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terça-feira, 21 de maio de 2024

SERMÕES 229 - ATOS DE TRANSFORMAÇÃO: ANTIOQUIA

 ATOS DE TRANSFORMAÇÃO: ANTIOQUIA

Série: Atos de Transformação

 

Continuamos em nossa série “Atos de Transformação” e hoje iremos refletir nas transformações ocorridas na vida dos discípulos de Jesus com o surgimento da igreja em Antioquia.

Antes de mergulharmos em nosso texto, eu quero fazer uma retrospectiva rápida dos acontecimentos descritos por Lucas desde a morte de Estevão, porque o texto de hoje começa nos informando que os discípulos de Jesus dispersos de Jerusalém, por causa da perseguição desencadeada com a morte de Estevão chegaram à Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. Mas logo depois o texto irá nos mostrar que o Evangelho de Jesus começa a ser pregado também aos gregos, aos não judeus.

Preste muita atenção, por favor, nessa retrospectiva. Em Atos 7 temos a narrativa da morte de Estevão. O capítulo sete termina dizendo que Saulo/Paulo consentia com o assassinato de Estevão. Em Atos 8, Lucas nos informa que a igreja que até então estava concentrada unicamente em Jerusalém se dispersou pelas regiões da Judéia e Samaria, devido a perseguição.

O Evangelho de Cristo ainda era pregado unicamente aos judeus. Contudo Lucas no capítulo 8 nos mostra que um etíope, eunuco recebeu o Evangelho de Cristo e foi batizado. Este etíope era alguém importante e de posses, pois tinha em suas mãos um rolo do livro de Isaías. Naqueles dias não era qualquer um que podia adquirir um livro, pois estes não eram feitos como em nossos dias, em grandes quantidades. Era algo artesanal.

O fato deste etíope ter este livro, nos mostra que ele possivelmente era um admirador ou talvez até um seguidor do judaísmo. Entretanto o Evangelho de Cristo ainda continuava concentrado na pregação aos judeus.

Desta pregação de Filipe a um gentio, um etíope, um não judeu, Lucas faz a ponte para no capítulo 9 apresentar a conversão de Paulo, que se tornará o apóstolo dos gentios. Ainda no capítulo 9, Lucas deixa por um pouco a história de Paulo, que havia retornado para Tarso e exalta o ministério de Pedro, a fim de ressaltar sua liderança e autoridade apostólica através de dois grandes milagres ocorridos em Lida e na cidade de Jope. Ele faz isso para mostrar que o grande apóstolo Pedro, autoridade sobre os demais, também pregou aos gentios.

No capitulo 10, o autor do livro de Atos, narra a experiência de Pedro com um centurião romano, um gentio, chamado Cornélio, e que era temente ao Deus de Israel, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, mas que ainda não conhecia profundamente a respeito da manifestação de Jesus e de sua obra na cruz. Enquanto Pedro ainda estava falando a respeito de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a mensagem na casa de Cornélio, assim como havia descido em Pentecoste. Todos passaram a falar em línguas e exaltavam a Deus.

Pedro, a partir deste acontecimento, compreendeu claramente que o Evangelho de Cristo não era somente para os judeus, era para todos os povos, todas as nações.

O capítulo 11 inicia com Pedro defendendo diante os demais apóstolos e também judeus convertidos ao cristianismo à pregação do Evangelho de Cristo aos gentios.

Com essa retrospectiva em mente, vamos ler agora o nosso texto de hoje, Atos 11.19-30.

19 Os que tinham sido dispersos por causa da perseguição desencadeada com a morte de Estêvão chegaram até à Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. 20 Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. 21 A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor. 22 Notícias desse fato chegaram aos ouvidos da igreja em Jerusalém, e eles enviaram Barnabé a Antioquia. 23 Este, ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o coração. 24 Ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor. 25 Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo 26 e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos. 27 Naqueles dias alguns profetas desceram de Jerusalém para Antioquia. 28 Um deles, Ágabo, levantou-se e pelo Espírito predisse que uma grande fome sobreviria a todo o mundo romano, o que aconteceu durante o reinado de Cláudio. 29 Os discípulos, cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos que viviam na Judéia. 30 E o fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo. (Atos 11.19-30)

O verso dezenove, deste capítulo 11, nos apresenta algo novo em relação à fala de Lucas no capítulo 8, a respeito da dispersão dos discípulos de Jesus. Enquanto no capítulo 8, ele se prendeu aos discípulos que se dispersaram pela região da Judéia e Samaria, agora ele afirma que alguns discípulos também chegaram à região da Fenícia, a ilha de Chipre e também a cidade de Antioquia.

Este movimento do Espírito Santo fazendo com que o Evangelho de Jesus transpusesse os limites judaicos nos leva a nossa primeira transformação: O Evangelho do Cristo dos judeus se liberta das correntes do judaísmo.

 

PRIMEIRA TRANSFORMAÇÃO: O EVANGELHO DO CRISTO DOS JUDEUS SE LIBERTA DAS CORRENTES DO JUDAÍSMO

Vamos olhar no mapa a localização destes lugares para que possamos visualizar este movimento do Evangelho do Cristo dos judeus em direção aos gentios.                                                                          

 

FENÍCIA

Região que atualmente corresponde ao Líbano. As principais cidades da região da Fenícia citadas no Antigo Testamento foram Tiro e Sidom.

Seus habitantes também eram chamados de cananeus.

A Fenícia foi ocupada pelo Império Romano em 62 a.C..

 

CHIPRE

Este país é uma ilha do Mediterrâneo. Atualmente a parte norte da ilha tem sido ocupada pelos turcos.

No ano 58 a.C. foi incorporado ao Império Romano. Portanto nos dias do acontecimento que estamos lendo, Chipre pertencia ao Império Romano.  Atualmente, cerca de 93% da população do país é cristã. Esta é a terra natal de Barnabé.

 

ANTIOQUIA

Atualmente pertence à Turquia

Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior cidade do Império Romano. Cresceu tanto a ponto de se tornar o principal centro comercial e industrial da província romana da Síria.

O culto à deusa Astarte pelas mulheres da cidade de Antioquia chocava os cristãos, de forma que foi abolido mais tarde por Constantino. A maioria da população era síria, embora houvesse numerosa colônia judaica. A cultura era tipicamente grego-helenista.

 

No verso 19 lemos que o Evangelho continuava restrito aos judeus, contudo agora em terras estranhas, de gentios. O Evangelho saiu dos limites geográficos da Judéia e Samaria. Isso nos prepara para o verso seguinte (vs.20).

20 Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. (Atos 11.20)

Alguns dos que tinham sido dispersos que eram originários de Chipre, os cipriotas e outros originários de Cirene, cidade localizada no norte da África, os cireneus, começaram a pregar para os gregos em Antioquia.

                                                        

 Estes homens não conseguiram se conter de forma que passaram a falar do Evangelho não somente a judeus, mas também aos gregos, possivelmente gregos de seus relacionamentos pessoais e profissionais.

Com este movimento de evangelismo, agora não mais sob o controle dos apóstolos, muitos pagãos convertidos, isto é, muitos de fora da comunidade judaica vieram a fazer parte da igreja de Jesus Cristo em Antioquia sem passarem pelos ritos judaicos.

Enquanto a comunidade de Jerusalém continuava procurando convencer os judeus a respeito de Jesus, a expulsão de Jerusalém, dos crentes oriundos do Pentecoste, inicia um movimento espontâneo de evangelização além das fronteiras judaicas.

A história destas conversões e a chegada de muitos gentios na igreja de Antioquia, chegaram aos ouvidos daqueles que faziam parte da igreja de Jerusalém, que já haviam aceitado por meio da experiência de Pedro com Cornélio, que o Evangelho não estava restrito a eles judeus, mas eles ainda tinham os ritos judaicos como necessários para os novos cristãos. A guarda do sábado, a circuncisão, a entrega dos dízimos, a restrição aos alimentos, como necessários para se viver a espiritualidade cristã. Os cristãos judeus eles declaravam a fé no Messias Jesus, entretanto continuavam guardando a lei de Moisés. Eles não conseguiram se libertar da lei, continuaram prisioneiros dela.

Aplicação: Isso nos ensina que toda transição espiritual promovida pelo Espírito Santo na Igreja de Cristo é difícil e não é imediata, e que muitos não conseguirão transpor os limites geográficos, culturais e espirituais que anteriormente lhes foram transmitidos por seus discipuladores.

O próprio apóstolo Pedro que foi discipulado por Jesus, não conseguia transpor os limites de sua cultura judaica e da religiosidade que recebeu por meio dela, mesmo depois de receber o Espírito Santo. Ele fala abertamente que não estava disposto a pregar o Evangelho aos gentios e que só o fez por causa de uma intervenção sobrenatural.

A formação teológica de Pedro, mesmo tendo o contato com Jesus, ainda o fazia ler a história e o movimento de Deus de forma míope. Da mesma forma hoje muitos em nossas igrejas, nas suas mais diversas denominações não conseguem fazer uma leitura bíblica pura porque não conseguem transpor os limites impostos pela teologia que abraçou junto com sua denominação.

A doutrinação os impede de ler a bíblia e ser confrontado por ela, pois a ótica teológica abraçada por eles, já tem as mais variadas desculpas e justificativas para responder aos versos bíblicos que não conseguem explicar só a partir da própria bíblia.

João Huss, Lutero e muitos outros homens na história morreram ou foram perseguidos pela igreja cristã, pois lutaram para que o Evangelho do Cristo dos judeus se libertasse do catolicismo. Hoje ainda lutamos contra outras formas de aprisionamento do Evangelho de Cristo.

Homens como Augustus Nicodemus, Hernandes dias Lopes, homens de Deus e profundos conhecedores das Escrituras Sagradas, a quem respeito, não conseguem transpor a verdade de que para uma pessoa se batizar é necessário que ela creia. Portanto o batizando precisa no mínimo ter uma capacidade racional para afirmar sua fé. Entretanto eles batizam bebês porque não conseguem transpor a teologia pela qual foram doutrinados.

Outros não conseguem compreender a verdade de que a bíblia afirma claramente que o crente pode se apostatar, por isso é orientado ao crente a orar e vigiar para não cair. A apostasia leva o crente a perder a salvação. Paulo fala isso a Timóteo (1 Timóteom 4.1).

1 O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. (1 Timóteom 4.1)

Só abandona a fé quem está na fé. Só cai do telhado quem está no telhado.

No Evangelho de João 15.6 estão registradas as seguintes palavras proferidas por Jesus:

6 Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados lançados ao fogo e queimado. (João 15.6)

“Se” expressa uma condição. Jesus havia dito “se permaneceres em mim e minhas palavras permanecerem em vós pedireis o que quiseres e vos será feito”. Aqui no verso 6 ele está mostrando o que será feito daqueles que não permanecem nele. Portanto é preciso permanecer nele do contrário, você será como o ramo seco e será jogado no fogo. Ele faz uma analogia com relação ao destino daqueles que não creram e não creem nele, o fogo eterno. Só pode permanecer em alguém ou algum lugar quem já está.

Jesus contou uma parábola a respeito de dez virgens (Mateus 25.1-13). As virgens, nesta parábola representam a igreja, nós cristãos. Cinco virgens eram prudentes, tinham em seu candeeiro óleo suficiente para a chegada do noivo. O óleo simboliza o Espírito Santo e o noivo Jesus. Quando o noivo chegou elas entraram e festejaram as núpcias com ele.  As outras cinco eram néscias, insensatas e não encheram seu candeeiro como deviam, quando o noivo chegou seu candeeiro estava apagado e Jesus não permitiu que elas entrassem e festejassem as núpcias com ele.

Todas estas verdades bíblicas que apresentei e outras mostram que nós cristãos podemos perder a salvação, sim! Isto assusta aqueles que estão doutrinados e não conseguem ler a bíblia pela bíblia, buscando se apoiar na teologia formulada pelos rabis modernos. A doutrinação nos impede de lermos o óbvio diante de nós, como impediu muitos de verem Jesus encarnado diante deles, mesmo realizando milagres que só o Messias poderia realizar.

O crente que permanece em Cristo está guardado pelo poder do Espírito Santo que é o selo para sua salvação. Este! Nada poderá separá-lo do amor de Cristo. Nem pecado, nem principados. Contudo aquele que livremente escolhe seguir fora de Cristo, que abandona a fé por dar ouvidos a doutrinas de homens ou de demônios, não tem salvação. O crente é predestinado à salvação. O apóstata está predestinado à condenação eterna. O apóstata é o crente que abandonou a fé. Portanto vigie e ore para que você não perca a sua fé.

Tenha coragem de romper com as correntes teológicas que aprisionam o Evangelho de Cristo, como Paulo teve em seus dias, como Lutero teve em seus dias, como nós batistas tivemos em nossos primórdios, como os assembleianos tiveram no inicio de sua história.

A bíblia é nossa única regra de fé e prática. Toda verdade defendida por homens e mulheres de Deus precisam estar pautadas na bíblia e somente na bíblia.

A segunda transformação que eu destaco nesta perícope que lemos é: novos líderes para novos movimentos do Espírito Santo.


SEGUNDA TRANSFORMAÇÃO: NOVOS LÍDERES PARA NOVOS MOVIMENTOS DO ESPÍRITO SANTO

Se o Evangelho do Cristo dos judeus deixou de estar limitado a cultura judaica, sem dúvida era preciso levantar líderes que fossem capazes de compreender o Cristo anunciado pelos judeus e pregá-lo aos gentios sem o peso da teologia judaica. É nesse contexto que surgem Barnabé e Paulo.

Diante os acontecimentos em Antioquia os apóstolos que estavam em Jerusalém e os judeus convertidos ao cristianismo resolvem averiguar o que estava acontecendo e enviam Barnabé para que ele pudesse analisar se realmente a experiência em Antioquia era de fato um movimento do Espírito Santo sobre a igreja.

Barnabé era um dos esteios em Jerusalém. Ele tinha vendido sua terra e colocado o que auferiu, obteve à disposição da comunidade (Atos 4.37); ele intermediou por Paulo e o ajudou em seus primeiros passos na fé (Atos 9.27); ele tinha os dons de mestre e profeta segundo Atos 13.1. Certamente ele era a pessoa certa para esta tarefa. Ele tinha conhecimento e serenidade para discernir e se posicionar em relação ao que acontecia.

Chegando a cidade de Antioquia Barnabé deparou-se com uma grata surpresa. Uma comunidade florescia no mundo pagão, sem os ritos judaicos. Ele reconhece aquela comunidade como uma expressão legítima de Igreja, adiantando-se em uma discussão que Paulo teria mais tarde com a liderança em Jerusalém sobre a guarda da Lei de Moisés, que resulta no primeiro concílio da igreja cristã (Atos 15.1-21). Tudo nos levar a crer que Barnabé não demonstrou preocupação com a forma ritual adotada para acolher as pessoas na comunidade, não exigindo deles que se circuncidassem, mas se alegrou com o que viu e os incentivou a continuarem firmes no Senhor.

É certo que Pedro não conseguiria transpor seus limites teológicos e culturais para dar a sustentação que os crentes gentios necessitavam para viverem a fé sem que se tornassem reféns da Lei de Moisés, da teologia judaica. Ele demonstrou isso, quando teve dificuldade de ir à casa de Cornélio e também quando esteve em Antioquia, onde foi severamente repreendido por Paulo, pois enquanto os judeus convertidos ao cristianismo não estavam presentes em Antioquia, ele comia com os gentios, contudo ao chegarem os judeus ele se afastou dos irmãos gentios, com medo de ser repreendido pelos da circuncisão. Até Barnabé se deixou levar pela atitude hipócrita e condenável de Pedro.

Pedro foi um bom líder para os judeus, porque se deixava ser liderado por eles, mas não era para os gentios. Para este novo movimento do Espírito Santo foi necessário levantar Barnabé e Paulo.

Aplicação: A cada novo movimento na história da igreja pelo Espírito Santo, Deus levanta novos líderes capazes de compreender o novo e de pagarem o preço para o estabelecimento deste novo movimento.

Assim foi com Pedro, João, Thiago e os demais apóstolos em relação à teologia defendida pelos judeus do sinédrio de seus dias. Eles desafiaram aqueles que detinham o poder religioso de seus dias para anunciarem que Jesus era o Messias esperado, o salvador de todo pecador. Eles foram perseguidos e morreram por causa dessa verdade.

Assim foi com Barnabé e Paulo diante a teologia defendida por Pedro e os judeus convertidos ao cristianismo. Eles foram perseguidos por seus irmãos cristãos ao longo de seus ministérios porque defendiam que a Lei de Moisés já não era mais necessária para a espiritualidade cristã.

Assim foi com João Huss, Lutero, Calvino e os puritanos diante a teologia defendida pelos teólogos católicos. Eles foram considerados hereges e perseguidos pela igreja cristã por defenderem verdades bíblicas que a igreja não conseguia enxergar.

Assim foi com os batistas John Smyth e Thomas Helwys diante a teologia defendida pelos reformadores com respeito ao batismo infantil. Eles foram caçados pelos cristãos reformadores que os consideravam hereges por batizar novamente aqueles que haviam se batizados quando ainda eram bebês.

Todos estes líderes enfrentaram em seus dias grande oposição. Todos eles foram julgados em seus dias por aqueles que detinham o conhecimento teológico, acusados de serem hereges e anátemas. Alguns foram expulsos de suas igrejas e se viram obrigados a iniciarem um novo movimento eclesial. Entretanto o Espírito Santo consolidou as verdades por eles ensinadas.

Precisamos compreender ainda hoje que o Espírito Santo continua levantando novos líderes para o estabelecimento de verdades bíblicas que ainda não foram consolidadas. O movimento do Espírito Santo ainda não cessou, Ele continua purificando sua igreja de todo engano que foi construído ao longo dos anos.

Fique atento a quem você está seguindo e chamando de pastor. Neste movimento do Espírito Santo por novos líderes para a purificação de sua igreja, também surgem muitos homens conhecedores das mais diversas teologias, mas que não conseguem se libertar das correntes teológicas que aprisionam sua leitura bíblica os levando a caminharem contra aqueles que o Espírito de Deus chamou para o novo tempo, para serem participantes do crescimento e purificação da igreja de Cristo.

Vivemos tempos confusos de muitas igrejas e muitas teologias. Dobre os joelhos, ore ao Senhor da igreja e peça a Ele de todo coração que o ajude a ler a bíblia, compreendendo-a a partir dela mesma. Deus te abençoe em sua jornada cristã pela verdade.

 

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

19/05/2024

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