SARA, JOQUEBEDE, ANA E MARIA
A peça teatral
que assistimos hoje nos apresenta algumas mães da Bíblia que tiveram um papel
muito importante na história de seus filhos e da humanidade, pois de uma forma
ou outra elas colaboraram grandemente para a construção da relevância de seus
filhos na história de Israel e no plano redentor de Deus.
A primeira mãe...
1 – SARA (Gênesis
21.1-5)
1 O Senhor foi bondoso com Sara,
como lhe dissera, e fez por ela o que prometera. 2 Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice,
na época fixada por Deus em sua promessa. 3 Abraão deu o nome de
Isaque ao filho que Sara lhe dera. 4 Quando seu filho Isaque tinha
oito dias de vida, Abraão o circuncidou, conforme Deus lhe havia ordenado.
5 Estava
ele com cem anos de idade quando lhe nasceu Isaque, seu filho. (Gênesis 21.1-5)
Sara gerou
Isaque, filho prometido por Deus a Abraão. Este filho nasceu de uma forma
milagrosa, pois ela era estéril, não podia gerar filhos. Sara era muito bonita.
Seu nome significa “princesa”. Sua beleza gerou algumas complicações pessoais
para Abraão. Ela era uma mulher e mãe possuidora de algumas virtudes, entre
elas:
·
Mulher de Fé - Ela possuía
fé, apesar de no inicio ter duvidado que poderia gerar um filho, ela veio a
crer, conforme descreve o livro de Hebreus 11.11.
o Abraão seu marido
já tinha completado 100 anos quando Isaque nasceu. Sara se encontrava com 90
anos aproximadamente.
·
Obediente a Deus
- Sara
era obediente a Deus, pois se submeteu ao seu marido, sendo fiel em tudo.
Deixou sua casa e terra sem saber para onde iria, apenas confiando em seu
marido e em sua relação com Deus.
·
Atenta a
realidade que cercava seu filho - Ela era uma mãe atenta à vida seu
filho. Ela percebeu que Isaque estava sofrendo bullying de Ismael. O filho de Agar provocava o seu
meio-irmão. Atenta e possivelmente com o desejo que aquilo não afetasse a
personalidade de Isaque ela pediu para Abraão mandar a Agar e Ismael para fora
das terras de seu marido.
Destacamos que Sara
era uma mãe que tinha fé no Deus de Abraão, obediente a este Deus e uma mãe
atenta ao mundo que cercava seu filho.
A segunda mãe...
2 – JOQUEBEDE (Êxodo 2.1-10)
1 Um homem da tribo de Levi
casou-se com uma mulher da mesma tribo, 2 e ela engravidou e deu à luz um filho. Vendo que era
bonito, ela o escondeu por três meses. 3 Quando já não podia
mais escondê-lo, pegou um cesto feito de junco e o vedou com piche e betume.
Colocou nele o menino e deixou o cesto entre os juncos, à margem do Nilo.
4 A
irmã do menino ficou observando de longe para ver o que lhe aconteceria.
5 A
filha do faraó descera ao Nilo para tomar banho. Enquanto isso as suas servas
andavam pela margem do rio. Nisso viu o cesto entre os juncos e mandou sua
criada apanhá-lo. 6 Ao abri-lo viu um bebê chorando. Ficou com pena dele e
disse: "Este menino é dos hebreus". 7 Então a irmã do
menino aproximou-se e perguntou à filha do faraó: "A senhora quer que eu
vá chamar uma mulher dos hebreus para amamentar e criar o menino?" 8 "Quero", respondeu ela. E a moça foi
chamar a mãe do menino. 9 Então a filha do faraó disse à mulher: "Leve este
menino e amamente-o para mim, e eu lhe pagarei por isso". A mulher levou o
menino e o amamentou. 10 Tendo o menino crescido, ela o levou à filha do faraó,
que o adotou e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: "Porque eu o tirei das
águas". (Êxodo 2.1-10)
Joquebede, mãe
de Moisés, foi uma mulher extraordinária. A Bíblia fala muito pouco a respeito
dela, mas o suficiente para destacarmos algumas características dela que
encontramos na grande maioria das mães e que também devemos trabalhar para as
possuirmos.
·
Corajosa (Êxodo 2.2,3) –
Ela escondeu Moisés e depois o colocou num cesto e soltou o cesto no rio para
ser encontrado pela filha do faraó. Ao esconder Moisés, por três meses, ela
correu um grande risco, pois se fosse descoberta poderia sofrer uma severa
punição e até ser morta.
·
Criativa (Êxodo 2.4-7) –
Em meio à pressão em que ela se encontrava por causa do decreto do faraó, ela preparou
um cesto e soltou no rio com o fim de que Moisés, seu filho, fosse criado pela
filha do faraó.
·
Prudente (Êxodo 2.3,4) –
Preparou o cesto de forma que não pudesse entrar água. Depois deixou Miriã, a
irmã mais velha, para cuidar que o cesto chegasse nas mãos da filha de faraó.
·
Amor Sacrificial
(Êxodo
2.7,8) – Abre mão de seu filho, com o fim de salvar a vida dele. Ela suporta
dividir Moisés com a filha do faraó. Ela sacrifica sua maternidade para que o
filho possa crescer em meio aos mimos do faraó e de sua filha.
Na mãe Joquebede
destacamos sua coragem para enfrentar o exército egípcio, escondendo seu filho
por três meses; sua criatividade para preparar um cesto e soltá-lo no rio; sua
prudência na confecção do cesto a fim de que não entrasse água nele e no
cuidado para que chegasse nas mãos da filha de faraó. Destacamos também seu
amor sacrificial, abrindo mão de seu filho com o fim de salvar a vida dele.
A terceira mãe...
ANA (1
Samuel 1.1-20)
1 Havia certo homem de Ramataim,
zufita, dos montes de Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroão, neto de Eliú e
bisneto de Toú, filho do efraimita Zufe. 2 Ele tinha duas mulheres; uma se chamava Ana, e a outra
Penina. Penina tinha filhos, Ana, porém, não tinha. 3 Todos
os anos esse homem subia de sua cidade a Siló para adorar e sacrificar ao
Senhor dos Exércitos. Lá, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli, eram
sacerdotes do Senhor. 4 No dia em que Elcana oferecia sacrifícios, dava
porções à sua mulher Penina e a todos os filhos e filhas dela. 5 Mas
a Ana dava uma porção dupla, porque a amava, mesmo que o Senhor a houvesse
deixado estéril. 6 E porque o Senhor a tinha deixado estéril, sua rival a
provocava continuamente, a fim de irritá-la. 7 Isso acontecia ano
após ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, sua rival a provocava e ela
chorava e não comia. 8 Elcana, seu marido, lhe perguntava: "Ana, por que
você está chorando? Por que não come? Por que está triste? Será que eu não sou
melhor para você do que dez filhos?" 9 Certa vez quando
terminou de comer e beber em Siló, estando o sacerdote Eli sentado numa cadeira
junto à entrada do santuário do Senhor, Ana se levantou 10 e,
com a alma amargurada, chorou muito e orou ao Senhor. 11 E
fez um voto, dizendo: "Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à
humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva,
mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua
vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados". 12 Enquanto
ela continuava a orar diante do Senhor, Eli observava sua boca. 13 Como
Ana orava silenciosamente, seus lábios se mexiam, mas não se ouvia sua voz.
Então Eli pensou que ela estivesse embriagada 14 e lhe disse:
"Até quando você continuará embriagada? Abandone o vinho!" 15 Ana
respondeu: "Não se trata disso, meu senhor. Sou uma mulher muito
angustiada. Não bebi vinho nem bebida fermentada; eu estava derramando minha
alma diante do Senhor. 16 Não julgues tua serva uma mulher vadia; estou orando
aqui até agora por causa de minha grande angústia e tristeza". 17 Eli
respondeu: "Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você
pediu". 18 Ela disse: "Espero que sejas benevolente para com
tua serva!" Então ela seguiu seu caminho, comeu, e seu rosto já não estava
mais abatido. 19 Na manhã seguinte, eles se levantaram e adoraram ao
Senhor; então voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com sua mulher
Ana, e o Senhor se lembrou dela. 20
Assim Ana engravidou e, no devido tempo,
deu à luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel, dizendo: "Eu o pedi ao
Senhor". (1 Samuel 1.1-20)
Ana gerou a Samuel, um dos maiores profetas e juízes de
Israel. Foi Samuel quem fez a transição em Israel do modelo de governo baseado
em juízes para o modelo de governo monárquico. Assim como Sara ela era estéril,
o que significa que Samuel foi um presente de Deus para ela. Ana ficou marcada
na história por ser:
· Uma mulher que
não revidava o mal – Ana sofria com as provocações e
humilhações por parte da outra esposa de seu marido Elcana, contudo ela buscava
em Deus forças, sem revidar as provocações.
· Uma mulher
humilde – Ana era mais amada que Penina, a outra
esposa de Elcana, contudo ela não usava disso para humilhar Penina. Ana se
humilhava nas mãos poderosas de Deus depositando Nele sua dor e tristeza por não
poder gerar um filho.
· Uma mulher fiel
– Deus ouviu a oração de Ana e lhe
concedeu um filho. Ela foi fiel em seu voto e entregou seu filho, quando ainda
criança, para servir na casa de Deus.
· Uma mulher de
oração – Ana é sempre destacada pelos pastores
como uma mulher de oração. Isso não significa que as demais mulheres da Bíblia
não orassem, mas ela é lembrada dessa forma por causa de sua oração, fruto de
sua alma angustiada por não ter gerado um filho. Sua oração é ouvida por Deus e
respondida com o nascimento de Samuel.
Destacamos que Ana era uma mãe que não revidava o mal,
suportou as provocações de Penina, a outra esposa de seu marido. Ana também era
uma mulher humilde, pois mesmo sendo mais amada por seu marido que Penina, não
usou disso para zombar de Penina; ela também era fiel, pois cumpriu seu voto a
Deus, entregando Samuel, seu filho para servir desde criança na casa de Deus; e
reconhecida por todos que estudam a Bíblia como uma mulher de oração.
A quarta mãe...
MARIA MÃE DE JESUS (Lucas 1.26-38)
26 No sexto mês Deus enviou o anjo
Gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia, 27 a uma virgem prometida em casamento a certo homem
chamado José, descendente de Davi. O nome da virgem era Maria. 28 O
anjo, aproximando-se dela, disse: "Alegre-se, agraciada! O Senhor está com
você!" 29 Maria ficou perturbada com essas palavras, pensando no
que poderia significar esta saudação. 30 Mas o anjo lhe
disse: "Não tenha medo, Maria; você foi agraciada por Deus! 31 Você
ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus.
32 Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe
dará o trono de seu pai Davi, 33 e ele reinará para sempre sobre
o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim". 34 Perguntou
Maria ao anjo: "Como acontecerá isso, se sou virgem?" 35 O
anjo respondeu: "O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo
a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo,
Filho de Deus. 36 Também Isabel, sua parenta, terá um filho na velhice;
aquela que diziam ser estéril já está em seu sexto mês de gestação.
37 Pois nada é impossível para Deus". 38 Respondeu
Maria: "Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua
palavra". Então o anjo a deixou. (Lucas
1.26-38)
Maria mãe de Jesus é certamente de todas as mulheres a
mais agraciada, pois foi escolhida para gerar em seu ventre, o Filho de Deus, o
salvador de toda humanidade, o redentor de toda criação.
Diversas são as características ou virtudes encontradas
na vida de Maria, entre elas:
·
Atenta
aos Pequenos Detalhes (Lc 1:29) – Ao ser saudada pelo Anjo Gabriel que lhe
veio anunciar o nascimento do Messias e a tratou como “muito favorecida”, levou
ela a se questionar: “Por que ela seria muito favorecida?” O anjo buscou
tranquiliza-la lhe explicando a razão que o levou a saudá-la daquela forma.
·
Reflexiva
(Lc 1:34) – Maria enxergou uma impossibilidade, uma vez, que era virgem,
nunca se relacionou sexualmente com nenhum homem, até o nascimento de Jesus
Cristo. Não era incredulidade, mas a falta de conhecimento de como Deus faria
para ela dar a luz um menino, por isso questionou o que lhe havia sido
anunciado.
·
Comprometida
com Deus (Lc 1:38) – Uma vez que tudo fora esclarecido a Maria, ela se
colocou a disposição de Deus, mesmo sabendo que poderia não ser compreendida
por seu noivo (José) e por toda a sociedade judaica.
·
Empática
com seu mundo (Lc 1:46-56) – Em seu cântico, Maria, demonstrou estar a par
da dor de seu povo e do significado do nascimento do Messias para o povo.
Também demonstrou conhecer as Escrituras, pois alguns dos versos de seu cântico
(Magnificat) são citações de versos
do Salmo 103:17; 98:1; 118:15 e 107:9.
·
Confiante
em Deus (Lc 1:45) – Isabel declarou a fé de Maria, porque ela creu na
palavra do anjo e com fé aguardava o nascimento do Salvador. Ela continuou
crendo em Jesus como o Salvador, mesmo depois de ter convivido com o menino Jesus,
de tê-lo amamentado em seus seios, de tê-lo colocado para dormir.
·
Sedenta
de justiça (Lc 1:52 e 53) – Seu cântico demonstrou seu desejo por justiça,
embora sejam citações de versos de alguns salmos, manifestou o desejo do seu
coração.
·
Submissa
a Deus e ao marido (Mt 2:13,19 e 20) – Se dispôs a servir a Deus ainda que
sua reputação pudesse ser manchada por aqueles que não acreditassem que o filho
que estava em seu ventre fora gerado pelo Espírito de Deus.
Também
demostrou submissão a Deus sendo submissa ao seu marido. Note que o anjo apareceu em sonho a José, e não a Maria, nas duas
ocasiões, para irem para o Egito e também quando chegou o tempo de retornar
para casa. Contudo percebemos a submissão de Maria ao seu esposo. Maria se
dispôs a seguir a orientação de José, deixando sua família e indo para uma
terra distante.
·
Humilde (Mc
3:31-35) – Maria em nenhum momento buscou glória para si mesmo, tentando
tirar proveito da fama de Jesus. Ela sabia quem ela era e quem Ele era.
Ela também
demonstrou humildade aprendendo com Jesus.
Maria acompanhada de seus outros filhos vai ao encontro de Jesus e não
conseguindo aproximar-se dele, pedem para chamá-lo. Jesus aproveita a ocasião
para ensinar a todos que lhe ouviam que Sua família consistia de todos que
obedecessem à vontade do Pai. Com essas palavras Jesus estava dizendo que os
laços espirituais são mais fortes que os laços carnais. Maria demonstrou
humildade para aprender as lições de Jesus. Ela silenciosamente acatou Suas
palavras e as levou em seu coração.
·
Forte (Lc
1.31,32) – Capaz de suportar a desconfiança das pessoas com relação a sua
moral, de suportar as perseguições por causa de Jesus e também de suportar as aflições
como mãe diante a incompreensão das pessoas com relação a Jesus.
Vimos que Maria
mãe de Jesus era atenta aos pequenos detalhes, reflexiva, comprometida com
Deus, empática com seu mundo, confiante em Deus, sedenta de justiça, submissa a
Deus e ao marido, humilde e forte.
Hoje olhamos
para algumas mães da Bíblia e destacamos que Sara era uma mãe que tinha fé no
Deus de Abraão, obediente a este Deus e uma mãe atenta ao mundo que cercava seu
filho Isaque.
Na mãe Joquebede
destacamos sua coragem para enfrentar o exército egípcio, escondendo seu filho
Moisés por três meses; sua criatividade para preparar um cesto e soltá-lo no
rio; sua prudência na confecção do cesto a fim de que não entrasse água nele e
no cuidado para que chegasse nas mãos da filha de faraó. Destacamos também seu
amor sacrificial abrindo mão de seu filho com o fim de salvar a vida dele.
Em Ana destacamos que ela era uma mãe que não revidava o
mal, suportou as provocações de Penina, a outra esposa de seu marido. Ana também
era uma mulher humilde, pois mesmo sendo mais amada por seu marido que Penina,
não usou disso para zombar de Penina; ela também era fiel, pois cumpriu seu
voto a Deus, entregando Samuel, seu filho para servir desde criança na casa de
Deus; e é reconhecida por todos que estudam a Bíblia como uma mulher de oração.
Vimos que Maria
mãe de Jesus era atenta aos pequenos detalhes, reflexiva, comprometida com
Deus, empática com seu mundo, confiante em Deus, sedenta de justiça, submissa a
Deus e ao marido, humilde e forte.
Essas diversas
características encontradas nestas mães colaboraram sem dúvida para a formação
de seus filhos, que foram para nós presentes de Deus, pois até hoje são
lembrados na história por aquilo que fizeram e pelo que representam na história
da redenção humana. Sem dúvida estas características devem ser encontradas em nós
também, pois elas são encontradas em Jesus, nosso salvador.
Assim como
aquelas mães nos presentearam com seus filhos, Deus nos presenteou com seu
Filho. Jesus é o grande presente de Deus para nós. Ele veio ao mundo para
morrer a nossa morte e através do seu sacrifício pagou o preço dos nossos
pecados e nos reconciliou com Deus Pai.
Pr. Cornélio
Póvoa de Oliveira
11/05/2023 (manhã)
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