DESCOBRINDO
SEUS DONS
(Professor)
SUMÁRIO
|
1.
O Valor do Trabalho em Equipe |
04 |
|
2.
A Vida Só Tem Sentido Quando Servirmos |
08 |
|
3.
Como Devemos Servir? |
10 |
|
4.
Onde Eu Devo Servir? |
14 |
|
5.
Compreendendo Mais Sobre Dons |
19 |
|
6.
A Singularidade do Crente |
21 |
|
7.
Interdependência dos Crentes |
23 |
|
8.
Identificando os Dons |
26 |
|
9.
Conhecendo os Dons Um a Um (1 parte) |
29 |
|
10.
Conhecendo os Dons Um a Um (2 parte) |
32 |
|
11.
Conhecendo os Dons Um a Um (3 parte) |
36 |
|
12.
Conhecendo os Dons Um a Um (4 parte) |
40 |
|
13.
Conhecendo os Dons Um a Um (5 parte) |
44 |
|
14.
Conhecendo os Dons Um a Um (6 parte) |
47 |
|
15.
Conhecendo os Dons Um a Um (7 parte) |
50 |
|
16.
Conhecendo os Dons Um a Um (8 parte) |
53 |
|
17.
Conhecendo os Dons Um a Um (9 parte) |
56 |
|
18.
Combinando os Dons Com Suas Características |
58 |
|
19.
Levantamento dos Dons Espirituais |
67 |
|
20.
Como Devo Agir de Modo a Fazer a Diferença? |
73 |
|
21.
O Que o Amor Tem a Ver Com Isso? |
76 |
|
22.
Como Posso Fazer Isso de Acordo Com Meu Estilo? |
78 |
|
23.
Servir é Para a Vida Toda |
81 |
|
24.
Respostas Exercícios |
83 |
1. O VALOR DO
TRABALHO EM EQUIPE
Esta apostila é baseada no livro Rede
Ministerial, da Editora Vida. Rede Ministerial é uma ferramenta para as
igrejas. Esta ferramenta foi elaborada pela Igreja Willow Creek, da cidade de
Chicago, Estados Unidos.
Obs.: Informamos que
o material sofreu diversas alterações, mas conserva o propósito do material
original.
1 – O Que é Rede
Ministerial?
Antes de
entrarmos em nosso tema de hoje quero primeiro explicar o que é Rede
Ministerial. Este é um material desenvolvido para auxiliar os crentes a serem frutíferos e realizados em sua igreja local. Muitos cristãos acabam não se
tornando frutíferos por não saberem onde e como servirem a Deus. A ausência de
frutos levam muitos a viverem dominados pelo sentimento de frustração.
Em busca de
levar os cristãos a se tornarem frutíferos e realizados Rede Ministerial procura
responder as perguntas: “Por que devemos servir?” e “Como devemos servir?”.
Deus nos fez com
um propósito. Para cumprirmos este propósito Ele nos deus dons e colocou em
nossos corações paixões. Ao longo deste estudo compreenderemos como estes dons
operam em nós e qual o seu valor no Corpo de Cristo. Iremos estudá-los um a um
para que você possa identificar qual dom opera em você e qual sua paixão.
O conhecimento
de qual dom você possuí deve despertar em você o dever de colocá-lo a serviço
do reino de Deus e de sua igreja local, onde você congrega. Os diferentes dons
e as diferentes paixões cooperam para o bem de todos, assim como os diferentes
membros do corpo cooperam para o bem de todo o corpo.
Na medida em que
colocamos nossos dons a serviço de nossos irmãos em Cristo e daqueles que ainda
não se converteram a Cristo passamos a frutificar e a nos sentirmos realizados.
Temos um
propósito estabelecido por Deus. Não existimos por acaso. Ele nos deu dons e
paixões para alcançarmos este propósito. Não podemos nos esquecer de que para
alcançarmos o propósito estabelecido por Deus precisamos trabalhar em equipe.
Este trabalho não se faz sozinho.
2
– O Valor do Trabalho em Equipe
Sem dúvida nos
tornamos mais frutíferos e realizados quando trabalhamos juntos, cooperando uns
com os outros, pois assim conseguimos alcançar melhor nossos objetivos como
igreja.
Apresentaremos
um vídeo onde veremos diversos trabalhos em equipe.
Ø
Vídeo 1: Trabalho em equipe
(https://www.youtube.com/watch?v=gn7bfvzwlCE&t=4s)
Quais lições nós
aprendemos através deste vídeo?
A palavra de
Deus diz que não há limites para uma unidade consagrada e um propósito
apaixonado (Gênesis 11.6).
6 E disse o Senhor: "Eles
são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. (Gênesis 11.6)
Quando temos a
mesma linguagem e somos um em um propósito, Deus mesmo diz que não haverá restrição
para tudo que intentarmos fazer. Deus interviu nesta unidade porque o povo
tinha um propósito errado. O objetivo e a motivação que os unia eram errados.
Entretanto não
podemos nos esquecer de que Jesus orou ao Pai para que fossemos “um”.
2.1 – Trabalhar em Equipe no Corpo de
Cristo Exige Que Nos Tornemos Um
Ser um povo
unido num só propósito não é algo simples de ser alcançado. Paulo mostra aos
Filipenses que tal unidade é fruto de um processo. Exige amadurecimento e
renuncia de todos os membros do Corpo.
1 Se por estarmos em Cristo, nós
temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito,
alguma profunda afeição e compaixão, 2 completem a minha alegria, tendo
o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. (Filipenses 2.1,2)
O texto que lemos diz
que “se há”, isto é, Paulo está insinuando que se existe entre eles algumas
coisas que os aproxima como:
Ø Exortação em
Cristo (preocupação com a vida ética do outro);
Ø Consolação de
amor (há um sentimento de ajuda para com o outro);
Ø Comunhão do
Espírito (existem laços espirituais que os une – fé, batismo, Espírito);
Ø Entranhados
afetos e misericórdias (há uma relação maior de afeto e empatia).
Paulo diz que
eles deveriam completar isso que os aproxima com “unidade”. O que falta a eles segundo
Paulo é unidade - Pensar a mesma coisa, terem o mesmo amor, serem unidos de
alma, possuírem o mesmo sentimento. A ausência disso é que leva o apóstolo a insinuar
que eles tenham as outras coisas e não a afirmar.
Quando há
unidade, não há partidarismo e nem soberba. Não trabalhamos pensando em nós ou
em um indivíduo, trabalhamos pensamos no bem de todos, do corpo de Cristo.
3 Nada façam por ambição egoísta
ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. 4 Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. (Filipenses 2.3,4)
3 – Todos Têm a Mesma Linguagem
Gênesis 11:6 diz
que o povo era um e tinha o mesmo falar, por isso não haveria restrição para
tudo o que intentassem fazer. Paulo orienta os coríntios dentro do mesmo
princípio:
10 Irmãos, em nome de nosso Senhor
Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que
falam, para que não haja divisões entre vocês, e, sim, que todos estejam unidos
num só pensamento e num só parecer. (1 Coríntios 1.10)
Ø Que falassem a
mesma coisa (concordância no falar).
Ø Que tivessem uma
mesma disposição mental (concordância no pensar).
Ø Que tivessem uma
mesma posição (concordância no parecer).
O que o apóstolo
Paulo pede a igreja de Corinto só é possível quando indivíduos diferentes se
deixam ser controlados e dirigidos pelo Espírito Santo. É preciso morrer e
viver pelo Espírito.
O resultado
disso é que eles seriam uma unidade e não uma mera união de crentes. Há uma
diferença entre união e unidade.
· União é ter
muitas batatas no mesmo saco, elas estão juntas no saco, mas não são uma.
· Unidade é quando
as batatas são cozidas e amassadas tornando-se um purê. Elas se tornaram uma.
Não é mais possível separá-las.
A unidade tem um
preço de fogo e quebrantamento, ou seja, não há unidade sem o fogo do Espírito
e a renúncia do ego. Só assim podemos falar a mesma língua e termos a mesma
disposição mental.
O texto de Genêsis 11 diz: “Não haverá
restrição para tudo quanto intentam fazer”. O inimigo não
pode resistir a uma unidade consagrada. As portas do inferno não nos resistirão
se nos tornarmos um purê de batatas e não um monte de batatas num mesmo saco.
4
– Parábolas Atuais
Assim como Jesus
fazia, queremos lançar mão de algumas parábolas para mostrar a necessidade de
aprendermos a trabalhar em grupo.
Parábola 1: Os porcos-espinho
Durante a era
glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinho,
perceberam a situação e resolveram se juntar em grupo. Assim se agasalhavam e
se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos
de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que forneciam
mais calor. Por isso tornaram a se afastar um dos outros.
Todavia,
voltaram a morrer congelados. Precisaram então fazer uma escolha, ou
desapareciam da terra, ou aceitavam os espinhos dos semelhantes.
Sabiamente,
decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam a conviver com as pequenas feridas
que uma relação muito próxima podia causar, já que o importante era o calor do
outro. E assim terminaram sobrevivendo.
Lição
dos porcos-espinhos:
- Se estamos sozinhos esfriamos
A frieza e a
friagem nos assolam, precisamos nos manter aquecidos e até incendiados, mas
isso só será possível se nos mantivermos juntos. É como uma brasa; se fica
sozinha apaga.
- A proximidade e a comunhão têm um preço
Pequenas feridas
sempre surgem quando nos aproximamos e nos relacionamos.
Parábola 2: Os gansos
Quando você vê
gansos voando em “V”, pode ficar curioso quanto às razões pelas quais eles
escolhem voar desta forma. Os cientistas analisaram e fizeram as seguintes
descobertas:
·
1º fato - À medida que cada ave bate suas asas,
ela cria uma sustentação para a ave seguinte. Voando em formação “V”, o grupo
inteiro consegue voar pelo menos 70% a mais do que se cada ave voasse
isoladamente.
Quando pessoas
que compartilham de um mesmo sonho e uma mesma direção andam juntas elas chegam
mais rápido por que juntas elas produzem um ambiente positivo de fé.
·
2º fato - Sempre que um ganso sai fora da formação
e imediatamente sente o peso de voar só, rapidamente ele retorna à formação.
Sabemos que há
segurança no grupo e na comunhão e poderemos viver a vida cristã mais
facilmente se o fizermos na formação do grupo.
·
3º fato - Quando o ganso líder se cansa ele
reveza, indo para a traseira do “V”, enquanto outro toma a dianteira.
Quando temos de
fazer um trabalho árduo também necessitamos de revezamento. O grupo só vai
avançar se todos se revezarem pelo encargo da palavra e da reunião.
·
4º fato - Os gansos que vão atrás na formação
grasnam o tempo todo para que aqueles que estão à frente mantenha o ritmo e a
velocidade.
É um fato da
vida que todos necessitamos de estímulo, elogio e apoio para avançarmos em
nosso trabalho.
·
5º fato - Quando um ganso adoece ou se fere e
deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudar a
protegê-lo. O acompanham até a solução do problema e então reiniciam a jornada
no seu grupo original ou se juntam a um novo grupo.
Lição
dos gansos:
- Viver
em grupo é viver solidário
Viver em unidade
é viver em grupo. O grupo é um lugar de solidariedade e compromisso mútuo. Não
podemos abandonar o nosso irmão quando este se encontra em meio a lutas e
dificuldades. O objetivo não é chegar em primeiro, mas fazer com que todos
cheguem ao novo lar.
Parábola 3: Reunião na Marcenaria
Conta-se que
numa marcenaria houve uma estranha assembleia. Uma reunião de ferramentas para
acertas as suas diferenças.
O martelo
exerceu a presidência, mas os participantes o notificaram que teria de
renunciar. A causa? Fazia demasiado barulho, além do mais, passava o tempo todo
golpeando.
O martelo
reconheceu sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo
que este dava muitas voltas para conseguir algo.
Diante do
ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia
que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em
atrito.
A lixa acatou,
com a condição de que expulsassem o metro, que sempre media os outros segundo a
sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento
entrou o marceneiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo,
a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente a rústica madeira se converteu num
fino móvel. Quando a marcenaria ficou só a assembleia reativou a discussão.
Foi então que o
serrote tomou a palavra e disse: “Senhores, ficou demonstrado que todos temos
defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas dificuldades e com os nossos
pontos valiosos. Assim, não pensemos nos nossos pontos fracos, mas
concentremo-nos em nossos pontos fortes”.
A assembleia
entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era
especial para limar (desgastar) e afinar as asperezas e o metro era preciso e
exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.
Sentiram alegre-se pela oportunidade de trabalharem juntos.
Lição
da reunião na marcenaria:
-
O que nos une não são nossas semelhanças, mas as diferenças
Não estamos aqui
para formar relacionamentos formais, mas vínculos de amor e vida. Estamos
formando vínculos para a eternidade e que precisam ser vivido aqui.
Muitos de nós
desejamos fazer coisas grandes que nos coloquem na história, mas Deus quer que
apenas participemos da história dos nossos irmãos.
Exercício:
1
– Complete a sentença
A Rede
Ministerial tem como objetivo
auxiliar os crentes a serem frutíferos e realizados num lugar de
serviço significativo.
2.
A VIDA SÓ TEM SENTIDO QUANDO SERVIMOS
O serviço é
essencial para frutificarmos e nos sentirmos realizados. Eu e você só temos
importância existencial quando servimos.
Por que a vida
só tem sentido quando servirmos? Encontramos duas respostas claras na Bíblia
para esta pergunta.
·
Primeira:
Porque Deus nos criou para Ele.
·
Segunda:
Porque é mandamento de Deus servirmos uns aos outros.
1
– Porque Deus Nos Criou Para Ele
16 Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis
e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas
as coisas foram criadas por ele e para ele. (Colossenses 1.16)
Fomos criados
por Deus e para Ele. A razão de nossa existência é Deus. A afirmação de que fomos
criados para Ele, significa dizer que fomos criados para o seu serviço, para o
seu prazer. Portanto devemos viver para glorificá-lo em tudo que fazemos. Existimos
para Sua glória.
Glorificamos a
Deus quando O servimos através dos dons que Ele nos deu. Glorificamos a Deus
quando realizamos o que Ele espera de nós como seres humanos. Glorificamos a
Deus quando desfrutamos do que Ele nos deu. Glorificamos a Deus quando servimos
uns aos outros.
Se não
glorificarmos a Deus com nossas vidas, perdemos o sentido de existência como
seres humanos. Se vivemos correndo atrás de nossos sonhos pessoais e de tudo o
que o mundo nos oferece, nossa vida é vã aos olhos de Deus. Há um propósito
maior do que nós mesmos que dá sentido a nossa existência. Deus é quem dá sentido
a nossa existência. O que nos leva a segunda razão de nossa afirmação que a
vida só tem sentido quando servimos.
2
– Porque É Mandamento de Deus Servirmos Uns Aos Outros
13 Irmãos,
vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar
ocasião à vontade da carne; pelo contrário, sirvam
uns aos outros mediante o
amor. (Gálatas 5.13)
“Sirvam uns aos
outros” é um mandamento. Se vivemos para Deus obedecemos. É no serviço ao
próximo que servimos a Deus e nos tornamos frutíferos e realizados. É no
serviço a quem vemos que ganhamos a consciência de sermos frutíferos e
realizados.
Portanto, servir
para o crente não é uma opção. A maioria de nós sabe que deve servir. E a
maioria de nós quer realmente servir. Mas muitos de nós simplesmente não
estamos seguros em como podemos servir de maneira que sejamos frutíferos e
realizados.
O apóstolo Pedro
escreveu as seguintes palavras (1 Pedro 4.10,11).
10 Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas
múltiplas formas. 11 Se alguém fala,
faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a
força que Deus provê, de forma que em
todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a
glória e o poder para todo o sempre. Amém.
(1 Pedro 4.10,11)
Cada um recebeu
um dom, não para si, mas para servir. Mas, o que é um dom? Dom (Charisma – χαρισμα) tem a ideia básica de um
algo recebido gratuitamente e imerecidamente, sem trabalho, sem esforço, um
presente e não um prêmio.
O apóstolo Pedro
está dizendo que devemos usar este dom para servirmos uns aos outros, pois nosso
serviço contribui para o crescimento do outro, dessa forma nosso serviço
produz a edificação do outro. Crescemos na medida em que os outros
disponibilizam para nós o seu serviço. Quando doou ao outro o que tenho e sou,
demonstro o amor que Cristo tem por ele, e dessa forma Deus é glorificado.
3
- O Que Pode Acontecer se Servirmos Sem Unidade e Sem Liderança?
A unidade é
vista quando trabalhamos juntos, de forma a cooperarmos uns com os outros. A
liderança dá a nós a direção e instruções para que possamos trabalhar juntos. Veremos
na prática de uma dinâmica como isso funciona.
Dinâmica
1:
Dar uma folha A4 em branco para cada pessoa. Em cada folha estará escrita uma
parte do corpo humano (cabeça, perna direita, perna esquerda, braço direito,
braço esquerdo e tronco). Cada um fará o desenho escrito em sua folha sem olhar
o desenho do outro. Depois juntar todas as partes do corpo e ver como ficou.
Dinâmica
2: Fazer
depois da dinâmica 1. Dar somente
uma folha A4 para todo grupo, onde todos desenharam, um de cada vez, a mesma
parte do corpo humano que haviam desenhado na dinâmica 1. Começar pela cabeça,
pescoço, tronco, braços e pernas. Se
desejar no lugar da folha A4 eles podem desenhar em um quadro negro ou branco.
Avaliação
das dinâmicas: Se
não construirmos a igreja como equipe, onde todos trabalham juntos podemos
estar construindo um monstro, um corpo todo desajustado, desfigurado. Dessa
forma Cristo não é glorificado e os seus membros não são edificados. Um corpo
assim terá pouco tempo de vida.
4 – Jesus Designou a Sua Igreja Líderes Com Um Propósito
Claro
Dons espirituais
são um chamado de Deus ao trabalho, não ao privilégio ou engrandecimento
pessoal. Existem para unir o Corpo de Cristo e para tornar eficiente o
trabalho, o ministério que Deus reservou a cada um. Diante disso Jesus Cristo
deu a sua igreja homens dotados de determinados dons para aperfeiçoar os santos
para o serviço que devem realizar, a fim de que todo o corpo de Cristo seja
edificado, conforme Efésios 4.11,12.
11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas,
outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o
fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja
edificado,... (Efésios 4.11,12)
Estes homens que
ocupam estes ministérios de Efésios 4.11,12 foram dados à igreja pelo próprio
Senhor Jesus com o fim de liderarem sua igreja e assim levar todos os membros a
desenvolverem bem o seu ministério, isto é, o seu serviço.
Exercícios:
1
- Por que devemos servir? Escreva duas razões:
·
Para glorificar a Deus.
·
Para edificar os outros.
2
– No texto de Êxodo 20.1-17 temos os dez mandamentos. Os primeiros quatro
mandamentos descrevem como devemos amar a Deus, e os seis restantes descrevem
como temos de amar uns aos outros. Complete as sentenças abaixo:
·
Os
primeiros quatro mandamentos descrevem como devemos amar a Deus.
·
Os
seis mandamentos restantes descrevem como temos de amar uns
aos outros.
3.
COMO DEVEMOS SERVIR?
Ao responder
esta pergunta estamos pensando em como servir de forma significativa.
Dinâmica
1: Montar
um quebra-cabeça.
·
Quebra-cabeça 1:
O
quebra-cabeça deve ser sem numeração no verso e distribuir uma peça a cada
participante.
Dinâmica
2: Montar
outro quebra-cabeça.
·
Quebra-cabeça 2: O quebra-cabeça
deve ter numeração no verso e distribuir uma peça a cada participante.
Obs.: As peças dos
quebra-cabeças representam o dom de cada um, os quebra-cabeças representam a
igreja a ser edificada.
Avaliação
da Dinâmica 1:
·
Quebra-cabeça 1:
muito
movimento pouco resultado; a falta de organização produz pouca eficiência;
pessoas ficam de fora do processo; o trabalho se torna demorado.
Avaliação
da Dinâmica 2:
·
Quebra-cabeça 2: todos possuem
um dom o que torna todos importantes; a igreja não é completa na ausência de
dom. Quando organizado o trabalho se torna mais eficiente. Conhecer o seu dom e
saber onde usá-lo facilita o trabalho de todos.
1
- Movimento Sem Deslocamento
Na tentativa de
servir uns aos outros, nós podemos facilmente “ser levados” ou “empurrados” ao
serviço. Podemos tornar-nos muito ativos, mas não eficientes. Quando isso
acontece geramos um movimento sem deslocamento, isto é, um movimento que não
nos tira do mesmo lugar. Podemos ter muita atividade sem produzir crescimento
real, sem produzir transformações de vida.
Nosso desejo é
levar a igreja do ponto “A” para o ponto “B”. Contudo quando não sabemos como
servir, podemos servir sem nos deslocarmos para lugar algum.
A B A B
Atingindo
o Alvo
Nós temos um
alvo claro, isto é, sabemos onde desejamos chegar. Nosso alvo está estabelecido
em nossa visão e missão e como vamos atuar para chegarmos lá.
DECLARAÇÃO DE
VISÃO (nosso sonho)
Ø Ser
uma comunidade onde
cada membro seja uma
expressão do amor de Deus onde estiver.
DECLARAÇÃO DE
MISSÃO (nossa tarefa)
Ø
Conectar todas as pessoas a Deus através do servir.
Como realizaremos nossa missão? Com o servir.
|
S |
Ocialização |
- capacitar pessoas a se
tornarem cidadãs. |
|
E |
nsino |
- levar pessoas a se tornarem
como Cristo. |
|
R |
econciliação |
- conduzir pessoas a Cristo. |
|
V |
igorização |
- tornar mais forte os valores
do Reino de Deus as nossas vidas. |
|
I |
ntegração |
- levar as pessoas ao batismo
e membresia. |
|
R |
elacionamentos |
- ajudar as pessoas a
construírem relacionamentos saudáveis. |
O “SERVIR” nos
levará a alcançarmos nossa visão.
Quando servimos
de acordo com nossas paixões, dons e estilos pessoais podemos acertar o alvo.
Nossos esforços
nos motivam e fazem uma diferença perceptível na igreja. Sentimos mais
entusiasmo e mais energia para a tarefa. Usufruímos de uma maior satisfação ao
descobrirmos maior sentido naquilo que fazemos para Deus.
Conhecer nossas
paixões, dons espirituais e estilos pessoais, nos ajudarão a montar o
quebra-cabeça de sermos uma igreja relevante.
Reconhecermos
que cada um de nós possui dons, habilidades e personalidades (histórias)
diferentes nos ajudam, também, a respeitarmos a função e o chamado do outro.
Dessa forma
todos nos tornamos individualmente mais frutíferos e realizados
ministerialmente, e consequentemente, toda a igreja se torna mais frutífera e
realizada ministerialmente.
Ø
Paixão
Paixão é o
desejo dado por Deus que nos impele a fazer diferença num determinado
ministério.
Sua paixão (seu
sonho maior) indica ONDE você
serviria melhor.
Quando você
serve em sua área de paixão, você fica mais motivado.
Não há paixão
certa ou errada.
A paixão de uma
pessoa muda com o tempo? Não. A maneira pela qual nós compreendemos e
expressamos nossa paixão pode variar ao longo de nossa vida, mas a essência
daquilo que mais profundamente nos impele à ação permanece a mesma.
Ex.: paixão por
crianças, drogados, ou ainda paixão alguma causa, por mecânica, etc.
Ø
Dons Naturais e
Dons Espirituais
Deus concede
dons a todos os seres humanos. A estes dons podemos chamá-los de dons naturais,
talentos ou habilidades.
Seus dons
indicam O QUE você fará quando
estiver servindo.
Quando você
servir de acordo com seus talentos, estará servindo de maneira mais competente.
Ex.: dom de
ensino, cuidado, hospitalidade, dom com crianças, dom com idosos, etc.
Estes dons naturais,
talentos ou habilidades não devem ser confundidos com os dons espirituais. Mas
o que os diferem?
Os dons naturais
a que nos referimos em nosso estudo são uma capacidade que nos foi dada por
Deus, existente em cada um de nós por termos sido feitos à Sua imagem e
semelhança. Dons naturais, talentos e habilidades nascem conosco e podem ser
aperfeiçoados. Eles estão intrínsecos em nós; fazem parte de nossa própria
natureza.
Os dons
espirituais estes provêm de uma ação sobrenatural, fora de nós, que opera por
meio de nós. Não nos pertence. Ex. Os dons de 1 Coríntios 12.7-11 - dom de
línguas, cura, profecia, etc.
Eu Cornélio, acredito
que os dons naturais quando exercidos com o fim de glorificar a Deus e edificar
sua Igreja, são tratados na bíblia simplesmente como dons (governo, ensino, exortação,
etc.). Assim compreendo que o apóstolo Paulo os trata em suas diversas listas
de dons. Contudo deixo claro que essa não é a posição dos autores[1] de
Rede Ministerial.
Precisamos ter a
consciência que todos os dons sejam naturais ou espirituais, quer você os trate
como talentos ou habilidades provêm de Deus. Os autores de Rede Ministerial
tratarão todos os dons citados na Bíblia como dons espirituais.
Não podemos
confundir dom espiritual com posições no ministério. Na igreja, nós nos
referimos a algumas pessoas como “pastor”, “professor”, ou “líder”. Estes
títulos podem ou não combinar exatamente com o dom espiritual delas. Por
exemplo, embora existam muitos líderes de pequenos grupos, pode ser que nem
todos tenham o dom da liderança. Ser líder de um pequeno grupo é uma posição e
não um dom. Uma pessoa pode ser colocada como professor na Escola Bíblica, tem
uma posição, mas não ter o dom do ensino. Pessoas podem receber títulos, sem
necessariamente terem o dom correspondente ao título recebido.
Ø
Estilo Pessoal
Seu estilo
pessoal reflete como você prefere se relacionar com os outros e com o mundo ao
seu redor.
O seu estilo
pessoal indica COMO você servirá.
Quando você
serve de maneira coerente com o seu estilo pessoal dado por Deus, você se sente
mais confiante e realizado.
Não há estilo
pessoal certo ou errado.
Ex.: Com relação
a sua forma de se relacionar pode ser introvertida, ou extrovertida, ou ainda
ambivertida (nem um, nem outra). Se considerarmos sua forma de trabalhar ela
pode ser organizada (detalhista), ou alguém que gosta do improviso (não se
prende a detalhes). Se pensarmos no que a motiva a trabalhar ela pode ser
motivada por cumprir tarefas, ou por ver pessoas felizes.
4 Há diferentes tipos de dons,
mas o Espírito é o mesmo. 5 Há diferentes tipos
de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. 6 Há diferentes formas de
atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. (1 Coríntios 12.4-6)
14 O corpo não é composto de um só
membro, mas de muitos. [...] 18 De fato, Deus
dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. (1 Coríntios 12.14,18)
Há diferentes
tipos de pessoas, com diferentes tipos de dons, com diferentes tipos de
paixões, mas é Deus quem efetua tudo por meio de todos.
Exercícios:
1 – Sua paixão ministerial (seu sonho
maior) indica onde
você servirá melhor.
2 – Os dons espirituais indicam o que você fará quando
estiver servindo.
3 – Seu estilo pessoal indica como você servirá.
4. ONDE EU DEVO
SERVIR?
Nesta seção nós
exploraremos o primeiro elemento do perfil de servo: A Paixão. Nós definiremos
e faremos uma lista de suas características principais. Antes de você descobrir
qual dom possui, queremos ajudá-lo primeiro a descobrir qual paixão você
possui.
Cada um de vocês
completará o Indicativo de Paixão e
identificará uma ou mais áreas da paixão. Nosso último objetivo é que você
ganhe uma compreensão mais clara de sua paixão individual.
O que vem à sua
mente quando eu digo:
·
“Billy
Graham” – alcançando pessoa perdidas (evangelização)
·
“Madre
Teresa” – os necessitados (serviço social)
Quando falamos o
nome dessas pessoas, o que vem à nossa mente é a paixão delas. Aquilo em que
elas entregaram sua vida.
Existem três
coisas muito importantes para levarmos em conta quando falamos de Paixão:
·
A
paixão é dada por Deus.
·
Não
há paixão certa ou errada.
·
A
paixão responde à pergunta “ONDE” servirei.
Você alguma vez
já se perguntou: “Onde é que eu devo servir?”. A resposta pode ser encontrada
em sua paixão. Outras palavras que alguns de vocês devem ter usado para paixão
são: sonho, desejo, visão ou chamado.
1
– A Paixão é Dada Por Deus
A paixão é um
desejo dado por Deus que nos impele a fazer a diferença num determinado
ministério.
A paixão lhe
ajuda saber onde servir; ela lhe dá a direção. Ela lhe dá a motivação e a
energia para servir numa determinada área de ministério.
Ø
Vídeo 2: O Que Você Tem
Feito Para Tornar o Mundo Melhor?
(https://www.youtube.com/watch?v=0-p_Eh_WZt4)
Qual
a paixão que você identifica no personagem do vídeo?
Qual
a motivação dele para tornar o mundo melhor?
O fato de cada
um de nós se importar profundamente com algumas coisas mais do que com outras é
devido à influência de Deus. Se todos nós tivéssemos uma paixão para os mesmos
assuntos ou pessoas, muitas necessidades ficariam descuidadas. Mas Deus deu a
cada um de nós uma paixão como parte de seu plano e propósito para nossas
vidas. Portanto confia no Senhor, ele te mostrará o caminho a seguir.
3 Confie no Senhor e faça o bem;
assim você habitará na terra e desfrutará segurança. 4 Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do
seu coração. 5 Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele
agirá. (Salmo 37.3-5)
Cada um de nós
tem um profundo anseio ou desejo de fazer diferença. Se estamos andando por fé,
Deus proverá o meio de realizarmos esse desejo de ministério que há em nosso
coração. Esta paixão é dada por Deus. Ele nos designou para servir numa área
especifica de ministério que nós achamos motivadora, a área onde encontramos
nossa paixão.
O apóstolo Paulo
entendeu que sua paixão de pregar aos gentios não era de sua própria escolha, e
sim dada por Deus:
15 Mas Deus me separou desde o
ventre materno e me chamou por sua graça. Quando lhe agradou 16 revelar o seu Filho em mim para que eu o anunciasse
entre os gentios, não consultei pessoa alguma. (Gálatas
1.15,16)
Paulo estava
profundamente engajado com a verdade e em protegê-la. Quando ele encontrou
Cristo pessoalmente sua compreensão da verdade mudou e sua paixão encontrou uma
nova e diferente expressão.
Quando você se
apaixona ou se entusiasma sobre onde e a quem você está servindo, isto gera
motivação e o sentimento de realização de que está fazendo diferença para o
reino.
Você poderá
achar útil pensar na paixão como uma arena ou um contexto onde você gostaria de
fazer diferença. Muitas de nossas paixões se relacionam com diferentes grupos
de pessoas, como crianças, jovens, adultos, mães, adolescentes, idosos,
desabrigados, refugiados, ou aqueles que se divorciaram recentemente. Outras paixões
se relacionam a causas ou assuntos, tais como preconceitos, o meio-ambiente, a
fome ou a injustiça social. As paixões podem também girar em torno de certas
funções na igreja tais como organizar eventos, grupos de pessoas, organizar
planilhas, ou simplesmente estar disponível para ajudar.
No passado, você
pode ter expressado sua paixão a alguém cuja resposta fez com que você
reprimisse, ou talvez você por outro motivo a tenha reprimido. Algumas de suas
razões podem ter sido:
·
Você
era velho demais, ou jovem demais.
·
Você
não tinha estudo suficiente.
·
Você
tinha filhos.
A lista pode ir
seguindo e seguindo...
Na Rede
Ministerial, você tem permissão para simplesmente identificar ou nomear sua
paixão. Ponha de lado as restrições que você possa ter sentido por ter filhos,
ou outras tarefas e responsabilidades.
Você terá agora
uma oportunidade de compreender melhor a paixão que Deus lhe deu. Nós todos
estamos em diferentes lugares em nossas jornadas. À medida que cada um de nós
enfoca sua paixão descobre vários níveis de clareza. Alguns de vocês
descobrirão muitos temas semelhantes, outros descobrirão temas diferentes.
Identifique e expresse claramente sua paixão, num processo contínuo. Nós
desenvolvemos aqui um levantamento a fim de ajudá-lo na identificação e
desenvolvimento de sua paixão.
A seguir, há
algumas perguntas que têm como objetivo ajudá-lo a descobrir a sua paixão
ministerial. Responda-as, com o coração aberto:
Obs.:
Orientações para responder ao questionário
·
Ore
enquanto considera suas respostas às perguntas.
·
Complete
o questionário sozinho.
·
Não
há respostas certas nem erradas.
·
Não
se preocupe “se” você pode ou não concretizar sua paixão, nem “como” isto pode
vir a ser feito.
·
Responda
as perguntas como se não houvesse nenhum obstáculo para a realização dos
desejos do seu coração.
1)
O
que você mais gosta de fazer?
2)
O
que você mais gosta de fazer, na igreja?
3)
Qual
o serviço que você realiza fora da igreja que mais lhe dá prazer?
4)
Qual
o serviço cristão que lhe dá maior prazer?
5)
Em
que ministério você quer servir ao Senhor?
6)
Se
um companheiro indicar você para algum trabalho específico, qual será esse?
7)
Qual
o assunto ministerial que mais lhe atrai?
8)
Qual
foi o trabalho que você realizou com muita satisfação?
9)
Ao
final de que trabalho você se sentiu realizado e reabastecido?
10) Em que área você
poderia dar sua contribuição efetiva, levando-a a um melhor funcionamento?
11) Em que atividade
da igreja a liderança lhe pede ajuda? Essa ajuda é por não ter quem faça ou por
sua capacidade na realização do mesmo?
12) No futuro,
gostaria de olhar para trás e saber que fez algo em prol do que?
13) Sobre qual
assunto você conversaria a ponto de esquecer o tempo passar?
14) Faça um circulo
nas pessoas que mais deseja ajudar:
Bebês, crianças,
jovens, adolescentes, mães de adolescentes, mães e pais solteiros,
universitários, divorciados, viúvos(as), solteiros, mulheres empresárias,
recém-casados, refugiados, pais, casais maduros, sem tetos, desempregados,
idosos, deficientes físicos, prisioneiros, pobres, enfermos, outros
_______________________
15) Faça um circulo
onde tenha opiniões/sentimentos fortes sobre os seguintes assuntos/causas:
Meio-ambiente,
cuidar de crianças, homossexualismo, discipulado, aids, política, violência, injustiça,
racismo, educação, vícios, economia, alcançar os perdidos, tecnologia, saúde,
pobreza, família, aborto, fome, alfabetização, igreja, outros
_________________________________.
16) Tente escrever em uma palavra ou frase sua paixão. Se não conseguir
continue respondendo as perguntas seguintes. _______________________________________.
17) Liste os cinco
acontecimentos mais positivos de sua vida. Descreva resumidamente o que houve e
como isso foi significativo para você. (Essas experiências podem ter ocorrido
em casa, no trabalho, na escola, igreja ou lazer. Pode ser um relógio que você
consertou, um vestido que costurou, um prêmio recebido, uma ajuda prestada a
alguém, etc. Mas lembre-se que trata de fatos agradáveis que lhe proporcionaram
um sentimento de realização).
18) Por que essas
experiências foram significativas para você?
19) Procure uma
temática comum em suas experiências e pense qual a área onde você poderia
contribuir significativamente a partir destas experiências positivas de sua
vida. Esteja atento aos padrões de sua resposta, aos assuntos predominantes, a
uma faixa etária que se destaca mais, ou um tipo de necessidade que mais se
revela em suas experiências. Tente agora descrever qual sua paixão ministerial.
_____________________________________________________________________.
A
História do João
João é um jovem
com uma paixão para trabalhar com crianças. Ele começou servindo na Escola
Dominical. Serviu ali por algum tempo e começou a se sentir como se aquele não
fosse seu único tipo de contribuição. Ele gosta muito de trabalhar com
crianças, mas sente que a contribuição singular que ele pode dar é outra.
João descobriu
que realmente que trabalhar com filhos de pais solteiros. Ele mudou então seu
ministério na Escola Dominical para algo que sua igreja chama de “Ministério do
Colega”, onde cada adulto se torna “colega” de uma criança filha de pais
solteiros.
Ele serviu ali
por um tempo, com muita eficiência. Porém, à medida que o tempo passou, ele
começou a dizer: “Sabe, eu tenho uma paixão mais profunda ainda, não apenas
pelas crianças que são solitárias, mas também por crianças que estejam
realmente em batalha com a vida e com relacionamentos”.
Começou a
trabalhar em um programa que sua igreja mantinha com crianças problemáticas.
Essas crianças haviam perdido um dos pais através de morte ou divórcio. Então,
finalmente pôde dizer: “Este sou eu! Estou realmente trabalhando com crianças
de uma maneira que reflete minha paixão”.
|
João |
|
|
Paixão ministerial: Crianças |
Pequenas |
|
Filhas de pais solteiros |
|
|
Problemáticas |
|
Vamos imaginar
outro caso, o caso de Maria.
Maria após
responder as perguntas para levantamento de sua paixão; descobriu que sua
paixão era “alcançar os perdidos”. Após se avaliar intensamente ela percebeu
que o lugar onde ela gostava de evangelizar era sua vizinhança.
|
Maria |
|
|
Paixão ministerial: Alcançar os
perdidos |
Todos |
|
Vizinhos |
|
Paixão principal: alcançar os perdidos
Alcançar os
perdidos: Como? Onde? Quais perdidos?
Ex.: Nas drogas?
Em um país especifico? Evangelismo em massa? Evangelismo relacional? Através de
Grupos pequenos?
A primeira coisa
que você precisa saber é: Qual é a sua paixão principal?
1.
Compartilhe
com um grupo pequeno sobre sua paixão.
2.
Comente
sobre a paixão ministerial de cada membro do grupo a fim de ajudá-lo a
compreendê-la melhor.
5. COMPREENDENDO
MAIS SOBRE DONS
1
Irmãos,
quanto aos dons espirituais, não quero que vocês sejam ignorantes. (1 Coríntios 12.1)
O apóstolo Paulo
diz: “quanto aos dons
espirituais, não quero que vocês sejam ignorantes”. Em outras palavras o que Paulo está dizendo é: “prestem atenção,
isto é algo que vocês precisam saber”.
Esta seção
mostra que a diversidade no Corpo de Cristo existe por desígnio de Deus. Nós
aprendemos como a igreja é designada a agir através da singularidade de cada
indivíduo, de seus talentos diversificados na igreja, e de nossa
interdependência dentro da igreja. É nesta interdependência que Deus quer que
nós operemos. Cada um servindo ao outro dentro de sua paixão e através de seu
dom. A diferença nos tornam dependentes e promotores do desenvolvimento do
outro.
1
– Reforçando a Diferença Entre Dons Naturais de Dons Espirituais
Lembramos que
dons naturais também podem ser chamados de talentos ou habilidades. Quando
estes são usados para o propósito do Reino de Deus são chamados por Rede
Ministerial de dons espirituais.
Existe uma
diferença entre os dons espirituais, provindo dos dons naturais e os dons
espirituais relacionados em 1 Coríntios 12.7-11. Os dons naturais nascem
conosco e são aperfeiçoados com treinamentos e dedicação. Eles estão
intrínsecos em nós; fazem parte de nossa própria natureza, e foram dados por
Deus a todos os seres humanos.
Os dons
espirituais de 1 Coríntios 12.7-11 estes provêm de uma ação sobrenatural, fora
de nosso poder, que opera através de nós. Não nos pertence. Não temos o
controle destes dons.
2
– O Que É um Dom e Como Eles Definem o Que Devo Fazer?
A
palavra “dom” vem do latim “donu” e
quer dizer dádiva, presente. É a capacidade que algumas pessoas têm para o
desempenho de determinadas tarefas de forma fácil e natural, mas que para a
maioria das pessoas apresenta certo grau de dificuldade. É isso que explica o
fato de algumas crianças desenharem tão bem, ou ainda, terem exímia habilidade
em tocar determinados instrumentos musicais ou praticar determinados esportes
ou, ainda, realizar certas atividades intelectuais.
· Quais
talentos (dons naturais) você possui?___________________________________
_____________________________________________________________________.
· Segundo
a compreensão de Rede Ministerial o que acontece se você usar seus talentos
para glorificar a Deus ou servir os irmãos em Cristo?___________________________
_____________________________________________________________________.
3
– Algumas Coisas Importantes Sobre os Dons
· Dons naturais são dados por Deus – Talentos e habilidades nascem conosco
segundo a vontade de Deus. Não somos nós que escolhemos com quais talentos e
habilidades nasceremos. Como exemplos de pessoas
nascidas com um grande dom, podemos citar: Mozart, Beethoven, Leonardo Da
Vinci, Pelé, dentre outros. Essas pessoas nasceram com talentos ou habilidades
que a desenvolveram ainda mais ao longo de suas vidas.
·
Não há dons
certos ou errados
– Nenhum dom é certo ou errado. Eles
podem ser usados de forma errada, mas isto não os torna errados em si mesmo.
Como eles podem se usados de forma errada?
·
Os dons
respondem à pergunta “O que eu devo fazer?” – Os dons nos
apontam o serviço que devemos prestar a Deus e aos nossos irmãos. Se eu tenho o
dom de ensinar, eu vou ensinar e não cantar. Se eu tenho o dom de cozinhar, vou
cozinhar e não liderar grupos pequenos.
4
– O Que Mais Devemos Saber Sobre Dons?
·
Os dons são diversos.
Os dons são
capacitações divinas e são diversos. São usados para propósitos espirituais.
São habilidades que Deus nos concedeu para darmos nossa contribuição singular
no projeto do Reino de Deus.
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem
o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar,
ensine; 8 se é dar ânimo, que assim faça; se é
contribuir, que contribua generosamente; se
é exercer liderança, que a exerça com zelo; se
é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos 12.6-8)
·
Os dons são
distribuídos pelo Espírito Santo conforme os desígnios de Deus.
Os dons são
dados por Deus. Ele concede dons para um serviço que tenha sentido. Ele nos dá
estes dons de acordo com seu propósito para nossas vidas. Nós os descobrimos em
seu sentido pleno à medida que servimos a Cristo.
11 Todas essas coisas, porém, são
realizadas pelo mesmo e único Espírito, e ele as
distribui individualmente, a cada um, conforme quer. (1 Coríntios 12.11)
·
Dons são
distribuídos segundo o desígnio de Deus para servir aos outros.
Todo crente tem
pelo menos um dom e um lugar de serviço no Corpo de Cristo. Todo crente é um
ministro e, portanto, tem um ministério ordenado por Deus.
10 Cada um exerça o dom que
recebeu para servir aos outros,
administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. (1 Pedro 4.10)
·
Dons visam o bem
comum do Corpo de Cristo.
Os dons que Deus
nos dá nos permitem servir melhor uns aos outros. O maior teste de nosso uso
dos dons é glorificar e edificar aos outros. Embora nossos dons possam ser
usados no ministério fora da igreja, nós não podemos negligenciar seu uso
dentro da igreja.
11 E ele designou alguns para
apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para
pastores e mestres, 12 com o fim de
preparar os santos para a obra do ministério, para
que o corpo de Cristo seja edificado, (Efésios 4.11,12)
Os dons nunca
devem ser usados para alcançarmos nossos próprios interesses ou usá-los com o
fim de nos beneficiarmos deles. Os dons visam sempre o bem comum, a edificação
da igreja como um todo.
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum.
(1 Coríntios 12.7)
·
Diferença entre
dons e cargos no serviço ao Senhor.
Por nomeação ou
eleição, em uma igreja local, muitos irmãos na fé ocupam cargos por períodos
curtos ou longos: cargos na diretoria, professor de escola dominical, diácono,
etc.
No exercício de
um cargo, espera-se que o crente tenha a oportunidade de utilizar um ou mais de
seus dons.
Cargos são muito
importantes na estruturação do trabalho da igreja institucional e dão uma
identidade temporária àqueles que ocupam algum cargo dentro da igreja. Essa
identidade leva muitos a se apegarem ao cargo e começar a fazer política com o
fim de se manter no cargo.
Nossa tendência
é identificar e valorizar as pessoas pelo cargo que ocupa, quando deveríamos
identificá-la e valorizá-la por seu dom.
6.
VOCÊ NÃO É IGUAL A MIM
Você não é igual
a mim, graças a Deus! Você é singular. Ninguém é igual a você. Deus selecionou,
cuidadosamente, para que cada crente tivesse pelo menos um dom e um lugar de
serviço no corpo de Cristo.
Nossos perfis de
servo (paixão, dons e estilo pessoal) não são de nossa escolha, foram dados a
nós por desígnio de Deus. Eles fazem com que cada um de nós seja especial e
único.
1
– Eu e Você Temos Dons Diferentes
Neste estudo não
vou me deter neste ponto, uma vez, que já falamos bastante sobre a diversidade
de dons. Em breve iremos estudar cada dom e suas peculiaridades. Portanto
iremos nos concentrar no ponto dois de nosso estudo.
Entretanto quero
deixar claro que não podemos escolher nossos dons, trocá-los ou transferi-los
para outro.
18 De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. (1
Coríntios 12.18)
Da parte de
Deus, os dons são concedidos pela graça. Da parte humana, são recebidos e não
conseguidos, trocados ou escolhidos.
Mas como devemos
interpretar as palavras do apóstolo Paulo a igreja de Corinto “procurai os
melhores dons ou busquem com dedicação os melhores dons”?
31a Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. (1 Coríntios 12.31a)
Existem algumas
interpretações para este texto de Paulo, vou citar somente duas.
Primeira
interpretação: o apóstolo Paulo está falando no plural, orientando a igreja
como um todo a buscar os melhores dons. Ele não está falando de uma busca
individual. Paulo está estimulando a igreja a buscar e assim dar lugar aos dons
que edificam todo o corpo.
Segundo o
apóstolo pode estar incentivando os irmãos a buscarem e assim darem valor aos
dons que edificam todo o corpo e não somente ao indivíduo.
Outro texto que
tem sido usado de forma errada, para defender a transferência de dons é 1
Timóteo 4.14 e 2 Timóteo 1.6.
14 Não negligencie o dom que lhe
foi dado por mensagem profética com imposição de
mãos dos presbíteros. (1 Timóteo 4.14)
6 Por essa razão, torno a
lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus que está em você mediante a imposição das minhas mãos. (2 Timóteo 1.6)
Os dois versos
de Timóteo querem apenas exaltar que o dom pastoral de Timóteo foi reconhecido
por Paulo e por outros pastores (presbíteros). O texto trata de uma
confirmação, de um reconhecimento das lideranças já estabelecidas naqueles dias
do dom pastoral de Timóteo.
2 – Eu e Você Temos Perfis Diferentes
A cada um de nós
foi dada uma função singular a desempenhar no Corpo de Cristo e na sociedade
onde estamos inseridos. Isto nos faz especiais. Quando aceitamos que cada um de
nós tem um dom, uma paixão e um perfil singular então nós podemos entender que
quando nos reunimos como igreja há uma grande diversidade de dons, paixões e
perfis. Todos com o fim de edificar o Corpo de Cristo.
A grande
diversidade de perfis é resultado da grande quantidade de pessoas no Corpo de
Cristo. Quando falamos de pessoas falamos de diversidade de caráter, de
personalidade, de humor, de ideologias, de educação, de classes sociais, de
raças, etc. Todas estas diversidades devem ser colocadas a serviço do Corpo de
Cristo. Isto é ilustrado em:
1 Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de
maneira digna da
vocação que receberam. (Efésios 4.1)
Qual
é a vocação que recebemos do Senhor? Servir ao Senhor nosso Deus e aos nossos
irmãos em Cristo Jesus. Precisamos viver de forma digna dessa vocação.
Nossas
diferenças de educação, de personalidade, de humor, de compreensão bíblica e
outras diversidades nos levaram a vivermos alguns atritos. Contudo a continuação
deste mesmo texto diz que devemos suportar uns aos outros em amor.
3 – Suportai-vos Uns aos Outros
Depois
de Paulo dizer que devemos viver de forma digna de nossa vocação, ciente de
nossas diversidades de perfis e dos atritos causados por essa diversidade ele
diz:
2 Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes,
suportando (anechomenoi
- ἀνεχόμενοι) uns aos outros com amor. 3 Façam todo o
esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. (Efésios 4.2,3)
Nestes
dois versos escritos pelo apóstolo Paulo a ordem de suportar
diz respeito ao dever que cada um de nós tem de aguentar, de tolerar com
paciência aqueles que consideramos mais difíceis de nos relacionarmos no corpo
de Cristo com o fim de conservarmos a unidade do Espírito realizada por Jesus
na cruz.
Essas
dificuldades surgem por causa de nossas diferenças pessoais. Algumas pessoas
são agitadas demais, outras lentas demais, algumas otimistas demais, outras
pessimistas demais, algumas invejosas, outras orgulhosas e assim por diante.
Todos nós conhecemos pessoas a quem consideramos chatas, pegajosas e
desagradáveis seja por motivos do nosso coração ou pelas características da
própria pessoa.
A
verdade é que todos nós somos péssimas companhias às vezes. Todas as pessoas em
um momento ou outro são difíceis. Portanto, lembre-se de que você não é uma
pessoa agradável em todo o tempo e muitas vezes, se faz necessário que outras
pessoas tenham paciência com você.
A
ordem bíblica é que no corpo de Cristo devemos suportar uns aos outros em amor
mesmo as mais difíceis, as mais complicadas. Suportar as debilidades de
outra pessoa não é agradável, não é fácil, mas é abençoador e transformador
tanto para quem suporta como para quem é suportado.
O
verbo suportar, do grego “anechomenoi” tem o sentido de
um esforço que se deve fazer para manter algo para cima. Dentro do contexto apresentado por Paulo a ideia é de nos
esforçarmos para mantermos nossa relação saudável com nossos irmãos.
Devemos suportar as atitudes que consideramos desagradáveis,
ofensivas e até mesmo pecaminosas da parte de nossos irmãos na fé, e devemos
fazer isso por amor a Cristo, a fim de mantermos a unidade do Corpo de Cristo.
Certamente
Paulo não está dizendo que você deve ser conivente com o pecado das demais
pessoas, se é necessário exortar, façamos no amor; mas que temos que aguentar
pacientemente os nossos irmãos em seu processo de crescimento, e, em nossa
jornada devemos caminhar perdoando-os até que eles possam vencer suas
fraquezas.
4
– O Sentido da Singularidade e da Diversidade dos Crentes
Ø
Vídeo 3: Singularidade e
diversidade (somos diferentes, mas iguais na essência).
(https://www.youtube.com/watch?v=qGyrU8-5Ock)
Exercícios: O
vídeo nos apresenta um ser humano, um cachorro e um pássaro.
1.
Eles
são semelhantes? Não. São de espécies diferentes.
2.
Eles
se entendem? Sim. Inicialmente não, mas acabam se
entendendo.
3.
Eles
estão em busca do mesmo objetivo? Sim. Estão todos em busca da sobrevivência.
4.
Eles
se ajudam? Sim. Terminam se ajudando.
7.
INTERDEPENDÊNCIA DOS CRENTES
Quando olhamos o
que fazemos sozinhos na igreja, parece que não estamos fazendo nada. Como um
tocar de tambor isolado dos demais componentes. Mas quando olhamos para todos
que junto conosco estão realizando algo, percebemos que o que fazemos gera movimento,
gera vida, transforma pessoas e então o que fazemos ganha significado. O toque
do tambor somado com os demais instrumentistas e vocalistas, cria ritmo e
harmonia para que a igreja se movimente com vida e adoração. O Espírito de Deus
se move através da união do Corpo de Cristo.
Cada parte por
si só não é atraente ou efetiva. O sentido de cada parte é reconhecido somente
através de seu relacionamento adequado com todas as outras partes.
É necessário
compreender nossa singularidade e estimar as diferenças dos outros, se vamos
servir como um corpo através de relacionamentos interdependentes.
1
– O Processo de Crescimento e as Fases de Relacionamento
Enquanto
crescemos fisicamente, também crescemos em maturidade. O crescimento nos leva a
vivermos fases diferentes em nossas relações com as demais pessoas.
·
Dependência à Quando éramos crianças, éramos totalmente dependentes de nossos
pais. Eles nos proporcionavam alimentação, cuidado e proteção. Neste estágio de
nossas vidas nada oferecíamos aos nossos pais.
·
Independência à Quando crescemos nos tornamos
adultos, nós começamos a entender que não somos como todo mundo, que de alguma
forma somos especiais, porque somos diferentes. Com essa consciência, nós iniciamos uma caminhada na direção da
independência e começamos a afirmar nosso próprio comportamento e atitudes.
Ser independente
nem sempre significa ser maduro. Somos tendenciosos a pensar que independência
é sinônimo de maturidade, embora ela coopere para que a pessoa se torne madura
e responsável por seus atos.
Entretanto
descobrir nossa singularidade e diversidade não nos torna maduros. Conhecer
nossos dons e habilidades não nos torna necessariamente maduros.
·
Interdependência
à Como é que um
corpo funciona? Qual a relação entre suas partes? Como é que cada uma dessas
partes desempenha seu papel e permanece sadia?
O desígnio de
Deus para a igreja é que nós o sirvamos como um corpo.
Neste estágio da
vida descobrimos que somos dependentes, mas que também temos muito a oferecer
aos que estão ao nosso alcance. Por
exemplo: Quem faz o pão que você come? Quem planta o trigo para o padeiro?
Nesta cadeia alimentar você contribui para o sustento daqueles que produzem. O
que seria do padeiro se não houvesse quem consumisse seus pães?
Ø
Vídeo 4: Precisamos uns
dos outros (todos desejamos alcançar a mesma coisa).
(https://www.youtube.com/watch?v=D-InSfyZ9uY)
5 assim também em Cristo nós, que
somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros. (Romanos 12.5)
27 Ora, vocês são o corpo de
Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo. (1 Coríntios 12.27)
O que aconteceria
se o rim dissesse: “Eu desisto. Venho filtrando o sangue há anos. Deixe agora
outro órgão fazê-lo?” Ou o que aconteceria ao corpo se o pulmão dissesse:
“Estou cansado de ficar inflando e soprando aqui. Eu acho que posso fazer
melhor serviço do que o coração”. O que você acha que aconteceria?
Deus designou as
partes do corpo para funcionarem interdependentemente. Ele designou sua Igreja
para funcionar da mesma maneira, através de relacionamentos interdependentes.
Os diversos
ministérios buscam suprir o que precisamos para o nosso desenvolvimento
espiritual e por meio deles recebemos e entregamos serviços uns aos outros.
Pense no ministério de casais. Este oferece aos membros ferramentas por meio de
encontros e estudos para que os casais melhorem seus relacionamentos. Enquanto
os líderes servem com seus dons por meio do ministério de casais, eles também
são assistidos em suas necessidades através dos outros ministérios, como
infantil (se tiverem filhos), culto (provê ensino e adoração), e outros.
Exercícios:
1 – Que fatores
nos impedem de servir como corpo, atuando interdependentemente?[2]
R.: Medo de falhar, orgulho, indiferença, baixa autoestima, etc.
2 – Identifique
uma mudança em seu caráter que o tornaria mais interdependente.
2
– Diversidade Não É Divisão
Diversidade não
é divisão, não podemos nos esquecer de que temos diferentes dons, paixões e
perfis, mas o mesmo Espírito.
20 Assim, há muitos membros, mas
um só corpo. 21 O olho não pode dizer
à mão: "Não preciso de você!" Nem a cabeça pode dizer aos pés:
"Não preciso de vocês!" (1 Coríntios 12.20,21)
25 a fim de que não haja divisão
no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. 26 Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com
ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele. (1 Coríntios 12.25,26)
Nós somos
diversos, mas somos chamados a servir sem divisão. Você não deve deixar de
servir ao corpo, simplesmente porque não gosta de alguém ou porque pensa
diferente. É preciso pensar no corpo como um todo e não se esquecer de que ao
servir ao outro, você está servindo a Jesus.
Esta diversidade
e interdependência desejada por Deus é um reflexo de quem Ele é. Ele é o Deus
Trino, ou seja, Três em um: Pai, Filho e Espírito Santo. O próprio Deus existe
em comunidade.
3
– Unidade Não É Conformidade
Enquanto que
diversidade não é divisão, nosso segundo ponto é que unidade não tem que
resultar em conformidade ou uniformidade. Não somos seres uniformes, mas fomos chamados
para viver em unidade.
17 Se todo o corpo fosse olho,
onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? (1 Coríntios 12.17)
29 São todos apóstolos? São todos
profetas? São todos mestres? Têm todos o dom de realizar milagres? 30 Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Todos
interpretam? (1 Coríntios 12.29,30)
Deus não nos
designou para sermos todos iguais:
·
A
unidade não é alcançada por se ser semelhante ao outro.
·
A
unidade é alcançada quando se tem o MESMO
PROPÓSITO: glorificar a Deus e edificar aos outros.
Deus nos
designou para vivermos interdependentes, por isso, não somos seres completos.
NÃO temos todos os dons. NÃO temos todos os recursos.
Pessoas maduras são aquelas que identificam sua
singularidade, seus dons e habilidades, e buscam viver uma relação
interdependente com os demais membros do corpo. Elas servem com
sua singularidade e buscam na singularidade dos outros o que lhe falta.
8. IDENTIFICANDO
OS DONS
Exercício
Instrução:
1.
Identifique
os dons, à medida que for lendo cada passagem da Escritura, e escreva-os nos
espaços reservados ao lado.
2.
Alguns
dons aparecem mais de uma vez. Anote apenas a primeira ocorrência.
|
Passagem bíblica |
Dons mencionados |
|
8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro,
a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura,
pelo único Espírito; 10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a
outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a
outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.8-10) |
1. Palavra de Sabedoria 2. Palavra de Conhecimento/Ciência 3. Fé 4. Dom de Curar 5. Operação de Milagres 6. Profecia 7. Discernimento de Espíritos 8. Variedades de Línguas 9. Interpretação de Línguas |
|
28 Assim, na igreja, Deus estabeleceu primeiramente
apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois os
que realizam milagres, os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar
ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. (1 Coríntios 12.28) |
10. Apostolado 11. Profeta 12. Ensino 13. Socorro 14. Administração |
|
Passagem bíblica |
Dons mencionados |
|
6 Temos diferentes dons, de acordo com a graça que nos foi
dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; 8 se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que
contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é
mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos 12.6-8) |
15. Exortação 16. Contribuição 17. Liderança 18. Misericórdia |
|
11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para
profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, (Efésios 4.11) |
19. Evangelismo 20. Pastorado-mestre |
Obs.: As listas dos dons espirituais
encontradas na Bíblia não são idênticas; elas variam em sequência e conteúdo.
|
Passagem bíblica |
Dons mencionados |
|
9 Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação. (1 Pedro 4.9-10) |
21. Hospitalidade |
|
3 e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhes destreza,
habilidade e plena capacidade artística 4 para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze, 5 para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e
executar todo tipo de obra artesanal. (Êxodo 31.3-5) |
22. Artesanato |
|
Passagem bíblica |
Dons mencionados |
|
1 Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações,
intercessões e ação de graças por todos os homens; 2 pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que
tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. (1 Timóteo 2.1,2) |
23. Intercessão |
|
1 Aleluia! Louvem a Deus no seu santuário, louvem-no no seu
poderoso firmamento. 2 Louvem-no pelos seus feitos poderosos, louvem-no segundo a
imensidão de sua grandeza! 3 Louvem-no ao som de trombeta, louvem-no com a lira e a
harpa, 4 louvem-no com tamborins e danças, louvem-no com
instrumentos de cordas e com flautas, 5 louvem-no com címbalos sonoros, louvem-no com címbalos
ressonantes. (Salmos
150.1-5) |
24. Comunicação Criativa (música e dança) |
Obs.:
Algumas
igrejas listariam outros possíveis dons. Entre eles estariam, por exemplo:
celibato, aconselhamento, exorcismo, martírio, pobreza voluntária, técnico de
som, coreógrafo, cenógrafo, artistas em geral e outros.
9.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (1 parte)
A partir de
agora estudaremos cada um dos dons mencionados na Bíblia. Procuraremos estudar
suas peculiaridades, pois nos ajudará a detectarmos nossos dons e reconhecermos
os dons de outros irmãos.
Obs.: Lembre-se que a
confirmação final do seu dom vem do corpo de Cristo. Não adianta você dizer que
tem o dom de pastorear ou de ensinar se a igreja não reconhecer seu dom.
1. Apostolado (Apóstolo)
11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas, e outros para pastores e mestres, (Efésios
4.11)
Significado literal: Enviado (enviado
com uma mensagem, com uma missão).
Descrição: O dom de apostolado é a capacitação
dada por Deus para iniciar e supervisionar o desenvolvimento de novas igrejas
ou ministérios.
Obs.: O ministério apostólico dado aos
primeiros discípulos foi único. No sentido do apóstolo trazer uma palavra ou revelação
nova este dom acabou, pois aqueles dozes homens e Paulo foram testemunhas
oculares do Jesus histórico e do Jesus ressurreto. Neste sentido eles não têm
sucessores e nada mais pode ser acrescentado em cima de seus ensinamentos.
Contudo o
ministério apostólico não terminou, no sentido amplo do termo. Todos nós somos
enviados por Cristo ao mundo com a missão de evangelizarmos. Alguns com uma
missão mais especifica e por isso separados para o cumprimento dessa missão. Em
nossas igrejas denominamos estas pessoas de missionários.
Destaques: As pessoas com este dom:
·
Começam
e estabelecem novos ministérios ou igrejas em locais não alcançados, dentro ou
fora do país. É um pioneiro.
·
Adaptam-se
às diferentes circunstâncias por serem culturalmente sensíveis.
·
Estabelecem
novos ministérios e logo passam a supervisionar estes ministérios ou grupos de
igrejas. Passam a responsabilidade de pastoreio a outros.
·
Demonstram
autoridade e visão pela missão da igreja.
Características:
·
Aventureira
·
Empreendedora
·
Perseverante
·
Flexível
·
Culturalmente
sensível
·
Aceita
riscos
·
Motivadas
pela causa
Cuidados: As pessoas com este dom:
·
Precisam
estar conscientes de que o abuso da autoridade pode inibir a ação do Espírito
em outras pessoas.
·
Precisam
ser confirmadas e enviadas pela igreja local.
·
Podem
ser exigentes.
Versículos: At 13.2,3; Rm 1.5; 1 Co 12.28,29.
==================================================================
2. Ministério Profético (Profeta)
11 E ele designou alguns para apóstolos,
outros para profetas, outros para
evangelistas, e outros para pastores e mestres, (Efésios
4.11)
Significado literal: Do hebraico “Nabi”
que significa “fala em nome de..., porta voz”. Do grego “propheteia” que
significa “proclamação do pensamento e conselho de Deus” com o fim
de mostrar pecado, edificar, confortar ou animar.
Descrição: O dom de profecia é a capacitação
divina para revelar a verdade de Deus e proclamá-la de forma apropriada e
relevante para o entendimento, correção, arrependimento ou edificação. Pode
haver implicações imediatas ou futuras.
“Profeta” frequentemente é traduzido como “pregador”. Sem dúvida, grande
número de irmãos com este dom são pregadores, sejam eles pastores ordenados ou
leigos. Entretanto “pregação” não é sinônimo do dom do profeta; é um meio de
exercer este dom espiritual, como é o caso dos dons de exortação, de
evangelista ou de ensino. Em 1 Coríntios 12.24,25 – O termo “todos estiverem
profetizando” quer dizer, “se todos estiverem pregando a Palavra”.
Obs. 1: Não confunda este dom
ministerial do profeta com a manifestação ocasional de profecia, mencionada em
1 Co 12:10. Paulo dá a entender que, eventualmente, qualquer crente pode ser
usado pelo Espírito para entregar um recado de Deus, uma “profecia”.
Infelizmente, hoje em dia há muita falsificação desta “palavra de profecia” ou
“revelação”.
Obs. 2: Pode-se afirmar com toda a ênfase que na
dispensação atual não precisamos do ministério profético, como era necessário
no Antigo Testamento e no Novo Testamento, uma vez que toda revelação que
necessitamos já nos foi entregue e estão registradas na Bíblia. Nos submetermos
por um momento que seja, a tal sistema, é um passo para trás e para a
escravidão.
Uso do dom: Um dom exercido segundo a proporção da fé Rm
12:6. Fé aqui, não quer dizer a capacidade de crer em Deus. O artigo definido é
usado no grego de forma que o versículo significa: “Se você vai falar,
exercendo seu dom, tenha cuidado para que sua fala concorde com o corpo da
verdade já revelada, que se chama a fé”. A mesma conotação de fé foi usada em
Judas versículo 3.
Destaques: As pessoas com este dom:
·
Expõem
pecado ou engano para que haja reconciliação. Anunciam palavras de esperança e
restauração.
·
Falam
uma palavra apropriada de Deus que causa convicção, arrependimento e
edificação.
·
Percebem
verdades que outras negligenciam, desafiando-as a responderem em obediência.
·
Alertam
para o julgamento imediato ou futuro, se não houver arrependimento dos maus
caminhos.
·
Entendem
o coração e a mente de Deus por meio das experiências vividas com o Senhor.
Características:
·
Tem
discernimento
·
São
constrangedoras (alcançam o coração)
·
Falam
com autoridade (não significa gritar)
·
Não
comprometem a verdade
·
Convincente
·
Confrontam
as pessoas
Cuidados: As pessoas com este dom:
·
Precisam
saber que os ouvintes podem rejeitar a mensagem se não for transmitida em amor
e compaixão.
·
Precisam
evitar orgulho que pode criar uma atitude exigente ou desmotivadora que iria
bloquear o dom.
·
Devem
lembrar que seus ensinos e exortações devem estar em concordância com as
Escrituras (a bíblia).
Versículos: Rm 12.6; 1 Co 12.24,28; 2 Pe 1.19-21
==================================================================
10.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (2 parte)
3. Evangelista
11 E ele designou alguns para apóstolos,
outros para profetas, outros para evangelistas,
e outros para pastores e mestres, (Efésios 4.11)
Significado literal: Levar as boas
novas.
Obs.: Evangelizar é um dever de todos nós.
Descrição: O dom de evangelismo é a capacitação
divina para comunicar eficazmente o Evangelho aos descrentes, de modo que
possam responder em fé, tornando-se discípulos de Jesus.
O possuidor
deste dom é poderosamente motivado por Deus a suprir a necessidade espiritual
de uma pessoa sem Cristo. Toma as mais diversas iniciativas para apresentar
Jesus e a salvação nele.
“O evangelista
não só é bom comunicador da verdade, mas também é persuasivo e persistente,
levando a pessoa abordada a tomar a iniciativa de aceitar a mensagem,
preenchendo assim o vácuo espiritual na sua vida” (Lida E. Knight – Quem é Você
no Corpo de Cristo – pg. 176).
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Comunicam
a mensagem da cruz com clareza e convicção.
·
Buscam
oportunidades para conversar com descrentes sobre assuntos espirituais.
·
Desafiam
as pessoas a darem um passo de fé e a se tornarem verdadeiros e frutíferos
discípulos de Jesus.
·
Adaptam
a apresentação do Evangelho para atingir as necessidades do individuo.
·
Buscam
oportunidades para construir relacionamentos íntegros com os descrentes.
Características:
·
Sincera
·
Franca
·
Respeitada
·
Influenciadora
·
Espiritual
·
Confiante
·
Compromissada
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Precisam
lembrar que a legítima motivação para uma decisão por Cristo não é a culpa, mas
a ação do Espírito Santo.
·
Não
devem se tornar críticas dos outros, lembrando que todos somos testemunhas, mas
nem todos somos evangelistas.
·
Precisam
ouvir cuidadosamente e reconhecer que a mesma abordagem não é apropriada para
todas as pessoas.
Versículos: At 8.26-40
(muitos afirmam que Filipe era um evangelista).
==================================================================
4. Pastorado (pastor-mestre)
11 E ele designou alguns para apóstolos,
outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, (Efésios
4.11)
Significado literal: Guiar um
rebanho. No grego, poimén significa aquele que apascenta. Apascentar
significa conduzir a paz. Por inferência
o pastor é aquele que alimenta, cuida e guarda o rebanho.
Descrição: O dom do pastorado é a capacitação
divina para nutrir, cuidar e guiar pessoas à maturidade espiritual e se
tornarem como Cristo.
Obs. 1: Muitos estudiosos entendem que os
pastores precisam ser mestres para poderem guiar e impedirem o rebanho de
seguirem falsos ensinos. Entretanto reconhecem que existem mestres (doutores)
que não possuem o dom para pastorearem.
Obs. 2: O possuidor do dom espiritual de
pastorear, alertado pelo Espírito Santo das necessidades espirituais dos
crentes novos ou antigos, é poderosamente motivado por Deus a ser um canal
através do qual Ele suprirá por meio do ensino e dos demais membros o cuidado,
especialmente daqueles sem amparo e proteção espiritual adequado. Quer tomar a
iniciativa de inseri-los no Corpo e de mantê-los efetivamente ligados aos
demais irmãos e a Cristo, o Cabeça do Corpo. Dispõe-se a tratá-los individualmente
e coletivamente, buscando suprir suas necessidades espirituais e os ajudando no
seu amadurecimento espiritual.
Obs. 3: Convém ressaltar que nem sempre alguém
que possui o título de pastor, é pastor. E há muitos na igreja que não são
pastores ordenados; mas têm o dom e alguns até mesmo exercem o ministério
pastoral. O ministério pastoral precisa ser reconhecido pela igreja, não basta
apenas o indivíduo dizer que Jesus o chamou.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Assumem
a responsabilidade de auxiliar outras em sua caminhada com Deus.
·
Providenciam
direção e supervisão a um segmento da Igreja de Jesus.
·
Devem
ser exemplos com suas vidas daquilo que significa ser um verdadeiro e frutífero
discípulo de Cristo.
·
Estabelecem
confiança por meio de relacionamentos duradouros.
·
Lideram
e protegem aqueles sob o seu cuidado.
·
Assumem
a responsabilidade de capacitar as vidas que lhe foram confiadas para exercerem
seus ministérios.
Características:
·
Capacidade
influenciadora
·
Sabe
ensinar
·
Guia
·
Disciplina
·
Capacidade
de dar apoio
·
É
relacional
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Devem
lembrar que Deus julga aqueles que abusam ou negligenciam suas
responsabilidades pastorais.
·
Devem
estar conscientes que o desejo de alimentar e apoiar outros pode criar
dificuldades para se dizer “não”.
·
Devem
lembrar que alguns, sendo nutridos, crescerão além da sua capacidade. Devendo,
portanto, o pastor as deixar livres para continuarem a crescer. Se necessário
for buscarem outro aprisco.
Versículos: Jr 3.15; Hb 13.7,17; 1 Pe 5.1-4
==================================================================
5. Ensino (Mestre ou doutor)
11 E ele designou alguns para apóstolos,
outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, (Efésios 4.11)
Significado literal: Do grego didaskalia, significa instruir.
Descrição: O dom de ensino é a capacitação divina
para entender e explicar a Palavra de Deus claramente, resultando em vidas que
se tornam, passo a passo, semelhantes a Cristo. O didaskalos (o mestre) consegue tornar compreensível
as verdades bíblicas.
Obs. 1: “O possuidor deste dom é poderosamente
motivado por Deus para ser o canal através do qual Ele suprirá a necessidade
que os irmãos têm de entender melhor a Palavra de Deus. Quer tomar a iniciativa
de cooperar com o Espírito Santo, preparando o caminho dele nos corações,
tornando a Palavra cada vez mais conhecida, compreendida e aplicada, e levando
o crente a afinar sua vontade com a vontade de Deus[3]”
(Lida E. Knight).
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Comunicam
verdades bíblicas que estimulam maior obediência à Palavra de Deus, de forma
simples e fácil.
·
Desafiam
os ouvintes com as verdades das Escrituras de forma simples e prática.
·
Apresentam
todo o conselho de Deus para provocar o máximo de mudanças nas vidas.
·
Dão
atenção à precisão, e aos detalhes.
·
Investem
longo tempo em estudo e reflexão.
Características:
·
Disciplinada
·
Perceptiva
·
Apta
a ser ensinada
·
Tem
autoridade
·
Prática
·
Analista
·
Capaz
de falar bem
·
Didática
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Devem
evitar o orgulho que poderia resultar de um entendimento ou conhecimento
privilegiado.
·
Prender-se
a detalhes no ensino e falhar nas aplicações de ordem prática.
·
Devem
sempre lembrar que espiritualidade não é medida pelo quanto sabemos.
Versículos: Rm 12.7; 1 Co
12.29; 2 Tm 2.2
...Alguns dos melhores ensinadores da
Palavra que eu ouvi não tiveram muita instrução formal. E, em contraste, alguns
dos ensinadores mais fracos tinham Ph.D. em diversas disciplinas bíblicas e
correlatas, mas faltava-lhes o dom do ensino, para comunicar seu conhecimento.
...Não estou querendo dizer que Deus não usa nossa capacidade intelectual
quando nos entregamos a Ele, mas o dom espiritual do ensino, como todos os
outros dons, é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo e não um diploma
universitário." (Billy Graham – O Espírito Santo – pp. 141 e 142).
==================================================================
11.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (3 parte)
6. Serviço ou Ministério
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o
na proporção da sua fé. 7 Se o
seu dom é servir, sirva; se é ensinar,
ensine; 8 se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que
contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é
mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos
12.6-8)
Significado literal: Do grego, diakonia
que significa
ministério ou serviço, não se limitando a algum tipo de atividade em
particular.
Obs. 1: Chamarmos este dom pelo nome de serviço
é mais compreensível, pois hoje em dia “ministério” é usado principalmente para
se referir a um cargo, incumbência, profissão, ou para se referir a uma maneira
de servir, como, por exemplo, “um ministério entre meninos de rua”, que não
implica necessariamente que se tenha o dom
espiritual de serviço.
Descrição: O dom de serviço é a capacitação divina
para realizar tarefas práticas e necessárias que liberam, apoiam e suprem as
necessidades de outros.
O
possuidor do dom espiritual de serviço é poderosamente motivado por Deus para
ser o canal através do qual Ele suprirá a necessidade que uma pessoa (ou grupo)
tem de realizar certas tarefas, mas não sabe, ou talvez não tenha condições ou
o tempo necessário para fazê-las. Ele percebe por si mesmo qual tarefa precisa
ser feita com maior urgência, e toma a iniciativa de se responsabilizar por
ela, executando-a a seu modo, de maneira temporária.
Frequentemente ele utiliza
seus talentos natos e habilidades adquiridas para, por exemplo, substituir um
professor de classe na Escola Dominical, resolver alguns assuntos burocráticos,
assumir a direção da casa quando a mãe adoece ou ajudar a carregar cadeiras de
um local para outro.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Servem
nos bastidores apoiando os dons e ministério de outros.
·
Veem
coisas práticas e concretas a serem feitas e têm alegria em realizá-las.
·
Sentem
o propósito de Deus e têm prazer em cumprir responsabilidades cotidianas
(rotineiras).
·
Dão
valor espiritual ao serviço prático.
·
Se
alegram em saber que o seu serviço permite a outros fazerem o que Deus os
chamou a fazer.
·
São
dedicadas no servir.
Características:
·
Disponibilidade
·
Boa
vontade
·
Auxiliadora
·
Pessoa
de confiança
·
Lealdade
·
Pode
contar com ela
·
Xá
Comigo
·
Topa
tudo que for necessário
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Precisam
valorizar seu dom, lembrando-se que fazer coisas práticas é uma contribuição
espiritual ao corpo de Cristo.
·
Tem
dificuldade em dizer “não”.
·
Precisam
ser sensíveis às prioridades da liderança, em vez de considerarem suas próprias
agenda e preferências.
Versículos: At 6.1-4; Rm
16.1,2; 1 Co 12.28
=================================================================
7. Encorajamento ou Exortação
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o
na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é
servir, sirva; se é ensinar, ensine; 8 se é dar ânimo,
que assim faça; se é contribuir, que
contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é
mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos
12.6-8)
Significado literal: Do grego παρακαλῶν (parakalōn)
que significa estar ao lado. A pessoa com este dom é chamada a
estar ao lado daquele que necessita de encorajamento, fortalecimento, conforto,
ânimo, incentivo ou correção de rota.
Descrição: O dom de encorajamento é a capacitação
divina para apresentar a verdade, com objetivo de fortalecer, consolar ou
estimular à ação os que estão desmotivados ou fracos.
“O possuidor do dom
espiritual de exortação é poderosamente motivado por Deus para ser o canal
através do qual Ele suprirá a necessidade que uma pessoa ou grupo tenha de
encarar realisticamente sua própria situação. Diante de reações emocionais, ele
procura levantar o moral do outro, apresentando uma solução. Quer tomar a
iniciativa de levar o individuo ou grupo a reagir positivamente, com atitudes e
ações apropriadas apoiadas no poder de Deus, em vez de depender de suas
próprias e insuficientes forças. Para isso, ele não confronta, mas caminha ao
lado da pessoa, levando-a a encarar sua situação real” (Lida E. Knight – Quem é
Você no Corpo de Cristo – pg. 112).
Obs. 1: Não é um mero apontar de dedos; é um
aconselhamento espiritual que transmite ânimo e dá resultado. Se alguém deseja
corrigir a vida dos irmãos, envolva-se, dedique-se, gaste a vida a serviço de
quem precisa ser corrigido, mas faça com amor.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Chegam
ao lado daqueles que estão fracos para fortalecê-los ou tranquilizá-los.
·
Desafiam,
consolam ou confrontam outros para que confiem nas promessas de Deus.
·
Estimulam
as pessoas à ação pela aplicação da verdade bíblica.
·
Motivam
outros a crescer.
·
Enfatizam
as promessas de Deus e confiam em sua vontade.
Características:
·
Positiva
·
Motivadora
·
Desafiadora
·
Afirma
a verdade
·
Tranquiliza
·
Apoia
·
Digna
de confiança
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Às
vezes podem ser otimistas simplistas ou aduladoras ao extremo.
·
Devem
ser cautelosas para saber onde as pessoas estão e quais são suas reais
necessidades.
·
Talvez
queiram dizer somente coisas positivas para evitar um confronto desnecessário.
Versículos: At 11.21-23
(Barnabé animou os irmãos)
==================================================================
8. Contribuição
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o
na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é
servir, sirva; se é ensinar, ensine; 8 se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é
exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça
com alegria. (Romanos 12.6-8)
Significado literal: Do grego μεταδιδοὺς (metadidous) significa passar uma parte do
que tem a outrem, ficando com uma parte; compartilhar. Contribuir com coisas
materiais; bens, não somente dinheiro.
Obs. 1: Contribuir é um dever de todos nós.
Descrição: O dom de contribuição é a capacitação
divina em contribuir com valores e recursos para a obra do Senhor, com alegria
e liberalidade. Pessoas com este dom não se perguntam: “Quanto devo dar ao
Senhor?” e sim, “De quanto preciso para me sustentar?”.
“A maior alegria
do possuidor deste dom é poder repartir aquilo que tem para o avanço da obra de
Jesus Cristo. Seu nível econômico nada tem a ver com a posse deste dom, mas
tão-somente com o exercício dele”. (Lida E. Knight – Quem é Você no Corpo de
Cristo – pg. 73).
O possuidor do
dom espiritual de repartir é poderosamente motivado por Deus para ser o canal
através do qual Ele suprirá as necessidades materiais de indivíduos ou grupos.
Toma a iniciativa, dentro de suas possibilidades, de suprir a necessidade ou de
cooperar com outros para fazê-lo.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Administram
bem suas finanças e limitam seus gastos pessoais para poderem contribuir com o
máximo possível dos seus proventos.
·
Apoiam
o ministério com contribuições sacrificiais para o avanço do reino.
·
Suprem
necessidades concretas para que haja crescimento espiritual.
·
Providencia
recursos com alegria e de modo generoso, confiando na provisão de Deus.
·
Podem
ter capacidade especial de ganhar dinheiro, a fim de que possam usá-lo no
avanço da obra de Deus.
Características:
·
Boa
administradora
·
Responsável
·
Geradora
de recursos
·
Caridosa
·
Confia
em Deus
·
Controladora
(disciplinada)
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Precisam
ser valorizados. Lembrando que dar dinheiro e recursos é uma contribuição
espiritual ao Corpo de Cristo.
·
Não
podem ser adoradas, são membros do corpo como todos os demais membros.
·
Precisam
lembrar que a direção da Igreja é determinada pela liderança e não pela
contribuição.
·
Precisam
tomar cuidado quanto à ganância.
Versículos: Lc 8.1-3; 2 Co
9.7-9
=================================================================
12.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (4 parte)
9. Liderança ou Presidir
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o
na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é
servir, sirva; se é ensinar, ensine; 8 se é dar ânimo, que assim faça;
se é contribuir, que contribua generosamente; se é
exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que
o faça com alegria. (Romanos 12.6-8)
Significado literal: Do grego προϊστάμενος (proistamenos) que
significa ficar a frente ou por cima de alguém, liderar, presidir.
Descrição: O dom da liderança é a capacitação
divina de compartilhar a visão, motivando e direcionando o povo a realizar
harmoniosamente os propósitos de Deus.
Obs. 1: Alguns têm entendido que os pastores
obrigatoriamente devem possuir o dom de governo (administração) e de liderança
(de presidir). As Escrituras não impõem aos pastores a obrigação com relação ao
dom de governo. Pensar assim é confundir “dom” com “cargo”.
Os pastores têm a
obrigação de liderar a igreja, dando a ela a direção e a visão para onde
caminhar. Ele precisa liderá-la nas questões pastorais, pois responderá a Jesus
Cristo sobre as vidas que estão sob o seu cuidado. Entretanto ele pode ter
pessoas de confiança que administrem em obediência a suas orientações.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Providenciam
direção para o povo de Deus ou para o ministério.
·
Motivam
outros a usarem o melhor de suas habilidades.
·
Apresentam
a visão maior (geral) para que todos entendam.
·
Põem
em prática os valores do ministério.
·
Assumem
responsabilidades e estabelecem alvos.
Características:
·
Influenciadora
·
Diligente
·
Tem
visão
·
Digna
de confiança
·
Persuasiva
·
Motivadora
·
Estabelece
alvos
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Devem
saber que demanda tempo estabelecer credibilidade e que isto é essencial para
uma liderança eficaz.
·
Devem
lembrar que o modelo bíblico é a liderança do servo: o maior se torna o servo
de todos.
·
Não
precisam ter uma posição de liderança para exercitarem este dom.
Versículos: Hb 13.17
=================================================================
10. Misericórdia
6 Temos diferentes dons, de
acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o
na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é
servir, sirva; se é ensinar, ensine; 8 se é dar ânimo, que assim faça;
se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a
exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o
faça com alegria. (Romanos 12.6-8)
Significado literal: Do grego ἐλεῶν (eleōn) que significa ter
compaixão.
Descrição: O dom de misericórdia é a capacitação
divina para ajudar, com alegria e de forma prática, àqueles que sofrem ou
passam necessidades. É a compaixão em ação.
“Misericórdia ou compaixão é o dom que permite a seu possuidor encarar
uma pessoa com amor, esquecendo-se de si próprio, e participar da vida do outro
com respeito profundo por ele como membro do Corpo, e também por aqueles que
ainda não fazem parte do Corpo de Cristo” (Lida E. Knight – Quem é Você no Corpo
de Cristo – pg. 62).
Obs. 1: A misericórdia deve ser praticada por
todos cristãos.
Obs. 2: O possuidor deste dom espiritual é
poderosamente motivado por Deus para ser o canal através do qual Ele suprirá
necessidades do próximo, que sofre mental, física ou emocionalmente, ouvindo-o
e compreendendo-o. Diante das oportunidades, quer ser um instrumento de Deus,
compreendendo e aliviando o sofrimento alheio.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Concentram-se
no alívio das causas de dor ou sofrimento de outras.
·
Encaram
as necessidades dos desamparados e solitários, buscando supri-las.
·
Expressam
amor, graça e dignidade àqueles que enfrentam dificuldades e crises.
·
Servem
com alegria, mesmo em circunstâncias difíceis e desagradáveis.
·
Preocupam-se
com assuntos sociais ou individuais que oprimem o povo. Sonham por justiça
social.
Características:
·
Empática
·
Cuidadosa
·
Sensível
·
Bondosa
·
Leva
as cargas dos outros
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Precisam
saber que ao aliviar o sofrimento de alguém, pode-se estar impedindo a ação de
Deus sobre essa pessoa.
·
Devem
tomar cuidado para não se sentirem magoadas quando as pessoas não demonstram
gratidão.
·
Não
devem se tornar defensoras ou serem iradas com os agentes do sofrimento de
alguém. Nem sempre a verdade é a que dizem ser.
Versículos: Mt 5.7; Lc 6.36;
Ef 4.31,32, 1 Pe 3.8,9.
=================================================================
11. Dom de Ajuda ou de Socorro
28 Assim, na igreja, Deus
estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro
lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dom de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons
de administração e os que falam diversas
línguas. (1 Coríntios 12.28)
Significado literal: Do
grego ἀντιλήμψεις (antilēmpseis - antilepsis) significa segurar para apoiar,
cooperar, responder a um pedido para execução de uma determinada tarefa. As traduções são
variadas: socorro, auxiliares, dom de ajuda, dom de assistência.
Descrição: O possuidor do dom de ajuda é
poderosamente motivado por Deus a suprir a necessidade de uma pessoa que
precisa de apoio para executar ou completar tarefas, ou de companhia para
realizar alguma coisa.
Significa
preparar uma refeição para um vizinho doente, escrever uma carta de ânimo ou
dividir o que temos com alguém que não tenha.
Socorro anda
abraçado com o dom da misericórdia e do serviço. Quer ajudar os oprimidos e
injustiçados socialmente, também cuidar dos órfãos e das viúvas.
Ø DIFERENÇAS
BÁSICAS ENTRE OS DONS DE SERVIÇO E AJUDA
Para compreender os irmãos na fé, é importante
distinguir as diferenças básicas entre a pessoa com o dom espiritual de
serviço, a pessoa com o dom de ajuda e o crente que tem a responsabilidade
cristã de servir ou ajudar, sem ter nenhum dos dons mencionados.
|
O DOM DE SERVIÇO O
irmão com este dom espontaneamente: |
O DOM DE AJUDA O
irmão com este dom espontaneamente: |
|
· Toma a
iniciativa. · Quer fazer as
coisas de seu próprio jeito: “deixe isto comigo”. · Não gosta
muito de auxiliar; prefere ser o responsável por um projeto. · Geralmente,
sente-se bem num cargo de liderança de curto prazo, como: ser monitor de um
grupo, presidente por um ano de uma entidade, etc. · Diante de uma
necessidade prática resolve por si qual parcela do serviço ficará por sua
conta. QUER SERVIR |
· Auxilia aquele
que toma a iniciativa. · Quer fazer as
coisas do jeito da pessoa a quem está ajudando. · Quer auxiliar;
não gosta de ser o responsável por um projeto ou atividade. · Quando
possível, evita estar a frente de um grupo. · Diante de uma
necessidade prática, pergunta: “o que posso fazer?”, deixando a escolha a
critério do outro. QUER AJUDAR |
Ø UM CASO QUE ILUSTRA ESTAS DIFERENÇAS BÁSICAS
O pastor
Wagner sofre um infarto. De volta a casa, sua esposa, D. Helena, começa a se
adaptar ao novo cardápio do marido, ao grande número de visitas, às
dificuldades em fazer todo o serviço de casa etc.
·
A IRMÃ
COM O DOM DE AJUDA AGIRIA ASSIM: “D. Helena, a senhora está
tão atarefada desde que o pastor chegou do hospital! O que posso fazer para
ajuda-la?” Deixa a decisão a critério de D. Helena; insiste e dá demonstrações
sinceras de sua intenção de ajudar. Ou vai à casa do pastor levando algum
prato, ou se oferece para cuidar das crianças por algumas horas, para aliviar
D. Helena. Oferece-se para fazer alguns serviços de casa, “do jeito de D.
Helena”. Quer ajudar.
·
A IRMÃ
COM O DOM DE SERVIÇO AGIRIA ASSIM: “D. Helena, sei que a
senhora não dirige o carro. Esta semana estou livre entre 9:30 e 11:00 horas
todos os dias. Quero me colocar à sua disposição. Posso levá-la de carro ou
posso eu mesma fazer os serviços de rua para a senhora. Poderei arranjar uma
pessoa para atender a porta ou o telefone ou dar remédio ao pastor, se for o
caso”. Essa pessoa descobriu uma necessidade que pode suprir. Tomou a
iniciativa de se oferecer para fazer coisas específicas. Quer servir.
==================================================================
13.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (5 parte)
12. Administração ou Governo
28 Assim, na igreja, Deus
estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro
lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dom de curar, os
que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de
administração e os que falam diversas línguas. (1
Coríntios 12.28)
Significado literal: Pilotar ou
conduzir um navio. Kuberneseis traduzido como governos (este termo
aparece somente em 1 Co 12:28). Esta palavra denota a atividade do timoneiro de
um navio. No grego, kubernao significa pilotar, dirigir um veículo para
que chegue a seu destino, fazendo as alterações necessárias durante o percurso.
Em sentido figurado, é aquele que dirige um grupo para alcançar um alvo
escolhido, por isso administração.
Descrição: O dom de administração é a capacitação
divina para entender o que faz uma organização funcionar e para planejar e
executar os procedimentos que realizem os alvos do ministério.
Obs. 1: Aquele que tem o dom espiritual de
administração é poderosamente motivado por Deus a pensar nos problemas da igreja
em busca de soluções práticas, gosta de colaborar no planejamento dos trabalhos
e na tomada de decisões, tem alegria em aliviar a carga de trabalho do pastor,
liberando-o para oração e pregação da Palavra.
Obs. 2: “O dom de administração ou governo possibilita
aos seus possuidores a compreensão de alvos claros a curto, médio e longo prazo.
Estes são capacitados a formularem e executarem planos que permitam o povo de
Deus a realiza-los por etapas, alcançando um objetivo após outro até chegar ao
alvo”. (Lida E. Knight – Quem é Você no Corpo de Cristo – pg. 155).
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Desenvolvem
estratégias ou planos para a realização de alvos previamente identificados.
·
Auxiliam
os ministérios a se tornarem eficazes e frutíferos.
·
Organizam
o caos organizacional.
·
Gerenciam
ou coordenam várias responsabilidades para o cumprimento de uma tarefa.
·
Organizam
pessoas, tarefas ou eventos.
Características:
·
Detalhista
·
Objetiva
·
Responsável
·
Organizada
·
Orienta-se
por alvos
·
Eficiente
·
Consciente
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Precisam
ser flexíveis para ajustarem seus planos e não inibirem a visão do líder.
·
Podem
usar as pessoas para atingir um alvo sem se preocupar com o crescimento
espiritual das mesmas.
·
Podem
não discernir os propósitos de Deus sendo alcançados no processo de atingir um
alo.
Versículos: Gn 30-50 (José
do Egito); Êx 18.13-26 (Jetro sogro de Moisés).
==================================================================
13. Artesanato
2 "Eu escolhi a Bezalel,
filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, 3 e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhes destreza,
habilidade e plena capacidade artística 4 para desenhar e
executar trabalhos em ouro, prata e bronze, 5 para talhar e
esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal". (Êxodo
31.2-5)
Significado literal: Artesanar,
elaborar, edificar (construir)
Descrição: O dom de artesanato é a capacitação
divina para elaborar criativamente e/ou construir itens a serem usados no
ministério.
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Trabalham
com madeira, tecido, tintas, metal, vidro ou outra matéria-prima.
·
Fazem
coisas que aumentam a eficácia do seu e de outros ministérios.
·
Gostam
de trabalho manual e de suprir necessidades tangíveis.
·
Elaboram
e constroem peças práticas e recursos para uso no ministério.
·
Trabalham
com vários tipos de ferramentas e são hábeis com as mãos.
Características:
·
Criativa
·
Sabe
projetar
·
Polivalente
·
Dotada
·
Prática
·
Não
aparece
·
Ajudadora
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Podem
não entender que seu dom é significante, sendo uma contribuição espiritual ao
corpo de Cristo.
·
Podem
usar outras pessoas para realizar o trabalho sem ajudá-las a se desenvolver
durante o processo.
·
Devem
lembrar que os frutos de seu trabalho são meios para se alcançar um alvo e não
fins em si mesmos.
Versículos: 2 Rs 22.5,6; At
9.39
==================================================================
14. Comunicação Criativa
14 Davi, vestindo o colete
sacerdotal de linho, foi dançando com todas
as suas forças perante o Senhor, (2 Samuel 6.14)
Significado literal: Comunicar
artisticamente.
Descrição: O dom da comunicação criativa é a
capacitação divina para expressar a verdade de Deus através de diversas formas
de arte.
Destaques: As pessoas com
este dom:
· Usam as artes
para comunicar a verdade de Deus.
· Desenvolvem e
usam suas habilidades artísticas (drama, escrita, música, dança, arte em geral,
etc.).
· Usam variedade e
criatividade para cativar as pessoas, levando a elas a mensagem de Cristo.
· Desafiam,
através das várias formas de arte, a visão que as pessoas têm de Deus.
· Criam novas
formas de expressar o ministério e a mensagem do Senhor Jesus.
Características:
· Expressiva
· Tem imaginação
· Gosta de novas
ideias
· Artística
· Criativa
· Não-convencional
· Sensível
Cuidados: As pessoas com
este dom:
· Precisam lembrar
que a arte não é um fim em si mesma, mas um meio de glorificar a Deus e
edificar outras pessoas.
· Podem sentir
dificuldades em aceitar críticas e resultados de avaliação.
· Podem não
cooperar (por causa de ego, orgulho ou individualismo) e precisam se esforçar
para fazer parte do time.
Versículos: Sl 150.3-5.
==================================================================
14.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (6 parte)
15. Hospitalidade
13 Compartilhem o que vocês têm
com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade. (Romanos 12.13)
Significado literal: Do grego φιλοξενίαν (philoxenian) que significa “amor àqueles de fora”, amor aos desconhecidos, amor
aos estrangeiros.
Descrição: O dom da hospitalidade é a capacitação
divina para cuidar de pessoas, providenciando hospedagem, comunhão, comida e
abrigo.
O possuidor
deste dom espiritual é poderosamente motivado por Deus para ser o canal através
do qual Ele suprirá a necessidade que o outro sente de acolhimento fraterno.
Obs. 1: A hospitalidade é um dever de todos nós.
Não está mencionado em nenhuma lista de dons.
Obs. 2: O exercício deste dom depende, em grande
parte, da cooperação e boa vontade do cônjuge e dos filhos. É importantíssimo
respeitar os membros da família cristã que não tem este dom. Filhos criados num
lar hospitaleiro podem aprender a serem acolhedores desde cedo. Que benção!
Destaques: As pessoas com este dom:
·
Providenciam
um ambiente onde as pessoas se sentem valorizadas e socorridas.
·
São
abertas para conhecerem novas pessoas e as ajudam a se sentir bem recebidas.
·
Criam
um ambiente seguro e confortável onde os relacionamentos podem ser
desenvolvidos
·
Deixam
as pessoas à vontade em ambientes desconhecidos.
·
Proveem
generosamente os recursos que testificam do suprimento de Deus.
Características:
·
Amigável
·
Graciosa
·
Convidativa
·
Confiante
·
Cuidadosa
·
Sensível
·
Transmite
calor humano
Cuidados: As pessoas com este dom:
·
Devem
evitar encarar o seu dom como um mero entretenimento.
·
Precisam
perguntar a Deus quem Ele deseja que elas sirvam e sejam amigas.
·
Ao
exercerem a hospitalidade devem cuidar para não descuidar de sua própria
família.
Versículos: Rm 16.23; Hb 13.1,2; 1 Pe 4.9,10, 3 Jo 1-8
==================================================================
16. Intercessão
1 Antes de tudo, recomendo que se
façam súplicas, orações, intercessões e ação
de graças por todos os homens;
2 pelos
reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida
tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. (1
Timóteo 2.1,2)
Significado literal: Orar por alguém,
mediar algo por alguém, interceder. “Do
grego, ἐντεύξεις (enteuxeis) significa um encontro;
daí, uma conversa ou entrevista com alguém em posição superior, com a
finalidade de solicitar insistentemente a favor ou contra alguém ou alguma
coisa. É um termo técnico para se chegar a um rei, e portanto, a Deus, ficando
no meio entre Ele e outro, em favor do outro” (Lida E. Knight – Quem é Você no
Corpo de Cristo – pg. 206).
Obs. 1: A intercessão é um dever de todos nós.
Não está mencionado em nenhuma lista de dons.
Obs. 2: Intercessão é um dos poucos ministérios
do Corpo de Cristo que se pode exercer em qualquer lugar e em qualquer hora; um
dos poucos que crentes inválidos ou idosos pode exercer, sem sair de casa ou
mesmo da cama; um dos poucos que se pode exercer “a distância”.
Descrição: O dom da intercessão é a capacitação
divina para orar regularmente por outras pessoas, obtendo resultados frequentes
e específicos.
“O possuidor
deste dom espiritual é levado por Deus a descobrir os problemas e oportunidades
mais diversos na vida de crentes e não-crentes, sendo poderosamente motivado
pelo Senhor a ser um canal através do qual é focalizado seu poder sobrenatural
nessas pessoas e circunstâncias. Este irmão quer tomar a iniciativa de orar
pedindo diretamente a Deus sua intervenção, confiando no seu amor e fidelidade”
(Peter Wagner).
Destaques: As pessoas com
este dom:
·
Sentem-se
constrangidas a orar com seriedade por alguém ou por uma causa.
·
Têm
consciência e oram pelas batalhas espirituais que estão sendo travadas
diariamente.
·
São
convencidas de que Deus age em resposta às orações.
·
Quando
tocadas pelo Espírito, oram mesmo que não entendam.
·
Oram
com autoridade e poder pela proteção de outras e pela capacitação para servir
Características:
·
Advogada
(interceder)
·
Cuidadosa
·
Sincera
·
Pacificadora
·
Empática
·
Digna
de confiança
·
Leva
as cargas dos outros
·
Sensível
espiritualmente
Cuidados: As pessoas com
este dom:
·
Devem
evitar o sentimento de que seu dom não é valorizado, lembrando que o ministério
de intercessão é uma contribuição valiosa para o corpo de Cristo.
·
Não
devem usar a oração como fuga do cumprimento de suas responsabilidades.
·
Precisam
evitar a atitude de superioridade espiritual causada pelo tempo que gastam em
oração e pela intimidade com Deus.
Versículos: Ez 22.30; Jo 17.9-26; Cl 1.9,10; 4.12; 1 Tm
2.1,2
=================================================================
17. Dom
de Celibato ou de Solteiro
7 Gostaria
que todos os homens fossem como eu; mas cada um tem o seu próprio dom da parte
de Deus; um de um modo, outro de outro. 8 Digo,
porém, aos solteiros e às viúvas: é bom que permaneçam como eu. (1 Coríntios 7.7,8)
Significado
literal: Estado
daquele que permanece solteiro.
Descrição: “A preferência pessoal de Paulo é que os
homens sejam celibatários. Neste estado eles servem ao Senhor sem as distrações
envolvidas no casamento (v.32 ss.). “É bom que permaneçam como eu” é
uma expressão enfática. Paulo possuía vários dons, especiais (charismata), um
dos quais o capacitava a permanecer solteiro. Ele reconhece que a continência é
um dom divino especial. Os que não o receberam não devem tentar permanecer
solteiros. Cada qual tem de Deus o seu próprio dom. A questão do
casamento não pode ser decidida aplicando-se uma lei a todos. Cada um deve
considerar qual é a vontade de Deus para si. E, da mesma forma que o celibato,
o casamento é dom de Deus” (1 Coríntios introdução e comentário – Leon Morris -
pg. 86).
Obs. 1: É
permanecer solteiro para se dedicar a Deus inteiramente e livre de qualquer
outra obrigação.
==================================================================
15. CONHECENDO
OS DONS UM A UM (7 parte)
18. Sabedoria (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a
palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo
Espírito; 9 a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de
cura, pelo único Espírito; 10 a outro, poder para operar milagres; a outro,
profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e
ainda a outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios
12.7-10)
Significado literal: Do grego λόγος σοφίας (logos sophias)
se refere a uma habilidade ou capacidade sobrenatural para
expressar uma sabedoria não natural à pessoa que a expressou.
Descrição: O dom de sabedoria é a capacitação
divina para compreender e aplicar verdades que humanamente somos incapazes.
É aplicada à
arte de interpretar sonhos e dar conselhos sábios; à inteligência mostrada ao
esclarecer o significado de algum número ou visão misteriosa ou uma
interpretação de um texto bíblico.
Destaques: As pessoas visitadas
com este dom:
·
Analisam
as consequências não previstas para determinar os próximos passos a serem
tomados.
·
Recebem
entendimento daquilo que é necessário para suprir as carências do corpo.
·
Providenciam
soluções dadas por Deus em meio a conflito e confusão. Apresentam soluções para
problemas quando parecia não ter soluções.
·
Ouvem
a provisão do Espírito dando direção para se atingir o melhor que Deus tem para
uma determinada situação.
·
Aplicam
verdades espirituais de modo prático e específico.
·
Tem
capacidade de tornar coisas complicadas em fáceis.
Cuidados: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Podem
falhar e por medo não compartilhar sua sabedoria dada por Deus.
·
Não
devem se tornar centro da dependência alheia para não fragilizar a fé das
pessoas.
·
Precisam
ser longânimes com os que não têm este dom.
·
(Não
podemos nos esquecer de que este dom “palavra de sabedoria”, juntamente com
todos listados em 1 Coríntios 12.8-10, não é dado a nós, são manifestações que
o Espírito realiza quando quer. Não estão sob nosso poder.)
Versículos: Dn 5.5-31, At
7.10
==================================================================
19. Conhecimento (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo
Espírito; 9 a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de
cura, pelo único Espírito; 10 a outro, poder para operar milagres; a outro,
profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e
ainda a outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios
12.7-10)
Significado literal: Do grego λόγος γνώσεως (logos gnōseōs) que significa saber,
conhecer, ter conhecimento.
Descrição: O dom de conhecimento é a capacitação
divina para compreender e revelar o que é conhecido, mas que está obscuro.
Este dom pode tornar
clara a compreensão de textos bíblicos incompreensíveis.
Destaques: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Recebem
verdades que as capacitam a servir melhor à igreja.
·
Estudam
as Escrituras para obter discernimento, entendimento e se aprofundar na
verdade.
·
Manifestam
conhecimentos que não são obtidos por meios naturais.
·
Organizam
informações para ensino e uso prático.
·
Possuem
um entendimento ou discernimento incomum.
Cuidados: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Precisam
tomar cuidado com a soberba.
·
Devem
lembrar que a mensagem transmitida à igreja não vem deles, mas de Deus.
·
Precisam
ter consciência que quanto maior o conhecimento maior é a responsabilidade.
·
Precisam
verificar se tudo que aprenderam e concluíram condiz com as Escrituras.
Versículos: Mc 2.6-8; Jo
1.45-50.
==================================================================
20. Fé (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro,
dons de cura, pelo único Espírito; 10 a outro, poder para operar
milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro,
variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Acreditar,
confiar, crer.
Descrição: O dom da fé é a capacitação divina para
agir à luz das promessas de Deus com confiança, não duvidando de Sua capacidade
para cumpri-las.
“É uma fé que parece vir
sobre alguns dos servos de Deus em tempos de crise e oportunidades especiais de
uma maneira tão poderosa, que são elevados para fora do reino da fé natural e
comum em Deus, de forma que tem uma certeza posta em suas almas que os faz
triunfar sobre tudo...”. (Donald Gee)
Obs. 1: Não se trata da fé salvadora, é mais do
que isso, é uma visão grande e dilatada. É a visão do que se pode ser feito, é
a coragem para aceitar desafios e saber que o pior passará.
Destaques: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Creem
nas promessas do Senhor e estimulam outras a fazer o mesmo.
·
Agem
com total confiança na capacidade de Deus em vencer obstáculos.
·
Demonstram
uma atitude de confiança na vontade e nas promessas divinas.
·
Levam
adiante o reino de Cristo, porque avançam quando outros param.
·
Pedem
a Deus aquilo que é necessário e confiam em sua provisão.
Cuidados: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Precisam
agir de acordo com sua fé.
·
Devem
lembrar que aqueles que optam pela lógica e desejam planejar não estão
necessariamente carentes de fé.
·
Precisam
ouvir e considerar o conselho sábio de crentes cheios do Espírito.
·
Todos
nós possuímos fé. Contudo no que diz respeito ao dom da fé, Eu Cornélio, lembro
que não podemos nos esquecer que este dom, juntamente com todos listados em 1
Coríntios 12.8-10, não é dado a nós, são manifestações que o Espírito realiza
quando quer. Não estão sob nosso poder.
Versículos: 1 Rs 18.30-39;
At 3.4-8
==================================================================
16.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (8 parte)
21. Cura (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de
cura, pelo único Espírito; 10 a outro, poder para operar
milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro,
variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Do grego αρίσματα ἰαμάτων (charismata iamatōn)
que significa restaurar.
Obs. 1: A palavra está realmente no plural,
“curas”, indicando que vários tipos de cura são possíveis com este dom.
Possivelmente curas emocionais e físicas.
Descrição: O dom de cura é a capacitação divina
que torna o crente um instrumento de Deus na restauração de pessoas enfermas.
Obs. 2: O dom de cura é diferente da oração por
cura, como comumente vemos nos programas evangelísticos.
Destaques: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Demonstram
o poder de Deus.
·
Trazem
restauração aos enfermos.
·
Autenticam
a mensagem de Deus pela cura.
·
Usam
a cura como oportunidade para comunicar verdades bíblicas e glorificar a Deus.
Cuidados: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Precisam
lembrar que nem sempre é a sua fé, ou a do enfermo, que determina a cura, mas a
soberana vontade de Deus.
·
Precisam
lembrar que Deus não promete cura a todos que pedem.
·
Devem
lembrar que Jesus não curou a todos os doentes e enfermos durante seu
ministério.
·
Não
está sob nosso poder. Lembro é uma manifestação.
Versículos: 1 Co 12.30
==================================================================
22. Milagres (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito;
10 a outro, poder para operar milagres;
a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de
línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. (1
Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Do grego ἐνεργήματα δυνάμεων (energēmata
dynameōn) significado realizar feitos poderosos.
Descrição: O dom de milagres é a capacitação
divina para realizar algo que não é natural ou impossível de se realizar. Pode
ser uma cura, uma intervenção na natureza (chuva, seca, etc.) ou um livramento
extraordinário.
Destaques: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Expressam
confiança na fidelidade do Senhor e na capacidade da manifestação de sua
presença.
·
Apresentam
o ministério e a mensagem de Cristo com poder.
·
Representam
a Jesus e, por meio desse dom, encaminham as pessoas a um relacionamento com
Ele.
Cuidados: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Precisam
saber que os milagres são necessariamente, causados pela fé.
·
Não
devem encarar este dom como uma responsabilidade pessoal, lembrando-se de que
Deus determina o local e o tempo da manifestação de suas obras.
·
Devem
ter cuidado para não clamar pela manifestação poderosa do Senhor por motivos
puramente pessoais.
·
Não
está sob nosso poder.
Versículos: Lc 5.1-11; Jo
2.1-11; 1 Co 12.29
==================================================================
23. Profecia (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito;
10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia;
a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a
outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Do grego προφητεία (profhēteia) que significa “proclamação do pensamento e
conselho de Deus” com o fim de mostrar pecado, edificar, confortar ou animar.
Características: A profecia, geralmente falando;
é a expressão vocal inspirada pelo Espírito Santo de Deus. A profecia bíblica
pode ser mediante revelação, na qual o profeta proclama uma mensagem
previamente recebida por meio dum sonho, uma visão, ou pela Palavra do Senhor.
Obs. 1: A profecia se distingue da pregação
comum em que, enquanto a última é geralmente o produto do estudo de revelação
existente, a profecia é o resultado da inspiração espiritual espontânea. Não se
tenciona suplantar a pregação ou o ensino, senão completá-los com o toque da
inspiração. Guarde bem a profecia não traz novas revelações, tudo que é dito
por meio da profecia deve encontrar respaldo na Bíblia.
Obs. 2: Donald Gee diz em seu livro "A Respeito
dos Dons Espirituais"[4] afirma que existe
o dom da profecia e o oficio do profeta. Donald Gee entende que embora uma
pessoa pode ser usada pelo Espírito Santo em um determinado momento para
profetizar, não significa com isso que ela seja profeta, o que ocorreu foi
apenas uma manifestação do dom profético.
Obs. 3: A
inspiração manifestada no dom de profecia não está no nível da inspiração das
Escrituras. Isso está implícito pelo fato de que os crentes são instruídos
aprovar ou julgar as mensagens proféticas.
Obs. 4: Ela pode ter características preditivas ou ser uma
revelação específica, sobre realidades e situações particulares na vida do povo
de Deus.
==================================================================
17.
CONHECENDO OS DONS UM A UM (9 parte)
24. Discernimento (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito;
10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de
línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. (1
Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Do grego διακρίσεις πνευμάτων (diakriseis
pneumatōn) que significa separar, distinguir, discernir.
Descrição: O dom de discernimento é a capacitação
divina para distinguir entre verdade e erro, podendo discernir entre espíritos
bons e maus, e entre o bem e o mal.
Esse dom capacita o possuidor
para “enxergar” todas as aparências exteriores e conhecer a verdadeira natureza
duma inspiração.
Obs. 1: Não
estamos falando da percepção natural da natureza humana e nem de um espírito
crítico que procura falta nos outros. Trata-se de algo sobrenatural, divino.
Destaques: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Distinguem
a verdade do erro, o bem do mal, os motivos puros dos impuros.
·
Identificam,
com precisão e de forma apropriada, os equívocos das pessoas.
·
Determinam
se uma mensagem é ou não autêntica.
·
Reconhecem
incoerências no ensino, na mensagem ou na interpretação profética.
·
Podem
sentir a presença do mal.
Cuidados: As pessoas
visitadas com este dom:
·
Podem
ter dificuldades em saber como expressar suas percepções e sentimentos.
·
Podem
ser duras ao confrontar pessoas em vez de falar a verdade em amor.
·
Precisam
confirmar suas percepções antes de comunicá-las.
Versículos: Mt 16.21-23; At
5.1-4.
==================================================================
25. Línguas Estranhas (dom espiritual - manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito;
10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro,
discernimento de espíritos; a outro, variedade de
línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Do grego γένη γλωσσῶν (gene glōssōn) que
significa várias línguas ou diversas línguas.
Descrição: Variedade de línguas ou dom de línguas é o
poder de falar sobrenaturalmente em uma língua nunca aprendida por quem fala,
sendo essa língua de homens ou de anjos.
Esse dom é
considerado como destinado principalmente, se não inteiramente, para as
devoções particulares.
2 Pois
quem fala em língua não fala aos homens, mas
a Deus. De fato, ninguém o entende; em espírito fala mistérios. [...] 4 Quem fala em língua a si
mesmo se edifica, mas quem profetiza edifica a igreja. (1 Coríntios 14.2,4)
Obs. 1: As línguas por mais espirituais que
possam parecer, se não forem interpretadas, produzem o mesmo efeito de instrumento
musicais inanimados, como a flauta e a cítara, tocados por músicos
inexperientes e amadores, produzindo sons irreconhecíveis (1 Co 14:6-9). Quando
a flauta é tocada da forma correta, os ouvintes sabem se devem chorar ou rir.
Porém, como se reconhecerá o tom, a menos que haja uma clara distinção entre as
notas? É assim que as línguas não-interpretadas soam aos ouvintes. Nenhum
proveito vem daí. A mesma comparação é feita por meio do toque da trombeta.
Caso o som da trombeta não seja bem definido como saber, o que o trombeteiro
quer dizer?
Línguas sem
interpretação tornam o que fala e os que ouvem em estrangeiros entre si (1
Co 14:10-11). Embora as línguas têm seu sentido, sem a interpretação se tornam
sem sentido, e fazem com que as pessoas fiquem sem se entenderem, como se a
pessoa que estivesse ao seu lado fosse estrangeiro.
27 Se,
porém, alguém falar em língua, devem falar dois, no máximo três, e alguém deve
interpretar. 28 Se não houver intérprete, fique calado na igreja,
falando consigo mesmo e com Deus. (1 Coríntios 14.27,28)
Destaques: As pessoas visitadas com este dom:
·
Expressam
juntamente com a interpretação uma palavra que edifica o corpo.
·
Comunicam
uma mensagem dada por Deus à Igreja.
·
Falam
num idioma que nunca apenderam, nem compreenderam.
·
Adoram
ao Senhor com palavras profundas, além da compreensão humana.
·
Experimentam
uma intimidade com Deus que as estimula a servir e a edificar outras, uma vez
que o dom edifica a pessoa.
Cuidados: As pessoas visitadas com este dom:
·
Devem
permanecer caladas na igreja se não houver interpretação.
·
Não
devem esperar que outros manifestem este dom como autenticação de sua
espiritualidade.
·
Devem
lembrar que todos os dons, inclusive este, são para a edificação da igreja,
embora este edifique a própria pessoa, mas seu fim visa o bem de toda igreja.
·
Devem
lembrar que o dom não está sob seu poder. Não pode ser manipulado.
Versículos: At 2.1-11; 1 Co 12.30; 13.1; 14.1-33
==================================================================
26. Interpretação de Línguas (dom espiritual -
manifestação)
7 A cada um, porém, é dada a
manifestação do Espírito, visando ao bem comum. 8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a
outro, a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a
outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo único Espírito;
10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento
de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.7-10)
Significado literal: Do grego ἑρμηνεία γλωσσῶν (hermēneia glōssōn) que significa traduzir
línguas, interpretar línguas.
Descrição: O dom de interpretação é a capacitação
divina para traduzir e assim transmitir a Igreja de Cristo a mensagem entregue
por meio de línguas estranhas, seja de origem materna ou de anjos.
É uma operação puramente
espiritual, não procede do estudo ou conhecimento humano. O mesmo Espírito que
inspirou o falar em outras línguas, pelo qual as palavras pronunciadas procedem
do Espírito e não do intelecto, pode inspirar também a sua interpretação.
Destaques: As pessoas visitadas com este dom:
·
Respondem
a uma mensagem entregue em línguas estranhas, interpretando-a para o
entendimento de toda Igreja.
·
Glorificam
a Deus e demonstram o seu poder por meio dessa manifestação milagrosa.
·
Edificam
o corpo de Cristo, interpretando uma mensagem apropriada de Deus.
Cuidados: As pessoas visitadas com este dom:
·
Precisam
lembrar que a mensagem sendo interpretada deve refletir a vontade de Deus e não
a dos homens.
·
Devem
lembrar que este dom deve promover a edificação da igreja local.
·
Devem
lembrar que a interpretação de línguas deve acontecer de forma ordenada.
·
Não
está sob nosso poder.
Versículos: 1 Co 14.5; 14.26-28
==================================================================
18.
COMBINANDO OS DONS COM SUAS CARACTERÍSTICAS
Exercício em grupo (2 pessoas)
Instruções:
1.
Leia
cada uma das características.
2.
Combine
cada característica com o dom espiritual correspondente.
3.
Escreve
a letra do início de cada característica no espaço abaixo do item “combina
com”, que está na coluna dos dons espirituais.
4.
A
característica para cada dom espiritual encontra-se no mesmo grupo que o dom.
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
A |
É a capacitação divina para começar a
supervisionar o desenvolvimento de novas igrejas ou ministérios. As pessoas
com este dom iniciam e estabelecem novos ministérios ou igrejas; adaptam-se
às condições do ambiente por serem culturalmente sensíveis e abertas; desejam
ministrar às pessoas não-alcançadas em outras comunidades ou países; assumem
responsabilidades de supervisão sobre ministérios ou grupos de igrejas;
demonstram autoridade e visão quanto à missão da Igreja. |
1.
Administração Combina com a
letra: B (administração) Contribui
para/com: Eficiência |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
B |
É a capacitação divina para entender o
que faz uma organização funcionar, e uma habilidade especial para planejar e
executar os procedimentos que alcançam os alvos do ministério. As pessoas com
este dom desenvolvem estratégias ou planos para realizar alvos previamente
identificados; auxiliam os ministérios a se tornarem mais eficientes; colocam
ordem no caos organizacional; gerenciam ou coordenam as várias responsabilidades
para o cumprimento de uma tarefa; organizam pessoas, tarefas ou eventos. |
2.
Apostolado Combina com a
letra: A Contribui
para/com: Novos ministérios |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
C |
É a capacitação divina para distinguir
entre a verdade e a mentira, discernir os espíritos, diferenciar entre o bem
e o mal, certo e errado. As pessoas com este dom distinguem a verdade da
mentira, o bem do mal, motivos puros, de impuros; identificam atitudes
enganosas em outras pessoas com precisão e de forma apropriada; determinam se
uma mensagem atribuída a Deus é autêntica; reconhecem incoerências no ensino
na mensagem profética ou na interpretação; podem sentir a presença do mal. |
3.
Artesanato Combina com a
letra: D Contribui
para/com: Suprimento |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
D |
É a capacitação divina para elaborar
ou construir criativamente itens a serem usados no ministério. As pessoas com
este dom trabalham com madeira, tecido, tintas, metal, vidro ou outras
matérias-primas; fazem coisas que aumentam a eficácia do seu e de outros
ministérios; gostam de servir com trabalhos manuais e suprir necessidades
tangíveis; são hábeis no manuseio de variadas ferramentas artesanais. |
4.
Comunicação criativa Combina com a
letra: F Contribui
para/com: Expressões
artísticas |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
E |
É a capacidade divina para apresentar
a verdade, de modo a fortalecer, consolar ou estimular os que estão
desmotivados ou titubeantes na fé, de volta à ação. As pessoas com este dom
se aproximam dos que estão desanimados para fortalecê-los e firma-los;
desafiam, consolam ou confrontam os outros a fim de que confiem e esperem nas
promessas de Deus; estimulam outros à ação por aplicar a verdade bíblica;
motivam pessoas a crescer; enfatizam as promessas de Deus e a confiança em
sua vontade. |
5.
Discernimento Combina com a
letra: C Contribui
para/com: Clareza |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
F |
É a capacitação divina para expressar
a verdade de Deus por meio de várias formas de arte. As pessoas com este dom
usam as artes para comunicar a verdade de Deus; desenvolvem e utilizam
habilidades artísticas como drama, literatura, música, pintura, dança, etc.;
usam comunicação e criatividade para atrair pessoas e fazê-las considerar a
mensagem de Cristo; desafiam, mediante as formas de arte, a perspectiva que
as pessoas têm de Deus; desenvolvem novas formas de expressar o ministério e
a mensagem do Senhor. |
6.
Encorajamento Combina com a
letra: E Contribui
para/com: Afirmação |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
G |
É a capacitação divina para realizar
tarefas práticas e necessárias que libertam, apoiam e suprem as carências dos
outros. As pessoas com este dom servem nos bastidores apoiando os dons e
ministério de outros; vêem coisas práticas e concretas a serem feitas e têm
alegria em realiza-las; sentem o propósito de Deus e têm prazer em cumprir
responsabilidades cotidianas; dão valor espiritual ao serviço prático;
alegram-se em saber que o seu serviço possibilita a outros fazerem o que Deus
os chamou a realizar. |
7.
Evangelismo Combina com a
letra: L Contribui
para/com: Frutos (conversões) |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
H |
É a capacitação divina para cuidar de
pessoas, providenciando comunhão, comida e abrigo. Pessoas com esse dom
propiciam um ambiente onde os indivíduos se sentem valorizados e socorridos;
conhecem novas pessoas e as ajudam a se sentir bem-vindas; criam um ambiente
seguro e confortável onde relacionamentos podem ser desenvolvidos; buscam
meios de estabelecer e apoiar vínculos novos e significativos; deixam as
pessoas à vontade em ambientes desconhecidos. |
8.
Fé Combina com a
letra: I Contribui
para/com: Esperança |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
I |
É a capacitação divina para agir à luz
das promessas de Deus com confiança, não duvidando de sua capacidade para
cumpri-las. As pessoas com esse dom crêem nas promessas do Senhor e estimulam
outras a fazer o mesmo; agem com total confiança na capacidade de Deus em
vencer obstáculos; demonstram uma atitude de confiança na vontade e nas
promessas divinas; levam adiante o reino de Cristo, porque avançam quando
outros param; pedem a Deus aquilo que é necessário e confiam em sua provisão. |
9.
Contribuição Combina com a
letra: J Contribui
para/com: Recursos |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
J |
É a capacitação divina em contribuir
com valores e recursos para a obra do Senhor, com alegria e liberalidade.
Pessoas com esse dom nãos se perguntam: “Quanto devo dar ao Senhor?” e sim,
“De quanto preciso para me sustentar?”; administram suas finanças e limitam
seu modo de viver para poderem contribuir com o máximo possível dos seus
proventos; apóiam o ministério com contribuições sacrificiais para o avanço
do reino; suprem necessidades concretas para que haja crescimento espiritual;
providencia subsídios, com alegria e de modo generoso, confiando na provisão
de Deus; talvez tenham uma capacidade especial de ganhar dinheiro, a fim de
que possam usá-lo no avanço da obra de Deus. |
10.
Cura Combina com a
letra: M Contribui
para/com: Alívio |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
L |
É a capacitação divina para comunicar,
de maneira eficaz, o Evangelho aos descrentes, de modo que eles respondam com
fé e com a busca do discipulado. As pessoas com esse dom comunicam a mensagem
da cruz com clareza e convicção; buscam oportunidades para conversar com
descrentes sobre assuntos espirituais; desafiam as pessoas a darem um passo
de fé e a se tornarem verdadeiros e frutíferos discípulos de Jesus; adaptam a
apresentação do Evangelho para atingir
as necessidades do individuo; buscam oportunidades para construir
relacionamentos íntegros com os descrentes. |
11.
Serviço Combina com a
letra: G Contribui
para/com: Apoio |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
M |
É a capacitação divina para ser um
instrumento de Deus na restauração de pessoas. Indivíduos com esse dom
demonstram o poder de Deus; trazem restauração aos enfermos; autenticam a
mensagem de Deus pela cura; usam a cura como oportunidade para comunicar
verdades bíblicas e glorificar a Deus; são veículos de curas milagrosas por
meio de oração, toque ou palavra. |
12.
Hospitalidade Combina com a
letra: H Contribui
para/com: Aceitação |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
N |
É a capacitação divina para autenticar
o ministério e a mensagem de Jesus por meio de intervenções sobrenaturais que
o glorifiquem. As pessoas com este dom falam a verdade de Deus autenticadas
por um milagre; expressam confiança na fidelidade do Senhor e na capacidade
da manifestação de sua presença; apresentam o ministério e mensagem de Cristo
com poder; reconhecem Deus como fonte de milagre e o glorificam; representam
a Jesus e, por meio desse dom, encaminham as pessoas a um relacionamento com
Ele. |
13.
Intercessão Combina com a
letra: O Contribui
para/com: Proteção |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
O |
É a capacitação divina para orar
regularmente por outras pessoas, obtendo resultados frequente e específicos.
As pessoas com este dom sentem-se constrangidas a orar com seriedade por
alguém ou por uma causa; têm consciência e oram pelas batalhas espirituais
que estão sendo travadas diariamente; são convencidas de que Deus age em
resposta às orações; quando tocadas pelo Espírito, oram mesmo que não
entendam; agem com autoridade e poder na promessa de outras e pela
capacitação para servir. |
14.
Interpretação Combina com a
letra: S Contribui
para/com: Entendimento
(Interpr.) |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
P |
É a capacitação divina de estabelecer
uma visão, motivar e direcionar pessoas para o cumprimento harmonioso dos
propósitos de Deus. As pessoas com este dom providenciam direção para o povo
de Deus e para o ministério; motivam outros a usarem o melhor de suas
habilidades; apresentam a visão maior (geral) para que todos entendam; dão
exemplos práticos dos valores do ministério; assumem responsabilidades e
estabelecem alvos. |
15.
Conhecimento Combina com a
letra: Q Contribui
para/com: Consciência |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
Q |
É a capacitação divina para trazer a
verdade ao corpo de Cristo pelo discernimento ou entendimento bíblico. As
pessoas com esse dom recebem a verdade que as capacita a servir melhor;
estudam as Escrituras para obter discernimento, entendimento e extrair
verdades; adquirem conhecimentos que não são obtidos por meios naturais; têm
sabedoria ou entendimento que servem à Igreja; organizam informações para
ensino e uso prático. |
16.
Liderança Combina com a
letra: P Contribui
para/com: Direção |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
R |
É a capacitação divina para ajudar,
com alegria e de forma prática, àqueles que sofrem ou passam necessidades. É
a compaixão em ação. As pessoas com este dom concentram-se no alívio das
causas de dor ou sofrimento de outras; encaram as necessidades dos
desamparados e solitários; expressam amor, graça e dignidade àqueles que
enfrentam dificuldades e crises; servem com alegria, mesmo em circunstâncias
difíceis e desagradáveis; preocupam-se com assuntos sociais ou individuais
que oprimem o povo. |
17.
Misericórdia Combina com a
letra: R Contribui
para/com: Ajuda |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
S |
É a capacitação divina para transmitir
ao corpo de Cristo a mensagem de alguém que fala em línguas estranhas. As
pessoas com este dom respondem a mensagem entregue em línguas estranhas, dando
também uma interpretação; glorificam a Deus e demonstram o seu poder por meio
dessa manifestação milagrosa; edificam o corpo de Cristo, interpretando uma
mensagem apropriada de Deus; entendem um idioma desconhecido dos homens, e
comunicam aquela mensagem à Igreja. Algumas vezes são proféticos quando
interpretam as línguas para a comunidade. |
18.
Milagres Combina com a
letra: N Contribui
para/com: Poder
de Deus (Extraord) |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
T |
É a capacitação divina para entender,
explicar e aplicar a Palavra de Deus claramente, resultando em vidas que se
tornam, passo a passo, semelhantes a Cristo. As pessoas com este dom
comunicam verdades bíblicas que estimulam maior obediência à Palavra de Deus;
desafiam os ouvintes com as verdades das Escrituras de forma simples e
prática; apresentam todo o conselho de Deus para efetuar o máximo de mudanças
nas vidas; dão atenção à precisão, e aos detalhes; investem longo tempo em
estudo e reflexão. |
19.
Profecia Combina com a
letra: Z Contribui
para/com: Convicção |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
U |
É a capacitação divina para nutrir,
cuidar e guiar pessoas à maturidade espiritual e se tornarem como Cristo.
Pessoas com este dom assumem a responsabilidade de auxiliar outras em sua
caminhada com Deus; providenciam direção e supervisão a um segmento da Igreja
de Jesus; são exemplos com suas vidas daquilo que significa ser um verdadeiro
e frutífero discípulo de Cristo; estabelecem confiança por meio de
relacionamentos duradouros; lideram e protegem aqueles sob o seu cuidade. |
20.
Pastorado Combina com a
letra: U Contribui
para/com: Aperfeiçoamento |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
V |
É a capacitação divina para falar,
adorar ou orar em um idioma desconhecido. Pessoas com este dom podem receber
uma mensagem espontânea de Deus, que é transmitida à igreja pelo dom de
interpretação; expressam juntamente com a interpretação uma palavra que edifica
o corpo; comunicam uma mensagem dada por Deus à Igreja; falam num idioma que
nunca apenderam, nem compreenderam; adoram ao Senhor com palavras profundas,
além da compreensão humana; experimentam uma intimidade com Deus que as
estimula a servir e a edificar outras. |
21.
Ensino Combina com a
letra: T Contribui
para/com: Aplicação |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
X |
É a capacitação divina para aplicar
verdades espirituais que, de maneira eficaz, suprem necessidades em situações
específicas. As pessoas com este dom analisam as consequências não previstas
para determinar os próximos passos a serem tomados; recebem entendimento
daquilo que é necessário para suprir as carências do corpo; providenciam
soluções dadas por Deus em meio a conflito e confusão; ouvem a provisão do
Espírito dando direção para se atingir o melhor que Deus tem para uma
determinada situação; aplicam verdades espirituais de modo prático e
específico. |
22.
Línguas Combina com a
letra: V Contribui
para/com: Mensagens |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
Z |
É a capacitação divina para revelar
(discernir) a verdade de Deus e proclamá-la de forma apropriada e relevante
para o entendimento, a correção, o arrependimento ou a edificação. Pode haver
implicações imediatas ou futuras. As pessoas com este dom expõem pecado ou
engano em outras, para que haja reconciliação; falam uma palavra apropriada
de Deus que causa convicção, arrependimento e edificação; percebem verdades
que outras negligenciam, desafiando-as a responderem em obediência; alertam
para o julgamento imediato ou futuro se não houver arrependimento; entendem o
coração e a mente de Deus por meio das experiências vividas com o Senhor. |
23.
Sabedoria Combina com a
letra: X Contribui
para/com: Entendimento
(sabedoria) |
19.
LEVANTAMENTO DOS DONS ESPIRITUAIS
Exercício
Individual
Instruções
1. Nas páginas
seguintes, responda a cada afirmação do Levantamento dos Dons Espirituais
utilizando a escala abaixo:
3 = Constantemente,
definitivamente certo.
2 = Na
maioria das vezes, normalmente certo.
1 = Algumas
vezes, de vez em quando.
0 = Nunca,
jamais.
2. Transcreva o
conceito da escala acima correspondente a cada item do Levantamento dos Dons
Espirituais para a tabela abaixo.
Obs.: Responda de acordo com o que você
realmente é e não como deveria ou
gostaria de ser.
3. Escreva na
tabela as letras das colunas com os três maiores totais do exercício anterior e
os respectivos dons espirituais prevalecentes, conforme relacionados abaixo:
|
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
18 |
19 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
20 |
21 |
22 |
23 |
24 |
25 |
26 |
27 |
28 |
29 |
30 |
31 |
32 |
33 |
34 |
35 |
36 |
37 |
38 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
39 |
40 |
41 |
42 |
43 |
44 |
45 |
46 |
47 |
48 |
49 |
50 |
51 |
52 |
53 |
54 |
55 |
56 |
57 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
58 |
59 |
60 |
61 |
62 |
63 |
64 |
65 |
66 |
67 |
68 |
69 |
70 |
71 |
72 |
73 |
74 |
75 |
76 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
77 |
78 |
79 |
80 |
81 |
82 |
83 |
84 |
85 |
86 |
87 |
88 |
89 |
90 |
91 |
92 |
93 |
94 |
95 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
96 |
97 |
98 |
99 |
100 |
101 |
102 |
103 |
104 |
105 |
106 |
107 |
108 |
109 |
110 |
111 |
112 |
113 |
114 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
115 |
116 |
117 |
118 |
119 |
120 |
121 |
122 |
123 |
124 |
125 |
126 |
127 |
128 |
129 |
130 |
131 |
132 |
133 |
|
|||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|||||||||||
|
Total |
|
|||||||||||||||||||||||||||||
|
A |
B |
C |
D |
E |
F |
G |
H |
I |
J |
L |
M |
N |
O |
P |
Q |
R |
S |
T |
||||||||||||
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||||||||||||
|
Letras |
Dons
Espirituais |
|
1. |
|
|
2. |
|
|
3. |
|
Legenda do Levantamento dos Dons Espirituais
|
A
= Administração |
L
= Hospitalidade |
|
B
= Apostolado |
M
= Intercessão |
|
C
= Artesanato |
N
= Conhecimento |
|
D
= Comunicação
criativa |
O
= Liderança |
|
E
= Discernimento |
P
= Misericórdia |
|
F
= Encorajamento |
Q
= Profecia |
|
G
= Evangelismo |
R
= Pastorado |
|
H
= Fé |
S
= Ensino |
|
I
= Contribuição |
T
= Sabedoria |
|
J
= Auxílio
(Socorro) |
|
Obs.: Cura,
Interpretação de línguas, milagres e línguas estranhas não foram incluídos no
levantamento dos dons espirituais ou no levantamento do observador, uma vez que
a manifestação dos mesmos seria evidente na vida do crente.
4. Teste Para o
Levantamento dos Dons Espirituais
1) Gosto
de organizar pessoas, tarefas e eventos.
2) Gostaria
de iniciar igrejas em lugares onde elas não existam.
3) Gosto
de trabalhar criativamente com madeira, tecido, tinta, metal, vidro ou outros
materiais.
4) Gosto
de desafiar a perspectiva que as pessoas têm de Deus por meio de variadas
formas de arte.
5) Posso
distinguir com facilidade entre verdade e erro espiritual, entre o bem e o mal.
6) Normalmente
reconheço o potencial das pessoas.
7) Comunico
o evangelho com clareza e de modo eficaz.
8) Acho
natural e fácil confiar em Deus para responder as minhas orações.
9) Contribuo
liberalmente e com alegria para pessoas com necessidades.
10) Gosto
de trabalhar na retaguarda apoiando a tarefa de outras pessoas.
11) Encaro
meu lar como lugar de ministração às pessoas necessitadas.
12) Recebo
pedidos de oração de outras pessoas e oro por eles regularmente.
13) As
pessoas pedem a minha opinião sobre uma passagem ou verdade bíblica.
14) Consigo
motivar pessoas a atingir um alvo.
15) Identifico-me
com as pessoas que estão sofrendo, e desejo ajuda-las no processo de
restauração.
16) Posso
falar de maneira a criar convicção e gerar mudança nas vidas dos outros.
17) Gosto
de investir tempo nutrindo e cuidando das pessoas.
18) Consigo
comunicar a Palavra de Deus de modo eficaz.
19) Frequentemente,
as pessoas me procuram para conselho sobre assuntos espirituais ou pessoais.
20) Sou
cuidadoso, completo e habilitado em administrar detalhes.
21) A
ideia de servir em outro país ou comunidade é muito interessante para mim.
22) Tenho
habilidade em trabalhar com vários tipos de ferramentas.
23) Gosto
de desenvolver e utilizar minhas habilidades artísticas (arte, drama, música,
fotografia, etc.).
24) Frequentemente
posso discernir o caráter de uma pessoa baseado apenas nas primeiras
impressões.
25) Gosto
de encorajar e fortalecer aqueles que estão abatidos.
26) Procuro
regularmente oportunidades de construir relacionamentos íntegros com
não-crentes.
27) Tenho
confiança na provisão e ajuda continua de Deus, mesmo em tempos difíceis.
28) Contribuo
com mais que o dízimo para que o trabalho do reino seja realizado.
29) Gosto
de tarefas rotineiras que apoiem o ministério.
30) Gosto
de conhecer pessoas novas e de ajudá-las a se sentirem bem-vindas.
31) Gosto
de passar longos períodos em oração, e recebo direção de Deus quanto ao objeto
da intercessão.
32) Recebo
informações do Espírito que não adquiri por meios naturais.
33) Posso
influenciar pessoas e motivá-las a alcançar uma visão.
34) Consigo
apoiar pacientemente aqueles que atravessam experiências dolorosas enquanto
tentam normalizar suas vidas.
35) Sinto-me
responsável por confrontar as pessoas com a verdade.
36) Tenho
compaixão pelos crentes que vacilam na fé, e busco protegê-los.
37) Posso
investir tempo estudando, sabendo que a apresentação da verdade fará diferença
na vida das pessoas.
38) Frequentemente
encontro soluções simples e práticas em meio a conflito ou confusão.
39) Sei
identificar os alvos e desenvolver estratégias para alcançá-los.
40) Estou
disposto a ter um papel ativo no começo de uma nova igreja.
41) Gosto
de preparar coisas que serão usadas no ministério.
42) Ajudo
pessoas, por meio da expressão artística, a entender melhor a si mesmas, seus
relacionamentos e a Deus.
43) Percebo
falsidade ou engano antes que seja evidente para outras pessoas.
44) Estimulo
a esperança nos outros, direcionando-os às promessas de Deus.
45) Tenho
maneiras de adaptar o evangelho para que seja relevante às necessidades da
pessoa.
46) Creio
que Deus me ajudará a realizar grandes coisas.
47) Administro
bem minhas finanças para contribuir mais.
48) Voluntariamente,
assumo tarefas “complicadas” na igreja para suprir as necessidades dos outros.
49) Acredito
verdadeiramente que o Senhor me envia desconhecidos para que eu apresente a
outras pessoas. (Ou seja, sou um elo entre pessoas que necessitam umas das
outras).
50) Sou
consciente da ministração aos outros enquanto oro.
51) Sou
comprometido e disponho de tempo para leitura e estudo das Escrituras, a fim de
entender melhor e com precisão as verdades bíblicas.
52) Sei
ajustar meu estilo de liderança para que outros cresçam, dando o melhor de i.
53) Gosto
de ajudar as pessoas que são consideradas inúteis ou sem esperança (casos
perdidos).
54) Contesto
ousadamente, as tendências culturais, os ensinos ou eventos que contradizem os
princípios bíblicos.
55) Gosto
de ajudar a pessoa como um todo, relacionalmente, emocionalmente,
espiritualmente, etc.
56) Presto
muita atenção às palavras, frases e explicações das pessoas que ensinam.
57) Tenho
facilidade de selecionar o modo de agir mais eficaz dentre várias alternativas.
58) Posso
identificar e usar os recursos necessários para realizar eficientemente uma
tarefa.
59) Tenho
facilidade em me adaptar a culturas e ambientes diferentes.
60) Posso
visualizar como algo deverá ser construído antes de fazê-lo.
61) Gosto
de encontrar maneiras novas e interessantes para comunicar a verdade de Deus.
62) Percebo
as coisas certas ou erradas nas diversas situações.
63) Tento
encorajar as pessoas que precisam dar passos ousados na sua fé, família ou
vida.
64) Convido
descrentes a aceitar Cristo como Salvador.
65) Confio
em Deus, nas circunstâncias onde o sucesso não pode ser garantido somente pelo
esforço humano.
66) Quero
controlar meu estilo de vida para que possa contribuir com um percentual maior
da minha renda.
67) Vejo
um significado espiritual em realizar coisas práticas.
68) Gosto
de criar um ambiente onde as pessoas não se sintam sozinhas.
69) Oro
com confiança sabendo que Deus age em resposta às orações.
70) Tenho
discernimento ou simplesmente sei que certas coisas são verdadeiras.
71) Sei
estabelecer alvos e organizar pessoas e recursos para alcança-los de forma
eficiente.
72) Tenho
grande compaixão pelas pessoas que sofrem.
73) Vejo
a maioria das ações como certas ou erradas, e sinto-me na obrigação de corrigir
as erradas.
74) Posso
proporcionar às pessoas apoio e atenção a longo prazo.
75) Gosto
de estudar a Bíblia sistematicamente.
76) Posso
antecipar prováveis consequências da ação de um indivíduo ou de um grupo.
77) Gosto
de ajudar organizações ou grupos a se tornar mais eficientes.
78) Sei
me relacionar com outras pessoas respeitando as diferenças culturais.
79) Honro
a Deus com minhas habilidades artesanais.
80) Utilizo
várias expressões artísticas para comunicar a verdade de Deus.
81) Recebo
confirmação de outras pessoas quanto à confiança em meu discernimento ou
percepção.
82) Fortaleço
aqueles que estão vacilando na fé.
83) Falo
abertamente que sou crente e gosto que as pessoas perguntem acerca da minha fé.
84) Diariamente
tenho plena certeza da presença e ação de Deus em minha vida.
85) Fico
contente em saber que minha contribuição financeira é significativa na vida e
no ministério do povo de Deus.
86) Gosto
de achar tarefas pequenas para fazer, e frequentemente as faço sem ninguém
pedir.
87) Goste
de receber pessoas em minha casa.
88) Às
vezes sei coisas sobre outras
pessoas, sem saber exatamente como obtive tal informação.
89) Às
vezes conheço algo sobre outras
pessoas, sem saber exatamente como obtive tal informação.
90) Estimulo
outras pessoas a superarem seus limites.
91) Posso
enxergar além das deficiências e problemas de uma pessoa, e ver uma vida com a
qual Deus se importa.
92) Gosto
de pessoas honestas e que falam a verdade.
93) Gosto
de dar direção e apoio prático a um grupo pequeno.
94) Sei
comunicar as Escrituras de forma que os ouvintes estejam motivados a estudas e
aprender mais.
95) Dou
conselhos práticos capazes de ajudar as pessoas que se encontram em situações
difíceis.
96) Gosto
de aprender como as organizações funcionam.
97) Gosto
de iniciar novos empreendimentos.
98) Tenho
jeito para trabalhar com as mãos e gosto de fazer isso.
99) Sou
criativo e tenho imaginação.
100) Sei
identificar pregações, ensino ou comunicação que não estão de acordo com a
verdade bíblica.
101) Gosto
de motivar as pessoas a dar passos de crescimento espiritual.
102) Digo
aberta e claramente o que Cristo fez por mim.
103) Normalmente
desafio as pessoas a confiar em Deus.
104) Contribuo
liberalmente devido ao meu compromisso como mordomo de Cristo.
105) Sinto-me
bem sendo colaborador e ajudando as pessoas a fazer suas tarefas de forma eficiente.
106) Faço
o que for possível para que as pessoas se sintam parte do grupo.
107) Sinto-me
honrado quando alguém me pede oração.
108) Enquanto
leio ou estudo a Bíblia, descubro verdades bíblicas importantes que beneficiam
outros no corpo de Cristo.
109) Sei
expor uma visão de modo que as pessoas sintam-se motivadas a participar do
empreendimento.
110) Gosto
de trazer esperança e alegria às pessoas que se encontram em situações
difíceis.
111) Proclamarei
a verdade de Deus mesmo em lugares onde ela não for popular ou aceita.
112) Consigo
ajudar os desviados a voltarem para Cristo.
113) Sei
passar às pessoas informações e habilidades num nível que seja fácil de
compreender e aplicar.
114) Posso
aplicar verdades bíblicas de modo que outros achem prático e eficaz.
115) Consigo
conceber um evento a ser realizado, antecipando os problemas e imaginando
formas de resolvê-los.
116) Posso
administrar e supervisionar vários ministérios da igreja.
117) Posso
planejar e construir coisas que ajudam a igreja.
118) Regularmente
preciso estar a sós para refletir e desenvolver minha imaginação.
119) Posso
perceber quando poderes demoníacos estão agindo em uma situação ou pessoa.
120) Posso
desafiar ou repreender as pessoas para estimular o crescimento espiritual
delas.
121) Procuro
oportunidades para conversar com descrentes sobre coisas espirituais.
122) Posso
ir em frente, apesar da oposição ou falta de apoio, quando percebo a bênção de
Deus sobre um empreendimento.
123) Acredito
que o Senhor tem me dado recursos em abundância para que eu possa contribuir
mais para a obra do reino.
124) Estou
disposto a utilizar meus talentos (naturais ou adquiridos) para ajudar conforme
for necessário, fazendo isso com muita alegria.
125) Consigo
levar as pessoas se sentirem à vontade em ambientes desconhecidos.
126) Frequentemente
vejo resultados específicos como respostas diretas das minhas orações.
127) Compartilho
confiantemente meu conhecimento e minhas percepções com os outros.
128) Enxergo
para onde devemos ir, e sei planejar os passos para chegarmos lá.
129) Gosto
de fazer algo prático por pessoas necessitadas.
130) Quando
percebo uma situação de pecado, sinto-me compelido a denunciá-lo e admoestar as
pessoas envolvidas ao arrependimento.
131) Gosto
de nutrir as pessoas em processo de crescimento espiritual, com paciência, mas
com firmeza.
132) Gosto
de dar explicação às pessoas sobre assuntos que possam fazê-las crescer pessoal
e espiritualmente.
133) Penso
em soluções de problemas que normalmente as pessoas não pensam.
1
– Analisando o Levantamento dos Dons
Tornar ainda
mais claro seu dom espiritual prioritário usando o levantamento que você fez de
seu dom espiritual. Para isso siga as instruções abaixo:
1.
Retorne
no exercício do Levantamento dos Dons Espirituais e verifique aqueles que se
destacaram como seus principais dons.
2.
Retorne
aos estudos “Conhecendo os Dons Um a Um” e enquanto lê as informações sobre seu
principal dom, assinale os itens que se apliquem a você.
3.
Se
você começar a sentir que os itens não estão muito de acordo com sua descrição,
então selecione o segundo maior dom de sua lista e veja se melhor se enquadra a
você. Se necessário selecione o terceiro maior dom de sua lista.
2
– Compartilhe Sua Descoberta
Esclareça o seu
dom espiritual compartilhando os seguintes pontos com seu grupo:
·
Qual
é o seu dom principal e por que você chegou a essa conclusão?
·
Quais
os cuidados que você deve tomar no uso desse dom?
·
Você
descobriu algo novo a respeito de seu dom que não conhecia?
20. COMO DEVO
AGIR DE MODO A FAZER DIFERENÇA?
1
– Revisão
Até agora nós vimos
por que devemos servir: para glorificar a Deus e edificar aos outros.
Nós começamos a
ver como temos que servir, através de nosso perfil de servo (paixão, dons
espirituais e estilo pessoal).
Nós aprendemos
que a paixão responde a pergunta “onde” servir? Os dons espirituais respondem a
pergunta “o que devo fazer?”. Meu estilo pessoal irá definir a pergunta “como
farei?”.
Aprendemos
também que os dons são capacitações especiais distribuídas pelo Espírito Santo
a todo crente de acordo com o desígnio e a graça de Deus para um fim proveitoso
do Corpo de Cristo.
Em nosso último
encontro você teve a oportunidade de fazer um Levantamento de seu Dom
Espiritual.
2 –
Alguns Cuidados Com Respeito aos Dons
A. Projeção de expectativa
Quando uma
pessoa está projetando seu Dom Espiritual sobre outros, aquela pessoa está
dizendo: “Faça como eu faço”. Quando nós temos um Dom Espiritual singular, é
fácil para nós esperarmos que os outros sirvam tão eficientemente naquela área
como nós.
Nós todos temos
dons espirituais diferentes de acordo com a graça que nos foi dada (Rm 12.6).
·
Exemplo
1: Aqueles que têm o dom da misericórdia podem criticar os outros por não
ministrarem mais às pessoas necessitadas.
·
Exemplo
2: Uma pessoa que tem o dom de evangelista, criticando alguém por não fazer
mais evangelismo.
B. Exaltação
A exaltação leva
a pessoa a dizer: “Meu dom espiritual é mais importante do que o seu”. Existe
uma tentação de manter nosso dom espiritual num nível elevado que seja mais
útil ao corpo do que outros dons espirituais. Nós desejamos, no fundo, ter um
tratamento especial. Estamos sempre na expectativa de sermos reconhecidos e
aplaudidos. Muitas vezes para valorizar nosso dom, o fazemos desvalorizando os
dos outros. Todos os dons são importantes no corpo (1Co 12.21).
C. Rejeição
A rejeição do
dom espiritual leva a pessoa a dizer: “Eu não tenho um dom espiritual”. Se
negarmos a verdade e não aceitarmos os dons espirituais de Deus, nós
frustraremos Seu trabalho no mundo por meio de nós. Ele cuidadosamente
selecionou que dom espiritual Ele queria que cada um de nós tivesse (1Co
12.11).
Quando nós
“projetamos”, “exaltamos” ou “rejeitamos” o dom que nos foi dado, não
glorificamos a Deus e nem edificamos aos outros.
Devemos
respeitar as diferenças existentes entre os dons para que todo o corpo (igreja)
se beneficie dessa diversidade. Buscaremos ilustrar esta verdade através de uma
história chamada “Escola dos Bichos”.
Escola dos Bichos: Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso
reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O Pássaro insistiu para que
houvesse aulas de voo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores
era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse
incluída. E assim foi feito, incluíram tudo, mas… cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos. O
Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo
a nadar.
Colocaram-no numa lagoa e
disseram: “Nada, Coelho”. Ele tentou até que suas pernas começaram a contrair
de dor e por pouco não morreu afogado. Agora não conseguia nem nadar e nem
correr.
O Pássaro voava como nenhum
outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as
asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
O Esquilo escalava árvores como
ninguém, mas exigiram que ele voasse. Coitadinho, ele se jogou de uma árvore e
caiu com a cara no chão. Pluft! Esse foi o barulho que se ouviu quando o seu
corpo atingiu o chão. Uma de suas perninhas se quebrou. Agora já não conseguia
subir nas árvores e nem voar.
Lição da Escola dos Bichos
Todos nós somos diferentes uns
dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias. Não podemos exigir ou
forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas
qualidades. Nem todos são apóstolos, mestres, administradores, etc..
Se assim agirmos, acabaremos
fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos
que fossem e ainda pior, elas poderão não mais ter ânimo de fazer o que faziam
bem feito.
Devemos valorizar o que as
pessoas fazem bem e ajuda-las a melhorar no que elas já são boas, em vez de
exigir que aprendam a fazer o que não foram feitas para fazer.
·
Respeitar
as diferenças é amar as pessoas como elas são.
3
– Combinando Dons à Paixão
O que vamos
fazer agora é olhar nossos dons espirituais através da lente de nossas paixões.
No quadro abaixo
Roberto, Natália e Francisco possuem a mesma paixão, mas com diferentes dons
espirituais. A diferença existente entre os dons espirituais leva-os a servirem
de formas diferentes, dentro do mesmo ministério (Ministério de Assistência a
Crianças Problemáticas).
|
|
Paixão Onde? |
Dons ou Talentos O Que? |
Estilo Pessoal Como? |
Onde? O Que? Como? |
|
Roberto |
Filhos em situações difíceis |
Administração |
Organizar coordenar planejar Extrovertida/ Introvertida Ambivertido |
· Organizar
eventos para crianças · Coordenar
aulas e treinamentos · Facilitar
recursos e pessoas para suprir necessidades |
|
Natália |
Filhos em situações difíceis |
Contribuição |
Investir Doar Patrocinar Extrovertida/ Introvertida Ambivertido |
· Patrocinar um
programa e material · Adotar uma
criança ou uma família · Financiar
treinamento para obreiros e voluntários |
|
Francisco |
Filhos em situações difíceis |
Ensino |
Ensino Liderar Extrovertida/ Introvertida Ambivertido |
· Ensinar pais e
responsáveis · Liderar um
estudo |
·
Ambivertido
é uma pessoa extrovertida e introvertida ao mesmo tempo.
No quadro abaixo
nós temos pessoas com paixões diferentes, por isso, servindo em ministérios
diferentes, mas com o mesmo dom. Podemos compreender que exercem a mesma função
em ministérios diferentes.
|
|
Paixão Onde? |
Dons ou Talentos O Que? |
Estilo Pessoal Como? |
Onde? O Que? Como? |
|
Chico |
Pessoas idosas |
Ensino |
Liderar Orientar Aconselhar Extrovertida/Introvertida Ambivertido |
· Liderar um GP
de idosos · Liderar um
estudo bíblico em um asilo · Dar aula na
EBD para idosos |
|
Conceição |
Pessoas sem teto |
Ensino |
Liderar Extrovertida/Introvertida Ambivertido |
· Liderar
estudos em abrigos · Ensinar na EBD
sobre os sem teto |
|
Ana |
Discipulado |
Ensino |
Liderar Orientar Aconselhar Extrovertida/Introvertida Ambivertido |
· Liderar um GP · Ser um mentor
espiritual · Escrever
treinamento para auto-estudo |
Exercícios:
Agora é sua vez!
Escreva no quadro abaixo:
|
Seu Nome |
Paixão Onde? |
Dons ou Talentos O Que? |
Estilo Pessoal Como? |
Onde? O Que? Como? |
|
|
|
|
|
· · · |
2 - Escreva
abaixo em quais ministérios de sua igreja você acha que poderia contribuir.
21. O QUE O AMOR
TEM A VER COM ISSO?
Objetivo:
·
Listar
os resultados de servir com amor e sem amor.
·
Reafirmarmos
as diferenças entre ocupação e ministério.
1
– Amor e Serviço
Nós estudamos em
1 Coríntios 12 sobre o Corpo de Cristo e os Dons Espirituais. O capítulo 12
conclui com as seguintes palavras:
31b Passo agora a mostrar-lhes um caminho
ainda mais excelente. (1 Coríntios 12.31b)
Em 1 Coríntios
12 aprendemos que Deus capacitou cada um de nós para determinados serviços,
dando a nós dons e habilidades para que pudéssemos ser participantes na
edificação de Sua Igreja. No capítulo 13 veremos como devemos servir. O texto
nos mostrará um caminho sobremodo excelente de servir, o amor.
1 Coríntios 13
foi escrito no contexto do serviço ministerial, embora nós o usamos muito para
cerimônias de casamento. Deus está preocupado em como usamos nossos dons, em
como servimos uns aos outros.
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e
dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que
retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios
e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver
amor, nada serei. 3 Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e
entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me
valerá. (1 Coríntios 13.1-3)
Todos os dons
espirituais, todas as ações e palavras sem amor, não refletem o caráter de
Deus, nem causam impacto no Reino de Deus. Você pode até dar alimento, mas ele
não passará do sustento material, não terá impacto para a eternidade, se não
houver amor.
Você pode fazer
muitas coisas na ou para igreja, mas se você não estiver fazendo com amor, nada
significarão. Os dons expressados sem amor não refletem o caráter de Deus, nem
causam impacto para o reino de Deus.
O amor descrito
neste capítulo é o amor “ágape”. É o amor sem ego, que busca fazer o melhor
para o outro. Que se lança ao outro sem medo e sem esperar nada em troca. Que
doa de si, mesmo se não sobrar nada para si.
4 O amor é paciente, o amor é bondoso. Não
inveja, não se vangloria, não se orgulha. 5 Não
maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda
rancor. 6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra
com a verdade. 7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1 Coríntios 13.4-7)
2
– Ocupação e Ministério
O que move você
a servir? É disso que estamos falando agora.
Ocupação é
servir sem amor, é servir em troca de uma remuneração.
Ministério é
servir por amor, é servir sem esperar nada em troca.
Ocupação é
aquele serviço que você faz porque é obrigado a fazer. Ex.: Imagine um
prisioneiro limpando um jardim. Ele vai devagar, quase parando, em cada etapa
do seu trabalho. Ele não faz aquilo motivado, pelo contrário não tem entusiasmo
nenhum, mas o faz e o faz por dever.
Poderíamos
pensar em alguns funcionários públicos, não em todos é claro! Mas um bom número
deles trabalham por ocupação. Escolheram aquele trabalho pelo dinheiro ou pela
aposentadoria, e não porque viam nele o lugar para servirem com seus dons e
habilidades.
Ministério é
aquele serviço que prestamos por entender que ele é essencial a nós (temos a
oportunidade de usarmos nossos dons e habilidades – nos sentimos uteis) e aos
outros (fazemos o bem aos que nos cercam). O ministério não é uma imposição,
nasce da compreensão que temos capacidade de fazer algo pelo bem de outros, em
amor, e desta forma servimos a Deus, servindo a comunidade.
Imagine
estudantes limpando o jardim, voluntariamente, movidos pelo bem-estar de sua
cidade ou comunidade. O entusiasmo é grande. O sentimento de fazer o bem os
move.
Pense em um
funcionário que escolheu realizar uma tarefa visando servir as pessoas por meio
daquela tarefa. Acreditando que seu trabalho pode transformar vidas. O
entusiasmo é diferente. Sua forma de atender é diferente.
A diferença
entre os grupos está no propósito. É como cada grupo vê sua tarefa. Os
prisioneiros não estão nem aí se irão terminar um dia de limpar o jardim. Não
veem aquilo como propósito e sim como uma pena. Os estudantes logo limparão
todo o jardim, pois veem ali um propósito maior, o de oferecer a comunidade, um
lugar para brincarem com suas crianças, ou buscam oferecer um lugar limpo onde
o ar se torne mais puro e todos se beneficiem do mesmo.
2
– Qual é a Sua Motivação Para Servir?
Na ocupação
serve-se por obrigação. No ministério serve-se por amor a Deus e obediência.
Na ocupação
serve-se para que os outros vejam. No ministério serve-se para que Deus veja.
Na ocupação
serve-se com a atitude “não é meu trabalho”. No ministério serve-se com a
atitude “eis-me aqui”.
Na ocupação
serve-se pensando: “primeiro eu”. No ministério serve-se pensando: “primeiro
Deus”.
Na ocupação
serve-se dizendo: “eu fiz”. Orgulho de si. No ministério serve-se dizendo:
“Deus fez. Ele me deu força e capacidade”. Humildade.
Na ocupação
busca-se glória para si. No ministério busca-se glorificar a Deus.
Exercícios:
1 – Onde você
está servindo atualmente? (considere o que faz todos os dias e o que faz na
igreja ou em outro lugar)
2 – O que o
motiva nestes serviços? Qual a razão que o move a continuar servindo nestes
lugares?
3 – Como você
poderia melhorar sua motivação para os serviços que tem prestado?
22. COMO POSSO
FAZER ISTO NO MEU ESTILO?
Precisamos
compreender que nosso perfil, nosso estilo pessoal, nosso jeito de ser também contribuirá
significativamente em nosso serviço.
13 Tu criaste o íntimo do meu ser e me
teceste no ventre de minha mãe. 14 Eu te louvo porque
me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso
tenho plena certeza. 15 Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em
secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. 16 Os
teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram
escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. (Salmos 139.13-16)
1 – Características do Estilo Pessoal (perfil)
· O Estilo Pessoal é dado por Deus
Deus nos criou,
e não somente no que diz fisicamente, mas o íntimo do nosso ser. Deus está no
controle de nossas histórias, não é responsável por tudo o que diz respeito a nossa
história, mas de alguma forma, Ele usa o que nos tornamos para servi-lo. Nossas
histórias e nossas personalidades acabam determinando nosso Estilo Pessoal.
· Não há Estilo Pessoal (perfil) certo ou errado
Faça uma
experiência agora. Pegue uma caneta e escreva seu nome em uma folha em branco.
Agora escreva seu nome com a outra mão. Como se sentiu? Nenhuma das formas que
você escreveu seu nome estava errado, contudo, uma dessas forma não é natural
para você.
Quando se trata
de se relacionar com o mundo, não existe um Estilo Pessoal certou ou errado.
Somos diferentes, nossas histórias e personalidades nos fizeram diferentes e
com isso temos maneiras diferentes de tratarmos uns com os outros e de
respondermos a estímulos. Alguns são mais tímidos, outros mais extrovertidos.
Alguns mais lógicos e outros mais aventureiros. Alguns mais sistemáticos e
outros mais desorganizados.
Vimos que nosso
estilo pessoal é dado por Deus e que não há um estilo pessoal certo ou errado. Nosso
estilo pessoal nos responde à pergunta “como” somos designados a servir. Quando
conhecemos nosso estilo pessoal (nosso perfil), podemos procurar oportunidades
de serviço onde mais facilmente nos “encaixamos”.
Em busca de
conhecer melhor o seu perfil queremos que você responda as duas perguntas
abaixo.
2
– Como Você se Motiva?
Algumas pessoas
são motivadas pelas tarefas e outras são motivadas pelas pessoas.
a)
Tarefas
– a cada tarefa cumprida você se sente realizado? Tarefas não cumpridas te
deixam para baixo?
b)
Pessoas
– os relacionamentos motivam suas ações? Gosta de trabalhar com equipe?
Obs.:
Isso
não quer dizer que o pessoal motivado pelas pessoas não estejam preocupado com
a realização de tarefas, ou que as pessoas motivadas pelas tarefas não estejam
preocupadas com relacionamentos. É mais uma questão de prioridade.
Se você é motivado por tarefas o
conteúdo principal do seu ministério deve ser cumprir tarefas que beneficiem
aos outros. Seu enfoque deve ser cumprir tarefas.
Se você é motivado por pessoas o
conteúdo principal de seu ministério deve incluir pessoas. Seu enfoque deve ser
relacionamentos.
3
– Como Você se Organiza?
Algumas pessoas
são muito estruturadas e outras não-estruturadas.
a)
Não-estruturadas
são aquelas que preferem ter várias opções, são mais flexíveis. São inclinados
a se mover entre uma variedade de atividades. Quando vão viajar não levam
mapas, não estabelecem horários e nem paradas.
Suas posições no
ministério devem ser mais genéricas e seus relacionamentos mais espontâneos.
b)
Estruturadas
são aquelas que preferem planejar e seguir instruções ordenadas. São mais
detalhistas. Quando vão viajar levam mapas, estabelecem horários e paradas.
Suas posições no
ministério devem ser mais específicas e seus relacionamentos mais formais.
Obs.:
Ambos
estruturadas e não-estruturadas valorizam o ser organizado, mas cada um tem uma
abordagem diferente sobre organização.
4
– Como Devo Servir?
Considerando o
Estilo Pessoal apresentado em nosso estudo, você pode se enquadrar dentro de
quatro categorias:
1. Tarefa / Não-estruturado – Gosta de
diretrizes gerais, versatilidade, ajudar quando for necessário e de resultados
concretos. Irá procurar ministérios que possibilite uma variedade de
responsabilidades ou tarefas (contar ofertas, voluntário de preparação de
salas, técnico de som, etc.).
2. Tarefa / Estruturado – Gosta de
fazer a tarefa até o fim, focalizar os resultados, seguir uma agenda e gosta de
receber orientações claras. Irá procurar ministérios que possibilite saber
exatamente o que vai fazer e como vai fazer (Organizar eventos, ser voluntários
em atividades especiais da igreja).
3. Pessoa / Não-estruturado – Gosta de
situações espontâneas, é muito comunicativo, relaciona-se bem e tende a ser
flexível. Irá se adaptar em ministérios que dê liberdade de corresponder
espontaneamente com pessoas (Líder de ministério ou GP – dará maior liberdade
para conversas; visitação em hospitais, etc.).
4. Pessoa / Estruturado – Gosta de
relacionamentos definidos, de sentir-se seguro em um ambiente mais intimo, do
calor humano oriundo da execução de um projeto. Irá se adaptar em ministérios
que lhe capacitará a interagir com pessoas em situações mais definidas (Líder
de Ministério ou GP – será mais focado; aconselhamento com casais, projetos
sociais, etc.).
Quando nós
falamos sobre o Estilo Pessoal, há um grande perigo de usarmos nossos Estilos
Pessoais para desculpar nosso comportamento. O Estilo Pessoal EXPLICA nosso
comportamento, mas não o JUSTIFICA.
Não temos o
direito de dizer: “Esta é a minha maneira de ser, e eu não tenho que ser
sensível aos outros. Não tenho que mudar minha maneira de ser para atender as
necessidades dos outros”. Isso é um grande erro. Muitas vezes precisamos mudar
nossa maneira de ser para que os outros possam conhecer o amor de Deus através
de nós.
Não podemos
ignorar a realidade de que nosso perfil, nosso estilo pessoal sofreu diversas
interferências por conta do pecado que reina sobre nós e sobre o mundo, por
isso precisamos reconhecer nosso estilo pessoal e retirarmos com a ajuda do
Espírito Santo as influências erradas que afetaram nossa personalidade para o
mal.
Exercícios:
1 – Qual dos quadrantes você acha que se
encaixa melhor com seu perfil?
a)
Tarefa
/ Não-estruturado
b)
Tarefa
/ Estruturado
c)
Pessoa
/ Não-estruturado
d)
Pessoa
/ Estruturado
2 – Preencha novamente este quadro
considerando a resposta do exercício anterior.
|
Paixão Onde? |
Dons O Que? |
Estilo Pessoal Como? |
Ministérios O que gostaria de fazer? |
|
|
|
|
· · · |
23. SERVIR É
PARA A VIDA TODA!
1 – Serviço é Para a Vida Toda
10 Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros,
administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. (1 Pedro 4.10 - NVI)
10 Servi uns aos outros, cada um conforme
o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. (1 Pe 4.10 - ARA)
Nós devemos
servir durante toda a nossa vida. Nós não fomos chamados a ser servos
temporários onde “cada um tem a sua vez” ou “participar de um rodízio, entrando
e saindo”.
Nós devemos
servir durante a vida toda, pois nosso serviço é expressão de nossa adoração a
Deus. Não adoramos até o momento que achamos suficiente, da mesma forma nosso
serviço. É verdade que algumas tarefas com o passar dos anos talvez já não
serão possíveis, mas poderemos continuar servindo a Deus de outras formas.
Ser mordomo de
Jesus Cristo é uma exigência que durará toda uma vida, e devemos servir com responsabilidade.
Na parábola dos talentos (Mt 25.14-30), Jesus recompensa aqueles que praticam
uma administração sábia daquilo que lhes foi dado.
2
– Contribuição Individual e Contribuição Comunitária
Existem duas
maneiras através das quais podemos servir por toda a nossa vida. Uma é dando
uma CONTRIBUIÇÃO INDIVIDUAL e outra é dando uma CONTRIBUIÇÃO COMUNITÁRIA.
·
Sua
contribuição individual é servir de uma maneira que expresse seu perfil de
servo, sua Paixão, Dons e Estilo Pessoal. Essa contribuição corresponde ao
exercício de sua vocação.
·
Sua
contribuição comunitária envolve as responsabilidades contínuas da igreja local
de prover um lugar de adoração e ministério para que pessoas possam contribuir
individualmente.
Para
exemplificar, considere uma família típica. Alguém precisa cortar a grama,
comprar comida, lavar roupa, arrumar as camas, passar as roupas, jogar fora o
lixo, passear com o cachorro, etc. Estas são tarefas que precisam ser
realizadas para que a casa funcione bem. Todos os membros da família precisam
dar uma força e assumir algumas das responsabilidades, ainda que estas não
tenham nada a ver com suas habilidades. O mesmo acontece na família de Deus.
Toda igreja tem
coisas que precisam ser feitas numa base regular, de forma que adoração e
ministério possam acontecer. Pode ser que não se encaixem especificamente ao
Perfil de Servo de uma pessoa, mas ainda precisam ser realizadas.
Dois fatores
principais afetam sua capacidade de dar uma contribuição individual ou
comunitária. São eles:
·
Disponibilidade
o A
disponibilidade é influenciada pela forma como nós nos comprometemos em usar o
nosso tempo. Quem está no controle de sua agenda?
o Nossa
disponibilidade poderá afetar onde e como podemos melhor servir.
o Lembre-se que
servir para nós não é opcional. Existimos para servirmos a Deus. Portanto
precisamos equilibrar nossas agendas, de forma que possamos servir a Deus nas
mais diversas áreas de nossas vidas.
·
Maturidade
Espiritual
o Nós estamos numa
jornada. Estamos todos em diferentes lugares ao longo do caminho. Alguns já
percorreram distâncias maiores que outros. Pensando em jornada espiritual, não
são os anos de conversão que determinam o quanto uma pessoa percorreu nessa
jornada, mas o tempo de reflexão, aplicação e obediência a Palavra aprendida.
Embora eu possa
ter o dom do ensino, possa não estar apto ainda para exercê-lo na comunidade,
sendo novo na fé, ainda não tenho maturidade espiritual necessária para o
exercício desse dom.
Obs.: Pode ser que haja certos fatores em um
determinado período ou estágio da vida que tornam difícil nós darmos nossa
contribuição individual. Por exemplo:
Uma mulher que gerou um filho recentemente. Mas isto não deve nos levar a
desprezar a oportunidade de darmos uma contribuição comunitária.
Diante tudo que
aprendeu você precisa responder a seguinte pergunta: Vou servir da forma
singular para qual fui chamado?
Não se deixe ser
vencido pelo inimigo, nem pelo mundo e nem pela carne. Estes tentarão te
desanimar e te distrair. Mas lembre-se você existe para glorificar a Deus, e
você o glorifica edificando outras pessoas. Você edifica servindo com seu dom
em um ministério, onde possa potencializar sua paixão. Vá e sirva! Contribua
individualmente e comunitariamente. Deus o abençoe!
24.
RESPOSTAS EXERCÍCIOS
1.
O VALOR DO TRABALHO EM EQUIPE
Exercício 1 – complete – pág. 7
R.: Frutíferos e Realizados
2.
A VIDA SÓ TEM SENTIDO QUANDO SERVIMOS
Exercício 1 – pág. 9
R.: Para glorificar a Deus e Para
glorificar aos outros
Exercício 2 – complete – pág. 9
1 – amar a Deus
2 – amar uns aos outros
3. COMO DEVEMOS
SERVIR?
Exercícios
para completar – pág. 13
1
– onde
2
– o que
3
– como
6. VOCÊ NÃO É
IGUAL A MIM
Exercícios
(vídeo) – pág. 22
1 – Não. São de espécies diferentes.
2 – Sim. Inicialmente não, mas acabam se
entendendo.
3 – Sim. Estão todos em busca da
sobrevivência.
4 – Sim. Terminam se ajudando.
7.
INTERDEPENDÊNCIA DOS CRENTES
Exercícios
– pág. 24
1 - Medo de falhar, orgulho,
indiferença, baixa autoestima, etc.
8. IDENTIFICANDO
OS DONS
Exercícios
– pág. 26-28
|
Passagem
bíblica |
Dons
mencionados |
|
8 Pelo Espírito, a um é dada a palavra de sabedoria; a outro,
a palavra de conhecimento, pelo mesmo Espírito; 9 a outro, fé, pelo mesmo Espírito; a outro, dons de cura, pelo
único Espírito; 10 a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a
outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a
outro, interpretação de línguas. (1 Coríntios 12.8-10) |
1.
Palavra de Sabedoria 2.
Palavra de Conhecimento/Ciência 3.
Fé 4.
Dom de Curar 5.
Operação de Milagres 6.
Profecia 7.
Discernimento de Espíritos 8.
Variedades de Línguas 9.
Interpretação de Línguas |
|
28 Assim, na igreja,
Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em
terceiro lugar, mestres; depois os que realizam milagres, os que têm dom de
curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os
que falam diversas línguas. (1
Coríntios 12.28) |
10.
Apostolado 11.
Profeta 12.
Ensino 13.
Socorro 14.
Administração |
|
Passagem
bíblica |
Dons
mencionados |
|
6 Temos diferentes
dons, de acordo com a graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de
profetizar, use-o na proporção da sua fé. 7 Se o seu dom é servir,
sirva; se é ensinar, ensine; 8 se é dar ânimo, que
assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer
liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com
alegria.
(Romanos 12.6-8) |
15.
Exortação 16.
Contribuição 17.
Liderança 18.
Misericórdia |
|
11 E ele designou
alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e
outros para pastores e mestres,
(Efésios 4.11) |
19.
Evangelismo 20.
Pastorado-mestre |
|
Passagem
bíblica |
Dons
mencionados |
|
9 Sejam mutuamente
hospitaleiros, sem reclamação. |
21.
Hospitalidade |
|
3 e o enchi do
Espírito de Deus, dando-lhes destreza, habilidade e plena capacidade
artística 4 para desenhar e
executar trabalhos em ouro, prata e bronze, 5 para talhar e
esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra
artesanal.
(Êxodo 31.3-5) |
22.
Artesanato |
|
Passagem
bíblica |
Dons
mencionados |
|
1 Antes de tudo,
recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por
todos os homens; 2 pelos reis e por
todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e
pacífica, com toda a piedade e dignidade. (1 Timóteo
2.1,2) |
23.
Intercessão |
|
1 Aleluia! Louvem a
Deus no seu santuário, louvem-no no seu poderoso firmamento. 2 Louvem-no pelos
seus feitos poderosos, louvem-no segundo a imensidão de sua grandeza! 3 Louvem-no ao som de
trombeta, louvem-no com a lira e a harpa, 4 louvem-no com
tamborins e danças, louvem-no com instrumentos de cordas e com flautas, 5 louvem-no com
címbalos sonoros, louvem-no com címbalos ressonantes. (Salmos
150.1-5) |
24.
Comunicação Criativa (música e dança) |
18.
COMBINANDO OS DONS COM SUAS CARACTERÍSTICAS
Exercícios
págs. 59-66
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
A |
É a capacitação divina para começar a
supervisionar o desenvolvimento de novas igrejas ou ministérios. As pessoas
com este dom iniciam e estabelecem novos ministérios ou igrejas; adaptam-se
às condições do ambiente por serem culturalmente sensíveis e abertas; desejam
ministrar às pessoas não-alcançadas em outras comunidades ou países; assumem
responsabilidades de supervisão sobre ministérios ou grupos de igrejas;
demonstram autoridade e visão quanto à missão da Igreja. |
5.
Administração Combina com a
letra: B (administração) Contribui
para/com: Eficiência |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
B |
É a capacitação divina para entender o
que faz uma organização funcionar, e uma habilidade especial para planejar e
executar os procedimentos que alcançam os alvos do ministério. As pessoas com
este dom desenvolvem estratégias ou planos para realizar alvos previamente
identificados; auxiliam os ministérios a se tornarem mais eficientes; colocam
ordem no caos organizacional; gerenciam ou coordenam as várias responsabilidades
para o cumprimento de uma tarefa; organizam pessoas, tarefas ou eventos. |
6.
Apostolado Combina com a
letra: A Contribui
para/com: Novos ministérios |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
C |
É a capacitação divina para distinguir
entre a verdade e a mentira, discernir os espíritos, diferenciar entre o bem
e o mal, certo e errado. As pessoas com este dom distinguem a verdade da
mentira, o bem do mal, motivos puros, de impuros; identificam atitudes
enganosas em outras pessoas com precisão e de forma apropriada; determinam se
uma mensagem atribuída a Deus é autêntica; reconhecem incoerências no ensino
na mensagem profética ou na interpretação; podem sentir a presença do mal. |
7.
Artesanato Combina com a
letra: D Contribui
para/com: Suprimento |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
D |
É a capacitação divina para elaborar
ou construir criativamente itens a serem usados no ministério. As pessoas com
este dom trabalham com madeira, tecido, tintas, metal, vidro ou outras
matérias-primas; fazem coisas que aumentam a eficácia do seu e de outros
ministérios; gostam de servir com trabalhos manuais e suprir necessidades
tangíveis; são hábeis no manuseio de variadas ferramentas artesanais. |
8.
Comunicação criativa Combina com a
letra: F Contribui
para/com: Expressões artísticas |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
E |
É a capacidade divina para apresentar
a verdade, de modo a fortalecer, consolar ou estimular os que estão
desmotivados ou titubeantes na fé, de volta à ação. As pessoas com este dom
se aproximam dos que estão desanimados para fortalecê-los e firma-los;
desafiam, consolam ou confrontam os outros a fim de que confiem e esperem nas
promessas de Deus; estimulam outros à ação por aplicar a verdade bíblica;
motivam pessoas a crescer; enfatizam as promessas de Deus e a confiança em
sua vontade. |
6.
Discernimento Combina com a
letra: C Contribui
para/com: Clareza |
|
GRUPO 1 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
F |
É a capacitação divina para expressar
a verdade de Deus por meio de várias formas de arte. As pessoas com este dom
usam as artes para comunicar a verdade de Deus; desenvolvem e utilizam
habilidades artísticas como drama, literatura, música, pintura, dança, etc.;
usam comunicação e criatividade para atrair pessoas e fazê-las considerar a
mensagem de Cristo; desafiam, mediante as formas de arte, a perspectiva que
as pessoas têm de Deus; desenvolvem novas formas de expressar o ministério e
a mensagem do Senhor. |
7.
Encorajamento Combina com a
letra: E Contribui
para/com: Afirmação |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
G |
É a capacitação divina para realizar
tarefas práticas e necessárias que libertam, apoiam e suprem as carências dos
outros. As pessoas com este dom servem nos bastidores apoiando os dons e
ministério de outros; vêem coisas práticas e concretas a serem feitas e têm
alegria em realiza-las; sentem o propósito de Deus e têm prazer em cumprir
responsabilidades cotidianas; dão valor espiritual ao serviço prático;
alegram-se em saber que o seu serviço possibilita a outros fazerem o que Deus
os chamou a realizar. |
8.
Evangelismo Combina com a
letra: L Contribui
para/com: Frutos (conversões) |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
H |
É a capacitação divina para cuidar de
pessoas, providenciando comunhão, comida e abrigo. Pessoas com esse dom
propiciam um ambiente onde os indivíduos se sentem valorizados e socorridos;
conhecem novas pessoas e as ajudam a se sentir bem-vindas; criam um ambiente
seguro e confortável onde relacionamentos podem ser desenvolvidos; buscam
meios de estabelecer e apoiar vínculos novos e significativos; deixam as
pessoas à vontade em ambientes desconhecidos. |
9.
Fé Combina com a
letra: I Contribui
para/com: Esperança |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
I |
É a capacitação divina para agir à luz
das promessas de Deus com confiança, não duvidando de sua capacidade para
cumpri-las. As pessoas com esse dom crêem nas promessas do Senhor e estimulam
outras a fazer o mesmo; agem com total confiança na capacidade de Deus em
vencer obstáculos; demonstram uma atitude de confiança na vontade e nas
promessas divinas; levam adiante o reino de Cristo, porque avançam quando
outros param; pedem a Deus aquilo que é necessário e confiam em sua provisão. |
10.
Contribuição Combina com a
letra: J Contribui
para/com: Recursos |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
J |
É a capacitação divina em contribuir
com valores e recursos para a obra do Senhor, com alegria e liberalidade.
Pessoas com esse dom nãos se perguntam: “Quanto devo dar ao Senhor?” e sim,
“De quanto preciso para me sustentar?”; administram suas finanças e limitam
seu modo de viver para poderem contribuir com o máximo possível dos seus
proventos; apóiam o ministério com contribuições sacrificiais para o avanço
do reino; suprem necessidades concretas para que haja crescimento espiritual;
providencia subsídios, com alegria e de modo generoso, confiando na provisão
de Deus; talvez tenham uma capacidade especial de ganhar dinheiro, a fim de
que possam usá-lo no avanço da obra de Deus. |
11.
Cura Combina com a
letra: M Contribui
para/com: Alívio |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
L |
É a capacitação divina para comunicar,
de maneira eficaz, o Evangelho aos descrentes, de modo que eles respondam com
fé e com a busca do discipulado. As pessoas com esse dom comunicam a mensagem
da cruz com clareza e convicção; buscam oportunidades para conversar com
descrentes sobre assuntos espirituais; desafiam as pessoas a darem um passo
de fé e a se tornarem verdadeiros e frutíferos discípulos de Jesus; adaptam a
apresentação do Evangelho para atingir
as necessidades do individuo; buscam oportunidades para construir
relacionamentos íntegros com os descrentes. |
12.
Serviço Combina com a
letra: G Contribui
para/com: Apoio |
|
GRUPO 2 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
M |
É a capacitação divina para ser um
instrumento de Deus na restauração de pessoas. Indivíduos com esse dom
demonstram o poder de Deus; trazem restauração aos enfermos; autenticam a
mensagem de Deus pela cura; usam a cura como oportunidade para comunicar
verdades bíblicas e glorificar a Deus; são veículos de curas milagrosas por
meio de oração, toque ou palavra. |
13.
Hospitalidade Combina com a
letra: H Contribui
para/com: Aceitação |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
N |
É a capacitação divina para autenticar
o ministério e a mensagem de Jesus por meio de intervenções sobrenaturais que
o glorifiquem. As pessoas com este dom falam a verdade de Deus autenticadas
por um milagre; expressam confiança na fidelidade do Senhor e na capacidade
da manifestação de sua presença; apresentam o ministério e mensagem de Cristo
com poder; reconhecem Deus como fonte de milagre e o glorificam; representam
a Jesus e, por meio desse dom, encaminham as pessoas a um relacionamento com
Ele. |
24.
Intercessão Combina com a
letra: O Contribui
para/com: Proteção |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
O |
É a capacitação divina para orar
regularmente por outras pessoas, obtendo resultados frequente e específicos.
As pessoas com este dom sentem-se constrangidas a orar com seriedade por
alguém ou por uma causa; têm consciência e oram pelas batalhas espirituais
que estão sendo travadas diariamente; são convencidas de que Deus age em
resposta às orações; quando tocadas pelo Espírito, oram mesmo que não
entendam; agem com autoridade e poder na promessa de outras e pela
capacitação para servir. |
25.
Interpretação Combina com a
letra: S Contribui
para/com: Entendimento
(Interpr.) |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
P |
É a capacitação divina de estabelecer
uma visão, motivar e direcionar pessoas para o cumprimento harmonioso dos
propósitos de Deus. As pessoas com este dom providenciam direção para o povo
de Deus e para o ministério; motivam outros a usarem o melhor de suas
habilidades; apresentam a visão maior (geral) para que todos entendam; dão
exemplos práticos dos valores do ministério; assumem responsabilidades e
estabelecem alvos. |
26.
Conhecimento Combina com a
letra: Q Contribui
para/com: Consciência |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
Q |
É a capacitação divina para trazer a
verdade ao corpo de Cristo pelo discernimento ou entendimento bíblico. As
pessoas com esse dom recebem a verdade que as capacita a servir melhor;
estudam as Escrituras para obter discernimento, entendimento e extrair
verdades; adquirem conhecimentos que não são obtidos por meios naturais; têm
sabedoria ou entendimento que servem à Igreja; organizam informações para
ensino e uso prático. |
27.
Liderança Combina com a
letra: P Contribui
para/com: Direção |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
R |
É a capacitação divina para ajudar,
com alegria e de forma prática, àqueles que sofrem ou passam necessidades. É
a compaixão em ação. As pessoas com este dom concentram-se no alívio das
causas de dor ou sofrimento de outras; encaram as necessidades dos
desamparados e solitários; expressam amor, graça e dignidade àqueles que enfrentam
dificuldades e crises; servem com alegria, mesmo em circunstâncias difíceis e
desagradáveis; preocupam-se com assuntos sociais ou individuais que oprimem o
povo. |
28.
Misericórdia Combina com a
letra: R Contribui
para/com: Ajuda |
|
GRUPO 3 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
S |
É a capacitação divina para transmitir
ao corpo de Cristo a mensagem de alguém que fala em línguas estranhas. As
pessoas com este dom respondem a mensagem entregue em línguas estranhas, dando
também uma interpretação; glorificam a Deus e demonstram o seu poder por meio
dessa manifestação milagrosa; edificam o corpo de Cristo, interpretando uma
mensagem apropriada de Deus; entendem um idioma desconhecido dos homens, e
comunicam aquela mensagem à Igreja. Algumas vezes são proféticos quando
interpretam as línguas para a comunidade. |
29.
Milagres Combina com a
letra: N Contribui
para/com: Poder de Deus
(Extraord) |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
T |
É a capacitação divina para entender,
explicar e aplicar a Palavra de Deus claramente, resultando em vidas que se
tornam, passo a passo, semelhantes a Cristo. As pessoas com este dom
comunicam verdades bíblicas que estimulam maior obediência à Palavra de Deus;
desafiam os ouvintes com as verdades das Escrituras de forma simples e
prática; apresentam todo o conselho de Deus para efetuar o máximo de mudanças
nas vidas; dão atenção à precisão, e aos detalhes; investem longo tempo em
estudo e reflexão. |
30.
Profecia Combina com a
letra: Z Contribui
para/com: Convicção |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
U |
É a capacitação divina para nutrir,
cuidar e guiar pessoas à maturidade espiritual e se tornarem como Cristo.
Pessoas com este dom assumem a responsabilidade de auxiliar outras em sua
caminhada com Deus; providenciam direção e supervisão a um segmento da Igreja
de Jesus; são exemplos com suas vidas daquilo que significa ser um verdadeiro
e frutífero discípulo de Cristo; estabelecem confiança por meio de
relacionamentos duradouros; lideram e protegem aqueles sob o seu cuidade. |
31.
Pastorado Combina com a
letra: U Contribui
para/com: Aperfeiçoamento |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
V |
É a capacitação divina para falar,
adorar ou orar em um idioma desconhecido. Pessoas com este dom podem receber
uma mensagem espontânea de Deus, que é transmitida à igreja pelo dom de
interpretação; expressam juntamente com a interpretação uma palavra que edifica
o corpo; comunicam uma mensagem dada por Deus à Igreja; falam num idioma que
nunca apenderam, nem compreenderam; adoram ao Senhor com palavras profundas,
além da compreensão humana; experimentam uma intimidade com Deus que as
estimula a servir e a edificar outras. |
32.
Ensino Combina com a
letra: T Contribui
para/com: Aplicação |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
X |
É a capacitação divina para aplicar
verdades espirituais que, de maneira eficaz, suprem necessidades em situações
específicas. As pessoas com este dom analisam as consequências não previstas
para determinar os próximos passos a serem tomados; recebem entendimento
daquilo que é necessário para suprir as carências do corpo; providenciam
soluções dadas por Deus em meio a conflito e confusão; ouvem a provisão do
Espírito dando direção para se atingir o melhor que Deus tem para uma
determinada situação; aplicam verdades espirituais de modo prático e
específico. |
33.
Línguas Combina com a
letra: V Contribui
para/com: Mensagens |
|
GRUPO 4 |
||
|
|
Característica |
Dom Espiritual |
|
Z |
É a capacitação divina para revelar
(discernir) a verdade de Deus e proclamá-la de forma apropriada e relevante
para o entendimento, a correção, o arrependimento ou a edificação. Pode haver
implicações imediatas ou futuras. As pessoas com este dom expõem pecado ou
engano em outras, para que haja reconciliação; falam uma palavra apropriada
de Deus que causa convicção, arrependimento e edificação; percebem verdades
que outras negligenciam, desafiando-as a responderem em obediência; alertam
para o julgamento imediato ou futuro se não houver arrependimento; entendem o
coração e a mente de Deus por meio das experiências vividas com o Senhor. |
34.
Sabedoria Combina com a
letra: X Contribui
para/com: Entendimento
(sabedoria) |
[1] Para os autores de Rede
Ministerial os talentos podem ser um indicador de sua inclinação para um dom,
mas não se iguala necessariamente ao seu Dom Espiritual. Os Dons Espirituais são singulares aos crentes (somente os
crentes possuem dons espirituais, e, qualquer que seja o dom que um crente
possua é classificado pelos autores como espiritual), já os talentos são comuns
a todos. Ambos são dados por Deus. A afirmação de que qualquer dom é espiritual
se baseia se o seu objetivo é a glorificação de Deus e a edificação dos irmãos
em Cristo. Neste sentido o talento para cantar usado para glorificar a Deus é
tratado como um dom espiritual.
[2]
Respostas possíveis: Medo de falhar, orgulho, baixa auto-estima, indiferença,
concorrência, desejo de ser independente e não interdependente, etc.
[3]
Idem, ibidem “nota 6”, pg. 124
[4]
GEE, Donald. A Respeito dos Dons Espirituais. Miami, Flórida:
Editora Vida, 1987. – Donaldo Gee, desde 1925, foi membro do Conselho Executivo
das Assembleias de Deus na Grã-Bretanha e Irlanda; Foi presidente do Conselho
de Missões da Inglaterra. Faleceu em 20 de Julho de 1966.

Nenhum comentário:
Postar um comentário