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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

2 CORÍNTIOS - 12



Paulo continua os comentários do capítulo 11, mostrando que ele poderia se gloriar mais que os falsos apóstolos que estavam enganando os coríntios. Embora que tenha como se gloriar, ele não o faz porque entende bem que toda a glória pertence ao Senhor.



12:1-6
Se fosse para se exaltar, Paulo citaria as suas próprias experiências espirituais, principalmente as suas visões e revelações. Até uma vez ele foi levado ao terceiro céu (o paraíso) onde ouviu coisas que o homem não pode falar! Mas, esta experiência não deu motivo para Paulo se exaltar. Foi algo que ele recebeu, não algum ato que ele fez. Foi Deus que lhe concedeu esta bênção, e Paulo continua sendo um mero homem.


**Obs.: "Conheço um homem" - Paulo se esforçou tanto para evitar a vanglória que nem se identificou aqui. A experiência obviamente era dele mesmo, mas ele não quer dizer "Eu fui arrebatado ao paraíso!" De fato, ele guardou silêncio sobre este assunto durante 14 anos!

**Obs.: O terceiro céu - Paulo o identifica como o paraíso. Normalmente se supõe que o primeiro seria a atmosfera (firmamento) e o segundo o espaço (sol, lua, estrelas, etc.).

**Obs.: Se Paulo recusa se gloriar nos seus feitos e nas suas experiências espirituais, ele pode se gloriar no que? Ele já falou várias vezes: na sua fraqueza. Alguns dos detratores de Paulo o consideravam fraco (10:10; 11:21). No seu argumento aqui, ele torna seu ponto "fraco" em ponto forte. Ele se gloria na fraqueza, porque a fraqueza dele destaca com mais clareza a força de Deus (11:30; 12:5,9,10; 13:3).


12:7-10
A ilustração de fraqueza que Paulo escolheu foi de algum sofrimento que ele descreve como "espinho na carne". Ele não identifica o espinho, mas fala algumas coisas interessantes que nos ajudam quando enfrentamos diversos tipos de sofrimento em nossas vidas:


(1) O espinho servia para combater qualquer tendência de se ensoberbecer ou se exaltar. Nas fraquezas, lembramos da nossa dependência de Deus e do fato que somos insignificantes em comparação com ele.

(2) O espinho foi um mensageiro de Satanás. Embora Deus use nossas angústias para seu propósito, foi Satanás que pôs o espinho na vida de Paulo. Compare com o caso de Jó. Deus permitiu que o Diabo o afligisse.

(3) Paulo pediu três vezes, mas Deus recusou tirar o espinho de sua vida. As doutrinas de algumas igrejas hoje que sugerem que a vida cristã deve ser livre de sofrimento, ou que sofrimento é prova de pecado na vida da pessoa, são doutrinas erradíssimas. Paulo, um servo fiel e dedicado, sofreu na carne. Servos fiéis hoje podem sofrer pobreza, doenças e outras tristezas.

(4) A graça de Deus basta. Satanás mandou o espinho, mas Deus o usou para mostrar a importância de sua graça para com Paulo.

(5) O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza do homem.

(6) Paulo prefere gloriar em Cristo do que receber a glória dos homens.

(7) Uma vez que Paulo aprendeu entender as coisas desta maneira, ele sentia prazer nas fraquezas, injúrias, etc, pois nestes momentos ele viu o poder de Deus com mais nitidez. Veja Tiago 1:3-4.

(8) Quando Paulo era fraco em termos de circunstâncias desta vida, ele se sentiu mais forte por causa da força de Deus na vida dele.


12:11-13
Paulo considerou toda esta "loucura" desnecessária e constrangedora. Os fatos deveriam ter sido evidentes aos coríntios:


(1) Ele não era inferior aos falsos profetas!

(2) Ele apresentou as credenciais do apostolado (milagres) aos coríntios.

(3) O fato que ele não recebeu sustento da igreja dos coríntios não a fez inferior a outras. (Ele pede perdão pela "injustiça" de não ser pesado para eles!)

**Obs. As credenciais do apostolado. Paulo cita seus sinais, prodígios e poderes miraculosos como provas do seu apostolado. Nisso ele nos lembra de um fato freqüentemente ignorado sobre os dons miraculosos na igreja primitiva. Os sinais serviam para confirmar a palavra pregada pelos apóstolos (Marcos 16:20; Hebreus 2:3-4). Hoje, temos a palavra revelada e confirmada nas Escrituras, e não há mais necessidade de sinais (1 Coríntios 13:8-13). Nós não somos apóstolos (testemunhas oculares de Cristo ressuscitado - Atos 1:22; 1 Coríntios 15:8), e não temos as credenciais do apostolado. Graças a Deus, temos um caminho sobremodo excelente, superior a qualquer sinal miraculoso; temos a palavra de Deus que pode salvar almas!


12:14-18
Paulo não pretendia ser "pesado" na próxima visita a Corinto. Ele não foi atrás dos bens, e sim procurou as pessoas. Ele não se interessou pelo dinheiro dos coríntios.


**Obs.: "pela terceira vez" sugere a possibilidade de uma visita por Paulo a Corinto entre a primeira e segunda carta. Veja comentários a esse respeito na introdução (Estudo 1/15).

**Obs.: O motivo do trabalho de Paulo. Este apóstolo não procurava os bens materiais dos cristãos onde ele trabalhava. Não tinha metas de arrecadação, nem demandas salariais. Recebia sustento, sim, mas não aproveitou oportunidades de tomar os bens dos recém-convertidos nas igrejas que ele estabeleceu.
Paulo se gastou no trabalho em prol das almas dos outros irmãos (15).
Voltando a usar um tom de ironia, ele diz que prendeu os coríntios com dolo (16). Assim, ele chama atenção ao fato da sinceridade e falta de qualquer egoísmo no seu trabalho. Nem ele, nem os seus companheiros, tinham explorado os coríntios.

**Obs.: Paulo e outros poderiam ter aproveitado as coletas que foram feitas para ajudar os irmãos necessitados na Judéia, mas não o fizeram. De fato, Paulo fez tudo para evitar qualquer suspeita ou acusação em relação ao dinheiro levado (veja 8:19-24). Como o trabalho dele foi diferente dos negócios ocultos e, às vezes, sujos de algumas igrejas hoje!


12:19-21
Mostrando a sinceridade do seu amor para com os coríntios, Paulo faz mais um apelo incentivando-os a praticar a pureza. Ele não gostaria de encontrá-los praticando pecado.



Autor Desconhecido

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