JESUS: O AMOR ENTRE NÓS
Série: É Chegado o Reino de Deus
Neste mês de
Abril estamos refletindo na série “É Chegado o Reino de Deus”. O tema de hoje
é: “Jesus: O Amor Entre Nós”.
Com o nascimento
de Jesus, o Messias de Deus, o Reino dos Céus se tornou presente no mundo dos
homens. Contudo o Reino de Deus e o mundo dos homens vivem em conflito desde a
queda do homem no Éden.
Em nosso último
encontro falamos que a igreja ao longo dos anos foi construindo espaços sagrados
e normas comportamentais para aqueles que desejassem se aproximar ou seguir a
Jesus. Esses espaços sagrados e as normas comportamentais foram normatizando a
espiritualidade transformando-a em religiosidade. A relação com Deus e a obediência aos seus
mandamentos deixou de serem baseadas no amor e na liberdade dada por Cristo, e
passaram a ser baseadas na culpa e no medo – medo de Deus, do inferno, do
julgamento da igreja e também do julgamento das pessoas.
Também dissemos
que se desejamos viver uma vida que agrade a Deus, que alegre o coração de
nosso Pai Celestial precisamos olhar para Jesus como referência e viver como
Ele viveu neste mundo caído. Fundamentados no Evangelho de João destacamos que
Jesus sabia quem era e qual a sua missão no mundo e essa consciência o fez
transitar por todos os espaços deste mundo, os ditos sagrados, assim também
como os profanos. A consciência que tinha de si mesmo e de sua missão o levou a
se relacionar com pessoas de todas as classes sociais, o fez sentar à mesa com
religiosos e pecadores, e se sujeitar as autoridades pagãs deste mundo sem
perder sua identidade. Jesus se tornou gente como a gente e transitou por todas
as esferas deste mundo caído sem pecar.
Uma das
evidências de que Jesus era gente como a gente era que sempre que podia
celebrava a vida com seus amigos e discípulos. E sempre que o fazia, Ele
buscava glorificar o Pai por meios destas celebrações. Ele desfrutava do prazer
de comer e beber do fruto do trabalho que o Pai lhe presenteava, mas também do
prazer de dividir a mesa, as bênçãos do Pai com todos aqueles que desejassem
participar de sua mesa.
Hoje veremos que esse Jesus do Evangelho de João, gente como a gente, foi nos dia de João e continua sendo a manifestação real do amor de Deus entre nós seres humanos. Jesus é a expressão máxima que podemos ter do amor. O amor de Deus por nós seres humanos é revelado por meio de Jesus.
João inicia seu
Evangelho com a narrativa da encarnação do Logos, onde vemos o amor de Deus
revelado através de Jesus. Ele é o Logos que revela o amor do Pai. Este é o
primeiro ponto de nossa reflexão: “Jesus: O Logos Que Revela o Amor do Pai”.
1 – JESUS: O LOGOS QUE REVELA O AMOR DO PAI
14 Aquele que é a Palavra (Logos) tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória,
glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.14)
Jesus, o Logos,
o poder sustentador e criador de toda vida, de todo universo, se encarna na
forma de homem e se torna gente como a gente. Ele se esvazia de todo este poder
inerente de seu ser, de toda glória divina e se faz frágil como nós. Ele andou
neste mundo por ele criado, sujou os seus pés com o pó da terra, experimentou o
suor escorrendo em sua face por causa do calor intenso de um dia ensolarado,
sentiu nos ossos o frio do anoitecer, sorriu com as brincadeiras das crianças,
celebrou a vida comendo e bebendo com seus amigos, enfrentou a opressão imposta
pelos poderosos da religião e do Estado de seus dias, foi gente como a gente.
Este ato de
esvaziamento de Jesus para ser homem como nós, gente como a gente, é um ato de
manifestação do amor de Deus por nós pecadores, por nós seres humanos que um
dia rompemos com Ele no Éden.
Embora em Adão
nós falamos para Deus que não o queríamos como nosso Deus, que viveríamos para
nós mesmos e seríamos senhores de nossas próprias vidas, Ele enviou seu Filho
Jesus para dizer a nós que ainda nos ama e nos deseja em seu reino.
A atitude de
Adão no Éden condenou todos nós a morte eterna. Não existe vida fora de Deus.
Toda a vida procede Dele. Romper com Deus é se lançar na morte. Deus num ato de
amor enviou seu Filho Jesus para morrer numa cruz, pagando por meio de sua
morte o preço exigido pela lei do pecado, para que nós pudéssemos ser
reconciliados com Deus Pai. Jesus se tornou o caminho para que possamos receber
a vida eterna. Todo que Nele crer e o reconhecer como Senhor de suas vidas
serão salvos. Por isso podemos afirmar que Jesus é o amor de Deus entre nós,
ele é o Logos que se fez carne e manifestou o amor do Pai por nós pecadores.
João em seu
Evangelho também nos mostrou como Jesus revelou seu amor e o amor do Pai por
nós na mesa. Portanto iremos refletir em como Jesus revelou este amor através
da comensalidade. Começaremos
em João 2.1,2 onde Jesus se encontra numa festa de casamento. Ele está à mesa
com muitos outros convidados e durante a festa ele manifesta o seu amor para
com os noivos e convidados. Por isso nosso segundo ponto é “Jesus revela seu
amor por nós em meio às muitas pessoas”.
2 – JESUS REVELA SEU AMOR POR NÓS EM MEIO ÀS
MUITAS PESSOAS
1 No terceiro dia houve um casamento em Caná
da Galiléia. A mãe de Jesus estava ali; 2 Jesus e seus discípulos
também haviam sido convidados para o casamento.
(João 2.1,2)
Na ocasião desta
festa de casamento o ministério de Jesus estava começando. Ele já tinha alguns
discípulos, alguns seguidores que também estavam nesta festa de casamento.
Jesus estava lá simplesmente celebrando a vida juntamente com os noivos. Talvez
ele nem tivesse sido notado na festa. Os noivos precisavam dar atenção a muitos
convidados.
As festas de
casamentos dos judeus nos dias de Jesus duravam sete dias. Esta festa descrita
por João já estava perto do fim, mas o vinho acabou e Jesus num ato de amor,
para que a celebração não se interrompesse de uma forma que trouxesse
descontentamento para os convidados e para os noivos transformou água em vinho,
muita água por sinal em vinho.
Jesus quer
participar das grandes celebrações de nossas vidas. Convide Ele para sua festa
de casamento, de aniversário, de formatura, para celebrar com você os grandes
momentos de sua vida. Ele é aquele convidado que se você tiver em apuros irá te
socorrer, ele te vê mesmo no meio da multidão. Ele não deixará sua festa se
tornar um fiasco. Ele não deixará sua vida naufragar. Seu amor por você fará
sua alma transbordar de vinho novo. Confie Nele e você será honrado no meio da
multidão.
No Evangelho de
João no capítulo quatro Jesus senta em uma mesa diferente, um poço. Neste lugar
ele revela seu amor por nós pecadores e indignos. Este é o nosso terceiro
ponto.
3 – JESUS REVELA SEU AMOR POR NÓS PECADORES
E INDIGNOS
Esta mesa não só
era diferente, ela estava colocada em um lugar geográfico que os judeus
consideravam profano, em Samaria. Jesus invade os espaços profanos e convida a
sua mesa os pecadores. Homens e mulheres que a sociedade os rotulam de impuros,
de sujos, imorais, indignos do amor de Deus. Seu amor se revela na mesa para
todas as pessoas inclusive os excluídos. Esta lição nos é apresentada em João
4.4-8.
4 Era-lhe necessário passar por Samaria. 5 Assim,
chegou a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a
seu filho José. 6 Havia ali o poço de Jacó. Jesus, cansado da viagem,
sentou-se à beira do poço. Isto se deu por volta do meio-dia. 7 Nisso
veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: "Dê-me um pouco de
água". 8 Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.
(João 4.4-8)
A afirmação
“Era-lhe necessário” não é feita porque não tinha outro caminho, mas é colocada
intencionalmente para mostrar que Jesus desejava sentar à mesa com aquela
mulher samaritana.
A mesa de Jesus
não precisa necessariamente ser um móvel de quatro pés e ter sobre ela os
elementos que costumeiramente usamos para cear: o pão e o vinho, em nossa
igreja, pão e o suco de uva. Estes são apenas elementos que Jesus usou para nos
ensinar algo muito maior, que transpõe em muito o valor real do pão e do vinho.
Jesus pede para
que aquela mulher lhe desse água para matar sua sede. Embora Jesus devesse
realmente estar com sede o que Ele de fato estava querendo era iniciar um
diálogo com ela a fim de lhe oferecer água viva para beber. Ele estava dizendo
para aquela mulher que ela deveria beber dele ou se alimentar dele. Á água que
ele tinha para oferecer faria jorrar nela vida eterna. Essa é mesma figura para
o pão que comemos em nossas celebrações da ceia do Senhor. Jesus é o pão da
vida. Água e pão se referem à vida eterna. Jesus é vida.
Jesus gostava de
sentar à mesa com os excluídos e rejeitados pelos religiosos de seus dias a fim
de mostrar para eles o Seu amor e amor do Seu Pai. Inclusive ele convidava para
serem seus discípulos os rejeitados e excluídos por aqueles que detinham o
poder do espaço sagrado construído por eles e que normatizavam os
comportamentos morais a fim de manipularem e sujeitarem as pessoas através do
medo e da culpa.
No Evangelho de Marcos
lemos que Jesus estava em uma refeição na casa de Levi, que é conhecido por nós
como Mateus, autor do Evangelho de Mateus. Levi ou Mateus era um publicano, um
homem rotulado pelos religiosos como pecador. Segundo o Evangelho de Marcos
havia nessa refeição muitos publicanos e pecadores. Todo tipo de pecador estava
lá, na casa de Levi, participando dessa refeição com Jesus. (Marcos 2.15).
Essa foi à
prática de Jesus que mais causou espanto e escândalo aos religiosos de seus
dias: a partilha da mesa com pobres,
publicanos (normalmente judeus de boas posses financeiras) e pecadores. Para Ele,
a mesa era para
ser compartilhada com todos. A partilha do pão, do vinho, da água com
publicanos e pecadores fazia parte para os religiosos das práticas
transgressoras de Jesus.
Comendo e bebendo com todos
os excluídos, Jesus estava transgredindo aos olhos dos religiosos - que
detinham o poder político e jurídico de seus dias - as formalidades do
comportamento social e religioso de seus dias. Ele estava desconstruindo as regras que
estabeleciam a desigualdade social de seus dias, desconstruindo a estrutura
religiosa que havia sido construída em torno do templo e do sacerdote, descontruindo
também a espiritualidade normatizada pelos religiosos de seus dias.
Jesus quer
sentar a mesa com você. Não importa de onde você veio e como sua vida se
encontra hoje. Ele não está preocupado onde você estabeleceu sua mesa, se a
refeição é farta ou não, ele apenas quer que você beba da água que ele tem para
te dar, que coma do pão que ele tem para te dar. Não importa se a sociedade de
nossos dias te rotulou de pecador e indigno de ser amado por alguém. Não
importa se os religiosos te condenaram ao inferno ou te expulsaram de suas
igrejas. Jesus te convida para se tornar um com ele, para receber dele a vida
eterna.
No capítulo doze
deste mesmo Evangelho, Jesus está em Betânia à mesa com alguns amigos mais
chegados, logo após a ressurreição de Lázaro. Podemos dizer que em João 12.1,2
Jesus revela seu amor por nós se alegrando conosco. Este é o nosso quarto ponto
de nossa reflexão.
4 – JESUS REVELA SEU AMOR POR NÓS SE ALEGRANDO CONOSCO
1 Seis dias antes da Páscoa Jesus chegou a
Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ressuscitara dos mortos. 2 Ali prepararam um jantar
para Jesus. Marta servia, enquanto Lázaro estava à mesa com ele. (João 12.1,2)
Lázaro havia
morrido. Depois de quatro dias Jesus o ressuscitou. Essa ressurreição era um
sinal evidente de que Ele era o Messias anunciado pelos profetas. Onde havia
choro e luto, Jesus trouxe alegria e vida.
Após a
ressurreição de Lázaro, Jesus deixou Betânia. Aproximando-se a páscoa Jesus voltou
à Betânia e foi jantar na casa de Simão, o leproso, na companhia de Lázaro,
Marta e Maria. Acredita-se que Simão tenha sido curado da lepra por Jesus, por
isso ele o estava recebendo em sua casa. Certamente por ter sido leproso viveu
muito tempo excluído da sociedade de seus dias e tratado como impuro. Com o
retorno de Jesus a Betânia ele oferece um jantar para Jesus. Este jantar certamente estava inundado de
alegria.
Jesus não estava
lá para uma reunião de GP, embora ele estivesse reunido com um pequeno grupo de
amigos, um grupo de amigos mais chegados, essa não era uma reunião formal, um
culto formal a Deus de gratidão. Ele não estava lá também para fazer uma
campanha de evangelismo e nem mesmo para uma sessão de aconselhamento. Ele
simplesmente estava lá para celebrar a vida com seus amigos e comer com eles.
Este era um ato de amor e carinho de Jesus para com seus amigos. Ele era gente
como a gente.
Jesus quer
participar com você daqueles momentos compartilhados com os amigos mais
chegados. Ele quer se alegrar com você pela cura de uma enfermidade, pela vida
que entrou em sua casa através da restauração de seu casamento, pelo nascimento
de seu filho ou de sua filha, pelo emprego tão sonhado. Ele quer festejar com
você as vitórias mais pessoais, aquelas que você compartilha somente com os
amigos mais chegados. Não se esqueça Dele quando você for comemorar suas
vitórias pessoais, pois certamente Ele estava lá abrindo as portas dos céus
para que você pudesse recebê-las.
No capítulo
treze, João relata o momento em que Jesus reuniu os seus discípulos mais
íntimos à mesa com ele. João estava lá neste encontro, celebrando a última
páscoa com Jesus Este foi um encontro mais pessoal com seus discípulos e este é
o nosso quinto ponto e último (João 13.1,2).
5 – JESUS REVELA SEU AMOR POR NÓS EM UM
ENCONTRO MAIS PESSOAL
1 Um pouco antes da festa da Páscoa,
sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para
o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 2 Estava sendo servido o jantar, e o diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho
de Simão, a trair Jesus. (João 13.1,2)
Jesus reuniu os
seus discípulos mais íntimos para este último encontro junto à mesa. Nesta
última refeição com eles, Jesus revelou a eles o verdadeiro simbolismo deste
ato de sentar à mesa para comer e beber. A lição fundamental da mesa é a
comunhão com ele como fonte inesgotável de vida. Comer com ele é comer dele.
Aquele que não come dele, o pão da vida, não tem vida eterna, pois ele é a
vida. Aquele que não bebe de seu cálice, que não se coloca debaixo de seu
sangue não tem salvação, pois ele é a justiça de Deus, o cordeiro que tira o
pecado do mundo. Somente em Jesus temos o perdão de nossos pecados.
Aquele que come do
pão e bebe do cálice de Jesus, isto é, aquele que se alimenta de Jesus pela fé
e que recebe pela fé o perdão do Pai através de seu sangue derramado na cruz do
Calvário se torna participante da vida de Jesus por meio do Espírito Santo.
A diferença desta
mesa de intimidade para as demais é que Jesus não é mais o convidado, mas o
anfitrião. Jesus te convida para a sua mesa. Ele quer que você se alimente dele
e beba do seu cálice. Ele quer se tornar um com você. Ele quer se relacionar de
forma íntima com você. Participar de sua vida, colocar ordem no seu mundo
interior, tirar os esqueletos do armário de seu coração, curar suas feridas da
alma, libertar você da culpa e do medo, ressuscitar a esperança, fazer fluir o
amor de Deus novamente em seu coração. Ele quer compartilhar sua vida vitoriosa
com você. Na medida em que a vida Dele vai enchendo a sua vida, o seu ser vai
se enchendo de paz e ordem. Jesus não quer somente participar de suas festas,
Ele quer que você participe da vida Dele. Participar da vida Dele é viver no
reino Dele guardando os seus mandamentos livremente, por amor a Ele.
REFLEXÃO FINAL
4 Ao amanhecer, Jesus estava na praia, mas
os discípulos não o reconheceram. 5 Ele
lhes perguntou: "Filhos, vocês têm algo para comer? "
"Não", responderam eles. [...] 9 Quando
desembarcaram, viram ali uma fogueira, peixe sobre brasas, e um pouco de pão. (João 21.4,5,9)
Jesus montou sua
mesa na praia, no amanhecer do dia. Esta não é propriamente uma mesa como
estamos acostumados. Jesus revelava uma grande liberdade ao transitar por
diferentes mesas, preparadas nos mais diferentes lugares. Isto se deve porque o
amor não pode ser contido em uma mesa ou em um templo. O amor é livre para
transitar nas mais diferentes mesas e nos lugares mais inapropriados para se
montar uma mesa. Jesus é o amor entre nós.
Na
beira do mar, Jesus prepara um peixe na brasa e pão para seus amigos cansados
de mais uma pescaria que não deu em nada; frustrados diante a realidade da vida
que lhes parecia não levar a lugar nenhum; desesperançados, pois aquele em quem
colocaram suas esperanças, Jesus, morreu; confusos, pois como compreender e
aplicar os ensinos de Jesus mediante sua morte.
Neste
cenário de cansaço, frustração, desesperança e confusão, Jesus surge ressurreto
na praia, no amanhecer do dia e convida novamente seus discípulos, que eram seus
amigos e também pecadores para sentar à sua mesa e se alimentar da sua vida.
Refeições
para Jesus, o comer e o beber eram oportunidades naturais para conectar
corações, aquecer almas e oferecer a esperança. É na mesa que sentimentos são
conectados, o caráter é construído e a confiança estabelecida. Jesus se sentava
à “mesa” com a consciência da preciosidade do outro. Mesa é um lugar de
consciência! Consciência de quem Jesus é, de quem somos e de quem o outro é
para nós.
A refeição em torno
da mesa representa um ato comunitário onde reforçamos nossos laços com Deus e
com nossos irmãos da fé. Por isso Paulo condenou a Igreja de Corinto em seus
encontros, pois ao invés dos laços serem reforçados, a mesa estava se tornando
um lugar para autentificar suas diferenças e divisões. Mas a mesa é também onde
reforçamos nossos laços com as demais pessoas, onde abrimos as portas para que
conheçam o amor de Jesus através de nós.
Não sei como está o
cenário de sua vida. Talvez você esteja como aqueles pescadores, cansado,
frustrado, desesperançado e confuso. Não sabe o que fazer, nem para onde ir. Não
sabe em que acreditar ou em quem crer. Eu quero dizer a você, este lugar hoje
pode ser a sua praia, o amanhecer de um novo dia, um encontro com o Jesus
ressurreto, a oportunidade para se alimentar dele e beber da água viva que ele
tem para dar. A mesa dele já está posta diante de você. Ele quer que você receba
da vida Dele. Ele quer colocar sua vida em ordem. Ouça a voz dele. Ele quer ter
comunhão com você e compartilhar do amor do Pai com você.
Se você deseja ter
comunhão com ele, viver a liberdade do amor e do Espírito com ele. Eu quero
orar por você. Deus te abençoe!
Pr. Cornélio
Póvoa de Oliveira
16/04/2023
(noite)
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