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By Ferramentas Blog

sexta-feira, 18 de março de 2011

VIDA CRISTÃ 4 - NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE SÉCULO

NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE SÉCULO
Rm 12:2

INTRODUÇÃO: Paulo ao escrever a Igreja de Roma os chama para não se conformarem com a ordem presente (sistema maligno que governa o mundo), e os chama para transformar esta ordem presente a começarem por eles mesmos.

1 - O que significa conformar?
R.: Concordar, conciliar ou se tornar idêntico. Quando me conformo com algo? Quando eu concordo com o que vejo, me torno passivo ao que estou assistindo ou me torno idêntico ao sistema, isto é, passo a praticar os mesmos hábitos da maioria.
Paulo está dizendo para a Igreja: “não seja idêntica ao mundo, não seja passiva diante do mundo, não se concilie com este mundo”.
O que significou estas palavras para aquela Igreja e o que significa para nós hoje?

2 – Pano de fundo do Império Romano
          Nos dias de Paulo, O Império Romano vivia um momento de Paz. Esta paz custava caro para os cidadãos de todo império, principalmente as províncias conquistadas pelo Império. Estas eram obrigadas a pagar altos tributos para manter o Império. O Império crescia a custa de tributos. Estes tributos eram mais pesados sobre aqueles que trabalhavam no campo.
          Roma era a Capital do Império Romano. A cidade de Roma era a São Paulo de nossos dias. Ela começou a experimentar um glorioso crescimento, um extraordinário desenvolvimento em relação as demais cidades de sua época. Como São Paulo, começou a atrair muitas pessoas que já não conseguiam sobreviver pagando altos tributos para o Império. Muitos pobres e gentios provindos dos mais diversos cantos se espalhavam pela cidade na busca de uma vida melhor. Entretanto, Roma não conseguia atender a todas estas pessoas.

3 – Problemas internos da Igreja
A) CONFLITOS DE IDÉIAS - A Igreja pelo que tudo indica era composta de gentios e de judeus-cristãos. Os gentios aceitavam a Cristo, mas não aceitavam as leis judaicas. Os judaizantes aceitavam a Cristo como Messias e Salvador, contudo queriam que a Igreja guardasse algumas das leis judaicas.
Detectamos um conflito dentro da Igreja de Roma. Como o mundo secular resolveria este problema? Com certeza a minoria deveria aceitar a posição da maioria, dos mais fortes, ou cair fora do grupo. Vejamos como Paulo trata com esse conflito: (Rm 14:1 à 15:13). Paulo propõe algo diferente: Paulo coloca como fraco os que estavam se judaizando (Rm 14:2), voltando à pratica da lei. O conflito se encontra nesta questão, pois os judeus-cristãos não queriam abandonar a prática da lei. Paulo adverte ambos os grupos a não desprezarem um ao outro.
Em nossos dias somos tendenciosos a desprezarmos um ao outro. Dentro da Igreja há irmãos que despreza o outro, porque o outro não acredita como ele na predestinação, na perseverança dos santos, no modo de batismo, no uso dos dons. Agimos conforme o mundo. Julgamos o outro baseado em nossa crença, em nossa cosmovisão. Passamos a definir como verdades absolutas o que Deus não definiu. Criamos uma teologia dogmática que não foi criada pelos apóstolos. Julgamos muitas vezes não pela palavra, mas pela constituição, pela confissão de fé; nos tornamos novos católicos, tudo que os reformadores não queriam. Se alguém não pensar como nós queremos, fazemos como o mundo: expulsamos de nosso meio.
Essa é uma realidade das diversas denominações. Em nossos dias nos preocupamos demais em não perder a identidade da denominação e não nos preocupamos se estamos perdendo nossa identidade cristã (Rm 14:4-12). Não sabemos conviver em paz com os mais diversos pensamentos. Fazemos de tudo para obstruir qualquer pensamento diferente do nosso. Tudo que não ferir princípios absolutos devem ser tolerado por amor a Cristo, por amor a sua Igreja. Jamais existirá unidade se não houver amor. O amor tudo suporta, tudo espera, tudo crê.

B) CONFLITOS SOCIO ENCONOMICO - Existia outro problema na Igreja de Roma. Problema socioeconômico. Pelas informações extraídas da carta de Paulo aos romanos podemos pensar que alguns destes irmãos possuíam algum bem ou alguma condição socioeconômica a ponto de poder distribui-los, exercendo assim misericórdia (Rm 12:8, 13). Para que alguém possa dar seus bens ou alguma esmola é necessário que ele possua recursos. Possivelmente alguns destes irmãos possuíam estabelecimentos comerciais na cidade, pois o apóstolo pede para que todos pagassem os tributo devido (Rm 13:6-8).
Por outro lado, diante a real situação da cidade, é bem possível que houvessem muitos pobres e até mesmo escravos dentro da Igreja. Com certeza, diante dessa realidade que Paulo pede para que aquele que contribua o faça com liberalidade, diante dessa realidade Paulo adverte para que todos pudessem tratar cordialmente uns aos outros, não se julgando melhor do que ninguém (Rm 12:10,16).
Temos visto em nossos dias Igrejas feitas somente para ricos, só para brancos ou somente para negros. Penso que nenhuma delas deveriam ser chamadas de Igreja. Em nossos dias estão buscando os princípios de negócios seculares e trazendo para dentro da Igreja. Algumas coisas até podem ser usadas, mas devem estar sempre debaixo da orientação de Deus. Devemos cuidar, pois como podemos dizer que amamos a Deus se não conseguimos abraçar um menino de rua, uma prostituta. Como levaremos o Evangelho a toda criatura se escolhemos apenas um tipo de criatura para ser alcançada? Como aprenderemos a amar o pobre se não existe espaço para ele em nossa igreja? Por outro lado alguns partem para o outro extremo e dizem que todo rico já está condenado e acham que pobreza é sinônimo de salvação.
          Até quando faremos acepção de pessoas? O mundo faz acepção de pessoas. A Igreja mundana faz acepção de pessoas. O cristão mundano faz acepção de pessoa. Paulo diz que Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2:11). Será que estamos nos tornando conciliares com o mundo?
         
          C) CONFLITOS DE CULTOS - Existia ainda mais um conflito na Igreja de Roma. Existia o conflito de culto. A Igreja declarava que somente Jesus era Senhor e digno de ser adorado; O Império Romano declarava que César era o Senhor e digno de ser adorado. Este era um conflito externo.
          O culto, a César, era adoração ao Imperador. Estes homens eram adorados como deuses. Tais homens representavam a divindade na terra.
          Várias passagens no N.T. se erguem contra as pretensões dos soberanos de se fazerem honrar como deuses; Mt 22:21; At 12:23; Ap 2:12-17. Para os cristãos havia um único Senhor (Kyrios), este era Jesus Cristo. Desta forma os cristãos se recusavam a participar do culto que considerava o imperador como Senhor. Isto não significava que os cristãos eram rebeldes ao imperador, pelo contrário entendiam que deveriam se submeter a sua autoridade, desde que essa não ferisse os princípios de Deus. Paulo exorta os irmãos para que obedecessem as autoridades superiores (Rm 13:1-7).
          Em nossos dias ainda existem muitos cultos a César, a homens, embora hoje não sejam declarados como cultos. Apenas para pensarmos: Muitas pessoas cultuam cantores, jogadores, pessoas famosas. Algumas pessoas colocam imagens de seus “ídolos” em tudo que possui: cadernos, paredes do quarto, camisetas, etc. Fazem isso para que todos saibam quem são seus ídolos. Tal atitude demonstra onde está o seu coração.  
Outra forma de cultuar a César aparece dentro das Igrejas. Há pessoas que cultuam homens de Deus em vez de cultuarem o próprio Deus. Há pessoas que vão à Igreja por causa do pastor e não por causa de Jesus. Um pastor pode até ser um motivo positivo para você ir a Igreja, mas não a razão para se ir a Igreja.
          Há pessoas que trocaram os ídolos do mundo pelos ídolos da Igreja. Artistas e cantores famosos se convertem, mas continuam querendo ser estrelas. Não suportam a idéia de serem apenas cooperadores do Reino, querem ser as estrelas do Reino. Quantos aos cultos? Será que nossos cultos têm se identificado ao culto prestado a César? César era um homem. A razão de nossos cultos é Deus ou os homens?

CONCLUSÃO: Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente. Como está nossa Igreja? Precisamos nos avaliar como Igreja, comece se auto-avaliando. Como você está? Conformado com o mundo ou está lutando pela implantação do Reino de Deus.

Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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