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quarta-feira, 20 de abril de 2011

MEDITAÇÕES 7 - FRUSTRADO OU REALIZADO?

FRUSTRADO OU REALIZADO?
Ec 2:17-23

INTRODUÇÃO: O rei Salomão, que estudou diligentemente e trabalhou muito para alcançar objetivos terrenos, concluiu que, na sua morte, sua fortuna iria para pessoas que não haviam trabalhado por ela, e a desperdiçariam. Isso lhe causou grande ressentimento por todos os dias “penosos” e noites de insônia (2:23) que investira. Ele não é o único a sentir-se assim.
Um advogado bem sucedido disse a uma pessoa que não sabia por que trabalhava tanto. Contou que seus filhos e filhas gastavam tudo que ele ganhava desordenadamente, e acabaram transformando suas vidas numa bagunça. Seus filhos não aprenderam a valorizar a vida e nem a vida dos seus semelhantes (Pv 13:11).
Quando você olha para sua vida qual sentimento você tem: frustração ou realização?
Você que ainda está começando a vida: que é jovem, que esta sonhando em se casar, que está casado a pouco tempo, que pretende ter filho, que tem filhos pequenos. Qual sentimento você busca no fim de sua vida: frustração ou de realização? Com certeza você quer se sentir realizado, para isso você precisa compreender o sentido da vida.

1 – O dinheiro é uma necessidade e não o fim de nossas vidas
(Ecl 10:19) “..., e o dinheiro atende a tudo”. O dinheiro é uma necessidade em nossas vidas. Tudo que precisamos materialmente o dinheiro atende. Precisamos ir ao médico, precisamos de dinheiro para pagar a consulta, cirurgia, etc. Precisamos de roupa, precisamos de dinheiro para pagarmos a loja que nos fornece a roupa ou o tecido para costurarmos. Precisamos de comida, material higiênico, precisamos de dinheiro para pagarmos o mercado. Tudo neste mundo é movido a dinheiro e não podemos negar esta verdade. Para evangelizarmos precisamos de dinheiro para comprar folhetos, para pagarmos um programa no rádio, na televisão. A igreja precisa de dinheiro para se manter, precisa pagar luz, precisa pagar água, precisa pagar zeladora, precisa pagar a manutenção do prédio e dos equipamentos.
O dinheiro é uma necessidade deste mundo, entretanto o dinheiro não é o fim de nossas vidas. Algumas pessoas diante a necessidade de ganhar dinheiro para viver bem, coloca o dinheiro como o fim, isto é, como a razão de suas vidas (Mt 19:16-24 – O homem rico estava apegado ao dinheiro). A razão de nossas vidas é glorificar a Deus e não ganhar dinheiro. Não glorificamos a Deus por termos uma conta bancaria gorda, ou por fazermos grandes doações à igreja ou a instituições de caridade, glorificamos a Deus numa fidelidade de vida e compromisso com Ele. Essa fidelidade pode nos levar a fazermos grandes doações a Igreja ou a instituições de caridade (grandes doações para Deus não está no valor numérico doado, mas no valor doado de nós mesmos).
Precisamos aprender esta lição de que nossa vida é para glorificar a Deus e passarmos esta lição para nossos filhos. Não importa o quanto temos de dinheiro, importa sim, o quanto vivemos para Deus.

2 – Aprenda a viver com contentamento e desfrute da vida (Ecl 2:24-25)
A solução que Salomão apresenta para se ter uma vida realizada, isto é, a solução para o paradoxo dessa vida de se trabalhar tanto e outros desfrutarem do nosso trabalho é aprendermos a viver com contentamento e desfrutarmos da vida oferecida por Deus.
Você pode escolher viver reclamando da vida, viver amargurado por trabalhar tanto e não conseguir comprar tudo que o mundo lhe oferece; viver a vida e guardar tudo para seu filho, sua filha e não desfrutar do seu trabalho; ou você pode escolher trabalhar tanto, mas desfrutar do seu trabalho. “Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, [...]. Goza a vida com a mulher que amas, [...].” (Ecl 9:7,9)
Comer, beber aqui não significa ser glutão e nem beberrão, mas com temor a Deus desfrutar do seu trabalho, pois Salomão afirma que o contentamento vem de Deus. Comprar comida, bebida, com o dinheiro do seu trabalho. Sair com a família, tirar umas férias de vez em quando, fazer passeios relaxantes, isto é viver a vida com contentamento.
Sonhar faz parte da vida, ambicionar coisas melhores faz parte da vida, desde que tudo seja feito com moderação. As vezes precisamos economizar para o amanhã e até devemos nos preparar para o amanhã. Mas não podemos deixar de desfrutar os momentos que a vida nos proporciona hoje, não podemos nos tornar tão munhecas a ponto de não mais desfrutarmos da vida hoje. Não podemos deixar de fazermos aquele almoço nos domingos com a família, de sairmos de férias, pois não sabemos o dia de amanhã. Não sabemos até quando viveremos, e podemos correr o risco de morrermos sem desfrutar da vida. Como diz Salomão: “tudo isto é vaidade”.
O maior prazer da vida está nos pequenos gestos e não nas grandes conquistas. Um abraço, um beijo, palavras de amor, momentos de alegria vivida pela família, serão lembranças melhores do que qualquer bem deixado por herança.
Curta a vida como você pode – seja feliz independente do seu salário – Paulo diz: “esteja contente tendo o que vestir e o que comer” (1 Tm 6:8).

3 – Seja justo (Ecl 5:8-10)
Salomão fala a respeito do enriquecimento de muitos, enriquecimento causado pela injustiça, pela exploração dos mais pobres. Ele diz que o proveito da terra é de todos. Ora, isto significa que todos devem comer dos frutos da terra; em nossa linguagem todos devem comer do fruto de seu trabalho com justiça. Muitos se enriquecem não porque negociam bem, mas porque não dão o devido valor aos seus funcionários.
Muitos patrões moram em mansões, possuem grandes barcos, vivem viajando para o exterior e seus funcionários não tem dinheiro para comprar comida do mês. Isto é justiça. Isto é amar o próximo como a ti mesmo? Que visão de amor é esta que muitos patrões cristãos têm?
Os patrões têm o direito de desfrutar do seu trabalho, até podem receber mais que seus funcionários, uma vez que são eles quem mais investem, quem mais gastam, mas devem tratar seus funcionários com dignidade, devem pagar a eles um valor que de para se viver.
(Pv 15:16; 16:8) – O problema não é ser rico, o problema está em como nos tornamos rico. Após nos tornamos ricos, precisamos nos cuidar para não amarmos o dinheiro, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (Ecl 5:10; 1 Tm 6:10).

4 – Viva com temor a Deus (Ecl 12:13, 14)
Tudo seja feito com temor a Deus, não podemos nos esquecer que “curtir” a vida, implica em vive-la de forma agradável a Deus, em desfrutar de nosso trabalho e se possível ajudar os que não tem, “curtir” a vida para Salomão só é possível com Deus (Ecl 2:25).
Diversas vezes somos aconselhados neste livro a viver com temor: 5:1-2; 9:8;12:1. Ler também Pv 14:26,27; 15:24.

CONCLUSÃO: Quanto mais espaço dermos para Deus em nossa vida, mais saberemos viver e mais nos sentiremos realizados. A realização está em Glorificarmos o nome de Deus e em desfrutarmos da vida com contentamento.


Pr. Cornélio Póvoa de Oliveira

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