SUBMISSÃO FATOR ESSENCIAL PARA NOSSA UNIDADE
Série: Juntos e Misturados
O tema de nossa mensagem de hoje
é “Submissão Fator Essencial Para Nossa Unidade”. Certamente a palavra
submissão está entre as palavras que mais gera aversão ao ser humano. A razão disso reside no fato de que o ser humano
em seu estado pecaminoso é rebelde por natureza. Se submeter a alguém ou a
normas para uma boa convivência não é algo próprio de nossa natureza caída. Por
isso assistimos constantemente brigas nos condomínios, no trânsito, e
atualmente nos poderes legislativo, executivo e judiciário de nosso país.
O que é Submissão? Podemos dizer que
submissão é prestar obediência voluntária e inteligente a uma autoridade
delegada. Submissão é renunciar à opinião própria voluntariamente, se
sujeitando à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós, para o bem
comum.
Para que a humanidade possa viver em sociedade
como uma grande comunidade é preciso submissão. Todos precisam se submeter uns
aos outros, respeitando as diversidades de dons, de cultura, de religiões, de
opções sexuais, de sistemas econômicos e políticos. Todos precisam se submeter
às leis internacionais que governam o mundo e possibilita que os países
mantenham a paz e a justiça entre eles.
Nós brasileiros precisamos nos submeter também às
leis nacionais de nosso país, a fim de que possamos viver em paz e de forma
justa entre nós. Precisamos nos submeter às leis de nossos condomínios, de
trânsito, trabalhistas e até as leis culturais que não estão impressas, mas que
estão intrínsecas em nossa cultura, a fim de não agredirmos o outro.
Ao dizer que devemos respeitar a todos não estou
dizendo que não devemos “evangelizar”, mas que não devemos forçar as pessoas a
se tornarem cristãs e nem impor sobre elas qualquer tipo de autoritarismo,
assim como também esperamos que elas não coloquem sobre nós.
Com relação à convivência entre nós cristãos, não
é diferente! Precisamos nos sujeitarmos uns aos outros, nos esforçando a fim de
que possamos manter a unidade do Espírito pelo vinculo da paz.
Para compreendermos que a submissão é um fator essencial para nossa unidade quero mostrar primeiramente que a submissão é um princípio estabelecido por Deus.
1 – SUBMISSÃO É UM PRINCÍPIO
ESTABELECIDO POR DEUS
O princípio de autoridade delegada a alguns
homens para governarem outros foi estabelecido por Deus. Todas as relações
humanas são regidas por este princípio conforme podemos claramente ver na
Bíblia. Vejamos alguns textos bíblicos.
1 Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de
Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. (Romanos 13.1)
O texto de Romanos afirma que todos devem se
sujeitar as autoridades governamentais, isto é, as autoridades civis. Este
princípio também foi estabelecido na relação conjugal.
22 Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como ao Senhor, 23 pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é
o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. (Efésios 5.22,23)
O apóstolo Paulo nestes versos diz que as
mulheres devem se sujeitar a autoridade do homem dentro do lar, assim como a
igreja deve se sujeitar a autoridade de Cristo. Jesus morreu por sua igreja se
tornando o seu salvador e libertador. Maridos que vocês sejam libertadores de
suas mulheres.
1 Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. (Efésios 6.1)
O apóstolo ordena aos filhos que obedeçam a seus
pais. O princípio da autoridade na relação pais e filhos.
5 Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de
coração, como a Cristo. (Efésios 6.5)
Paulo ao tratar da sujeição do escravo ao seu
Senhor ele está tratando do princípio da autoridade delegada na relação dos
empregados com seu empregadores, chefes e patrões.
17 Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas.
Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois
isso não seria proveitoso para vocês. (Hebreus 13.17)
Aqui o autor de Hebreus apresenta a submissão que
os cristãos deveriam entregar aos seus pastores, isto é, na relação
eclesiástica.
Este princípio de submissão visa manter uma ordem
funcional que promova o crescimento de todos e a paz de todos. Aqueles que
receberam o poder em qualquer dessas esferas funcionais devem servir àqueles
que lhe estão sujeitos com o fim de cooperarem no crescimento e desenvolvimento
destes. Os que recebem o poder se tornam servos daqueles que por eles são
liderados, pois eles têm um serviço a cumprir para com aqueles que lhes estão
sujeitos.
O pecado sujeitou nossa natureza humana e
consequentemente distorcemos este princípio levando àqueles que receberam o
poder a fazerem uso desta autoridade delegada de forma opressora, violentando e
subjugando aqueles a quem deveriam servir; e do outro lado levando aqueles que
deveriam se sujeitar às autoridades a se rebelarem contra elas, mesmo quando
estas não são contrárias a Palavra de Deus. Portanto o problema não está no
princípio da autoridade delegada, mas na nossa natureza humana que corrompeu
este princípio.
25 Jesus os chamou e
disse: "Vocês sabem que os
governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre
elas. 26 Não será assim entre
vocês. Pelo
contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, 27 e quem quiser ser o primeiro
deverá ser escravo 28 como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas
para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Mateus 20.25-28)
Considerando que a submissão é um princípio
estabelecido por Deus e um fator essencial para nossa unidade, como podemos
vencer nossa natureza pecaminosa para vivermos a submissão? A verdade é que não
podemos vencer nossa natureza pecaminosa.
2 – NÃO PODEMOS VENCER NOSSA
NATUREZA PECAMINOSA
5 Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe. (Salmos 51.5)
Nós nascemos no pecado, assim como descreve o
salmista, e por essa força somos dominados durante toda nossa vida. Não há nada
que nós possamos fazer para vencermos esta natureza pecaminosa que nos domina.
Essa natureza pecaminosa nos leva a prática de
obras contrárias ao propósito de Deus para nós. Paulo chama estas obras de
“obras da carne” – (Gl 5.19-21).
19 Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade
sexual, impureza e libertinagem; 20 idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira,
egoísmo, dissensões, facções 21 e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os
advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de
Deus. (Gálatas 5.19-21)
A advertência do apóstolo Paulo é muito séria.
“Os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus”. Você não pode ser
filho de Deus e continuar praticando essas coisas. Penso que é desnecessário eu
dizer que você não pode viver na imoralidade sexual, impureza, libertinagem,
orgias, idolatria e feitiçaria (espiritismo, bruxismo, satanismo), pois todos
sabem que estas coisas são inaceitáveis por Deus, são abominações. Mas acredito
que seja relevante chamar sua atenção para as outras práticas citadas por
Paulo, pois atualmente muitos que se dizem cristãos e até pastores tem pregado
ódio, discórdia, ira, dissensões e facções por questões partidárias,
ideológicas e religiosas. O apóstolo afirma que os que praticam essas coisas
não herdarão o Reino de Deus.
Mas, se não podemos vencer nossa natureza
pecaminosa que esperança há para nós? Temos uma esperança, pois Jesus Cristo é
o nosso Salvador.
3 – JESUS CRISTO É O NOSSO
SALVADOR
A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte.
Isto significa duas coisas. A primeira que o pecado sempre exigirá como
pagamento a morte daqueles que desfrutam de sua obra. Esta é a lei do pecado.
Nenhum ser humano foi encontrado justo para pagar esta dívida, pois todos nós
nascemos no pecado. Isto significa que já nascemos devendo para o pecado.
Nascemos espiritualmente mortos, separados de Deus. Portanto todos nós somos
merecedores da condenação eterna, chamada na Bíblia como segunda morte.
A segunda significação da afirmação que o salário do pecado é a morte, é que
somente a morte de alguém que não desfrutou de sua obra, de um justo poderia
por fim a lei do pecado. A lei do pecado não pode cobrar a vida de alguém que
não lhe deve. Diante disso Deus entregou seu Filho, Jesus o Cristo, para
morrer, não tendo ele pecado, se tornou pecado por nós na cruz, pagando assim a
nossa dívida, conforme lemos em 2Co 5.21.
21 Deus tornou pecado por
nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça
de Deus. (2 Coríntios 5.21)
O que nós não podíamos fazer Deus em Cristo Jesus
o fez por nós. Portanto Jesus é o nosso Salvador. O pecado já não pode exigir
nossas vidas como pagamento, pois toda dívida contra nós foi paga por Jesus
Cristo na cruz.
Entretanto enquanto ainda estamos presos a essa
vida terrena, o pecado continua operando em nós, nos empurrando para as obras
da carne, de tal forma que ainda reagimos negativamente ao princípio da
submissão instituída por Deus. Contudo em Cristo fomos capacitados com poder
para vencermos essa natureza pecaminosa que continua operando em nós. Como
vencemos? Vivendo pelo Espírito.
4 – VIVENDO PELO ESPÍRITO
16 Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. (Gálatas 5.16)
Ao vivermos pelo Espírito, isto é, ao vivermos
submissos ao Espírito Santo de Deus, encontraremos forças no próprio Espírito
de Deus para não nos rendermos aos desejos de nossa carne. Assim conseguiremos
viver submissos uns aos outros e assim mantermos a unidade do corpo de Cristo
através do vínculo da paz.
Sabemos que possuímos temperamentos e
personalidades diferentes. É importante sabermos que temperamento e
personalidade são duas coisas diferentes. A personalidade é aquilo de mais
individual que um sujeito pode ter, são suas características próprias.
Refere-se a como ela age, reage e compreende os atos da vida. Ela é
desenvolvida ao longo da vida.
O temperamento é um aspecto da personalidade. Ele
é definido pelo conjunto de tendências e características comportamentais de um
indivíduo. Temos quatro tipos de temperamentos: Sanguíneo, colérico, fleumático
e melancólico.
1.
Sanguíneo – Seu símbolo é o ar. Caracterizada por ser mais
extrovertida e otimista. São pessoas alegres, esperançosas, calorosas, amáveis
e simpáticas. Por outro lado geralmente são explosivas, instáveis emocionalmente, impulsivas e até egoístas. As pessoas
sanguíneas são extrovertidas e gostam de fazer amizade com várias pessoas. No
ambiente de trabalho realizam várias tarefas ao mesmo tempo, são inovadores e
adaptáveis.
2.
Colérico – Seu símbolo é o fogo. São mais explosivas e
agressivas do que as demais. São pessoas dominadoras, ambiciosas, determinadas,
impulsivas, tendem a liderar e são boas planejadoras. Em algumas situações são
intolerantes, egocêntricas e impacientes. Os coléricos geralmente
ocupam posições de liderança, são realizadores e bons estrategistas e são
motivados pelo desafio. são aquelas pessoas que tendem a aparecer dando
soluções e propostas para tudo.
3.
Fleumático – Seu símbolo é a água. Sabe aquela pessoa que
faz de tudo para evitar um conflito? Então, essa é uma das características de um fleumático. São pessoas
dóceis, pacíficas, sonhadoras, positivas e disciplinadas. Geralmente essas
pessoas são confiáveis e equilibradas. São introspectivos, reflexivos e
persistentes. A pessoa com um temperamento fleumático é um
profissional que segue uma rotina, traz resultados sólidos e consistentes. É
preciso criar espaço para os fleumáticos falarem, gostam de reuniões e tarefas
programadas.
4.
Melancólico – Seu símbolo é a terra. O temperamento mais
profundo é o melancólico. Os melancólicos são sensíveis em suas emoções, são
pessoas detalhistas, que gostam da solitude. Possuem dificuldade de expor as
suas emoções e sentimentos, são fiéis e desconfiados. São pessoas leais,
sensíveis e dedicadas. São movidas pelos desafios árduos. São bons projetistas
e avaliadores. São capazes de superar desafios e como líderes identificam
inconsistências e são tolerantes com os erros.
Independente de que tipo de personalidade ou
temperamento você tenha, para que possamos viver a unidade promovida por Jesus
Cristo na cruz, é necessário que você viva pelo Espírito, submisso a vontade de
Deus e não mais a vontade de sua carne.
Ao viver pelo Espírito você manifestará o fruto
do Espírito em suas relações, crucificando a carne, com as suas paixões e
desejos, conforme diz o apóstolo Paulo em sua epístola aos Gálatas 5.22-25.
22 Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência,
amabilidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há
lei. 24 Os que pertencem a Cristo Jesus
crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. 25 Se vivemos pelo Espírito, andemos também
pelo Espírito. (Gálatas 5.22-25)
Quando Paulo diz “andemos também pelo Espírito”,
ele está se referindo a nos comportarmos conforme o Espírito nos orienta, a
agirmos hoje em conformidade com o fruto do Espírito, que são características
da pessoa de Deus.
A submissão é um fator essencial para nossa
unidade, por isso foi instituída por Deus antes do pecado fazer parte da
natureza humana. Para que a submissão possa produzir paz e justiça a todos com
igualdade e equidade é necessário que todos nós nos submetamos primeiramente a
Deus, a quem Jesus chama de Pai, e em Cristo Jesus nos submetamos ao Espírito
Santo, e no poder do Espírito Santo dominarmos nossa personalidade e temperamento
de forma a nos sujeitarmos a toda autoridade instituída por Deus.
Como essa submissão pode nos levar a uma vida de
paz e justiça? Vejamos como funciona este princípio da submissão no dia a dia
de nossas vidas.
5 – A SUBMISSÃO NO DIA A DIA DE
NOSSAS VIDAS
Todos os dias quando nos levantamos precisamos
nos sujeitar a todas as autoridades delegadas por Deus sobre nossas vidas. É
verdade que levantamos e não ficamos pensando sobre isso, nós apenas cumprimos
ou não de forma inconsciente nossa submissão.
Por exemplo: Todos os dias você se levanta e se
arruma, toma um café, conversa com seu cônjuge ou com seus pais e saí para o
trabalho ou para o estudo. Neste período da manhã talvez você já tenha se
submetido à autoridade do seu lar. Talvez seu cônjuge ou seus pais lhe pediram
para fazer algo ou você fez algo submisso a uma rotina já estabelecida em seu
lar. Depois disso você sai para o trabalho ou para estudar. Neste percurso
enfrenta um trânsito terrível, fila no ônibus, no trem, pessoas te apertando de
todos os lados. Você precisou se sujeitar as leis civis, de trânsito e também
culturais, como não furar a fila do ônibus. Ao chegar ao seu local de trabalho
ou de estudo você precisa se submeter às leis trabalhistas, cumprir seu horário
de trabalho ou de estudo. Você também precisa respeitar seu chefe ou seu
professor, pois eles são autoridades sobre você neste lugar. Também deve
respeito aos seus colegas, independente da posição que eles ocupem na empresa
ou na escola, pois isso faz parte de uma sujeição cultural e espiritual (ame o
seu próximo como a si mesmo). Isto é bom! Para o bom convívio de todos.
Ao se sujeitar a cada autoridade delegada ou as
leis estabelecidas pelas autoridades você evitou um conflito e colaborou para o
bem estar de todos. Sua submissão promoveu a paz.
Agora digamos que em todas estas etapas fictícias
você sempre é a autoridade delegada por Deus. Digamos que você é a autoridade
maior de sua casa e também no trabalho então sua responsabilidade é maior, pois
você deve servir a todos através da sua liderança buscando igualdade e equidade
para que todos possam desenvolver seu potencial, terem uma vida justa e viverem
em paz. Sua submissão a Deus te fará ser um líder promotor da justiça e da paz.
Por isso afirmo que a submissão é um fator essencial para nossa unidade como
povo brasileiro e como cidadãos do Reino de Deus.
A insubmissão, a rebeldia a uma autoridade ou a
uma lei estabelecida só é aceita por Deus quando esta submissão exige de você
uma postura ou uma atitude clara contra a vontade de Deus.
Eu quero fazer algumas perguntas para sua
reflexão. Responda para si mesmo. Essas perguntas visam ajudar você a avaliar
sua submissão à Deus.
6 – AVALIANDO MINHA SUBMISSÃO A
DEUS
- “Você é uma pessoa submissa a todas às
autoridades estabelecidas por Deus? Você se submete fielmente as leis civis de
nosso país? Você se submete fielmente ao seu patrão? Ao seu cônjuge? Aos seus
pais? Ao seu pastor?”
- “Quando você está na posição de autoridade,
você lidera de forma que aja igualdade e equidade para todos em suas decisões?
Você lidera promovendo justiça e paz?”
Existem algumas pessoas que se julgam tão
espirituais que elas não se submetem a ninguém, mas na verdade ao fazerem isso
elas se tornam rebeldes a Deus e trazem muitos danos ao corpo de Cristo.
Esses “superespirituais” costumam dizer: "Eu
só obedeço a Jesus. Não estou sujeito a nenhum homem!" Isto é uma
declaração contrária a Palavra de Deus. Toda vez que alguém diz: "Deus, me
ajude a te obedecer". Ele responde bem claro: "Obedeça às leis de seu
país, seu marido, seu pai, sua mãe, seu chefe, seu pastor e estará me
obedecendo".
O desejo de Deus é que você O obedeça através das
autoridades que ele instituiu. É muito comum buscarmos justificar nossa
rebeldia dizendo: "Você não conhece o meu marido, o meu pai, o meu
chefe". Ou dizendo: "Meu marido é um alcoólatra, eu não vou
obedecê-lo”; “Meu pai é incrédulo, por isso eu não o obedeço”; “Meu chefe é
espirita, por isso não o respeito”. Você está errado(a).
É inadmissível declarar obediência a Deus e não
obedecer às autoridades por Ele delegadas. Sempre que obedecemos às autoridades
delegadas estamos submissos a Deus, estamos agradando ao Pai, e dessa forma Ele
dirige nossas vidas.
Obedecer às autoridades estabelecidas por Deus
somente quando se concorda com elas não é ser submisso a elas, é ser
aproveitador. É andar guiado por seus interesses pessoais. Concordando ou não
com as autoridades estabelecidas por Deus nós devemos obedecê-las. É assim que
nos submetemos à vontade de Deus.
Enquanto não nos submetermos às autoridades
delegadas sobre nós, não chegaremos à maturidade de Cristo e nem viveremos a
unidade desejada por Cristo.
REFLEXÃO FINAL
Quero concluir essa mensagem apontando para
Jesus. Ele viveu toda sua vida em submissão a vontade do Pai, em submissão a
Lei de Moisés, em submissão às autoridades governamentais de seus dias. Toda
submissão de Jesus o levou para a cruz. Sua submissão não foi em vão, ela
tornou possível sua morte na cruz sem pecado. A obediência de Jesus Cristo nos
trouxe salvação.
Eu afirmo novamente que a submissão é um fator
essencial para nossa unidade. Vivermos #juntos só é possível se todos nos
sujeitarmos primeiramente a Deus e a Sua Palavra, e no poder do Espírito,
dominarmos nossa personalidade e temperamento, subjugando-os para servirmos em
amor uns aos outros. Só viveremos a unidade desejada por Jesus quando
reconhecermos os dons de cada um e a sua função no corpo de Cristo, e quando
com humildade reconhecermos nosso próprio lugar no corpo de Cristo e em amor nos
sujeitarmos uns aos outros.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
19/09/2021
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