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By Ferramentas Blog

quinta-feira, 4 de maio de 2017

TEOLOGIA 20 - A NECESSIDADE DE UMA REVELAÇÃO DIVINA

A Necessidade de uma Revelação Divina

 1.1 - Introdução - O amor de Deus jamais poderia se contentar em apenas criar a raça humana e deixá-la em total ignorância a respeito de sua origem, seu uso e seu destino, além de sua própria relação com o Criador. Para que os homens pudessem ser responsáveis diante de Deus, e a vontade d'Ele lhes fosse manifesta, o próprio Deus dispôs a cada um dos homens os meios de conhecimento de Seus propósitos e de conjunção com Ele.
1.2 - Os meios de se conhecer o Criador - A natureza é uma revelação do Criador. O primeiro modo pelo qual Deus revelou a Sua Vontade e Sabedoria foi através da obra da criação, isto é, por meio da própria natureza, como diz o Salmo 19 (vers.1): "Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos".
1.3 - O universo é uma imagem do Criador - Como não poderia deixar de ser, o caráter Divino do Criador foi impresso em todas as coisas criadas do universo. Por isso, as obras criadas são como um espelho em que se pode contemplar a Ordem original da criação, o caráter e a vontade Divinos. Como disse o apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos (1:20): "Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu poder como a Sua Divindade, se estendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas". Isto também era conhecido pelos sábios da antigüidade, como vemos por várias afirmações de filósofos, tais como: "A natureza é um livro escrito em ambos os lados, de dentro e de fora, em que o dedo de Deus se acha distintamente visível" - Schelegel. "Todas as coisas na natureza são esboços proféticos de operações Divinas: Deus não somente falando as parábolas, mas fazendo-as" - Tertuliano

1.4 - A compreensão nos primeiros tempos -  Enquanto a raça humana estava integrada na Ordem da existência, a Lei Divina se achava gravada em seus corações. Por isso havia uma compreensão perfeita do propósito e da presença Divinos manifestos na natureza ao redor. De fato, quando então os homens contemplavam a natureza, examinando a sua complexidade e os seus detalhes, percebiam profundas verdades nela impressas. Porque, como foi dito, a natureza é um teatro representativo do Ser Divino.
1.5 - A revelação imediata de Deus - Podemos chamar de revelação imediata aquela que se fazia pela instrução direta de Deus ao ser humano, sem intermediários. No princípio, quando o homem vivia em estado de integridade, havia essa espécie de revelação imediata de Deus, isto é, Ele Se revelava perceptivelmente ao homem, conversava com ele "face a face", mostrando-se como um Homem Divino. A história do homem nesse primeiro estado de equilíbrio com a criação é descrita em forma de símbolos no livro de Gênesis, do capítulo 1 ao 3. Ali vemos como a raça humana (representada por Adão) recebia a inteligência e a sabedoria (representadas pelo Jardim do Éden) diretamente da presença de Deus. Era a Revelação imediata. Mais adiante, neste curso, veremos como o exame dos relatos literais da Bíblia pode revelar novas informações quando esses simbolismos são estudados e compreendidos segundo uma ciência lógica que os explicam.
1.6 - A revelação mediata - Visto que o homem daquela época antiqüíssima, dos tempos do Éden, tinha as verdades Divinas inscritas no coração, não havia, pois, necessidade de uma Revelação escrita. O homem tinha a vista espiritual aberta e assim podia enxergar e compreender o caráter Divino que estava impresso na natureza. Essa compreensão de Deus por meio das formas criadas era, para o homem, uma segunda revelação, a revelação mediata do Divino. "Mediata" porque se fazia por meio da natureza. Assim, o homem recebia instrução do Criador por dois meios, mediato e imediato: pela presença de Deus que lhe falava e pela observação das formas no universo.
1.7 - A perda da comunicação e da revelação  - Mas, quando foi criado, o homem recebeu também a liberdade. Podia escolher entre seguir a instrução vinda do Criador ou seguir o caminho de seus próprios raciocínios, ainda que contrários à instrução Divina. Quando pois a raça humana preferiu se guiar pelas aparências dos seus raciocínios (o que foi representado pelo ato de o homem comer do fruto proibido), perdeu-se nas ilusões grosseiras dos sentidos (isto é, foi enganado pela "serpente", os raciocínios derivados de princípios errôneos) e por isso perdeu a condição de cultivar a sabedoria e a inteligência originais (saiu, ou "foi expulso" do Jardim de Éden).
1.8 - A ignorância posterior a respeito de Deus - As ilusões dos sentidos obscureceram a vista do entendimento. A visão interior ou a percepção das coisas foi perdida. Aí começou a reinar a ignorância a respeito das verdades mais básicas da existência. Nesse estado, o ser humano perdeu completamente a noção da existência de uma sabedoria Divina gravada em imagens na natureza. Não era mais capaz de se elevar por esse meio à compreensão do caráter Divino. Suas cobiças e falsidades o afastavam cada vez do amor e da santidade de Deus. Com efeito, o homem estava perdendo tanto a revelação imediata quanto a mediata. O Salmo 73 (vers.2 e 21) retrata esse estado em que se achava o homem: "Os meus pés quase se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Assim me embruteci, e nada sabia; era como um animal perante Ti". Esse estado de treva mental iria levar a humanidade à mais completa destruição espiritual, a menos que o Senhor fizesse algo para restabelecer o contato com o homem e o reerguesse à condição inicial.
1.9 - Restaurando o elo - Para que a comunicação do homem com o Altíssimo fosse restaurada e mantida, foram providos outros meios de revelação e, conseqüentemente, de instrução. Como o homem não podia mais suportar a presença santíssima de seu Criador, a revelação imediata dEle não podia mais se fazer por viva voz, isto é, o homem não podia mais falar com Deus "face a face". Assim, a fala de Deus ao homem passou a ser dirigida aos íntimos de seu coração e, assim, imperceptível aos sentidos externos. Passou a ser um influxo de Amor e Sabedoria nos íntimos da vontade e do entendimento do homem, coisas que o homem meramente natural ignora. E como o homem perdeu a percepção da presença de Deus na criação, também deixou de "interpretar" a sabedoria Divina nos objetos da criação. Por isso, a revelação mediata passou a ser por meio de instrução escrita, a Palavra, que foi dada numa forma fixa e imutável. Por meio dela a criatura humana poderia retornar à sabedoria original e à conjunção com o Criador.
1.10 - A Palavra, a Revelação escrita - A necessidade desta Revelação escrita, a Palavra, se evidencia pelo fato de que a mente racional do homem não poderia jamais se reconstruir e se reerguer por si mesma. Não poderia se inserir novamente na Ordem da Criação por sua própria percepção e seus próprios raciocínios, porque o mental do homem ficou obscurecido e pervertido. Era, portanto, essencial uma instrução vinda de fora, de forma clara e determinada, para dizer ao homem o que ele havia de fazer a fim de recobrar sua primeira inteligência, sabedoria e vida. Assim, Deus proveu a nova Revelação de Si Mesmo e de Seus desígnios para o homem que Ele criou. Essa nova Revelação nos foi dada através de mensageiros, profetas e evangelistas, que, por mandato Divino, a deixaram gravada e acessível a todos quantos desejassem se voltar para o seu Deus e Criador. Por meio da Palavra o Senhor Se revelou integralmente, mas sempre na medida da afeição e da compreensão de cada indivíduo.

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Reflexões sobre os temas do Capítulo 1
 1. Por que é necessária uma Revelação do Criador ao ser humano?
2. Como se davam as revelações mediata e imediata de Deus no início?
3. Como se tornaram essas revelações depois e hoje?
4. O que a Revelação escrita do Senhor proporciona ao homem?
5. Que importância tem para a sua vida conhecer a vontade de Deus?

AUTOR DESCONHECIDO

(Não nos responsabilizamos pelo conteúdo teológico deste material)

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