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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 3 de junho de 2015

ESTUDOS 77 - A IMPORTÂNCIA DA MORDOMIA CRISTÃ


A Importância da Mordomia Cristã 

INTRODUÇÃO

A doutrina da mordomia cristã tem suas origens no Antigo Testamento. No cristianismo bíblico, a  
prática da mordomia cristã evidencia o senhorio de Cristo, uma vez que Ele é Senhor sobre todas as  
coisas criadas (Fp 2.9-11; Cl 1.16-19; At 2.36). O conhecimento e a prática da doutrina da mordomia  
pelo cristão desenvolve nele os conceitos bíblicos dessa doutrina e motiva-o a dedicar-se cada vez  
mais à causa do Senhor e à prática do bem em relação aos seus semelhantes, sua família, seu  
trabalho e sua igreja local.



I. MORDOMIA DO PONTO DE VISTA CRISTÃO 
Mordomia no sentido comum, secular e popular tem má conotação. Mas, no sentido cristão, é, como  
já vimos, a administração dos bens de outrem. Ela implica, de igual modo, responsabilidade de  
administrar os nossos próprios bens espirituais, morais e materiais, segundo o supremo ideal de  
vida, que é Cristo (Cl 3.4; Jo 13.15; 1 Jo 2.6). De fato, toda a vida de Cristo e seus ensinos devem  
ser a base imutável da mordomia cristã. Vejamos alguns ensinos bíblicos para os que desejam  
administrar sabiamente sua vida sobre a terra.  
1. A mordomia cristã reúne o espiritual e o material na experiência cotidiana. Na verdade, toda  
nossa vida, tanto na esfera física ou material, como na espiritual, tem a ver com Deus. Cada  
atividade da nossa vida é preciosa para Deus, pois pertencemos a Ele. No trabalho, no escritório ou  
na fábrica, na vida pública, no lar ou viajando, não podemos separar as duas coisas. Cada  
pensamento, cada olhar, cada movimento nosso, tudo, enfim, que se passa conosco, está patente  
aos olhos de Deus. Sua imanência torna-o presente em tudo o que fazemos. Não podemos separar,  
neste aspecto, atividades religiosas e atividades seculares. Em todo o tempo a mordomia cristã  
implicará em sabermos colocar o reino de Deus em primeiro plano (Mt 6.33).  
2. A mordomia cristã desenvolve o senso de responsabilidade com a vida. A Bíblia nos exorta: “Não  
sejais vagarosos no cuidado” (Rm 12.11). O crente deve, pois, com a graça de Deus e o poder do  
Espírito Santo ser sempre zeloso, fiel e diligente em suas atividades na igreja. O crente precisa  
também administrar a sua vida, de modo geral, espiritual e material com elevado senso de  
responsabilidade. Desmazelo e desorganização na vida material e espiritual são próprios de quem  
não conhece e nem pratica a mordomia cristã. Segundo os ensinos das Sagradas Escrituras,  
atitudes como pontualidade no cumprimento dos deveres materiais e sociais e honestidade no  
trabalho e no trato com as pessoas são valores morais basilares na administração da vida.  
3. A mordomia cristã inclui prestação de contas. Na parábola denominada O mordomo infiel, Jesus  
relatou a história de um mordomo fraudulento que usava de astúcia para tirar proveito para si em  
detrimento dos outros. Porém, o senhor daquele servo infiel exigiu dele “prestação de contas” (Lc  
16.2). Jesus incriminou os religiosos fariseus por sua hipocrisia e corrupção no trato das coisas  
sagradas e seculares que eles administravam. Nós, filhos de Deus, como seus servos,  
compareceremos um dia perante o Tribunal de Cristo para recebermos segundo o que tivermos feito  
neste mundo (2 Co 5.10; Rm 14.12; Mt 16.27; Lc 14.14; Ef 6.8). 


II. A MORDOMIA CRISTÃ VALORIZA A VIDA HUMANA 
Desde que o homem pecou, vive a perguntar (isto é, o homem natural): “Por que estou aqui?”;  
“Qual a razão da minha existência?”; “Qual o sentido da minha vida?”; Por que existo?”.  
Independente de cor, etnia,“status social”, estas perguntas estão na mente de cada pessoa. O  
autêntico cristão não faz tais perguntas, pois, vivendo na luz de Cristo, ele sabe que tudo isto está  
relacionado ao seu papel de servo e mordomo do Senhor. Mas, quanto ao incrédulo, sua mente  
obscurecida pelo pecado, nada vê, nem entende, daí essas perguntas milenares sem razão de ser. 
1. Para todas as coisas Deus tem um propósito. O que aprendemos na Bíblia é que Deus nos criou  
com propósitos definidos, mas a realização feliz dos mesmos dependerá de nós. O pecado preteriu  
o alvo do propósito divino, mas Jesus Cristo veio para restaurar o homem ao plano divino original;  
por isso, Ele se constitui no supremo ideal de vida para o homem (Cl 1.28; 2.10). Toda a vida de  
Cristo e seus ensinos constituem a base principal para a realização desse propósito.  
2. O propósito de Deus para a nossa vida. Deus quer que cumpramos nosso papel consoante o seu  
propósito divino. Temos nisto o exemplo de dois grandes apóstolos: Pedro e Paulo. Ambos foram  
chamados para pregar o Evangelho de Cristo e estabelecer a igreja na terra. Porém, cada qual tinha  
um propósito diferente. Pedro compreendeu que o propósito de Deus para sua vida era o de ser um  
líder entre os cristãos judeus, e convencê-los de que Deus estava agregando à igreja os gentios (At  
10). Paulo, por outro lado, estava convicto de que o propósito de Deus em seu ministério era o de  
levar o Evangelho às terras gentias (Gl 2.7,8). Cada crente deve viver e agir segundo o propósito  
divino para a sua vida e procurar administrá-lo de forma a não estar em falta no dia do Tribunal de  
Cristo.



III. A MORDOMIA CRISTÃ HUMANA SEGUNDO A VONTADE DIVINA 
A Bíblia fala da oração para que o crente seja cheio do conhecimento da vontade do Senhor (Cl 1.9).  
A mordomia cristã requer do cristão disposição, confiança e obediência na execução da vontade de  
Deus para a sua vida.  
Há pelo menos três modos de identificar a vontade divina e administrá-la em nossa vida.  
1. A vontade absoluta de Deus (Rm 8.28-30). É a sua soberana e imutável vontade, que não pode  
ser alterada. É aquela vontade que envolve todos os detalhes do universo e está oculta ao  
conhecimento humano. É aquela vontade que segue o seu curso estabelecido dentro daquilo que  
Deus determinou. Se reconhecermos Sua vontade absoluta, não discutiremos como Ele a realiza,  
porque Ele é o Oleiro e nós somos o barro. Ele é a Videira, nós somos apenas os ramos. Ele é o  
Senhor, nós, os seus servos. Se é Ele quem está no comando, nós apenas fazemos o que Ele nos  
ordena fazer, e mesmo assim fazemos tudo imperfeito, incompleto. Ora, se entendermos a vontade  
absoluta de Deus, também, entenderemos que a mesma é santa, justa e boa.  
2. A vontade permissiva de Deus. Refere-se ao poder de Deus de permitir, como e quando Ele  
quiser, algum evento, positivo ou negativo. Por exemplo: Deus permite ao homem a livre escolha,  
mas não aprova o pecado. O homem pode escolher pecar, mas Deus o previne e o julga pelo  
pecado que cometer. Deus é Santo, portanto o pecado será sempre abominável perante os seus  
olhos. Muitas vezes, o crente passa por privações que Deus permite. Não que Ele tenha prazer no  
sofrimento do seu servo, mas Ele o permite para que o crente aprenda as lições da vida espiritual  
que lhe faltam. Deus tem o poder de fazer prevalecer a sua vontade e impedir qualquer ação  
contrária seja de quem for. Porém, Deus em sua onisciência, sabedoria e providência nem sempre  
interfere. Ele pode, sim, permitir ou não o que Ele quiser, conforme a sua perfeita justiça e retidão,  
para salvar, corrigir, alertar e assim por diante (2 Cr 32.21; Sl 81.12,13; Os 4. 17; At 14.16; Rm  
1.24,28).  
3. A vontade preventiva de Deus. Diz respeito à ação de Deus para prevenir o homem de algum mal  
ou pecado (Gn 20.6; 31.24; Sl 19.13). Quando o crente mantém plena comunhão com Ele, é  
prevenido muitas vezes dos perigos que podem ameaçar a sua vida em todas as esferas.  

CONCLUSÃO

Zelo, fidelidade e diligência devem caracterizar a mordomia cristã em todos os seus aspectos. 
O servo fiel será recompensado na mesma proporção de seu empenho em cumprir as determinações  
divinas. 
O Tribunal de Cristo será instituído para fins de apuração do cumprimento destas determinações  
executadas pelo crente na terra.  


Imanência 
Qualidade do que está em si mesmo, e não transmite a outrem. É o oposto de transcedência. 



Onisciência  
O mesmo que sapiência. Qualidade exclusiva daquEle que tudo sabe. Atributo natural, absoluto e  
incomunicável de Deus. 

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