ATOS DE TRANSFORMAÇÃO: ANTIOQUIA
Série: Atos de Transformação
Continuamos em
nossa série “Atos de Transformação” e hoje iremos refletir nas transformações
ocorridas na vida dos discípulos de Jesus com o surgimento da igreja em
Antioquia.
Antes de mergulharmos
em nosso texto, eu quero fazer uma retrospectiva rápida dos acontecimentos
descritos por Lucas desde a morte de Estevão, porque o texto de hoje começa nos
informando que os discípulos de Jesus dispersos de Jerusalém, por causa da
perseguição desencadeada com a morte de Estevão chegaram à Fenícia, Chipre e
Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. Mas logo depois o texto irá
nos mostrar que o Evangelho de Jesus começa a ser pregado também aos gregos,
aos não judeus.
Preste muita
atenção, por favor, nessa retrospectiva. Em Atos 7 temos a narrativa da morte
de Estevão. O capítulo sete termina dizendo que Saulo/Paulo consentia com o
assassinato de Estevão. Em Atos 8, Lucas nos informa que a igreja que até então
estava concentrada unicamente em Jerusalém se dispersou pelas regiões da Judéia
e Samaria, devido a perseguição.
O Evangelho de
Cristo ainda era pregado unicamente aos judeus. Contudo Lucas no capítulo 8 nos
mostra que um etíope, eunuco recebeu o Evangelho de Cristo e foi batizado. Este
etíope era alguém importante e de posses, pois tinha em suas mãos um rolo do
livro de Isaías. Naqueles dias não era qualquer um que podia adquirir um livro,
pois estes não eram feitos como em nossos dias, em grandes quantidades. Era
algo artesanal.
O fato deste
etíope ter este livro, nos mostra que ele possivelmente era um admirador ou
talvez até um seguidor do judaísmo. Entretanto o Evangelho de Cristo ainda
continuava concentrado na pregação aos judeus.
Desta pregação
de Filipe a um gentio, um etíope, um não judeu, Lucas faz a ponte para no
capítulo 9 apresentar a conversão de Paulo, que se tornará o apóstolo dos
gentios. Ainda no capítulo 9, Lucas deixa por um pouco a história de Paulo, que
havia retornado para Tarso e exalta o ministério de Pedro, a fim de ressaltar
sua liderança e autoridade apostólica através de dois grandes milagres
ocorridos em Lida e na cidade de Jope. Ele faz isso para mostrar que o grande
apóstolo Pedro, autoridade sobre os demais, também pregou aos gentios.
No capitulo 10,
o autor do livro de Atos, narra a experiência de Pedro com um centurião romano,
um gentio, chamado Cornélio, e que era temente ao Deus de Israel, Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo, mas que ainda não conhecia profundamente a respeito da
manifestação de Jesus e de sua obra na cruz. Enquanto Pedro ainda estava
falando a respeito de Jesus, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam
a mensagem na casa de Cornélio, assim como havia descido em Pentecoste. Todos
passaram a falar em línguas e exaltavam a Deus.
Pedro, a partir
deste acontecimento, compreendeu claramente que o Evangelho de Cristo não era
somente para os judeus, era para todos os povos, todas as nações.
O capítulo 11
inicia com Pedro defendendo diante os demais apóstolos e também judeus convertidos
ao cristianismo à pregação do Evangelho de Cristo aos gentios.
Com essa
retrospectiva em mente, vamos ler agora o nosso texto de hoje, Atos 11.19-30.
19 Os que tinham
sido dispersos por causa da perseguição desencadeada com a morte de Estêvão chegaram
até à Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem apenas aos judeus. 20 Alguns deles,
todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos
gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. 21 A mão do Senhor
estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor. 22 Notícias desse
fato chegaram aos ouvidos da igreja em Jerusalém, e eles enviaram Barnabé a
Antioquia. 23 Este, ali
chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis
ao Senhor, de todo o coração. 24 Ele era um homem
bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e muitas pessoas foram acrescentadas ao
Senhor. 25 Então Barnabé foi a Tarso procurar
Saulo 26 e, quando o encontrou, levou-o para
Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a
igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira
vez chamados cristãos. 27 Naqueles dias
alguns profetas desceram de Jerusalém para Antioquia. 28 Um deles, Ágabo,
levantou-se e pelo Espírito predisse que uma grande fome sobreviria a todo o
mundo romano, o que aconteceu durante o reinado de Cláudio. 29 Os discípulos,
cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os
irmãos que viviam na Judéia. 30 E o fizeram,
enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo. (Atos 11.19-30)
O verso
dezenove, deste capítulo 11, nos apresenta algo novo em relação à fala de Lucas
no capítulo 8, a respeito da dispersão dos discípulos de Jesus. Enquanto no
capítulo 8, ele se prendeu aos discípulos que se dispersaram pela região da
Judéia e Samaria, agora ele afirma que alguns discípulos também chegaram à
região da Fenícia, a ilha de Chipre e também a cidade de Antioquia.
Este movimento do Espírito Santo fazendo com que o Evangelho de Jesus transpusesse os limites judaicos nos leva a nossa primeira transformação: O Evangelho do Cristo dos judeus se liberta das correntes do judaísmo.
PRIMEIRA TRANSFORMAÇÃO: O EVANGELHO DO
CRISTO DOS JUDEUS SE LIBERTA DAS CORRENTES DO JUDAÍSMO
Vamos olhar no
mapa a localização destes lugares para que possamos visualizar este movimento
do Evangelho do Cristo dos judeus em direção aos gentios.
FENÍCIA
Região que atualmente corresponde ao Líbano. As
principais cidades da região da Fenícia citadas no Antigo Testamento foram Tiro
e Sidom.
Seus habitantes também eram chamados de cananeus.
A Fenícia foi ocupada pelo Império Romano em 62
a.C..
CHIPRE
Este país é uma ilha do Mediterrâneo. Atualmente
a parte norte da ilha tem sido ocupada pelos turcos.
No ano 58 a.C. foi incorporado ao Império
Romano. Portanto nos dias do acontecimento que estamos lendo, Chipre pertencia
ao Império Romano. Atualmente, cerca de
93% da população do país é cristã. Esta é a terra natal de Barnabé.
ANTIOQUIA
Atualmente pertence
à Turquia
Flávio Josefo descreveu Antioquia como tendo sido a terceira maior
cidade do Império Romano. Cresceu tanto a ponto de se tornar o principal centro
comercial e industrial da província romana da Síria.
O culto à deusa Astarte pelas mulheres da cidade de Antioquia chocava os
cristãos, de forma que foi abolido mais tarde por Constantino. A maioria da
população era síria, embora houvesse numerosa colônia judaica. A cultura era
tipicamente grego-helenista.
No verso 19
lemos que o Evangelho continuava restrito aos judeus, contudo agora em terras
estranhas, de gentios. O Evangelho saiu dos limites geográficos da Judéia e
Samaria. Isso nos prepara para o verso seguinte (vs.20).
20 Alguns deles,
todavia, cipriotas e cireneus, foram a Antioquia e começaram a falar também aos
gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. (Atos 11.20)
Alguns dos que
tinham sido dispersos que eram originários de Chipre, os cipriotas e outros
originários de Cirene, cidade localizada no norte da África, os cireneus,
começaram a pregar para os gregos em Antioquia.
Com este
movimento de evangelismo, agora não mais sob o controle dos apóstolos, muitos
pagãos convertidos, isto é, muitos de fora da comunidade judaica vieram a fazer
parte da igreja de Jesus Cristo em Antioquia sem passarem pelos ritos judaicos.
Enquanto
a comunidade de Jerusalém continuava procurando convencer os judeus a respeito
de Jesus, a expulsão de Jerusalém, dos crentes oriundos do Pentecoste, inicia
um movimento espontâneo de evangelização além das fronteiras judaicas.
A história
destas conversões e a chegada de muitos gentios na igreja de Antioquia,
chegaram aos ouvidos daqueles que faziam parte da igreja de Jerusalém, que já
haviam aceitado por meio da experiência de Pedro com Cornélio, que o Evangelho
não estava restrito a eles judeus, mas eles ainda tinham os ritos judaicos como
necessários para os novos cristãos. A guarda do sábado, a circuncisão, a
entrega dos dízimos, a restrição aos alimentos, como necessários para se viver
a espiritualidade cristã. Os cristãos judeus eles declaravam a fé no Messias
Jesus, entretanto continuavam guardando a lei de Moisés. Eles não conseguiram
se libertar da lei, continuaram prisioneiros dela.
Aplicação: Isso nos ensina que toda transição espiritual
promovida pelo Espírito Santo na Igreja de Cristo é difícil e não é imediata, e
que muitos não conseguirão transpor os limites geográficos, culturais e
espirituais que anteriormente lhes foram transmitidos por seus discipuladores.
O próprio
apóstolo Pedro que foi discipulado por Jesus, não conseguia transpor os limites
de sua cultura judaica e da religiosidade que recebeu por meio dela, mesmo
depois de receber o Espírito Santo. Ele fala abertamente que não estava
disposto a pregar o Evangelho aos gentios e que só o fez por causa de uma
intervenção sobrenatural.
A formação
teológica de Pedro, mesmo tendo o contato com Jesus, ainda o fazia ler a
história e o movimento de Deus de forma míope. Da mesma forma hoje muitos em
nossas igrejas, nas suas mais diversas denominações não conseguem fazer uma
leitura bíblica pura porque não conseguem transpor os limites impostos pela
teologia que abraçou junto com sua denominação.
A doutrinação os
impede de ler a bíblia e ser confrontado por ela, pois a ótica teológica
abraçada por eles, já tem as mais variadas desculpas e justificativas para
responder aos versos bíblicos que não conseguem explicar só a partir da própria
bíblia.
João Huss,
Lutero e muitos outros homens na história morreram ou foram perseguidos pela
igreja cristã, pois lutaram para que o Evangelho do Cristo dos judeus se
libertasse do catolicismo. Hoje ainda lutamos contra outras formas de
aprisionamento do Evangelho de Cristo.
Homens como
Augustus Nicodemus, Hernandes dias Lopes, homens de Deus e profundos
conhecedores das Escrituras Sagradas, a quem respeito, não conseguem transpor a
verdade de que para uma pessoa se batizar é necessário que ela creia. Portanto o
batizando precisa no mínimo ter uma capacidade racional para afirmar sua fé.
Entretanto eles batizam bebês porque não conseguem transpor a teologia pela
qual foram doutrinados.
Outros não conseguem
compreender a verdade de que a bíblia afirma claramente que o crente pode se
apostatar, por isso é orientado ao crente a orar e vigiar para não cair. A
apostasia leva o crente a perder a salvação. Paulo fala isso a Timóteo (1 Timóteom
4.1).
1 O Espírito
diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e
seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. (1 Timóteom 4.1)
Só abandona a fé
quem está na fé. Só cai do telhado quem está no telhado.
No Evangelho de
João 15.6 estão registradas as seguintes palavras proferidas por Jesus:
6 Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é
jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados lançados ao fogo e queimado. (João 15.6)
“Se” expressa
uma condição. Jesus havia dito “se permaneceres em mim e minhas palavras
permanecerem em vós pedireis o que quiseres e vos será feito”. Aqui no verso 6
ele está mostrando o que será feito daqueles que não permanecem nele. Portanto
é preciso permanecer nele do contrário, você será como o ramo seco e será
jogado no fogo. Ele faz uma analogia com relação ao destino daqueles que não
creram e não creem nele, o fogo eterno. Só pode permanecer em alguém ou algum
lugar quem já está.
Jesus contou uma
parábola a respeito de dez virgens (Mateus 25.1-13). As virgens, nesta parábola
representam a igreja, nós cristãos. Cinco virgens eram prudentes, tinham em seu
candeeiro óleo suficiente para a chegada do noivo. O óleo simboliza o Espírito
Santo e o noivo Jesus. Quando o noivo chegou elas entraram e festejaram as
núpcias com ele. As outras cinco eram
néscias, insensatas e não encheram seu candeeiro como deviam, quando o noivo
chegou seu candeeiro estava apagado e Jesus não permitiu que elas entrassem e
festejassem as núpcias com ele.
Todas estas
verdades bíblicas que apresentei e outras mostram que nós cristãos podemos
perder a salvação, sim! Isto assusta aqueles que estão doutrinados e não
conseguem ler a bíblia pela bíblia, buscando se apoiar na teologia formulada
pelos rabis modernos. A doutrinação nos impede de lermos o óbvio diante de nós,
como impediu muitos de verem Jesus encarnado diante deles, mesmo realizando
milagres que só o Messias poderia realizar.
O crente que
permanece em Cristo está guardado pelo poder do Espírito Santo que é o selo
para sua salvação. Este! Nada poderá separá-lo do amor de Cristo. Nem pecado,
nem principados. Contudo aquele que livremente escolhe seguir fora de Cristo,
que abandona a fé por dar ouvidos a doutrinas de homens ou de demônios, não tem
salvação. O crente é predestinado à salvação. O apóstata está predestinado à condenação
eterna. O apóstata é o crente que abandonou a fé. Portanto vigie e ore para que
você não perca a sua fé.
Tenha coragem de
romper com as correntes teológicas que aprisionam o Evangelho de Cristo, como
Paulo teve em seus dias, como Lutero teve em seus dias, como nós batistas
tivemos em nossos primórdios, como os assembleianos tiveram no inicio de sua
história.
A bíblia é nossa
única regra de fé e prática. Toda verdade defendida por homens e mulheres de
Deus precisam estar pautadas na bíblia e somente na bíblia.
A segunda
transformação que eu destaco nesta perícope que lemos é: novos líderes para
novos movimentos do Espírito Santo.
SEGUNDA TRANSFORMAÇÃO: NOVOS LÍDERES PARA
NOVOS MOVIMENTOS DO ESPÍRITO SANTO
Se o Evangelho
do Cristo dos judeus deixou de estar limitado a cultura judaica, sem dúvida era
preciso levantar líderes que fossem capazes de compreender o Cristo anunciado
pelos judeus e pregá-lo aos gentios sem o peso da teologia judaica. É nesse
contexto que surgem Barnabé e Paulo.
Diante os
acontecimentos em Antioquia os apóstolos que estavam em Jerusalém e os judeus
convertidos ao cristianismo resolvem averiguar o que estava acontecendo e
enviam Barnabé para que ele pudesse analisar se realmente a experiência em
Antioquia era de fato um movimento do Espírito Santo sobre a igreja.
Barnabé era um
dos esteios em Jerusalém. Ele tinha vendido sua terra e colocado o que auferiu,
obteve à disposição da comunidade (Atos 4.37); ele intermediou por Paulo e o
ajudou em seus primeiros passos na fé (Atos 9.27); ele tinha os dons de mestre
e profeta segundo Atos 13.1. Certamente ele era a pessoa certa para esta
tarefa. Ele tinha conhecimento e serenidade para discernir e se posicionar em
relação ao que acontecia.
Chegando a
cidade de Antioquia Barnabé deparou-se com uma grata surpresa. Uma comunidade
florescia no mundo pagão, sem os ritos judaicos. Ele reconhece aquela
comunidade como uma expressão legítima de Igreja, adiantando-se em uma
discussão que Paulo teria mais tarde com a liderança em Jerusalém sobre a
guarda da Lei de Moisés, que resulta no primeiro concílio da igreja cristã
(Atos 15.1-21). Tudo nos levar a crer que Barnabé não demonstrou preocupação
com a forma ritual adotada para acolher as pessoas na comunidade, não exigindo
deles que se circuncidassem, mas se alegrou com o que viu e os incentivou a
continuarem firmes no Senhor.
É certo que
Pedro não conseguiria transpor seus limites teológicos e culturais para dar a
sustentação que os crentes gentios necessitavam para viverem a fé sem que se
tornassem reféns da Lei de Moisés, da teologia judaica. Ele demonstrou isso,
quando teve dificuldade de ir à casa de Cornélio e também quando esteve em
Antioquia, onde foi severamente repreendido por Paulo, pois enquanto os judeus
convertidos ao cristianismo não estavam presentes em Antioquia, ele comia com
os gentios, contudo ao chegarem os judeus ele se afastou dos irmãos gentios,
com medo de ser repreendido pelos da circuncisão. Até Barnabé se deixou levar
pela atitude hipócrita e condenável de Pedro.
Pedro foi um bom
líder para os judeus, porque se deixava ser liderado por eles, mas não era para
os gentios. Para este novo movimento do Espírito Santo foi necessário levantar
Barnabé e Paulo.
Aplicação: A cada novo movimento na história da
igreja pelo Espírito Santo, Deus levanta novos líderes capazes de compreender o
novo e de pagarem o preço para o estabelecimento deste novo movimento.
Assim foi com
Pedro, João, Thiago e os demais apóstolos em relação à teologia defendida pelos
judeus do sinédrio de seus dias. Eles desafiaram aqueles que detinham o poder
religioso de seus dias para anunciarem que Jesus era o Messias esperado, o
salvador de todo pecador. Eles foram perseguidos e morreram por causa dessa
verdade.
Assim foi com Barnabé
e Paulo diante a teologia defendida por Pedro e os judeus convertidos ao
cristianismo. Eles foram perseguidos por seus irmãos cristãos ao longo de seus
ministérios porque defendiam que a Lei de Moisés já não era mais necessária
para a espiritualidade cristã.
Assim foi com João
Huss, Lutero, Calvino e os puritanos diante a teologia defendida pelos teólogos
católicos. Eles foram considerados hereges e perseguidos pela igreja cristã por
defenderem verdades bíblicas que a igreja não conseguia enxergar.
Assim foi com os
batistas John Smyth e Thomas Helwys diante a teologia defendida pelos
reformadores com respeito ao batismo infantil. Eles foram caçados pelos
cristãos reformadores que os consideravam hereges por batizar novamente aqueles
que haviam se batizados quando ainda eram bebês.
Todos estes
líderes enfrentaram em seus dias grande oposição. Todos eles foram julgados em
seus dias por aqueles que detinham o conhecimento teológico, acusados de serem
hereges e anátemas. Alguns foram expulsos de suas igrejas e se viram obrigados
a iniciarem um novo movimento eclesial. Entretanto o Espírito Santo consolidou
as verdades por eles ensinadas.
Precisamos
compreender ainda hoje que o Espírito Santo continua levantando novos líderes
para o estabelecimento de verdades bíblicas que ainda não foram consolidadas. O
movimento do Espírito Santo ainda não cessou, Ele continua purificando sua
igreja de todo engano que foi construído ao longo dos anos.
Fique atento a
quem você está seguindo e chamando de pastor. Neste movimento do Espírito Santo
por novos líderes para a purificação de sua igreja, também surgem muitos homens
conhecedores das mais diversas teologias, mas que não conseguem se libertar das
correntes teológicas que aprisionam sua leitura bíblica os levando a caminharem
contra aqueles que o Espírito de Deus chamou para o novo tempo, para serem
participantes do crescimento e purificação da igreja de Cristo.
Vivemos tempos
confusos de muitas igrejas e muitas teologias. Dobre os joelhos, ore ao Senhor
da igreja e peça a Ele de todo coração que o ajude a ler a bíblia,
compreendendo-a a partir dela mesma. Deus te abençoe em sua jornada cristã pela
verdade.
Pr. Cornélio
Póvoa de Oliveira
19/05/2024
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