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By Ferramentas Blog

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ESTUDOS 84 - A INDIGNAÇÃO DOS PESCADORES DE HOMENS

MINISTÉRIO MANANCIAL DE VIDA PARA AS NAÇÕES
IGREJA BATISTA VIDA NOVA

SÉRIE: ATOS HOJE

 A INDIGNAÇÃO DOS PESCADORES DE HOMENS


Texto: Atos 17.16  Enquanto esperava por eles em Atenas, Paulo ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos.

            O apóstolo Paulo chegou à cidade de Atenas por conta das dificuldades vividas tanto em Tessalônica como em Beréia, narradas nos primeiros versículos de Atos 17.  Ele precisou deixar Beréia com bastante pressa por causa do tumulto provocado pelos judeus que não criam em Jesus.  Em Atenas o apóstolo ficaria somente até reencontrar-se com Silas e Timóteo, seus discípulos.

            Atenas era uma cidade muito importante não só na Grécia, mas desde o quinto século antes de Cristo, era um centro intelectual e cultural que influenciava o mundo antigo. [1] Naquele tempo Atenas estava sob o domínio do Império Romano, mas continuava a ser uma cidade de muito prestígio.



            Quando o seu espírito se revolta.  Pergunte aos seus discípulos se eles são capazes de se lembrar de alguma situação que lhes tenha causado indignação.  Você pode até permitir que alguns compartilhem brevemente suas experiências.  A Bíblia conta que ao observar a cidade de Atenas tão repleta de altares de adoração a ídolos, o apóstolo Paulo ficou profundamente indignado. Outra versão bíblica traduz o texto como: o seu espírito se revoltava em face da idolatria.[2]

            Por que Paulo sentia tão profundamente o desconforto face aos altares idólatras que infestavam Atenas? Simplesmente porque o coração dele estava sintonizado ao coração de Deus.  Paulo conhecia a Deus e sabia o que deixava o Espírito de Deus triste.  Em I Coríntios, Paulo escreveu que é possível para nós termos a mente de Cristo (I Co 2.16).  Tendo a mente de Cristo, você poderá entender o ponto de vista de Deus e saberá como a idolatria é um pecado que avilta nosso Criador.

            Tantos deuses, mas sem salvação.  O povo de Atenas tinha o seguinte raciocínio: ao invés de adorar somente um deus, eles deveriam prestar culto a todos os deuses conhecidos por eles.  Assim, andando pelas ruas da cidade o apóstolo Paulo se deparava com um politeísmo exacerbado. Incrível é que o apóstolo encontrou um altar ao deus desconhecido! (v. 23).  Acredite: eles pensavam que se porventura tivessem se esquecido de algum deus poderoso, este altar cumpriria a função.  Paulo aproveitou esta deixa como ponto de partida para sua pregação no areópago da cidade e lhes mostrou que Jesus Cristo, desconhecido para eles até então, era fonte de Salvação, Vida Eterna e Ressurreição.

            Não há tempo a perder. Pescar almas é nossa prioridade!  Ninguém havia estado em Atenas até então com as boas notícias do Evangelho.  Paulo não perdeu a oportunidade.  Simultaneamente, ele começou a pregar na sinagoga da cidade e na praça principal.  Logo, ele recebeu um apelido: tagarela (v. 18).  Essa foi a maneira como os filósofos epicureus e estóicos[3] se referiram ao apóstolo.  A palavra grega usada pelos filósofos para se referirem a Paulo é spermologos, um termo com vários significados, alguns até pejorativos.  Paulo tinha a alma livre e não se deteve de anunciar o Evangelho aos atenienses.  Que você aprenda a aproveitar todas as oportunidades para também compartilhar as boas novas a todos que estiverem ao seu alcance.

            A pescaria.  A partir da constatação de que os atenienses tinham um altar dedicado ao deus desconhecido, Paulo expôs no areópado (um tipo de anfiteatro para debates e assembléias), que o Deus a quem ele servia e que era o criador de tudo e de todos.  O esboço da sua pregação está em Atos 17.22.  Foram três os resultados da pregação de Paulo ali: um grupo zombou dele (v. 32), outros ficaram interessados em ouvir mais (v. 32), outros creram e passaram a andar com Paulo, inclusive o verso 34 cita os nomes de dois deles, Dionísio e Damaris.  Nossa pregação do Evangelho hoje não deixa de também produzir as mesmas reações.  Não se abata pelos que até zombam.  Alegre-se pelos que  crêem.

            Pois não perca a oportunidade de pescar agora mesmo em sua célula.  Realce a palavra que Paulo deu acerca de arrepender-se dos pecados a fim de preparar-se para o juízo de Deus sobre a humanidade (v. 31).  Leve as pessoas de sua célula a declarar diante do Deus Eterno que somente têm um Deus, o Criador dos céus e da terra.  Ajude-os a pedir a Deus um coração como o dEle, a mente de Cristo. 

Sugerimos ainda esta oração: Senhor, eu sei que nesta cidade há muitas coisas que ofendem o Senhor; a adoração a falsos deuses, a imoralidade, a injustiça, a violência... Senhor, em nome de Jesus, eu me disponho a pescar almas – como Paulo fez em Atenas.  Peço ao Senhor que me dês a alegria de ter pessoas que através da minha vida deixem os falsos deuses e passem a adorar ao Deus Vivo. Amém.

Na unção da conquista,

Seus pastores.

           





[1] Você já deve conhecer um pouco da história de Alexandre, o Grande.  Ele foi um jovem que na casa dos trinta anos tornou-se o líder de um grande império que, a partir da Grécia e da Macedônia, se estendia até a Ásia, englobando inclusive Israel.  Este domínio ocorreu no período entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento (período inter-bíblico).  Alexandre morreu com 33 anos de idade e seu império se dividiu, porém, ele contribuiu para que o helenismo (a cultura grega) se propagasse.  Por isso que quando Jesus nasceu, a língua grega era comumente falada em todo o mundo antigo.
[2] Esta tradução é a Revista e Atualizada no Brasil (Bíblia Shedd).
[3] Os Epicureus e os Estóicos eram duas escolas filosóficas de Atenas com pensamentos distintos.  Cada escola tinha uma forma de explicar a vida, a alma, a morte, etc.

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