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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

ESTUDOS 125 - A MORDOMIA DA ALMA

A Mordomia da Alma

A alma pertence à parte imaterial do ser humano. Certos teólogos liberais influenciados por filósofos como Platão e Descartes, criaram a doutrina da dicotomia, isto é, que o homem consiste apenas de corpo e alma, como se alma e espírito fossem uma só coisa. Fiquemos com a Palavra de Deus! Ela nos basta!
Vejamos nesta lição algo da alma e suas relações com o mundo exterior. Como administrar a alma? Como guardá-la das ameaças? A mordomia da alma implica em administrar as suas fontes vitais que são a mente, a vontade e os sentimentos.
 
I. OS SIGNIFICADOS DA ALMA HUMANA 
Podemos definir alma, primeiramente, como sendo a vida física e inteligente do ser humano, a saber, o ser vivente. Entretanto, ela possui outros significados:
1. Alma com o sentido de respiração da vida. No hebraico do Antigo Testamento a palavra nephesh (alma) significa respiração da vida (Gn 1.24; 2.7), ou vida física. Quando Raquel, esposa de Jacó, morreu, a Bíblia diz: ao sair-lhe a alma nephesh (Gn 35.18), subentende-se que se trata de vida física. Notemos que a alma do filho da viúva de Sarepta voltou a ele (1 Rs 17.21,22).
2. Alma significando o sangue (Dt 12.23; Lv 17.14). O sangue representa a vida física, sem a qual não há possibilidade de o homem viver. O sangue é a fonte da vida física, tanto para o homem como para os animais. Por isso, num sentido estrito, a alma pode significar sangue.
3. Alma significando a pessoa física ou corpo. Alguns textos indicam a alma como pessoa física, no sentido de que o corpo é o tabernáculo da alma. É que a alma utiliza o corpo para as suas ações (2 Co 5.1; 2 Pe 1.13,14).
4. Alma significando o indivíduo. Isto é, a alma como personalidade, para dar distinção a cada pessoa. No latim, a palavra animus significa o ser pensante, racional. Cada alma distingue-se de outra pela individualidade (Rm 13.1).


II. A ADMINISTRAÇÃO DA ALMA COMO VIDA FÍSICA
A vida física do homem é representada por “respiração da vida” (nephesh) e pelo sangue que é a materialização da vida, por isso, a Bíblia denomina o ser humano de alma vivente”. O sentido do termo alma na Bíblia não é o mesmo que sangue como afirmam certas seitas falsas. Quando a Bíblia diz que a alma está no sangue, como em Deuteronômio 12.23; Lv 17.14, isto apenas ressalta a importância do sangue, sem o qual o homem não pode viver, mas a alma propriamente dita, como componente imaterial do homem, não é o sangue. O corpo sem a vida física nada é e nada pode fazer. 
1. Deus é o autor da vida, tanto física como espiritual (Gn 2.7; At 17.28). Toda a vida emana de Deus. Ele é a fonte. Jesus identificou-se como tal, dizendo: “Eu sou a ressurreição e a vida”(Jo 11.25); Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6); Eu vim para que todos tenham vida e a tenham com abundância (Jo 10.10). O apóstolo Paulo confirmou esta fonte, que é Jesus, dizendo:  Nele foram criadas todas as coisas... Tudo foi criado por meio dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste (Cl 1.16,17). Satanás, o homicida, procura tirar nossa vida, de modo direto ou indireto (Jo 10.10; 8.44).
2. O homem é responsável pela preservação de sua vida física. O instinto de autopreservação visa a continuidade do ser humano. No ato da criação, diz a Bíblia, o homem foi feito alma vivente. Anteriormente discorremos sobre a mordomia do corpo como obra de Deus. Ele é o instrumento da alma, por isso, deve ser conservado sadio. Somos responsáveis pela vida, por isso devemos vivê-la sensata e inteligentemente (Ec 11.9,10). Várias passagens da Bíblia a definem como sendo limitada (Jó 7.1;14.5), breve (Jó 14.1; Sl 89.47), como um breve pensamento (Sl 90.9), como a neblina instantânea (Tg 4.14). A despeito das limitações da vida por causa da queda dos nossos primeiros pais no Éden, devemos dar-lhe o devido valor. Ela deve ser vivida no temor de Deus (1 Pe 1.17), na prática do bem (Ec 3.12) e no serviço de Deus (Lc 1.74,75).
3. Os hábitos da vida devem ser disciplinados. A vida física, para ser saudável e aprazível, depende muito dos cuidados que devemos ter para conosco. Todo crente deve educar-se, no sentido de evitar os maus hábitos quanto à alimentação, higiene pessoal, descanso para o corpo etc. Diz a Escritura: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas (1 Co 6.12).
4. Prestaremos conta da nossa vida perante o Senhor. Todas as obras feitas através do corpo serão julgadas na eternidade. Como crentes, nossas obras serão julgadas no Tribunal de Cristo após o arrebatamento dos vivos e a ressurreição dos mortos (2 Co 5.10). Os ímpios também prestarão contas um dia, ante o grande Trono Branco, no Juízo Final (Ap 20.11-15).

III. A ADMINISTRAÇÃO DA ALMA COMO PERSONALIDADE
A alma não cessa de existir após a morte do corpo. A imagem e semelhança de Deus no homem refere-se à sua parte imaterial composta de alma e espírito. A parte material (o corpo) foi criada, porém, a parte imaterial foi-lhe outorgada através do sopro divino tornando-o alma vivente. A parte imaterial se originou no homem mediante um ato de transmissão, da parte de Deus e não por um ato de criação, como se vê em Gênesis 2.7.
As palavras imagem e semelhança consistem, principalmente, nas características racionais e morais do homem. Não se trata de imagem e semelhança físicas, mas sim espirituais, porque Deus é Espírito (Jo 4.24). Por imagem moral entende-se a capacidade outorgada por Deus aos homens para pensar, raciocinar, escolher livremente. 
 
IV. A ADMINISTRAÇÃO DAS FACULDADES DA ALMA
A mordomia da personalidade abrange três faculdades principais da alma humana, que são: O intelecto, a vontade e o sentimento (afetividade e emoções).
1. A mordomia do intelecto. É a parte da alma humana que pensa, raciocina, decide, julga e conhece. Não devemos confundir o cérebro, que é o órgão físico e palpável, com intelecto. 
Diretamente ligados ao intelecto estão a imaginação, a memória e a razão. Esses valores precisam ser administrados pelo homem com zelo e temor de Deus. Caso contrário, tornam-se agências de Satanás contra o reino de Deus. a) Imaginação. Com ela, o homem idealiza e projeta. A Bíblia fala da geração corrompida dos dias de Noé, salientando que a sua imaginação era má perante os olhos de Deus (Gn 6.5). Vivemos num século onde a imaginação tem resultado em inventos fantásticos. Entretanto, não podemos fugir do fato de que a imaginação é, também, utilizada para o mal da sociedade. b) Memória. Através dela, o homem armazena no cérebro os fatos passados e presentes. Retém idéias e conhecimentos adquiridos.  c) Razão. A razão capacita o homem a pensar, julgar e compreender a relação entre as coisas, distinguir o verdadeiro do falso e o bem do mal (Fp 4.8).
2. A mordomia da vontade. A. H. Strong escreveu sobre a vontade: Vontade é a aptidão da alma para fazer escolha, e para dirigir suas atividades subseqüentes de acordo com a escolha feita. A vontade não é absoluta, isto é, não age sozinha. Há sempre um poder superior sobre ela. Ela não é algo independente na personalidade humana. A vontade humana está interligada às outras faculdades da alma, como o sentimento e o intelecto.
Paulo, quando falava das suas próprias experiências, dizia: Pois o querer está em mim” (Rm 7.18). Ele falava da faculdade da vontade da sua alma. O motivo para a ação da vontade era o bem, porém, para praticá-lo, ele precisava estar sob a força do Espírito. 
A carne age como uma força de persuasão contrária aos motivos da justa vontade (Rm 7.19).
3. A mordomia do sentimento. É a correta direção e controle da parte afetiva do nosso ser. O pecado deturpou os sentimentos humanos escravizando-os e alterando seus valores reais. Ao homem regenerado, é dado um “novo sentimento”, isto é, nova capacidade de sentir, a começar pela manifestação do sentimento divino do amor de Deus derramado nos corações.

CONCLUSÃO
Nossa alma - É um bem precioso que precisa ser preservada dos pecados que comprometem e, por fim, destroem a possibilidade de vida eterna com Deus.
Intelecto - É a faculdade que possibilita ao homem perceber a realidade através da compreensão e adaptação  a novas situações mediante a reestruturação dos dados apreendidos no mundo real.
Vontade - Faculdade de representar mentalmente um ato que pode ou não ser praticado em obediência a um impulso ou a motivos ditados pela razão.

Sentimento - Disposição afetiva em relação a coisas de ordem moral ou intelectual.

AUTOR DESCONHECIDO
(não me responsabilizo pela posição e/ou leitura teológica do autor)

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