IDENTIDADE! COMO PRESERVA-LÁ?
Dn 1:1-16
INTRODUÇÃO: Todas as pessoas possuem uma identidade. Nossa identidade é que nos faz ser quem somos. É nossa identidade que nos diferencia das demais pessoas.
Identidade é algo que deve ser levado a sério. Somente quem já possui uma identidade é capaz de viver livre, mesmo dentro de um cativeiro. Somente quem possui identidade, quem sabe o que realmente é pode fazer diferença no meio onde vive.
Daniel, Hananias, Misael e Azarias eram jovens que tinham identidade, que sabiam quem eram. Quando se tornaram prisioneiros da Babilônia eles não perderam sua identidade, continuaram sendo o que eram mesmo dentro de uma nova nação.
1 – No mundo nossas identidades são violentadas (v.7)
1) Daniel “Deus é meu juiz” (Beltessazar “Bel proteja sua vida”) – 2)Hananias “Javé demonstra graça” (Sadraque “Ordem de Aku” – Aku deus da lua) – 3)Misael “Quem é o que Deus é?” (Mesaque “Quem é o que Aku é?”) – 4)Azarias “Aquele a quem Javé ajuda” (Abede-Nego “Servo de Nebo”).
No cativeiro esses jovens receberam um novo nome. Nossos nomes são parte de nossas personalidades. Quando mudaram o nome daqueles jovens, estavam tentando transforma-los em cidadãos Babilônicos , estavam tentando-os fazer se sentirem mais à vontade no meio deles. Essa era uma forma sutil que o rei da Babilônia tinha para faze-los gostarem da Babilônia e esquecerem que não pertenciam aquele reino.
A mudança também do nome era para faze-los esquecerem de seu Deus, veja que os nomes de todos os jovens estavam de alguma forma ligados com Deus, com seu criador.
Acredito que vivemos num cativeiro. O pecado nos aprisionou. Deus criou um mundo perfeito e somos incluídos nesta criação. O pecado destruiu este mundo, hoje o mundo se tornou um verdadeiro campo de batalha. Os animais estão morrendo, a natureza esta morrendo, os cientistas dizem que em breve não teremos mais água, que o calor nos matará. O que estamos fazendo com nosso mundo? Nossa sede de poder esta destruindo tudo. Nos tornamos cativos deste sistema que o diabo implantou na terra. Nos tornamos prisioneiros do pecado.
Contudo acredito que o pecado não nos destruiu totalmente, parece que ainda há uma identidade humana dentro de nós que nos chama a Deus ou que pelo menos nos faz lembrar um pouco do que é ser humano.
Quando nascemos, por um período de nossa infância carregamos conosco varias características do nosso criador, marcas da identidade de sermos humanos. Quando éramos bebes ou crianças era fácil perceber em nós pureza, sinceridade, criatividade, coragem, falta de preconceitos, facilidade em crer, em acreditar que tudo era possível.
Contudo na medida que vamos conhecendo o mundo, que vamos conhecendo os adultos, nossa pureza vai diminuindo, nossa criatividade se abafando, o medo aumentando, a fé se racionalizando. Para muitos isso é parte de nosso amadurecimento. Contudo não é esse amadurecimento uma forma distorcida de amadurecimento. Em vez de crescermos em pureza, na verdade, no amor, nos tornamos cada vez mais animalesco, mais ferozes. Matamos em vez de valorizarmos a vida, destruímos em vez de criarmos. Nossas identidades foram violentadas nos tornamos filhos das trevas quando éramos para ser filhos da luz. Nos tornamos escravos da Babilônia espiritual, do império de Satanás.
2 – Devemos preservar nossas identidades diante as tentações deste mundo (v.8)
Daniel estava recusando mais do que alimentos não lícitos. É verdade que a lei mosaica não permitia que eles comessem carne abatida fora dos padrões da lei e que era oferecida a um deus pagão.
Entretanto precisamos enxergar além disto, é importante compreendermos que Daniel estava tentando preservar sua identidade, sua cultura, sua crença. O rei Nabucudonosor podia mudar seu nome, mas não podia mudar seu homem interior.
Deus nos fez sua imagem e semelhança. Existimos para glorificar Seu nome. Satanás luta para que manifestamos as obras das trevas, da carne e não da luz. Deus nos criou para sermos semelhante a Ele. Precisamos manifestar as obras do criador, as obras da luz, as obras de Jesus. De outra forma estamos consentindo em sermos dominados pela grande Babilônia. Precisamos ser como Daniel, não podemos aceitar o domínio do mal sobre nós, temos que resistir ao diabo, as tentações deste mundo, as concupiscências da nossa carne.
Quando consentimos em viver nos bares da vida, enchendo a cara de cerveja e pinga, quando vivemos viajando nas drogas, quando praticamos sexo antes do casamento, quando praticamos sexo de forma bestial e animalesca, quando mentimos, quando não respeitamos as autoridades constituídas por Deus, quando roubamos, quando matamos estamos aceitando o domínio deste poder maligno que dirige este mundo tenebroso.
Nos conformar com este mundo é aceitar a cultura deste mundo, é aceitar a imoralidade deste mundo, é continuarmos sustentando este poder corrupto, destruidor que esta sobre nós, é destruir a natureza, é roubar o direito do órfão e da viúva.
Precisamos ser como Daniel, precisamos recusar o domínio da Babilônia sobre nós (Ap 17:1-6 Babilônia se refere na Bíblia não somente a cidade do rei Nabucodonosor, mas a cidade espiritual, ao domínio espiritual de Satanás).
Muitos de nós perdemos nossas identidades de seres humanos. Só conseguimos resgatar essa identidade quando olhamos para Cristo. Jesus é nosso resgatador, Ele morreu por nós e deu sua vida para que nós pudéssemos viver novamente em comunhão com o Pai. Jesus nos ensinou a sermos humanos novamente. Ser humano é não servir a Babilônia, é não servir a este sistema terrível que domina nosso mundo. Ser humano é viver para Deus; é aceitar Cristo no coração.
Deus nos criou e somente Ele pode nos concertar, fazer com que nossa identidade seja restabelecida. Seremos cada vez mais humanos na medida que nos aproximamos de Deus e para nos aproximarmos de Deus precisamos nos entregar a Jesus completamente. Não existe outro caminho para a humanidade voltar a ser o homem e a mulher perfeita que Deus um dia os fez.
3 – Preservando nossas identidades alcançamos as recompensas (v.15)
Daniel e seus amigos sabiam que eram israelitas e sabiam que Deus não queria que eles comessem comida considerada impura pela lei mosaica. Numa situação dessa bem que eles poderiam pensar que Deus os compreenderia, afinal agora eram prisioneiros, não tinham liberdade para comer o que quisessem.
Eles se arriscaram ao pedir para ao chefe dos eunucos para alimenta-los com legumes. Você já pensou um prisioneiro fazendo exigências, parece até piadas, mas Deus concedeu a Daniel misericórdia (v.9).
Por eles terem perseverados Deus os sustentou e fez com que se tornassem mais sábios que todos os demais homens que lá estavam, deu a eles saúde como de nenhum outro homem.
Aqueles que mantiverem sua identidade cristã firme provarão de Deus, de sua misericórdia, habitarão em sua morada, viverão eternamente na presença de Deus.
CONCLUSÃO: Precisamos manter nossa identidade firme, precisamos rejeitar o pecado em nossas vidas. Devemos viver como filhos de Deus, devemos guardar firme nossa fé em Jesus Cristo. Só preservamos nossa identidade humana quando nos entregamos inteiramente a Jesus, quando recebemos Jesus como nosso Senhor, quando guardamos seus mandamentos. Nossa identidade só preservada quando vivemos um relacionamento intenso com Jesus Cristo, nosso criador.
Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira
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