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sexta-feira, 12 de maio de 2023

SERMÕES 194 - SARA, JOQUEBEDE, ANA E MARIA

 

SARA, JOQUEBEDE, ANA E MARIA

A peça teatral que assistimos hoje nos apresenta algumas mães da Bíblia que tiveram um papel muito importante na história de seus filhos e da humanidade, pois de uma forma ou outra elas colaboraram grandemente para a construção da relevância de seus filhos na história de Israel e no plano redentor de Deus.

A primeira mãe...

 

1 – SARA (Gênesis 21.1-5)

1 O Senhor foi bondoso com Sara, como lhe dissera, e fez por ela o que prometera. 2 Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice, na época fixada por Deus em sua promessa. 3 Abraão deu o nome de Isaque ao filho que Sara lhe dera. 4 Quando seu filho Isaque tinha oito dias de vida, Abraão o circuncidou, conforme Deus lhe havia ordenado. 5 Estava ele com cem anos de idade quando lhe nasceu Isaque, seu filho. (Gênesis 21.1-5)

Sara gerou Isaque, filho prometido por Deus a Abraão. Este filho nasceu de uma forma milagrosa, pois ela era estéril, não podia gerar filhos. Sara era muito bonita. Seu nome significa “princesa”. Sua beleza gerou algumas complicações pessoais para Abraão. Ela era uma mulher e mãe possuidora de algumas virtudes, entre elas:

 

·       Mulher de Fé - Ela possuía fé, apesar de no inicio ter duvidado que poderia gerar um filho, ela veio a crer, conforme descreve o livro de Hebreus 11.11.

o  Abraão seu marido já tinha completado 100 anos quando Isaque nasceu. Sara se encontrava com 90 anos aproximadamente.

·       Obediente a Deus - Sara era obediente a Deus, pois se submeteu ao seu marido, sendo fiel em tudo. Deixou sua casa e terra sem saber para onde iria, apenas confiando em seu marido e em sua relação com Deus.

·       Atenta a realidade que cercava seu filho - Ela era uma mãe atenta à vida seu filho. Ela percebeu que Isaque estava sofrendo bullying de Ismael. O filho de Agar provocava o seu meio-irmão. Atenta e possivelmente com o desejo que aquilo não afetasse a personalidade de Isaque ela pediu para Abraão mandar a Agar e Ismael para fora das terras de seu marido.

 

Destacamos que Sara era uma mãe que tinha fé no Deus de Abraão, obediente a este Deus e uma mãe atenta ao mundo que cercava seu filho.

A segunda mãe...

 

2 – JOQUEBEDE (Êxodo 2.1-10)

1 Um homem da tribo de Levi casou-se com uma mulher da mesma tribo, 2 e ela engravidou e deu à luz um filho. Vendo que era bonito, ela o escondeu por três meses. 3 Quando já não podia mais escondê-lo, pegou um cesto feito de junco e o vedou com piche e betume. Colocou nele o menino e deixou o cesto entre os juncos, à margem do Nilo. 4 A irmã do menino ficou observando de longe para ver o que lhe aconteceria. 5 A filha do faraó descera ao Nilo para tomar banho. Enquanto isso as suas servas andavam pela margem do rio. Nisso viu o cesto entre os juncos e mandou sua criada apanhá-lo. 6 Ao abri-lo viu um bebê chorando. Ficou com pena dele e disse: "Este menino é dos hebreus". 7 Então a irmã do menino aproximou-se e perguntou à filha do faraó: "A senhora quer que eu vá chamar uma mulher dos hebreus para amamentar e criar o menino?" 8 "Quero", respondeu ela. E a moça foi chamar a mãe do menino. 9 Então a filha do faraó disse à mulher: "Leve este menino e amamente-o para mim, e eu lhe pagarei por isso". A mulher levou o menino e o amamentou. 10 Tendo o menino crescido, ela o levou à filha do faraó, que o adotou e lhe deu o nome de Moisés, dizendo: "Porque eu o tirei das águas". (Êxodo 2.1-10)

Joquebede, mãe de Moisés, foi uma mulher extraordinária. A Bíblia fala muito pouco a respeito dela, mas o suficiente para destacarmos algumas características dela que encontramos na grande maioria das mães e que também devemos trabalhar para as possuirmos.

 

·      Corajosa (Êxodo 2.2,3) – Ela escondeu Moisés e depois o colocou num cesto e soltou o cesto no rio para ser encontrado pela filha do faraó. Ao esconder Moisés, por três meses, ela correu um grande risco, pois se fosse descoberta poderia sofrer uma severa punição e até ser morta.

·      Criativa (Êxodo 2.4-7) – Em meio à pressão em que ela se encontrava por causa do decreto do faraó, ela preparou um cesto e soltou no rio com o fim de que Moisés, seu filho, fosse criado pela filha do faraó.

·      Prudente (Êxodo 2.3,4) – Preparou o cesto de forma que não pudesse entrar água. Depois deixou Miriã, a irmã mais velha, para cuidar que o cesto chegasse nas mãos da filha de faraó.

·      Amor Sacrificial (Êxodo 2.7,8) – Abre mão de seu filho, com o fim de salvar a vida dele. Ela suporta dividir Moisés com a filha do faraó. Ela sacrifica sua maternidade para que o filho possa crescer em meio aos mimos do faraó e de sua filha.

 

Na mãe Joquebede destacamos sua coragem para enfrentar o exército egípcio, escondendo seu filho por três meses; sua criatividade para preparar um cesto e soltá-lo no rio; sua prudência na confecção do cesto a fim de que não entrasse água nele e no cuidado para que chegasse nas mãos da filha de faraó. Destacamos também seu amor sacrificial, abrindo mão de seu filho com o fim de salvar a vida dele.

A terceira mãe...

 

ANA (1 Samuel 1.1-20)

1 Havia certo homem de Ramataim, zufita, dos montes de Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroão, neto de Eliú e bisneto de Toú, filho do efraimita Zufe. 2 Ele tinha duas mulheres; uma se chamava Ana, e a outra Penina. Penina tinha filhos, Ana, porém, não tinha. 3 Todos os anos esse homem subia de sua cidade a Siló para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos. Lá, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli, eram sacerdotes do Senhor. 4 No dia em que Elcana oferecia sacrifícios, dava porções à sua mulher Penina e a todos os filhos e filhas dela. 5 Mas a Ana dava uma porção dupla, porque a amava, mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril. 6 E porque o Senhor a tinha deixado estéril, sua rival a provocava continuamente, a fim de irritá-la. 7 Isso acontecia ano após ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, sua rival a provocava e ela chorava e não comia. 8 Elcana, seu marido, lhe perguntava: "Ana, por que você está chorando? Por que não come? Por que está triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos?" 9 Certa vez quando terminou de comer e beber em Siló, estando o sacerdote Eli sentado numa cadeira junto à entrada do santuário do Senhor, Ana se levantou 10 e, com a alma amargurada, chorou muito e orou ao Senhor. 11 E fez um voto, dizendo: "Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados". 12 Enquanto ela continuava a orar diante do Senhor, Eli observava sua boca. 13 Como Ana orava silenciosamente, seus lábios se mexiam, mas não se ouvia sua voz. Então Eli pensou que ela estivesse embriagada 14 e lhe disse: "Até quando você continuará embriagada? Abandone o vinho!" 15 Ana respondeu: "Não se trata disso, meu senhor. Sou uma mulher muito angustiada. Não bebi vinho nem bebida fermentada; eu estava derramando minha alma diante do Senhor. 16 Não julgues tua serva uma mulher vadia; estou orando aqui até agora por causa de minha grande angústia e tristeza". 17 Eli respondeu: "Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu". 18 Ela disse: "Espero que sejas benevolente para com tua serva!" Então ela seguiu seu caminho, comeu, e seu rosto já não estava mais abatido. 19 Na manhã seguinte, eles se levantaram e adoraram ao Senhor; então voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com sua mulher Ana, e o Senhor se lembrou dela. 20 Assim Ana engravidou e, no devido tempo, deu à luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel, dizendo: "Eu o pedi ao Senhor". (1 Samuel 1.1-20)

Ana gerou a Samuel, um dos maiores profetas e juízes de Israel. Foi Samuel quem fez a transição em Israel do modelo de governo baseado em juízes para o modelo de governo monárquico. Assim como Sara ela era estéril, o que significa que Samuel foi um presente de Deus para ela. Ana ficou marcada na história por ser:

 

·      Uma mulher que não revidava o mal – Ana sofria com as provocações e humilhações por parte da outra esposa de seu marido Elcana, contudo ela buscava em Deus forças, sem revidar as provocações.

·      Uma mulher humilde – Ana era mais amada que Penina, a outra esposa de Elcana, contudo ela não usava disso para humilhar Penina. Ana se humilhava nas mãos poderosas de Deus depositando Nele sua dor e tristeza por não poder gerar um filho.

·      Uma mulher fiel – Deus ouviu a oração de Ana e lhe concedeu um filho. Ela foi fiel em seu voto e entregou seu filho, quando ainda criança, para servir na casa de Deus.

·      Uma mulher de oração – Ana é sempre destacada pelos pastores como uma mulher de oração. Isso não significa que as demais mulheres da Bíblia não orassem, mas ela é lembrada dessa forma por causa de sua oração, fruto de sua alma angustiada por não ter gerado um filho. Sua oração é ouvida por Deus e respondida com o nascimento de Samuel.

 

Destacamos que Ana era uma mãe que não revidava o mal, suportou as provocações de Penina, a outra esposa de seu marido. Ana também era uma mulher humilde, pois mesmo sendo mais amada por seu marido que Penina, não usou disso para zombar de Penina; ela também era fiel, pois cumpriu seu voto a Deus, entregando Samuel, seu filho para servir desde criança na casa de Deus; e reconhecida por todos que estudam a Bíblia como uma mulher de oração.

A quarta mãe...

 

MARIA MÃE DE JESUS (Lucas 1.26-38)

26 No sexto mês Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia, 27 a uma virgem prometida em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. O nome da virgem era Maria. 28 O anjo, aproximando-se dela, disse: "Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você!" 29 Maria ficou perturbada com essas palavras, pensando no que poderia significar esta saudação. 30 Mas o anjo lhe disse: "Não tenha medo, Maria; você foi agraciada por Deus! 31 Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. 32 Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, 33 e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim". 34 Perguntou Maria ao anjo: "Como acontecerá isso, se sou virgem?" 35 O anjo respondeu: "O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, sua parenta, terá um filho na velhice; aquela que diziam ser estéril já está em seu sexto mês de gestação. 37 Pois nada é impossível para Deus". 38 Respondeu Maria: "Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra". Então o anjo a deixou. (Lucas 1.26-38)

Maria mãe de Jesus é certamente de todas as mulheres a mais agraciada, pois foi escolhida para gerar em seu ventre, o Filho de Deus, o salvador de toda humanidade, o redentor de toda criação.

Diversas são as características ou virtudes encontradas na vida de Maria, entre elas:

 

·      Atenta aos Pequenos Detalhes (Lc 1:29) – Ao ser saudada pelo Anjo Gabriel que lhe veio anunciar o nascimento do Messias e a tratou como “muito favorecida”, levou ela a se questionar: “Por que ela seria muito favorecida?” O anjo buscou tranquiliza-la lhe explicando a razão que o levou a saudá-la daquela forma.

·      Reflexiva (Lc 1:34) – Maria enxergou uma impossibilidade, uma vez, que era virgem, nunca se relacionou sexualmente com nenhum homem, até o nascimento de Jesus Cristo. Não era incredulidade, mas a falta de conhecimento de como Deus faria para ela dar a luz um menino, por isso questionou o que lhe havia sido anunciado.

·      Comprometida com Deus (Lc 1:38) – Uma vez que tudo fora esclarecido a Maria, ela se colocou a disposição de Deus, mesmo sabendo que poderia não ser compreendida por seu noivo (José) e por toda a sociedade judaica.

·      Empática com seu mundo (Lc 1:46-56) – Em seu cântico, Maria, demonstrou estar a par da dor de seu povo e do significado do nascimento do Messias para o povo. Também demonstrou conhecer as Escrituras, pois alguns dos versos de seu cântico (Magnificat) são citações de versos do Salmo 103:17; 98:1; 118:15 e 107:9.

·      Confiante em Deus (Lc 1:45) – Isabel declarou a fé de Maria, porque ela creu na palavra do anjo e com fé aguardava o nascimento do Salvador. Ela continuou crendo em Jesus como o Salvador, mesmo depois de ter convivido com o menino Jesus, de tê-lo amamentado em seus seios, de tê-lo colocado para dormir.

·      Sedenta de justiça (Lc 1:52 e 53) – Seu cântico demonstrou seu desejo por justiça, embora sejam citações de versos de alguns salmos, manifestou o desejo do seu coração.

·      Submissa a Deus e ao marido (Mt 2:13,19 e 20) – Se dispôs a servir a Deus ainda que sua reputação pudesse ser manchada por aqueles que não acreditassem que o filho que estava em seu ventre fora gerado pelo Espírito de Deus.

Também demostrou submissão a Deus sendo submissa ao seu marido. Note que o anjo apareceu em sonho a José, e não a Maria, nas duas ocasiões, para irem para o Egito e também quando chegou o tempo de retornar para casa. Contudo percebemos a submissão de Maria ao seu esposo. Maria se dispôs a seguir a orientação de José, deixando sua família e indo para uma terra distante.

·      Humilde (Mc 3:31-35) – Maria em nenhum momento buscou glória para si mesmo, tentando tirar proveito da fama de Jesus. Ela sabia quem ela era e quem Ele era.

Ela também demonstrou humildade aprendendo com Jesus. Maria acompanhada de seus outros filhos vai ao encontro de Jesus e não conseguindo aproximar-se dele, pedem para chamá-lo. Jesus aproveita a ocasião para ensinar a todos que lhe ouviam que Sua família consistia de todos que obedecessem à vontade do Pai. Com essas palavras Jesus estava dizendo que os laços espirituais são mais fortes que os laços carnais. Maria demonstrou humildade para aprender as lições de Jesus. Ela silenciosamente acatou Suas palavras e as levou em seu coração.

·      Forte (Lc 1.31,32) – Capaz de suportar a desconfiança das pessoas com relação a sua moral, de suportar as perseguições por causa de Jesus e também de suportar as aflições como mãe diante a incompreensão das pessoas com relação a Jesus.

 

Vimos que Maria mãe de Jesus era atenta aos pequenos detalhes, reflexiva, comprometida com Deus, empática com seu mundo, confiante em Deus, sedenta de justiça, submissa a Deus e ao marido, humilde e forte.


 REFLEXÃO FINAL

Hoje olhamos para algumas mães da Bíblia e destacamos que Sara era uma mãe que tinha fé no Deus de Abraão, obediente a este Deus e uma mãe atenta ao mundo que cercava seu filho Isaque.

Na mãe Joquebede destacamos sua coragem para enfrentar o exército egípcio, escondendo seu filho Moisés por três meses; sua criatividade para preparar um cesto e soltá-lo no rio; sua prudência na confecção do cesto a fim de que não entrasse água nele e no cuidado para que chegasse nas mãos da filha de faraó. Destacamos também seu amor sacrificial abrindo mão de seu filho com o fim de salvar a vida dele.

Em Ana destacamos que ela era uma mãe que não revidava o mal, suportou as provocações de Penina, a outra esposa de seu marido. Ana também era uma mulher humilde, pois mesmo sendo mais amada por seu marido que Penina, não usou disso para zombar de Penina; ela também era fiel, pois cumpriu seu voto a Deus, entregando Samuel, seu filho para servir desde criança na casa de Deus; e é reconhecida por todos que estudam a Bíblia como uma mulher de oração.

Vimos que Maria mãe de Jesus era atenta aos pequenos detalhes, reflexiva, comprometida com Deus, empática com seu mundo, confiante em Deus, sedenta de justiça, submissa a Deus e ao marido, humilde e forte.

Essas diversas características encontradas nestas mães colaboraram sem dúvida para a formação de seus filhos, que foram para nós presentes de Deus, pois até hoje são lembrados na história por aquilo que fizeram e pelo que representam na história da redenção humana. Sem dúvida estas características devem ser encontradas em nós também, pois elas são encontradas em Jesus, nosso salvador.

Assim como aquelas mães nos presentearam com seus filhos, Deus nos presenteou com seu Filho. Jesus é o grande presente de Deus para nós. Ele veio ao mundo para morrer a nossa morte e através do seu sacrifício pagou o preço dos nossos pecados e nos reconciliou com Deus Pai.

Se você crer em Jesus e se render a Ele e ao seu amor você receberá Dele vida eterna. Deus Pai nos presenteou com seu Filho, Jesus Cristo, para que tivéssemos vida eterna por meio Dele. Não existe outro caminho para nossa salvação. Qualquer outro caminho te levará a morte eterna. Aceite este presente de Deus e viva debaixo de Sua imensa graça. Deus te abençoe!

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

11/05/2023 (manhã)

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