a bandeira for pego, a bandeira volta para a base e o jogador é conduzido à prisão.
Podem haver participantes guardando sua bandeira, porém eles não podem chegar a menos de 5 metros da própria bandeira. (Advirta o pessoal de que colocar gente demais guardando a bandeira revela o local onde ela está). Portanto, se um jogador inimigo conseguir chegar a até menos de 5 metros da bandeira ele não pode ser capturado; porém no momento que sair desse raio de alcance, pode ser capturado.
Quando alguém capturar a bandeira e voltar são e salvo ao próprio território, o time venceu o jogo.
Se houver muitos presos e o jogo começar a trancar, o líder pode gritar “Prisão Aberta”! Então todos presos do jogo são libertos.
Variação:
Se tiver muita gente, ou se você quiser tentar uma maneira um pouco diferente, divida em três grupos (A, B e C). O jogo começa como o normal, porém digamos que A captura a bandeira de B. Nesse caso colocam-se as duas bandeiras juntas e A e B se tornam um time só, contra C. É ótimo porque os times são obrigados a capturar logo as bandeiras dos outros, senão logo se formará um time muito maior contra eles. É possível fazer isto com mais que três times!
Sugestão: Amarre uma fita colorida no peito de cada time, ou arranje outra forma de identificação para ficar mais fácil ver logo de que time que um jogador é.

Texto 1 (Reflexão)
“Pastor auxiliar da Igreja Projeto Água da Vida e cantor do grupo Os Nazaritos, Gustavo Legal tem somente 27 anos, porém já é casado há nove anos e pai de dois filhos. Com um ministério jovem, Gustavo fala para o Portal Melodia como as igrejas podem se adaptar para atrair este público.
“A igreja não pode querer impor e sim conquistar acima de tudo. Não proibir e sim orientar”.
Portal Melodia – Em sua opinião, está mais difícil hoje evangelizar os jovens do que antigamente?
Pastor Gustavo – Está fácil hoje porque tiveram igrejas que souberam contextualizar, porém não é a maioria. Na minha igreja, conseguimos através do Espírito Santo contextualizar a bíblia. Temos várias vertentes na nossa igreja: surfistas, skatistas, universitários, poetas, músicos. O leque foi aberto e isto facilitou nossa entrada. Eu costumo falar que a pessoa não pode ser extremista: Nem querer impor Jesus para o jovem, nem deixar de falar. Você tem que mostrar através de sua vida que Jesus Cristo veio para fazer a diferença e que vale a pena servir a Deus. Dentro das oportunidades que vão aparecendo você aproveita para evangelizar. Não é tão difícil assim, como alguns acham.
Portal Melodia – Como a igreja deve atrair os jovens?
Pastor Gustavo – A igreja não pode querer impor e sim conquistar acima de tudo. Não proibir e sim orientar. Estas atitudes são formas de amor. Mostrar que não somos inimigos, e sim amigos. Que vale a pena ter nossa amizade, uma amizade sadia, cristã que busca o interesse do Reino e não os interesses pessoais. É nisto que a igreja deve pensar.
Portal Melodia – Como se conquista os jovens?
Pastor Gustavo – A conquista é de muita amizade, convívio, de algo mais aberto, sem tabus. Os assuntos devem ser tratados abertamente como no mundo secular, mas claro com direção do Espírito Santo. O importante é esclarecer o máximo e contextualizar. A grande dificuldade da igreja hoje em dia é contextualizar a bíblia para os dias de hoje. Sabendo fazer isto você, com certeza, irá conquistar os jovens.
Portal Melodia – Como se contextualiza a bíblia?
Pastor Gustavo – Mostrando que Jesus é um Deus sem tabus, sem paradigmas e sem tradições. È um Deus coerente, que ama e tem como prioridade o relacionamento, o amor e o convívio. A doutrina básica de Deus está no amor e na servidão. De um servir a outro, ser solidário. A solidariedade é uma grande forma de contextualizar. Servindo desta forma, a igreja será bem sucedida para atrair os jovens na igreja.
Portal Melodia – Como o jovem atual deve lidar com as coisas do mundo, como as drogas?
Pastor Gustavo – O jovem cristão tem uma grande curiosidade, principalmente os que cresceram na igreja. Essa curiosidade é alimentada pelo medo que alguns pastores impõem falando frases como: Se você for ou fizer, vai arder nas chamas do inferno. Alguns pastores preferem impor o medo a parar e sentar, conversar, do que passar todo um dia, uma semana, um ano com o jovem. Ao sentar o pastor pode conversar e explicar porque não, porque não vale a pena, que as drogas são na realidade uma fuga. Nossa fuga tem que ser para Jesus Cristo. Quando nós fugimos para qualquer outra coisa que não seja Jesus Cristo não é sadio, seja droga, seja namoro, seja praia, qualquer coisa...
Então o papo, o dialogo tem que acontecer, ele é fundamental no sentido de esclarecer e abrir a mente do jovem e de começar a tirar o mito e a curiosidade do jovem de querer ir para um mundo que ele pensa que vai suprir certas necessidades. O importante é saber que a necessidade é Jesus Cristo em todas as áreas da nossa vida.
Portal Melodia – Qual é o erro que alguns pastores cometem com os jovens?
Pastor Gustavo – O erro é impor. Eles querem por cabresto no jovem, talhar e tolher o jovem através da proibição. Muitas vezes, os próprios pastores tiveram no passado vontade de surfar, ir ao cinema ou teatro e foram tolhidos. Parece que é uma forma de se vingar, por terem sido tolhidos, pensam em tolher o jovem. Infelizmente existe este tipo de sentimento em alguns pastores frustrados porque perderam ou não aproveitaram sua juventude pelo medo. É um erro que vão passando de geração em geração: Meu filho não vai fazer porque não fiz, o jovem não vai fazer porque não fiz. Então eles erram muito nessa legalidade. Eu sou contra a legalidade. Somos livres, Deus nos chamou para sermos livres. Temos que ter coerência para saber nossas limitações, o que posso fazer ou não. Até indo posso ir. A coerência se adquire na Palavra de Deus e orando bastante, pedindo sempre a Deus muita sabedoria.
Portal Melodia – O melhor modo de o jovem ficar longe do caminho errado é orar?
Pastor Gustavo – É orando e pedindo a Deus o discernimento. Estudando muito, tendo muita intimidade com Deus, porque Ele vai falando o que é tradição, pecado, o que são costumes e doutrinas humanas, o que é teologicamente de Deus, o que é realmente fundamentação de Deus. Então o jovem vai criando o discernimento, mas que só vem com muito estudo, muita intimidade, vontade de acertar, fazer a diferença (principalmente no seu lar). Agindo desta forma, ele vai saber o que é certo ou errado. A bíblia é muita clara e não permite o extremismo. Deus sugere a moderação. Então temos que ser moderados em tudo (seja em qualquer área da nossa vida). A bíblia diz: "Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas tolo; por que morrerias antes do teu tempo? (Eclesiastes 7:16,17). Ou seja, seja moderado, tranqüilo e seja livre em Deus sabendo e buscando a direção”.
Crédito: Portal Melodia                (Jornalista Tatiana Cioni Couto)
Dicas para liderar os jovens
·         Tenha um local para as reuniões dos jovens – Espaço somente deles.
·         “Curta” o que está fazendo – Estudo em grupo, Acampamento, Passeio, etc.
·         “Curta” o seu grupo – Ame o seu grupo de jovens e demonstre esse amor por eles.
·         Não os chame de “jovens adultos” na frente deles – Chame-os simplesmente de jovens.
·         Concentre-se em desenvolver relacionamentos antes de concentrar-se no conteúdo – Procure conhecer as pessoas. Seja um bom amigo. Eles te ouvirão melhor quando você se tornar amigo deles.
·         Lembre-se de que nem todos os jovens lêem bem – Por isso, sempre solicitar voluntários quando desejar que algum texto seja lido em voz alta ou pedir para aquele que você já sabe que gosta de ler.
·         Crie um ambiente propicio para a participação – No momento da discussão sentem-se em circulo para que as pessoas vejam umas às outras.
·         Dê oportunidades a todos – trabalhe de forma que todos possam participar do debate.
·         Dê sempre uma palavra de apoio e orientações claras – Agradeça a todos que compartilharam suas idéias e feche o debate com orientações claras a respeito da vontade de Deus. O adolescente está definindo e testando os valores para sua vida.
·         Ore. Submeta seu preparo e liderança à oração – Deus nos capacitará e nos ajudará a ser compreendido.















8ª Aula
TRABALHANDO COM ADULTOS - 1

“Consideremo-nos também uns aos outros, para que nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns, antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” (Hb 10.24-25).

Alguns conceitos importantes sobre a educação de adultos, baseado no livro de Lawrence Richards:
1)    Educação dos adultos é a tarefa mais importante da Igreja.
2)    A Educação de adultos deve envolver totalmente os adultos na vida da igreja – não é um “programa” ou “classe” – sempre estamos ensinando (Educamos de maneira formal, isto é, planejada e de maneira informal).
3)    A educação de adultos tem como ponto central a transformação, e seu propósito essencial é “fazer discípulos”.
4)    Ela deve ser planejada primeiramente como processo educacional, não do ponto de vista do conteúdo que deve ser ensinado, mas como valores que devem constituir todo o agir de cada crente.
5)    Ela faz de cada adulto um ministro, bem como alguém que é servido.
6)    Ela ocorre quando os crentes exercitam seus “dons”, recebidos do Espírito Santo, para servir uns aos outros.
7)    Ela deve ocorrer em cada uma e em todas as reuniões de crentes como Corpo de Cristo.
8)    Sua eficiência depende do esboço do “currículo oculto” (a própria situação de ensino), no sentido de facilitar que cada crente possa atuar em seu ministério.

Malcom Knowles[3] afirma que a forma de aprender do adulto é semelhante à da criança, mas estabeleceu algumas diferenças:
9)  Experiência: Para as crianças não tem utilidade, porém para adultos se torna importantíssima na hora de considerar o aprendizado.
10)   A vontade de aprender: Vinculada à aprovação, ao progresso, à necessidade e não simplesmente ao prazer. Com o adulto representa a utilidade que isso terá em sua vida profissional ou pessoal.
11)   A motivação na aprendizagem: Nas crianças é provocada por prêmios, aprovação, classificação. Já com os adultos, à satisfação pelo saber, pela qualidade de vida ou a coisas que se tornam úteis para o dia a dia.
 
Malcom Knowles estabelece os seguintes princípios para a Andragogia:
1)  Adultos precisam ser envolvidos nos processos de planejamentos e avaliação do ensino que estão recebendo.
2)  Experiências (e erros) fornecem a base para a atividade de aprendizado.
3)  Adultos são mais interessados em aprender assuntos que tenham relevância para seu trabalho ou vida pessoal.
4)  O aprendizado adulto é um problema mais centrado do que orientação de conteúdo.
 

Stephen Brookfield[4] aponta algumas coisas em comum nas diversas atividades de aprendizagem que os adultos se envolvem:
1)  Os participantes têm em comum o fato de serem todos adultos
2)  Estão engajados em uma exploração proposital (intencional).
3)  Estas explorações se dão num cenário de grupo
4)  Trazem para o grupo suas experiências pessoais que serão compartilhadas
5)  Trazem para o grupo contribuições relacionadas aos seus saberes.
6)  No grupo, desenvolve-se uma postura de respeito entre os membros.

Nos grupos que tem por propósito a educação cristã, estes se reúnem por que:
1)  Se sentem melhor entre seus companheiros adultos da mesma fé
2)  Participam do grupo porque tem interesse em crescer espiritualmente
3)  Trazem suas contribuições para o grupo e demonstram querer conhecer o que os outros tem para compartilhar, desenvolvendo o respeito mútuo.
4)  São movidos pelo Espírito de Deus a buscar conhecimento na Palavra.

Na aprendizagem de adultos o professor deve ser um facilitador. É necessário utilizar práticas de ensino que sejam eficientes, fluindo de forma tranqüila; quanto mais criarmos possibilidades de troca melhor o resultado. Menos imposição e mais troca de informação.

Brookfield elaborou 6 princípios que denominou de prática efetiva em facilitação de aprendizagem. São eles:
  1. Participação voluntária Ele vem porque quer e quer participar (dar opinião). Trocar idéias em pequenos grupos desenvolve o pensamento crítico e colabora para que o adulto repense seus conceitos, flexibilize suas opiniões e quem sabe até mude.
  2. Respeito mútuo O facilitador deve ouvir a cada aluno e dar oportunidade para a reflexão crítica, que deve ocorrer num ambiente onde as diferenças de opinião não provoquem uma “desintegração pessoal”.
  3. Espírito colaborativo A cooperação vista sob a perspectiva da troca, oferece oportunidades a todos os membros do grupo de ocuparem ora o papel de facilitador, ora o de liderado.
  4. Ação e reflexão É um processo contínuo de investigação – exploração – ação. O facilitador, quando compreende as possibilidades de seu aprendiz adulto tem em suas mãos um valioso material para definir estratégias a serem explorados no processo de aprendizagem.
  5. Reflexão crítica Não levá-los a crer no que você fala, mas levá-los a ampliar sua visão a respeito do assunto, refletir sobre as práticas e considerar condições alternativas para mudanças.
  6. Autodirecionamento É a auto-liderança que leva o adulto a explorar novos campos, a mexer em seus paradigmas e a mudar a forma de enxergar o mundo.

Os adultos são orientados por suas responsabilidades, funções e identidade. Os adultos querem conhecimentos de aplicação imediata. Por isso, diagnostique as necessidades de seus aprendizes através de entrevistas, pré-testes e observação. Envolva-os no planejamento. Faça-os responsáveis por seu próprio aprendizado. Ajude-os a encarar o aprendizado como um projeto permanente.












9ª Aula
TRABALHANDO COM ADULTOS - 2

Planejamento de ensino para adultos
É preciso escolher com cuidado cada atividade a ser desenvolvida. Mas primeiro, ore; depois, pense em seus alunos e depois estude. Facilitar a aprendizagem, buscando conhecer melhor o aluno, deve ser o desafio constante para um trabalho que vise chegar mais perto do ideal que o Senhor tem para nós.

Estratégias na Educação de Adultos (Lawrence Richards)

Existem 5 exigências para se ensinar aos adultos que devem ser estimuladas na grande congregação para serem praticadas também pelo grupo pequeno.
1. Os adultos são modelos uns para os outros;
2. Falam da bíblia retratando a própria realidade;
3. Se identificam uns nos outros;
4. Se preocupam uns com os outros
5. Falam uns para os outros da sua vida.

Uma vez estabelecido o que entendemos por ser adulto, podemos, a seguir, refletir nos princípios que devem nortear o relacionamento com a pessoa madura. Elaboramos quatorze princípios, para expressar a essência da Andragogia, ao mesmo tempo em que fornecemos um referencial objetivo para o relacionamento de cunho educacional na organização.

Princípio 1
O adulto é dotado de consciência crítica e consciência ingênua. Sua postura pró-ativa ou reativa tem direta relação com seu tipo de consciência predominante.

Princípio 2
Compartilhar experiências é fundamental para o adulto, tanto para reforçar suas crenças, como para influenciar as atitudes dos outros;

Princípio 3
A relação educacional de adulto é baseada na interação entre facilitador e aprendiz, onde ambos aprendem entre si, num clima de liberdade e pró-ação.

Princípio 4
A negociação com o adulto sobre seu interesse em participar de uma atividade de aprendizagem é chave para sua motivação;

Princípio 5
O centro das atividades educacionais de adulto é na aprendizagem e jamais no ensino;

Princípio 6
O adulto é o agente de sua aprendizagem e por isso é ele quem deve decidir sobre o que aprender;

Princípio 7
Aprender significa adquirir: Conhecimento - Habilidade - Atitude (CHA); O processo de aprendizagem implica na aquisição incondicional e total desses três elementos.




Princípio 8
O processo de aprendizagem do adulto se desenvolve na seguinte ordem: Sensibilização (motivação) - Pesquisa (estudo) - Discussão (esclarecimento) - Experimentação (prática) - Conclusão (convergência) - Compartilhamento (sedimentação);

Princípio 9
A experiência é o melhor elemento motivador do adulto. Portanto, o ambiente de aprendizagem com pessoas adultas é permeado de liberdade e incentivo para cada indivíduo falar de sua história, idéias, opinião, compreensão e conclusões;

Princípio 10
O diálogo é a essência do relacionamento educacional entre adultos, por isso a comunicação só se efetiva através dele;

Princípio 11
A praxis educacional do adulto é baseada na reflexão e ação, conseqüentemente os assuntos devem ser discutidos e vivenciados, para que não se caia no erro de se tornar verbalistas - que sabem refletir, mas não são capazes de colocar em prática; ou ativistas - que se apressam a executar, sem antes refletir nos prós e contras.;

Princípio 12
Quem tem capacidade de ensinar o adulto é apenas Deus que conhece o íntimo da pessoa e suas reais necessidades. Portanto se você não é Deus, não se atreva a desempenhar esse papel!

Princípio 13
O professor tradicional prejudica o desenvolvimento do adulto, pois coloca-o num plano inferior de dependência, reforçando, com isso, seu indesejável comportamento reativo próprio da fase infantil;

Princípio 14
O professor que exerce a "Educação Bancária" - depositador de conhecimentos - cria a perniciosa relação de "Opressor & Oprimido", que pode influenciar, negativamente, o modelo cognitivo do indivíduo pela vida inteira.



  








10ª Aula
Assuntos mais importantes - Elementos na Educação Cristã
O papel da Escritura – É a revelação da realidade, tanto a que deve ser vivida, como a para ser vista. Quanto mais integramos a Bíblia na vida da comunidade, mais ela começa a assumir seu lugar de direito na vida do crente individual.
O papel do professor – É o exemplo que pode ensinar outros a ser como ele. Não significa ser autoridade infalível, mas que aprende junto, tem um relacionamento de amor e vivencia atividades em que o aluno pode ver o professor vivenciando a verdade ensinada.
O papel do relacionamento – No contexto de amor, confiança, sinceridade, honestidade, aceitação, interesse, apoio, perdão, correção, confirmação, o crescimento na fé cristã como vida ocorre.
O papel das situações de aprendizado – Situação formal serve para crescer no conhecimento; situação informal faz crescer na transformação de vida. Usadas com harmonia, ambas tem sua função.
O papel dos currículos – Servem para transmitir as verdades de maneira lógica e organizada, podendo ser usado para promover técnicas e atitudes que terão um impacto positivo significativo sobre as situações informais em que a vida da fé é transmitida.
O papel do currículo oculto – São as situações da vida que apóiam ou inibem o processo de transformação. É a força mais poderosa da educação cristã. É a idéia de usar qualquer momento para incentivar o amor, a unidade, o serviço, etc.
O Sobrenatural na Educação Cristã Somos vocacionados para servir de maneira inteligente; para modelar nosso planejamento da educação cristã por princípios revelados na Palavra de Deus. Mas nunca nos é dito que devemos nos basear em nossa inteligência ou nossos planos. Nós nos baseamos unicamente em Deus. Não podemos nem deixá-Lo de fora e nem fazer disso algo mágico. Deus opera através de processos naturais de maneira sobrenatural.
Podemos mencionar as intervenções espetaculares de Deus na história. Mas a experiência inigualável de homens desde a fundação do mundo tem sido conhecer e confiar em Deus através de meios bem normais; através dos meios naturais que Deus inseriu na personalidade humana para transmitir qualquer convicção ou cultura.
A eficiência de qualquer ministério, no fim, depende da graça soberana; da determinação de Deus de tocar-nos, de nos trazer a Ele como filhos, e de supervisionar nosso crescimento.


  









11ª Aula

PEQUENOS GRUPOS
(GRUPOS DE: AMIZADE; FAMILIARES; CRESCIMENTO; SOLIDIFICAÇÃO; ETC.)

1. O que é?
É a reunião de um pequeno número de pessoas.
Um pequeno grupo é formado por um número mínimo 3 membros e no máximo 15 membros.
Textos: Mc 3:13-18 (Jesus ensina a multidões, mas o discipulado era feito com um pequeno grupo).
Lc 8:9-10; Mc 6:7.

2. Objetivos
·    Promover a COMUNHÃO e a EDIFICAÇÃO de todos os membros da igreja (Ef 4:11-16).
·    Levar a igreja a se tornar uma igreja discipuladora (Mt 28:19; 2 Tm 2:2).

3. Forma de Atuação
·    Encontros semanais de casa em casa (At 2:42-47).
·    Inicialmente o encontro será em um lar fixo – até que o grupo já esteja formado, a partir de então o líder do grupo poderá propor rodízio constante entre as casas dos membros do grupo.

4. As cinco conseqüências dos encontros de pequenos grupos:
Gostaria que compreendesse que através dos pequenos grupos estaremos caminhando para alcançarmos os propósitos da vida de nossa igreja: Adoração, Comunhão (cuidado mútuo), Ensino (Maturidade), Serviços ministeriais, fazer discípulos (evangelização).

·    COMUNHÃO (ter tudo em comum): É no pequeno grupo que haverá qualidade nos relacionamentos (nascerá unidade e se descobrirá o valor de se viver em comunidade). É no pequeno grupo que acontece o pastoreio mutuo. O amor se torna visível. As pessoas poderão experimentar o verdadeiro amor.
·    EDIFICAÇÃO (construir): Só se constrói uma igreja sólida com o ENSINO da PALAVRA. Estes encontros semanais nos levarão a um crescimento espiritual (maturidade espiritual), uma vez que teremos oportunidade de aprendermos mais da Palavra de Deus e de aplicarmos nosso aprendizado no grupo e fora dele.
·    EVANGELIZAÇÃO: A PALAVRA irá conduzir a igreja a uma vida frutífera. Os pequenos grupos têm por finalidade levar-nos ao crescimento como igreja (discipulado – evangelização). Os pequenos grupos devem se multiplicar a cada momento que atingir um número de 15 pessoas. A igreja se tornará mais reprodutora (gerará mais ovelhas - evangelização) e terá um melhor pastoreio (todos estarão pastoreando e sendo cuidados pelo pastor da igreja). ISTO É FAZER DISCIPULOS.
·    SERVIÇO (MINISTÉRIOS) - verificaremos que se abrirá uma porta, por meio deles, para que todos possam conversar e descobrir como gostariam de servir na igreja. Os pequenos grupos proporcionarão oportunidade para a atuação dos dons e talentos dos membros na vida da igreja.
·    ADORAÇÃO - É claro que todos os encontros são encontros de adoração, pois possuem o fim maior de glorificar o nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

                     O GRUPO É O LUGAR EM QUE AS PESSOAS SERÃO DISCIPULADAS, EQUIPADAS E CUIDADAS PARA SERVIR. É O LUGAR ONDE OS MEMBROS SE EDIFICAM MUTUAMENTE E INICIAM O USO DE SEUS DONS.













  










PROVA 

Fazer um projeto com o tema: “Construindo Cidadãos da Paz”.
O projeto deve ter:

1 – Objetivo Geral (a finalidade do curso)
            1.1 – Objetivo especifico (a quem se destina o projeto – ex.: crianças, adultos, etc.).
2 – Local (onde será realizado – ex.: igreja, escola, faculdade, etc.)
3 – Recursos
            3.1 – Recursos humanos (quantos professores, assistentes, etc.).
            3.2 – Recursos físicos (estrutura – ex.: sala, campo de futebol, teatro, etc.)
            3.3 – Recursos materiais (o que será necessário – ex.: retro-projetor, tesoura, quadro, etc.).
4 – Tema das aulas que serão dadas (no mínimo 5 aulas)
            Aula 1 – “...” – Objetivo: conscientizar o aluno de que ....
            Aula 2 – “...” – Objetivo: Despertar cada aluno para o fato de que ...






  




Resposta a pergunta: Quantas mudanças que ocorrem no corpo de um garoto e de uma garota no período da adolescência?
Garoto à 1) enrijecimento dos músculos, que ficam mais fortes; 2) alteração na voz, que torna-se mais grossa (sendo que às vezes desafinam); 3) crescimento do pênis e do saco escrotal; 4) crescimento de pêlos nas axilas e nas regiões genitais; 5) crescimento de barba no rosto; 6) engrossamento dos pêlos das pernas, braços e peito.
Garota à 1) início do ciclo menstrual; 2) desenvolvimento do seios, que tornam-se arredondados e macios. Ficam sensíveis e com os mamilos doloridos; 3) definição dos quadris, que tomam mais forma e ficam mais redondinhos; 4) redistribuição de gordura do corpo, assumindo contornos mais suaves e delineados; 5) crescimento de pêlos nas axilas e nas áreas genitais; 6) alteração no timbre de voz, que torna-se mais cheia e forte.






[1] ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Ed. Moderna, 1989, p.49.
[2] GRAENDORF, Werner. Apud PAZMINO in Cuestiones Fundamentais de la educación Cristiana. Miami: Editorial Caribe, 1995, p. 96.
[3] O professor universitário e escritor Malcolm Knowles conta no seu livro, The Adult Learner a Neglected Species, que começou na tentativa de formular a Teoria de Aprendizagem de Adultos em 1950. Mais tarde, em 1960, pela primeira vez, teve contato com a palavra Andragogia através de um educador yuguslavo, que participava de um Workshop de Verão na Universidade de Boston. Foi então quando ele entendeu o significado da palavra e a adotou como a mais adequada para expressar a "arte e ciência de ajudar adultos a aprenderem".
[4] Stephen Brookfield  por dez anos foi professor titular no Departamento de Educação de Adultos e Superior, na Universidade de Colúmbia. Viajando como orador em conferências internacionais sobre educação no país e no exterior, Brookfield continua a servir como Professor Adjunto em Colúmbia.

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