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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

REFLEXÃO 335 - A VIDA E A MORTE NAS MÃOS DE DEUS

A VIDA E A MORTE NAS MÃOS DE DEUS


                Parece complicado afirmar que Deus tira a vida quando aprendemos que ele é quem doa a vida. Alguém que é amor e tem uma prática que reflete este amor, dificilmente pode ser comparado a alguém que mata. Esperar de Deus a morte é complicado, pois entendemos que nele está a vida, a paz e o perdão.
                Algumas pessoas colocam como hedionda algumas passagens bíblicas onde Deus manda matar e passamos a pensar que certamente isto não pode ser obra divina e sim de um demônio disfarçado de Deus. O fato é que algumas situações que ocorreram no passado podem acontecer no presente, se entendemos que o mesmo Deus da lei é o Deus da graça, Ananias e safira que o digam! (atos 5:1-11) Portanto corremos o risco de sermos fulminados por Deus e estarmos colocando a culpa de muitas desgraças na pessoa do diabo, que é culpado de muitas coisas mesmo, mas sendo o próprio Deus que está manifestando a sua soberania sem que nós seres humanos entendamos, pois não compreendemos algumas características divinas.

                A história divina sempre nos mostrou que Deus está em busca do homem para que ocorra uma mudança de vida, mas às vezes Deus vai a busca do homem para cumprir também o seu plano de destruição. Mas como pode isto se Deus é amor e perdão? Verdade, Deus é amor e perdão, mas em sua justiça não elimina a condenação, pois quem julga pode condenar ou absolver.
                Quando Deus diz que usa de misericórdia até mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos, ficamos radiantes com a sua fidelidade, pois ele não desistirá da nossa casa mesmo depois de partirmos para a eternidade. A sua misericórdia prossegue, por isto alguns morrem sem ver a família salva, mas no futuro Deus os alcança, pois não desiste de abençoar a geração daqueles que o amam e servem. Mas o mesmo Deus que vai de encontro até mil gerações daqueles que são seus, também vai de encontro até a quarta geração daqueles que não são seus, pois ele diz que é Deus zeloso que visita a iniqüidade até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem e isto pode ser para bem ou para mal, pois pode tanto condenar estes que fazem o mal, como também perdoar, mas indiferente ao juízo, sabemos que nestes, Deus vai até a quarta geração no máximo, enquanto aos que o obedecem ele vai além do além.
                Aprendemos com isto que aqueles que praticam a iniqüidade não estão no mundo largados, pelo contrário, estão sendo monitorados por Deus, que no momento certo muda a história destes para a condenação ou para a salvação, dependendo apenas da sua justiça e soberania.
                Quando entendemos Deus como alguém que tem todo o poder passamos a temê-lo, pois ele pode e como pode, não se submete ao crivo da autoridade humana. Deus é inquestionável, seus juízos não podem ser interpretados ou julgados por nós, pois a sua soberania está acima da autoridade do juízo humano.
                Percebendo que é complicado entender Deus, em sua soberania, gostaria de meditar no tema proposto, pois da mesma forma que Deus dá a vida a quem quer, ele também retira a vida de quem quer, pois a vida apenas volta para o lugar de onde veio, por isto Deus não mata, apenas recebe de volta aquilo que sempre lhe pertenceu.
                Quando fomos criados éramos apenas uma massa sem vida. Com o sopro divino passamos a respirar, a viver. Passamos a existir apenas quando o hálito de Deus entra em nós, deixamos a não existência para estarmos agora em uma dimensão diferente, onde na carne seremos movidos pela vida que provém do próprio Deus.
                Quando morremos, a carne volta para a sua origem, para a terra, pois veio do , mas o espírito volta para Deus que o deu. Portanto quando morremos estamos livres da carne que é finita, mas o espírito permanece infinito, contudo morto em pecado. O espírito ao sair da carne continua em morte eterna, pois não pode voltar para quem o deu, em função daquilo que o fez morrer, que se chama pecado.
                O pecado mata o espírito, levando o ser para uma eternidade separada daquele que deu a vida ao homem. Quando somos alcançados pela graça, temos agora o nosso espírito reconciliado com Deus, pois embora a carne ainda morra pelo pecado, aguardamos a sua incorruptibilidade na ressurreição, onde o espírito que está pronto unir-se-á a carne glorificada, mas isto acontece apenas para o ser humano que se reconciliou com o criador, neste, ao partir para a eternidade, o seu espírito, volta para Deus que o deu e os outros, não reconciliados, aguardam apenas o juízo para a condenação, o qual foram julgados pelo pecado que os separou de Deus em nossa dimensão.
                O milagre da conversão acontece quando este espírito nasce de novo sem a contaminação do pecado, nasce de Deus, não mais morto para a eternidade, mas em um nascimento que é do alto, onde aquilo que ele é, apenas reflete aquilo que Deus fez, por intermédio da cura, provida pelo sangue remidor de Jesus.
                Sem sair muito do tema proposto, pois queremos entender o Deus que mata, precisamos perceber o Deus que é soberano e em sua soberania não está aberto para julgamento, principalmente da criatura humana que se encontra destituída de qualquer autoridade e entendimento que a faça justa diante de Deus.
                Gostaria de ter como base o texto onde alguns rapazes zombam de Eliseu, profeta de Deus, determinando que a sua presença não era bem vinda no meio deles (2º reis 2:23-25). O interessante foi que eles tocaram em uma particularidade de Eliseu: a sua calvície. Sabemos que  ser calvo nos dias de hoje não tem muita importância, mas nos dias de Eliseu era complicado. Os israelitas antigos, de ambos os sexos, deixavam os cabelos crescer (#Ct 5.11). no tempo de Jesus era vergonhoso para o homem ter cabelos compridos (#1Co 11.14). O profeta estava sendo ridicularizado por inúmeros jovens e virando-se fitou os olhos e os amaldiçoou em nome do Senhor. O texto diz que duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois deles, dando a entender que eram mais do que isto em número.
                Esta passagem nos ensina que aqueles que são profetas de Deus não precisam jogar aviões em prédios, tentando destruir os ícones das sociedades opressoras , como foi o símbolo do poderio econômico americano, representado pelas torres gêmeas. Eliseu apenas profetizou sobre eles. Aprendemos com isto que a palavra tem um poder tremendo, principalmente se esta vem da parte de Deus, pois aqueles que são propriedade de Deus, são meninas dos seus olhos, são alvos das suas misericórdias, encontrarão na multidão das palavras escarnecedoras, a solidão de apenas uma palavra, mas que é proferida pela autoridade que provém de Deus.
                Uma multidão profetizava sobre a vida de Eliseu. Os jovens zombavam da sua condição de calvo, escarneceram de um homem que um pouco antes havia sarado as águas de Jericó, mostrando que o seu Deus é Deus de cura e não de enfermidade, é Deus de benção e não de maldição, pois tornou saudáveis as águas, não permitindo que a morte e a esterilidade destruísse o povo, Eliseu iniciava o seu ministério de profeta e encontra uma multidão de jovens zombando de uma característica peculiar. Talvez se achassem em melhores condições para o ministério do que ele, mas Eliseu entendia que o mesmo Deus que dava vida tinha, em seu poder o direito da morte, deixando os seus escarnecedores entregues as feras do campo.
                Que Deus é esse que é fiel a uma palavra de maldição, como foi a do profeta? posso entender que os adversários do profeta de Deus são adversários do próprio Deus, levando sobre si apenas as conseqüências da afronta que não é dirigida ao homem de Deus, mas a pessoa daquele que estabelece os seus profetas. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo, principalmente quando estamos em litígio com aqueles que são arautos da profecia da sua palavra.
                 Aprendemos com a situação dos quarenta e dois, que alguns ficaram para contar estória e com certeza os sobreviventes, aprenderam que brincar com os servos de Deus, deve ficar fora das suas agendas, onde experimentaram o espanto da fatalidade, pois foram covardes ao usarem da superioridade numérica, tentando coagir o homem de Deus.
                 As conseqüências das obras de Deus, independente da nossa aceitação, ainda são frutos de perfeita justiça, pois ele é o autor da vida e dono do universo, portanto, mesmo quando mata, usa de um direito que é apenas seu, pois nós seres humanos sem nenhum ensinamento entendemos que Deus pode tirar a vida.
                Quando percebemos a essência de Deus, que é amor, entendemos que mesmo quando repreende e castiga é por uma motivação autêntica em amor, pois por amar ao profeta faz justiça em detrimento da multidão. Este texto nos mostra também que nem sempre a voz do povo é a voz de Deus e às vezes a voz que nos soa como a da maioria, pode ser uma palavra que é maldita para Deus, pois apesar das muitas vozes, apenas a de Eliseu surtiu efeito diante do mundo espiritual, onde aqueles que pareciam estar em melhor condição, provaram da tragédia e do espanto súbito, que a mão poderosa de Deus pode proporcionar.
                        Nem sempre a peste e o mal, que assombra, são oriundos das trevas, podem ser conseqüências das palavras malditas que certamente não encontraram efeito na trajetória da vida de um profeta que sabia que estava no centro da vontade de Deus. O profeta não procurou a desgraça alheia, mas como diz a palavra: Números 23:23 Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel; neste tempo se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus têm feito! Deuteronômio 23:5 Porém o SENHOR, teu Deus, não quis ouvir Balaão; antes, o SENHOR, teu Deus, trocou em bênção a maldição, porquanto o SENHOR, teu Deus, te amava.
                A realidade é que Deus mata, pois a vida e a morte estão em suas mãos. Quando vivifica é tão soberano quando mortifica, não cabendo a nós homens pecadores o conselho, ou o julgamento àquele que estabeleceu todas as coisas pelo seu designo e poder.
Deus continua sendo perfeitamente bom, mesmo quando interpreto os seus atos como incoerentes diante da sua imaculada bondade. Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso, aquilo que eu falo ou interpreto de Deus sempre estará aquém daquilo que ele realmente é, pois eu sou limitado a uma dimensão pecadora, que ainda precisa ter a carne glorificada, para um dia na glória, vê-lo face a face sem a incredulidade reinante em nossa dimensão, pois somos limitados ao uso da , para que por intermédio dela possamos perceber as obras da sua criação.

CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS


Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano

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