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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

SALVAÇÃO 1 - O CAMINHO DA SALVAÇÃO POR MEIO DO SACRIFÍCIO

O CAMINHO DA SALVAÇÃO POR MEIO DO SACRIFÍCIO

Texto: Hb 9:18-28


            “Não podemos deixar de nos comover com o heroísmo de Maximilian Kolbe, um franciscano polonês, no acampamento de concentração de Auschwitz. Quando vários prisioneiros foram selecionados para execução, e um deles gritou que era casado e tinha filhos, “Kolbe” deu um passo à frente e perguntou se podia tomar o lugar do condenado. As autoridades aceitaram a sua oferta, e ele foi abandonado numa cela subterrânea para morrer de fome”.
            Kolbe se ofereceu para morrer em lugar de outra pessoa.
            Deus para salvar o mundo, a humanidade, para salvar eu e você, se ofereceu a si mesmo como sacrifício por todos nós.
            A carta aos Hebreus retrata o sacrifício de Jesus Cristo como tendo cumprido perfeitamente as “sombras” do Antigo Testamento. Pois Ele se sacrificou a si mesmo (não a animais), de uma vez por todas (não repetidamente), e assim assegurou a purificação de nossa consciência e a restauração da comunhão com o Deus vivo.
            Os pensamentos acerca da morte de Cristo levaram o autor sagrado a pensar no “sangue que dá vida”. E esse pensamento levou-o a relembrar que até mesmo o primeiro pacto estava associado a sacrifícios cruentos. Essa linha de pensamento, finalmente, leva-o à ampla declaração do vigésimo segundo versículo, o qual diz que, sem remissão de sangue não há perdão de pecados. Por conseguinte, o autor sagrado passa de conceitos sobre o “Novo Testamento” para conceitos sobre o “Antigo Testamento”.
            É através do Antigo pacto que poderemos compreender o ato sacrificial de Jesus. Hoje vamos falar sobre:

     O CAMINHO DA SALVAÇÃO POR MEIO DO SACRIFÍCIO                                                                                          

                                  
             
1 – Instituído por Deus
            Quando pensamos em sacrifício logo nos vem a mente a idéia de termos de fazer algo que está além das nossas capacidades ou ainda a idéia de algum culto macabro, de algo relacionado com o diabo, enfim a idéia do sofrimento permeia esta palavra.
            Quando pensamos em sacrifício na visão do AT, nos lembramos dos carneiros, novilho, ovelhas, dos animais que eram imolados e oferecido a Deus.
            O propósito dos sacrifícios, freqüentemente declarado no livro de Levitico, é fazer “expiação”. No hebraico “kipper”, esse verbo vem do substantivo kopher que significa “resgatar por um substituto”.
            Os sacrifícios estavam divididos em várias classes.
            De particular significado para a Expiação eram as ofertas pelo pecado e pela culpa (Lv 4-5). As mais importantes eram feitas todos os anos, no dia da Expiação. Somente neste dia do ano o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, ultrapassando o véu e durante sua adoração oferecia um sacrifício de sangue como expiação de todos os pecados cometidos pelo povo de Israel (Lv 16). O aspecto principal de todo o sistema era o derramamento de sangue pela morte de uma vítima vicária.
            Deus foi o primeiro a sacrificar (Gn 3:21 – Fez o Senhor Deus vestimentas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu). Embora o texto não nos de maiores informações podemos concluir que estas peles eram de algum animal, que foram sacrificados para servirem de vestimentas para Adão e sua mulher.
            Em Gn 22:13 diz que Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. Nesta passagem Abraão estava prestes a sacrificar Isaque seu filho, quando Deus o interrompe e lhe diz para oferecer o carneiro em lugar de seu filho. O carneiro havia sido providenciado por Deus.
            No livro de Dt 21:1-9, Moisés determinou que no caso de um assassinato sem solução os anciãos da cidade deveriam declarar sua inocência e oferecer um sacrifício em lugar do assassino.
            Podemos ver por meio destas passagens que tal substituição sacrificial foi criada pelo próprio Deus.
            Em Lv 17:11 está escrito Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.
            Veja bem Deus disse: “Eu vo-lo tenho dado”. Foi Deus quem deu o sangue com esse propósito expiador. Assim, devemos pensar no sistema sacrificial como dado por Deus, instituído por Deus e não dado por homens.
            E o NT reconhece essa verdade. O próprio Deus ofereceu seu Filho para que, através de Seu sangue, nós pudéssemos ser purificados. Não que nós tenhamos amado a Deus, mas que Ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados (Jo 4:10).

2 –  O ofertante se identifica com a oferta
            Vamos ler algumas  passagens no livro de Levitico.
            Lv 4:3-4 Se o sacerdote pecar ele colocará a mão sobre a cabeça do novilho.
            Lv 4:13-15 Se toda a congregação pecar os anciãos da congregação colocaram a mão sobre a cabeça do novilho.
            Lv 4:27-29 Se qualquer pessoa pecar virá e colocará a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado.
            Ao colocar as mãos sobre o animal, o ofertante certamente se estava identificando com ele e “solenemente” designando “a vitima como estando em seu lugar”.
            Voltamos novamente para Lv 17:11 Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto  é o sangue que fará expiação em virtude da vida”.
            Este versículo alem de nos mostrar que foi o próprio Deus quem instituiu o sacrifício, também nos ensina que era o sangue que fazia a expiação, por ser ele o símbolo da vida. Então uma vida era sacrificada em favor de outra. De tal forma que a vida sacrificada levava o pecado, assumia a condenação do pecado do outro. Assim o pecador se tornava santo diante de Deus.
            Segundo a palavra de Deus nós todos estamos em estado de pecado. O apóstolo Paulo em sua epístola aos Romanos diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”.
            O que podemos fazer então? Na verdade não podemos fazer nada, pois somos culpados e não podemos senão aguardar o julgamento. Continuamos a sacrificar? O próprio AT reconhece com clareza que os sacrifícios por si mesmos não podiam expiar pecados (Os 6:6; Mq 6:6-8). O Salmo 5l é particularmente expressivo neste sentido: a culpa moral não pode ser apagada mediante sacrifícios (v.16), mas apenas pela graça espontânea de Deus (v.1). E o autor da carta aos Hebreus também esclarece este fato (Hb 9:9ss).
            Justamente neste ponto, diante de nossa incapacidade, a Escritura nos orienta em direção á maravilha da graça de Deus em Cristo.
Deus se torna o ofertante, pois oferece o seu Filho para morrer em lugar do homem. E o Filho se identifica com o homem, para poder morrer sua morte. Como homem ele havia “nascido sob a lei” (Gl 4:4) e obedeceu plenamente a todos os mandamentos de Deus (Jo 4:34), até a morte (Fp 2:8). Jesus se identificou com o homem. Esta identificação é expressa por Paulo em Fl 2:7 – antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana. E Em sua morte Ele levou sobre si “a maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3:13).

3 – Finalizada em Cristo
            É um erro total supor que Deus age em certa época de acordo com um de seus atributos e em outra de acordo com outro. Ele age em conformidade com todos eles em todos os tempos.
            Como poderia Deus salvar a humanidade sendo Ele um Deus de amor, um Deus santo e justo. Era preciso que Deus satisfizesse todo o seu ser.
            Segundo o que está escrito em Romanos 5:12 ...Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte...
            Deus não poderia amar o homem em toda sua plenitude, pois sendo Deus Santo e Justo, não se misturaria com o pecado. Era preciso que o homem pagasse pelo seu pecado, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6:23).
            Assim como o pecado entrou pela desobediência de um só homem a salvação viria pela obediência de só homem.
            Era preciso que uma vida fosse sacrificada para levar o pecado da humanidade e assim livrando o homem da lei do pecado.
            Em Jo 3:16 esta escrito Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.  
            Devemos entender que o Pai e o Filho fizeram tal obra de reconciliação juntos.
            Esta escrito no livro de II Co 5:18-19  Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.  
            Também devemos entender que ao dar seu Filho, Ele estava dando a si mesmo, de tal maneira que era o próprio Juiz que em Santo amor assumiu o papel da vitima inocente, pois na pessoa do seu Filho e por meio Dela, Ele mesmo levou a penalidade que ele próprio infligiu.
Somente Deus, nosso Senhor e criador, poderia colocar-se como nossa segurança, poderia tomar o nosso lugar, poderia sofrer a morte eterna em nosso lugar como conseqüência de nossos pecados de tal modo que ela fosse finalmente sofrida e vencida.

            Nos E.U.A. uma certa jovem dirigia seu carro em alta velocidade, então um policial a parou e vendo que ela havia bebido um pouco a levou para o juiz da cidade.
            O juiz ficou surpreso ao ver que a jovem era sua filha, mas sendo ele um homem justo, apesar do amor pela filha, teve que penaliza-la.
            Ela ficou obrigada a pagar ao governo uma quantia “x” que não me lembro exatamente.
            Este juiz ao terminar de ler a sentença, tirou a sua veste de juiz desceu até onde estava a réu, sua filha, tirou sua carteira de bolso e fez um cheque pagando a divida que ele mesmo havia infligido. Na posição de pai, dela ele pagou sua divida. Sendo assim fiel a lei, justo e demonstrando o amor que sentia por sua filha.
           
            Exatamente assim Deus agiu conosco.
            Fl 2:7-8  Antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
            Sim Jesus o homem que também é Deus sacrificou-se por nós, morreu a nossa morte, fez-se pecado para que nós nos tornássemos justos (II Co 5:21).
            Karl Barth diz “que essa foi a expressão não somente da santidade da justiça divina, mas também do santo amor divino”.
            O sacrifício tem seu fim na pessoa de Jesus Cristo, ele é consumado na pessoa de Jesus Cristo.
            Todo lei sacrificial do Antigo Testamento era sombra do sacrifício superior que Cristo faria por nós.
            John Stott diz que “o amor divino triunfou sobre a ira divina mediante o divino auto-sacrifïcio”.
            Porque o amor divino triunfou não precisamos mais sacrificar, basta-nos crer na obra salvadora de Jesus Cristo.

Conclusão – Quero concluir com o versículo de Hb 9:28.
 Sim, Cristo ofereceu a si mesmo como oferta para tirar o pecado da humanidade, para tirar o meu pecado, o seu pecado, e o fez para todo o sempre. Esta foi a obra da expiação e Cristo também satisfez a justiça de Deus, sacrificando-se a si mesmo. Desta forma dando fim a ira de Deus e nos reconciliando com o Pai, realizando a propiciação por nós pecadores.
Diante desta verdade onde o próprio Deus se tornou homem por amor a você, morreu numa cruz em seu lugar, o que você vai fazer? Jesus te chama para o mundo anunciar sua morte e a sua ressurreição.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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